Inicio Autores Posts por Vanessa Ferreirinha

Vanessa Ferreirinha

649 POSTS 0 COMENTÁRIOS

“A NOSSA FORMA DE ATUAR É CLARA E PRIMA PELA QUALIDADE”

FERPINTA Moçambique assume-se atualmente como uma marca de enorme relevo, que coloca a sua orgânica em prol da satisfação total do cliente. Neste domínio, como que tem vindo a marca a promover um percurso em prol da sua solidificação no mercado moçambicano?

Estamos presentes no mercado desde 1997, desde o início assumimos uma postura de compromisso com o mercado e acreditamos no potencial do mesmo. Como referem, e bem, a satisfação do nosso cliente é uma premissa base para a solidificação da imagem da Ferpinta Moçambique como player de referência no setor. Houve, no entanto, necessidade de adaptação e alargamento do nosso leque de produtos por forma a corresponder às necessidades do mercado.

A origem da FERPINTA Moçambique faz parte da estratégia de internacionalização da empresa mãe, a FERPINTA SA. É importante esta ligação à casa mãe para alcançarem os vossos desideratos? Além das vantagens recorrentes disso mesmo, é legítimo afirmar que esta ligação aumenta as exigências, obrigando-vos a ser ainda melhores para responder a todas as necessidades do mercado?

É inequívoca ligação da Ferpinta Moçambique para com a casa mãe. Todo o know-how de hoje advém de experiência adquirida no mercado nacional e europeu, adaptado aquilo que é a realidade Africana. Independentemente do mercado que operamos, a nossa forma de atuar é clara e prima pela qualidade que por que sempre pautou a Ferpinta.

De que forma é que a FERPINTA Moçambique tem vindo a edificar uma posição no mercado moçambicano como referência na produção e comercialização de produtos siderúrgicos?

A palavra-chave volta a ser a qualidade. Num mercado extremamente concorrencial, pautamos por aquilo que poucos conseguem oferecer de forma extremamente competitiva. A diversidade de produtos adaptados à realidade do mercado, aliados com a dispersão geográfica que temos no mercado, quer com armazéns como com distribuidores, fazem da Ferpinta Moçambique uma empresa referência da área de atuação.

É legítimo afirmar que uma das grandes valias da marca passa pela sua capacidade em descentralizar a sua atuação, ou seja, está presente nos grandes centros urbanos, mas também nas áreas mais limítrofes? Esta estratégia é fundamental para criar uma dinâmica de confiança com o cliente?

As escolhas geográficas das áreas de atuação da Ferpinta Moçambique foram estratégicas. Se olharmos para o mapa de Moçambique, conseguimos perceber a nossa que a nossa dispersão desde cedo em três regiões chave, ajudou a colher frutos na era atual. A Beira, local onde temos a operação fabril está localizada no centro do país, permitindo competitividade norte a sul e criando ainda excelentes linhas de exportação com a Zâmbia, Zimbabué, Malawi, Africa do Sul e Tanzânia. A localização do porto permite-nos ainda exportar para outras regiões como Madagáscar, Ilhas Reunião e Maurícias.

Outra delegação a sul, Maputo permite o armazenamento e distribuição de produtos na capital, bem como reforçar a capacidade de trading via Africa do Sul. Por fim, a delegação mais a norte, Nacala, dá-nos oportunidade de estar próximo da zona que acreditamos ser o futuro do país.

No domínio da vossa orgânica, como tem sido a inovação um pilar essencial no vosso sucesso?

Inovação e polivalência são sem dúvida palavras chave para o sucesso no mercado. O facto o nosso produto ser certificado e obedecer a restritos métodos de produção e controlo de qualidade ajudam a diferenciar a Ferpinta Moçambique da concorrência.

Sente que a FERPINTA, no seu todo, é hoje um exemplo claro no contributo para as relações de cooperação na CPLP? É essencial que se criem estas estratégias e dinâmicas?

Como se diz na gíria: juntos somos mais fortes. É, sem dúvida, essencial essa dinâmica e cooperação.

