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Rita Duarte

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George W. entra em cena para tentar ressuscitar campanha de Jeb Bush

George W. Bush e Jed Bush

Num evento em North Charleston, o antigo Presidente dos Estados Unidos apelou ao voto no irmão, elogiando o seu carácter e deixando fortes críticas a Donald Trump.

A presença de George W. Bush na campanha pode dar um novo fôlego a Jeb Bush, tendo em conta o simbolismo da Carolina do Sul para a família Bush. Foi este Estado que, em 2000, abriu o caminho à vitória de George W. nas presidenciais do mesmo ano.

Sem mencionar o nome de Donald Trump, George W. Bush, de 69 anos, não deixou dúvidas de que o alvo principal do seu discurso em North Charleston era o milionário de Nova Iorque, que num debate na madrugada de domingo lhe deixou fortes críticas. No debate, onde estiveram presentes os seis candidatos republicanos, Donald Trump atacou o legado do ex-Presidente dos EUA, particularmente a sua política de intervenção militar no Iraque, que destabilizou o Médio Oriente.

A resposta de George W. Bush não tardou. “Estes são tempos difíceis, e eu sei que os americanos estão zangados, mas não precisamos de uma pessoa na Sala Oval que espelhe e inflame a nossa raiva e as nossas frustrações”, afirmou o antigo Presidente americano, citado pela Reuters. Distanciando o discurso populista de Trump do discurso do seu irmão, Bush W. apelou ainda à necessidade de uma “força real” capaz de dar resposta aos desafios que o país enfrenta. “A força não é uma retórica vazia. Não é barulho. Não é teatro de amadores. A força real vem com integridade e carácter. Na minha experiência, a pessoa mais forte não é, habitualmente, a mais barulhenta na sala”.

Horas antes, já o embate entre o ex-Presidente dos EUA e o magnata e estrela de televisão estava ao rubro. Antecedendo o evento protagonizado pelos dois irmãos Bush, Trump participou numa conferência a apenas poucos quilómetros de distância, aproveitando para atacar novamente George W. Bush. “Desculpem-me, o World Trade Center foi derrubado durante o reinado de George Bush, certo? Foi o maior ataque na história dos Estados Unidos – ainda pior do que Pearl Harbor… Não estávamos seguros”, afirmou.

Apesar de muitos republicanos admirarem George W. Bush, a verdade é que as críticas de Donald Trump têm surtido efeito, considera o Governador da Carolina do Sul, David Beasley. “As pessoas vão pensar ´eu adoro o George, mas não sei se posso voltar a confiar o meu voto a outro Bush`”, afirmou o Governador ao Washington Post.

Se a presença de George W. Bush em North Charleston vai ajudar o seu irmão de 63 anos nas primárias da Carolina do Sul do próximo sábado é ainda uma incógnita. Nas sondagens, Jeb Bush está em quarto lugar, atrás do milionário e estrela de televisão, Donald Trump, do Senador do Texas, Ted Cruz, e do Senador da Flórida, Marco Rubio.

Numa altura em que muitos eleitores norte-americanos estão a rejeitar os candidatos do chamado establishment, a corrida não se adivinha fácil para Jeb Bush. Muitos norte-americanos ainda associam a sua imagem ao pesado legado da família Bush, um obstáculo que o ex-Governador da Flórida tem de enfrentar.

Jeb Bush terminou em sexto lugar nos caucus do Iowa e num modesto quarto lugar nas primárias de New Hampshire, onde se esperava que obtivesse um melhor resultado entre os candidatos do establishment.

Apesar disso, na conferência em North Charleston, Jeb Bush afirmou que “vai haver uma surpresa”, antecipando um bom resultado nas primárias da Carolina do Sul, onde disputa com o Senador da Flórida, Marco Rubio, e o Governador do Ohio, John Kasich, um lugar privilegiado para conter o avanço dos republicanos mais radicais, Donald Trump e Ted Cruz.

Governo vai criar laboratório para projectos inovadores na Administração Pública

Maria Manuel Leitão Marques, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa

A medida, para avançar durante este ano, quer poupar tempo e diminuir o risco de falhar quando chegar a hora de colocar no terreno procedimentos “amigos do cidadão”. A “verdadeira reforma do Estado”, avança a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa para a qual, sublinha, “não é preciso construir um edifício, nem contratar pessoas”.

Definir uma política de promoção da partilha de serviços como, por exemplo, a centralização de comunicações (móveis e dados) para todas as entidades tuteladas pela Presidência do Conselho de Ministros e a criação de centros de competências (nas áreas jurídica e das tecnologias de informação e comunicação) são outras medidas a implementar e conseguir assim poupanças na ordem dos 150 mil euros. Para avançar com esta “reforma do Estado”, a ministra tem um orçamento de 400 mil euros através da Agência para a Modernização Administrativa.

