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Rita Duarte

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Bombardier despede 7.000 pessoas

O fabricante de aeronaves ficou aquém da previsão dos analistas nos lucros do quarto trimestre e a decisão tomada implicará custos até 300 milhões de dólares, cerca de 270 milhões de euros.

As receitas da Bombardier baixaram 16% para 5,02 mil milhões de dólares, abaixo dos 5,5 mil milhões apontados em média pelos analistas.

Alain Bellemare, designado CEO da empresa há um ano, com o mandato para repor a rentabilidade, tem em mãos a missão de eliminar o excesso de custos e os atrasos no programa do avião da Série C, orçado em quase cinco mil milhões de euros. No último trimestre de 2015, a Bombardier chegou a acordo para venda de activos que rondam os 2,2 mil milhões de euros.

A companhia procura assegurar financiamento do governo federal do Canadá, depois de ter já garantido um investimento na casa dos 900 milhões de euros da parte da província do Quebec, destinados à Série C. Com a companhia aérea Air Canada, assinou uma carta de intenções para venda de uma frota de pelo menos 45 aviões deste modelo, negócio avaliado em quase 3,5 mil milhões de euros.

Na semana passada, a Bombardier concluiu a venda de 30% da sua unidade ferroviária, por mais de 1,3 mil milhões, ao fundo de pensões público do Quebec.

O anúncio da Bombardier acontece depois de também a Shell e a General Electric terem comunicado fortes cortes na folha de pagamentos dos próximos anos. A petrolífera vai despedir 10.000 pessoas, enquanto a GE promete cortar 6.500 postos de trabalho.

Banco de Portugal opõe-se à venda do Banco de Cabo Verde a José Veiga

José Veiga

O empresário tinha pedido autorização para adquirir a totalidade das ações do Banco Internacional de Cabo Verde (BICV), ex-Banco Espírito Santo de Cabo Verde, S.A. (BESCV), detidas pelo Novo Banco, S.A. (Portugal), a 18 de janeiro, mas o regulador vem agora inviabilizar a compra face à “existência de investigações relacionadas com a operação”.

José Veiga está em prisão preventiva desde o dia 8 de fevereiro por suspeita dos crimes de corrupção, tráfico de influências e participação em negócio, entre outros ilícitos.

Praia da Salema entre as 50 melhores do mundo

A aldeia piscatória no concelho de Budens, Vila do Bispo, com ruelas e casas tradicionais, tem uma praia com um areal extenso.

Por isso, está classificada por este top como uma das melhores praias da Europa para famílias. No 13.ª lugar do ranking geral, Salema destaca-se ainda pelas pegadas de dinossauros que se encontram nas rochas da praia, pelo facto de ter bandeira azul e ondulação fraca.

Talvez uma das mais fotografadas do mundo, a praia Source d”Argent, na ilha de La Digue, a terceira maior e mais populosa das Seychelles, lidera este ranking.

Em destaque está também a praia da Duna de Pyla, no sudoeste de França, que, como o nome indica, resulta da formação de enormes dunas, as maiores da Europa, do cimo das quais se veem o Atlântico e a floresta da região.

Segue-se a praia de Shoal Bay, Antígua, nas Caraíbas, com areia fina e branca como açúcar e águas cristalinas.

Veja aqui o ranking completo

Apple não vai obedecer a ordem para desbloquear iPhone de terrorista

No massacre, que ocorreu no passado mês de dezembro, morreram 14 pessoas. O Estado Islâmico reivindicou o ataque, garantindo que Syed Rizwan Farook, de 28 anos e nacionalidade norte-americana, e a sua mulher, Tashfeen Malik, de 29 anos e nascida no Paquistão, os autores do tiroteio, eram seguidores do grupo terrorista.

Cook escreveu um extenso comunicado para explicar que a ordem da magistrada Sheri Pym ameaça a segurança e a privacidade dos clientes da Apple e tem “implicações que vão para além do caso legal em questão”.

Na terça-feira, a magistrada do tribunal de Los Angeles declarou que a Apple deveria fornecer “assistência técnica” aos investigadores que estão a tentar aceder aos dados guardados no iPhone 5C de Syed Farook. Numa carta aos clientes da Apple, Tim Cook escreve que o FBI pedira à empresa para construir uma “porta das traseiras para entrar no Iphone”.

