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Vanessa Ferreirinha

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Cervejeiros artesanais já ofereceram 100 mil litros de desinfetante para prevenir a Covid-19

A iniciativa, apenas partilhada nas redes sociais, rapidamente se revelou um sucesso e, agora, faz falta que mais empresas se juntem ao movimento, para ampliar quantidades, já que não há desinfetantes disponíveis em grande escala em Portugal.

Este é um período excecional e desafiante para todos. A Covid-19 exige uma ação efetiva, uma prevenção eficaz e a colaboração de todos para que se possam salvar vidas, combatendo o vírus, lutando com todos os meios possíveis.

Sendo conhecida a falta de desinfetantes a nível nacional e as dificuldades na distribuição dos mesmos, seja por rutura de stocks e/ou por demorada reposição em tempo útil, as empresas produtoras de cervejas artesanais e empresas relacionadas com o setor, juntaram-se para oferecer ácido peracético já diluído, e pronto a utilizar, aos Centros de Saúde, Forças de Segurança e de Proteção Civil, Serviços Municipais, outras entidades públicas ou privadas, que trabalhem para a proteção de pessoas e comunidades.

A iniciativa partiu de Hugo Santos, produtor da cerveja Chica, que ao ser alertado pelas Forças de Segurança locais, percebeu que o ácido peracético utilizado para higienizar e desinfetar os equipamentos, poderia ser usado a uma escala alargada, pelas entidades e autoridades portuguesas. Partilhou no grupo fechado de cervejeiros no WhatsApp e rapidamente todos se juntaram, unindo esforços, cedendo stocks, embalagens e transporte. Diogo Trindade, produtor da cerveja Lindinha Lucas e administrador do grupo no WhatsApp, rapidamente escreveu um comunicado que partilhou nas redes sociais, exponenciando o alcance da iniciativa. Foram definidos pontos de entrega de donativos de mais materiais e recolha de ácido peracético pronto a usar nas cidades do Porto, Coimbra, Lisboa e na Margem Sul de Lisboa.

Entre todas as cedências de stocks, oferta de cervejeiros e distribuidores, até agora, já foram disponibilizados cerca de 100 mil litros de ácido peracético diluído, quantidade que pretendem ampliar nos próximos dias. Até agora aderiram a esta iniciativa as seguintes empresas do ramo cervejeiro: Chica, Trevo, Lindinha Lucas, Epicura, Craft Temple Distribuição, Kenga, Gayata, Rima, Piratas Cervejeiros, Velhaca, Post-Scriptum, Fidélis, Tough Love, Biltre, Sovina, Barona, Praxis, Xô Carago, Alvoreada, Ermida, Lince, Açor, Lupum, Colossus, Nortada, Bordalo, Letra, a este movimento solidário juntou-se também a cervejeira de Vialonga, do Grupo Central de Cervejas, bem como a Christeyns, Quimiserve.

As empresas cervejeiras lançam o repto e pedido de apoio a outras empresas, para que também contribuam, criando condições para ampliar a ajuda: faltam embalagens para transporte, como garrafões ou baldes com tampa, embalagens para aplicação do desinfetante, como borrifadores, e falta mais líquido desinfetante, sendo pedido às empresas produtoras e distribuidoras de produtos químicos para desinfeção, que também colaborem para ser possível combater a Covid-19 de forma mais célere.

João Brazão, produtor da cerveja Trevo, e João Calha, da Epicura, garantem que esta ação dos produtores de cervejas pretende contribuir com um serviço fundamental para a comunidade, esperando que seja uma iniciativa abrangente e inspiradora, também para outros setores e empresas, para uma intervenção efetiva a nível local, junto de todas as entidades necessitadas.

E juntos, reforçam que “a cerveja artesanal em Portugal é #MuitoMaisQueCerveja! Podem contar connosco. Nós também estamos a contar com todos”.