“Essa ideia da reforma do Estado que se faz por milagre através de um documento de 100, 200 ou 500 páginas é uma ilusão. A verdadeira reforma do Estado é aquela que se faz quando se é permanentemente inovador”, assinala Maria Manuel Leitão.

Para a governante, a inovação começa pela experimentação e pela prova de conceito. E dá como exemplo o cartão do cidadão lançado pela própria há dez anos. “Num espaço criado para o efeito, reunimos empresas e todas as entidades públicas necessárias para criar um cartão integrado. Antes de avançarmos para o projeto-piloto, que começou na ilha do Faial, provámos que o conceito era viável porque fizemos a demonstração de como o tínhamos de fazer e o resultado que seria obtido”, um caminho que, destaca, “poupou tempo e diminuiu o risco de falhar”.

Agora, chegou a hora de um “upgrade” do cartão. “Vamos olhar para novas funcionalidades e outras formas de usar a vertente eletrónica. O cartão faz dez anos e já merece uma atenção especial”, assinala.

“É com esta noção que vamos criar este laboratório, com uma estrutura muito leve, para podermos experimentar previamente ideias inovadoras que poderão depois ser aplicadas quer ao nível da Administração Central, quer Local”, diz. Para tal, conta com as colaborações das entidades privadas, universidades e centros de investigação.

“Esta cultura de experimentação não é típica da Administração Pública mas deve ser cada vez mais incentivada por duas razões: primeiro porque temos pouco dinheiro e quanto menos errar melhor; segundo, porque precisamos de inovar mais porque a pressão sobre a despesa pública é grande”, conclui.

A ministra da Presidência anuncia ainda que em Maio vão ser conhecidas as primeiras medidas do Simplex, os respetivos prazos para as colocar no terreno e as entidades que as vão concretizar. Uma das prioridades vai ser a de organizar, por parte do Estado, a receção de informação para depois ser partilhada pelos serviços públicos.

Até lá, continua a volta nacional do Simplex, com a ministra a realçar que a outra parte menos visível deste programa também está a ser feita numa rede que envolve todos os ministérios. “É a vertente menos conhecida mas é muito importante quando estamos a fazer este esforço de reduzir a  despesa”, termina.

Empreendedorismo social

A ministra da presidência e da Modernização Administrativa quer que 2017 fique marcado com a primeira experiência de um Orçamento Participativo a ser implementado pela Administração Central. Maria Manuel Leitão admite que ainda não há “trabalho intenso a ser feito neste programa”, até porque o foco esteve na elaboração do Orçamento de Estado e no relançamento do Simplex, mas que se trata de um projeto “totalmente novo e que nos será caro”.

“Ainda estamos a desenhar o programa. Há muitas experiências de orçamentos participativos a nível local a serem usadas cada vez mais por municípios. Queremos transpor esta ideia para o nível nacional onde não há nenhuma experiência”, refere, anunciando que este orçamento participativo tanto poderá incidir numa área territorial como setorial.

Para este ano, estão previstos 150 milhões de euros dos fundos comunitários (Portugal 2020) que o Ministério vai disponibilizar através da iniciativa Portugal Inovação Social, criada em 2014. Maria Manuel Leitão Marques anuncia para breve a abertura de três linhas de financiamento. Uma de capacitação de iniciativas de empreendedorismo social, ou seja para empresas já instaladas que necessitam de apoio financeiro para se consolidarem; a segunda para títulos de impacto social em que o financiamento é concedido em relação aos resultados obtidos e a terceira para os fundos de investimento social que mobilizem a sociedade civil a apresentar iniciativas.

“Usar fundos comunitários para este efeito é a primeira iniciativa do género na Europa”, realça, destacando que o programa é “diferente daquilo que tem sido feito”.

“Queremos capacitar os que já estão no terreno e arranjar novos empreendedores”, afirma, dando como exemplos de sucesso o projeto “Fruta Feia” que, estando já criado e a funcionar, necessita de apoio para se consolidar e alargar a sua rede de ação, ou a “Academia de Código”, promovida pela Câmara de Lisboa, e que atua na área da Educação.

“Hoje já há empreendedorismo social relevante na área da Educação, da Saúde, no apoio à terceira idade. Mas queremos mobilizar a sociedade civil para iniciativas que, não substituindo o Estado, complementam a oferta pública em domínios onde ela não é suficiente”, sublinha.

Os primeiros resultados das candidaturas deverão ser conhecidos no final do primeiro semestre e uma das vantagens destacadas é a criação de postos de trabalho.

65% dos médicos trabalham no Serviço Nacional de Saúde

A zona do país que consegue atrair mais médicos para o SNS ainda é o Alentejo, com uma taxa que chega aos 85%. Do lado oposto destaca-se a região Centro, com menos de 55% dos clínicos no SNS. Esta é uma das principais conclusões de um trabalho intitulado Estudo Demográfico sobre a classe médica em Portugal: O que fazer de tantos médicos?, realizado pelo presidente da mesa da assembleia geral da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos, João Correia da Cunha.

