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Vanessa Ferreirinha

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UM SETOR QUE ESTÁ A MUDAR A UM RITMO ACELERADO E IMPREVISÍVEL

JOSÉ MANUEL MORGADO

José Manuel Morgado, é o sócio fundador da PVW – Price Value Worth empresa criada em 2003, especializada em avaliação de imóveis para Bancos, Fundos de Pensões, Fundos de Investimento e outros institucionais, que em 2019 se fundiu com a Tinsa, empresa líder em avaliação imobiliária em Espanha e com presença a nível mundial. Após esta recente fusão, a nova empresa passou a designar-se, PVW TINSA Lda e a pertencer ao Grupo

Desta integração das duas empresas resultou uma empresa líder global no mercado ibérico em avaliações imobiliárias, com uma equipa interna de mais de 50 colaboradores e uma rede técnica de 250 peritos avaliadores, devidamente certificados pela CMVM em Portugal.

“A PVW e a TINSA têm clientes complementares, o que proporciona uma forma interessante de colaboração para criar uma empresa com projeção global e um serviço altamente especializado. A experiência local e o background tecnológico juntam-se para oferecer o melhor serviço possível aos nossos clientes “, afirma José Manuel Morgado.

Uma visão do mercado imobiliário atual

Com uma longa experiência em avaliações imobiliárias, José Morgado deu especial atenção ao mercado imobiliário nos últimos anos, admitindo que a partir do momento em que os bancos começaram a ter uma maior visibilidade de todos os problemas que tiveram, as exigências legais e regulamentares começaram a ser também aumentadas nas empresas do setor imobiliário prestadoras de serviços de avaliação. A avaliação imobiliária mais frequente que servia para sustentar a atribuição de um crédito habitação (que representava 90% das avaliações que se faziam), passou a ser à data de hoje  disponibilizada ao cliente do banco e a ser alvo de regras mais apertadas na sua elaboração o que foi uma boa medida. “Sempre que é feita uma avaliação imobiliária, mesmo que não seja para conceção de crédito novo, o resultado do nosso valor, tem impacto direto nas contas do banco e nas atitudes que terá de tomar relativamente à exposição a nível de risco ou provisões, a título de exemplo. Ou seja, tudo o que fazemos em termos de avaliação imobiliária, continua a ser igual ao que era no passado em temos de conceitos a aplicar, mas enquadrados em regras cada vez mais “apertadas” de prudência e de normativo legal obrigatório. Tudo o que são avaliações periódicas anuais regulamentares, provenientes de normativos do BCE e do BdP, são avaliações que vão diretamente impactar na contabilidade e resultados dos bancos, nas respetivas provisões, entre outros, daí a importância crescente desta atividade no setor que nestes últimos anos tem vindo a ter sucessivamente regras cada vez mais apertadas e escrutinadas.

Segundo o sócio fundador da PVW, atualmente, as empresas de avaliação são obrigadas a responder com crescente regularidade à CMVM, ao Instituto de Seguros de Portugal, ao Banco de Portugal e também, aos auditores das instituições financeiras, uma vez que este setor está supervisionado por todas estas entidades.

Atualmente, as avaliações estão cada vez mais relacionadas com conceitos da área financeira e, portanto, o know-how financeiro e a sua aplicação na elaboração das avaliações, são de certa forma, mais necessários do que era a prática no passado.

“É necessário que os valores estejam muito bem sustentados e justificados matematicamente, porque tudo o que é informação de base e a correta sustentação de cálculo e respetiva componente financeira, são bem analisados pelos auditores.”

O que está a acontecer atualmente no mercado imobiliário era difícil de prever alguns anos atrás e todo o setor está a mudar positivamente a um ritmo acelerado e de forma ainda algo imprevisível. Quando questionado sobre esta realidade, o administrador admite que “não existe um mercado imobiliário único, existem sim, vários mercados imobiliários que se comportam todos, por razões muito distintas. Há mercado imobiliário que depende de conjuntura própria a nível nacional e outros que dela dependem menos, nomeadamente o internacional. Não sendo possível que Portugal mude de localização geográfica, nem de clima nem de cultura, diria a titulo de exemplo que a manutenção do interesse no mercado português dirigido para mercado alto e estrangeiro, será para manter, e quanto ao mercado residencial para nacionais, uma vez que está diretamente ligada com o comportamento das taxas de juro e condições de financiamento, também não se prevê que mude de forma rápida nem abrupta. Existem sempre pontos positivos e negativos em mudanças de mercado. É uma questão de pesar prós e contras, mas o balanço dos últimos anos é essencialmente positivo”.

Será 2020 um ano de oportunidades imobiliárias?

Para José Morgado, continuam a surgir mais pedidos de avaliação de empreendimentos novos (de hotelaria, residências para estudantes e outro tipo de investimentos de uso misto) que já começam a estar fora dos centros das cidades principais. A mudança já não está tão centralizada nos centros das cidades e começa a expandir-se por todo o país, sendo um sinal positivo e de grandes oportunidades para o mercado criando empregos e dinâmica. “Na minha opinião isto é um processo sustentado em procura real e acredito que este comportamento ainda vai caminhar por mais algum tempo na mesma linha, sendo a maioria dos aspetos desta tendência de efeitos positivos”.

Posicionamento no mercado nacional

Segundo José Morgado, “em 2003 nasceu a PVW, e com ela, veio também a designação “Price Value Worth”. “Price” é o valor pedido numa venda, o “Value”, é nada mais, nada menos que aquilo que o nosso trabalho determina diariamente como sendo a nossa opinião independente e sustentada de valor e o “Worth”, é o valor subjetivo que cada ativo tem para o próprio e que faz com que as transações tenham lugar. Acima de tudo, para o administrador, o trabalho da PVW Tinsa enquanto empresa de avaliações é indicar o “Value” da forma mais rigorosa possível.

Para além de aplicarem estes conceitos em tudo aquilo que fazem, a empresa, pretende ainda assim, continuar a marcar o seu posicionamento no mercado nacional, ao prestar sempre um melhore serviço e claro, investir em IT, uma vez que o mundo está a mudar e o mercado imobiliário tem vindo a incorporar estas novas ferramentas a ritmo crescente. “Para a PVW Tinsa é muito importante manter a qualidade e subir na cota nos clientes com quem já trabalhamos e apostar também no mercado dos clientes particulares e institucionais não ligados ao setor financeiro. Ou seja, tudo aquilo que está relacionado com patrimónios de particulares, avaliações para efeitos contabilísticos, apoio a grandes gabinetes de advogados em processos de fusão, aquisição, partilhas e por fim, avaliação de ativos que estejam em empresas de grande dimensão, fazem parte deste conjunto de clientes que queremos ainda alcançar”.

Um mercado “quente” pressionado pelo fator pressão/tempo

Atualmente, Portugal é um dos mercados imobiliários mais dinâmicos da Europa Ocidental e a termo de curiosidade quisemos perceber como é ser um profissional do ramo imobiliário neste mercado atual, tão “quente”.

José Morgado assegurou que “há sempre um elemento de sorte no sucesso que se soma á dedicação e ao profissionalismo, mas para a PVW Tinsa tem corrido tudo favoravelmente até á data pois temos a equipa certa”. Esta atividade para além da forte responsabilidade que envolve tem ainda um fator critico, que é o fator temporal do cumprimento dos prazos e níveis de serviço contratualizados pelo que estamos sempre pressionados por “timings” a cumprir, sendo que essa pressão temporal obriga a uma afinada gestão processual sem, contudo, descurar o rigor técnico.