EXPOSTOS AO COVID-19: TÉCNICOS SUPERIORES DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA PREOCUPADOS COM A EVOLUÇÃO DA PANDEMIA

Enquanto representante dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, o STSS tem vindo a acompanhar, com preocupação, a evolução desta situação de extrema complexidade, na qual todos somos parte ativa para garantir a resposta do SNS, em que, especificamente, os Profissionais de Saúde são imprescindíveis para a manutenção da Saúde Publica” afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), Luís Dupont. Acrescentando, “pese embora, muitas vezes, os TSDT não serem referidos como estando na linha da frente no combate à pandemia, essa não é a realidade, pois são parte ativa na prevenção, no diagnóstico e na terapêutica do COVID-19”.

 

TÉCNICA DE ANÁLISES CLÍNICAS IMPEDIDA DE ENTRAR NO SUPERMERCADO ALDI POR NÃO SER MÉDICA, NEM ENFERMEIRA

Preocupado com a falta de esclarecimento, Luís Dupont exemplifica “Recebemos recentemente uma queixa de uma Técnica Superior de Análises Clínicas, do Hospital S. João, que foi impedida de entrar no supermercado Aldi de Rio Tinto, no horário exclusivo, por não ser médica, nem enfermeira. Isto não pode acontecer. Todos os profissionais que estão na linha da frente ao combate da pandemia, sejam médicos, enfermeiros, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, auxiliares ou outros, estão expostos e têm de ser protegidos”.

 

Mas as preocupações não ficam por aqui. Tendo sido confrontado com reclamações provenientes de profissionais de várias Instituições do SNS, pela não aplicação de medidas preventivas a ter em consideração na atual situação de pandemia provocada pelo Covid-19, o STSS tendo vindo a alertar os Conselhos de Administração de várias entidades, para a necessidade de implementação urgente de instruções aos Serviços, no que respeita à aplicação das normas de Prevenção e Controlo de Infeção pelo novo Coronavírus.

 

“A não aplicação rigorosa das normas de segurança, de uma forma igual e uniforme, está a gerar um clima de grande perplexidade e preocupação nos profissionais por nós representados. Quer pela desigualdade de tratamento instalada, sem qualquer fundamento, assim como pelo risco a que se encontram expostos” lamenta Luís Dupont. Reforçando, “os profissionais de saúde têm sido incansáveis, e vão continuar a ser, na resposta necessária para combater esta pandemia, salvaguardando, assim, o bem maior que deveremos sempre ter em conta: a defesa intransigente dos cidadãos e da resposta do SNS. Mas tal não pode, nunca, significar que os profissionais possam descurar a sua saúde e segurança, bem como de colegas, familiares e, até mesmo, doentes”.

 

 

TSDT DISPONÍVEIS PARA AJUDAR NO COMBATE À PANDEMIA

Profissões como as de Técnico de Análises Clínicas e Saúde Publica, Técnico de Radiologia, Técnico de Saúde Ambiental, Técnico de Farmácia, Técnico de Cardiopneumologia, entre outros, são fundamentais na construção, organização e funcionamento da resposta do SNS a este novo Coronavírus. “Os TSTD têm-se disponibilizado, contribuindo positivamente para que se assegure a capacidade de resposta dos Serviços Públicos de Saúde, apesar de muitos associados nossos denunciarem que não têm os Equipamentos de Proteção Individual necessários, tendo por isso o STSS, em tempo oportuno, alertado as instituições para que sejam disponibilizados o mais urgentemente possível aos trabalhadores, que estão mais expostos à infeção” reforça o presidente do STSS.

De forma a agilizar esta colaboração indispensável, o STSS disponibilizou-se para uma reunião (por meios eletrónicos) com a Ministra da Saúde, Marta Temido, e alertou já com um conjunto de atividades que podem ser desenvolvidas por profissionais das áreas de diagnóstico e terapêutica para dar apoio a esta pandemia, nomeadamente:

·           Recolha de amostras biológicas na comunidade em apoio aos ACES

·           Triagem/questionários, screening e linhas de apoio

·           Cardiopneumologia – Assistência em nebulização (após prescrição, libertando enfermeiros para outras atividades de apoio)

·           Gasometrias (colheita e execução)

·           Monitorização de sintomas respiratórios e saturação

·           Apoios domiciliários

·           Recolha e transporte de amostras biológicas

·           Avaliação do estado de saúde de pessoas idosas

·           Garantia de medicação habitual

·           Estabelecimento elo de ligação telefónico com doentes e seus familiares – follow-up

“Esta reunião tem o intuito de analisarmos as questões expostas e podermos contribuir,

em nome deste grupo profissional, que uma vez mais parece estar a ser ignorado e a não ser ouvido”

– lamenta Luís Dupont!