Entre os extremos registados no Centro e no Alentejo surge o Norte, com 70%, o Algarve com cerca de 65% e Lisboa e Vale do Tejo, abaixo dos 60%. Uma das principais conclusões de Correia da Cunha está, por isso, na necessidade de “reativar as carreiras profissionais”, que têm estado congeladas, para combater as carências em algumas regiões. Com estas mudanças, o antigo presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (hospitais de Santa Maria e Pulido Valente) acredita que seria possível “contrariar a tendência de envelhecimento dos médicos”.

Para Correia da Cunha, estas mudanças permitiriam também incentivar a escolha, por parte dos médicos, de áreas de especialidade menos procuradas e apoiar a sua fixação, colmatando assimetrias regionais e evitando o agravamento das condições de igualdade de acesso dos portugueses aos cuidados de saúde. No fundo, resume o estudo, “é fundamental a planificação para se preparar os próximos 20 anos no âmbito da atividade deste grupo profissional”.

O trabalho permite ainda perceber agora “a profissão médica está globalmente equilibrada em termos de género”. No entanto, foi só a partir de 2011 que o número de mulheres na profissão ultrapassou o número de homens e, nos escalões até aos 40 anos, “as profissionais do género feminino são já quase o dobro dos seus colegas do género masculino”.

Já no que diz respeito a idades, há grandes alterações no “padrão demográfico dos médicos” entre 1996 e 2014. Na década de 1990 a faixa etária predominante era a dos 41 aos 45 anos, seguida pela dos 36 aos 40 anos. Agora, há muitos recém-formados, com menos de 31 anos, mas o setor é dominado pelas faixas entre os 56 e os 60 anos e acima dos 65 anos. “Se a política restritiva de numerus clausus que marcou os anos 80 provocou uma carência de médicos no setor etário intermédio, a liberalização do acesso nos anos mais recentes levou a um aumento exponencial de novos médicos desde 1992”, justifica o trabalho.

Há, contudo, algumas diferenças consoante a especialidade, em termos de trabalho dentro ou fora do SNS, de género e de idade. Em medicina interna, por exemplo, a maioria dos médicos trabalha no SNS e tem havido renovação de gerações. Já pediatria não tem registado renovação, continuando a ser uma especialidade sobretudo feminina, com o número de homens praticamente estagnado desde 1996.

“Na especialidade de ginecologia/obstetrícia, o número de especialistas mantém-se estável e consequentemente a renovação do número de médicos também. Para este cenário de estabilidade tem contribuído também a diminuição da taxa de natalidade”, diz Correia da Cunha, que destaca ainda a medicina geral e familiar como a especialidade com “mais problemas de renovação”, assim como a saúde pública.

“Nunca se formaram tantos licenciados em Medicina, mas temos cada vez menos médicos no Serviço Nacional de Saúde”, salienta Correia da Cunha. “A revisão do numerus clausus é uma necessidade, já ambicionada há muito tempo pela Associação Nacional dos Estudantes de Medicina e pela própria Ordem dos Médicos. Este cenário deve-se ao facto de este ano ter começado a não haver vaga para todos os médicos de acesso ao internato”, acrescenta o antigo presidente do conselho de administração do Hospital de Santa Maria, defendendo que “é importante garantir, ao mesmo tempo, o acesso à formação pós-graduada, com orientadores de formação do setor etário intermédio e a qualidade na prestação de cuidados de saúde”.

A análise de Correia da Cunha surge pouco tempo depois da polémica de dezembro, altura em que foi finalizado o concurso para os internos escolherem uma especialidade. Pela primeira vez, mais de cem clínicos ficaram de fora por falta de lugares, o que levou tanto a Associação Nacional dos Estudantes de Medicina, como a Ordem e os sindicatos do setor a alertarem para o risco de se criar uma geração de “médicos indiferenciados” que, por não terem especialidade, estariam condenados a fazer trabalhos à peça e como tarefeiros.

Numa solução transitória, o Orçamento do Estado para 2016 prevê que estes mais de cem clínicos possam continuam a trabalhar no SNS até haver novo concurso. A ideia é que os seus contratos de trabalho sejam renovados “a título excecional”. No entanto, os termos e condições em que estes médicos vão trabalhar foram remetidos para posterior despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da Saúde e das Finanças.

Galaxy S7 terá ecrã sempre ativo?

Confirmando-se os rumores avançadas por fontes do jornalista Evan Blass, a Samsung registou o termo ‘Always on Display’ para o seu próximo topo de gama Galaxy S7, o que indica que o smartphone terá algumas funcionalidades novas.

Conta o Android Authority que graças a esta funcionalidade o ecrã AMOLED do Galaxy S7 disponibilizará informações sobre o tempo, eventos de calendário e notificações e dados biométricos, utilizando para isso no máximo 1% de bateria por hora.