Um futuro com aposta nas IT

Em forma de conclusão, e com perspetivas de continuar a reforçar a presença no setor, o nosso interlocutor assegura a continuação da aposta no uso de ferramentas de IT, e poderá vir a ser aumentada a equipa, que neste momento está distribuída por escritórios nas cidades de Lisboa e Porto, de forma a melhor corresponder às necessidades dos seus clientes. Em cima da mesa deixou em aberto que “para além de um forte investimento em IT, poderemos vir a abrir mais delegações em Portugal”.

“Desenvolvemos os nossos projetos “de fio a pavio” “

RUI MADUREIRA

Visualizar, detetar, compreender e atuar em relação às tendências imobiliárias fazem parte da missão da ALCH Capital?

Sim. Somos, acima de tudo, uma empresa que deteta oportunidades de investimento imobiliário. Fazendo-nos valor das competências que temos “in house”, realizamos uma análise exaustiva do mercado, identificamos operações subavaliadas e, através de uma estratégia concertada envolvendo os diferentes stakeholders, reposicionamos o empreendimento de acordo com as exigências atuais. Assim que concluímos este ciclo conceptual, devolvemos o projeto ao mercado.

Atingimos o objetivo proposto, articulando de uma forma eficiente as diferentes fases do desenvolvimento de um empreendimento imobiliário, desde a conceção de projetos e subsequentemente licenciamento, passando pela construção e comercialização. Afirmamos com toda a convicção que desenvolvemos os nossos projetos de “fio a pavio”.

São 30 anos de experiência acumulada em finanças e imóveis. Que balanço faz destes anos de atividade no mercado imobiliário?

São 30 anos de experiência acumulada dos nossos sócios. No mercado estamos há três anos. O balanço tem sido bastante positivo, uma vez que definimos de uma forma clara que a nossa estratégia passaria por olhar para projetos imobiliários fora dos centros das cidades.

E isto porquê? Se analisarmos o comportamento do mercado imobiliário nos últimos anos compreendemos que grande parte do investimento foi canalizado para a reabilitação dos centros das cidades impulsionado em parte por investimento estrangeiro, deixando “órfão” um segmento considerável de mercado que desde a crise de 2011 assistiu a um afunilamento do seu normal desenvolvimento. Nesse sentido a ALCH Capital decidiu canalizar os seus esforços para a análise de oportunidades nos concelhos limítrofes das cidades de Lisboa e Porto e daí estarmos a investir no empreendimento Cabanas Golf no Concelho de Oeiras.

“Cabanas Golf”, trata-se de um empreendimento com uma localização privilegiada e que oferece uma nova mistura de arquitetura contemporânea e natureza a 15 quilómetros do centro de Lisboa, certo?

Exatamente. Trata-se de um empreendimento idealizado antes da crise, que se encontra a ser recuperado pela ALCH. É um projeto, nesta primeira fase, composto por 21 moradias em banda, com 300m2 de terreno e uma área bruta de 290m2 distribuída por três pisos. Tem uma localização privilegiada com bons acessos, próximo de comércio e serviços aliando um ambiente de natureza à proximidade a Lisboa.

Através de que linhas estratégicas se tentam diferenciar dos restantes players do setor?

O nosso modelo estratégico assenta basicamente em três pilares. Por um lado, o nosso conhecimento do mercado e o estudo da sua evolução permite-nos identificar quais as oportunidades com maior potencial, face à sua localização relativa, interesse comercial e performance financeira do investimento.

O segundo pilar traduz-se numa equipa de gestão experiente e ágil assente numa estrutura enxuta com rápida capacidade de decisão. Contamos também com um conjunto de parceiros que nos acompanham no desenvolvimento dos projetos, nomeadamente arquitetos, engenheiros, fiscalização e empreiteiros que partilham connosco os níveis de excelência que procuramos manter.

Por fim, a nossa experiência na área financeira garante agilidade no acesso a capital, característica relevante neste tipo de operações. Concretamente no projeto de Oeiras, para além de capitais portugueses, temos uma estrutura de capitais oriundos de França e do centro da Europa. Creio que a ótima combinação destes três pilares nos torna, de alguma forma, diferenciadores no mercado em que estamos inseridos.

Quais considera ser os maiores desafios para os profissionais do ramo imobiliário em Portugal?

Desenvolver projetos no ramo imobiliário é um constante desafio. Em Portugal, as principais dificuldades (que poderia apontar), são os atrasos nos licenciamentos e os custos de construção que estão, neste momento, historicamente altos. A questão que se coloca é a seguinte: o mercado tem desafios? Sim. Qualquer que seja a fase do ciclo, expansão ou recessão, estamos sempre focados em encontrar soluções viáveis.

O que vai acontecer ao mercado imobiliário em 2020? Quais as mudanças que podemos esperar? Os preços vão baixar, estagnar ou continuar a subir?

É necessário analisar, cada segmento e cada caso, porque os players que fazem o mercado são diferentes. Em Lisboa e Porto, assistimos a um investimento massivo de entidades oriundas de várias geografias que potenciaram o mercado residencial, mas também turístico. Creio que este segmento já tem pouca margem para crescimento, pelo que iremos assistir a uma estabilização gradual dos preços nos próximos anos.

Por outro lado, observamos ainda uma falta de oferta de habitação para a classe média e média/alta que com a subida dos preços nas cidades teve de, em parte, alterar a sua intenção de aquisição para os concelhos limítrofes. Este segmento tem ainda margem para crescer quer seja pelo novo tipo de compradores, quer seja pela estagnação que sofreu devido aos anos da crise.

Na minha opinião, vamos assistir a uma ligeira subida dos preços que tenderá para a estabilização à medida que os novos empreendimentos em desenvolvimento satisfaçam a procura latente.

Qual o posicionamento que querem cimentar no mercado nacional este ano 2020?

O nosso objetivo é tornar a ALCH Capital numa entidade relevante no setor e que adquira dimensão e reconhecimento para poder contribuir para o desenvolvimento do investimento imobiliário em Portugal.

Obviamente, ainda existem muitos desafios, um longo caminho a percorrer, e acima de tudo, muito para aprender, visto que este é um mercado em constante evolução, com novas tendências, e que a ALCH está preparada para acompanhar.

Que estratégias e novos projetos têm em mente para este novo ano 2020?

Nos próximos anos, para além do desenvolvimento do projeto Cabanas Golf, queremos continuar a criar mais projetos imobiliários para a classe média/alta portuguesa, a preços competitivos.

Defina a ALCH Capital em três palavras.

Competência, inovação e rigor.

“Coloco sempre o cliente em primeiro”

SUSANA OLIVEIRA

No sentido de dar a conhecer um pouco mais do seu percurso ao nosso leitor, quando é que deu início à sua carreira e de que forma é que tem vindo a contribuir para um mercado imobiliário cada vez mais positivo e transparente?

Venho da Psicologia Clínica, passei pelos Recursos Humanos e em 2010 surgiu um convite para o sector imobiliário. É muito gratificante para alguém como eu, que gosta pouco de rotina e muito de pessoas. Não sei o peso do meu contributo, mas posso dizer que rejo o meu trabalho por dois princípios: ser genuína, usando a mesma “bitola” de Ética que sempre usei, e colocar sempre primeiro o cliente. O dinheiro é uma consequência feliz de um trabalho bem feito, aquele que coloca sempre a tónica no cliente, na resolução do seu problema. E quando um cliente sente que o “nosso” interesse é o “seu”, que cumprimos o que prometemos e conseguimos chegar ao fim com sucesso, penso que a isso se pode chamar um verdadeiro Serviço ao Cliente, com transparência.