AJUDE-NOS A NÃO PARAR!

Os horários de Verão podem ser consultados no site da CARRIS e em todas as paragens.

A CARRIS recorda que o plano de contingência da empresa está em permanente avaliação, consoante as directrizes a aplicar para combater a infecção do novo coronavírus SARS-CoV-2 (COVID-19).

As alterações agora anunciadas pretendem garantir a continuidade da prestação do serviço público de transporte de passageiros na cidade de Lisboa, procedendo a ajustes na oferta para assegurar a reserva de motoristas para necessidades futuras.

A partir do dia de hoje, 19 de Março, as lojas e quiosques da CARRIS estão encerradas por tempo indeterminado.

Durante este período, a CARRIS disponibiliza um serviço presencial em loja, mediante pré-agendamento. Este serviço pode ser solicitado através de e-mail: vendas@carris.pt ou telefone: ( 351) 213 613 000. Deverá indicar o assunto e uma sugestão da data e hora que lhe for conveniente. Depois de avaliada a necessidade, as alternativas existentes e a urgência dos pedidos, será devolvido uma proposta de agendamento com indicação da hora e local.

MEDICAGO ANUNCIA POTENCIAL VACINA PARA O CORONAVÍRUS

De acordo com o comunicado, “a Medicago, empresa biofarmacêutica com sede no Quebec, anunciou que produziu com sucesso uma Partícula Semelhante ao Vírus (em inglês Virus-Like Particle – VLP) do coronavírus, apenas 20 dias após a obtenção do gene SARS-CoV-2 (vírus que causa a doença COVID-19). A produção da VLP é o primeiro passo no desenvolvimento de uma vacina para o COVID-19, que agora passará por testes pré-clínicos de segurança e eficácia. Uma vez concluídos, a Medicago espera discutir os seus resultados com as respetivas agências de saúde e iniciar os testes da vacina em humanos no verão de 2020.”

A Medicago, empresa participada pela Philip Morris International, faz parte do novo caminho traçado pela empresa de tabacos, assente em grandes investimentos em ciência, tecnologia e inovação.

A Philip Morris International (PMI), de que a portuguesa Tabaqueira é subsidiária, adquiriu em 2013 uma participação na Medicago e atualmente detém cerca de 30% da empresa. A maioria das restantes ações pertencem à Mitsubishi Tanade Pharma.

A participação da PMI na Medicago faz parte dos esforços da empresa para explorar outras áreas de negócio, que tenham por base a ciência, a tecnologia e a inovação: competências-chave para a PMI, que anunciou a sua decisão de substituir cigarros por alternativas livres de fumo o mais rapidamente possível. Estas competências, capacitação e parcerias de negócio, construídas na última década, permitem à empresa explorar novas oportunidades, enquanto transforma o seu negócio em áreas distantes dos cigarros.

Trabalho inovador da Medicago na área das vacinas não é novo

O primeiro produto da Medicago, uma vacina contra a gripe sazonal [Partícula Semelhante a Vírus Quadrivalente Recombinante (QVLP)], está atualmente em avaliação pela ‘Health Canada’. Vacinas contra a gripe pandémica, rotavírus e norovírus estão também atualmente a ser testadas em ensaios pré-clínicos e clínicos de Fase II. A Medicago também está a desenvolver anticorpos contra o hMPV, RSV e opioides.

Investigação tem por base a planta do tabaco

A Medicago não usa ovos como base para a investigação de vacinas – como a maioria -, mas plantas, como a do tabaco.

