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Vanessa Ferreirinha

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“OS PORTUGUESES PODEM CONTAR SEMPRE CONNOSCO”

Carla Esteves é a Diretora Executiva da Cooperativa Unimark acumulando, ainda, a função de Diretora da Sociedade Aqui é Fresco, a maior rede de retalho de proximidade de Portugal. Quando é que decidiu abraçar estes desafios? 

Entrei na UniMark em outubro de 2011, empresa na qual permaneço até aos dias de hoje. Ao longo do tempo que já levo de colaboração com a UniMark, as minhas funções dentro da empresa foram evoluindo. Comecei como Gestora de Projetos e, em março de 2017, participei ativamente na constituição da Sociedade Aqui é Fresco, entidade composta pela maioria dos associados UniMark que operam e exploram, direta ou indiretamente, uma rede de estabelecimentos comerciais de retalho independentes que, sob sua coordenação e supervisão, exercem a atividade de venda ao público de bens de consumo sob princípios de comercialização uniformes e que funcionam com um conceito e a imagem designada pela insígnia Aqui é Fresco. Já em janeiro de 2019 fui promovida a diretora executiva da UniMark e da Sociedade Aqui é Fresco.  Complementarmente, e desde março de 2019, faço, igualmente, parte dos membros da direção da ADIPA (Associação dos Distribuidores de Produtos Alimentares).

Apresente a marca e o universo Aqui é Fresco.

A rede “Aqui é Fresco” é constituída por cerca de 800 lojas de proximidade independentes, distribuídas por todo o país, em que o retalhista não tem qualquer custo de adesão ou franquia.

O objetivo principal da rede é ganhar dimensão, aumentar competitividade, dinamizar as vendas e melhorar a qualidade do serviço prestado. Só assim é possível competir com as grandes superfícies, levando aos locais, onde a maioria dos grandes empresários acredita não valer a pena investir, os melhores preços, sem nunca descurar a qualidade.

Estamos nesta área de negócio porque gostamos do que fazemos, estamos neste mercado para servir e ajudar pequenos, médios e grandes empresários a fazer do comércio de proximidade muito mais do que o simples ato de vender. Nascemos no comércio de proximidade e servimos o comércio independente.

A relação existente entre a Sociedade Aqui é Fresco, associados e aderentes é prova disso mesmo. Uma relação de confiança, criada ao longo dos anos de trabalho, construída com base na transparência e respeito mútuo e que, hoje, nos permite dizer, com segurança, que o cliente é um amigo. Não duvido que é, igualmente, um traço diferenciador que nos distingue dos restantes operadores. O Aqui é Fresco é, atualmente, a maior rede de comércio independente de Portugal.

Estou em crer que este é momento do comércio de proximidade. Está na moda e, ao contrário do que se possa imaginar, não é apenas a população mais idosa que procura este canal. Cada vez mais, os jovens recorrem ao comércio de proximidade. As gerações mais novas, Millennials ou Geração Y, como se convencionou chamar, não querem perder tempo com as compras do mês. Decidem no momento o que vão comprar, o que vão jantar, entre outros. Por estarmos atentos a estas tendências, temos tido a constante preocupação de adaptar a oferta às exigências dos novos consumidores.

O mesmo se passa com a atual situação de pandemia que estamos a viver, trazida pelo Covid-19. A contingência atual de mobilidade e o desconforto das grandes filas fazem com que o consumidor português evite desperdiçar muito tempo nas suas compras, optando, assim, por locais mais pequenos. Não só pelo facto de ser mais rápido e cómodo, mas, acima de tudo, porque se sente mais seguro. Podemos ainda acrescentar, com bastante orgulho, que a preocupação com a manutenção dos preços baixos, principalmente numa situação tão particular como a que estamos a viver, é uma constante. Continuamos a promover os nossos folhetos e, com eles, os melhores preços. A especulação não faz parte do nosso ADN. Podemos, pois, afirmar com segurança que os portugueses podem contar sempre connosco.

Qual a missão da Carla Esteves para com a Unimark e Aqui é Fresco?

A palavra “missão” significa aquilo que deve ser feito: um compromisso. A nível individual, encontro-me perfeitamente alinhada com os propósitos da UniMark e, em plena sintonia, queremos levá-la mais além, assim como alargar a abrangência da mancha de loja Aqui é Fresco a nível nacional. Sempre, e de forma incontornável, com o apoio da minha equipa. Afinal, e como diz a sabedoria popular, “sozinhos vamos mais rápido, juntos vamos mais longe”. É esse o nosso propósito, reforçar o reconhecimento que o mercado tem por estas duas grandes empresas e levar o que de melhor o comércio de proximidade tem para oferecer a todos os que o preferem, independentemente de onde se encontrem.

Como é que a Carla Esteves se define enquanto mulher e profissional? Considera-se uma mulher realizada? 

A nível profissional, sou organizada, minuciosa, ligo muito ao detalhe, ao pormenor. Ao longo do meu percurso, abracei vários desafios, daí a minha forte orientação para atingir resultados, rápida capacidade de tomar decisões, forte espírito de liderança e uma boa gestão de equipas em prol dos objetivos que estão definidos pela Sociedade Aqui é Fresco e pela Unimark. Sou, de facto, uma mulher realizada a nível profissional.

O EXEMPLO DE “COMEÇAR DO ZERO”

Como todas as histórias têm um início, gostaríamos de saber quem é a Carminha Loureiro? Como é que se descreve?

Sou uma pessoa muito simples e humilde, mas, no entanto, considero-me uma guerreira, uma vez que a minha vida não foi nada fácil. Nasci em Resende, uma pequena vila de Portugal e fui criada pelos meus avós paternos após a morte do meu pai, quando tinha cinco anos. Tenho um irmão mais velho que ficou a viver com a minha mãe. Decidi vir para Genebra ao 16 anos, contra a vontade dos meus avós, ficaram mesmo muito chateados, mas sou como a minha avó Angelina, com um espírito guerreiro sem medo de trabalhar, tinha que sobreviver, aqui, sozinha.

O que pode ser contado sobre o seu percurso profissional até aos dias de hoje?

O meu percurso começou com alguma dificuldade claro, o meu primeiro emprego foi de babysitting e limpeza em escritórios durante vários anos, depois fui rececionista numa central de táxis e numa loja de decoração, não tinha muita escolha, precisava de dinheiro para comer e para as despesas essenciais, uma vez que, não tinha ajuda de ninguém. Durante muitos anos trabalhei sem descanso algum, para poder pagar os meus estudos.

Não me importo de contar a minha história, tenho muito orgulho por tudo o que passei, assim poderei ser um exemplo para quem quer correr atrás dos seus sonhos. Aconselho a que não desistam, porque podemos começar por baixo, e acreditem que, com força de vontade, empenho e muita coragem, podemos conseguir atingir o nosso objetivo.

O meu percurso profissional mudou muito na altura em que fazia limpeza, à noite, num escritório, em que a proprietária a D. Lee WELSH, inesperadamente falou comigo, perguntou como era possível uma “criança”, (na altura tinha 20 anos), que deveria estar a estudar, estar a limpar um escritório durante a noite. Ficamos pelos menos 3 horas a falar da minha vida, e ao fim dessas horas, contratou-me, dizendo-me  que poderia continuar na mesma, com os meus estudos de direito.

Foi um dos momentos mais felizes da minha vida, pela primeira vez, alguém se interessou por mim e ajudou, dando-me uma grande oportunidade. Foi o meu anjo da guarda e até hoje, somos muito amigas.

É Partner da Asterios. Quando surgiu a ideia de abraçar este projeto?

A ideia na verdade veio dos meus clientes, que já há muito tempo diziam-me que era tempo de me lançar sozinha, que tinha todas as capacidades para o fazer, mesmo sendo uma mulher.

Como é ser Partner de uma grande empresa de contabilidade e assessoria jurídica, tributária como a Asterios?

Bom, acima de tudo, a Asterios é fruto de um conjunto de profissionais nas diversas áreas de consultoria tributária e jurídica.

Ser partner é uma grande responsabilidade, tendo em vistas as diferentes leis existentes em cada país e antecipar, mas também, um grande desafio, para mim.

É um orgulho poder satisfazer as necessidades de clientes internacionais que nos procuram, para realizar da melhor forma os seus negócios. Ser partner, também preenche novas ambições e realizações profissionais, nomeadamente ver resultados alcançados em nome dos nossos clientes!

Quais são os grandes desafios enquanto Partner desta empresa?

Acima de tudo, o ambiente empreendedor. É um ambiente muito semelhante e ao mesmo tempo muito complexo/diferente de um país para outro.

Outro dos maiores desafios é a adaptação dos nossos conhecimentos e habilidades de acordo com todas as situações, sejam antigas ou futuras. Temos de estar sempre em constantemente evolução.

Por fim, outro grande desafio é a formação das nossas equipas, mas também a transmissão do nosso « savoir faire » aos nossos clientes!

Porque linhas estratégicas se rege a empresa, de forma a distinguir-se dos seus players?

As estratégias baseiam-se nos nossos valores que são comuns à maioria dos nossos colegas na profissão. Mas se eu tivesse que evidenciar aquelas que nos caracterizam melhor, eu diria que são os nossos valores humanos e o nosso multiculturalismo, que nos permite identificar melhor as necessidades e as expectativas dos nossos clientes.

