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Vanessa Ferreirinha

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“UM BOM LÍDER É O QUE LIDERA PELO EXEMPLO”

Sandra Resende, Diretora Geral da IVECO Portugal

Em abril deste ano, foi eleita como a nova diretora da IVECO em Portugal. Antes de tudo, que significado teve para si esta nomeação e que balanço é possível perpetuar destas funções?

Esta nomeação para mim foi um reconhecimento por parte da IVECO e do Grupo CNHI do trabalho que tenho vindo a executar desde a minha entrada na organização. Foi um voto de confiança e uma enorme responsabilidade, pois o mercado dos pesados é extremamente exigente e competitivo e predominantemente masculino. O balanço destas novas funções é extremamente positivo. A equipa da IVECO Portugal aceitou a minha liderança de uma forma natural e juntos temos vindo a definir a estratégia que preconizamos para o mercado português de acordo com os valores e orientações do Grupo. Ao nível dos nossos clientes tenho igualmente sido bem recebida.

Quais foram as valias que aportou à marca com a sua Liderança? De que forma é que diariamente procura marcar a diferença e ter assim impacto no quotidiano da marca e das pessoas que compõem a mesma?

Tenho um estilo de liderança muito inclusivo, acho que as grandes decisões da empresa têm que ser tomadas levando em consideração as opiniões da minha equipa, só se os colaboradores sentirem que fazem parte da estratégia, se envolverão efectivamente no sucesso da mesma. Gosto de ter uma relação próxima com todos os meus colaboradores e envolver-me directamente mesmo nos assuntos do dia a dia. Por outro lado, tenho um background financeiro, de gestão, ao contrário dos meus antigos homólogos que vieram quase sempre de cursos de engenharia e com experiência na área comercial. Isso permite-me ter uma visão mais ampla do negócio que passa não apenas pela venda dos nossos veículos, peças e serviços, mas de toda a estrutura financeira, de marketing e de RH que obrigatoriamente tem que ser igualmente considerada.

Antes da sua chegada à IVECO Portugal, passou por outras grandes marcas como a Candy Hoover Portugal, a Mercedes Comercial, a DHL Portugal e a Entreposto. De que forma é que estas experiências foram essenciais para ter chegado à posição que ocupa hoje?

Em todas essas grandes marcas aprendi e vivenciei culturas organizacionais diferentes, com os seus pontos positivos e negativos. Foi a variedade de culturas e de formas de liderança que me levaram a adotar o que eu considerei mais eficiente. Penso que o de mais importante aprendi foi que, independentemente do negócio, as pessoas são a chave do sucesso.

Que momentos ou aspetos considera fulcrais para o seu crescimento pessoal e profissional e de que forma foram os mesmos fundamentais para que hoje tenha capacidade de responder aos desafios diários na liderança da marca italiana de veículos pesados?

Não posso dizer que tenha havido um momento ou aspeto fulcral, penso que o meu crescimento pessoal e profissional foi algo de natural e ao longo do tempo. Sou uma pessoa que adora desafios, extremamente exigente, e que procura constantemente a mudança. Não gosto de estar estagnada, procuro sempre desafios, ultrapassar-me a mim mesma e ter uma aprendizagem constante. Penso que foi essa minha resiliência e gosto pelo desafio que me conduziram onde estou.

É diretora da IVECO Portugal. O que é mais desafiante para si neste cargo?

Depende. Se estivermos a falar de desafio no sentido do que mais me motiva, sem dúvida a gestão da minha equipa. É um verdadeiro desafio liderar pessoas com personalidades diferentes, envolvê-las, motivá-las e conseguir que trabalhem para um único objetivo comum. Se falarmos de desafio no sentido da tarefa mais difícil, diria que é lidar com um mercado complexo, altamente competitivo e saturado de veículos comerciais novos e usados.

Numa altura em que se debate cada vez mais questões relacionadas com a desigualdade de género, como diria ter sido o seu percurso profissional neste sentido? A desigualdade de género é uma realidade para si? Como a podemos ultrapassar e contornar? Estamos no bom caminho?

Pessoalmente eu nunca senti a desigualdade de género no meu percurso. Sei que infelizmente existe e, que apesar de se terem introduzido algumas melhoras, é ainda uma realidade muito presente. Posso dar o meu exemplo, sou a única Diretora Geral mulher no setor de veículos comerciais. Contudo, no meu caso concreto, felizmente, nunca me deparei com qualquer obstáculo relacionado ao meu género.

A sociedade ainda impõe bastantes limitações à mulher e ao seu papel na sociedade. Ter uma carreira profissional de sucesso significa abdicar do sucesso na vida pessoal ou vice-versa?

Em alguns casos diria que sim. Ainda existe uma ideia muito enraizada de que quem tem que educar e estar mais presente na vida dos filhos é a mulher. Felizmente isso tem vindo a mudar, de forma um pouco lenta é verdade, mas mesmo assim existem já algumas mudanças, até na mentalidade dos homens quanto ao seu papel e responsabilidade na educação dos seus filhos.

Pode partilhar connosco o seu exemplo? É fácil conciliar uma carreira profissional de sucesso com a vida pessoal e familiar?

No meu caso é fácil, sou uma mulher de sorte, tenho um enorme apoio familiar, desde o meu esposo, que é um companheiro e um pai extraordinário, até aos avós que estão muito presentes na vida dos netos. Tenho dois filhos pequenos e isso nunca me impediu de ter ambições a nível profissional e de as alcançar. É óbvio que estar longe, quando estou em viagem, sempre destabiliza um pouco a vida familiar, mas com cooperação e boa vontade tudo se resolve.