“A produção tradicional de vacinas requer, geralmente, ovos. Os fabricantes de vacinas injetam o vírus nos ovos, onde o mesmo se propaga. Mas usar ovos é caro, leva muito tempo, está longe de ser perfeito e eventuais mutações podem produzir vacinas que não correspondem ao vírus que se pretende combater”, afirma Bruce Clark.

A investigação da Medicago não funciona com um vírus vivo. Em vez disso, utiliza plantas, uma abordagem relativamente nova que teve muitos avanços na última década. A sequência genética é inserida na agrobactéria, uma bactéria do solo, absorvida pelas plantas – neste caso, uma planta próxima do tabaco. A planta começa a produzir a proteína que pode ser usada como vacina. Se o vírus começar a sofrer mutações, como é esperado para o COVID-19, a produção poderá ser atualizada usando novas plantas.

“Essa é a diferença entre nós e os métodos baseados em ovos, vamos diretamente à produção da vacina ou do anticorpo sem ter de propagar o vírus”, diz o CEO da Medicago.

Transportadores de mercadorias pedem ação do Governo

“A APAT saúda as medidas já tomadas pelo Governo, mas pede que sejam tomadas outras para o setor dos transitários, de modo a continuarmos a colocar todas as possíveis soluções logísticas ao serviço da nação, numa altura em que, seguindo as orientações da DGS, temos de, diariamente, adotar medidas alternativas ao transporte desses bens, com mais custos e menos receitas”, afirma António Nabo Martins, presidente executivo de uma associação cujos membros representam 1 por cento do PIB nacional.

“Se é verdade que nalgumas situações somos verdadeiros heróis, também temos de reconhecer que sem este tipo de ajudas não vamos conseguir, em primeiro lugar, lutar contra esta fatalidade e, em segundo lugar, sobreviver conservando empresas, postos de trabalho e a coesão de Portugal”, conclui.

Recorde-se que é graças à atividade transitária que é possível cada país ter acesso ao abastecimento de bens alimentares, bens de primeira necessidade, medicamentos, entre muitos outros produtos.

“Tenho a sorte de desempenhar um trabalho onde coincidem muitas das minhas paixões”

A Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) é hoje uma das entidades mais prestigiadas no domínio do ensino politécnico em Portugal, pautando o seu percurso por uma dinâmica educativa de excelência e qualidade. Desta forma, como tem a instituição vindo a perpetuar um importante contributo para a educação em Portugal?

A ENIDH tem vindo a contribuir ao longo dos anos para a promoção da excelência e elevada qualidade do ensino náutico em Portugal.

 

A ENIDH tem sido, ao longo dos anos, pioneira, principalmente ao nível de apostas formativas, por exemplo, é a única escola nacional vocacionada para a formação de Oficiais da Marinha Mercante e quadros superiores do sector Marítimo-Portuário nas áreas da Intermodalidade, Gestão e Logística. Essa capacidade de estar sempre na linha da frente tem sido fundamental para o crescimento da instituição ano após ano?

Sem dúvida. Estamos num setor em que a inovação tecnológica está a introduzir rápidas mudanças no shipping. Os sistemas de energia e as tecnologias de informação, por exemplo, têm uma importância cada vez maior nos navios. Com efeito, foi introduzido recentemente pela IMO a categoria de oficial Engenheiro Eletrotécnico (Electrotechnical Officer), e a ENIDH foi uma das primeiras Escolas Marítimas a oferecer esta nova oferta formativa. É essencial que a ENIDH continue a ter a capacidade de se antecipar às mudanças no setor marítimo e a oferecer ao mercado os profissionais de que vai precisar, sendo de notar que atualmente a empregabilidade dos nossos diplomados é de quase 100%.

 

A Olga Delgado é a Diretora das Relações Internacionais da ENIDH, uma função de enorme exigência e que a obriga a estar constantemente atenta. Antes de tudo, como é que o seu percurso se cruza com a marca e qual tem sido o grande segredo para o êxito desta “relação?