Quais são os principais desideratos da FERPINTA Moçambique para 2020 e quais as expetativas da marca para continuar a explorar o potencial de crescimento moçambicano nas vossas áreas de atuação?

No próximo ano temos articulada a compra de duas novas máquinas para reforçarem a operação em áreas que o mercado está debilitado. Além da aquisição de máquinas estamos também a obter novas certificações para diferenciar ainda mais o nosso produto e estarmos aptos para fornecimentos específicos em projetos no norte do país.

Para quem não conhece a FERPINTA, que mais valias podem oferecer a todos aqueles que vos escolhem como parceiros de negócios?

Qualidade, competência, honestidade e, acima de tudo, um parceiro fidedigno.

“MELHORIA DO AMBIENTE DE NEGÓCIOS E FACILITAÇÃO DO PROCESSO DE INVESTIMENTO”

De que forma é que é executada a promoção das exportações e subsequente captação do investimento privado?

No sentido de promover a captação de investimentos e assegurar o desenvolvimento da competitividade das empresas nacionais e promover a sua internacionalização a AIPEX criou o PROCIP (Programa de Promoção e Captação do Investimento privado), cuja a estratégia assenta em 5 pilares fundamentais, designadamente: focar a atração do investimento privado em sectores e clusters prioritários; priorizar a atuação em países e investidores de maior potencial; valorizar Angola como destino de investimento privado; acelerar a captação de investimento privado com “Investidor 360 graus”; garantir excelência operacional da AIPEX.

Relativamente a competitividade das empresas nacionais e promoção da sua internacionalização, importa referir que a AIPEX, criou o PROEXPORT (Programa de Promoção das Exportações), que em paralelo com o PDN (Plano de Desenvolvimento Nacional) visa a substituição das importações e aumento das exportações mediante investimento focado na produção interna.

Estas ações têm sido acompanhadas mediante a participação das empresas nacionais em Feiras de negócios internacionais e Fóruns económicos internacionais que visam a captação de IDE criteriosamente selecionados pela Agência para permitir a competitividade das empresas nacionais e promoção da sua internacionalização.

Como é que é elaborado, por parte da AIPEX, o apoio institucional e acompanhamento da execução dos projetos de investimento e internacionalização das empresas angolanas?

A AIPEX no âmbito das suas competências previstas no artigo 26.º do Decreto Presidencial n.º 81/18 de 19 de março, tem um Departamento de Apoio e Articulação Institucional, que tem como atribuições a interação com os Departamentos Ministeriais responsáveis/intervenientes no sistema de investimento privado, de modo a permitir que sejam superados determinados constrangimentos que até então os investidores enfrentavam, bem como a com vista a garantir maior celeridade no tratamento desses.

Por outro lado, o acompanhamento da execução dos projetos é feito para garantir a sua efetiva implementação nos termos em que foram registados. A AIPEX acompanha e fiscaliza a implementação dos projetos de investimento através de relatórios trimestrais do estado do projeto, e das visitas regulares programadas ou solicitadas pelos departamentos a nível interno. Os investidores devem apresentar os relatórios até 15 (quinze) dias após o término do trimestre de acordo com os nºs. 1 e 3 do art.º 17º, do Decreto Presidencial n.º 250/18 de 30 de outubro, até a sua efetiva implementação. Uma vez implementados, ficam dispensados da prestação anual de informações, sem prejuízo de fornecê-las sempre que solicitadas pelo serviço de acompanhamento de fiscalização da AIPEX.

De que forma é que a AIPEX promove e capta investimentos privados de origem interna e externa suscetíveis de contribuir para o desenvolvimento socioeconómico de Angola?

A AIPEX promove e capta investimentos privados de forma externa e interna das seguintes formas: realizando fóruns de forma a permitir que os investidores se familiarizem com o ambiente de negócios em Angola; através dos meios de comunicação social, jornais, rádio, televisão e internet para dar a conhecer aos investidores e ao público em geral os objectivos da AIPEX. A AIPEX tem fornecido mensalmente os dados estatísticos referente ao investimento privado para o jornal de Angola, e os canais diplomáticos que a partida deveriam ser o primeiro contato do investidor sobre a realidade das oportunidades de investimento existentes no país.