Que análise perpetua do mercado imobiliário em Portugal e como explica o boom ao qual o mesmo foi remetido nos últimos anos?

A partir de 2014 notou-se uma reviravolta no imobiliário em Lisboa, mais tarde refletido noutras zonas, como o Porto ou Algarve. Uma série de medidas políticas, lançadas no “pós-crise”, alavancaram a economia (impostos diretos, indirectos e criação de postos de trabalho), por intermédio do investimento imobiliário. A revisão do regime jurídico do arrendamento urbano de 2012, a criação de benefícios fiscais na Reabilitação e os programas de captação de investimento estrangeiro, conseguiram criar um clima de confiança que permitiu transformar o panorama decrépito de certas zonas da cidade. Atualmente, a conjuntura é outra e, embora haja indicadores de que a tendência é para o crescimento, no terreno nota-se um ajustamento acentuado em certas zonas de Lisboa, sobretudo nas de contenção do AL, e estabilização dos valores em zonas mais tipicamente residenciais.

Teme que este crescimento e ritmo acelerados sejam apenas uma moda, ou é seguro dizer que o mercado imobiliário em Portugal continuará numa senda evolutiva e de crescimento?

O mercado já se está a ajustar. Há modas – uma “descoberta” de Portugal enquanto destino turístico – mas tem sobretudo a haver com política. Legisla-se para a desaceleração e o mercado responde em consonância. O foco atualmente é mais produto para habitação e estão em marcha mais projetos de construção de habitação nova em várias zonas de Lisboa. Os valores por metro quadrado bateram recordes nas zonas “nobres”, e é natural que continuem elevados, mas não poderão continuar a crescer exponencialmente se não houver absorção.

É legítimo afirmar que hoje existe uma sobrevalorização do imobiliário em Portugal? É possível passar a moderar os valores das mesmas?

Já está a acontecer. A questão é se isso vai ter os efeitos que se pretende. A intenção é a melhor mas não sei que reprecurssões este travão vai ter, a médio prazo, num dos setores que mais estava a contribuir para o crescimento económico. Não discordo dos valores por trás das recentes alterações jurídicas, mas tentando ver mais “à frente”, a contração do investimento imobiliário poderá afetar a economia de uma forma perniciosa, acabando por vir a retirar mais poder de compra ao cidadão comum.

No seu quotidiano, quais as exigências que lhe fazem enquanto profissional desta área e como procura cumprir as mesmas no sentido de satisfazer as exigências e necessidades dos clientes?

Os clientes estão cada vez mais exigentes e ainda bem. Estou constantemente em formação, procurando formas de criar mais Valor. As pessoas sabem que o valor de uma comissão não corresponde necessariamente ao Valor do serviço. Pelo mesmo valor comissional há quem faça tudo e há quem pouco faça. O meu objetivo é que o serviço permita ao cliente só ter de se preocupar no momento da decisão negocial. Para isso conto com o apoio de um assistente que me dá apoio com a estratégia de Marketing específica que estabeleço, um departamento jurídico (solicitadoria e garante da segurança jurídica do negócio), um departamento de apoio ao financiamento, e toda a equipa Maxgroup. Sou consultora Collection, premiada há vários anos consecutivos pelo meu trabalho, mas procuro sempre novas formas de fazer melhor.

O investimento imobiliário para a aquisição de vistos gold vai passar a ser restringido às regiões de interior, de acordo com uma nova proposta do PS. O objetivo é, por esta via, combater a especulação imobiliária e a escalada dos preços nas grandes áreas metropolitanas. Que análise perpetua desta proposta e que impacto poderá ter a mesma, mais concretamente no Porto e em Lisboa?

Este tipo de investidor quer fácil acesso, elevado rendimento e a menor despesa possível de manutenção. Creio que o investimento irá passar a ser residual. O impacto que vai ter é, primeiro, uma sensação de quebra de confiança, e segundo, uma desvalorização considerável no valor dos imóveis, sobretudo quando aliada ao fator zonas de contenção AL. Será muito mais difícil escoar produto que não se ajusta, pelas suas características, ao segmento residencial familiar (por ex. reduzida área útil) e que ainda para mais deixa de proporcionar os yields de rendimento que eram expectáveis antes destas alterações.

Estamos a colocar em causa o investimento estrangeiro em Portugal?

Estamos a dar-lhe uma machadada. Primeiro, pela quebra de confiança que referi, ou seja, os possíveis investidores não sentem garantias de que o seu investimento não venha a sofrer com mais mudanças legislativas, e segundo porque, mesmo para os poucos estrangeiros cujas intenções sejam estar permanentemente em Portugal, o interior infelizmente não oferece rentabilidade suficiente para se tornar apelativo em termos de retorno financeiro (para não falar outros défices a vários níveis), sobretudo se compararmos com ofertas semelhantes, como no caso de Espanha, que requer um investimento menor para obtenção do Visto Gold.

Na sua opinião, quais são as previsões para 2020, no que concerne ao mercado do imobiliário?

Penso que o mercado irá manter a tendência de ajuste. Vai vender e comprar quem necessita, mas haverá menos investimento para efeitos de rentabilidade, não só pelos fatores já mencionados, mas também devido à incerteza mesmo no que concerne o mercado de arrendamento tradicional. Penso que o ambiente de incerteza deixará muita gente em “stand-by”.

Aposta forte na construção nova e nos portugueses

TEMA DE CAPA

No sentido de dar a conhecer um pouco mais da marca, como surgiu a ideia da fundação da JPS Group e que resenha é possível fazer acerca do seu crescimento e contributo no mercado?

O mercado imobiliário em Portugal começou a recuperar ao longo do ano de 2015, tendo sido essa tendência de subida suportada pelo aumento da concessão de crédito por parte da banca, que tinha estado praticamente parada nos anos anteriores.
A par desta situação, começaram a surgir investidores estrangeiros, muitos deles impulsionados pelas políticas de investimento, como por exemplo as vantagens fiscais para não residentes, e os Vistos Gold, criados em 2012 mas que foram ganhando importância nos anos seguintes.

A JPS Group, atenta às oportunidades de mercado, começou nesta fase a abraçar a promoção imobiliária e a dar resposta às necessidades do mercado.

Fomos pioneiros na construção de obra nova em grande escala, para a classe média e média alta, na fase pós-crise, e fomos seguidos posteriormente por muitos outros promotores que estavam nessa altura centrados apenas na reabilitação do centro histórico de Lisboa. Esse talvez tenha sido o nosso maior contributo para o mercado imobiliário, pois os clientes portugueses simplesmente não tinham capacidade de comprar o que o mercado estava a oferecer, e nós ajudamos a mostrar que esse era o caminho, ao abraçar um projeto com mais de 120.000 m2 de construção e ao vendermos a sua totalidade ainda em planta.

Além desta dinamização do mercado, as nossas apostas têm como objetivo alcançar elevadas taxas de rentabilidade com um baixo risco, quer para nós, quer para o cliente. Contudo, é através do imenso trabalho que temos aportado, juntamente com o nosso rigor, excelência e persistência, que posso afirmar que, relativamente ao sucesso de vendas dos nossos projetos, alcançamos um crescimento acima da média.