Penso que não é nenhum segredo que o ingrediente principal para o sucesso profissional é trabalho, trabalho e mais trabalho. Mas não há trabalho de qualidade sem uma alta motivação, e a maior fonte de motivação é a paixão pelo que se faz. A paixão pelo trabalho mantém-nos sempre atentos e à procura da melhoria contínua. Eu adoro o mundo marítimo, as relações internacionais, a formação e a psicossociologia, que é a minha área de especialidade, na que investigo e leciono. Portanto, tenho a sorte de desempenhar um trabalho onde coincidem muitas das minhas paixões.

 

Quais são as principais caraterísticas que um verdadeiro líder deve ter no sentido de impulsionar uma marca e uma equipa a chegar mais longe?

Há muitas características essenciais para ter uma boa liderança, uma muito importante é a ética, que juntamente com os valores, da transparência e da justiça, nos permite construir uma relação de confiança com toda a gente com quem trabalhamos. Para impulsionar uma marca e uma equipa é preciso uma elevada dose de otimismo e capacidade para inovar, que requer uma mente aberta e bem informada, e a virtude de ouvir os outros e saber colaborar de uma forma construtiva.

 

No seu dia a dia, de que forma procura colocar em prática essas mesmas caraterísticas em prol de uma dinâmica equilibrada e positiva no domínio do bem-estar das equipas/recursos humanos da marca?

Procuro que trabalhemos muito em equipa, que nos sentemos a tomar as decisões em conjunto. Muitas cabeças pensam melhor do que uma só. Também tento contagiar através da minha paixão pelo que faço e dar muita autonomia, o espaço e as ferramentas necessárias para ajudar a que as pessoas se desenvolvam profissionalmente.

 

Existem diferenças entre uma liderança feminina e uma masculina ou a questão da importância do verdadeiro líder não pode ser resumida somente a questões relacionadas com o género?

Precisamente fiz a minha tese de doutoramento sobre liderança. Os estereótipos de gênero afetam o julgamento da competência de mulheres e homens de maneira diferente. No setor marítimo, as mulheres são melhores líderes do que elas próprias pensam. Uma atitude excessivamente crítica em relação às próprias capacidades de liderança pode ser um fator para explicar por que muitas mulheres optam por não exercer cargos de alto status no setor marítimo. Portanto, o empowerment e o mentoring das mulheres é uma necessidade no setor.

A liderança é um fenómeno que depende de três elementos: o líder, a equipa e o contexto. A melhor liderança é aquela que conta com recursos para se adaptar a qualquer tipo de circunstâncias. Normalmente os líderes seguem aqueles modelos que tiveram, e na nossa sociedade, a maioria de modelos continuam a ser masculinos, o que limita as opções de exemplos a seguir, por isso é tão importante que existam associações como a WISTA “Women’s International Shippping and Trading Association”, que promove a presença e a liderança das mulheres no mundo marítimo. Acho que as pessoas não devem pensar em liderar como homens ou mulheres, ou em seguir um modelo específico como a liderança transformacional ou a servicial, porque quem tenta seguir um livro de instruções perde autenticidade, e esse é um ingrediente essencial para ter carisma. Um líder deve conhecer-se muito bem e encontrar o seu próprio estilo.

Uma das ferramentas mais efetivas que uso para ajudar outras pessoas a desenvolver a liderança autêntica é o coaching com cavalos, que permite descobrir qual é o tipo de líder inato que temos dentro de nós, detetar as nossas barreiras internas para ser melhores líderes, e definir o caminho que devemos seguir para ultrapassá-las.

 

Olhando o panorama global, como é que vê hoje em dia as Mulheres e a sua preponderância no universo das empresas e dos negócios? Sente que evoluímos neste capítulo? O que ainda falta?

Evoluímos, sim, mas ainda muito devagar. É preciso mudar mentalidades, que a sociedade perceba que quando há setores historicamente dominados por homens, onde apenas 2% são mulheres, como no caso dos trabalhadores do mar, está-se a perder quase 50% do talento potencial para a profissão. Também é preciso que a exigência requerida às mulheres em posições de liderança seja a mesma que aos homens. Parece que há espaço para o erro humano no caso dos homens e não no caso das mulheres, o que causa uma injusta pressão que leva a que muitas mulheres desistam de aspirar a estas posições. Para isso é preciso que a presença de mulheres em posições de liderança se normalize.

