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Vanessa Ferreirinha

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20 anos a adequar Portugal aos desafios nacionais e internacionais

Nas últimas duas décadas, a União Europeia expandiu-se, a globalização intensificou os movimentos transfronteiriços de pessoas e de capital, as empresas cresceram muito para lá das fronteiras onde estão sediadas e assistiu-se a uma verdadeira revolução digital, que veio acelerar processos e questionar as tradicionais formas de organização e de interação entre os agentes económicos.

Membros do Grupo de Trabalho responsável pela preparação do Código de Valores Mobiliários (CVM), (António Menezes Cordeiro e Paula Costa e Silva – membros da coordenação cientifica; e também Ana Perestrelo de Oliveira, A. Barreto Menezes Cordeiro e Madalena Perestrelo de Oliveira – membros da coordenação executiva), advogados, académicos e supervisores, reuniram-se para uma comemoração/reflexão, sobre os 20 anos do Código dos Valores Mobiliários.

José Ferreira Gomes, professor na FDUL, foi um dos oradores presentes neste encontro, que abordou o tema “Responsabilidade pelo Prospeto e pela Informação Regulamentar”. Iniciou o seu discurso, reconhecendo que a importância da responsabilidade pelo prospeto e pela informação regulamentar preocupa sempre aqueles que recorrem ao mercado de capitais para financiar projetos empresariais.

Para o orador, “a responsabilidade pelo prospeto é discutida em cada oferta pública e em cada pedido de admissão à negociação em mercado regulamentado. À luz do Direito da União Europeia, a responsabilidade pela “informação regulamentar” é, grosso modo, a responsabilidade pela informação divulgada ao mercado pelos emitentes, em cumprimento dos regimes da transparência e do abuso de mercado. O nosso legislador nacional optou pelo termo “informações reguladas”. Por coerência sistemática, deve abranger também a informação divulgada por força do regime dos direitos dos acionistas.”

Segundo José Ferreira Gomes, este tema suscita pelo menos tantas questões quantos os pressupostos de responsabilidade civil. “Temos dificuldades ao nível da delimitação da ilicitude, da culpa, do dano e do nexo de causalidade. Nesta intervenção, centrei-me nas dificuldades em torno da delimitação da ilicitude”, assegurou.

Dissertado pelo professor, foi também o art. 149.º do CVM, relativo à responsabilidade pelo prospeto. “Este estabelece um elenco de responsáveis pela informação que não tem paralelo nos demais Estados-membros da União Europeia e que coloca em causa as seguintes proposições de base:

  • todo aquele que publica um prospeto deve assegurar que a informação nele contida é completa, verdadeira, atual, clara, objetiva e lícita; e
  • quando não cumpra tais critérios legais, responde civilmente pelos danos causados aos seus destinatários.

O art. 251.º, relativo à responsabilidade pela informação regulamentar, remete para o art. 149.º, com os desvios previstos no art. 243.º do CVM.

Nesta intervenção, José Ferreira Gomes tentou explicar os limites da imputação de danos que resulta do art. 149.º do CVM e o fundamento da responsabilidade de cada um dos sujeitos elencados.

“Critiquei a extensão e os termos deste preceito e alertei para a necessidade da sua reponderação na revisão do CVM. Em primeiro lugar, um regime muito exigente protege os investidores, mas penaliza aqueles que recorrem ao mercado de capitais para financiar projetos empresariais. Implica custos de contexto que não podem ser ignorados no quadro de uma concorrência regulatória pelo menos entre os diferentes Estados-membros da UE. Em segundo lugar, um regime confuso também aumenta os custos de transação e afasta potenciais interessados no mercado”, admite.

Ao concluir o seu discurso, o orador garantiu que “é importante recordar o óbvio: com custos elevados não há sociedades cotadas; sem sociedades cotadas não há alternativas de investimento para os investidores; sem tais alternativas, há prejuízo para o desenvolvimento da Economia e para a criação de emprego.”

Já A. Barreto Menezes Cordeiro, da FDUL, abordou o tema “Responsabilidade dos Intermediários Financeiros: 20 Anos de Jurisprudência”.
O orador afirmou convictamente que os “intermediários financeiros desempenham uma função fiduciária, ou seja, estão obrigados a atuar sempre no melhor interesse dos seus clientes e devem colocar os interesses destes últimos à frente dos seus próprios interesses pessoais. É no âmbito do aconselhamento para investimento que a dimensão fiduciária da posição dos intermediários financeiros se manifesta de forma mais evidente. Numa perspetiva prática, espera-se que os gestores de conta adequem o aconselhamento em concreto prestado, não apenas aos interesses concretos do cliente, mas também aos seus conhecimentos, experiência ou necessidade de liquidez”.

O Código dos Valores Mobiliários é inequívoco quanto à natureza da relação que se estabelece entre os gestores de conta e os clientes. A. Barreto Menezes Cordeiro assume ainda que “os nossos tribunais mostram uma enorme reticência em retirar todas as consequências do texto legislativo. São inúmeros os acórdãos que evidenciam uma inclinação para desvalorizar as atuações ilícitas dos intermediários financeiros, em especial, violações do dever de informação, de adequação e de lealdade, com o argumento de que a subscrição de produtos financeiros está associada a riscos intrínsecos que não podem ser afastados”.

O interlocutor terminou a sua comunicação afirmando que “embora estes riscos não possam ser negados, cabe aos intermediários financeiros não só explicá-los, como, em último caso, desaconselhar a subscrição de produtos não adequados ao perfil de cada cliente”.

Ana Perestrelo de Oliveira discutiu o impacto da recente declaração do Business Roundtable, na qual se propôs um “novo” corporate purpose para as empresas, sugerindo que estas devem criar valor para os clientes, colaboradores, fornecedores e comunidades, e não apenas gerar valor para os acionistas. Enfatizou que as empresas cotadas estão numa tensão de sentido duplo, devido, por um lado, à pressão dos investidores para o curto prazo (short termism) e, por outro lado, à sua qualificação legal como empresas de interesse público. Apesar da tendência para a futura prevalência do stakeholder value, sublinhou que o modelo não ignora os acionistas, devendo antes visar a maximização do valor total de mercado a longo prazo da sociedade.

Através de Madalena Perestrelo de Oliveira foi apresentada uma perspetiva crítica sobre o papel da blockchain no mercado de capitais, discutindo as suas potenciais aplicações, desde o processo de emissão, à negociação no mercado secundário e sobretudo às operações pós-trading (compensação e liquidação). Assumiu uma perspetiva cautelosa sobre a real suscetibilidade de abdicar de uma contraparte central, apontando que, mais do que uma desintermediação, é provável que se assista uma reintermediação. Só limitadamente é viável, por agora, pensar que a blockchain garante a “confiança sem confiança” no mercado de capitais.

Diversos, foram os temas debatidos durantes estes dois dias. Desde a revisão do código dos valores mobiliários; a preparação do código dos valores mobiliários: circunstâncias felizes; prevenção e solução de conflitos societários; ofertas públicas e imputação de votos; responsabilidade dos intermediários financeiros: 20 anos de jurisprudência; o novo regime da titularização de créditos; sustentabilidade e mercado de capitais; proteção do investidor: evolução e perspetiva; manipulação de mercado entre outros.

Este concerniu num encontro comemorativo relativo a um Código que atravessou, desde a proteção dos investidores, à integridade e promoção do mercado, que a realidade impôs à supervisão e regulação.