 

O que mais gosta no seu trabalho? Considera-se realizada com as suas escolhas profissionais?

O que mais gosto no meu trabalho, é o contacto direto com os clientes que pretendem investir e encontrar todo o tipo de soluções para esse efeito.

Considero-me 100% realizada. Acordo todas as manhãs com um sorriso, só de saber que vou trabalhar.

Quais os projetos a curto/médio prazo para a Carminha, enquanto mulher e profissional?

Enquanto mulher, gostaria de realizar dois projetos. Um deles, a criação de uma fundação de ajuda a crianças abandonadas e maltratadas. Faz-me pensar um pouco na minha infância, desde que o meu pai morreu até ir morar com os meus avós. Tive muita sorte deles existirem e cuidarem de mim, mas, infelizmente, nem todas as crianças têm essa sorte. A outra, não poderia deixar de ser, uma fundação para ajudar os idosos com necessidades, em homenagem aos meus avós.

A nível profissional é continuar a desenvolver e fazer crescer a Asterios em outros países (para além da Suíça), como por exemplo, o Dubai, Portugal e Israel.

 

“EU SOU HÁ MUITOS ANOS A NORSECUR”

Quando se deu o início desta atividade profissional na área de seguros particulares e empresas?

A minha atividade no setor da mediação de seguros iniciou na década de 90 quando passei a colaborar com o então diretor comercial da empresa em que trabalhava e que era o responsável pela carteira de seguros dessa mesma empresa.  Inicialmente e durante muitos anos, a Norsecur foi exclusivamente uma mediadora cativa de um grande grupo industrial português, a sua carteira era composta pelos seguros da empresa desde a frota automóvel, aos patrimoniais, acidentes de trabalho, responsabilidade civil, enfim todos os seguros obrigatórios e facultativos associados a uma empresa , assim como alguns seguros particulares mas todos ligados a elementos da administração e direção da empresa.

Em 2010 o diretor comercial aposentou-se e naturalmente fiquei com a responsabilidade da gestão da carteira da Norsecur . Passado pouco tempo tornei-me sócia-gerente da Norsecur e desde aí a mediação de seguros passou a ser a minha atividade principal, pois durante muitos anos conjuguei as funções de gestão de clientes do canal HORECA com a mediação de seguros.

De onde surgiu o gosto pela mediação de seguros? Porquê a aposta nesta área?

A atividade seguradora surgiu no meu percurso profissional com a necessidade de alguém assistir o responsável da carteira de seguros da empresa onde trabalhava, por ter sido uma opção aceite pelas partes interessadas, por ter tido a sorte de ter apreendido com uma pessoa que estava sempre pronta e disponível  para me explicar os meandros dos seguros e porque consegui responder ao que era esperado de mim e finalmente por ter sido mais tarde aceite a minha proposta em me tornar sócia e gerente da Norsecur. Todos estes factos associados ao reconhecimento necessário, com muito trabalho, dedicação e bons resultados, permitiram que chegasse á posição atual com o crescimento e a diversificação da carteira de clientes da Norsecur .

Realmente nunca fez parte dos meus planos trabalhar em seguros. Sempre quis ser professora de educação física ou educadora infantil, mas a vida foi-me apresentando outras oportunidades pelas quais só posso estar grata. Faz parte de mim fazer, com competência e eficiência, as tarefas que nos são atribuídas, e se for possível com satisfação e realização pessoal. Só assim conseguimos responder ás nossas expetativas e dos outros e acima de tudo prestar um bom serviço aos clientes, que são a base fundamental de qualquer negócio.

De que forma é que a Norsecur apresenta soluções adequadas às necessidades de cada cliente, visando a proteção particular e de negócios?

A Norsecur está situada geograficamente em Águas Santas no Concelho da Maia, mas temos clientes em vários pontos do pais para além do Grande Porto, Trás os Montes, Minho, Centro, Lisboa e Algarve. Temos uma carteira de clientes muito diversificada. Atualmente temos cerca de 750 clientes particulares e 65 empresas. Para conseguirmos apresentar aos nossos clientes e potenciais clientes a solução mais adequada às suas necessidades, temos que comunicar, esclarecer, perguntar, saber quais as preocupações que têm, e quais as coberturas que gostariam de contratar para que em caso de imprevisto se sintam realmente protegidos e seguros. Mesmo nos seguros obrigatórios temos que ter o cuidado de conhecer o nosso cliente, porque uma cobertura especifica pode mudar toda a experiência desse cliente relativamente ao sector dos seguros. A mediação de seguros é muito mais do que o ato de vender seguros, é uma área que nos permite um relacionamento próximo com os clientes enquanto indivíduos e só com este tipo de postura é que conseguimos ter mais de 90% de retenção de clientes, o que é uma coisa absolutamente extraordinária e da qual nos orgulhamos muito.

Como é que na Norsecur, garantem um serviço de excelência focalizado no cliente, de forma a preservar a sustentabilidade da empresa?

O serviço de excelência focalizado no cliente que passa, como já referi pela preocupação de conhecer as suas necessidades, abrange também na Norsecur uma continuidade através da nossa disponibilidade e de uma gestão baseada em valores como a responsabilidade e a seriedade, a competência profissional e conhecimento do negócio e do mercado. Temos o cuidado de não nos relacionarmos com o cliente só na altura na venda, do pagamento anual e na ocorrência de sinistros. Parabenizamos os nossos clientes nos seus aniversários, enviamos no Natal e no Verão uma pequena lembrança a todos os clientes, fazemos sorteios de convites para concertos musicais e outros espetáculos, temos um tratamento diferenciado para os nossos clientes. Sempre que conseguimos que um cliente saia da Norsecur satisfeito é um carimbo de excelência no serviço ao cliente e de objetivo cumprido no final do dia.

A Norsecur tem vindo, ao longo dos anos a crescer de uma forma sustentável. Conhecemos bem as nossas forças, sabemos mante-las e obter retorno e por isso temos apresentado resultados positivos, mas no mundo dos seguros a volatilidade associada á carteira de clientes é uma preocupação. É muito fácil, e ainda bem, mudar de mediador de seguros e num espaço de dois anos uma carteira pode alterar drasticamente. É por isso que quando trabalhamos num crescimento sustentável para além de estarmos a apostar no futuro preservando as condições socioeconómicas da empresa e do que nos rodeia, estamos a optar por uma gestão flexível, tentando sempre antever tendências, e  valorizando cada vez mais duas vertentes essenciais: a satisfação dos clientes e o negócio digital através por exemplo das redes sociais e outras ferramentas tecnológicas.

Associada a sustentabilidade a Norsecur tem como ADN a responsabilidade social. Não faz qualquer sentido existir empresas que não estejam inseridas na sociedade que as rodeia. A Norsecur tem um papel ativo na comunidade através de apoios ao desporto, à cultura, a associações sociais, à participação em eventos de solidariedade e mais uma vez com o enorme prazer de termos sempre a colaboração dos nossos clientes, como por exemplo na época natalícia que desde sempre organizamos recolha de prendas, bens de  primeira necessidade  ou géneros alimentícios para determinada instituição diferente todos os anos, e os nossos clientes contribuem com enorme generosidade.

A realização pessoal e sucesso profissional são muito importantes para si. É possível conjugar estes dois critérios? De que forma?

Numa atividade como a mediação de seguros e particularmente no caso da Norsecur, é muito difícil distinguir a empresa do indivíduo. Eu sou há muitos anos a Norsecur. Principalmente desde que alargamos a nossa carteira de clientes e que saímos da sede da empresa onde nascemos e da qual continuamos mediadora cativa, para uma loja com atendimento ao público em geral, a Norsecur passou a ser reflexo da minha maneira de estar e ser na vida. Tive mais uma vez, a sorte de contratar uma colaboradora que está comigo há dez anos e que partilha dos ideais e dos valores que fazem o dia a dia da Norsecur.

A conjugação da realização pessoal e do sucesso profissional tem sido fácil se olhar para o resultado final e a cada contrato novo associar um cliente feliz, o objetivo tanto pessoal como empresarial foi cumprido.

Para além de ser uma mulher no mundo do empreendedorismo, quem é a Rosário Amorim? Como se descreve?

Como já referi o meu percurso de vida foi muito diferente do que eu pensaria que ia ser, mas se voltasse atrás provavelmente faria tudo igual. Tenho 53 anos e uma vida cheia de tristezas e alegrias, desgostos e surpresas, saudades e entusiamos, tive a felicidade de ter dois filhos, a dor profunda e incalculável de perder o mais novo, mas com o apoio da família, dos amigos e com o amor do meu filho mais velho continuei a andar para a frente. Não gosto de discussões ou de confrontos. Gosto de trabalhar e de ser útil. Gosto de estudar e investir na minha formação, o que continuo a fazer com alguma regularidade porque entendo que são momentos para refletir, aprender, relembrar e simultaneamente com grande impacto motivacional e de atualização na gestão da Norsecur.

Sou muito grata por ter uma família unida e amiga, por ter bons amigos e por ser a Avó do meu querido neto de dois anos que veio colar o meu coração.

Considera-se realizada com aquilo que faz? O que ainda falta fazer enquanto mulher e profissional?