 

Ao longo do seu percurso enquanto profissional, alguma vez sentiu que o facto de ser Mulher lhe criou mais obstáculos? Se sim, como contornou os mesmos? 

Qualquer pessoa que pertença à minoria num grupo, tem uma situação mais vulnerável. Essa é a realidade das mulheres no setor marítimo. A forma de ter mais força é apoiarmo-nos umas às outras e ajudarmo-nos através de associações internacionais como a WISTA. Saber que as políticas nacionais, a política da empresa onde trabalhamos, as leis e a justiça estão do nosso lado faz-nos sentir mais fortes.

 

É importante criar na sociedade, mais concretamente no universo empresarial, um sentido de maior equilíbrio nas oportunidades dadas às Mulheres? 

Sem dúvida. Os estudos demostram que aquelas empresas em que as decisões estratégicas são tomadas com uma participação de pelo menos 30% de mulheres, obtêm melhores resultados.

 

O que podemos continuar a esperar de si e da ENIDH para o futuro?

A ENIDH está a formar os líderes do futuro no setor marítimo.

Por parte da Direção da ENIDH podemos esperar que continue a apoiar a igualdade de género com a sua política de aumento da presença das mulheres no mundo marítimo, tanto através das suas ações de comunicação, como através do seu apoio aos eventos organizados pela associação WISTA.

Pela parte do Gabinete de Relações Internacionais da ENIDH esperamos contribuir para que a ENIDH continue a ser uma instituição de referência e de reconhecido prestígio, mas com uma projeção internacional cada vez maior.

Eu considero-me uma aprendiz incansável. Pela minha parte, como Professora de Psico-sociologia, podem esperar uma atualização constante e todo o meu esforço para poder oferecer aos alunos as metodologias mais inovadoras e avançadas para o desenvolvimento das suas capacidades de liderança e trabalho em equipa.

 

O Dia Internacional da Mulher comemorou-se no passado dia 8 de março. Que mensagem gostaria de deixar sobre a importância desta data?

Conseguir a igualdade de gênero é o objetivo número 5 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. O 8 de março é a data em que se reconhece a importância e a necessidade da reflexão, da ação e da luta para atingir este objetivo, com tanto protagonismo e importância a nível internacional na atualidade. A minha mensagem é que a reflexão, a ação e a luta para conseguir a igualdade de género não estejam restritos a esta data, e que nos lembremos durante todo o ano de que é um direito humano fundamental que existam as mesmas oportunidades e direitos para todas as pessoas, sem ter em consideração o seu género, orientação sexual, raça, pais de nascença, ou outros fatores pelos quais lamentavelmente ainda nos encontramos com situações discriminatórias.

Grupo Bensaude oferece 14 ventiladores aos Hospitais da Região Autónoma dos Açores

“Ao longo dos seus 200 anos, o Grupo Bensaude esteve sempre presente na vida dos Açorianos, demonstrando uma forte responsabilidade social.

Numa altura em que todos enfrentamos a pandemia do COVID 19, o Grupo Bensaude, como importante grupo económico dos Açores, sente o dever de responder ao desafio de ajudar no combate a essa pandemia.

Esperando assim dar um exemplo de solidariedade, que estamos certos ser característico dos Açorianos, o Grupo Bensaude decidiu oferecer 14 ventiladores aos Hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

Os equipamentos em questão correspondem às necessidades técnicas recomendadas pelos Hospitais e são os indicados para as situações mais críticas.

Com a ajuda e compromisso de todos – porque todos são essenciais – estamos certos de que este desafio será superado.”