Esta eficiência apenas é possível graças à integração de tecnologia AMOLED, que, ao contrário dos ecrãs LCD, não ilumina apenas pixéis individuais no ecrã.

PME Excelência são menos mas faturam mais mil milhões

São menos 336 empresas face ao ano anterior, o que se deverá a critérios de seleção mais apertados neste selo de qualidade de PME, apurou o  Diário  Económico.

Apesar de serem menos empresas, todos os critérios financeiros das PME Excelência deste ano aumentaram consideravelmente. O volume de negócios das PME Excelência passou de 6,9 para 7,8 mil milhões de euros e os resultados líquidos de 471 para 674,4 milhões de euros. O EBITDA também cresceu de 867 milhões, para 1,1 mil milhões de euros. Destaque para o facto do ativo destas empresas ter aumentado 11,7% (de 5,6 para 6,2 mil milhões de euros) e de se registar um nível de exportações superior entre 2013 e 2014. De facto, se em 2013 as PME Excelência vendiam ao exterior cerca de 1,7 mil milhões de euros, em 2014 a lista (mais curta) das selecionadas passou a exportar mais de dois mil milhões de euros. Também o nível de capitais próprios das PME Excelência subiu, passando de 2,9 para 3,5 mil milhões de euros. Os níveis de autonomia financeira passaram de 52,8% para 56,4%.

As PME Excelência, que em 2015 empregavam mais de 57 mil pessoas, são escolhidas entre as PME Líder, e têm de se destacar em diversos critérios para poderem ser selecionadas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal, havendo um ‘ranking’ geral e um ‘ranking’ para o sector do turismo.

Todas as empresas têm de estar classificadas entre os três primeiros níveis de ‘rating’ (1, 2 ou 3) do Sistema de Garantia Mútua, baseado nas contas de 2014 e ter uma autonomia financeira (capitais próprios/ativo total líquido) maior ou igual a 35%.
A apresentação pode ser acompanhada no site www.pmeexcelencia.com. Depois de um debate sobre o crescimento e competitividade empresarial e os desafios de futuro na gestão da excelência, a cerimónia será encerrada pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

No Porto ensina-se Matemática a ver “The Walking Dead”

Faz parte da iniciativa Matemática Fora de Horas, do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) e da Câmara Municipal do Porto, destinada a cerca de 300 alunos do ensino secundário do concelho, que decorre até março deste ano.

Já passava das 20.30 quando Ana Amaral e a amiga Joana Alves, ambas com 16 anos, do 11.º ano da Escola Alexandre Herculano, no Porto, entrarem na sala do ISEP. Mal sabiam que iriam ver um excerto de The Walking Dead. Uma estratégia dos docentes promotores da iniciativa, já na terceira edição, desta vez com o tema “A Matemática e a propagação de epidemias”. E que acontece todas as quintas-feiras à noite, até março deste ano, sob temáticas diferentes. Desta vez, foi para “demonstrar que se usa a matemática para compreender e prever a propagação de doenças”, diz a docente de Matemática Amélia Caldeira, uma das organizadoras. Além da necessidade de prevenir e combater doenças transmissíveis, como a tuberculose, que causa dois milhões de mortos, e a sida outros três milhões por ano.

Com esta estratégia, os docentes do ISEP querem demonstrar que a matemática é útil, que é usada no quotidiano, que não é um bicho-de-sete-cabeças e que pode ser bem divertida”, explica a professora Amélia Caldeira. E conseguiram?

A resposta está, por exemplo, no entusiasmo com que a estudante Ana Amaral descreve a sua surpresa: “Foi bastante interessante, porque não estávamos nada a contar e ficámos logo presos ao ecrã com excerto de The Walking Dead.” Mais ainda, continua entusiasmada, “foi espetacular quando os professores inventaram que zombies tinham invadido a cidade do Porto” com uma notícia fictícia. Com o título “Os mortos vivos invadem a cidade do Porto”, a notícia dava conta de que “o surto mundial da nova doença sem cura (uma espécie de gripe) chegou à cidade. Já não é somente transmitida pelas mordidelas e ferimentos, mas o vírus já se transmite pelo ar”. Rapidamente se transformou numa epidemia.

Aprender de forma divertida

A verdade é que, diz Ana, “aprender Matemática pode ser muito mais divertido do que se pensa. Podemos aprender a sua aplicação às epidemias”. E foi precisamente o que os alunos aprenderam a fazer, e fizeram, durante um trabalho de grupo. Primeiro, a professora de Matemática do ISEP Helena Brás explicou que “a Matemática fornece ferramentas importantes e ajuda a fazer previsões. Estão a dizer que o vírus zika pode chegar a cinco ou seis milhões num curto espaço de tempo”. Mais, reforça a docente perante o olhar atento dos estudantes, “os cientistas têm de fazer previsões. Temos de criar um modelo matemático que represente o nosso problema, a propagação”. E vai avisando que “a parte mais complicada é a formulação. É preciso definir equações que possam ser matematicamente tratáveis. Perceber como é que a doença se vai comportar”. Foi quando desafiou os alunos a encontrar um modelo matemático para o problema do vírus dos mortos-vivos.