Hoje as organizações debatem-se com múltiplos desafios relacionados com a transformação digital, mas também com a liderança, a gestão de pessoas ou a retenção de talento. O que é para si um bom líder? Que características a definem enquanto líder?

Para mim um bom líder é o que lidera pelo exemplo. Um bom líder tem que ensinar, motivar a sua equipa e sentir um enorme orgulho no crescimento profissional dos seus colaboradores. Penso que o sucesso de um líder se mede pela qualidade da sua equipa. Numa empresa com uma boa equipa o líder pode ausentar-se que não se sente a diferença.

Liderança Masculina ou Feminina? Ou a liderança de qualidade não tem qualquer relação com o género?

A liderança de qualidade não está relacionada com o género, mas com a qualidade e valores do líder. E em minha opinião também não é algo intrínseco, mas algo que se aprende e melhora com o tempo.

O que podemos continuar a esperar de si de futuro? Quais são os principais desafios e desideratos que pretende para a marca em 2020?

No futuro podem esperar de mim que continue a ser uma mulher dedicada à família e ambiciosa a nível profissional. Que tem como primeiro objetivo reforçar a imagem de profissionalismo e de qualidade da marca IVECO. O ano de 2020 vai ser extremamente exigente. É um ano no qual queremos alavancar a nossa quota de mercado no setor dos rígidos e dos veículos movidos a gás natural. Queremos igualmente reformular e melhorar a nossa rede e os nossos serviços de pós-venda. Queremos ser uma marca reconhecida pela sua integridade no relacionamento com os seus parceiros.

“É IMPORTANTE QUE EXISTA REPRESENTAÇÃO EQUILIBRADA NO PODER”

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Ana Mendes Godinho, é atualmente a nova ministra do Trabalho e Segurança Social. Regressou a uma área em já trabalhou, depois de dar cartas no Turismo. Que história pode ser contada sobre o seu percurso?

A minha vida profissional tem sido multifacetada, em torno das áreas do trabalho e do turismo, como Inspetora do Trabalho ou diretora da Atividade Inspetiva da Autoridade das Condições do Trabalho ou na administração do Turismo de Portugal, da Turismo Capital e da Turismo Fundos. Há quatro anos assumi a pasta do Turismo no Governo, sempre com o espírito de missão com que tenho feito tudo na vida.

Foi inspetora do Trabalho e diretora dos Serviços de Apoio à Atividade Inspetiva da Autoridade para as Condições do Trabalho. Que balanço faz destes anos de atividade ligados a este setor? Que mudanças conquistou e que considera como mais importantes?

Foram anos muito intensos, de que destaco campanhas conjuntas com os parceiros sociais para auto-regulação e combate de fenómenos como trabalho não declarado, campanhas de promoção de segurança e saúde no trabalho, nomeadamente ao nível dos riscos psicossociais, e a grande aposta no acesso fácil à informação, quer através de criação da linha telefónica de informação da ACT em todo o país, quer através do desenvolvimento do simulador para permitir que as pessoas saibam as indemnizações a que têm direito quando cessa um contrato de trabalho.

É uma das três secretárias de Estado que António Costa decidiu fazer subir a ministra. Que significado tem para si este facto?

Foi com um grande espírito de missão que desempenhei o cargo de Secretária de Estado do Turismo nos últimos quatro anos. Conseguimos abrir o mapa turístico de Portugal, promover o alargamento da atividade turística ao longo do ano, diversificar os mercados de origem, inovar na oferta, qualificar pessoas, com o envolvimento de todos. O turismo foi um dos grandes responsáveis pela criação de emprego nos últimos 4 anos e foi sempre esse um dos nossos grandes objetivos em tudo o que fizemos.

Também por isto, é com especial entusiasmo que abraço esta missão no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O que mais gosta no seu trabalho?

Ouvir as pessoas, perceber o que podemos fazer para responder aos problemas e desafios e planear com objetivos concretos. E depois ver os resultados. É muito apaixonante ver a capacidade de fazer acontecer e ver os resultados na vida das pessoas e das empresas. Com a convicção permanente de que podemos sempre fazer melhor.

O que é mais difícil no mundo da política para as mulheres? Qual é a sua estratégia para lidar com essas dificuldades?

Não tenho sentido nenhuma dificuldade por ser mulher. Mas isso acontece porque, em termos pessoais e familiares, tenho um enquadramento que me garante uma partilha e gestão do tempo e da disponibilidade que nem todas as mulheres têm.

Há ainda muitos ambientes de evidente desigualdade, quer em termos de familiares quer profissionais. É essencial continuarmos este caminho para que estas situações de desigualdade acabem e que sejamos todos exigentes para o garantir.

A participação das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os aspetos políticos, tornou-se uma meta ‘quase’ global. Segundo a sua análise, qual é o panorama em Portugal relativamente às oportunidades que são dadas às mulheres?

Há sinais muito positivos. Este Governo, por exemplo, tem o maior número de ministras de sempre, oito. Já demos passos de gigante, mas ainda temos muitos para dar. Faço sempre o exercício de verificar em sessões públicas quantas mulheres estão na plateia e quantas estão no palco ou são oradoras e a desproporção continua a ser grande. Num congresso em que estive, em 12 palestrantes havia 2 mulheres, sendo eu uma delas e a outra a Secretária Regional de Turismo dos Açores. Desafiei as mulheres que estavam na plateia para subir ao palco e a plateia ficou reduzida a um terço…

Considera que o poder é diferente quando ministrado por homens ou por mulheres? Porquê?

É importante que exista representação equilibrada no poder, porque permite visões e experiências diferentes que influenciam as perspetivas e fatores de decisão.

Muito se tem discutido sobre o aumento do salário mínimo para 2020. Neste sentido, quais as metas e medidas traçadas pelo Governo para o próximo ano?