FATURAÇÃO ANUAL DA BEE ENGINEERING ASCENDE A 6,2M€

Geograficamente as operações expandem-se já por todo o território nacional, sendo que o crescimento liderado pela consolidação da atividade no norte do país. Os negócios internacionais, com o foco de expansão na área EMEA, contribuíram também para o resultado positivo de 2019. Ao longo do ano realizaram-se novos investimentos que ajudaram à afirmação da empresa: a criação de uma unidade de Managed Services e o reposicionamento das experiências digitais interativas da Nectar Interactive, que acelera as marcas e negócios através da aplicação de mecânicas de videojogos a desafios reais das empresas.

O plano de crescimento para 2020 está traçado: aumentar os resultados de faturação do escritório que serve o Porto e Norte do país e das operações globais com foco particular nos mercados de França, Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Holanda e Senegal; reforçar a Nectar Interactive como líder em Portugal na área das experiências digitais gamificadas, e lançar o primeiro videojogo ao público; aumentar o número de colaboradores em áreas “core”.

O objetivo de reforço da equipa para 2020 será possível com a ampliação do programa 360º de captação e de potenciação de talento, desenhado internamente. Age na inclusão de novos talentos com base na sua competência, independentemente da sua idade, género, país de origem ou incapacidades físicas. É também uma meta continuar a alargar a comunicação da experiência Bee Engineering a uma audiência cada vez maior, de que são disso exemplo eventos tecnológicos em ambiente universitário como o 10º Bee Tech no ISTEC, o aumento de parcerias com instituições de ensino, empresas e organizações (da CCIP e AICEP à Carta da Diversidade).

Para José Leal e Silva, Diretor Executivo da Bee Engineering: “O nosso objetivo é 2020 é o de consolidar a Bee Engineering como referência no setor das tecnologias de informação e comunicação dando continuidade ao trabalho de excelência a que habituamos os nossos clientes, parceiros e colaboradores. Este ano a aposta será feita no aumento de operações no Porto e Norte e a nível internacional. Desta forma, a comunidade de apaixonados por tecnologia
que constitui a nossa empresa continuará a crescer de forma sustentada”.

EMA confirma informação divulgada pelo Infarmed Ibuprofeno / COVID-19

Este comunicado vem reiterar a informação já anteriormente veiculada pelo Infarmed sobre este tema a 15 e 18 de março (https://www.infarmed.pt/web/infarmed/infarmed/-/journal_content/56/15786/3586350;https://www.infarmed.pt/web/infarmed/infarmed//journal_content/56/15786/3578892).

Em maio de 2019, o Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) iniciou uma revisão sobre os anti-inflamatórios não esteroides como o ibuprofeno e o cetoprofeno na sequência de uma pesquisa da Agência Francesa de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM) que sugeria que algumas infeções bacterianas ou a infeção por varicela zoster (varicela) poderão ser exacerbadas por estes anti-inflamatórios.

A análise em curso de toda a informação disponível visa verificar se é necessária alguma medida adicional.

A EMA salienta, no entanto, que o Resumo das Características do Medicamento e o Folheto Informativo destes medicamentos incluem já advertências de que os seus efeitos anti-inflamatórios podem mascarar os sintomas de um agravamento da infeção.

No seu comunicado, a EMA refere ainda que, ao iniciar o tratamento sintomático da febre na COVID-19, os doentes e os profissionais de saúde deverão considerar todas as opções de tratamento disponíveis, incluindo o paracetamol e os anti-inflamatórios não esteroides.

Os benefícios e os riscos de cada medicamento estão refletidos na informação incluída no Resumo das Características do Medicamento e Folheto Informativo, e deverão ser tidos em consideração juntamente com as orientações terapêuticas nacionais, a maioria das quais recomenda que o paracetamol deve ser a primeira opção no tratamento da febre ou da dor. Nesta circunstância, os doentes e os profissionais de saúde podem continuar a utilizar os anti-inflamatórios não esteroides (como o ibuprofeno), de acordo com as suas indicações terapêuticas aprovadas, tendo em atenção que as recomendações atuais referem que estes medicamentos devem ser usados ​​na menor dose eficaz, durante o mais curto período de tempo possível.

Em caso de dúvida, os doentes deverão dirigir-se ao seu médico ou farmacêutico para eventuais esclarecimentos complementares.