Contribuem para a criação de condições propícias para a realização de investimento privado em Angola? De que forma?

Sim, a AIPEX contribui para a criação de condições propícias para a realização de investimento privado em Angola, facilitanto os serviços de pré-estudo, estudo de viabilidade e de mercado, com o apoio com dados e contatos, bem como articulando com as diversas instituições públicas e privados que interferem no processo de investimento, em nome e a favor do Investidor. Portanto, a AIPEX melhora o ambiente de negócios para o investidor.

A AIPEX é o interlocutor único do investidor em todas as fases do processo de um investimento?

No que diz respeito ao processo de investimento privado a AIPEX pretende tornar-se o único interlocutor com quem o investidor poderá fazer a interface para consolidar as várias fases existentes para a implementação do projeto. Desde a obtenção de licenças, dos vários setores públicos, serviços migratórios, comunicações com o fim de reduzir as cargas burocráticas sobre o investidor na fase de implementação dos projetos.

Como é que é apoiam os investidores e acompanham as propostas de investimento de forma a assegurar as condições para a boa execução dos projetos de investimento?

Uma das premissas existentes no objecto da AIPEX, consiste na melhoria do ambiente de negócios e na facilitação do processo de investimento, bem com a implementação de políticas governamentais que visem atrair investimentos privados nacionais e estrangeiros, bem como a promoção das exportações de modo a reduzir o custo na balança comercial. Nesta conformidade a AIPEX criou a figura do gestor do investidor sendo ele o ponto do contato dos investidores com a AIPEX facilitando o intercâmbio de informação. O gestor, alinhado com o Departamento de Apoio e Articulação Institucional, tem como função sanar as dificuldades e/ou constrangimentos que os investidores têm ao longo da execução do projeto bem como auxiliar o cumprimento da legislação aplicável.

A AIPEX apoia o crescimento de uma economia diversificada e estável no mercado angolano? Através de que estratégia?

A AIPEX pode contribuir para a implementação das políticas e programas de substituição das importações e aumento das exportações mediante o PROCIP e o PROEXPORT na medida em que os setores prioritários que me referi atrás e que fazem parte destes programas foram selecionados com base nas prioridades do executivo e do impacto na economia nacional.

Considera que a diversificação das exportações é importante, para que Angola participe de forma significativa e competitiva na economia global? De que forma é que a fomentam? Através de que iniciativas?

A nossa actução na promoção das exportações tem 5 iniciativas, assim apresentadas:


  1. Coordenação institucional,
    através de iniciativas de:
  • Coordeneção institucional nacional;
  • Coordenação institucional internacional.

  1. Capacitação técnica e empresarial, através de iniciativas de:
  • Promoção de certificação e standards
    internacionais;

  • Capacitação dos recursos humanos;
  • Navegação no ecossistema nacional para exportar – balcão único do exportador.

III.
Reforço do financiamento e dos
incentivos, através de iniciativas de:

  • Apoio à concretização de linhas de crédito internacionais;
  • Promoção de apoio financeiro nacional
    à exportação;
  • Promoção de incentivos do Estado
    às exportações.

  1. Promoção Comercial Internacional, através de iniciativas de:
  • Market intelligence
    elaboração de estudos de mercado;
  • Marketing e comunicação dos produtos nacionais;
  • Emparelhamento de negócios;
  • Apoio à navegação internacional
    do exportador.

  1. Aceleração da capacidade de
    exportação, através de iniciativas de:
  • Atracção de investimento externo para
    aumento da capacidade exportadora;
  • Execução de projectos piloto.

Para a AIPEX, um elemento importante para a sustentabilidade do processo de desenvolvimento de Angola reside no seu relacionamento com o exterior e na inserção competitiva da economia no contexto internacional?

