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Sara Gomes

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Portugal na mira dos investidores em imobiliário hoteleiro

Segundo Karina Simões, Vice President de Hotels & Hospitality Group Portugal, “Portugal assume uma importância crescente na estratégia de desenvolvimento dos investidores institucionais, com a procura especialmente centrada em Lisboa, Porto e Algarve. Temos registado amplo interesse principalmente por parte de private equity funds, cadeias hoteleiras e family offices, provenientes da Europa, Estados Unidos da América e Médio Oriente, interessados em intervir em diferentes fases do ciclo económico do negócio. De modo a potenciar esta oportunidade torna-se relevante a aposta em aspetos colaterais, os quais em muito contribuem para o aumento da atratividade do destino, como a facilitação de processos de licenciamento, alargamento das linhas de financiamento, profissionalização dos players do setor, entre outros”.

Diz o relatório que 2016 será um ano de conclusão, consolidação e cautela – conclusão dos negócios de 2015; consolidação no sentido de que o setor hoteleiro continua a ser bastante fragmentado e exige maior consolidação; e de análise cautelosa particularmente no que se refere às estruturas de financiamento.

Segundo a JLL, 2015 foi o segundo melhor ano de que há registo em termos de volume e de valor na transação de imóveis hoteleiros. Com um crescimento de 50% face ao ano anterior, as transações globais totalizaram 85 mil milhões de dólares. Assistimos a alguns negócios de referência – a venda de alguns ativos “troféu” e empresas-mãe a comprarem outras empresas-mãe – que não se repetirão tão cedo. Estas empresas irão focar-se em concluir essas transações e em integrar os ativos recém-adquiridos nos seus portfólios e os colaboradores no seu negócio, revela a consultora. Porém, continua a existir um enorme potencial para uma maior consolidação do setor, especialmente no segmento de dimensão média, i.e., entre as empresas operadoras de hotéis que têm entre 5.000 a 15.000 quartos globalmente. Com cerca de 100 empresas-mãe em áreas do ramo hoteleiro que vão desde o segmento económico ao de luxo, é tempo de consolidar.

O relatório indica ainda que o setor continua a ser muito fragmentado quando comparado com outras indústrias de grande consumo (em termos de quota de mercado controlada pelas marcas de topo) e há uma competição forte e crescente por parte de novas marcas, que entram no mercado com modelos de negócio mais ágeis. A consolidação pode ainda ser influenciada por atividades de otimização de portfólios – os players que compraram ativos recentemente estão a avaliá-los para garantir que irão beneficiar o seu portfólio. Os ativos que não cumpram este requisito, deverão ser colocados em venda novamente (revendidos); mercados públicos – os analistas de capital favorecem empresas hoteleiras com uma oferta mais alargada (quer em termos do nível de serviços quer de cobertura geográfica); e capacidade para liderar a competição por parte de marcas novas/disruptoras: maior=melhor?

Para a JLL, vai continuar a verificar-se uma boa dinâmica em 2016, mas os investidores dedicarão mais tempo a pensar nas suas estruturas de financiamento e como podem intervir em diferentes partes dos ciclo económico.

Por outro lado, outra ideia-chave do relatório é de que os ativos únicos e cidades secundárias vão ter destaque na região EMEA. 2015 foi um ano extraordinário, com o volume de transações de ativos únicos a ascender a 47 mil milhões de dólares, o mais elevado de sempre, recorda a JLL, que admite que “não deveremos observar estes níveis em 2016 em termos globais, mas na região EMEA as transações de ativos únicos deverão crescer 35% em termos anuais”. Por sua vez, os mercados secundários aumentarão o seu peso na atividade, com a zona provincial do Reino Unido e algumas cidades da Europa Ocidental, como as cidades alemãs secundárias, Espanha (mercados urbanos e turísticos), Itália e Portugal, a serem alvo de maior atenção em 2016. Isso deve-se ao facto dos financiadores estarem cada vez mais ativos fora das principais cidades europeias.