“O governo está a pedir à Apple para piratear os nossos próprios utilizadores e minar décadas de avanços de segurança para proteger os nossos clientes – incluindo dezenas de milhares de cidadãos americanos – de ‘hackers’ sofisticados e cibercriminosos”, afirma Cook. “Não encontramos precedente de uma empresa americana ser forçada a expor os seus clientes a um risco maior de ataque”, critica.

Na declaração, colocada no site da Apple, Cook refere que a companhia ficou “chocada” com o ato mortífero de terrorismo em San Bernardino e garante que quer justiça para todos os que foram afetados, detalhando que nos dias que se seguiram ao ataque colaborou com as autoridades, tendo fornecido toda a informação na sua posse. Os engenheiros da Apple disponibilizaram-se a auxiliar o FBI e ofereceram as suas “melhores ideias” para uma série de opções de investigação. “Pedem-nos para fazer algo que não temos, e que consideramos demasiado perigoso criar”, sublinha o presidente executivo da Apple, referindo-se à “porta das traseiras” para aceder ao iPhone.

“Especificamente, o FBI quer que construamos uma nova versão do sistema operativo do iPhone, contornando importantes ferramentas de segurança, e que o instalemos num iPhone recuperado durante a investigação. Nas mãos erradas, este software – que hoje não existe – teria o potencial para desbloquear qualquer iPhone”. Cook acrescenta ainda que, apesar de as autoridades garantirem que este software serviria apenas para este caso, não existe garantia de controlo. “Uma vez criada, a técnica poderia ser usada vezes sem conta, num sem número de dispositivos. No mundo físico, seria equivalente a uma chave mestra, capaz de abrir centenas de milhões de fechaduras – de restaurantes a bancos, lojas e casas”.

O CEO da Apple conclui a declaração admitindo que irá desafiar a exigência do FBI com o maior respeito pela democracia americana e amor pelo país. “Ainda que acreditemos que são boas as intenções do FBI, seria errado para o governo forçar-nos a construir uma porta das traseiras para os nossos produtos. E, no limite, receamos que esta exigência minasse as liberdades que o nosso governo tem o objetivo de proteger”.

Obama acredita que Donald Trump não vai chegar a Presidente

Barack Obama

“Continuo a pensar que Donald Trump não será Presidente e a razão é que tenho muita fé nos norte-americanos”, assegurou Barack Obama, na conferência de imprensa realizada após um encontro com os representantes da Associação das Nações do Sudeste Asiático, na Califórnia.

Barack Obama afirmou que estar à frente do Governo dos Estados Unidos é um “trabalho sério” e não se trata de “apresentar um programa de televisão ou um ‘reality show'”, referindo-se à carreira televisiva de Donald Trump.

“Acredito que os observadores estrangeiros estão preocupados com parte da retórica que têm ouvido nestas primárias republicanas”, sublinhou o Presidente norte-americano.

Em relação à batalha no campo dos democratas, Barack Obama considerou que os aspirantes, antiga secretária de Estado Hillary Clinton e o senador Bernie Sanders, que estão a fazer um “debate são” sobre os assuntos que interessam ao eleitorado democrata.

Barack Obama recusou posicionar-se a favor de um ou de outro, mas admitiu que conhece melhor Hillary Clinton porque foi sua secretária de Estado entre 2009 e 2013, depois de o atual Presidente a ter vencido nas primárias para as eleições de 2008.

Marcelo prepara entrada em Belém e já afina regras com Costa

Marcelo Rebelo de Sousa

Após receber três ministros (Defesa, Finanças e Negócios Estrangeiros), Marcelo Rebelo de Sousa recebeu ontem o primeiro-ministro no seu gabinete de Presidente eleito (no palácio de Queluz), num encontro que durou duas horas e meia. António Costa admitiu à saída que tinha acabado de ter uma “excelente reunião de trabalho”, considerando “natural” que – neste momento de “transição de poderes” – o Governo mantenha o Presidente eleito “ao corrente dos assuntos do Estado” .