Vítor Gonçalves, 17 anos, do 12.º ano da mesma escola, achou a aula “muito divertida e interessante”. E repetiria? Não só repetiria como recomendaria “esta experiência diferente e gratificante que é uma maneira de ensinar Matemática mais interativa”. Até porque, diz, “estudar não é só estar agarrado aos livros”. Vítor Gonçalves já participou, no ano anterior, numa aula do género, mas sobre a taxa de alcoolismo no sangue. Está sempre à espera da próxima iniciativa das docentes do ISEP para participar. E desta vez aprendeu uma nova fórmula matemática.

Também Ana Amaral estava toda contente por ter aprendido uma expressão matemática que só iria aprender no 12.º ano. “Senti-me mais inteligente”, diz com um sorriso rasgado.

A amiga Joana Alves acrescenta que “a aula ajudou a perceber mais ou menos como é que se pode resolver problemas de epidemia”. Reiterou que “foi muito interessante quando aplicaram a matemática à área da saúde”. Ainda assim, confessa, “a Matemática continua a ser um bicho não de sete-cabeças, mas de seis ou cinco, porque é difícil”.

Sanders a Trump ficam à frente em New Hampshire

Donald Trump e Bernie Sanders

No Partido Democrata, tanto Sanders como Clinton já reconheceram o resultado. Quando estavam contados 50% dos votos, Bernie Sanders tinha 59,4% dos sufrágios, uma vantagem de 20 pontos percentuais em relação a Clinton.

No discurso de vitória, Bernie Sanders considerou que o resultado em New Hampshire revela que os norte-americanos desejam “uma mudança real” e é uma “mensagem que terá eco de Wall Street a Washington”.

“O Governo do nosso grande país pertence a todo o povo e não apenas a um punhado de ricos que contribuem para as campanhas [eleitorais]”, disse Sanders. “Aquilo que começou na semana passada no Iowa e que New Hampshire confirmou hoje é nada menos do que o começo de uma revolução política, que unirá milhões de pessoas”, acrescentou.

Já Hillary Clinton reconheceu a derrota e felicitou Bernie Sanders pelo resultado. A ex-secretária de Estado disse que continuará a lutar por “cada voto” e que sabia que o “caminho não seria fácil” quando iniciou a esta corrida à Casa Branca. A aspirante a candidata democrata à Presidência norte-americana reconheceu que tem, em especial, de trabalhar junto do eleitorado mais jovem.

O New Hampshire elege 32 delegados às convenções nacionais democratas em que será nomeado o candidato do partido a Presidente dos EUA nas eleições de novembro. O processo eleitoral para as Presidenciais norte-americanas deste ano arrancou a 01 de fevereiro no Iowa, onde Clinton venceu, mas por uma margem mínima, uma vez que obteve 49,86%, a muito pouca distância dos 49,57% do seu adversário político.

John Kasich surpreende com o segundo lugar

No Partido Republicano, segundo resultados preliminares, o governador do Ohio John Kasich ficou em segundo lugar. Quando estavam contados 62% dos votos, Trump tinha 34,4% dos votos e Kasih 16,2%.

New Hampshire elege 23 delegados republicanos às convenções nacionais do partido que nomeiam o candidato à casa Branca.

No discurso de vitória, Trump disse que se chegar à Casa Branca os EUA voltarão a ser um país “maravilhoso”, respeitado no mundo, reiterando promessas que tem feito na sua campanha, como a construção de “um muro” para travar a passagem de imigrantes ou “a proteção sagrada da segunda emenda” da Constituição norte-americana, relacionada com o direito à posse de armas.

Já John Kasich, que conseguiu um surpreendente segundo lugar, considerou o seu resultado uma vitória da “luz sobre a escuridão” da política. “Talvez estejamos a passar uma página depois da fase escura da política norte-americana, porque esta noite a luz impôs-se à escuridão das campanhas negativas”, afirmou.

As sondagens nacionais têm colocado Kasich no sexto lugar entre os aspirantes republicanos à nomeação como candidatos à Casa Branca.

No Iowa, o senador Ted Cruz, de ascendência cubana, ganhou a Donald Trump e Marco Rubio ficou em terceiro lugar, a apenas um ponto do magnata.

O facto de o Estado de New Hampshire ser o primeiro a organizar primárias após o ‘caucus’ (assembleias populares) de Iowa confere-lhe uma importância particular, porque representa, tradicionalmente, a tendência de quem serão os escolhidos das duas formações partidárias.

Governo quer alunos até ao 9.º ano o dia inteiro na escola

O alargamento da escola a tempo inteiro – que já existe no 1.º ciclo – até aos 15 anos é uma medida que os pais, diretores de escolas e especialistas em educação aplaudem. Mas alertam para a necessidade de garantir uma ocupação do tempo de qualidade.