Podemos afirmar que a aposta na construção nova e em projetos para as famílias portuguesas de classe média/alta está no ADN da JPS Group?

Sim, seguramente que esse é o nosso ADN. A JPS Group tem como missão selecionar os melhores negócios e desenvolver, projetos desde o business plan à construção e comercialização das unidades. Apostamos sim, na construção nova destinada às famílias de classe média/alta, mas sempre uma construção aliada a novos conceitos, de forma a dinamizar o mercado.

Somos uma empresa que dispõe de um conjunto de serviços integrados em todo o âmbito da promoção imobiliária e desenvolvimento imobiliário, desde a área de projeto até à venda e respetiva pós-venda. Não somos um promotor que apenas promove: nós pensamos, criamos, desenvolvemos e vendemos. Isto tudo com equipas próprias de arquitetura, engenharia, marketing, construção e comercial.

Ou seja: somos diferentes. E, além disso não nos fechamos, antes pelo contrário, estamos abertos às mais diversas propostas para desenvolvimento de projetos.  Contamos com uma equipa com uma vasta experiência que trabalha diariamente para atingir os níveis de excelência que também fazem parte deste nosso ADN. Acima de tudo, o nosso conceito integrado permite-nos conseguir preços mais competitivos para o nosso público alvo, sempre sem descurar a alta qualidade que dificilmente se encontra hoje em dia no mercado imobiliário.

O vosso caminho tem sido na construção nova. Contudo, decidiram voltar a apostar na reabilitação, certo?

O nosso caminho é e vai continuar a ser focado na construção nova. O Lapa River é um projeto de charme, muito pequeno, pois conta apenas com 10 frações e situa-se do centro histórico de Lisboa. Sendo que de um edifício antigo inserido num bairro muito tradicional, fizemos um projeto muito tecnológico porque consideramos que o mercado precisava de uma reabilitação aliada às novas tecnologias. Este projeto focou-se sobretudo em transformar apartamentos antigos em apartamentos dotados de alta tecnologia. Um projeto diferente, destinado a quem quer viver dentro do centro histórico de Lisboa com todas as comodidades e tecnologias da construção nova, inclusivamente piscina, mas mantendo o charme do próprio prédio.

Fale-nos um pouco mais do novo projeto do Royal Evolutee Villas and Apartments, uma parceria entre a JPS Group e o Grupo Albatroz.

O Royal Evolutee Villas and Apartments, é um projeto de construção nova e que está inserido num condomínio belíssimo à beira-mar, do qual fazem parte o Evolutee Hotel – Royal Óbidos Spa and Golf Resort 5*, assim como um dos melhores campos de golfe de Portugal.

Para desenvolver a envolvente residencial do Hotel, o Grupo Albatroz necessitava de um parceiro com grande know-how no desenvolvimento e construção de projetos de grande dimensão visto terem para desenvolver cerca de 600 unidades de luxo. Desta forma, vimos a oportunidade de entrar no turismo residencial dentro da Costa Oeste, que tem paisagens maravilhosas e condições únicas a 40 minutos de Lisboa. São 137 hectares com mais de 75.800 m2 de construção, com o loteamento aprovado e totalmente infra-estruturado, com a quase totalidade dos projetos licenciados, bem como um boutique hotel de 5 estrelas e o campo de golfe em pleno funcionamento.

E o que é que o Royal Evolutee Villas and Apartments, trará ao mercado?

Este novo projeto trará ao mercado um novo conceito, tanto para a Costa Oeste, como para o mercado imobiliário em Portugal. É o conceito do “ultra luxo” mas a preços acessíveis. Desenvolvemos a marca Royal Evolutee Villas and Apartments para ser vendida para primeira residência de muitos clientes, portugueses e estrangeiros, mas também para os que querem um retiro de férias próximo de Lisboa. Com estas novas construções, estamos a promover um empreendimento que vai marcar a diferença na Costa Oeste, uma vez que se trata de um “condomínio exclusivo” onde os residentes podem usufruir de piscinas privativas e dos vários serviços da unidade hoteleira de cinco estrelas, como por exemplo o club house, a piscina exterior de horizonte infinito, o ginásio e o Spa. Além disso, é possível usufruir do fantástico campo de golfe, considerado um dos melhores de Portugal, desenhado pelo prestigiado Severiano Ballesteros, onde terá lugar o Open de Portugal 2020. Ou seja, este empreendimento vai marcar a diferença no mercado português, porque oferecemos o expoente máximo do luxo, a preços considerados acessíveis para o segmento em causa, temos por exemplo moradias com piscina e cerca de 2000 m2 de jardim, a partir de 670.000 euros. Temos apartamentos turísticos com 5% de rentabilidade garantida a partir de 505.000 euros. Para um conceito de luxo máximo, são preços considerados muito acessíveis.

O setor imobiliário vive um bom momento e os últimos dados mostram que os preços das casas estão agora a suavizar. Como é que a JPS encara este momento?

Quando se fala em preços que estão a suavizar, fala-se no perfeito equilíbrio da economia do mercado, mas não teve impacto nos nossos projetos. O setor está muito mais profissionalizado e atento nesse aspeto dos preços de mercado. Percebemos também que as necessidades de hoje não vão ser as mesmas que as que existirão daqui a dois anos e a JPS Group prepara-se cada vez mais, para os desafios que vão surgir. E esses desafios vão seguir sempre a base do nosso conceito, ou seja, oferecer habitações de qualidade não entrando nas loucuras de preços.

O que distingue a JPS Group de outras promotoras imobiliárias?

Nós conseguimos distinguir-nos através da proximidade de qualidade que mantemos com o cliente e como já referi anteriormente, mantemos sempre uma qualidade máxima com preços acessíveis. No caso do Royal Evolutte Villas and Apartments até propomos o expoente máximo do luxo, a preços considerados acessíveis e é desta forma que em todos os nossos projetos nos destacamos.

O sucesso dos nossos projetos tem vindo a falar por si. Neste momento temos em desenvolvimento cerca de 1400 frações e mais de 700 já estão vendidas. Podemos afirmar que a JPS Group, faz o “fato à medida” dos seus clientes. Nós analisamos, idealizamos, promovemos, construímos e gerimos para que o resultado final seja satisfatório para o grupo e para os seus clientes.

Qual é o grande desafio para a JPS Group neste ano de 2020?

Pretendemos continuar com o projeto do Royal Evolutee Villas and Apartments, com a aposta de que vamos ter as vendas fechadas da totalidade das moradias isoladas e dos apartamentos turísticos até ao fim de 2020. Ou seja, 2020 será um ano de muito trabalho, com os objetivos focados nas vendas e também na aposta internacional, uma vez que queremos levar a JPS Group além-fronteiras. Neste momento, podemos afirmar que somos um dos maiores promotores imobiliários em Portugal em termos de números, valores de construção e volume de negócio. Os grandes desafios estão lançados, e é preciso continuar a fazer o trabalho que temos feito até aos dias de hoje.

“EM 2020 VAMOS CONTINUAR A CRIAR CIDADES COM FUTURO”

ABEL MASCARENHAS

Que linhas estratégicas estão definidas para que o IFRRU 2020 consiga dar resposta a todos os interessados que pretendem investir e que não encontram financiamento no mercado para o seu projeto?