O Programa do Governo aponta como objetivo atingirmos o salário mínimo de 750 euros em 2023, o que representará um crescimento de 50% no total das duas legislaturas, desde 2015.

Este valor resulta das previsões de crescimento da produtividade e da inflação e da necessidade de valorização do salário mínimo como instrumento importante no combate à pobreza. Para 2020, após auscultação dos parceiros sociais, aprovámos o valor de 635 euros.

Paralelamente, lançámos já as bases, em sede de concertação social, para a discussão de um acordo de rendimentos e competitividade a médio prazo, para um compromisso global relativamente à valorização dos salários e dos jovens qualificados, conciliação da vida pessoal, familiar e profissional, qualificação e formação, criação de condições para aumento da produtividade e competitividade das empresas, simplificação da relação Estado-cidadãos-empresas e combate à precariedade.

O dia 1 de outubro de 2019 marcou o início de vigência do “novo” Código do Trabalho. Que alterações foram reforçadas neste novo regime do Código do Trabalho?

Houve várias mudanças que entraram em vigor com esta alteração ao Código do Trabalho. Destacaria que essas alterações resultam de um acordo tripartido, alcançado na Concertação Social, com o objetivo de combater a precariedade no mercado de trabalho e melhorar a produtividade das empresas, reforçando a segurança e as expectativas de vida dos trabalhadores, em especial dos mais jovens.

Considera que a entrada em vigor da Lei n.º 93/2019, a 1 de outubro de 2019, indiciam que os próximos tempos vão ser de menor flexibilidade do mercado de trabalho, pelo reforçar da lei e pelo crescimento da capacidade de reivindicação?

O principal desafio neste momento no mercado de trabalho é a falta de recursos humanos e é nesse sentido que todos temos de trabalhar para atrair e fixar recursos humanos qualificados, criando condições para os valorizar. As empresas sabem que o seu ativo mais importante são os trabalhadores, e são as principais interessadas em valorizá-los.

Naturalmente que é fundamental o diálogo social, aos vários níveis, para garantir a capacidade de reter talento e das empresas se afirmarem pela capacidade de inovação, diferenciação e produtividade.

O que podemos esperar de si no futuro? Que mensagem gostaria de deixar aos portugueses?

O que tenho feito até hoje: sempre em missão de serviço público, com a ambição de dinamizar relações de equilíbrio que garantam condições para que Portugal se afirme pela inovação e capacidade de valorizar as pessoas. O melhor país para viver e trabalhar.

“OS CLIENTES IRÃO CADA VEZ MAIS RECORRER AOS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO”

PEDRO PEDROSA

O Senhor do Banco é uma empresa portuguesa na área da intermediação de créditos. Que resenha é possível fazer acerca do crescimento da intermediação de créditos no mercado português?

A regulação desta atividade pelo Banco de Portugal veio dar mais credibilidade a um setor no qual há muita desconfiança devido a burlas que ainda existem. No entanto, o facto de sermos hoje uma atividade regulada, restringe o acesso à atividade, o que é benéfico para o cliente. Nós temos um serviço independente e sem qualquer custo para o cliente, pelo que de futuro, acredito que os clientes irão cada vez mais recorrer aos intermediários de crédito.

Quais são hoje os níveis de intervenção da marca perante o mercado e de que forma é que a vossa atuação é distinta de outros players do setor?

Somos uma empresa pequena, focada na qualidade e proximidade de serviço. É essa proximidade e relação de confiança que criamos com os clientes que nos distingue! Um exemplo: sempre que possível, acompanhamos os clientes na escritura, porque temos a consciência de que o facto de estarmos presentes retira ansiedade ao cliente.

Porque linhas orientadoras se regem de forma a prestar um serviço de qualidade e confiança na identificação das melhores condições para particulares e empresas?

Vou dar um exemplo de algo que se passou há cerca de ano e meio e que ilustra bem a nossa forma de estar. Tivemos uma cliente a quem apresentámos várias soluções, tendo identificado a mais competitiva. No entanto, a própria cliente teve uma proposta do Banco onde tinha conta, curiosamente um dos poucos Bancos com que não trabalhamos. Após análise, percebemos que de facto aquela era a opção mais vantajosa naquele caso, pelo que dissemos à cliente, “avance com o seu Banco”. A cliente ficou surpreendida, pois sabia que não receberíamos nada pela prestação dos serviços e prontificou-se a pagar-nos uma comissão do seu bolso, por entender que sem nós não teria sequer percebido que aquela era a melhor proposta. Prontamente recusámos essa oferta, mas desde então já fomos “recompensados” com três clientes recomendados por essa pessoa. O nosso foco não é no montante de financiamento, não é no número de processos, não é nas comissões que os Bancos nos pagam, o nosso foco é exclusivamente no cliente, porque cada cliente satisfeito, representa o sucesso do nosso trabalho e do nosso negócio.

Têm como uma mais-valia, trabalhar com as principais instituições financeiras e imobiliárias a operar em Portugal. Como é que tentam encontrar as melhores soluções de forma a se tornarem um parceiro ideal com um serviço credível e de confiança?

Prestação do serviço mais completo. Somos intermediários de crédito, mas somos igualmente mediadores imobiliários e agentes de seguros. Desta forma, conseguimos dar resposta a uma série de necessidades que decorrem da compra de um imóvel. Recorremos aos nossos parceiros no imobiliário para ajudar o cliente a encontrar o imóvel que pretende, encontramos as melhores condições de crédito, negociando sempre que possível a subscrição dos seguros fora do Banco e apresentamos soluções alternativas, que no caso do seguro de vida, chegam a poupar milhares de euros.É através da ambição de melhorar de dia para dia, em parceria com os vossos clientes, que procuram ser referência no aconselhamento financeiro em Portugal?