Como as marcas locais se têm revelado opções alternativas do consumidor angolano

KEYRESEARCH

O resultado da desvalorização da moeda e outros fatores que influenciaram a desaceleração económica teve um impacto não apenas no poder de compra da população, mas causou um curioso fenómeno: alguns produtos necessariamente saíram das prioridades de consumo dos angolanos e foram substituídos por uma marca com preço mais acessível. O estudo Posicionamento das Marcas é uma pesquisa de mercado realizada três vezes ao ano e inclui um ranking com as 10 marcas mais citadas em cada categoria de produtos e/ou serviços. O trabalho realizado ao longo dos últimos 8 anos, em particular entre os anos 2010 e 2018 assumiam com maior relevância a notoriedade espontânea, sugerida e recordação publicitária. Em 2019 introduziu-se mais dois indicadores, nomeadamente as marcas consumidas frequentemente e as marcas substitutas. A inversão desta tendência de estudo foi atribuída pela previsão de novas dinâmicas familiares e que o Angolano estava explorando modelos de compra alternativos, questões que transformaram o consumo em 2019. Os indicadores usados nos estudos são cruzados com informação relativa variáveis socio-demográficas. Os setores estudados incluem:

  • Águas de Mesa (sem gás)
  • Seguradoras
  • Instituições bancárias
  • Bebidas energéticas
  • Higiene pessoal
  • Higiene no lar
  • Telecomunicações móveis (telefonia móvel)
  • Gasosas
  • Cervejas
  • Sumos sem gás

UNIVERSO

Universo constituído pelos indivíduos com 15 e mais anos, residentes em Luanda. Os dados definitivos do Recenseamento Geral da População e da Habitação de Angola 2014 (Censos) do INE quantificam este universo em 3.883.539 indivíduos.

AMOSTRA

A amostra é de 1.000 indivíduos por vaga. Todos os entrevistados são selecionados utilizando quotas proporcionais segundo género, faixa etária e município de residência.

PERIODICIDADE

Três vezes ao ano. Fevereiro, Junho e Outubro.

 

TÉCNICA DE RECOLHA

A recolha de informação é realizada por meio de tablet (CAPI) e um questionário estruturado, com perguntas abertas e fechadas, em abordagem face to face e nos municípios de residência dos entrevistados.

PRINCIPAIS FACTOS NESTA 3ª VAGA DE 2019

  1. Notoriedade Espontânea

Cada vaga vem repleta de insights exclusivos de notoriedade, recordação publicitária, consumo e exemplos reais de mercado. Para esta terceira vaga (Outubro de 2019), o estudo de Posicionamento das Marcas trás uma novidade que tem de ver com o consumo e de marcas substituídas.

Dentre as marcas da categoria Gasosas, a Coca-Cola e a Fanta continuam pela 3ª vaga consecutiva no Top 3 das marcas de produto melhor posicionadas, tendo registado a maior notoriedade espontânea.

As marcas locais tais como a Blue viram um aumento no número de vezes que são recordadas pelos consumidores e já representam 18.4% de todas as marcas recordadas pelos consumidores, colocando-se na segunda posição do Top 3. Apesar da marca Coca-Cola se posicionar como líder em matéria de notoriedade espontânea, a marca Blue foi reconhecida como segunda opção. A campanha “A vida é uma Festa!”, mostrou o seu posicionamento e conseguiu expandir a marca, atraindo mais pessoas e aumentando o seu consumo no mercado. O Slogan ficou na memória de muitos consumidores que aderiram à campanha.

  1. O fator idade influenciando o comportamento de consumo

Numa análise por faixa etária, verifica-se que os jovens dos 15 aos 19 anos de idade estão menos ligados à marca Coca-Cola.

O poder de compra dos mais velhos oferece um potencial imenso de crescimento ao consumo, e em geral, pessoas mais velhas têm condições financeiras melhores do que o resto da população e ostentam o maior poder de compra entre todas as faixas etárias.

  1. Marcas substitutas

Relativamente às marcas substitutas foi possível traçar um perfil de consumo das marcas mais presentes na vida do consumidor Angolano e de todos os estratos económicos. É evidente que, com orçamentos diferentes, os consumidores costumam priorizar marcas de acordo com seu nível socioeconómico. Por exemplo, na categoria Higiene no Lar, a Madar é a marca que se apresenta como marca substituta na ausência da marca principal com 24.7%, seguida da Ultra com 23.3% e por último a Fada com 13.0%.

  1. Associação das marcas em eventos culturais

Um dos índices mais interessantes da pesquisa mostra a adesão dos jovens às marcas que dão suporte à Arte e Cultura. Segundo o estudo, 12.3% dos entrevistados acham interessante o investimento e relacionamento das marcas ligados a eventos musicais e 17.6% já participou pelo menos 1 vez em eventos musicais.

“O acompanhamento jurídico é crucial para as empresas”

 A Isálcio Mahanjane, Advogado e Associados é firma de advocacia que tem perpetuado uma dinâmica de excelência e credibilidade ao nível do direito em moçambique. No sentido de contextualizar o nosso leitor, como tem vindo a marca a promover um serviço de valia em prol do direito moçambicano?

A firma representa, em primeiro lugar, uma ideia de rebeldia contra algum status quo. Como se sabe, Moçambique é um país jovem, dilacerado, permeio, por uma guerra civil, e que mesmo assim é “obrigado” a estar na rota do desenvolvimento mundial. Isso implica melhorar e inovar o que nos leva a querer fazer parte desse desafio, oferecendo serviços inovadores e participar na melhoria do negócio de consultadoria e prática jurídica. Por isso temos como lema a excelência e a satisfação do cliente.

Moçambique tem mostrado um crescimento socioeconómico notável e a aposta em investimento é cada vez maior. Deste modo, é essencial a presença de um parceiro jurídico que acompanhe e oriente os passos das empresas?

Temos assente que o direito é parte da vida humana, assim como da vida das empresas e que por isso o acompanhamento é, na maior parte das vezes, uma necessidade, especialmente quando falamos de empresas. O acompanhamento jurídico pode ser crucial para as empresas precaveram-se de eventuais prejuízos.

De que modo a Isálcio Mahanjane, Advogados e Associado tem tido um papel fulcral neste contexto? A sociedade tem no território moçambicano a sua principal área de atuação, mas conta com vários acordos de parceria na Europa, América, África, Austrália. É por aqui que a marca perpetua a sua internacionalização?

A Isálcio Mahanjane, Advogado e Associados procura ser um ator de soluções e os acordos de parceria fazem parte desse desiderato. Mark Vorsatz, managing diretor e CEO da Andersen, entende que a oferta de serviços globais de consultadoria e prática jurídica é o negócio do futuro, e de facto a vivermos cada vez mais interligados, sob batuta da globalização, esse parece ser o caminho e nós como firma queremos fazer parte desse roteiro global, que nos expõe à realidades e exigências de topo e obriga-nos a melhorar cada vez mais.

As empresas lusas olham para Moçambique como um destino de eleição e de enorme potencial. Qual tem sido a ligação da Isálcio Mahanjane, Advogado e Associado às empresas portuguesas?

Não espanta esse olhar das empresas lusas, pois Moçambique e Portugal têm uma relação de muitos anos, partilham a mesma língua e de alguma forma alguns valores e são parceiros económicos estratégicos. A ligação da firma com empresas lusas é ótima, com previsões de subida. Estamos em contacto e parceria permanentes com a Andersen Tax & Legal Portugal para da melhor forma possível responder aos desafios dessas ligações, assim como aumentar o respetivo volume.