Considero que uma das vantagens da experiência que a vida nos dá, é a capacidade de aceitar o que nos é possível fazer, mas fazê-lo da melhor maneira com a preocupação de melhorar, de aprender, de questionar e de crescer. Através da Norsecur e do meu trabalho sei que consigo ajudar os outros, sei que tenho as ferramentas para suavizar situações graves e muitas vezes dramáticas, sei que a Norsecur através do nosso serviço é um ponto de apoio e que os nossos clientes se sentem seguros em recorrer à nossa ajuda, por isso é  impossível não me sentir pessoal e profissionalmente realizada.

Profissionalmente espero sinceramente que a Norsecur consiga manter este rumo de crescimento e de diferenciação. Gostava muito de ter um espaço próprio para a Norsecur pois acredito que iria contribuir largamente para o crescimento do negócio e ainda estou à procura da fórmula mágica para aumentar a carteira substancialmente relativamente a clientes empresariais.

A nível particular e como mulher, espero que o Mundo caminhe em direção a uma igualdade justa e equilibrada entre todos independentemente do sexo, raça ou credo, que sejamos capazes de valorizar o que temos, de preservar, de pensar no futuro das gerações vindouras e que seja possível aos governantes de um modo geral, iluminarem-se e despertarem para o que realmente é importante. Que o poder verdadeiro seja o dos laços humanos e não das contas bancárias e da vaidade.

“É NA DICOTOMIA, DIVERSIFICAÇÃO E CONTINUIDADE QUE VEMOS O FUTURO DA NOSSA PFS”

Quando e como surgiu a ideia de juntas criarem um projeto ambicioso como o Perfect Fit Services?

Foi sempre um objetivo comum trabalharmos juntas. Tínhamos esse desejo, desde pequenas. Estudamos sempre juntas, mesma faculdade, mesmo curso e depois de vários anos a viver no estrangeiro, mas em países diferentes, regressamos a Portugal, cada uma na sua altura. Quando nos “reencontramos” no nosso país, decidimos que estava na altura de fazer alguma coisa para tornar esse “sonho” real.

A Perfect Fit Services aparece para juntar numa única empresa, as redes que ambas construímos ao longo dos anos em que trabalhámos fora, nos diferentes países e contextos. Assim surgiu-nos a ideia de criar uma empresa dedicada a prestar serviços no âmbito das duas indústrias que mais nos eram próximas. Estávamos bastante bem colocadas nos mercados, a nossa reputação profissional era conhecida e reconhecida, e passo a passo começamos a trazer marcas e empresas para a nossa rede de atividade, não só na promoção e vendas dos seus produtos, como também na procura de fornecedores e gestão de produções, priorizando sempre as fábricas Portuguesas.

Não foi programada ao pormenor, mas surgiu da vontade de nos mantermos juntas, aproveitando as nossas valências e experiência profissional até então.

Quando falamos em Perfect Fit Services, falamos de nove anos de atividade e de experiência em duas principais indústrias, a de produtos para bebés e produtos têxtil/moda. Qual o balanço que fazem deste vosso projeto até aos dias de hoje?

No início, qualquer empresa tem à sua frente um conjunto de desafios que muitas vezes parecem insuperáveis. E a nossa também passou por alguns desses momentos, principalmente durante a crise financeira global, mas fomos capazes de os ultrapassar e de consolidar a nossa posição. Um dos objetivos que traçamos enquanto empresárias, era empregar outras mulheres, não só por conhecer de perto as dificuldades socias que consideramos existir para este nosso grupo, mas também por confiarmos em nós enquanto mulheres, intuitivas, dinâmicas e extremamente focadas. E foi exatamente para tentar transpor um obstáculo, que percebemos que estávamos no caminho certo e aumentámos a nossa equipa. Em vez de baixarmos os braços, vimos aqui uma oportunidade de crescer. Neste momento somos cinco mulheres. A nós juntaram-se a Susana Araújo que faz o  back office e muitas mais coisas, a Inês Inácio que faz a comunicação e marketing social e a Andreia Costa, que é o nosso braço direito a Norte, ajudando-nos na gestão da parte têxtil. somos uma microempresa, mas estamos a manter o nosso crescimento.
O balanço de todos estes anos é positivo, mesmo com os momentos difíceis e desafiantes que passámos. E agora estamos novamente a ser testadas, todas a trabalhar de casa em plena pandemia, com todas as contingências que conhecemos. Incrivelmente, ou talvez não, todos os dias nos temos reinventado e mantemos a convicção de que sairemos desta situação mais fortes. Enquanto pessoas e enquanto empresa.

Que tipo de serviços fazem para cada uma destas duas indústrias?

Na indústria têxtil/moda trabalhamos com marcas europeias que depositam nas nossas mãos, total confiança. Fazemos a gestão diária das suas coleções e produções, negociamos preços, prazos de entrega, tudo. No fundo somos a cara destas marcas e gerimos todas as expectativas e problemas que surgem. Temos a trabalhar connosco várias fábricas que ao longo dos anos se tornaram mais que parceiros, quase família. Estas fábricas sabem que não só trabalhamos em função dos nossos clientes, mas também em função delas (as fábricas), que nos merecem a maior consideração. E talvez por isso nos apoiem sempre, e nós tentamos sempre retribuir.
Na puericultura trabalhamos com algumas marcas portuguesas e também com várias marcas internacionais em quem reconhecemos verdadeira qualidade e com que nos identificamos. Para estas,  abrimos o mercado português. Inicialmente marcas desconhecidas, que necessitam de grande trabalho na promoção e implementação no nosso mercado, já bastante consolidado e maduro. E aqui trabalhamos diretamente com as lojas, com o retalho tradicional no país todo. Fazemos toda a parte de marketing e comunicação, sobretudo a nível do marketing digital. Damos formação às lojas, fazemos workshops para famílias e clientes, participamos em eventos, procuramos parcerias que ajudem a divulgar as marcas, etc… no fundo gerimos todas as marcas da nossa carteira como se fossem nossas. E sempre com um cunho pessoal na sua representação.

Quais são os tipos de empresas/marcas que recorrem aos vossos serviços?

Normalmente são marcas de gama média alta que nos procuram, que se querem assegurar que são representadas da forma mais eficiente e eficaz em Portugal. Por norma são menos conhecidas e precisam de acompanhamento mais pessoal e de soluções criativas para alcançar os seus objetivos.

E como o nosso trabalho lá fora foi sempre reconhecido, gozamos de uma reputação sem mácula, o que nos ajuda bastante! Juntando a isto uma equipa concisa e muito profissional como a nossa, temos a garantia de um trabalho muito próximo, em que procuramos satisfazer todas as necessidades e desafios que nos são colocados pelos nossos clientes.

Como é serem sócias uma da outra? É fácil diferenciar o lado pessoal do lado profissional no vosso caso?

Tentamos sempre que o lado pessoal não interfira no nosso dia a dia profissional. Quem trabalha connosco só não se esquece que somos irmãs, porque isso é impossível, por sermos fisicamente iguais… Para nós, e porque conhecemos muito bem uma a outra, vemos aqui uma grande vantagem: conseguimos facilmente criar sinergias positivas que nos colocam numa posição competitiva relativamente a outras empresas idênticas à nossa.

Mas temos consciência que o facto de sermos gémeas nos ajuda em muitas ocasiões a quebrar o gelo e a facilitar as interações com os nossos parceiros.

O que mais gostam na vossa profissão?

Sem dúvida, o que mais gostamos, é o facto de nos rodearmos de parceiros fantásticos, que confiam em nós e com quem fomos capazes de criar relações muito positivas, próximas e de longa duração.

O que podemos esperar da Perfect Fit Services a curto/médio prazo? O que é que ainda falta concretizar?

Estamos agora numa fase de expansão do negócio. Temos trabalhado sempre como agentes comerciais, mas chegámos à conclusão que precisávamos de correr mais riscos e avançarmos para o outro lado deste negócio, o do distribuidor. Neste momento estamos a concluir os acordos com duas marcas, uma americana e outra israelita, de produtos de bebé que iremos distribuir na Península Ibéria. Estamos a falar B2C, em plataformas online exclusivamente. O comércio online está em franca expansão e nós não pretendemos ficar de fora. É na dicotomia diversificação e continuidade que vemos o futuro da nossa PFS.

“O QUE NÃO PODEMOS FAZER, NEM FAREI, É PARAR”

Quando e como surgiram ambos os projetos tão distintos na vida da Ana?

O restaurante Pastanaga aparece em 2016, com a necessidade de ter ‘uma cozinha’ para o meu trabalho de Catering (para embaixadas e empresas de prestígio). E, nessa altura, essencialmente, abri o espaço simplesmente para ter um local onde podia ter mais abertura para o meu projeto de Catering. Durante esses tempos, abri ao público somente para reservas de festas, eventos, e voltava a fechar. Contudo, o tempo foi passando, as ideias e planos foram começando a surgir, e, nos finais de 2017 surge o Pastanaga, aberto ao público.

A Maxitrade é uma empresa já muito consolidada, dedicada à venda de máquinas e produtos para a indústria gráfica em Portugal e nos PALOP. Nasce em 2014, na sequência do downsizing da empresa onde o meu sócio trabalhava.