Não temos a presunção de achar que temos as respostas todas, mas temos a certeza de que procuramos soluções para todos os problemas que possam surgir e que a experiência que temos acumulada e o que continuamos a juntar todos os dias, posiciona-nos como o melhor parceiro para encontrar a dita solução.

Como pode ser descrito o crescimento da empresa num universo competitivo como é o caso do setor da intermediação de créditos?

O nosso foco é na qualidade de serviço, não na quantidade de processos. Não temos ambição de crescer rápido, temos a ambição de crescer bem, de forma gradual e sustentada. Podemos dizer com orgulho que em quase três anos de atividade e algumas centenas de processos, até à data de hoje, não tivemos qualquer reclamação do nosso serviço. Acreditamos que esta será a chave do nosso sucesso e assim iremos a médio prazo competir com maiores players.

Quais os desafios a curto/médio prazo para O Senhor do Banco?

O nosso maior desafio será perceber como podemos recorrer à tecnologia para melhorar o nosso serviço e o tempo de resposta aos nossos clientes, sem no entanto, comprometer aquilo que mais nos distingue, que é a relação de proximidade humana com que investimos em cada processo.

O Natal num carrinho de compras

O aproximar da época festiva associada ao período do Natal junta famílias à volta da mesa e impulsiona a compra de presentes, tornando este período o mais importante do ano para as vendas de Bens de Grande Consumo (BGC), que atingem o seu pico na semana anterior ao Natal.

A importância do Natal é conduzida por um aumento do valor gasto por ato de compra (+15%) e não pelo número de visitas às lojas, que se mantém estável relativamente ao resto do ano. Este mês continua a registar mais promoções do que o resto do ano (51% no Natal versus 47% na média no ano), sendo que o impacto promocional é já continuamente muito elevado no mercado nacional.

Os lares com maior expressão para o consumo natalício correspondem a lares de perfil mais sénior já sem filhos a seu cargo – donas de casa inativas, com mais de 54 anos, com um ou dois membros e sem crianças. Este será o perfil de lares que acolherá as respetivas famílias em celebrações de Natal, o que demonstra a importância para estes segmentos de consumidores de uma tradição de convívio que ainda se conserva.

O peso da tradição revela-se também nas categorias que mais destaque conquistam nesta época. Os Bombons conquistam o pódio – 61% das vendas totais de Bombons do ano estão concentradas no período de Natal. Os portugueses continuam a comprar nos hipermercados e supermercados muitos dos seus presentes de Natal relacionados com categorias alimentares, de bebidas e toilette, tal como é visível pela relevância das compras de Bombons, Figuras de Chocolate, Águas-de-colónia, Licores e outras bebidas e Bolachas Sortidas, entre outros.

A tradição ainda é o que era na lista de compras dos portugueses

Entre os Bombons, o grande destaque vai para as caixas, normalmente alusivas ao período de Natal e à ideia de presente. No Natal de 2018, este tipo de embalagens representou mais de 90% do total de vendas de Bombons. Por sua vez, as latas não conseguiram manter a sua importância face ao ano anterior, o que coincide com significativas subidas do preço médio deste tipo de embalagem.

O Bacalhau é uma das estrelas do Natal, associado à tradição gastronómica do nosso país. Por ser um produto fundamental da nossa gastronomia, o seu consumo é relevante durante todo o ano, de uma forma mais homogénea do que as restantes categorias incluídas do Top 15 de vendas. Ainda assim, o Bacalhau Seco faz parte do Top 15 das categorias com maior importância no Natal.

No consumo de Bacalhau é notória uma distinção entre perfis de consumidores, associados a diferentes estilos de vida, níveis de rendimentos e contexto geográfico. Nas principais zonas metropolitanas do país (Lisboa e Porto), entre consumidores de classes sociais mais elevadas e em lares com crianças, sobressai o consumo de Bacalhau Congelado, justificado por um ritmo de vida mais acelerado, um preço mais elevado do produto e uma maior necessidade de soluções mais práticas. Por outro lado, em zonas rurais do país, em lares mais seniores e entre os consumidores de classes sociais mais baixas, o Bacalhau Seco conquista ainda predominância.

O consumo de Bacalhau Seco e Bacalhau Congelado apresentam também diferentes comportamentos de compra. Exigindo uma compra mais planeada, dada a necessidade de uma maior preparação deste artigo, o Bacalhau Seco começa a aumentar as suas vendas cerca de um mês antes do Natal, tendência para a qual também contribuem as promoções existentes nesta altura. É em meados de dezembro que a venda de Bacalhau Seco atinge o seu pico. Por outro lado, o Bacalhau Congelado, um produto relacionado com a Conveniência e com uma compra menos planeada, tem o seu pico numa data mais próxima do Natal.

Fim de Ano é momento-chave para o consumo

O final do ano e a noite de Passagem de Ano é também um período de festa, o que significa consumo, particularmente alimentar e de bebidas.

O Top 15 dos produtos mais relevantes na passagem de ano é encabeçado, sem surpresas, pelo Marisco Fresco e o Vinho Espumante. Outros produtos associados a festa, tais como as bebidas alcoólicas, os bolos, os patés, as tostas e os frutos secos, entre outros, são também dignos de nota nesta época de convívio e celebração.