Sim, através dos indicadores económicos que o executivo tem demonstrado na sequência do Programa de Estabilização Macroeconómica iniciado em janeiro de 2018, nesse mesmo ano e pela primeira vez em três anos, o país registou um saldo orçamental positivo de 2,2% do PIB. Os dados preliminares apontam para um saldo orçamental igualmente positivo em 2019. De assinalar que no fim do primeiro semestre deste ano o saldo orçamental foi positivo em cerca de 1,3% do PIB.

O facto de se ter saído de uma situação orçamental deficitária para uma situação superavitária é de uma grande importância, pois tal significa que o país terá menores necessidades de endividamento e pode escapar-se de uma autêntica armadilha da dívida.

A AIPEX contribui na melhoria do ambiente de negócios e aumento da competitividade das empresas, quer seja, para investidores nacionais ou internacionais. No domínio da CPLP, de que forma é que a AIPEX tem contribuído para o crescimento destas relações e parcerias entre os países membros?

A AIPEX tem contribuído para o crescimento destas relações e parcerias entre os países membros assinando memorandos de entendimento com as congéneres de forma a facilitar o intercâmbio, formação de quadros, trocas de experiência, seria uma oportunidade a médio longo prazo os países membros da CPLP criarem uma lei única que facilite as trocas comerciais (importação, exportação), com isenções nas importações e exportações.

Considera importante esta cooperação mútua entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa? De que forma?

Sim, é importante, tendo em conta a história dos países membros, apesar da dispersão geográfica, podemos considerar relevante esta cooperação mútua entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, de formas a facilitar a livre circulação de pessoas e bens, a mobilidade dentro da comunidade, a criação de uma moeda única de troca para os negócios feitos dentro da comunidade.

A importância de exportar para uma empresa, destaca-se por…?

As vantagens para a empresa são: a geração de receitas em divisas e consequente disponibilidade de reservas em divisas; diversificação da carteira de clientes, não ficando dependente unicamente da conjuntura interna; realização de economias de escala pela maior dimensão do mercado.

“AMBICIONAMOS UMA PRESENÇA MAIS FORTE EM PORTUGAL E NO CONTINENTE AFRICANO”

 

A Asseco PST (Portuguese Speaking Territories) é uma empresa de Tecnologias de Informação. Porquê a escolha na especialização de desenvolvimento de software bancário?

Esta escolha está relacionada com a génese da empresa, na Madeira, decorrente da convicção de um grupo de profissionais na importância decisiva que as tecnologias de informação começavam a ter no setor financeiro. Neste caminho de três décadas fomos aprofundando o know how e conhecimento nesta área até nos tornar-nos no referencial atual na criação de soluções tecnológicas aplicadas à banca.

Com 30 anos de experiência no setor, a Asseco PST é uma empresa de referência nos espaços de língua portuguesa onde está presente. Qual é o balanço que faz destes anos de atividade?

O balanço é claramente positivo. A empresa cresceu de forma consistente, alargou a sua oferta de produtos e iniciou cedo a sua internacionalização, privilegiando a aposta nos países de língua oficial portuguesa. Há mais de duas décadas que somos uma empresa tradicionalmente exportadora, em que mais de 80% da nossa faturação provém do exterior. É uma tendência que vai seguramente manter-se.

Opera presentemente em oito países de três continentes. Valorizam a proximidade ao cliente, através das filiais em Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde. Que tipo de soluções tecnológicas inovadoras é que são desenvolvidas para cada mercado financeiro onde atuam?

As nossas soluções têm a particularidade de serem bastante flexíveis e apresentarem uma estrutura modular. Isto permite-nos responder, com rapidez, aos desafios de um banco moderno com a introdução de soluções tecnológicas de última geração, bem como satisfazer as especificidades pedidas por cada cliente, seja na banca de retalho, na banca de investimento, no microcrédito ou em instituições de crédito. Na verdade, estamos habituados a desenvolver software que tenha em conta as particularidades de cada mercado financeiro e as exigências de cada cliente, com um acompanhamento local permanente e um grau de satisfação muito elevado na avaliação time-to-market.