E porquê o nome Pastanaga?

Pastanaga é uma palavra de origem catalã. Vivi em Barcelona durante muitos anos e uma das palavras que eu mais adorava, era Pastanaga, que significa cenoura. Ou seja, um nome que surge de um gosto meu pessoal, mas que acima de tudo, está relacionado com uma das minhas vivências, e também, claro está, com comida. Um nome que foi pensado meramente por uma das minhas brincadeiras, mas que acima de tudo, tem um conceito muito sério e muito próprio.

O que podemos realçar, e também, conhecer de cada um destes projetos?

O restaurante Pastanaga é um reflexo de mim. É aquilo que eu gostaria de encontrar nos locais onde vou, e que não tenho. Tenho prazer e disfruto do espaço que tenho. Quem me conhece diz que é  ‘a minha cara’, retrata-me. É um espaço onde me divirto a criar pratos novos, que refletem o que aprendi nas várias viagens que fiz, e também o que me ensinaram um “sem número” de pessoas que conheci ao longo da minha vida. Neste espaço procuro novos sabores e novas interpretações dos pratos tradicionais.

A Maxitrade Trading – Uma trading especializada nos mercados de Angola e Moçambique. Procuramos ser parceiros dos nossos clientes e estabelecer relações comerciais a longo prazo.

Fornecemos produtos de qualidade que nem sempre têm o melhor preço, mas oferecemos mais garantias.

Qual é o balanço que faz de cada um, até aos dias de hoje?

Quanto ao Pastanaga, o balanço pré – Covid19, é de crescimento constante, evolução, inovação e confiança. Agora, um mês depois, é um balanço sobre mudança, e, acima de tudo, adaptação.

Na Maxitrade, conseguimos ganhar a confiança de muitos clientes. A instabilidade financeira, nomeadamente em Angola, dificulta a implementação de novas estratégias, que até podem favorecer o mercado local. A baixa de preço do crude veio gerar mais incertezas e neste momento o futuro é imprevisível. Mas como em todos os projetos, adaptamo-nos.

Como é que foi conquistando este crescimento em ambas as áreas?

Com trabalho e compreendendo os clientes. Ir ao encontro daquilo que os meus clientes precisam. Eles são o meu maior foco de interesse.

Sabemos que o Restaurante Pastanaga foi um dos vencedores do prémio (1 garfo), pelo “Concurso Lisboa à Prova” em 2018, um ano após a sua abertura. O que significou para si, esta conquista?

Este concurso foi para mim muito importante porque tinha aberto o restaurante (definitivamente) no fim de 2017, e ganhei este prémio (1 garfo) em 2018.

Foi, acima de tudo, para mim um sinal que estava no bom caminho. Fiquei muito surpreendida por ter sido escolhida, porque na altura, o Pastanaga ainda era um projeto muito recente, mas que já tinha críticas muito boas na internet. Tenho muito orgulho nisso, porque desde os primórdios, que o meu restaurante é avaliado em 5/5 desde o ambiente, ao atendimento e essencialmente, a nossa comida. Por isso, este prémio, veio trazer-me imensa confiança, porque vi o meu trabalho e o meu esforço, reconhecidos.

 

Assumiu em entrevista que foram anos de crescimento muito rápido, anos difíceis em que a sua vida profissional lhe ocupou mais tempo do que o desejado. Contudo, de que forma é que tudo isto contribuiu para o seu crescimento e aprendizagem pessoal e profissional?

Diria que passei a enfrentar as dificuldades e os obstáculos com mais ponderação, sem entrar logo em pânico, o que é fundamental para o momento em que vivemos. A pandemia Covid-19 está a colocar-nos a todos, sem dúvida, perante o maior desafio de sempre. É este o desafio, e como em todas as crises, há sempre oportunidades.

“Aposto sempre na evolução, que me vai aperfeiçoando”, admitiu. Em virtude da pandemia do Covid-19, neste tempo de quarentena, de que forma, é que reestruturou ambos os negócios? Que conceito/medidas adotaram nestes tempos?

No Pastanaga, evoluí, adaptei-me. ‘Reinventei’ o Pastanaga, por assim dizer. Sendo um espaço pequeno, tenho uma estrutura leve, facto que neste momento é uma grande vantagem. A maior parte do meu trabalho era o Catering em eventos para embaixadas e empresas. De momento, está parado.

Voltará, é um facto, mas não para já. Assim, alterámos a nossa forma de trabalhar. Virámo-nos para o Takeaway, entregas em casa. Investimos em equipamento de embalar a vácuo para este novo serviço e procuramos novos canais de distribuição. Há um mundo de oportunidades.

Também na Maxitrade, procuramos vender um maior número de produtos para clientes diferentes. Temos agora empresa com sede em Luanda, a Selo Rico-Comércio e Consultoria, Lda. Um nome que nasceu de uma ‘brincadeira’ com um dos meus apelidos (Celorico).

Sendo a Ana Borba uma mulher tão positiva e de garra, que tipo de vantagens e mais valias de continuar, encontra no meio desta situação que fez parar o mundo obrigatoriamente?

O que não podemos fazer, nem farei, é parar. Não devemos nunca parar porque depois, será muito difícil recomeçar. Mantermo-nos ocupados é uma mais valia. E eu não tenho parado um único dia. Continuamos a trabalhar. Olharei para todas as oportunidades de negócio que respondam aos desafios que se colocam aos meus clientes.

Como estão atualmente as suas parcerias que estavam em processo de conclusão?

As parcerias do restaurante Pastanaga com os novos pontos de venda, vão avançar logo que seja permitido aos estabelecimentos abrirem.

Estamos já a fazer o serviço de takeaway no restaurante Pastanaga assim como as entregas em casa, efetuadas por nós. Tudo o que confecionamos é imediatamente embalado em vácuo, assegurando as melhores condições de conservação e de higiene.

No meio de um caos mundial de saúde e também económico, o que é que se pode alcançar de bom e positivo para quem é empreendedor como a Ana?

Sair da crise com um negócio diversificado, resiliente e ágil.

Este é um momento de baixar os braços ou de “arregaçar as mangas”?

Obviamente que é tempo de arregaçar as mangas. Portugal tem a desvantagem de grande parte do crescimento que teve ser devido ao enorme fluxo turístico. A retoma deste sector vai ser demorada e lenta. Agora somos praticamente só nós, os portugueses, que cá estamos. E mais uma vez, seremos capazes de mostrar o saber de que somos feitos. A nossa garra. Sempre se disse que nos tempos mais difíceis se criam grandes oportunidades. Claro que neste momento, teremos que ter as devidas precauções, para tentar minimizar ao máximo um novo surto de Covid19, mas não podemos deixar de encontrar as oportunidades que esta nova situação gera.

Que objetivos estão traçados ou estão por traçar para este ano e o próximo?

Tanta coisa! Desde a implementação das novas estratégias de que falei, a projetos que ainda não quero revelar. Contudo, é certo que não parar é o segredo para se alcançar tudo aquilo que desejamos. E eu, nunca paro.

“FABRICAR O TESTE DO CORONAVÍRUS EM MARÇO FOI UM SUCESSO”

Pantest é o primeiro e único fabricante português de testes rápidos. Antes de tudo e para contextualizar o nosso leitor, quando foi edificada a Pantest e como tem vindo a marca a assumir-se como um player importante no seu setor de atuação?

A Pantest foi constituída em 2014, passámos por um processo de grande investimento e de criação de valor para a marca e empresa. Em 2017 obtivemos a autorização de fabrico do INFARMED e em dezembro de 2018 obtivemos o Certificado Internacional de Boas Práticas Internacionais de Fabrico, presentemente estamos junto da ANVISA (entidade reguladora Brasileira) a obter a certificação, bem como junto do Ministério da Saúde de Angola. Foi um longo percurso desde a constituição da empresa até ao reconhecimento internacional da qualidade do nosso produto. Somos pequenos porque optámos por fazer o nosso crescimento de uma forma sustentada.

Somos quase uma “boutique” de diagnóstico. Quem nos procura são clientes muito restritos que sabem que querem um produto de qualidade e como atuamos.

Explique-nos um pouco da vossa dinâmica no domínio dos testes rápidos para diagnóstico do novo coronavírus? Qual é a metodologia seguida?

Após a validação dos parâmetros de qualidade, uma vez que os nossos testes têm uma sensibilidade e especificidade superiores a 98%, o produto foi registado no INFARMED a 28 de fevereiro, tendo cerca de duas semanas depois começado a comercialização. Desde então temos fornecido testes não só para o mercador nacional, como para o mercado internacional. Aliás acreditamos que uma parte dos nossos testes acabam por ser exportados pelos nossos clientes porque apesar da procura ser imensa no mercado internacional estão a ser pouco usados em Portugal. Damos prioridade ao mercado português, como é obvio, e ao mercado angolano por sermos também angolanos, mas essencialmente interessa-nos divulgar o método e a nossa marca.

O teste rápido em si é de fácil execução: a recolha de uma pequena amostra de sangue, a sua colocação no dispositivo, junção de reagente e leitura de resultados em dez minutos. Fabricar o teste do Coronavírus em Março foi um sucesso.

Quais são as vantagens e desvantagens dos denominados testes rápidos?