O IFRRU 2020 é um instrumento financeiro do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, no âmbito do Portugal 2020. Definimos 4 elementos essenciais: 1) capacidade de financiamento de cerca de 1400 milhões de euros; 2) melhores condições de financiamento do mercado para o mesmo tipo de investimento; 3) prazo de maturidade mais longo até 20 anos dependendo do tipo de investimento em causa; 4) período de carência mais alargado até um máximo de 4 anos.

O IFRRU 2020 é assim o melhor programa de financiamento hoje disponível para reabilitação urbana e eficiência energética pois é aquele que oferece as melhores condições financeiras.

É considerado o maior programa de incentivo à reabilitação urbana lançado em Portugal. Considera que este instrumento financeiro é uma alavanca para a sustentabilidade das cidades e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, no que toca a criar novas oportunidades de desenvolvimento económico e social nos centros urbanos?

Claro que sim. No IFRRU 2020 são financiadas as operações que se localizem em Áreas de Reabilitação Urbana e/ou nos Planos de Ação de Regeneração Urbana ou Planos de Ação Integrados para as Comunidades Desfavorecidas, elaborados pelos Municípios, obtendo-se desta forma o enfoque nas áreas que mais carecem de intervenção. Para isso, temos um ponto focal em todos os Municípios através do Protocolo com a ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses) que emite o parecer de enquadramento prévio e vinculativo sobre as operações, garantindo-se que os investimentos a apoiar com recursos públicos se enquadram na estratégia planeada para a reabilitação urbana daquele território.

Os edifícios reabilitados podem destinar-se a qualquer uso, nomeadamente habitação, atividades económicas e equipamentos de utilização coletiva?

Sim, os edifícios podem ser recuperados e destinados a novos usos, sempre em consonância com as estratégias municipais definidas. Neste momento, mais de 40% dos nossos projetos destina-se a habitação, sendo os restantes maioritariamente destinados a atividades económicas e contando ainda com equipamentos de utilização coletiva. O objetivo do IFFRU 2020 é claro: mais habitação, mais emprego, maior sustentabilidade.

Concorda que este apoio ao investimento na reabilitação urbana está a gerar mais habitação, mas também mais emprego? Podemos afirmar que este programa de incentivo à reabilitação urbana poderá aglomerar uma conjunção de fatores positivos que poderão vir a favorecer também o mercado imobiliário? Em que sentido?

Sem dúvida, com os contratos celebrados atingimos 889 habitações que estão a ser reabilitadas e cerca de 3000 postos de trabalho que estão a ser criados.

O IFRRU 2020 permite diminuir o custo da operação de financiamento do investimento de reabilitação urbana, sendo que no caso da habitação, porque temos uma dotação pública exclusivamente destinada a financiar medidas de melhoria de eficiência energética na habitação, incentivamos ainda a implementação de elevados padrões de exigência de desempenho energético. Financiamos imóveis melhor construídos e energeticamente mais eficientes, contribuindo para a diminuição anual das emissões de gases com efeito de estufa que, neste momento, estimamos ser equivalente a uma diminuição nas nossas estradas de cerca de 8500 carros em circulação por ano.

A comissão Europeia lançou o European Green Deal que é a nova Estratégia para o Crescimento que elimina emissões enquanto cria empregos e é exatamente o que o programa IFRRU 2020 está a fazer, dando assim o seu contributo para este objetivo e por isso a sintonia não podia ser melhor.

No total foram assinados 151 contratos de financiamento, num montante de investimento de 479 milhões de euros. Considera que estes dados, demostram o interesse que este instrumento financeiro de reabilitação tem suscitado junto do mercado?

Em dezembro de 2019, são 190 contratos, num montante de 562 M€ de investimento, cobrindo um leque muito diversificados de beneficiários, empresas, particulares, IPSS e Câmaras Municipais. Além disso, temos 443 candidaturas e 1461 pareceres dos municípios emitidos, expressivo do interesse que o IFRRU 2020 tem suscitado.

Acredita que nos próximos meses, os contratos assinados e os montantes de financiamento aprovados possam aumentar substancialmente?

No segundo ano de operação o IFRRU 2020 passou a celebrar em média dois contratos por semana. Fechámos o nosso segundo ano com 190 contratos, o que significa um acréscimo de 168% e mais que duplicámos o investimento relativamente a 2018.

O IFRRU 2020 é um bom exemplo e uma referência na Europa pois foi considerado pela Comissão Europeia e pelo BEI um caso de estudo e de sucesso (que pode ser consultado no site fi-compass). Assim, em 2020 vamos continuar a criar Cidades com Futuro!

DURABILIDADE, INOVAÇÃO E FIABILIDADE

ANA FERREIRA

Há mais de 120 anos que a Miele, marca premium de eletrodomésticos, garante os melhores resultados, sendo o único fabricante deste setor a submeter os seus produtos a testes para assegurar uma vida útil equivalente a 20 anos.

Estamos orgulhosos, pelo facto de prestarmos um serviço pioneiro na produção de eletrodomésticos inovadores. A Miele representa tecnologia que não só cria novas possibilidades, como também estimula continuamente a criatividade.

As inovações disponíveis nos eletrodomésticos da marca definem novos padrões na tecnologia aplicada e redefinem a nossa vida diária. Por isso, trabalhamos para que os produtos façam a diferença e produzam um impacto positivo na vida de cada um e no mundo.

Os nossos produtos são fabricados com os mais altos padrões e de acordo com um controlo de qualidade rigoroso. A resistência dos materiais utilizados é um ponto fundamental, para que os nossos eletrodomésticos possam ter uma vida três vezes mais longa que a maioria do mercado.

Todos os componentes que são utilizados são pensados ao mais pequeno pormenor, por exemplo, desenvolvemos as nossas próprias eletrónicas de forma a podermos tirar o máximo partido das potencialidades ao dispor do utilizador. Além disso, todos os materiais que usamos podem ser reciclados, pois temos um compromisso com a sustentabilidade e com o ambiente.

Aparelhos domésticos inovadores e eficientes em termos energéticos, são uma contribuição fundamental para a sustentabilidade dos lares. Por isso, a Miele esforça-se para continuar a aumentar a eficiência energética de todos os seus grupos de produtos, mas de forma que não comprometam o resultado final.

Queremos facilitar o dia a dia dos nossos clientes e trazer-lhes produtos sempre melhores. Esta certeza tranquiliza-os, pois, sabem que a sua opção de compra pode acompanhar ao longo da vida, motivo pelo qual temos clientes fiéis em todo o mundo e que recomendam a marca.

A Miele é conhecida pelo investimento em tecnologia e pela aposta num design moderno – mas intemporal. A tecnologia é inevitável numa era onde as casas inteligentes já fazem parte do dia a dia de muitos consumidores. Procuramos combinar a aposta no design com tecnologias pioneiras que façam de facto a diferença no produto final.

Acreditamos fortemente que a tecnologia pode inspirar a criatividade e conduzi-la a um nível mais elevado. E quando isso acontece é possível alcançar resultados perfeitos. Essa é a medida de dedicação, entusiasmo e qualidade, que colocamos em todos os nossos produtos e isto aplica-se não só aos cuidados e tratamento da roupa, da louça, mas também às mais diversas experiências gastronómicas na cozinha.