Costa disse ainda que estão a ser definidas “regras de trabalho em comum” e até referiu que estão a ser feitos “com o consentimento” e “sem desconsideração” pelo atual Presidente da República, Cavaco Silva, “que está no pleno exercício das suas funções”. Porém, poderá haver aqui uma tentativa de encostar Cavaco, como adverte ao DN o antigo assessor político de Soares e Eanes, Joaquim Aguiar (ver entrevista ao lado). Também o ex-membro da casa civil de Soares e Sampaio, Pedro Reis, diz ser já claro que “o que importa é o pós 9 de março”.

Presidente a 100%

Fonte próxima de Marcelo explicou ao DN que “todos estes contactos estão a ser feitos como um trabalho de casa do presidente eleito como trabalho de casa para quando chegar o dia 9 de março entrar a 100% no cargo”.

Sobre o facto de receber o ministro das Finanças, Mário Centeno, a mesma fonte justifica que está relacionado com o facto de “um dos dossiers que o Presidente terá como prioridade ser o Orçamento do Estado para 2016”. Nesse mesmo sentido já ouviu os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, pois são pastas sob as quais incidem os poderes presidenciais.

Um estilo inédito

As audições (ontem recebeu também o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa) que Marcelo está neste momento a fazer, com tanto formalismo, acabam por ser inéditas. Pedro Reis – que esteve na casa civil de Mário Soares e de Jorge Sampaio e foi um dos organizadores das “presidências abertas” – recorda que no tempo de Soares “foram feitos contactos, mas mais informais e de forma muito diferente. Ele, aliás, esteve muito tempo fora e era o indigitado chefe da casa civil, Alfredo Barroso que fazia alguns contactos”.

Ao DN, Alfredo Barroso recorda-se que, antes de ser eleito, Soares fez apenas “audiências informais e pontuais”, até porque “aproveitou para estar muito tempo a descansar na Serra da Estrela”. O antigo chefe da casa civil recorda-se até que Soares estava na serra quando teve de lhe ligar a “informar do assassinato do Olor Palme [o carismático social-democrata sueco]”.

Daí que Soares só tenha reunido, e de forma informal, com “os candidatos vencidos antes das eleições. Chamou o Freitas do Amaral, Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintassilgo para mostrar que era o presidente de todos os portugueses”. Isto porque, “ganhou por pouco e a direita até tinha autocolantes a dizer: “Este não é o nosso Presidente””.

Já no caso de Sampaio, Pedro Reis conta que foi “tudo mais informal”, até porque “havia pessoas que transitavam de uma casa civil para outra”, caso de Carlos Gaspar, de José Manuel dos Santos e do próprio Pedro Reis. Quanto à relação com o primeiro-ministro, Sampaio e Guterres dispensavam apresentações e encontros formais. Conheciam-se há anos e eram do mesmo partido.

Pedro Reis, que apoiou Sampaio da Nóvoa, destaca que Marcelo “está a ser muito mais acelerado, por exemplo, na escolha dos nomes do Conselho de Estado”, num estilo que “faz parte das características pessoais do próprio”. Pedro Reis acredita que foi eleito um “heterónimo de Marcelo, o Marcelo Presidente”, que parece estar a querer “ir buscar o que de melhor houve nas outras presidências”.

Alfredo Barroso também considera “legítimo” que Marcelo esteja a querer ser o Presidente de todos os portugueses e elogia o facto de querer copiar o “bom exemplo” das presidências abertas de Soares. Os três antigos membros das casas civis (que incluem as de Eanes, Soares e Sampaio) concordam que “Marcelo tem perfil” para pôr em prática um modelo de presidências abertas.

Lisboa entrou em obras. Os condutores vão sofrer com isso

As empreitadas decorrerão a par de projetos de grande dimensão de requalificação do espaço público, como os do Cais do Sodré, Corpo Santo e Campo das Cebolas, já em execução, o do eixo rodoviário Entrecampos-Saldanha-Marquês de Pombal, a iniciar em meados do próximo mês, e a remodelação da 2.ª Circular, que começará a sair do papel no verão.

Os trabalhos implicarão condicionamentos no trânsito até ao final deste ano e preocupam a União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), que preferia que as empreitadas não decorressem em simultâneo. Já os moradores ouvidos pelo DN preferem destacar o facto de o resultado final ser positivo.