Os testes rápidos (hoje em dia também denominados por testes serológicos por imunocromatografia) são meios de diagnostico altamente fiáveis e específicos quando de boa qualidade e quando bem executados.

São testes com um resultado em cerca de dez minutos e que podem testar de uma forma massiva a população, quer pelo baixo custo deles, quer pela facilidade de execução e tempo até ao resultado. É o teste de primeira linha ideal para situações de emergência.

É legítimo afirmar que o método possui algumas limitações e precisa ser realizado no momento certo para ter eficiência?

Todos os meios de diagnóstico têm limitações e todos os meios de diagnóstico têm que se feitos no momento certo para ter eficácia e têm a sua “janela temporal” para serem realizados.

Cabe ao técnico enquadrar o meio de diagnóstico a usar no momento ideal, o que implica que os profissionais saibam da oferta do mercado e tenham formação nesse sentido. Aliás a formação é a chave do sucesso e da divulgação. A Pantest preocupa-se muito com a formação, por isso disponibilizamos sempre aos clientes que assim o solicitem formação sobre a execução do teste rápido. Em circunstâncias normais a formação é feita nas nossas instalações, atualmente adaptámo-nos e estamos a fazer formação por videoconferência. Enviamos previamente amostras aos profissionais para que possam depois da formação praticar, para que quando confrontados com a necessidade de executar o teste o façam da melhor forma e com os melhores resultados. Os testes rápidos não são testes inconclusivos. Isso é falso. O teste rápido só é inconclusivo quando foi mal-executado ou tem defeito. No primeiro caso terá que ser explorada nova formação, no segundo caso devem contactar a Pantest e devolver o teste.

É também importante frisar que os testes rápidos são para uso por profissionais de saúde, apesar de serem de simples execução. Por esta razão só vendemos a distribuidores de dispositivos médicos que nos apresentem a documentação do INFARMED, o mesmo se aplicando a clínicas e laboratórios de análises clínicas. Os testes rápidos são para uso por profissional de saúde e apenas por estes devem ser manipulados.

Em quanto tempo temos o resultado do diagnóstico nos testes rápidos? 

Entre 10 a 20 minutos.

Quais têm sido os resultados alcançados?

Excelentes. Temos tido um excelente feedback quer ao nível da sensibilidade e especificidade quer ao nível do desempenho do teste quando comparado com outro método de diagnostico como PCR ou ELISA.

Em qual estágio da doença deve ser realizado para ter resultados corretos e mais concretos?

Os nossos testes começam a dar positivo no momento em que o doente tem o primeiro sintoma, que normalmente é febre e que normalmente ocorre no 7º dia após a infeção. Pode ocorrer mais tarde ou mais cedo, varia da capacidade de resposta de cada organismo. No momento em que surgem os primeiros sintomas é seguro fazer um teste rápido.

Analisando todo o panorama em torno da Covid-19 e dos denominados testes rápidos em Portugal, que comentário lhe merece todo o cenário existente atualmente?

É fundamental que se usem produtos de qualidade. É fundamental que seja feita uma verificação documental e que haja uma sensibilização para que os testes sejam apenas vendidos a quem legalmente os pode comercializar. A PANTEST podia vender quatro vezes mais testes do que aqueles que vende, mas não o faria a entidades licenciadas pelo INFARMED e isso não fazemos. É fundamental que se perceba que é um produto simples, mas de uso clínico.

Os testes rápidos vão começar a ter um uso exponencial e isso já se nota, mas é imperioso que esse aumento na procura seja acompanhado de uma oferta de qualidade. O grossista tem muita responsabilidade na seleção do seu fornecedor, devendo assegurar-se que o produto tem toda a documentação exigida. É fácil ceder ao critério do baixo preço no momento da compra e menosprezar a existência de licenças e de certificações.

Quais são os principais desafios da marca para 2020? O que podemos esperar da vossa parte para o futuro?

Estamos numa fase de consolidação do mercado africano e de expansão no mercado nacional e no mercado brasileiro. Ao nível do nosso público alvo durante o ano de 2020 pretendemos focar-nos bastante nas empresas de medicina no trabalho com tiras de urinálise, testes de tuberculose e de sífilis, bem como em testes para deteção de drogas e álcool.

“CONTINUAR A INVESTIR NA EXPORTAÇÃO COMO IMPORTANTE AVENIDA DE DESENVOLVIMENTO”

No sentido de contextualizar o nosso leitor, qual é o grande conceito da marca?

O conceito da Trotinete não está associado ao fardamento, mas sim à moda. Quem utiliza a farda, não se pode sentir mal com aquilo que veste. A marca cria todo o tipo de produto que as pessoas utilizam diariamente, e isso, deu-nos, ao longo deste tempo, muita elasticidade e muito conhecimento, quer a nível de matérias-primas, a nível de fiting, de todo o conhecimento do produto e de diferentes produtos.

Ambas as marcas, Trot e Trotinete, são pensadas para que quem as usa, não sinta que está a vestir um uniforme. Para criança, é uma linha muito casual, na qual estamos orientados para um produto que os miúdos gostam de vestir diariamente, que não sintam que estão a vestir um uniforme, sintam mais que estão a vestir “a camisola da escola”. Na marca de adultos, o conceito é o mesmo. Conforto, fiting e, todos os detalhes, são as medidas necessárias para que as pessoas realmente apostem na Trot e na Trotinete.

Acima de tudo, a nossa missão e conceito, é transformar os desafios colocados pelos nossos clientes em uniformes de alta qualidade, onde as últimas tendências de moda e design são aliadas à qualidade, inovação e conforto dos nossos produtos.

Somos uma empresa dinâmica e cujo desígnio é fazer sempre mais e melhor. Conseguimos reinventar-nos com base em novos e mais valorizados drives, como o design, a inovação tecnológica e o serviço, tornando-nos cada vez mais internacionais e competitivos, especialmente nos segmentos mais exigentes do mercado. Além disso, sentir que os clientes confiam no nosso trabalho é muito importante. O sucesso de uma empresa vai muito para além da gestão financeira. Uma empresa de sucesso não é só aquela que se sabe reinventar e inovar, mas também a que se mantém resiliente e perseverante perante os mais variados desafios. É preciso sermos apaixonados pelo que fazemos e, nós, na Trotinete & Trot, somos!

Ao longo destes anos, quais foram as principais mudanças que a marca foi fazendo no sentido de aperfeiçoar e chegar a mais clientes?

Desde 1992, até aos dias de hoje, muitas coisas mudaram. A Trotinete começou por ser uma empresa têxtil que desenhava, produzia e comercializava coleções de roupa infantil. Prova disso, foi o facto de nos ser proposto por um colégio, após dois anos de atividade no mercado, que desenhássemos uniformes escolares. Foi algo inédito, pois no início da década de 90 eram muito poucos os colégios que tinham uniformes. Não era algo instituído, como hoje o é, pelo que o desafio me pareceu muito interessante. Além disso, garantia à empresa uma estabilidade financeira que foi absolutamente necessária para a sua sobrevivência. A parceria foi um sucesso, e atualmente, esse colégio ainda recorre à Trotinete sempre que é necessário renovar o seu stock de uniformes escolares. Prova de que a relação de parceria estabelecida com os nossos clientes é um dos vetores da empresa.

Entretanto, ao longo destes anos, a empresa enveredou pelo caminho dos fardamentos, tanto para crianças, mas também, para adultos. Desde colégios, uniformes corporativos para adultos em diferentes áreas de atuação profissional, contemplando os setores da saúde, restauração, segurança militar & polícia, hotelaria, e até aviação, são alguns dos principais clientes da empresa. O objetivo é crescer de forma sustentada. Uma forma tão sustentada, que significa que ainda cá estamos ao fim de 28 anos.

Fundou a Trotinete e também a Trot. Porquê esta aposta e quais as diferenças de atuação em ambas as marcas?

Sim, atualmente, não existe só a Trotinete, mas também a Trot, uma marca para adultos, criada em 2007. Tive a necessidade de trabalhar também a área de adulto, porque o trabalho da marca Trotinete na área de fardamento é muito sazonal. Temos um pico muito grande de trabalho, que começa em maio e termina em setembro/outubro. A marca Trot veio colmatar isso.

Ambas com o mesmo conceito, apenas com identidades corporativas de clientes diferentes. Nas duas marcas, a nossa fórmula de trabalho assenta sobretudo no foco no cliente, conquistando assim a sua confiança, preferência e fidelização. Crescemos de forma sustentada consolidando as relações estratégicas com os nossos parceiros, sendo a inovação, a personalização e a customização dos nossos produtos uma marca diferenciadora e sem dúvida, um fator crítico do nosso sucesso até hoje.

Qual a relevância que a inovação aporta na vossa orgânica e como é que essa aposta vos tem permitido marcar a diferença perante o mercado?

Sempre fui uma defensora da diferenciação, em que as empresas têm de gerar o seu próprio valor, a sua marca própria, criar independência do trabalho a feitio. É aí, que se cria valor e se faz a diferença.

Prova disso, é que muitas das vezes somos nós que criamos a imagem das outras empresas. Trabalhamos muito a imagem corporativa de cada cliente. Colocamos um pouco de nós, na imagem daqueles que confiam no nosso trabalho.