Neste momento, qual o nível de contributo e expansão da marca em território moçambicano? Há espaço para continuar a crescer? O facto de possuírem um parceiro como a CA – Andersen Global tem sido essencial?

O nível é considerável, embora longe do desejado, isto porque queremos sempre mais, claro que sem perder o foco na necessidade de bem servir. A parceria é importante, não só para o mercado global, mas também para o mercado local, onde há também muitas empresas internacionais. E sim, há muito espaço para continuar a crescer.

Na sua opinião, quais são as principais lacunas que identifica em Moçambique no domínio do direito?

Pelo facto de Moçambique ser um país jovem, julgamos que, entre outros, ocorre um processo contínuo e paulatino de crescimento multilateral, que não escapa ao direito, desde o processo de formação académica e profissional, a prática jurídica propriamente dita, à produção legislativa. Esse processo é incompleto e progressivo, pelo que existirão sempre lacunas e a solução é melhorar todo o processo para responder a essas lacunas. Identificar áreas pode ser um processo ingrato, daí parecer prudente pensar que melhorar o sistema no seu todo seja a solução. E contamos com muitos parceiros nessa empreitada, dentre os quais a República portuguesa.

Quais são os principais desideratos da Isálcio Mahanjane, Advogado e Associado para 2020?

Para 2020 temos como desideratos principais consolidar a marca e dar passos gigantes, quantitativos e qualitativos, na tabela de provedores de serviços.

Pharmaissues – Parceiro estratégico e vantajoso

 O mercado farmacêutico tem, ao longo do tempo, evoluído de uma forma disruptiva, quer seja nas possibilidades terapêuticas, mas também, e obrigatoriamente, em toda a legislação que suporta e controla a sua evolução. Vivemos num mercado global marcado por evoluções e revoluções constantes. O mercado atual é o reflexo da alteração constante das necessidades e paradigmas económicos e regulamentares ao longo do tempo.

A emergente necessidade de adaptação das empresas a um ambiente cada vez mais regulado e competitivo está a criar aos principais intervenientes do setor farmacêutico a obrigatoriedade de adaptação a novos modelos de negócio. Ao mesmo tempo, a imposição de serem cada vez mais eficazes e bem-sucedidos colocam a Pharmaissues como ferramenta preferencial por ser uma empresa que resolve os principais desafios enfrentados pela indústria, através da disponibilização de serviços, com foco na satisfação, qualidade e excelência.

O recurso a serviços de consultoria altamente especializados é cada vez mais reconhecido em termos de produção de eficiência organizacional e de acesso facilitado a boas práticas que podem vir a regenerar numa maior produtividade individual, apresentando-se como uma possibilidade altamente vantajosa. O recurso a empresas de consultoria permite usufruir de uma visão externa mais ampla, ao basear-se em experiências e situações idênticas ou semelhantes, em grandes diversidades de contextos, atividades, clientes e serviços, facilitando no momento de encontrar o melhor caminho e estratégia. Catalisando as principais ações, oferecendo impulso extra, com agilidade na execução de projetos ou serviços temporários, onde é mais rápido e económico contratar uma consultora, amplificando a capacidade intelectual da empresa cliente, tornando-a mais apta para o sucesso. a consultoria é uma ferramenta influenciadora e poderosa de mudança organizacional, trazendo uma vida nova às organizações e às suas cadeias processuais.

A Pharmaissues oferece uma gama diversificada de serviços, capaz de desenvolver atividades com especial enfoque nas áreas dos assuntos regulamentares e assuntos farmacêuticos, assuntos médico-científicos, medical writing, traduções técnicas, entre outras. Possui como garantia uma equipa de colaboradores composta por profissionais de diferentes áreas que se complementam (Engenheiros, Médicos, Farmacêuticos e Tradutores).

Na Pharmaissues acreditamos que a vantagem competitiva no mercado já não se mede pela capacidade de se sobrepor à concorrência, mas na capacidade de criar valor para o cliente, do qual resulta maior fidelidade. Buscamos uma abordagem individual de relacionamento centrado no cliente, considerando que é um imperativo para ganharmos vantagem competitiva no mercado, esta estratégia obriga-nos a conhecer muito bem os nossos clientes de forma a identificar as suas necessidades e caminhando ao encontro das mesmas.

Sendo a qualidade do relacionamento, o compromisso e a confiança, dimensões da relação que atua para o desenvolvimento de relacionamentos bem-sucedidos. Pretendemos ser reconhecidos como elementos diferenciadores, usando como alavanca o tipo de serviço que oferecemos e a relação comercial e estratégica que temos com os nossos clientes, num posicionamento de parceiro estratégico de negócios, que cria valor, que apoia e encontra soluções especificas, reconhecendo a especificidade de cada projeto e de cada cliente. A satisfação do cliente é a nossa razão de existência, sempre com relações de confiança e responsabilidade.

A dedicação e o caminho pretendem-se com vista à obtenção de um trabalho diferenciador, de rigor, de excelência e de realização profissional. A relação com o cliente é fundamental, alicerçada em competências, persistência e colaborações de excelência por uma equipa que partilha o entusiasmo e empenho. A Pharmaissues apresenta-se como um parceiro estratégico e vantajoso, com um alto nível de conhecimento técnico e científico capaz de dar resposta às modernas necessidades do mercado.

“Estamos verdadeiramente numa revolução visual inteligente”

Graças a uma tecnologia inovadora de agregação de dados de utilização aliada à inteligência artificial, a Shamir desenvolveu as lentes Shamir Autograph Intelligence. No sentido de contextualizar o nosso leitor, porquê esta aposta da marca e quais são as mais valias que estas lentes apresentam para quem necessita de cuidados de saúde ocular?

A Shamir Optical, como especialista em lentes progressivas e detentora de um dos maiores e melhores departamentos de Investigação & Desenvolvimento de lentes oftálmicas do mundo, levou a cabo uma intensa pesquisa, baseada em Big Data e Inteligência Artificial, para analisar os comportamentos visuais, os campos visuais mais requeridos e a frequência com que cada um destes campos visuais é utilizado, por pacientes entre os 40 e os 80 anos. A conclusão a que se chegou é que existe uma lacuna entre os designs (geometrias) atuais de lentes oftálmicas e a diversidade de necessidades visuais dos pacientes de hoje. As lentes progressivas até hoje apresentam um conceito de design único a todos os pacientes, não conseguindo satisfazer todas as necessidades.

As lentes Shamir Autograph Intelligence™ têm um conceito revolucionário de lentes progressivas, desenvolvido com elementos de Inteligência Artificial e Big Data, e baseado em resultados que evidenciam a relevância das diferentes necessidades visuais em todos os tipos de pacientes dos dias de hoje.

Porquê que esta é a lente mais evoluída do mercado? O que aporta consigo que marque a diferença? Quais são os principais focos da mesma?

Utilizando um novo software, desenvolvido internamente, o Head-Eye Integrative Movement, conseguimos mapear exatamente através de que áreas da lente o paciente olha de facto, ao longo de ambos os meridianos, horizontal e vertical, ao desempenhar tarefas específicas, nas diferentes áreas da visão.

As Shamir Autograph Intelligence™ aparecem como as primeiras lentes progressivas de design contínuo a ajustar de forma perfeita as necessidades visuais dos pacientes à sua idade visual – Visual Age™, proporcionando uma focagem imediata a todas as distâncias, suavidade na transição entre os campos visuais, conforto visual adicional na utilização de equipamentos digitais e uma adaptação fácil e imediata.