Os dados constam do mapa de ação, disponível no site da câmara municipal, do programa Pavimentar Lisboa 2015-2020, lançado em julho do ano passado para responder de forma estrutural ao problema dos buracos na estrada: este ano, está previsto o lançamento de 118 empreitadas, a acrescentar às 29 já em curso. Entre as freguesias abrangidas, está a dos Olivais.

É ali que mora Gonçalo Maggessi, membro de uma associação cívica local e que, enquanto residente, não esconde a satisfação por ver ruas que há décadas não eram alvo de qualquer intervenção serem “finalmente” repavimentadas. Os constrangimentos à circulação existem, reconhece o lisboeta, mas nem por isso o incomodam. “Acho que é mais difícil para quem atravessa os Olivais”, sublinha o DN.

Dificuldades são, de resto, o que espera encontrar quando, em junho ou julho – data já avançada pelo presidente da autarquia, Fernando Medina -, começar a ser concretizada a remodelação da 2.ª Circular. O projeto, atualmente em fase de aperfeiçoamento, inclui o alargamento e a arborização do separador central e a repavimentação da via. A garantia do município é de que os trabalhos decorrerão durante a noite e a previsão é de que se prolonguem por 11 meses.

Feitas as contas, as obras estarão concluídas em maio ou junho de 2017. Por essa altura, já deverá estar terminada a requalificação do eixo Entrecampos-Saldanha-Marquês de Pombal e, na frente ribeirinha, do Cais do Sodré, do Corpo Santo e do Campo das Cebolas, com conclusão prevista para o primeiro trimestre do próximo ano. A autarquia já admitiu que a primeira, a iniciar dentro de um mês, causará constrangimentos na circulação, algo que tem vindo a ocorrer à beira-rio, devido às restantes.

Nesta semana, a CML informou, em comunicado, que, durante três meses, a Rua dos Arameiros está encerrada à circulação e que a Rua da Alfândega e a Avenida Infante D. Henrique “estarão sujeitas a condicionamentos”. A circulação no Cais do Sodré tem estado igualmente limitada, estando a ser coordenada por agentes presentes no local.

Comerciantes preocupados

António de Campos Rosado, presidente da Associação de Moradores da Baixa Pombalina, elogia a finalidade das intervenções, mas critica o facto de a divulgação dos desvios de tráfego nem sempre ser a melhor. “É muito fraca”, avalia, precisando que, muitas vezes, os residentes se confrontam no momento com as restrições. Ainda assim, defende que o “incómodo” causado pelos trabalhos “vale a pena”.

“Tudo o que seja obras para requalificar o espaço público é positivo”, concorda a presidente da UACS. Carla Salsinha teme, porém, que as obras se atrasem e, por isso, preferia que não decorressem em simultâneo. Até porque, lembra, os trabalhos vão decorrer durante o verão – a época alta do turismo.

Com o impulso das low cost, as dormidas nos Açores dispararam 20% em 2015

Os voos de baixo custo arrancaram no final de Março. E em pouco tempo os Açores tornaram-se na região que mais cresceu no número de dormidas. Em 2015 o ritmo de crescimento foi de 19,6%, quando o aumento das dormidas a nível nacional foi de 6,7%.

Os números da atividade turística publicados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que no arquipélago açoriano a hotelaria registou no ano passado 1,27 milhões de dormidas. São mais os estrangeiros, mas foi entre os turistas nacionais que houve um maior crescimento. Enquanto no primeiro caso o número de dormidas subiu 10%, no segundo o crescimento chegou aos 35%. Só em Dezembro, as dormidas nos hotéis dos Açores dispararam 51,8%, com uma subida ainda mais expressiva entre os turistas portugueses (66,8%).

O salto no conjunto do ano foi grande em relação a outras regiões (as dormidas subiram 13,6% no Norte, 11,8% no Alentejo, 5,8% na Madeira ou 2,7% no Algarve), mas o peso da região no turismo nacional ainda é pequeno. Com o aumento da atividade turística, os Açores passaram a representar uma fatia de 2,6% do total. “Estamos perante o melhor ano de sempre, em que há crescimentos muito expressivos em quase todas as ilhas”, afirmou Vítor Fraga, secretário regional do Turismo e Transportes dos Açores, citado pela Lusa.