Dentro de portas, a Trotinete, conta com mais de 30 trabalhadores e aposta fortemente no design. Fazemos a parte toda de modelação, prototipagem, desenvolvimento de amostras, corte etc. Somos nós que compramos e controlamos as matérias-primas e adquirimos todos os acessórios.

Se pensarmos bem, os uniformes, são as peças que mais vestimos, as que usamos a semana toda. É por isso essencial que com elas nos sintamos bem, tanto pelo conforto como pelo próprio look.

Se para as crianças essa é a característica principal destas peças, no que respeita aos adultos, o cuidado é acrescido pelo Feet, ou seja, os modelos têm de ter um excelente corte, para que assentem bem. O colaborador tem de se sentir confortável na sua pele, isso torna-o mais produtivo e eficiente, assim como trabalhar se torna mais agradável. Um uniforme tem de ter essa capacidade de ser intemporal, de se ajustar perfeitamente a quem o veste, como uma segunda pele.

Para desenhar uniformes para hotelaria, por exemplo, temos de ter em conta vários fatores: primeiro precisamos de conhecer o conceito da empresa. Depois é necessário compreender quais as funções da pessoa a quem aquele uniforme se destina, e posteriormente ajustá-lo às tendências da época e ao custo de produção. Só depois é que nos podemos dar ao luxo de pensar o design propriamente dito. Ainda assim, faço questão de que as peças estejam o mais atualizadas possível, pois os colaboradores de uma empresa são a marca da casa.

Toda esta preocupação, personalização, resiliência e determinação são características chave para marcar a diferença.

Qual tem sido o nível de expansão da marca, ou seja, estão presentes no mercado nacional e internacional? Ao nível externo, em que países estão atualmente presentes?

Sim, estamos presentes em ambos os mercados. As exportações têm vindo a representar uma grande percentagem da produção da marca. Os principais mercados da empresa são Portugal, Espanha e Inglaterra e a aposta permanecerá na Europa, pela proximidade. São mercados maduros, que privilegiam a confeção em Portugal.

E por isso, queremos apostar no made in Portugal. É uma das nossas premissas, uma vez que, o nosso produto é todo fabricado em Portugal.

Vivemos atualmente um novo paradigma, provocado pela pandemia mundial, associada ao Covid-19. De que forma é que a marca teve de se adaptar neste sentido? Que medidas teve de tomar para continuar presente no mercado?

A empresa teve de mudar a estratégia e reajustar-se face às atuais condições do mercado. Os negócios tradicionalmente “core” da empresa sofreram um forte abrandamento como é o caso dos colégios e da hotelaria.

O nosso negócio tradicional assenta no desenvolvimento de produtos 100% customizados, focados nas necessidades de cada cliente, com forte associação ao conceito de tailor made e com grande versatilidade na combinação número de modelos vs quantidades.

Com o eclodir da crise COVID-19, aproveitamos a oferta que já dispúnhamos de uniformes dirigidos ao setor da saúde e desenvolvemos um catálogo complementando essa oferta com EPI’s, produtos mais indiferenciados e de produções mais volumosas.

A empresa teve de se adaptar, aproveitando as competências existentes em modelação e produção de amostras para testar novos produtos e novas matérias primas. De seguida garantir a conformidade dos seus produtos, obtendo as certificações necessárias junto do CITEVE e garantir a disponibilidade das matérias primas a preços estáveis, o que tem sido um verdadeiro desafio num cenário de forte escassez.

Passaram a produzir e a comercializar batas de proteção para o Covid-19 para hospitais, tendo realizado, por exemplo, um contrato com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E. Como está a ser realizado este processo?

Como já tínhamos uma oferta significativa de uniformes neste setor, começamos a ser contactados por alguns hospitais a perguntar se dispunhamos de oferta de EPI’s porque a necessidade do sector era extrema. Sentimos que tínhamos de dar o nosso melhor para contribuir para a resolução da crise e daí a iniciarmos o desenvolvimento de amostras foi muito rápido. Desenvolvemos 8 artigos EPI em diferentes tecidos, descartáveis e reutilizáveis, e depois fomos contactando outros hospitais a disponibilizar essa oferta. Neste momento já celebramos vários contratos de fornecimento com diferentes Centros Hospitalares em todo o Pais, bem como o IPO´s do Porto e Lisboa.

Existem outras perspetivas de negócio atualmente? Se sim, quais?

Manter as áreas de negócio “core” e pensar de que forma os uniformes terão de se adaptar, num colégio ou num hotel, para responder a esta nova realidade, incorporando inovação e desenvolvimento.

Por outro lado, continuar a apoiar o setor da saúde, diversificando e credibilizando cada vez mais a nossa oferta. Para isso criamos uma nova marca a Trot Medical+.

Continuar a investir na exportação como importante avenida de desenvolvimento.

O que podemos continuar a esperar da marca para 2020?

Dinâmica, versatilidade, qualidade, sustentabilidade.

Quais são os principais desafios?

Nesta época de incertezas e de grandes dificuldades para nós, o principal desafio é saber ultrapassar esta crise mantendo os mesmos posto de trabalho, assegurar aos nossos colaboradores, fornecedores e clientes que vamos continuar a cumprir com os nossos compromissos.

“O NOSSO TRABALHO E EMPENHO NÃO SÃO DE HOJE, SÃO DE SEMPRE”

Quais foram as etapas mais marcantes da vossa história?

A EDP Distribuição nasceu em 2000, resultado da fusão de empresas regionais do Grupo EDP que geriam a rede elétrica em Portugal. A sua missão sempre se pautou pela melhoria da qualidade de serviço e pela redução das assimetrias no território. A empresa, regulada pela ERSE, gere as concessões de alta e média tensão (AT/MT), cujo concedente é o Estado, e as concessões municipais de baixa tensão (BT). Nos últimos 16 anos investiu 6,2 mil milhões de euros, reduzindo, 88% o tempo médio de interrupção de energia. O investimento em tecnologia de ponta permitiu apostar na modernização dos sistemas de comando de proteção e controlo das subestações e na automatização e telecomando das redes de AT e MT.

Em 2010, a EDP Distribuição lançou o InovGrid, dotando a rede elétrica de equipamentos inteligentes capazes de automatizar a gestão da energia. Este projeto, alinhado com os desafios da transição energética, sustenta a mudança do paradigma do papel do cliente e da gestão do fluxo de energia na rede elétrica, respondendo às necessidades relacionadas com um maior envolvimento dos clientes na gestão dos consumos, a mobilidade elétrica e a capacidade de receber energia gerada pelos microprodutores. Estes são desafios que levam a um reforço na digitalização e tratamento de dados, gestão remota da rede e procura de soluções inovadoras que envolvam os diferentes intervenientes do ecossistema. Hoje assistimos a uma gestão da rede elétrica, em tempo real, de forma totalmente digital, recorrendo a modernas técnicas de inteligência artificial.

E porque os seis milhões de clientes (residenciais e empresariais) são o principal stakeholder da nossa atividade, criámos uma área para a sua gestão e melhoria do serviço. Um vetor importante de atuação nos últimos anos tem sido a digitalização desta relação para maior facilidade e conforto no acesso à informação e na execução das atividades, como os pedidos de ligação à rede, reporte de consultos, registo de avarias, deteção de situações de proximidade de vegetação ou furtos. O self-service digital é uma realidade conseguida e em crescimento, através da App, site ou do portal criado para as autarquias. Adicionalmente, já em 2019, criámos uma rede com 23 pontos de atendimento, de norte a sul do país.

Hoje, mantêm ligados mais de seis milhões de clientes. Como é que “distribuem” esta ligação de confiança para com quem vos escolhe?

O nosso trabalho e empenho não são de hoje, são de sempre. Contamos com o envolvimento e colaboração de 7500 trabalhadores (3000 da EDP Distribuição e 4500 de Prestadores de Serviço) para o cumprimento da nossa missão.

A confiança com os nossos clientes é sustentada numa visão integrada, em articulação com as diversas áreas operacionais da empresa, para maior eficiência e satisfação dos clientes. Este é um processo de melhoria contínua. Para os próximos dois anos prevê-se a redução do tempo de execução dos pedidos de ligação à rede em baixa tensão em 45%, o aumento da relação digital em 29%, a identificação e implementação de iniciativas inovadoras (e.g. chatbot) e o reforço da proximidade aos clientes empresariais, cujas reuniões anuais ultrapassam as tês mil.

De que forma é que a vossa rede de distribuição de energia tem sido reforçada e modernizada, de forma a dar resposta a novas exigências, como o crescimento demográfico e a consequente evolução dos consumos?

Somos um agente ativo no apoio à transição energética e à descarbonização do consumo de energia. Lançámos em dezembro de 2019 o programa InovGrid 2030, num investimento de 500 milhões de euros para incrementar os níveis de sensorização, supervisão e automatização da rede. Hoje um operador de rede é mais do que um distribuidor de energia e isso requer uma forte aposta no desenvolvimento de redes inteligentes, onde se incluem as energy boxes (EB’s). Em Portugal já instalámos 2,5 milhões destes equipamentos dotados de tecnologia avançada para apoio ao fornecimento de serviços de eletricidade e realização de operações remotas tais como: alterações de potência, configurações tarifárias, ligação, desligação à rede. Estes equipamentos promovem também a participação ativa do consumidor na gestão dos seus consumos, disponibilizando-lhe informação que se traduz em eficiência energética e menor custo.