Segundo Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen, “as duas celebrações que marcam o final do ano continuam a ter uma considerável importância e o esforço demonstrado para ter momentos de convívio ajuda a impulsionar os gastos de consumo que verificamos no mercado durante este período. A existência de produtos tradicionalmente consumidos nesta época faz com que, inevitavelmente, estes conquistem lugar à mesa e debaixo da árvore de Natal dos portugueses. O mês de dezembro é, assim, de ganhos significativos para marcas e retalhistas, num dos momentos-chave para o consumo no ano e que mais contribui para os resultados anuais de vendas no mercado nacional”.

10ª edição do concurso Montepio Acredita Portugal lança programa de incubação inovador

Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do concurso de Empreendedorismo Montepio Acredita Portugal, promovido pela associação Acredita Portugal e o Banco Montepio. O maior concurso de empreendedorismo de Portugal e o segundo maior a nível mundial – apoiou mais de 90.000 projetos nos seus 10 anos de atividade – tem como objetivos identificar, desenvolver, premiar e potenciar o lançamento de ideias e projetos de diferentes setores e em várias categorias, como empreendedorismo social, mobilidade (Prémio Brisa Mobilidade 2020), tecnologia (Prémio K.Tech) e inovação ligada às águas (Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia). As inscrições podem ser submetidas, de forma gratuita, até dia 1 de março de 2020, no website da Acredita Portugal – www.acreditaportugal.pt.

Para comemorar a 10º edição do concurso Montepio Acredita Portugal, a iniciativa conta este ano com um programa de aceleração inovador: um período estendido de mentoria para os empreendedores alavancarem da melhor forma o seu projeto. E, para além dos prémios habituais, haverá ainda prémios específicos para distinguir caraterísticas essenciais no contexto do empreendedorismo como a “ideia com mais potencial”, a “melhor equipa” e a “maior escalabilidade”.

Para Fernando Amaro, Diretor do segmento da Economia Social e do Setor Público do Banco Montepio, “o concurso Montepio Acredita Portugal é um excelente veículo para potenciar o empreendedorismo. Prova da validade desta iniciativa é o facto de cumprir este ano o seu 10º aniversário, tendo já apoiado milhares de ideias ao longo do tempo. Da nossa parte, constatamos este impacto com entusiasmo, aliando-nos à Acredita Portugal de forma comprometida para dar resposta ao espírito empreendedor dos Portugueses e à sua capacidade de transformação”.

Uma ideia partilhada por Fernando Fraga, Diretor de Inovação da Acredita Portugal, que afirma a relevância da iniciativa face a “uma dinâmica empreendedora cada vez mais madura e complexa. Neste 10º aniversário torna-se inevitável realizarmos uma retrospetiva do trabalho realizado até ao momento e avaliarmos o contexto do empreendedorismo em Portugal. O espírito empreendedor que nos levou a iniciar este projeto não só se mantém como evoluiu e se consolidou. Perante esta realidade também nós tivemos de evoluir e de nos adaptar, para endereçar as necessidades atuais dos empreendedores. Acreditamos que o desígnio a que nos propomos continua a fazer sentido e que vamos continuar a fazer a diferença em projetos à procura de uma oportunidade para chegarem ao público”, conclui.

Uma evolução patente nas novidades introduzidas nesta edição da iniciativa, apontando Fernando Fraga que “no programa de aceleração desta edição especial de aniversário os empreendedores vão levar ao limite as suas ideias. Nunca foi tão difícil chegar ao fim, mas os empreendedores também nunca foram tão acompanhados nem tiveram acesso a tanta capacitação como nesta edição. Vai ser muito interessante descobrir quais são as empresas vencedores desta edição do concurso Montepio Acredita Portugal”.

O programa de aceleração do concurso Montepio Acredita Portugal pretende dotar os empreendedores de capacidades essenciais para continuarem os seus projetos de forma autónoma e eficiente: como captar a atenção de um investidor, desenvolvimento do modelo de negócio, enquadramento jurídico, contabilidade, marketing digital, entre outros. O programa de aceleração desta edição será coorganizado com a CRON.STUDIO, uma empresa especializada no trabalho com startups, acelerando o seu percurso desde a ideia até um produto ready-to-market. Esta parceria vem permitir apoiar ainda mais o crescimento dos projetos finalistas e aumentar a probabilidade de chegarem ao mercado de forma mais sólida e com mais sucesso.

Ao longo do programa de aceleração os participantes terão ainda a oportunidade única de ser acompanhados por um programa alargado de mentoria, uma inovação desta edição. Durante este período o empreendedor receberá mentoria personalizada, na qual poderá aplicar o valor transmitido durante as sessões do programa de aceleração e alavancar o desenvolvimento do projeto antes de este ser apresentado ao júri final.

O concurso Montepio Acredita Portugal destina-se a qualquer pessoa com uma ideia de negócio, independentemente da idade, nível de formação e localização no território nacional, apoiando projetos promissores com know-how especializado para o seu desenvolvimento e avaliação.

Foram vários os casos de sucesso que passaram pelas edições anteriores do concurso, como a Recibos Online, Heptasense, Meia Dúzia, DoctorGummy e Dreamshaper, entre outras.

Informações adicionais em www.acreditaportugal.pt

PS anuncia reforço de 20 milhões de euros para programa de redução tarifária nos transportes públicos

O Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART) vai ter um reforço de, no mínimo, 20 milhões de euros, inscritos no Orçamento do Estado para 2020, anunciou esta quarta-feira o deputado do PS André Pinotes Batista.

“Em cima de uma aposta de 104 milhões de euros, vamos ainda somar 20 milhões para anualizar a medida”, avançou o deputado socialista, no âmbito da discussão de projetos de recomendação de PSD, CDS-PP, BE e PEV para que o apoio à mobilidade seja aplicado em todo o território nacional, nomeadamente no interior do país.