Preços aumentaram

Em Portugal, os hotéis registaram 48,9 milhões de dormidas (num total de 17,4 milhões de hóspedes). Mais de um terço, 16,6 milhões de dormidas, foram no Algarve; 12,2 milhões na Área Metropolitana de Lisboa; 6,63 milhões na Madeira; 6,1 milhões no Norte; 4,53 milhões no Centro; e 1,45 milhões no Alentejo.

No último mês do ano, o preço dos quartos aumentou nas várias regiões, com “evidente destaque” para os Açores, nota o INE. O rendimento por quarto disponível (o chamado RevPAR, que mede a relação entre os proveitos de aposento e o número de quartos disponíveis) era de 11,7 euros, valor que cresceu 49,2% em relação a Dezembro de 2014. O rendimento mais alto registou-se em Lisboa (32,8 euros) e na Madeira (32,3), tal como acontecia nos meses anteriores.

A nível nacional, apesar do aumento do número de dormidas, houve uma desaceleração face ao ritmo de 2014. O mercado interno gerou 14,5 milhões de dormidas em Portugal. Houve um crescimento de 5,3%, quando no ano anterior o aumento tinha sido de 12,8%. As dormidas de turistas estrangeiros, num total de 34 milhões, também desaceleraram, passando de uma variação de 9,3% para 7,3%.

A estadia média aumentou ligeiramente em Dezembro, mas essa não foi a tendência ao longo do ano. No acumulado dos 12 meses do ano, a permanência em hotéis foi, em média, de 2,81 noites, quando no ano anterior estava em 2,87. Já a taxa de ocupação anual foi de 46,1%.

O número de turistas britânicos cresceu 8,7% em termos de dormidas. A procura por parte de turistas espanhóis também continuou a crescer, mas o acréscimo das dormidas foi de apenas 3,2%, enquanto entre os turistas alemães se registou um aumento de 10,7% nas dormidas, mais do que os hóspedes de França, de 11,4%. Tendência contrária aconteceu com os turistas do Brasil, com o número de dormidas a cair 3,3%.

Quando viajam e ficam em hotéis, há mais turistas a permanecer em estabelecimentos de quatro estrelas (15,4 milhões de dormidas, de um total de 32,3 de dormidas em hotéis). No segmento dos hotéis-apartamentos, o número de dormidas foi de 6,9 milhões, nos apartamentos houve 4,54 milhões, nos aldeamentos 2,13 milhões e nas pousadas o número foi de 489,6 mil (741 mil em colónias de férias e pousadas da juventude).

Cava de Viriato e centro histórico com “potencialidades” para ser Património da Humanidade

Cava de Viriato

Esta é a conclusão do grupo de reflexão que foi criado pela autarquia viseense para apontar caminhos que levem à classificação de Património da UNESCO. O grupo, constituído por historiadores, investigadores, arquitetos, arqueólogos e responsáveis por outras candidaturas nacionais, acredita que este núcleo pode assumir-se como tendo sido preponderante na construção da nacionalidade portuguesa e na independência do reino.

“Apesar de se reconhecer que existe potencial para que estes bens possam um dia vir a ser classificados como Património Mundial, não existem ainda dados suficientes que possam sustentar uma declaração de Valor Universal Excecional, nem garantias que tal venha a ser comprovado”, pode-se ler nas conclusões do grupo que tem, entre os seus elementos, Raimundo Mendes da Silva,  curador da candidatura conimbricense a Património da Humanidade da UNESCO. A classificação requer que os bens tenham uma importância cultural tão excecional que transcenda as fronteiras nacionais e se reviste do mesmo carácter inestimável para as gerações atuais e futuras de toda a humanidade.

Segundo os especialistas, este património ainda não alcançou “o reconhecimento pleno do valor que possui”, mas acreditam haver um “claro potencial não explorado”.

Como caminho para a valorização, o grupo propõe um “forte investimento” em estudos científicos e arqueológicos, no que respeita à Cava de Viriato, e a adoção de novas políticas de intervenção relativamente à reabilitação no Centro Histórico.

Aconselha ainda a que sejam feitos estudos comparativos com outros casos, nacionais e internacionais, para comprovar a “excecionalidade” do conjunto monumental de Viseu, assim como colocar em funcionamento um sistema de proteção e gestão “adequado para assegurar a salvaguarda destes bens” e reforçar a sua valorização e promoção.