Atualmente, todos estamos a sofrer alterações no nosso quotidiano, com uma paragem quase total do mundo em tantos setores, devido à pandemia do covid-19. Contudo, a energia é algo, que tem de ser sempre assegurado. Como é assegurar a distribuição de energia mesmo em tempos difíceis?

Vivemos tempos desafiantes, em todos os setores, não sendo o energético, exceção. Resiliência, segurança e motivação são as palavras-chave para gerir todas as atividades neste tempo de pandemia. Num momento único, como este, foi essencial acionarmos o nosso plano de contingência, permitindo adotar, de forma muito célere, medidas para assegurar o normal funcionamento da nossa atividade. Tomámos precauções extraordinárias para os cerca de 900 colaboradores que se encontram no terreno, reajustámos equipas e continuámos com a nossa missão diária: fazer chegar a eletricidade a todos os consumidores.

A EDP Distribuição reforçou as suas medidas de prevenção, de acordo com o Plano de Contingência da Direção Geral de Saúde (DGS)?

A seis de março, a EDP Distribuição acionou o seu Plano de Contingência para a Situação de Pandemia e, na segunda semana desse mês, reforçou as medidas, para garantir a continuidade da distribuição de eletricidade, de forma segura e em plena concordância com as recomendações das entidades oficiais. Ajustámos as atividades, colocando em teletrabalho cerca de 2000 colaboradores, e os restantes em atividades operacionais nos centros de comando de rede e instalações técnicas dispersas no país.

Consciente da sua responsabilidade em prestar um serviço público à população, fomos ainda mais longe na adoção de medidas excecionais, nomeadamente nos Centros de Despacho, através dos quais são operacionalizadas as redes de AT, MT e BT em todo o território continental. Os acessos, que já eram restritos, tornaram-se mais limitados e alvo de um maior controlo. As equipas foram redimensionadas e os postos de trabalho reconfigurados para garantir o distanciamento social.

Também o abastecimento de materiais e equipamentos para trabalhos na rede durante os próximos meses foi garantido, sem prejuízo do normal fornecimento de energia elétrica.

A EDP Distribuição, tem assegurado os serviços essenciais e a distribuição de energia elétrica em todo o país durante esta “quarentena geral”? Quais?

A empresa empenhou todos os esforços na reorganização das equipas para assegurar um serviço essencial como a distribuição de eletricidade, de forma eficiente e segura. No terreno dá prioridade à resolução das avarias nas redes de AT, MT e BT e à execução de atividades que não requeiram a proximidade dos trabalhadores, como a limpeza das zonas de proteção e faixas gestão de combustível.

Por questões  de segurança, reduziu-se ao máximo o contato presencial: as ligações ou religações à rede estão a ser realizadas sem contacto com o cliente, salvo razões excecionais; a campanha de substituição de contadores por equipamentos de medição inteligente foi reorientada por forma a focar-se exclusivamente na substituição de contadores localizados no exterior de casa dos clientes, e também as leituras dos contadores estão a ser asseguradas apenas aos equipamentos que se encontrem no exterior das habitações (80 por cento dos equipamentos de medição inteligente instalados já permitem a leitura remota).

Na mesma linha, encerrámos os pontos de atendimento e reforçámos a comunicação institucional ao dispor do cidadão através do site e da App.

Qual o caminho da energia que a EDP Distribuição pretende continuar a firmar no mercado para um futuro próximo?

A empresa tem adotado estratégias que quer prosseguir: da digitalização, do investimento na modernização dos ativos suportado na transição energética, para uma maior descarbonização da sociedade. Continuamos a investir nos ativos da rede elétrica, confiantes que asseguraremos níveis de qualidade de serviço que nos posicionam como referência na Europa.

Defendemos uma gestão integrada das 278 concessões de BT e da concessão nacional de MT e AT, capaz de garantir fiabilidade, segurança e modernidade do sistema elétrico nacional. Acreditamos num modelo de gestão de concessões que tem de ser sustentável, ter em conta os interesses de todos os consumidores, dos municípios e de todo o país e que é essencial que assegure a articulação com a estratégia nacional para a transição energética. É fundamental continuarmos a construir um caminho com base numa análise criteriosa e abrangente do setor, alinhadas com as melhores práticas europeias.

“É ALTAMENTE MOTIVANTE FAZER PARTE DE UMA EQUIPA COMO A DA AEGON SANTANDER”

Quando e como surgiu a ideia de abraçar um projeto como a Aegon Santander Portugal?

O projeto Aegon Santander Portugal começou a ser desenvolvido em 2014. Nesse ano, participei ativamente nas negociações entre o Santander e a Seguradora holandesa Aegon, em representação do Santander. Em causa estava a aquisição de parte do Negócio de Seguros existente em Portugal da Seguradora. E o desafio foi-me colocado nesse contexto pelos Acionistas. Não foi, por isso, um objetivo que eu tivesse definido, mas antes a resposta a um desafio, que achei altamente estimulante, quer do ponto de vista pessoal, quer profissional, e relativamente ao qual me sinto grato pela confiança que depositaram em mim.

Construir do zero duas Seguradoras – Aegon Santander Vida e Aegon Santander Não Vida que operam com o Banco Santander – foi um processo intenso, mas cinco anos depois, gerimos cerca de 900.000 apólices e um negócio muito diversificado, mantendo sempre o foco no Cliente.

Como é gerir uma empresa que por quatro anos consecutivos foi considerada uma das melhores empresas para trabalhar pela Revista Exame?

É altamente motivante fazer parte de uma equipa como a da Aegon Santander.

Nos Seguros a confiança é um ativo essencial e acho que apenas com uma equipa motivada é possível assegurar a qualidade do serviço que procuramos entregar aos nossos Clientes, excedendo as suas expectativas sempre que possível. A equipa é por isso, o núcleo da nossa atividade e o nosso principal ativo e partindo sempre dessa máxima, posso dizer que o meu processo de gestão está baseado na liderança pelo exemplo em busca do bem comum, tendo foco especial em 3 áreas que tenho como objetivo pessoal: Desenvolver, Servir e Cuidar.

Consideram que a excelência dos vossos resultados é o fruto do desempenho de todos. Como descreve o balanço da vossa atividade?

Não tenho dúvidas de que os resultados que alcançamos dependem do desempenho de um coletivo organizado em torno de um objetivo comum, que não desiste nas dificuldades e é criativo nas soluções que constrói. Acredito que na Aegon Santander se vive esse espírito. Só dessa forma, podemos dizer que, embora sejamos uma empresa jovem, temos hoje uma oferta consolidada e um leque abrangente de soluções para Clientes Particulares; estamos presentes, para contratação, consulta ou utilização de serviços nas principais plataformas do Banco Santander e nalguns canais próprios e contamos com uma boa avaliação por parte dos nossos Clientes quanto aos serviços que lhes prestamos.

 Porque que devem os vossos clientes escolher a Aegon Santander?

Porque acreditamos na nossa capacidade, vontade e agilidade para os servir melhor. A capacidade por si só não gera ação, a vontade isolada pode não ser suficiente, mas se conseguirmos juntá-las e adicionarmos a agilidade na implementação, o resultado pode surpreender-nos.

Um exemplo disso foi o que recentemente fizemos. Perante a pandemia de Covid-19, alargámos serviços e antes mesmo de ser decretado o estado de emergência, comunicámos aos nossos Clientes que podiam fazer consultas médicas online para despiste ou esclarecer dúvidas, sem saírem de casa, evitando o risco de contágio e sem qualquer custo associado. Fizemo-lo para todos os Clientes, mesmo para aqueles cujas apólices não incluíam este serviço, e estendemos a todos os Clientes do Banco Santander. Em conjunto com o Banco, informámos ainda os Clientes sobre as garantias dos nossos seguros que iriam abranger os riscos associados à pandemia.

Acreditamos que nestas situações é preciso estar presentes, agilizando soluções.

De que forma, proporcionam aos vossos clientes uma oferta diferenciada e personalizada de acordo com as suas necessidades individuais?

Acho que nos diferenciamos pela otimização de dois fatores: o podermos conhecer antecipadamente os Clientes a quem nos dirigimos. A Aegon Santander Portugal surgiu para criar uma oferta ajustada ao perfil dos Clientes do Banco Santander, com o objetivo de cumprir as suas expectativas e otimizar a sua experiência. E, por outro lado, o podermos beneficiar da larga experiência que o Grupo Aegon tem no setor segurador e que poderá refletir-se nas nossas soluções, que queremos adequadas aos riscos da vida atual e com recurso a canais que permitam eficiência e proximidade com o Cliente.

Como é feito o acompanhamento aos vossos clientes, de forma, a garantir assim a total satisfação dos mesmos?

O acompanhamento é feito de forma articulada com a rede comercial do Banco Santander, essencial na ligação com os Clientes. Queremos contribuir para o reforço dessa relação, para aumentar o capital de confiança que o Cliente deposita no seu gestor. Dar à rede comercial o suporte para que possa prestar um serviço de qualidade continua a ser fundamental.

Adicionalmente, temos as nossas ferramentas que desenhámos para servir bem, desde a subscrição à gestão da apólice e dos sinistros, privilegiando os canais digitais.