Na reunião em plenário, na Assembleia da República, André Pinotes Batista considerou que “o debate que todos convocaram, da esquerda à direita, é precipitado”, uma vez que o programa PART está em vigor há nove meses e está prevista uma avaliação anual por parte do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), o que acontece daqui a três meses.

“Sobre o sucesso desta medida, são duas áreas metropolitanas e são 21 CIM [Comunidades Intermunicipais]. Também queremos ir mais longe, mas dissemos que não a quem entrou hoje na viagem e vem pedir mais ambição, como é o caso do PSD“, afirmou o socialista, lembrando que os sociais-democratas votaram contra o PART.

Sorrindo perante a “contradição” do PSD, o deputado do PS destacou a posição “unânime” de que esta medida é um sucesso, acrescentando que o que está em discussão é “se deve ir mais longe”. “O PS está em condições de dizer sim, deve ir mais longe”, disse André Pinotes Batista, considerando que o programa está “no rumo certo” e aconselhando a esquerda a “não ceder às armadilhas desta direita”.

O PART contou com 104 milhões de euros do Fundo Ambiental, através do Orçamento do Estado para 2019, para que Áreas Metropolitanas e CIM adotassem medidas de redução tarifária nos transportes públicos nos respetivos territórios.

A Área Metropolitana de Lisboa, com mais de 464 mil utilizadores dos transportes públicos, recebeu 74,8 milhões de euros, enquanto a Área Metropolitana do Porto, com 177,5 mil utilizadores, recebeu 15,4 milhões e as 21 CIM receberam um total de 23,2 milhões de euros.

 

Texto Agência LUSA

Governo quer promover democracia entre os mais jovens e instituir estudo da Constituição

António Cotrim - LUSA

O Governo quer promover a educação para a cidadania e a participação democrática entre os jovens e vai lançar um Plano Nacional de Literacia Democrática e instituir o estudo da Constituição da República em todos os níveis de ensino. As intenções constam das Grandes Opções do Plano (GOP) 2020-2023, na versão esta quarta-feira entregue ao Conselho Económico e Social, a que a Lusa teve acesso.

“Num contexto em que existem diversas ameaças à democracia, importa defender e difundir os valores essenciais em que se baseia o sistema político português, dando a conhecer o funcionamento das instituições, em especial junto da população mais jovem, educando para a cidadania, de modo a que venham a tornar-se cidadãos conscientes, participativos e empenhados”, lê-se no documento.

Entre as medidas que o Governo pretende adotar estão o lançamento de um Plano Nacional de Literacia Democrática, semelhante aos planos nacionais de Leitura e das Artes, que deverá ser “liderado por um comissariado nacional” e com o qual pretende desenvolver “um amplo programa de atividades, em especial nas escolas e junto das camadas mais jovens”. “Incluir o estudo da Constituição em todos os níveis de ensino, com crescente grau de profundidade” é outro objetivo enunciado.

O executivo quer também instituir o “dia nacional da cidadania”, que levará, por exemplo, “todos os representantes do poder político” e envolver-se em “atividades descentralizadas, nomeadamente nas escolas, com vista à divulgação dos ideais democráticos”.

O documento prevê também visitas de estudo regulares a órgãos de soberania “os quais devem contar com serviços educativos que promovam atividades didáticas, jogos e sessões interativas que não só expliquem, em termos facilmente apreensíveis, o funcionamento das instituições, como promovam a adesão aos valores e princípios democráticos”.

A iniciativa Parlamento dos Jovens, que já decorre anualmente na Assembleia da República, permitindo aos mais novos experimentar por um dia a atividade parlamentar, deve ser replicada ao nível do Governo, autarquias e tribunais, segundo o documento esta quarta-feira conhecido.

O Governo quer ainda que a promoção da democracia entre os mais novos possa ter um caráter lúdico, prevendo “a programação de jogos eletrónicos” como forma de difundir “o conhecimento dos direitos fundamentais e a adesão a valores de cidadania por parte da população mais jovem”.

 Texto  Agência LUSA

97% das empresas avalia negativamente a carga fiscal do sistema português

De acordo com os resultados obtidos pela consultora, o sistema fiscal Português é avaliado negativamente por 97% das empresas inquiridas, face ao peso da carga total, verificando-se um aumento de 3% relativamente aos dados do ano passado. Este valor sugere a leitura de que o peso global dos impostos diretos (89% de avaliações negativas), indiretos (89%), e de outras taxas e encargos (88%) é excessivo. Quanto ao cumprimento com as suas obrigações fiscais, 92% dos inquiridos, admite que este representa um esforço negativo, com uma carga fiscal excessiva que dificulta algumas decisões de investimento.

O acesso e a celeridade do Sistema de Justiça Fiscal têm uma avaliação negativa ou muito negativa (92%) no total. Um sistema fiscal complexo e uma postura menos cooperante dos serviços fiscais resultam em situações de litígio com a Autoridade Tributária e Aduaneira. Na opinião da maioria das empresas é  importante aumentar a segurança jurídica dos contribuintes, simplificando a sua relação com a máquina fiscal e promovendo a resolução de diferendos.

“Tendo em conta a avaliação global da estabilidade do sistema fiscal Português, avaliada negativamente o ano passado com 89%, este ano vericamos uma pequena melhoria (88%). Contudo, este valor ainda demonstra a dificuldade das empresas em planear o futuro num cenário de instabilidade fiscal. Esta questão também afeta diretamente a competitividade internacional  na medida em que os investidores privados acabam por privilegiar localizações com sistemas fiscais estáveis, em detrimento de regimes de taxa mais favoráveis”, comenta Luís Marques, Country Tax Leader de TAX.