“O processo que necessitará de ser despoletado é vantajoso e desafiante, mas longo, trabalhoso, com custos e ainda sem garantias no alcançar desde desígnio”, conclui o grupo.

Para o presidente da Câmara de Viseu, independentemente dos resultados, este grupo de reflexão confirmou o “sentido de oportunidade da nossa aposta numa estratégia de valorização do património cultural de Viseu”.  “Esta confirmação entusiasma-nos a prosseguir. Há um longo trabalho a fazer, mas que vale a pena. As suas conclusões apontam caminhos importantes para o Município e para toda a cidade-região”, assume Almeida Henriques que traçou como prazo para a candidatura um horizonte de dez anos.

Palacete Pinto Leite vendido para ser ex-libris cultural do Porto

Palacete Pinto Leite

A vencedora foi a Títulos e Narrativas Unipessoal, Ld.ª, uma empresa constituída na semana passada e que está registada no nome do empresário e autarca António José Rodrigues Moutinho Cardoso. Mas na sala onde decorreu a hasta pública estava também o empresário António Oliveira, o outro nome por trás da empresa que quer transformar o edifício num ex-libris cultural da cidade.

A base de licitação era de 1,550 milhões de euros, e durante dez minutos gerou-se a dúvida sobre quem venceria a batalha pela aquisição do edifício – a Títulos e Narrativas ou a Young Winds from Funchal, SA, que licitou por três vezes, depois da representante da empresa de Moutinho Cardoso ter aberto a sessão. A Títulos e Narrativas acabou por sair vencedora, depois de António Oliveira, sentado junto à licitadora, ir dando algumas indicações.

No final do processo, o empresário e colecionador de arte recusou-se a confirmar qualquer ligação à compra do edifício camarário, mas Moutinho Cardoso, que também coleciona obras de arte, acabaria por fazê-lo. “Estamos a falar de duas pessoas que amam profundamente o Porto e querem desenvolver um projeto muito digno para um espaço que merece um projeto aberto à cidade e que a projete em termos de cultura”, disse aos jornalistas.

Moutinho Cardoso, que chegou a estar ligado à empresa de embalagens Colep e é membro da assembleia de freguesia da União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, tendo sido eleito pela lista independente de Rui Moreira, garantiu que o projeto para o Palacete Pinto Leite está traçado, mas não adiantou quando é que ele estará pronto a ser mostrado à cidade. “Vamos com calma e respeitando as características do edifício  e do jardim, que é outra das mais-valias do espaço e que queremos recuperar”, disse.

O detentor da Títulos e Narrativas destacou a história do edifício, que chegou a albergar o Conservatório de Música do Porto, e garantiu que, com António Oliveira, irá fazer do espaço “um ex-libris, que passará a fazer parte do roteiro cultural do Porto”.
A Títulos e Narrativas foi constituída no dia 10 de Fevereiro, com um capital de 500 euros, tendo como objeto a “exploração de museus, monumentos, edifícios e outros sítios históricos, incluindo a preservação e a exposição dos objetos, sítios e recursos naturais de interesse histórico, cultural e educacional; a construção de edifícios para venda, a compra, venda e revenda de imóveis, a compra de imóveis para revenda, bem como a promoção imobiliária; e ainda a prestação de serviços de consultoria nas referidas áreas de negócio”.

Há anos que o Palacete Pinto Leite integrava a lista do património municipal que a Câmara do Porto se propunha a alienar. Contudo, o edifício acabou por nunca ser sujeito a hasta pública, sendo esta a primeira vez que foi efetivamente colocado no mercado.

Avaliado, já em 2012, por 2,585 milhões de euros, o espaço classificado como imóvel de interesse patrimonial acabaria por ser posto à venda com um desconto de cerca de um milhão de euros, fruto de uma cláusula que obriga a que o seu uso futuro seja de âmbito cultural e artístico.

Rui Moreira chegou a manifestar o desejo de colocar no Palacete Pinto Leite a coleção de Juan Miró, proveniente do BPN, e houve mesmo um empresário luso-angolano que se disponibilizou a comprá-la, mas o negócio nunca se concretizou e Moutinho Cardoso garante que o projeto que se instalará no edifício “não tem nada a ver” com essa coleção.

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