A JLL antecipa que muita procura possa vir dos fundos de capitais privados norte-americanos, que percorrem os mercados globais em busca de yields mais elevadas. A Europa Ocidental será um alvo destacado nesse contexto (bem como o Japão). Em termos de volume, os compradores e os investidores do Médio Oriente e da China que querem gastar o seu dinheiro no estrangeiro serão uma boa fonte de procura, e a região EMEA, mais do que qualquer outra zona, é que está melhor posicionada para beneficiar desta vaga.
Além disso, os investidores do Médio Oriente e da China vão continuar ativos no palco hoteleiro internacional, devido ao aumento de HNWI (indivíduos com elevado património liquido) e family offices que querem colocar o seu capital em portos seguros fora dos seus países e, no caso do Médio Oriente, devido a uma escassez de produto de investimento nos seus países.

No Hotel Investment Outlook 2016 destaque ainda para a noção de que capital privado e mercados emergentes podem ser o par perfeito em 2016. Mais de um terço (35%) dos quartos de hotel no mundo localizam-se em mercados emergentes e este número continuará a crescer. Contudo, apenas 10% das transações de imobiliário hoteleiro no mundo acontecem nesses mercados. Por outro lado, há uma enorme oportunidade para fundos de capitais privados no sentido de reduzir este gap e ser mais agressivo em mercados emergentes, onde o potencial de yields é forte e onde há menos competição.
Segundo a JLL, investir em mercados emergentes faz sentido para fundos de capitais privados, porque há capacidade para aplicaram o seu capital e conseguirem, assim, vantagem. Atualmente os fundos de capitais privados contabilizam apenas 25% das transações de hotéis em mercados emergentes, em comparação com 45% nos mercados maduros.

Por fim, para a JLL 2016 será um ano muito importante para o capital institucional direcionado ao setor hoteleiro. Apesar de permanecer um setor alternativo enquanto classe de investimento imobiliário, há diversas razões pelas quais os hotéis fazem sentido para alguns investidores institucionais e há verdadeiras oportunidades para o capital institucional ocupar o espaço anteriormente tomado pelo capital privado, à medida que estes últimos players racionalizam os portfólios que compraram no ano passado, revendem ativos únicos e avançam para outras classes de ativos.

Alguns negócios recentemente anunciados são prova disso. A Accor está a vender um portfólio de 85 hotéis a uma companhia de investimento em hotéis recentemente criada, que será detida pela Eurazeo (70%) e pela Accor Hotels (30%), e de acordo com a imprensa, os dois parceiros podem rapidamente juntar-se a um terceiro investidor institucional. Além disso, também a Aviva Investors e a Algonquin lançaram a Primotel Europe, um novo fundo que é posicionando para investidores institucionais. O Fundo, que pretende investir 240 milhões de euros nos próximos três anos, está a olhar para hotéis de 3 a 5 estrelas em toda a Europa.

Estado vai comparticipar medicamentos para doentes insuficientes renais

A conclusão do processo de avaliação da parte do organismo que regula o setor do medicamento foi revelada pelo ministro da Saúde, em declarações aos jornalistas no final da sua intervenção numa conferência em Lisboa sobre “Sustentabilidade na Saúde”.

Em causa estão medicamentos para insuficientes renais, nomeadamente os que se encontram a fazer hemodiálise, e que estão igualmente infetados com a hepatite C, cuja comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem estado a ser avaliada, nomeadamente pelo Infarmed.

Até à conclusão deste processo, mais de 80 doentes receberam os fármacos através de pedidos de autorização de utilização especial (AUE), submetidos pelos hospitais ao Infarmed.

Fonte do Infarmed disse à Lusa que o processo de avaliação com vista à comparticipação do medicamento está concluído.

Segundo o ministro da Saúde, as conclusões das negociações serão anunciadas em breve.

 

Setor da construção cresce em 2015 após 13 anos de quebras consecutivas

De acordo com a análise de conjuntura de março de 2016 da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), a subida do VBP do setor resultou da evolução positiva de todos os seus segmentos de atividade: a construção residencial aumentou 5%, a construção de edifícios não residenciais subiu 5,1% e os trabalhos de engenharia civil progrediram 1%.