Esta foi uma forma de estabelecer padrões, ou seja, conseguem associar as necessidades visuais à idade visual de cada pessoa?

Mais do que isso, conseguimos uma correlação entre cada ametropia (ou problema visual) e a idade visual do paciente. As necessidades de um paciente presbíope míope com 50 anos não são as mesmas de um paciente presbíope hipermétrope com 50 e este de 50 com um de 40.

Integrando a genética de vários designs de lentes oftálmicas, baseados em 12 protótipos, um por cada idade visual, a Continuous Design Technology™ forma a base deste produto inovador com o conceito de design contínuo.

Por seu lado, a nova tecnologia Shamir Visual AI Engine™ implementa o conceito de design contínuo ao longo de toda a matriz de parâmetros de personalização, que através de Inteligência Artificial, corre um processo de otimização multidimensional, baseado na genética de vários designs, fazendo nascer o design de lentes mais inovador do mercado, que dá a resposta exata à pessoa certa.

Esta aposta na Inteligência Artificial revela como a Shamir, tem vindo a apostar constantemente em tecnologias de ponta e na inovação personalizada em prol das necessidades de cada um?

Efetivamente a Shamir como empresa Israelita tem no seu ADN a inovação e o pioneirismo. No desenvolvimento deste design de lentes progressivas, a Shamir desenvolveu e patenteou três novas tecnologias* inovadoras em óptica – a Eye Point Technology™ AI, a Continuous Design Technology™ e a Visual AI Engine™ -. A acrescer a estas tecnologias, temos um algoritmo alimentado por BIG DATA, que está sempre em evolução.

Sabemos que as necessidades de hoje não serão seguramente as mesmas de amanhã, e é aqui a nossa vantagem, falamos de uma geometria de lentes dinâmica.

É legítimo afirmar que uma das principais vantagens destas lentes passa pela capacidade de personalização, pois, como sabemos, a maioria das lentes progressivas são desenvolvidas de acordo com um conceito de design único, ou seja, responde da mesma forma às necessidades de pessoas diferentes?

Esta lente vai para além da personalização de que hoje se fala. Até agora, personalização era produzir lentes progressivas, de acordo com as medidas dos óculos escolhidos e com as distâncias pupilares do paciente. Para além desta personalização, o algoritmo tem em consideração a necessidade de correção (ametropia) e a idade visual do paciente.

Este produto revela que atualmente vivemos um período de revolução visual inteligente e que a Shamir, mais uma vez, está na liderança?

Com esta lente, conseguimos uma vez mais dar um passo no sentido de “Recriar a Visão Perfeita”. Estamos verdadeiramente numa revolução visual inteligente!

Para quem não conhece, o que podem ganhar aqueles que decidem usar este produto?

A melhor sensação de um portador de óculos é não sentir que os usa. É este o testemunho principal que temos recebido dos utilizadores das nossas lentes Shamir Autograph Intelligence™.

*Patentes Pendentes da Shamir Optical

Novidades para 2020?

A pensar nas necessidades visuais dos mais jovens, expostos diariamente a ecrãs digitais, o departamento de Investigação e Desenvolvimento da Shamir desenvolveu e lança as novas lentes Shamir Millennium™, que aliam os benefícios da saúde ocular ao melhor desempenho na resposta aos desafios digitais dos dias de hoje. Já disponíveis nas melhores ópticas.

A SOCIEDADE PORTUGUESA DE OFTALMOLOGIA FAZ 80 ANOS

Atividade da SPO, porém, não se esgota na área científica. Tem ainda como objetivos promover a saúde ocular da população e defender os profissionais e os seus doentes das ameaças perpetradas por outros profissionais que se autointitulam especialistas de visão.

A oftalmologia é uma especialidade médico-cirúrgica, que tal como muitas outras especialidades, tem tido um desenvolvimento exponencial no que respeita ao conhecimento científico, métodos de diagnóstico, novos medicamentos e técnicas cirúrgicas. Para acompanhar tão grande evolução os oftalmologistas são hoje preparados no sentido de uma diferenciação específica numa determinada área da patologia ocular. Preparação que em grande parte se inicia após a conclusão da formação específica da especialidade, isto é, após a obtenção do título de especialista.

A Oftalmologia moderna está, pois, subdividida em subespecialidades.  A SPO tem sabido adaptar-se à realidade de hoje e tem procurado acompanhar esta diferenciação criando seções e grupos de estudo dedicados especificamente à atualização tecnocientífica das várias áreas da oftalmologia de modo a contribuir para a formação contínua dos médicos.

As principais secções da SPO, usando apenas o critério da prevalência das doenças, são: cirurgia implanto-refrativa, glaucoma, retina médica e cirúrgica e oftalmologia pediátrica. Mas há muitas outras secções o que faz com que todas as valências da oftalmologia estejam representadas na SPO.

É de toda a justiça reconhecer que a oftalmologia nacional tem um nível igual ou mesmo superior à que se pratica nos outros países desenvolvidos.

A SPO como sociedade científica orgulha-se de ter vindo a contribuir para o lugar cimeiro que a Oftalmologia Portuguesa ocupa a nível internacional.

 Na outra vertente, a vertente da defesa da profissão a SPO reitera que não há falta de oftalmologistas em Portugal razão pela qual não há nenhuma justificação para recorrer a técnicos de ótica/optometristas conforme as associações representativas destes grupos propalam.

O número de oftalmologistas a exercer no país cumpre e até excede o ratio 1 oftalmologista para 15 000 recomendado pelas agências internacionais. Por esta razão é disparatado dizer que os optometristas podiam fazer alguma diferença em termos de saúde pública. Ninguém aceita trocar uma consulta de oftalmologia por uma consulta de optometria por que o decréscimo na qualidade é percebido, por todos, de imediato.  A falta de oftalmologistas nos serviços públicos é um problema político e tem que ser resolvido politicamente.

Para fazer face a este e a outros problemas de índole profissional a SPO lançou a associação Coeso.

A Coeso é uma associação de oftalmologistas que tem como objetivo promover a clínica privada autônoma e independente facilitando e apoiando a instalação e a exploração de consultórios de oftalmologia em todo o país

Está pronta para arrancar em 1 de janeiro uma plataforma digital que permitirá o agendamento e marcação de consultas a partir de uma APP que pode ser descarregada a partir da Google ou da Apple Store. Na aplicação, os utilizadores têm acesso a um diretório de médicos aderentes. Podem proceder à marcação direta da consulta ou à marcação através do help-desk. No caso do utilizador não querer ou não saber procurar o médico pelo nome pode fazê-lo por geo-localização.

Durante o primeiro ano de funcionamento a COESO estima poder contar com mais de 100 médicos aderentes dispersos por todo o País.

A COESO ambiciona num futuro que se espera próximo, poder oferecer uma solução para o problema da assistência oftalmológica em Portugal ao nível dos cuidados primários. A rede nacional de oftalmologistas   pode constituir-se como uma alternativa credível para a lista de espera dos Hospitais.

Regiões com menos de 15 000 pessoas, afastadas dos principais centros urbanos, não têm oferta de serviços de oftalmologia no SNS ou nos hospitais privados, estando condenadas a ver perpetuada esta situação por incapacidade do Estado e desinteresse dos privados. Os custos com deslocações constituem um fardo para os doentes e um encargo assinalável para o Estado, custos que ultrapassam em muito o valor previsível de uma consulta. A triagem pré-hospitalar passaria a ser feita efetiva e eficazmente. O seguimento pós intervenções hospitalares passaria a ser feito em proximidade. Os optometristas seriam menos procurados com ganhos evidentes na saúde pública.”