Exceder os limites do possível, é o desafio que nos motiva constantemente a criar ainda mais e a ir mais além, porque a Miele cumpre o seu compromisso “Immer Besser” (Sempre melhor). O que significa que fazemos todos os possíveis para sermos sempre melhores.

No que toca ao futuro, estamos comprometidos em não fazer qualquer cedência no que diz respeito à fiabilidade e durabilidade dos nossos eletrodomésticos. A base para o crescimento da Miele, continua a ser o compromisso com a qualidade, os benefícios para o cliente, as inovações inspiradoras e a elegância intemporal.

“INOVAÇÃO PARA UMA VIDA MELHOR”

Marco Maltez

A LG é hoje uma das principais marcas a nível nacional e internacional, sendo também conhecida pela fiabilidade, qualidade e excelência dos produtos apresentados.  Apenas para contextualizar junto do nosso leitor, de que forma é que a marca tem vindo a contribuir no domínio da qualidade do vosso setor de atuação e quais são as características da mesma que lhe perpetuam um sentido diferenciador e promotor de qualidade?

A LG tem vindo a merecer, desde sempre, a confiança dos consumidores, devido à qualidade reconhecida dos nossos produtos e soluções de home appliances. Este posicionamento só se alcança através de uma constante aposta na inovação dos nossos produtos.

Veja-se o caso do motor exclusivo que desenvolvemos, o Inverter Linear no caso dos frigoríficos e o Inverter DirectDrive para as máquinas da roupa, ambos oferecem uma garantia de dez anos. Aliás, o ciclo de vida dos nossos eletrodomésticos é um dos aspetos mais apreciados pelos nossos clientes, razão pela qual lançámos recentemente os combinados LG Centum
System™, que combina uma garantia de 20 anos com uma maior eficiência energética.

Estas constantes evoluções dos nossos motores vêm permitir o desenvolvimento de um vasto conjunto de características diferenciadoras e únicas no mercado, tal como, as novas máquinas de lavar com inteligência artificial, LG AI DD™.

É legítimo afirmar que uma das mais valias da marca passa por envolver as pessoas e oferecer-lhes novas experiências e soluções otimizadas? Como perpetuam esse desiderato?

Entender os nossos clientes e poder fornecer-lhes novas experiências e soluções otimizadas através de uma aposta constante na inovação é crucial para podermos fazer parte do seu dia-a-dia. Sendo o nosso objetivo, melhorar a qualidade de vida dos nossos consumidores, vamos focar e desenvolver tecnologias que de facto venham a contribuir para esse fim. Sabemos que a poupança de tempo é um fator determinante nas máquinas de lavar, por isso, lançamos o TurboWash 360°, uma função que permite fazer lavagens em apenas 14 minutos. “Inovação para uma vida melhor” é a missão pela qual a LG rege o seu trabalho diário em todo o mundo e tal só é possível através de uma grande aposta no trabalho de investigação e desenvolvimento para criar soluções tecnológicas que vão ao encontro das necessidades dos nossos clientes.

Como é que a inovação tem sido um aliado natural e comum da LG no desenvolvimento de soluções e produtos que marquem a diferença perante o mercado?

A LG cria produtos que refletem as necessidades e preferências específicas dos clientes. Podemos dar os mais variados exemplos das nossas soluções. Tal como já referi, lançamos agora as máquinas com inteligência artificial, que têm um mecanismo que identifica os tecidos e ajusta automaticamente os movimentos e ideias à lavagem. Para quem tem alergias e para lavar as roupas dos bebés, criamos o programa Steam+ que elimina em 99,9% os agentes alergénicos, tais como pó e ácaros. No caso dos frigoríficos, desde os americanos sem canalização, às várias tecnologias que fazem um arrefecimento mais rápido e uniforme, à grande capacidade e eficiência energética. São tudo tecnologias exclusivas que vão de encontro às necessidades dos nossos clientes.

É uma preocupação vossa que o cliente sinta essa ligação entre a marca e a inovação?

Mais do que uma preocupação, queremos sim que o cliente saiba que desenvolvemos equipamentos à medida das suas necessidades, sendo que, muitas vezes, até as antecipamos. Por exemplo, os eletrodomésticos inteligentes abrem um novo mundo de possibilidades que até então era impensável, viemos mostrar que para além de tecnologias que criamos para colmatar as necessidades primárias, viemos também acrescentar valor com funções como a connectividade WIFI.

Quando falamos de eletrodomésticos, é normal abordar questões como durabilidade, fiabilidade e qualidade dos mesmos. Neste sentido, como é que a LG garante aos consumidores/clientes que os seus produtos fomentam essas distinções?

Como nenhuma outra marca, a LG é sinónimo de durabilidade, fiabilidade e qualidade. Veja-se que os nossos eletrodomésticos contam com garantias de dez anos, e ainda lançamos três combinados com 20 anos de garantia, o que só é possível graças à tecnologia exclusiva que desenvolvemos e aos materiais que empregamos nos nossos equipamentos.

Sente que hoje as pessoas querem um eletrodoméstico para a «vida toda»? Isso é viável? Como é que a LG vê esta ideia? Sente que hoje o consumidor já não compra um determinado eletrodoméstico olhando somente para o preço do mesmo? A marca por detrás do mesmo é essencial?

O cliente que compra um equipamento LG sabe que está a comprar um equipamento do futuro, um eletrodoméstico inovador capaz de responder e de se adaptar a qualquer desafio do dia-a-dia. Por isso, os clientes que procuram este tipo de equipamentos não olham para o preço, mas sim para a tecnologia. É o que nos diferencia.

Cimentaram a vossa liderança na área dos televisores e das máquinas de lavar roupa. Estão no topo no domínio dos frigoríficos de maior valor e registaram um crescimento em outros segmentos. Hoje a LG é o principal líder nestes segmentos? O que falta fazer para continuar a crescer nestes e outros segmentos da marca?

A LG é líder mundial inegável em soluções de home appliances e também de home entertainment, posicionando-se no topo da tabela entre as principais empresas de tecnologia. Orgulhamo-nos de sermos visionários, de tal forma que se hoje somos líderes é porque andamos sempre com os olhos postos no futuro. E este é o nosso maior compromisso para com os nossos clientes: continuar a apostar na inovação, construindo um futuro cada vez melhor.

A marca assume também uma filosofia muito assente na responsabilidade ambiental, com, por exemplo, uma política de eco design. O que tem realizado a LG no domínio dos eletrodomésticos no âmbito da promoção e defesa da responsabilidade ambiental?

Desde 1994, a LG tem vindo a implementar sistemas de gestão ambiental ao longo do ciclo de vida dos seus produtos, desde o seu desenvolvimento até ao fim da sua utilização, de forma a reduzir a pegada ambiental da empresa. Ao nível da Política de Responsabilidade Social e Corporativa, a missão passa pela criação de um sistema de gestão e de um portefólio que assegurem um ambiente melhor.

Neste sentido, uma das maiores inovações da LG surge no momento da produção dos equipamentos eletrónicos, com uma forte política de eco design a nível mundial que pressupõe um processo de montagem que é executado de forma a que o desmantelamento permita a reciclagem de grande parte dos componentes.

Também o desenvolvimento das embalagens é avaliado tendo em conta o cumprimento de 22 pontos-chave, tais como a redução do volume e peso, a otimização da eficiência logística e o uso mínimo de substâncias perigosas de forma a minimizar os seus efeitos ambientais. Em complemento, foi introduzida em 2012 uma diretriz para o design de Embalagens Verdes para televisores e smartphones a que se juntaram, no ano seguinte, orientações específicas para outras gamas de produtos como frigoríficos, máquinas de lavar e aspiradores.