De acordo com os valores das Contas Nacionais Trimestrais disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a evolução positiva do setor da construção em 2015 refletiu-se num crescimento de 4,1% do investimento em construção e de 3,7% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) das empresas de construção.

No ano passado, também o emprego acompanhou o aumento da produção, registando um crescimento de 0,6%, enquanto o consumo de cimento subiu 6,9%.

Segundo a FEPICOP, o desempenho positivo do setor em 2015 “assentou no forte dinamismo do segmento imobiliário, resultante do aumento da procura, particularmente a oriunda do exterior”.

Em termos de transações imobiliárias, adianta, no mercado residencial destacou-se o “forte aumento” do montante das novas operações de crédito para aquisição de habitação (+74%). Já na construção nova de habitação houve um “expressivo aumento” do licenciamento (+19%), após 15 anos consecutivos de redução no número de fogos licenciados.

Pelo contrário, o mercado das obras públicas, “refletindo a política orçamental restritiva e a redução do investimento público, manteve-se em declínio”, com quebras de 37% no valor dos contratos de empreitadas de obras públicas e de 19% no montante de obras postas a concurso.

Para 2016 a federação antecipa uma “evolução positiva, mas mais moderada do que em 2015, do nível de atividade da construção”, admitindo um crescimento de 2,5% sobretudo impulsionado pelo segmento residencial (+4,0%), enquanto a área de engenharia civil deverá ficar-se pelos 1,5% e a construção não residencial deverá crescer cerca de 3%.

 

Produtores de leite e suinicultores vão pagar 50% da Segurança Social

O período de isenção está ainda por definir mas pode ir até aos nove meses, o que iria abranger na prática todo o ano já que o Orçamento do Estado entra em vigor em abril.

Para aceder a esta medida, os produtores terão de se inscrever e cumprir determinados requisitos.

A medida pode abranger um universo de 200 mil pessoas no caso dos suinicultores e entre 70 a 100 mil produtores de leite, segundo as estimativas das associações setoriais.

 

Tem até hoje para pedir a reforma antecipada sem ‘travão’

Quem tem menos de 60 anos tem apenas o dia de hoje para pedir a reforma antecipada na Segurança Social.

Foi esta terça-feira publicado em Diário da República o despacho que acaba com o período de transição e faz regressar o regime adotado pelo governo de Passos Coelho.

Até aqui, quem tivesse mais de 55 anos e menos de 60 podia pedir a reforma antecipada desde que completasse 30 anos de serviço. A partir desta quarta-feira, esses contribuintes vão deixar de poder fazê-lo, exceção feita aos funcionários públicos. Isto porque as regras para quem desconta para a Caixa Geral de Aposentações mantêm-se.

O projeto-lei que o determina entra em vigor amanhã, trazendo consigo uma penalização para quem quer aceder à reforma antes de tempo.

Em todo o caso, vai ser tida em conta a data em que o pedido é apresentado, pelo que tem até ao final do dia para apresentar o requerimento na Segurança Social.

 

Queda das exportações chinesas afunda Europa

Segundo dados divulgados hoje, as exportações chinesas caíram 25,4%, em fevereiro, face ao mesmo mês do ano anterior, a maior queda desde maio de 2009, com as vendas a caírem em todos os principais parceiros comerciais.

Já as importações desceram 13,8% pelo 16.º mês consecutivo de quedas. Cerca das 09:00 em Lisboa, o Eurostoxx 50, o índice que representa as principais empresas da zona euro, seguia a recuar 1,23% para os 2.983,86 pontos.

As principais praças europeias seguiam a negociar entre as perdas de 0,61% de Madrid e as de 1,34% de Paris.

Lisboa seguia a acompanhar a tendência das congéneres, perdendo 0,60% para 4.899,57 pontos.

A bolsa de Xangai, principal praça financeira da China, fechou hoje a subir 0,14% para 2.901,39 pontos e Shenzhen, a segunda praça financeira do país, avançou 0,3% para 9.732,73 pontos.

O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em baixa no mercado de futuros de Londres, a valer 40,30 dólares, menos 1,3%% do que no fecho da sessão anterior.