A medida consta do programa de governo do PS e das Grandes Opções do Plano para a legislatura de 2016-2019. Onde o governo escreve que quer levar a cabo a “generalização da Escola a Tempo Inteiro em todo o ensino básico” e se propõe a rever os currículos e a reduzir a “carga disciplinar excessiva dos alunos”.

O alargamento das horas que os alunos podem passar na escola torna também mais compatível os seus horários com os dos pais. Assim, defende o documento do programa de governo, que considera importante que “o sistema público assegure uma resposta para os pais cujos horários de trabalho não se compadecem com a permanência na escola apenas durante uma parte do dia”.

Mais professores e técnicos

Como esta oferta vai funcionar é que ainda não se sabe. Para já, o Ministério da Educação apenas refere que ainda não começou a negociar este tema. Já que é certo que o alargamento das atividades extracurriculares (AEC) a todos os alunos do ensino básico – cerca de 878 mil alunos, entre o 1.º e o 9.º anos – tem de ser negociada porque vai ser necessário contratar funcionários, professores ou técnicos e até convencer as autarquias a entrarem nesta oferta, à semelhança do que acontece no 1.º ciclo.

O que naturalmente se reflete num esforço financeiro que ainda não está calculado. A título de exemplo a aplicação da escola a tempo inteiro no primeiro ciclo pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, em 2006, representou um investimento na ordem dos 100 milhões de euros. Agora, a ex-ministra admite que os pais podem ser chamados a colaborar neste esforço financeiro.

Uma ideia que a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) rejeita à partida. “Se é uma resposta pública no âmbito do processo educativo deve ser gratuito. A pagar as famílias já têm resposta, não precisam de mais uma”, aponta Jorge Ascenção. O presidente da Confap lembra que este alargamento não deve começar como o do 1.º ciclo que depende do esforço das famílias. “Essa não deve ser a solução, nem o princípio de aplicação da medida.”

Mas se a questão do financiamento por parte das famílias não agrada, o mesmo não se pode dizer do programa no seu todo. “Alargar o horário das escolas parece-nos bem, mas não basta apenas isso, é preciso ter uma resposta que seja social, mas também educativa no sentido de investir noutras áreas que não apenas o estudo”, defende o representante dos pais.

As escolas também estão a favor do alargamento do horário. No entanto, alertam que para fazer isso com resultados o Estado “vai ter de abrir os cordões à bolsa”, aponta Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep). Este responsável acredita que as câmaras municipais também vão ser chamadas a integrar esta reposta.

Mais tempo a fazer o quê?

A repetir-se o modelo do 1.º ciclo, o objetivo é que os alunos até aos 15 anos possam frequentar, em regime facultativo, 10 horas semanais de AEC. No entanto, “a escola não pode dar mais do mesmo, se não isso não é escola a tempo inteiro. É preciso dar recursos e alterar substancialmente a forma como a escola atual funciona”, reconhece Manuel Pereira, diretor e presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

A mesma opinião tem Jorge Ascenção que considera que para se oferecer artes, desporto ou música aos jovens é preciso “alterar o status quo da escola que neste momento está centrada nas disciplinas curriculares”. “Os pais preocupam-se onde deixar as crianças enquanto trabalham, mas também querem que quem cuida delas o faça com qualidade”.

É isso que sublinham os especialistas José Verdasca e José Morgado. O primeiro, ex-diretor regional do Alentejo e professor na Universidade de Évora, acredita que as AECs em todo o básico poderiam ajudar “a descobrir os artistas, os desportistas, os matemáticos e os poetas. Criando uma oportunidade de fomentar o sucesso educativo e não apenas escolar”. Já o psicólogo educacional, José Morgado, aponta que os alunos não precisam de mais horas em formato de aulas. “É preciso educação a tempo inteiro, mas não é preciso escola a tempo inteiro”.

Inovação como resposta ao isolamento do idoso

O envelhecimento da população é um dos grandes desafios do século XXI. É urgente a existência de empresas que assumam como missão disponibilizar soluções que promovam um envelhecimento ativo e independente. Tem sido este o papel da IncreaseTime. De que modo têm contribuído para esta problemática?
A IncreaseTime tem como missão desenvolver soluções tecnológicas focadas na qualidade de vida e bem-estar. Tem apostado no desenvolvimento de soluções centradas no idoso e envolvendo os prestadores de cuidados. As nossas soluções capacitam essas entidades com ferramentas inovadoras que permitem efetuar um acompanhamento remoto dos idosos, aumentando, desta forma, a qualidade do serviço prestado e contribuindo para que estes envelheçam de forma independente e ativa, mas também seguros de que estão a ser acompanhados à distância de um clique por uma equipa de cuidadores que está pronta a intervir.