Estes e outros argumentos posicionam a COESO como uma real e efetiva alternativa para a ausência de uma rede de cuidados primários de oftalmologia em Portugal.

“Um diagnóstico precoce é fundamental para um melhor controlo da diabetes”

 A Boehringer Ingelheim é hoje um dos principais players no domínio da investigação e desenvolvimento no panorama da saúde, contribuindo decisivamente para a melhoria da saúde em Portugal. Neste sentido, e apenas para contextualizar, como tem vindo a marca a perpetuar um caminho de desenvolvimento contínuo de novas soluções no âmbito da saúde?

De capitais privados desde a sua fundação, em 1885, a Boehringer Ingelheim encontra-se no grupo das maiores empresas do setor farmacêutico em Portugal. Cerca de 50.000 funcionários a nível mundial criam valor, diariamente, através da inovação, nas três áreas de negócio: saúde humana, saúde animal e biofarma. Em 2018, a Boehringer Ingelheim atingiu vendas líquidas globais de 17,5 mil milhões de euros. A sua visão Value Through Innovation é espelhada no investimento em Investigação e Desenvolvimento, que ultrapassa os três mil milhões de euros, correspondendo a cerca de 18% do total das vendas líquidas. Este investimento tem-nos permitido trazer medicamentos inovadores para o mercado todos os anos.

A Diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência crescente. Qual tem sido o papel da Boehringer Ingelheim no domínio do controlo da diabetes?

A diabetes é uma emergência mundial. Números recentes mostram que em 2045 poderemos ter mais 200 milhões de diabéticos no mundo do que temos hoje, perfazendo mais de 600 milhões de diabéticos. Esta é definitivamente uma área terapêutica em que a Boehringer Ingelheim vem apostando fortemente desde há uns anos e onde irá continuar. Em Portugal a Boehringer Ingelheim afirmou-se, desde 2014, como um parceiro na área da diabetes, trazendo não só medicamentos inovadores, mas também criando parcerias e desenvolvendo projetos de educação médica junto das principais sociedades científicas e profissionais de saúde que têm um papel chave na gestão desta doença altamente prevalente e impactante.

Portugal posiciona-se entre os países europeus que registam uma das mais elevadas taxas de prevalência da Diabetes a qual foi estimada em 13,3% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos, de acordo com os últimos dados do Observatório Nacional da Diabetes. O que deve ser realizado para diminuir estes números?

Nos últimos 40 anos quadruplicou o número de pessoas afetadas por diabetes e suas complicações, o que levou a Organização Mundial de Saúde a classificar recentemente a diabetes como uma epidemia global. Em Portugal estima-se que exista cerca de um milhão de doentes diabéticos, um número que se prevê que continue a aumentar nos próximos anos.  A diabetes tipo 2, em particular, é uma doença com uma história natural complexa. Apesar de ter uma componente genética importante está muito associada a estilos de vida mais sedentários e hábitos alimentares menos saudáveis. A correção destes hábitos alimentares e a promoção de exercício físico adequado devem ser incentivadas. Esta doença tem um impacto a nível de vários órgãos com consequências graves na morbilidade e mortalidade dos doentes.

Essa necessidade de redução destes valores passa pela prevenção e consciencialização para a gravidade da diabetes? Como perpetuam esta dinâmica de sensibilização?

A diabetes é uma doença “silenciosa”, pelo que é crucial uma consciencialização dos profissionais de saúde para a identificação e rastreio de doentes em risco. É igualmente importante aumentar o grau de conhecimento da população relativamente ao que se pode fazer para evitar o desenvolvimento da diabetes tipo 2 (exercício físico, alimentação, estilos de vida saudáveis), quais os sinais e sintomas que devem alertar para o diagnóstico, quais são os grupos de maior risco e a necessidade de monitorização clínica regular para rastreio da doença, principalmente nos grupos de maior risco.

A Boehringer Ingelheim tem estabelecido parcerias com os principais intervenientes envolvidos na gestão da doença, promovendo direta e indiretamente iniciativas que permitem aos profissionais de saúde estarem mais atentos e atualizados para a prevenção, diagnóstico e tratamento. Temos ainda desenvolvido campanhas sobre a doença que permitem ao público em geral estar mais consciente do impacto, gravidade e gestão desta doença.

Neste âmbito, o que tem é que tem vindo a ser desenvolvido pela Boehringer Ingelheim em termos de investigação em saúde no domínio da diabetes no nosso país?

Em Portugal, a Boehringer Ingelheim é uma das empresas líder em investigação clínica. Este facto tem permitido que muitos dos nossos doentes e profissionais de saúde possam participar em ensaios clínicos com medicamentos inovadores, numa fase inicial do seu desenvolvimento. Temos o compromisso de continuar a investir esforços, não só na diabetes mas também noutras áreas terapêuticas como a cardiovascular, respiratória e oncologia.

Na diabetes, continuaremos adicionalmente a investir na investigação e disponibilização de moléculas que atuem não só no tratamento da doença, mas essencialmente na minimização do impacto das morbilidades que lhe estão associadas. Atualmente temos já comercializados medicamentos inovadores para o tratamento da diabetes, alguns com impacto muito significativo também nas complicações associadas a esta doença. No entanto, continuamos a investigação nesta área, tendo diversos estudos em curso para avaliar o potencial tratamento e prevenção de importantes complicações ou doenças associadas à diabetes, como a insuficiência cardíaca, doença renal crónica, nefropatia e retinopatia diabética.

Neste momento existem novas abordagens no tratamento da diabetes? É legítimo afirmar que hoje vivemos uma mudança de paradigma no tratamento da diabetes?

A abordagem centrada no doente continua a ser crucial no atual paradigma de tratamento. Nos últimos anos assistimos a uma maior preocupação em valorizar a associação entre diabetes e risco cardiovascular. A doença cardiovascular é duas vezes mais frequente em diabéticos comparativamente com não-diabéticos. É ainda a principal causa de morte nos doentes com diabetes tipo 2. Adicionalmente, a diabetes tipo 2 está frequentemente associada a outras comorbilidades, como obesidade e hipertensão, que agravam o risco cardiovascular global da doença. Um doente com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular tem, em média, menos 12 anos de vida em comparação com pessoas sem estas duas doenças.

O paradigma de tratamento está assim a mudar para se considerar o impacto cardiovascular da doença como um elemento fundamental na escolha do tratamento para a diabetes. Surgiram nos últimos anos novos medicamentos com impacto relevante não só na redução da glicose no sangue (forma como habitualmente é diagnosticada a doença) mas sobretudo com impacto significativo no atraso do aparecimento das suas complicações vasculares. Falamos, assim cada vez mais, em doença cardiometabólica.

Qual a relevância da deteção precoce dos sintomas relacionados com a diabetes e a gestão dos potenciais fatores de risco?

Um diagnóstico precoce é fundamental para um melhor controlo da doença e da qualidade de vida do doente. Sabemos hoje que uma atuação precoce tem um impacto significativo na prevenção e atraso da progressão das complicações da diabetes, como cegueira, amputações, insuficiência renal e doença cérebro-cardiovascular.

A diabetes pode ser considerada a denominada patologia silenciosa, pois algumas pessoas podem ter diabetes sem saber. Como é que podemos evitar estas «surpresas»? Para que sinais se deve estar mais alerta?