Na agenda de hoje, destaque para a reunião dos ministros da economia e finanças da União Europeia, em Bruxelas e para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre na zona euro.

Na Alemanha, será conhecida a produção industrial de janeiro. Nos EUA, a Administração de Informação de Energia publica o relatório de previsões de curto prazo para o petróleo.

 

Não é só no salário que as mulheres perdem para os homens

Successful multi ethnic work group discussing business strategy in board room

Seja em Portugal ou na maioria dos países do mundo, os salários das trabalhadoras é quase sempre inferior ao pagamento dos homens em funções semelhantes e com as mesmas responsabilidades. Nos últimos anos a diferença tem sido reduzida, mas no que toca ao investimento das poupanças a realidade continua muito longe de ser corrigida.

De acordo com a Motto, da revista norte-americana Time, as mulheres continuam a poupar muito menos do que os homens para a reforma, mesmo tendo em conta os rendimentos menores. Um estudo da empresa de gestão Black Rock revela que apenas 53% das mulheres admite estar a poupar ou investir dinheiro para preparar a vida pós-laboral, enquanto nos homens a percentagem sobe para os 65%.

Tendo em conta o salário médio anual nos Estados Unidos, a Motto calculou que investindo 20% do valor em diversos títulos financeiros os ganhos podem chegar a mais de 200.000 euros ao longo de 40 anos de trabalho. Mesmo com variações negativas nas bolsas e outros títulos, as contas da Motto têm em conta a média de ganhos equivalente a 9,5% por ano nos mercados norte-americanos.

Para salários mais altos, a atração do investimento no feminino é ainda maior e deverá ser, segundo a Motto, uma motivação extra para que todas as mulheres poupem para a reforma.

 

Dívida de Portugal mais leve a 2, 5 e 10 anos

Cerca das 8:55 de hoje em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a recuar para 3,104%, contra 3,121% na segunda-feira e 4,084% a 11 de fevereiro, um máximo desde março de 2014.

Nos últimos seis meses, os juros a dez anos desceram até ao mínimo de 2,257% a 2 de dezembro do ano passado.

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a descer, para 0,613%, contra 0,630% na segunda-feira e 1,225% a 19 de fevereiro, um máximo desde junho de 2014.

Nos últimos seis meses, o valor mínimo dos juros a dois anos foi de 0,052% a 5 de janeiro.

No prazo de cinco anos, os juros estavam a recuar para 1,916%, contra 1,945% na segunda-feira, depois de terem subido até aos 2,768% a 11 de fevereiro, um máximo desde maio de 2014.

O valor mínimo dos últimos seis meses dos juros a cinco anos é de 0,918% e verificou-se a 2 de dezembro passado. Os juros da Irlanda, Itália e Espanha estavam a descer em todos os prazos e os da Grécia a subir a dois anos e a cair a dez anos.

 

Mulheres continuam a perder terreno na luta pela igualdade no trabalho

“Este relatório — intitulado ‘Women at Work: Trends 2016’ – revela os enormes desafios que as mulheres continuam a enfrentar na procura e manutenção de empregos decentes”, afirma o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Na sua opinião, “não há tempo a perder” e há que tomar “ações imediatas, efetivas e de longo alcance”, sendo a Agenda 2030 (Agenda de Desenvolvimento Sustentável Pós-2015) uma “oportunidade para coordenar esforços e desenvolver políticas coerentes para a igualdade de género”.

O relatório da OIT reuniu e comparou dados de 178 países, concluindo que as diferenças entre mulheres e homens persistem em grande parte do mercado global de trabalho.

Um dos aspetos destacados é que, apesar dos “significativos progressos registados ao nível da educação das mulheres, estes não se traduziram em melhorias comparáveis, na prática, na sua posição laboral”.

Globalmente, o hiato entre homens e mulheres a nível laboral apenas diminuiu 0,6 pontos percentuais desde 1995, com o rácio de emprego em função da população a situar-se em 2015 nos 46% nas mulheres e praticamente nos 72% nos homens.