Apurou-se também que mais de 2/3 da amostra (67%) considera o nível de incentivos fiscais à inovação e à I&D como adequados ou positivos, permitindo encorajar o investimento em inovação, o que implica uma maior previsibilidade e estabilidade.

Relativamente ao OE 2020, e com foco numa maior competitividade fiscal face a outros países, as empresas defendem alterações significativas em áreas como os Benefícios Fiscais (97%), o IRC (96%) e o IRS (95%). Face às futuras intenções de investimento esta questão poderá ser um problema tanto no que respeita ao IRC, que impacta a libertação de meios com potencial para reinvestimento, como no que respeita ao IRS, com implicações na atração e retenção dos melhores recursos.

O Survey EY revela ainda que, praticamente a totalidade da amostra (93% comparativamente aos 77% de 2018) considera que são necessárias melhorias em sede de Imposto do Selo, devido ao âmbito de aplicação do imposto, à falta de esclarecimentos e uniformização quando à interpretação das normas por parte da Autoridade Tributária e Aduaneira e à elevada carga tributária em várias operações.

As principais alterações são:

Alterações no IRS

A maioria das empresas (51%) defende a introdução de mais escalões no IRS já no OE 2020, com o objetivo de atenuar a progressividade deste imposto nos escalões intermédios, dando continuidade ao processo de revisão dos escalões do IRS iniciada em 2018.

A amostra sinaliza ainda a urgência na simplificação (59%) e aumento (51%) das deduções à coleta nomeadamente para famílias numerosas. Neste aspeto, cinquenta e dois por cento das empresas participantes pede também a reintrodução do quociente familiar, por entender que o mesmo reflete de uma forma mais adequada, a capacidade contributiva dos agregados familiares de maior dimensão.

À semelhança do que se sucedeu no Survey do ano anterior, 61% das empresas considera indispensável a eliminação da taxa adicional de solidariedade para 2020, fazendo com que Portugal continue a apresentar das taxas máximas de IRS mais elevadas da União Europeia, sobretudo tendo em conta o nível de rendimento a partir da qual as mesmas se aplicam.

Alterações no IRC

As empresas querem um OE 2020 que lhes exija menos esforço e custo para cumprir obrigações declarativas, tendência que se verifica ascendente face ao Survey respeitante ao OE de 2019 e surge como um dos temas mais prioritários para que sejam tomadas medidas (82%). Outro tema a destacar é o regime das tributações autónomas (61%) por representarem uma pesada carga tributária e um conjunto de normas pouco coerentes e discricionárias.

Relativamente às medidas já existentes no IRC, 2/3 da amostra (67%) discorda das restrições à transmissibilidade de créditos fiscais em resultado de alterações da estrutura acionista, como fator desincentivador das decisões de investimento privado, privilegiando muita vezes os M&A (Mergers & Acquisitions) e proporcionando a salvaguarda de capacidade instalada e dos postos de trabalho existentes.

Oitenta e seis por cento  da amostra assume não compreender a retenção na fonte sobre juros pagos a bancos residentes na UE quando tal não se verifica relativamente a bancos nacionais, fator entendido pelas empresas como uma medida que deveria ser objeto de atração, seja pela diminuição do peso dos juros, seja pela habituação a esta regra. Relativamente ao Survey respeitante ao OE de 2019, esta discordância diminuiu (94% foi o valor registado).

Em matéria de benefícios fiscais em sede de IRC

A maioria da amostra (55%) defende que poderia investir em regiões do interior do País caso beneficiasse de uma redução significativa do IRC, não sendo os atuais incentivos à interioridade suficientes para colmatar as desigualdades entre litoral e interior, com medidas como a redução da carga fiscal nessas zonas.

Ainda, 60% das empresas prevê que o alargamento da natureza das despesas elegíveis no âmbito do RFAI (Regime Fiscal de Apoio ao Investimento) poderia acelerar o investimento em modelos digitais de negócio, em linha com os resultados do Survey anterior (59%).

Alterações no IVA

No que respeita ao IVA, a medida que gostariam de ver refletida no próximo Orçamento do Estado é a simplificação do processo de faturação eletrónica (61%). Para a grande generalidade dos contribuintes a adoção de um processo de faturação eletrónica continua a ser percecionado como uma tarefa de dificuldade acrescida. Neste sentido, é muito importante uma maior simplificação administrativa.

A amostra é praticamente unânime quanto à urgência de redução da taxa de IVA aplicada à Eletricidade (95%) e Gás Natural (93%). De igual modo, 45% das empresas propõe uma descida da taxa normal de IVA já em 2020.

Imposto do Selo

Quanto à aplicação de Imposto do Selo, em operações de gestão centralizada de tesouraria, 96% das empresas compreende que este impede a neutralidade das operações de financiamento de curto prazo intra-grupo e é percebido como desincentivo para inclusão de empresas portuguesas em sistemas de cash pooling.

Relativamente ao término da dupla tributação nas aquisições de bens imóveis em sede de dois impostos distintos (Imposto do Selo e IMT) este é o espelho de um sistema fiscal complexo e pouco business friendly para os investidores, de acordo com 92% da amostra.

“Os dados também revelam que cada vez mais, os investidores (84%) consideram a eliminação da incidência de Imposto do Selo no Trespasse, justificado pela insegurança jurídica que a tributação da figura do Trespasse tem vindo a criar nas operações de reestruturação, ou pelo menos, a clarificação definitiva dos moldes em que essa tributação deverá acontecer. Ainda, a interpretação extensiva por parte da AT quanto à incidência deste imposto em operações de transferência de negócio constitui um entrave às reorganizações societárias e, consequentemente, ao desenvolvimento económico do país”, acrescenta ainda o responsável.