A vossa empresa apresenta soluções diferenciadas, de acordo com o estado de saúde e o nível de acompanhamento de que os idosos usufruem. O que diferencia as diferentes soluções?
O ecossistema KeepCare® inclui soluções distintas e complementares, englobando a rede de serviços que envolve o cuidado dos idosos e que cobre os diferentes perfis de risco – idosos isolados, com duplo diagnóstico ou integrados na rede formal. O KeepCare®Mob, por exemplo, é um produto que permite acompanhar, em contínuo e à distância, o idoso, alertando de forma automática em caso de emergência.

Contornar os desafios da solidão e promover um estilo de vida ativo têm sido as maiores preocupações associadas ao envelhecimento. De que modo as vossas soluções se enquadram neste contexto?
Para além das soluções que visam capacitar os cuidadores, o ecossistema KeepCare® inclui uma solução – KeepInTouch® – que tem como objetivo combater o isolamento social do idoso e promover um estilo de vida ativo, através da inclusão digital. A solução fornece uma experiência de comunicação enriquecida e acessível, através de qualquer dispositivo móvel, com uma interface intuitiva, contemplando serviços como vídeo chamada, chat, correio eletrónico, jogos para estimulação cognitiva, além da possibilidade de partilha de informação com familiares, amigos e vizinhos.

Disponibilizarão brevemente uma nova solução, a KeepUp®, que se destina a pessoas afetadas pela Diabetes Mellitus. Quando será possível ter acesso a este produto? De que modo os idosos serão também beneficiados com este novo produto?
O KeepUp® é uma aplicação que ajuda no controlo da diabetes com uma componente de aconselhamento dinâmico que fomenta a adoção de hábitos de vida saudáveis. Esta solução estará disponível no segundo semestre de 2016, não é apenas focada nos idosos, mas sim em toda a população diagnosticada com essa patologia.

A tecnologia é um forte aliado da IncreaseTime, sendo indispensável na inovação que caracteriza as vossas soluções. Neste contexto, qual é a importância da investigação e desenvolvimento na vossa estratégia?
A IncreaseTime é um spin-off que resulta de vários projetos de ID e mantém nos seus genes a paixão pela investigação e inovação. Para além dos produtos comerciais, temos apostado de forma contínua na investigação e desenvolvimento de novas soluções inovadoras focadas na temática do envelhecimento ativo. Para além dos projetos em curso, por exemplo a K-shirt® (bio-sensor baseada em têxteis inteligentes), a IncreaseTime teve recentemente aprovado um projeto europeu no âmbito do programa AAL (Ambient Assited Living).

De que modo, no futuro, continuarão a desenvolver soluções que permitam aos idosos manter um estilo de vida sem dependência ou sofrimento? O que podemos esperar da IncreaseTime em 2016?    
Continuaremos a apostar no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras para apoiar a prestação de cuidados de saúde no contexto doméstico ou de residências assistidas e que promovam um envelhecimento independente, ativo e com qualidade.
Em 2016, pretendemos continuar a afirmar a nossa presença no mercado nacional e operacionalizar a internacionalização da empresa para os mercados da Escandinávia, Alemanha, Itália e Brasil.
CAIXA
A IncreaseTime é um dos Parceiro Plano Nacional de Saúde. De que modo têm sido uma mais-valia para o desenvolvimento da saúde em Portugal, nomeadamente no âmbito do envelhecimento? A vossa presença em eventos internacionais tem permitido olhar para Portugal de um modo mais solucionador e inovador?
Temos vindo a colaborar com várias entidades do SNS, contribuindo para novas soluções que, por serem centradas no idoso, promovem o envelhecimento ativo e, por envolverem os cuidadores formais, impulsionam a mudança do paradigma dominante de recurso ao tratamento para uma aposta na prevenção.
As nossas soluções têm sido muito bem recebidas nos eventos em que temos participado, como foi o caso da CEBIT e HOSPITALAR em 2015. À nossa escala, estamos a contribuir para criar uma nova imagem de Portugal.

Envelhecimento ativo, uma missão empresarial

Ana Sepulveda Créditos Ricardo Oliveira

Demografia disruptiva é a demografia atual, porque pela primeira vez na história da humanidade a proporção de pessoas seniores tende a ser maior que a de pessoas jovens. Neste sentido, o conceito de envelhecimento ativo surge como forma de promover o envelhecimento positivo e integrador. Uma sociedade “Age Friendly” é uma sociedade onde estão criadas as condições para que este processo seja otimizado com claras implicações para a economia, porque, entre outros aspetos, abrem-se novas oportunidades de negócio. Para que isto seja possível é necessário que as organizações estejam efetivamente adaptadas a esta realidade e vejam de que forma este fenómeno demográfico afeta o seu negócio.
É neste contexto que em 2013 surge em Portugal a 40+Lab, uma empresa de consultoria estratégica de negócio especializada no consumidor sénior, no processo de envelhecimento e na forma como ele impacta o negócio das marcas.
Ana João Sepulveda afirma que “a nossa missão é trabalhar com as organizações e em conjunto coloca-las na linha da frente da economia do século XXI, onde o envelhecimento e a longevidade marcam grande parte do crescimento das sociedades. Porque o mercado sénior, como mercado promissor do desenvolvimento de negócio é uma realidade recente em Portugal, as marcas e organizações têm muito a aprender e há que encurtar os timings de aprendizagem. É para isso que existimos.”
O envelhecimento é um fenómeno demográfico e sociológico que toca a sociedade de forma transversal e que, no mundo dos negócios, representa uma oportunidade de crescimento e diversificação tanto para as organizações cuja oferta se destina efetiva e exclusivamente aos seniores (ex. produtos funcionais ligados ao processo de envelhecimento), como para aquelas cuja oferta é mais generalista (ex. bens de grande consumo). Mas para que isso seja possível é preciso que se olhe para os seniores como consumidores normais com necessidades e motivações muitas vezes não satisfeitas e não sob o prisma das ideias feitas e dos preconceitos discriminatórios.