A diabetes tipo 2 aparece geralmente na idade adulta, associada ao excesso de peso, pouca atividade física e hábitos alimentares pouco saudáveis. Um dos problemas é que esta doença é muitas vezes assintomática durante muito tempo e, por vezes, só é diagnosticada quando ocorre um evento que surge como consequência das complicações da doença.

Alguns dos possíveis sinais e sintomas de alerta gerais poderão ser vontade de urinar mais frequentemente, aumento da sede, dificuldade na cicatrização, visão turva, perda de peso injustificada, infeções frequentes.

Muitos estudos têm sido realizados e a investigação em saúde, em qualquer vertente, centra-se no desiderato da cura. Num futuro próximo, podemos falar de cura para a diabetes ou é algo, para já, impensável?

Na realidade, a diabetes não tem ainda atualmente cura. No entanto, é uma doença crónica em que medicamentos recentes, que têm vindo a ser disponibilizados, têm permitido controlar melhor a doença, atrasar o aparecimento das complicações e prolongar a vida dos doentes. ▪

No rumo da prevenção e do tratamento de pessoas com diabetes, qual será a linha de orientação e atuação da Boehringer Ingelheim? O que podemos continuar a esperar da vossa parte?

 Diria que esta é uma altura verdadeiramente entusiasmante em que o paradigma de tratamento, e até da própria doença, se vai alterando à medida que a investigação vai desvendando novo conhecimento científico.

A Boehringer Ingelheim reforçou recentemente o investimento no programa de desenvolvimento clínico da área da diabetes, assim como nos chamados estudos de mundo real que pretendem avaliar doentes no dia a dia, e não em ambiente de ensaio clínico. A empresa pretende assim continuar a tradição da excelência de inovação na diabetes ou, de forma mais abrangente, na doença cardiometabólica.

MANWINWIN O Melhor parceiro na Transformação Digital

 O ManWinWin é um software para todo os tipos de ativos. De que forma é que este pode ser uma solução flexível, fácil de implementar e simples de usar para a gestão da manutenção de qualquer tipo de ativo?

Deixo algumas regras de ouro às quais sempre nos mantivemos fiéis:

  • Estruturar (entenda-se Parametrizar) o software para a realidade específica de cada cliente: resulta da combinação entre o nosso know-how e o conhecimento que o cliente tem do seu negócio, dos seus equipamentos, do seu pessoal
  • A obsessão por aumentarmos o nosso conhecimento e nunca deixarmos de aprender com cada cliente com quem trabalhamos, só assim conseguimos trabalhar com qualquer tipo de cliente, em qualquer setor, de qualquer país, em qualquer realidade;
  • Formação intensiva aos futuros utilizadores do software

O vosso software de gestão de manutenção é possível ser utilizado por indústrias e infraestruturas, edifícios, frotas e outros diversos serviços. Qual a sua principal funcionalidade para conseguir responder a cada um destes tipos de clientes?

O ManWinWin vem digitalizar os procedimentos de qualquer Departamento de manutenção, tornando-a mais proativa, menos imprevisível e stressante, trazendo aos técnicos e gestores de manutenção informação extremamente importante sobre os seus ativos, logo, os equipamentos duram e produzem muito mais.

De que forma é que a ManWinWin veio “revolucionar” a dinâmica das empresas no domínio da transformação digital?

Sem falsas modéstias, de uma forma absolutamente única no mercado dos dias de hoje: em vez de pormos a tecnologia a conduzir o processo de transformação digital, pomos as pessoas e o know-how a fazê-lo. As decisões e definições estruturais na implementação de um software de manutenção (sistemas de códigos, árvores de equipamentos, fichas técnicas, centros de custo, entre outros.) são importantíssimas e muitas vezes descuradas. Defendemos que só depois de se definirem estes aspetos estruturais é que se deve implementar gradualmente a tecnologia para acelerar o que já está consolidado, seja com mobilidade, Apps, leitura de códigos QR ou tags NFC, IoT, entre outros. para que tudo fique gradualmente mais rápido e mais intuitivo para os técnicos, mais rentável para a empresa, mais eficiente para os equipamentos, mais ágil para a Produção, e por aí fora na cadeia da manutenção.

De que forma é que essa transformação digital que promovem na área de manutenção apresenta resultados em termos económicos para os vossos clientes?

A tecnologia vem agilizar processos, facilitar a vida às pessoas e, sem dúvida, reduzir custos às empresas. Simples exemplo: os técnicos, ao terem acesso móvel a todo o histórico de manutenção de um determinado equipamento, são capazes de tomar decisões informadas na hora, o que poupa muito tempo na decisão pela realização de determinada tarefa. Numa fábrica, esta poupança de tempo significa um aumento significativo de Produção.

Recentemente, a multinacional portuguesa Groundlink investiu no vosso sistema de software para garantir que suas operações e equipamentos funcionem com eficiência e segurança. Em que sentido é que o software ManWinWin pode maximizar a eficiência dos serviços da Groundlink?

A Groundlink presta serviços de assistência em aeroportos, usa o seu equipamento para as suas operações e estas operações envolvem, por vezes, passageiros. Ao usar o ManWinWin, vai certamente trabalhar de forma mais proativa, o que significa menos (más) surpresas, menos equipamento avariado ou, pior que isso, menos risco de não ter equipamento disponível ou em condições para prestar o seu serviço, o que teria um impacto negativo na sua imagem e podia ter graves consequências com um dos clientes mais importantes da empresa, a Ryanair. Outro exemplo: ao planear e registar todas as intervenções preventivas realizadas no equipamento (incluindo as obrigatórias por Lei), a Groundlink está a maximizar a segurança de quem usufrui do equipamento – os passageiros.

Como software, a ManWinWin tem o módulo Web, a App em IOS e Android, a versão gratuita Express e o módulo Smart Tag. Explique-nos em que consiste cada um destes recursos.

De um modo geral, o módulo WEB, a ManWinWin App e o Smart Tag são três formas diferentes de aceder e “alimentar” o software a partir de qualquer dispositivo móvel. Estes três recursos disponibilizam de uma forma rápida e fácil a realização daquelas funções diárias e repetitivas que têm obrigatoriamente de ser feitas no software. Estas funções são tão críticas quanto são diárias, pelo que é importantíssimo garantirmos que o seu registo é muito básico, simples, amigável, à distância de três ou quatro cliques.

Estão presentes em 99 países. Analisando o mercado internacional e o luso, sente que relativamente ao vosso produto, Portugal está bem posicionado? As empresas portuguesas estão recetivas a esta solução?

Há uma consciência grande em Portugal para a Manutenção e a prova disso é que nós continuamos a crescer significativamente no mercado nacional. As empresas portuguesas estão cada vez mais recetivas, pois também elas, felizmente, crescem nos seus negócios e querem ser cada vez mais eficientes; com este aumento de dimensão e com a necessidade de eficiência, aumenta também a responsabilidade da empresa em profissionalizar a sua Manutenção, responder a auditorias e certificações de qualidade e ambiente (por exemplo), as empresas já não se podem dar ao luxo de não ter informação completa sobre os seus ativos, acabar com perdas de tempo e perdas de produção desnecessárias, entre outros.

“OS DADOS SÃO O NOVO “PETRÓLEO” DO SÉCULO XXI”

Após um ano da entrada do RGPD, considera que é necessário que as organizações públicas entendam este, como um novo produto da globalização no que toca à importância da cibersegurança e proteção de dados?