O comunicado a EMA refere ainda que não existe neste momento, motivo para que os doentes que estejam a tomar ibuprofeno interrompam o seu tratamento. Este aspeto é particularmente importante para os doentes que tomam ibuprofeno, ou outros anti-inflamatórios não esteroides, no contexto de doenças crónicas.

Adicionalmente à revisão de segurança do ibuprofeno e cetoprofeno atualmente em curso no PRAC, a EMA sugere a necessidade de realização de estudos epidemiológicos, de forma a fornecer evidências adequadas sobre qualquer efeito dos AINEs na COVID-19. Para tal, a EMA está a contactar a indústria farmacêutica, a academia e as redes europeias de farmacoepidemiologia para apoiarem a realização desses estudos, que poderão ser úteis para futuras recomendações relativas ao tratamento com estes medicamentos.

A EMA e o INFARMED disponibilizarão informações adicionais caso se revele necessário e uma vez concluída a revisão do PRAC.

Salientamos novamente que os doentes devem respeitar as indicações dos seus médicos e farmacêuticos no uso responsável dos medicamentos prescritos.

O Infarmed, em articulação com a rede europeia do medicamento, continuará a acompanhar e a divulgar qualquer nova informação sobre este assunto.

Continental encerra produção na sua fábrica automotiva em Palmela até ao fim de 2021

Frankfurt am Main (Alemanha) / Palmela (Portugal), 17 de março de 2020. Hoje, a empresa de tecnologia Continental anunciou o encerramento da produção na sua fábrica automotiva em Palmela até ao fim de 2021. O fecho vai afetar cerca de 370 colaboradores. A Continental tem produzido maxilas de travões dianteiros na fábrica há 25 anos. A razão desta medida é a queda do mercado global de automóveis de passageiros. As estimativas atuais são significativamente mais baixas em comparação com as previsões de há um ano e meio e mostram que os volumes da produção automóvel continuam a cair. Esta situação resulta igualmente na redução do mercado de maxilas de travão e, por consequência na redução dos volumes de produção de Palmela.

“A redução dos volumes cria uma capacidade excedentária e leva a uma crescente pressão num mercado cada vez mais focado na redução de custos dos custos. Estes efeitos exigem que agrupemos volumes e que usemos efeitos de escala para assegurar a nossa competitividade e para consolidar as nossas fábricas de maxilas de travão na Europa”, informa Bernhard Klumpp, o diretor-geral da unidade de negócios Sistemas Hidráulicos de Travagem da Continental.

Continental em Portugal

A fábrica de Palmela produz maxilas de travões dianteiros para fabricantes automóveis a nível mundial desde a sua fundação em 1993. Em Portugal, a Continental é um forte empregador com cerca de 3.700 colaboradores em sete diferentes localizações. Portugal como mercado, assim como as suas pessoas altamente qualificadas, continua a ser importante para a Continental. Isto reflete-se na já  prevista ampliação da Continental Engineering Services (CES) no Porto. Atualmente, a empresa, que oferece serviços de engenharia a clientes internos e externos, emprega 40 engenheiros. Está previsto o aumento deste número para 150 até 2022.

O apoio aos colaboradores afetados é a principal prioridade

Atualmente trabalham cerca de 370 colaboradores na fábrica de Palmela. “Estamos conscientes do impacto que esta decisão tem nos nossos colaboradores. O apoio às pessoas em Palmela é a nossa principal prioridade”, afirma Pedro Gaiveo, diretor-geral da fábrica da Continental em Palmela. “Vamos colaborar estreitamente com a Comissão de Trabalhadores para desenvolver um pacote abrangente de compensação. Este pacote vai incluir indemnização e apoio na procura de um novo emprego dentro ou fora da Continental.”

“Transformation 2019 – 2029”: Fortalecer a competitividade

Esta medida faz parte do “Transformation 2019 – 2029”, o programa da Continental para fortalecer a competitividade da empresa a longo prazo e para assegurar a sua viabilidade. Com o programa global, a Continental responde à queda da produção automóvel a nível mundial e à já crescente procura dos clientes por soluções digitais.

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