A amostra do Survey Orçamento do Estado para 2020 é constituída por 98 empresas com operação em Portugal nos seguintes setores de atividade mais representativos: Indústria Transformadora (27%); Automóvel, Transportes e Logística (10%); e Serviços Financeiro (10%). A maioria das empresas apresenta um volume de faturação superior a 100 milhões de euros (49%), com mais de 250 colaboradores (66%). Os respondentes são, regra geral, responsáveis pela área fiscal (35%) ou Diretores Administrativos ou Financeiros (34%). Ainda, 21% dos participantes são CEOs ou Administradores.

O TERNO DESPERTAR DA ENGOMEDEIRA de Gabriela da Silva Leal

Uma viagem surpreendente e arrebatadora pelos problemas atuais da nossa sociedade.

O alinhamento do evento contará com a participação especial do Grupo de Cordas da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra.

Após a sessão de lançamento realizar-se-á um jantar com menu inspirado no conteúdo do livro, no Restaurante Rota da Luz (restaurante de aplicação da EFTA, situado no mesmo edifício) com reserva obrigatória (confirmações até dia 6 de dezembro para o Tel: 234 483 470); Sala limitada a 50 pessoas; Maiores de 11 anos – 25 euros (Livro + Jantar); Crianças dos 6 aos 10 anos – 6 euros (apenas jantar); Crianças até 5 anos – Grátis (apenas jantar).

Maria Gabriela da Silva Leal nasceu em 1984, em São Domingos de Benfica, Lisboa. Sempre na companhia dos livros, viveu em diversos locais do país, o que a deixou fascinada, desde muito cedo, pelo comportamento humano em todas as suas valências e por questões relativas à diversidade social e cultural.  Licenciada em Antropologia, pelo ISCTE-IUL, encontra-se atualmente pela “Cidade dos Canais”, onde se inspira, juntamente com os dois filhos e o marido, no caminho de encontro a uma nova (re)descoberta das palavras.

Sábado – 14 de Dezembro de 2019| 17h30 | EFTA – Escola de Formação Profissional em Turismo de Aveiro – Estrada de São Bernardo, n.º 137, 3810-175 Aveiro

Portugueses escolhem Paris para passar a época festiva de 2019

  • Paris, Londres e Luxemburgo são os destinos mais procurados pelos portugueses para passar o Natal este ano
  • No que respeita à Passagem de Ano, Paris e Londres continuam a liderar, mas o Funchal junta-se ao Top 3
  • Os portugueses vão gastar, em média, entre 300€ e 400€ nas suas férias de final de ano.

Segundo a eDreams pôde apurar, Paris é a cidade mais procurada pelos portugueses para o Natal deste ano, seguindo-se-lhe Londres e Luxemburgo. Os restantes destinos que compõem este Top 10 de viagens incluem cidades na Suíça e Bélgica que, juntamente com o Luxemburgo, são tradicionais destinos de emigração portuguesa, o que pode explicar esta afluência na época natalícia, em que as famílias procuram reunir-se. Os arquipélagos portugueses também marcam presença neste ranking com Funchal e Ponta Delgada – esta última, recorde-se, foi uma das cidades com mais procura pelos portugueses durante todo o ano de 2019.

 

A data mais popular de partida para estas férias é dia 21 de dezembro, um sábado. Ir até Paris no Natal vai custar, em média, 315€. Os preços para Londres (330€), Luxemburgo (260€), Genebra (350€) ou Zurique (275€) não são muito díspares, mas se quiser viajar para o Funchal (968€) ou para São Paulo (1.166€), por exemplo, a sua carteira já vai sentir a diferença de forma mais acentuada.

 

O estudo revela também as cidades que registam maior crescimento da procura, no Natal deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado: São Paulo (64%), Dublin (33%), Eindhoven (25%) e Ponta Delgada (19%).

Segundo a eDreams, para além do Natal, Paris é também a cidade mais procurada pelos portugueses para viajar nesta Passagem de Ano; Londres continua na segunda posição, mas o Funchal sobe agora ao terceiro lugar do Top – o que facilmente explicável, uma vez que a cidade madeirense é o destino português de excelência para passar a noite de 31 de dezembro.

Alguns dos restantes destinos que compõem este Top 10 coincidem com o das viagens natalícias, como Ponta Delgada, Amesterdão, São Paulo ou Genebra, mas vemos também cidades diferentes, como é o caso de Madrid, Roma e Viena. De novo, os portugueses não procuram sair muito da Europa nestas férias, apenas São Paulo é a exceção.

A data mais popular de partida para as férias da Passagem de Ano é o dia 31 de dezembro e verifica-se alguma variação nos preços das viagens em relação à semana anterior. E se fica mais caro viajar para Paris (484€), Londres (427€) ou São Paulo (1.369€), em contrapartida é ligeiramente mais barato ir até ao Funchal (888€) ou a Genebra (315€).

Finalmente, este estudo da eDreams revela ainda as cidades que registam maior crescimento da procura para a Passagem de Ano de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado: novamente Viena (com um crescimento de 150%), Londres (133%), Roma (120%), Ponta Delgada (86%) e a própria cidade mais popular entre os portugueses, Paris (85%).

Ranking dos destinos preferidos para a Passagem de Ano de 2019 

TOP 10 – Destinos preferidos para a PDA 2019
1 Paris
2 Londres
3 Funchal
4 Ponta Delgada
5 Madrid
6 Amesterdão
7 São Paulo
8 Genebra
9 Roma
10 Viena

 

TOP 10 – Destinos preferidos para o Natal 2019
1 Paris
2 Londres
3 Luxemburgo
4 Funchal
5 Genebra
6 Zurique
7 Bruxelas
8 Ponta Delgada
9 São Paulo
10 Amesterdão

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