Proteger a informação digital de ameaças é um dos grandes desafios em 2020. Muito em parte devido ao impacto esperado com o crescimento da Internet das Coisas, da Inteligência Artificial e do Big Data que alteraram o panorama do mundo digital. Segundo a Forbes, estima-se que o setor de Cibersegurança cresça 36,5% e a Comissão Europeia dispõe de 10 milhões para capitalizar financiamentos na área da Cibersegurança, abrangendo igualmente os processos para a conformidade com a regulamentação do RGPD. Nas organizações públicas, com a existência de cada vez mais serviços online que fazem parte do dia a dia do cidadão e das empresas, o volume de dados tem crescido substancialmente. É preocupante em alguns casos não serem implementadas medidas técnicas de segurança capazes de proteger a informação de possíveis ameaças a bancos de dados. Perante esta situação, é necessário reagir sensibilizando a gestão de topo e administradores das eventuais preocupações de perdas ou danos provenientes de possíveis ataques informáticos, porque na maioria dos casos não estão sensibilizados aos riscos e ao impacto que pode ter numa organização.

Acredita que é necessário entender que o RGPD é um novo produto da globalização e que existe para defender os cidadãos e garantir que as organizações que lidam com os dados o façam de forma legítima?

Na realidade é um novo produto da globalização, pois existe para defender os cidadãos e garantir que as organizações que lidam com os dados o fazem de forma legítima, sendo que o tratamento dos dados pessoais deve ser concebido para servir sempre as pessoas. O RGPD nessa vertente é claro. Todas as recolhas e partilhas de dados nas organizações implicam exigências de privacidade e de segurança para com os cidadãos. Já há muito tempo que os dados pessoais dos cidadãos deixaram de ser apenas pessoais e possuem hoje um valor económico enorme para as organizações, de forma a proporcionar novas oportunidades em conhecer tendências, explorar vantagens competitivas e criar novas oportunidades de negócio.

O Tiago Nascimento criou o Portal do DPO, surge do objetivo de responder às dificuldades que existem em compreender de modo geral o RGPD?

Julgo que sim, este projeto foi pensado por mim e toda a gestão está a meu cargo. Foram necessários aproximadamente três meses para a total operabilidade online, passando pela arquitetura, programação e a gestão dos conteúdos. Surgiu quando persistiam muitas dúvidas e incertezas no entendimento do RGPD, sobretudo no ponto de vista tecnológico. poucos sabiam por onde começar, o que deveria ser feito, e a ideia foi desenvolver o Portal do DPO com todos conceitos e informação de forma a garantir a conformidade aceitável numa organização. Destaco papel da AEPD – Associação de Encarregados de Proteção de Dados enquanto parceira dinamizadora do protejo em que sou associado.

Considera RGPD através das medidas técnicas e a segurança, deve ser visto como uma oportunidade para melhoria da eficiência interna e conquistar vantagens competitivas nas áreas de negócio?

Atualmente, os dados pessoais são considerados o novo “petróleo” do século XXI e estão a transformar-se nas maiores armas de competitividade para a criação e benefícios de valor nos negócios. Com o RGPD, o mundo da privacidade mudou para assegurar que nem tudo deve estar acessível, por isso, torna-se necessário obedecer a várias medidas técnicas, que por exemplo, são referidas na Resolução de Conselho de Ministros Nº41/2018. Estas orientações estabelecidas visam garantir uma arquitetura de segurança desde redes, a sistemas de informação e a banco de dados com as finalidades e princípios de alcançar a segurança a nível estratégico e operacional, este representa um verdadeiro desafio. Para algumas organizações começa a ser unânime que o digital já não é apenas um conjunto de tecnologias adotadas nas áreas de negócio, é também importante proteger os dados nas camadas inferiores e permitir atingir a conformidade com o RGPD.

Com a Transformação Digital a privacidade e proteção de dados só agora é que está a começar na cultura das organizações. Considera que o Portal DPO, através das suas explicações, pode vir a ajudar no cumprimento do RGPD?

A Privacidade e Proteção de Dados tem sido um desafio nos últimos anos, muitas notícias têm surgido devido à digitalização das organizações na sociedade em que vivemos através da recolha massiva de dados, levando assim ao crescimento exponencial do volume de dados globais. Com o aparecimento do fenômeno da Transformação Digital, as organizações devem preocupar-se com o aumento da maturidade de Segurança da Informação ao nível operacional e estratégico, permitindo assegurar exigências desde a privacidade e proteção de dados, no sentido de preservar a confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação, mas também garantir o cumprimento das obrigações legais da proteção de dados de acordo com o RGPD. O Portal DPO, em dezanove meses alcançou cerca de cinquenta mil visitas, uma média de duas a três mil visitantes mensais. Acredito que tem apoiado muitos Encarregados de Proteção de Dados, no plano de implementação e na orientação do cumprimento pelas melhores práticas, de como e o que deve ser feito. Por isso, no ano que agora inicia acredito que ainda há um longo caminho a percorrer na mudança da cultura na maior parte das organizações publicas e também privadas.

SHIFTLEFT MAIS INOVAÇÃO, MAIS VALOR

A Shiftleft é uma empresa de Consultoria Estratégica e Operacional de Engenharia de Software Seguro. De que forma é que prestam serviços especializados em engenharia de software?

O software é um ativo extremamente importante para grande parte, senão todas, as organizações. Muito pouco ou nada se faz hoje sem necessidade de software. É “pervasive”, está em todo o lado, por todo o lado, infiltra-se no negócio, condiciona-o.

A “transformação digital” não se faz. Ela existe. É o normal. É algo contínuo e permanente. O software que, indubitavelmente, suporta essa continuidade de transformação tem que ser plástico para acompanhar, reajustar, evoluir de forma una com organização.

O expectável é que o software condicione o negócio de forma positiva, ademais é para tal que é adquirido, é para tal que é desenvolvido. É preciso estar ciente que o tempo de vida do software é muito grande quando comparado com outros investimentos. Um projeto pequeno, de alguns dias ou semanas, pode persistir na organização durante a próxima década. Se não for um bom software, a empresa pode estar a comprar uma âncora, não as asas que pretendia. Infelizmente, por vezes, o software que devia ser o impulsionador da transformação, é o que impede a evolução natural da organização.

Há ativos que são fáceis de adquirir, e mesmo substituir. Se queremos um carro, definimos os critérios necessários, como potência e consumo, por exemplo. Mas, intrinsecamente, sabemos avaliar a qualidade subjacente do produto, definimos expetativas sobre a sua utilização futura, e normalmente conseguimos assegurar esses objetivos durante o período de exploração do ativo.

Software…not so much!

Avaliamos o software pela funcionalidade – Faz o que é pretendido e com a rapidez necessária – mas não temos a mesma desenvoltura em avaliar a qualidade do software pelas suas caraterísticas intrínsecas – Segurança, eficiência, facilidade de manutenção, portabilidade, fiabilidade.

Ficamos satisfeitos pelo facto do software responder funcionalmente, mas não chega. Ao fim de algum tempo, o esforço associado à manutenção, aumenta exponencialmente, e quando é identificada a necessidade de uma nova funcionalidade, por vezes, o tempo de implementação tão elevado que quando está disponível já se perdeu a oportunidade.

Lá se foi a “transformação digital”… Isso acontece por falta de qualidade na implementação da solução inicial.