Porque conjunto de princípios éticos e normas de conduta se rege a atuação de todos os empregados da Aegon Santander Portugal?

Regemos a nossa atuação seguindo um conjunto de princípios éticos e normas de conduta que se encontram plasmados no Código de Conduta da companhia, que é público e está disponível no nosso site.

Destacaria a forte orientação para as pessoas que esses princípios refletem – e de que são exemplo, a igualdade de oportunidades e não discriminação; o respeito para com as pessoas; a conciliação do trabalho e da vida pessoal, promovendo a qualidade de vida dos colaboradores e suas famílias – bem como a promoção da proteção do meio ambiente e o desenvolvimento de políticas de responsabilidade social. E queremos que estes princípios se traduzam em acções. Por isso, contribuímos ativamente para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, motivo pelo qual nos associámos à Inclusive Community Forum, iniciativa da Nova SBE e à CADIn.

Dizem o que fazem e fazem o que dizem. É através desta transparência e clareza que pretendem caminhar para continuar na linha da frente?

Achamos que essa atitude é a única possível se quisermos manter a confiança dos nossos Clientes. Para além disso, é também um atributo que gostaríamos que fosse associado à nossa marca.

Mas não podemos ficar por aí, se quisermos um lugar na linha da frente. Teremos também de ter visão, capacidade de inovar, conseguindo antecipar e dar as melhores respostas aos futuros riscos e ao que sejam as principais fontes de insegurança e incerteza dos nossos Clientes, recorrendo aos meios que contribuam para o reforço da proximidade e da relação.

Que projetos estão em mente por parte da Aegon Santander Portugal para realizar a curto/médio prazo?

O reforço da nossa oferta na área da saúde e o alargamento de serviços a Clientes através de canais digitais são algumas das áreas que tínhamos identificado e para as quais temos projetos em curso que queremos concretizar durante este ano.

No entanto, e numa perspetiva mais transversal, não posso deixar de referir que a situação que vivemos atualmente vem reforçar a importância dos seguros como forma de mitigar riscos e de ajudar as famílias e as empresas a fazerem face a situações de especial dificuldade, seja na área da saúde, do equilíbrio financeiro proporcionado pelos seguros de vida, na proteção em caso de desemprego… Na Aegon Santander temo-nos ajustado, acomodando na nossa oferta, garantias e serviços que façam especial sentido para os nossos Clientes nesta fase, e no curto prazo, vamos continuar focados em contribuir com o que sabemos fazer e é o nosso propósito: proteger e cuidar de pessoas, das famílias e do seu património.

APP CA SEGUROS SEM SAIR DE CASA

O que podemos encontrar nesta aplicação que surge como forma de combate à propagação do coronavírus?

Na verdade, o projeto da nova App CA Seguros nasceu há mais de um ano e tínhamos previsto o seu lançamento no início de 2020. Este era um canal que nos faltava, permitindo que os Clientes estejam mais facilmente ligados à CA Seguros. Entre outras funcionalidades, na App CA Seguros os Clientes podem simular e subscrever apólices de alguns dos nossos produtos e, em caso de acidente, pedir assistência e participar sinistros. No contexto actual, a App evita a necessidade de os Clientes se deslocarem às agências do Crédito Agrícola, facilitando o tão necessário distanciamento social, para combate à propagação do COVID-19.

De que forma é que esta aplicação vem reforçar os canais digitais numa altura em que importa evitar deslocações dos clientes ao exterior em virtude do estado de Emergência decretado pela Assembleia da República?

A CA Seguros tem vindo a apostar no reforço dos canais digitais, pois permitem ao Cliente executar várias operações de forma mais rápida, segura e cómoda, traduzindo-se numa melhoria dos serviços que prestamos. Privilegiamos o envio por e-mail da documentação das apólices e disponibilizamos no CA Online (solução homebanking do Grupo Crédito Agrícola), acesso a todos esses documentos. Desenvolvemos uma solução digital de aceitação de seguros (eSign), que permite ao Cliente aceitar e validar o contrato em qualquer local que se encontre, no seu telemóvel, sem necessidade de ir assinar papéis numa agência do banco. A nova App CA Seguros reúne algumas destas funcionalidades, e acrescentou outras, conforme referi.

Com a nova aplicação, o que podem fazer os clientes da CA Seguros, sem sair de casa?

A APP CA Seguros permite ao Cliente ter acesso a toda a documentação e às principais características das suas apólices, podendo também adicionar outras apólices do seu interesse, mesmo não sendo por si tituladas, mediante autorização do respectivo tomador de seguro, também no seu telemóvel. Isto é muito útil, por exemplo, quando o condutor habitual de uma viatura automóvel não é o tomador do seguro. Desta forma, essa pessoa pode solicitar assistência ao automóvel que conduz, e que está seguro na CA Seguros, através da App.

Também é possível alterar dados pessoais, pedir informações à CA Seguros, simular e subscrever alguns dos nossos produtos e, nos momentos em que realmente os Clientes precisam que a CA Seguros esteja ao seu lado, a App permite de forma muito fácil e intuitiva pedir assistência e acompanhar o pedido em tempo real ou efectuar uma participação de sinistro. Para os Clientes com o seguro CA CliniCard, a App disponibiliza o seu cartão CA CliniCard em formato digital, sempre pronto a ser utilizado e, através de georreferenciação, permite consultar a rede de prestadores de cuidados de saúde e bem-estar mais próximos, ou numa localização à sua escolha. A App dispõe ainda de uma área de notificações através da qual a CA Seguros vai mantendo os Clientes informados acerca das principais novidades, ou sobre datas a que deve dar atenção, como a data limite para a inspecção do seu veículo automóvel ou para a renovação da sua carta de condução. E não iremos ficar por aqui. Estamos a trabalhar noutros conteúdos para melhorar a App.

As pessoas e as empresas vivem este momento da propagação do surto do novo coronavírus, Covid-19, de forma bastante complexa, mudando todo o seu quotidiano. Que métodos adotou a CA Seguros de forma a continuar a garantir uma resposta célere e eficiente aos seus clientes?

É, de facto, um período complexo aquele que estamos a atravessar, em que empresas e pessoas se tiveram que rapidamente adaptar, por forma a travar a propagação do coronavírus. Numa fase inicial, constituímos um grupo de trabalho para dar resposta às necessidades que surgiram de higiene e segurança dos nossos Colaboradores e Clientes. Divulgámos informação sobre as medidas adequadas à prevenção da propagação do coronavírus, desinfectámos as nossas instalações com o mesmo produto utilizado pelo Metropolitano de Lisboa e que tem uma eficácia comprovada de 30 dias contra o COVID-19, limitámos o acesso às nossas instalações por pessoas externas e acabámos com as reuniões presenciais, recorrendo a videoconferências. Mas rapidamente nos apercebemos que a melhor solução, quer do ponto vista da segurança dos Colaboradores, quer do ponto de vista social, seria colocar todos em teletrabalho, o que conseguimos concretizar na mesma semana em que foi declarado o estado de emergência nacional, pelo Governo. Todos os Colaboradores se ligam por VPN à Companhia e têm acesso a todas as aplicações informáticas de que necessitam para o cumprimento das duas funções. Asseguramos, desta forma, a continuidade de todos os processos operacionais, com elevados níveis de qualidade. Todos estão activos, recebendo a sua remuneração de forma integral, e ninguém foi colocado em lay-off.

Para além da App, os Clientes podem-nos contactar por e-mail ou por telefone. No atendimento telefónico, implementámos uma funcionalidade de call-back. No caso de não ser possível atendermos um telefonema de forma imediata, registamos o número do telefone ou telemóvel que nos ligou, e efectuamos uma chamada de retorno, poucos minutos depois. Temos recebido um feedback excelente nos nossos Clientes e de quem nos tenta contactar, porque as pessoas não estão à espera, neste contexto da pandemia, que as empresas lhes liguem de volta. Asseguramos o call-back a todos as pessoas que nos tentem contactar, e para isso, dotámos todos os Colaboradores com telemóveis da Companhia. Nenhum Cliente ou sinistrado fica sem resposta da CA Seguros.

Comprometido com o atual estado de emergência que vivemos, o Crédito Agrícola associou-se à conta solidária SOS Coronavírus, tendo contribuído com um donativo de 50 mil euros. Acredita que o aliar-se a esta iniciativa, o Grupo Crédito Agrícola assume uma posição ativa na transmissão da mensagem aos portugueses, apoiando todos aqueles que estão na linha da frente para reduzir os impactos causados pela pandemia Covid-19?

O Crédito Agrícola é um grupo cooperativo que se caracteriza pela sua relação de proximidade e confiança com os seus Clientes e, ao associar-se a esta iniciativa, está a dar o exemplo junto das comunidades locais, está a veicular que todos devemos ajudar os que não podem ficar em casa e estão na linha da frente a combater esta pandemia. Neste sentido, o Grupo CA assume, naturalmente, um papel activo na transmissão desta mensagem junto dos portugueses. É importante acrescentar que as duas seguradoras do Grupo, a CA Seguros e a CA Vida, bem como a FENACAM (Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo) também se associaram a esta iniciativa, efectuando contribuições adicionais para a conta solidária SOS Coronavírus.

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