Além disso, a LG tem vindo a desafiar a sociedade a repensar a sua atitude perante o lixo eletrónico. Para o efeito, organizámos em maio o e-Waste Summit, o primeiro encontro de análise do panorama português de gestão dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos. Este momento de debate surgiu da união entre a LG Electronics Portugal e a ERP Portugal para consciencializar os portugueses para algumas das principais ameaças ambientais. Paralelamente, somos parceiros noutros projetos que vêm alertar para a causa: Geração Depositrão, que conta com o envolvimento de mais de 900 entidades, 420 mil alunos e cerca de 40 mil professores, e a Campanha “Reciclar é um Festival”, que pretendia promover a recolha de eletrodomésticos usados ou danificados, de qualquer marca, na compra de um produto LG.

Neste segmento, o que podemos esperar da marca para 2020? Que desafios existem para a mesma e como pretendem continuar a ser um dos principais líderes no mercado luso?

A LG Portugal tem tido um dos desempenhos mais positivos e consistentes do continente europeu. Cimentamos a liderança na área dos televisores, posição que mantemos e consolidámos há três anos, e conquistámos o topo da tabela nas máquinas de lavar roupa. Surgimos também em primeiro lugar nos frigoríficos de maior valor, em especial nos Americanos Side by Side. Também as áreas de Sinalética Digital e de Soluções de Ar Condicionado registaram aumentos relevantes.

São desempenhos como estes que sustentam o crescimento constante da faturação na ordem dos dois dígitos da LG Portugal, mesmo em períodos em que, a nível mundial, o mercado não registou uma performance tão positiva. As nossas expetativas para 2020 são elevadas e estamos confiantes de que vamos conseguir manter, e até aumentar em alguns casos, este nível de crescimento.

Paralelamente, continuaremos a desenvolver enormes esforços no sentido de alertar para a necessidade de proteger o meio ambiente, seja a optar por produtos e equipamentos mais eficientes, como é o caso dos eletrodomésticos LG, seja a desenvolver iniciativas e medidas eco-friedly, como a segunda edição do e-Waste Summit e o compromisso assumido com a neutralidade carbónica, que esperamos atingir em 2030.

Escolher LG é…?

Escolher inovação tecnológica aliada à utilidade. É optar por equipamentos com alta tecnologia, eficientes e fiáveis.

PONTO. DE ENCONTRO OBRIGATÓRIO

Trivalor SGPS abriu recentemente o seu primeiro restaurante PONTO.. Como surgiu a ideia da criação deste movimento saudável direcionado para a restauração coletiva?

Na Trivalor, estamos focados em servir bem-estar às empresas com quem trabalhamos e a todas as pessoas com quem lidamos no dia-a-dia. Com esta nova aposta, a Trivalor pretende continuar a seguir a missão a que sempre se propôs, servir “bem-estar”, tornando-o agora também “saudável”.

Com o restaurante PONTO. quisemos ir ainda mais longe, pois sabemos que se queremos provocar mudanças não o podemos fazer sozinhos. Por isso, desafiámos várias empresas a juntarem-se a nós, a abraçarem este objetivo e torná-lo uma causa comum, para criar um movimento que defenda o que é “saudável”. Queremos ser a boa influência no trabalho e na vida familiar de cada um. Outro dos objetivos é responder às novas gerações, que estão a chegar ao mercado de trabalho e queremos dar-lhes uma oferta que valorizam.

Apesar de termos esta forte vertente do “saudável” nos restaurantes PONTO., estes espaços foram pensados para estimular a partilha, onde todos são bem-vindos. Assim, temos uma oferta equilibrada e abrangente, que passa por opções tão diversas como pratos vegetarianos, vegan, de peixe, carne, saladas e comida feita ao momento, bem como uma oferta diversificada para cafetaria.

Falem-nos um pouco mais deste conceito 360º de restauração para empresas, escolas e eventos concebido à medida e de chave na mão.

Sabemos que o mundo está a mudar, e com ele também se alteram os hábitos. Acreditamos que as empresas têm de acompanhar estas mudanças. Hoje em dia é notório, sobretudo nas gerações mais novas, onde os extras que as empresas têm para oferecer são muito valorizados. Para surpresa de muitos, não é o fator monetário mas sim a preocupação que têm pela qualidade de vida dos seus colaboradores durante o período de trabalho.

Imagine ter na sua empresa um restaurante ou cafetaria que pode ser usado durante todo o dia, e que pelas suas características arquitetónicas e funcionalidades, aliado à estética e a um ambiente acolhedor, os seus colaboradores podem fazer uma pausa. Onde para além de tomarem uma refeição, podem fazer uma reunião de trabalho informal, ou mesmo trabalhar durante o dia. Este é o nosso novo conceito “360º de restauração”, que se traduz em restaurantes e cafetarias de empresas que são especialmente pensados e projetados para serem sentidos e vividos. Os “360º” são locais que promovem uma excelente experiência ao consumidor, com simplicidade e autenticidade, associado a um leque alargado de oferta. Aqui tudo foi pensado ao pormenor e a palavra sustentabilidade é levada a sério. Os materiais utilizados são todos recicláveis e promove-se a compostagem dos materiais e resto de frutas e legumes.

Este é um moderno conceito de restaurante de empresas, facilmente replicável e adaptável a todos os tipos de espaços e áreas. As vantagens de aderir e passar a ter um 360º na sua empresa são muitas, designadamente o aumento da produtividade e dos níveis de satisfação dos colaboradores. Dar vida a espaços que por regra têm pouca utilização, e que deste modo são convertidos em lugares que não se destinam exclusivamente às refeições, mas que podem ser usados para outras atividades complementares e fora do horário das refeições.

Estamos a falar de refeitórios e cafetarias com uma oferta alimentar na ementa diária mais saudável, com a introdução de pratos inovadores, redução de gordura e teor de sal. De que opções saudáveis estamos a falar?

A abordagem passou por criar ou adaptar soluções do ponto de vista nutricional que, por vezes, se consegue através da substituição de alguns ingredientes. Por exemplo, num dos nossos bolos de chocolate substituímos a farinha convencional por farinhas integrais, retirámos toda a manteiga que a receita previa e introduzimos a curgete e meia chávena de azeite, para manter a humidade e garantir as reações que favorecem o crescimento e arejamento da massa.

Também os nossos bolinhos de bacalhau incorporam espinafres para retirar a farinha e reduzir a quantidade de batata e são feitos no forno. No caso do brownie, substituímos todo o açúcar refinado por um terço da quantidade de açúcar amarelo e beterraba. Temos ainda uma gama alargada de águas aromatizadas e bebidas frescas para evitar os refrigerantes.

Para a cafetaria, desenvolvemos soluções de snacks doces sem açúcar como as barrinhas de cereais à base de tâmaras ou os snacks e tartes salgadas feitos no forno, com quantidades residuais de gordura e sal face aos produtos convencionais. Temos menus sazonais, porque privilegiamos o uso de ingredientes da época e respondemos a vários níveis de serviço, desde uma simples coffee station para uma reunião até uma refeição com vários pratos. O foco é sempre o mesmo: alternativas equilibradas e muito saborosas. Deste modo, a oferta mais saudável acaba por ser transversal no serviço de alimentação. Vai desde os pratos principais (carne, peixe, vegetariano, vegan) às sobremesas, mas também aos produtos convencionais de cafetaria e mais recentemente às soluções para catering de eventos.