Depois, há uma série normas e regulamentos que assumem o mínimo rigor sobre a qualidade do software. No setor financeiro, quem trabalhe com cartões, tem que demonstrar a sua adequação à norma PCI-DSS com o risco de não poder trabalhar com cartões. O requisito seis da norma é um conjunto de regras e boas práticas básicas sobre Security By Design no desenvolvimento de software. O RGPD, obriga a Privacy by Default e by Design. Quem trata de informação no setor da saúde conhece de certo a norma HIPPA. Seja pelo estado, nas diferentes formas, seja por organização autónoma de um dado setor, a necessidade de impor rigor e qualidade ao software existe.

Na Shiftleft, é isso que fazemos. Olhamos para as caraterísticas de qualidade do software, a adequação às best pratices da linguagem de programação utilizada, adequação das Framework, aos erros de implementação que possam abrir erros de segurança e que tornam o software vulnerável, ou que possam impedir a evolução futura do software. Ajudamos a proteger o investimento no software. A proteger o investimento num dos principais ativos da transformação digital e a adequar a organização às normas e regulamentos existentes.

A nossa primeira opção é implementar técnicas e ferramentas que permitam a auditoria e avaliação de forma continua (parte do que é o DevSecOps) ao longo do ciclo de vida do software. Queremos principalmente ajudar as organizações a assegurar a qualidade e segurança do ativo software. Dessa forma aconselhamos e auxiliamos na implementação de mecanismos automáticos para a auditoria contínua, que reduzem, e tendencialmente eliminam, os custos de re-work por falta de qualidade, e assim aumentam a rentabilidade do ativo software.

Como é que estes melhoram o sucesso de projetos e permitem reduzir os custos de desenvolvimento e manutenção?

Ao analisar o software, e a forma como é construído, descobrimos erros. Nem sempre erros com impacto nas funcionalidades do software, mas situações que só são observadas mais tarde, ou quando são observadas, já é tarde de mais. Por exemplo, não libertar recursos do servidor, evidencia-se ao fim de algum tempo com a lentidão da operação, pelo menos (mas pode ser origem de um Denial of Service numa forma mais grave). A solução habitual, normalmente, passa por comprar um servidor maior, mais rápido. Isso seria evitável com a correção de um ou duas linhas de código, e virtualmente sem custo, se identificado na fase de desenvolvimento.

Mas há mais exemplos. O utilizador queixa-se que algo não funciona. Simplesmente não funciona. Mas não há erro, os logs não indicam nada. Apenas porque o programador decidiu não reportar um erro de execução. Pode ser detetado automaticamente. O utilizador deixa de se queixar, porque deixa de usar. O ativo morre. O investimento perdeu-se.

Há inúmeros erros de programação e configuração, muitos reportados e bem conhecidos, que podem ser detetados durante o desenvolvimento. Mas não são detetados pelos testes funcionais ou de aceitação feitos pelos utilizadores.

É a responsabilidade de quem faz a gestão do desenvolvimento e aquisição de software assegurar que esses erros são minimizados, e havendo ferramentas automáticas para tal, parece-nos ser uma falha grave não o fazer.

Outro aspeto prende-se com a composição do software. Hoje em dia é muito pouco o software que não usa bibliotecas ou componentes de terceiros. Sejam o vulgo Open Source ou outras. É óbvio que se torna essencial saber que componentes e que versões são utilizados no software de uma organização e mais ainda saber se esses componentes têm algum impacto na segurança da informação, na performance da aplicação, se tem ou não licenciamento. É obrigatório saber que software estamos a usar, e se não auditarmos, não sabemos.

Parece-nos ser muito pouco responsável deixar que exista software numa organização que dependa de software vulnerável, no geral, e em particular no âmbito do RGDP seria muito irresponsável sujeitar uma organização a uma coima volumosa porque um software utiliza uma biblioteca conhecida por violar os direitos de privacidade, ou não fazer caso dos requisitos de consentimento. Ou, imagine-se o que é ter uma equipa a desenvolver uma solução durante meses, entra em produção, a organização fica parcialmente dependente dessa solução. Ao fim de algum tempo a organização é confrontada com a necessidade de pagar licenciamento por uma biblioteca que está a utilizar. É aceitável? Não.

Estes tipos de situações podem ser descobertos e corrigidos atempadamente, e se detetado na altura certa o custo para a organização será reduzido, tendencialmente nulo. Se não tomarmos a atenção devida, o custo será enorme. Seja por ser extremamente caro fazer a manutenção de funcionalidades, ou porque é permissivo em relação à segurança, ou porque alguns dos módulos/Bibliotecas open source utilizados obrigam a licenciamento para fins comerciais que teremos que honrar.

Trata-se antes do mais, saber o que estamos a comprar. Conhecer as limitações do software, os erros que inclui, e claro, tentar comprar o menor número possível de erros. Se não soubermos o que estamos a comprar, não conseguimos gerir o risco associado.

Como é que a Shiftleft alia a experiência em desenvolvimento e manutenção de software com a prática de Consultoria de Gestão?

De forma direta, recolhemos automaticamente indicadores de qualidade e segurança. Podemos identificar a produtividade, evolução de qualidade e de risco por equipa, projeto, área de negócio, linguagem, entre outros. Sabemos objetivamente quanto “risco” foi introduzido ou quantos erros eliminados numa dada entrega ou versão. Isso é uma ferramenta essencial de gestão do desenvolvimento. Podemos com isto impor e medir, objetivamente níveis de serviço assentes nas características do software, e.g., Segurança, facilidade de manutenção, fiabilidade, entre outros, e que não é sujeito a interpretação – está no código fonte, é inabalável.

Ao implementar uma Framework de Security by Design, onde são elencados requisitos que têm que ser cumpridos, em função da criticidade do software, a organização, fica dotada de indicadores objetivos que permitem atuar e melhorar continuamente o processo de aquisição e desenvolvimento de software e demonstrar a adequabilidade às normas em vigor.

Além disso, conhecendo o Risco de Manutenção, Risco de Operação e Risco de Segurança, obtidos por análise ao código fonte, tendo o inventário de componentes associados às aplicações e a sabendo medir a maturidade dos processos de desenvolvimento das equipas, a decisão sobre o melhor investimento numa estratégia de transformação fica suportada em dados técnicos mensuráveis. Em suma torna-se mais fácil decidir que aplicações merecem ser desenvolvidas, quais devem ser descontinuadas ou substituídas.

Por exemplo: A análise ao código e à composição de uma aplicação de suporte a uma área de negócio, resulta numa classificação Risco de Manutenção Elevado, ou seja, a manutenção é difícil, onerosa e pode fazer com que a aplicação fique instável. Os componentes utilizados, frameworks, tem um grau de obsolescência elevado.

Face á necessidade de transformação da área de negócio, poderá ser mais vantajoso considerar a substituição da aplicação para suportar as novas ofertas da área de negócio do que assumir o risco de fazer depender essa transformação de uma aplicação cuja adaptação será muito cara e com risco de instabilidade. Em opção, será hipoteticamente possível escolher outra aplicação existente em portfolio, cujo Risco de Manutenção seja reduzido, e que possa acomodar as novas funcionalidades de suporte. A tomada de decisão é suportada por factos objetivos relativos a custo e risco, podendo ser incluído ranking da produtividade de fornecedores por tecnologia, área de negócio, entre outros. para escolher o melhor fornecedor.

Para além de deixar de haver aplicações sem “atualização” e que torna a organização vulnerável, o risco de se incorrer em legacy, ou seja de fazer a organização depender de aplicações descontinuadas ou sem atualização, que impeçam a evolução e transformação continua, é imensamente reduzido porque se conhece as dependências das aplicações e se assegura a boa saúde técnica.

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