Embora 52,1% das mulheres e 51,2% dos homens no mercado de trabalho sejam assalariados, tal não constitui garantia de uma maior qualidade laboral, já que, globalmente, 38% das mulheres e 36% dos homens nestas condições não fazem descontos para sistemas de proteção social.

Nas mulheres, esta proporção chega a atingir os 63,2% na África subsariana e 74,2% no Sudeste asiático, onde o trabalho informal predomina.

Segundo o relatório, as mulheres continuam a trabalhar mais horas por dia do que os homens, seja no trabalho assalariado ou não assalariado, sendo que, quer nos países com altos, quer nos com baixos salários, em média as mulheres têm pelo menos duas vezes e meia mais trabalho doméstico não remunerado do que os homens.

Nos países desenvolvidos, o sexo feminino dedica em média quatro horas e 20 minutos à prestação não paga de cuidados em casa por dia, contra duas horas e 16 minutos nos homens, enquanto nos países em vias de desenvolvimento esta diferença é de quatro horas e 30 minutos por dia nas mulheres para uma hora e 20 minutos nos homens.

Segundo a OIT, o desequilíbrio registado entre o trabalho remunerado e o não remunerado limita a capacidade de as mulheres aumentarem a duração do trabalho formal pago, o que explica que, globalmente, as mulheres, que representam menos de 40% do emprego total, representem 57% do emprego a meio tempo ou a tempo parcial.

Nos últimos anos, o acumular das desvantagens das mulheres no mercado laboral teve um “impacto significativo”: a cobertura das pensões é mais baixa do que nos homens, o que conduz a um hiato entre a proteção social assegurada em função do género, e a proporção das mulheres acima da idade de reforma que efetivamente recebem uma pensão está em média 10,6 pontos percentuais abaixo dos homens.

Globalmente, as mulheres representam quase 65% das pessoas acima da idade de reforma que não beneficiam de uma pensão regular, o que significa que existem cerca de 200 milhões de mulheres idosas a viver sem uma pensão de velhice regular, contra 115 milhões de homens.

Entre 1995 e 2015, o emprego aumentou mais rapidamente nas economias emergentes, tendo a subida absoluta nos níveis de emprego sido duas vezes mais alta nos homens do que nas mulheres, independentemente do nível de competências exigido.

Em termos de salários, o relatório confirma as estimativas que já haviam sido feitas pela OIT de que as mulheres ganham em média 77% do salário dos homens, uma diferença que não é apenas atribuída a diferenças de educação e idade, mas também relacionada com a subvalorização do trabalho feminino, discriminação e necessidade de as mulheres fazerem pausas nas carreiras ou reduzirem a carga horária de trabalho para darem assistência aos filhos.

Se a atual tendência se mantiver, o relatório reafirma as estimativas de que “demorará mais de 70 anos até que o hiato salarial entre os sexos seja eliminado”.

 

Está a aumentar participação das mulheres em missões internacionais

Em 2011, contavam-se 79 mulheres num total de 1088 militares em missões no exterior, o valor mais elevado desde há quatro anos, correspondendo a 7,2%, enquanto em 2015 a participação feminina ficou nos 6,6 %, 97 mulheres em 1451 militares.

O número mais baixo dos últimos quatro anos é de 2014, ano em que participaram apenas 38 mulheres nas missões portuguesas no estrangeiro e 774 homens. No ano anterior, a percentagem também se ficou pelos 7%, representando 88 mulheres no total de 1245 militares.

A participação das mulheres nas missões internacionais das Forças Armadas é o tema de uma conferência promovida pela comissão parlamentar de Defesa Nacional, que se realiza terça-feira, Dia Internacional da Mulher, na Assembleia da República.

A investigadora do Instituto da Defesa Nacional Helena Carreiras, que tem vários trabalhos publicados nesta área, e representantes dos três ramos das Forças Armadas vão intervir na conferência, que será encerrada pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Pina Monteiro.

No total do número de efetivos das Forças Armadas, a participação das mulheres nunca ultrapassou os 14%, desde 2008, indicam dados do ministério da Defesa Nacional. O ano passado, esta participação foi de 11%: num efetivo de 29.563 militares, 3.260 são mulheres.

 

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