De que modo esta paixão por uma alimentação melhor é transmitida nos vossos produtos individualmente?

Todas as nossas receitas são pensadas e desenvolvidas por uma equipa especializada que engloba chefs e nutricionistas, e são analisadas não só pelo sabor, inovação, mas também pelas suas características nutricionais. Temos uma grande preocupação em reduzir o sal, açúcar e gorduras das nossas receitas, mas sempre com a preocupação do sabor. Por vezes demoramos algum tempo a encontrar esta conjugação perfeita, porque “saudável” não tem a ver com dieta, “saudável” é bom e tem que saber bem!

Como é que através da criação do PONTO., desafiam as empresas e as escolas a inspirar os seus colaboradores e alunos, incentivando-os a adotarem um estilo de vida mais saudável?

O PONTO. é muito mais do que um prato ou um espaço, e quem adere a este novo conceito tem acesso a um conjunto de iniciativas e materiais com uma abordagem jovem e comunicação dinâmica.

Desenvolvida por uma equipa de especialistas, temos uma comunicação específica para cada um dos segmentos, sejam empresas, estabelecimentos de ensino ou eventos. Acreditamos que a melhor forma de passar a mensagem é pela nossa experiência.

A saúde e alimentação das crianças é cada vez mais a principal prioridade dos pais. Mas será que nas escolas se cumprem as regras para os mais pequenos terem um estilo de vida saudável? Completar o dia das crianças com refeições mais saborosas e saudáveis faz parte de um dos vossos grandes objetivos?

Para as escolas já temos uma oferta alargada de receitas saudáveis e saborosas, mas não nos podemos esquecer que desenvolver hábitos para uma vida saudável desde cedo não se baseia só em bons hábitos alimentares. Pode ajudar, mas não é suficiente. É importante promover o exercício físico e outras práticas equilibradas para favorecer e aumentar qualidade de vida.

Consideramos que neste segmento existem responsabilidades acrescidas. Se por um lado temos de responder às necessidades nutricionais específicas de crianças e adolescente não perdendo de vista o objetivo do sabor e da apresentação, por outro queremos ser um agente ativo na formação destas crianças e adolescentes nas suas escolhas alimentares.

Investimos muito numa comunicação pedagógica, mas lúdica, porque acreditamos que é na fase de crescimento que se constroem os modelos de comportamento e se determinam padrões de consumo. Mais do que impor escolhas saudáveis neste segmento, queremos promover a autonomia e a responsabilidade nas escolhas. Em relação aos hábitos alimentares é importante garantir que perduram no tempo e que se mantêm durante a vida adulta. Trabalhamos não só com os alunos, mas também com os pais e educadores para da melhor forma conseguirmos passar a nossa mensagem de hábitos de vida mais saudáveis.

Os hábitos alimentares estão a mudar e o consumidor moderno procura cada vez mais alimentos diferentes e inovadores, tanto dentro como fora de casa. Considera que atualmente o PONTO. representa respostas suficientes para estas tendências do mercado?

No PONTO., somos curiosos por natureza. Por ser um produto recente e inovador, estamos em constante aprendizagem, evolução e crescimento. Estamos a trabalhar para aumentar a nossa oferta e desenvolver escolhas dirigidas aos nossos consumidores e clientes em todas as alturas do seu dia e da sua vida.

Salário médio bruto subiu 2,7% para 1.276 euros em 2019 , divulgou o INE

Texto e foto: LUSA

A remuneração bruta mensal média por trabalhador aumentou 2,4% no 4.º trimestre de 2019 para 1.418 euros, subindo 2,7% para 1.276 euros no conjunto do ano, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A remuneração bruta regular — que resulta da soma das remunerações brutas de caráter regular e frequência mensal, e exclui componentes como subsídios de férias e de Natal — aumentou 2,5%, atingindo 1.041 euros, no mesmo quarto trimestre de 2019, face ao mesmo período do ano anterior.

Os dados referem-se a 4,2 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações. “Em termos reais, tendo em consideração a taxa de variação do Índice de Preços do Consumidor, no mesmo período, a remuneração bruta mensal média por trabalhador aumentou 2,1% e a componente regular aumentou 2,2%”, ressalva o instituto.

Em 2019, a remuneração bruta mensal por trabalhador aumentou 2,7%, para 1.276 euros, e a componente regular subiu 2,6%, para 1.038 euros, mas em termos reais as variações foram de 2,4% e 2,2%, respetivamente.

Em 2018, em termos nominais, a remuneração bruta mensal média tinha aumentado 2,1% (e a componente regular 1,7%) e, em termos reais, 1,1% (e 0,7%, respetivamente).

Quanto à remuneração por atividade económica, o INE registou, em dezembro de 2019, que a remuneração total variou entre 860 euros, na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, e 3.403 euros, nas atividades de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio.

Por sua vez, a remuneração regular variava entre 653 euros, nas atividades administrativas e dos serviços de apoio, e 2.497 euros, nas atividades de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio.

Em relação ao período homólogo de 2018, a maior variação da remuneração total foi registada nas atividades das indústrias extrativas (5,6%), seguida das atividades administrativas e dos serviços de apoio.

A remuneração por dimensão de empresa revela que, em 2019, a remuneração total variou entre 804 euros nas empresas do escalão de um a quatro trabalhadores e 1.578 euros nas empresas com 250 a 499 trabalhadores, enquanto nas empresas com 500 e mais trabalhadores a remuneração total foi inferior, de 1.562 Euros.

“A remuneração média por trabalhador no escalão de 50 a 99 trabalhadores (1.257 euros) foi a que se situava mais próxima do total da economia (1.276 euros)”, afirma o INE.

Serviço Nacional de Saúde pagou 550 milhões de euros de dívidas em 2019

Texto e foto: LUSA

António Costa afirmou esta sexta-feira que, em 2019, o Estado reduziu a dívida do Serviço Nacional de Saúde em 550 milhões de euros, e que pretende que até março de 2020 estejam saldados mais 200 milhões.

Em Santarém, onde esta sexta-feira inaugurou ao lado da ministra da Saúde, Marta Temido, a requalificação do Bloco Operatório Central e do Bloco de Partos do Hospital, o líder do Governo anunciou que “até ao final deste mês, princípio do próximo, serão pagos mais 200 milhões de euros de pagamentos em atraso”.

A redução da dívida e “o maior reforço de sempre de dotação no Orçamento do Estado (OE)” aprovado na quinta-feira, permitem ao SNS arrancar com “condições” como há muito não existiam, disse o primeiro-ministro, acrescentando que “o fundamental agora é transformar esses 941 milhões [de dotação] em qualidade do serviço prestado” aos utentes. Ou seja, criar “melhores condições para atrair e motivar os profissionais, melhores condições de instalações, melhores condições de equipamentos, exemplificou.

O Governo tem como objetivo criar condições para internalizar no SNS muito do dinheiro que o Estado está a gastar na contratualização de serviços no setor privado.

A intervenção nas duas unidades do hospital de Santarém permitem agora reforçar a sua capacidade de resposta em termos de intervenções cirúrgicas e do número de partos, representando para o Estado um investimento de cerca de 6,5 milhões de euros, dos quais 4,1 milhões em obras e 2,4 milhões em equipamentos.

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