A par da indústria alimentar, outras existem que beneficiam em muito do fenómeno do envelhecimento, que impulsionam a economia e, em simultâneo, contribuem para a promoção do envelhecimento ativo. Ana Sepulveda menciona, nomeadamente, o turismo, a saúde e a área tecnológica.

No âmbito do turismo, cresce o número de estrangeiros que olha para Portugal como “a Flórida da Europa”. Um país com um excelente clima (em comparação com o do país de origem do turista), com boas acessibilidades, seguro, com uma boa oferta gastronómica e cultural. São turistas seniores que em alguns casos acabam por escolher Portugal para residir. O investimento no turismo sénior beneficia tanto o turista que vem de fora como os seniores portugueses, por provocar um aumento da oferta e uma adequação da mesma aos desejos e vontades destas pessoas.

Aqui, este mercado cruza-se com a saúde e potencia o desenvolvimento do designado turismo de saúde, através da criação de espaços que permitam revigorar o corpo e a mente. O bem-estar torna-se o objetivo crucial, numa fusão entre ócio, terapia e investimento na longevidade.

Ana Sepulveda assume que estes mercados estão especialmente direcionados a seniores ativos ou com fraca dependência, termo utilizado pela Comunidade Europeia. Contudo, não esquece a população mais dependente, com uma saúde mais débil e/ou com maiores restrições financeiras. Neste ponto, reitera a importância da responsabilidade social e de uma economia direcionada para comunidades mais desprotegidas. “Esta é uma questão que tem vindo a chamar a atenção das empresas”. Neste âmbito, a responsável pelo 40+Lab menciona também as age-friendly cities, um projeto da Organização Mundial de Saúde, que incentiva à adaptação e flexibilização das cidades. O objetivo passa por “tornar a cidade acessível, atrativa e integradora dos seniores”, explica.
Neste sentido, também as empresas devem saber acompanhar estes conceitos futuristas. É aqui que se insere o INNOVageing, um projeto da 40+Lab e desenvolvido em parceria com o Instituto de Negociações e Vendas (INV), que promove a formação dos recursos humanos para um correto relacionamento com seniores e especialmente voltado para o retalho.

No contexto comercial, o atendimento deve ser adaptado e não podem existir sinais de impaciência ou paternalismo para com os clientes idosos e com maiores dificuldades de compreensão face a produtos e serviços recentes ou, por exemplo, ligados às novas tecnologias. Os próprios espaços comerciais devem igualmente criar condições de conforto, nomeadamente através da construção de espaços de descanso, da colocação de produtos em zonas de fácil acesso, entre outras situações, como refere Ana Sepulveda.

No seio interno das empresas, os responsáveis pelos Recursos Humanos devem saber compreender os anseios dos seus colaboradores mais velhos e ter uma interação saudável e eticamente correta. Devem ter presente a real constatação de que a idade não influencia a produtividade.

Num momento em que o envelhecimento é um mercado em expansão, esta empresa de consultoria apoia, igualmente e por diversas vezes, marcas já existentes a “redefinir o seu negócio”, de modo a adaptá-lo a estas classes etárias. Mas, acima de tudo, “temos a missão de contribuir para que o mercado nacional cresça de uma forma consolidada, porque a economia tem muito a ganhar com uma integração plena do segmento sénior”, assume Ana Sepulveda.

O ano de 2016 será um momento de grande prosperidade e desenvolvimento para a 40+Lab. Ana Sepulveda refere que a empresa apostará de forma clara na área da “formação e, nomeadamente, no projeto INNOVageing”. A internacionalização será, igualmente, um aspeto de máxima importância para a marca, com a entrada no mercado brasileiro. Atualmente encontram-se já a trabalhar em parceria com uma empresa norte-americana num projeto que será lançado em Portugal, e na Europa, em maio deste ano. A par disto, a 40+Lab apoia os Palhaços D’Opital, um projecto que se destina a alegria, o humor e os afetos no ambiente hospitalar e com foco nos doentes seniores”.

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