Como descreve cada mercado financeiro? Quantos clientes têm em cada um?

Tendo a atividade repartida por diversas geografias, falamos de mercados em estádios de desenvolvimento diferentes. Portugal é o nosso mercado de origem, onde temos 12 instituições financeiras como clientes. Angola é o mercado com o maior peso nas operações: dos mais de 60 bancos do nosso portefólio, temos 23 em Angola, o que representa um pouco mais de 80% do mercado total. Em Moçambique temos também uma posição relevante, com 8 bancos que são suportados pelo software da Asseco PST, representando 45% do mercado. Cabo Verde é um mercado mais pequeno, mas onde temos dez clientes, enquanto nos restantes países atuamos sobretudo a partir de Portugal, fazendo deslocar regularmente gestores e técnicos para acompanhar os projetos em curso.

Para além da Banca, trabalham para outro tipo de setores? Quais?

O nosso foco é a banca digital, em que as soluções da Asseco PST permitem fazer a gestão integrada e completa de um banco em todas as suas vertentes, desde processos de concessão de crédito, cartões de débito a plataformas de mobile e internet banking. Mas com a integração da empresa na multinacional Asseco Group, um dos maiores fornecedores europeus de software, abriram-se novos horizontes. Além do setor bancário, o grupo desenvolve também soluções para empresas de telecomunicações, energia, setor público e serviços de saúde. A diversificação de produtos e mercados são hoje dois eixos estratégicos importantes da nossa atuação.

A companhia está focada no desenvolvimento de novos produtos tecnológicos como na prestação de uma gama variada de serviços, tanto para mercados maduros como para emergentes?

Não obstante sermos fortes nos países de expressão portuguesa, temos já presença em mercados anglófonos, como a Namíbia e Malta. A atual ligação à casa-mãe, na Polónia, também nos abre as portas do leste europeu. Temos alguns projetos concretos nestas geografias que queremos aprofundar. Por outro lado, ambicionamos uma presença mais forte em Portugal e no continente africano, sendo este um compromisso mantido no seio do Asseco Group.

As origens da Asseco PST remontam a 1988, no Funchal. Como é que se deu a expansão da empresa para Portugal continental e outros países PALOP?

Após a sua criação, os fundadores da empresa estiveram dois anos a desenvolver de raiz a sua primeira solução de gestão bancária. O primeiro cliente foi ganho no Continente através de uma recomendação da Universidade Católica que apostou na nova solução, após um levantamento da oferta existente no mercado. A primeira incursão pelos mercados africanos surgiu logo de seguida. Estamos em Angola desde 1990, altura em que nasceu o primeiro banco comercial que optou pelo sistema de core bancário da empresa. Em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estamos presentes desde 1992, também associados à primeira instituição financeira dos respetivos países. Moçambique surge logo no ano seguinte.

Em que sentido é que a Asseco coopera e contribui para o crescimento da vertente da CPLP?

A Asseco PST está presente nos países da CPLP numa ótica de longo prazo. O desenvolvimento do capital humano nestas várias geografias é uma preocupação nossa de sempre. Criámos, por exemplo, uma academia de formação em tecnologias de informação, a Asseco Academy, com o objetivo de certificar novos profissionais com competências no setor financeiro. A academia já opera em Angola e Moçambique e, a prazo, estará noutros mercados. Por outro lado, somos igualmente ativos na cooperação através das câmaras de comércio das quais somos associados.

Considera que a cooperação bilateral entre Portugal e os países integrantes da CPLP no domínio financeiro deveria ser mais fomentada? E considera que existem aspetos que têm de ser aperfeiçoados?

O reforço da cooperação entre os países da CPLP é desejável e mutuamente vantajoso. A área financeira não é exceção. O setor bancário está em transformação, tanto em Portugal como noutros mercados mais emergentes. Há sempre questões regulatórias que carecem de ser aperfeiçoadas e ganhos que é preciso conquistar ao nível da eficiência, rapidez e segurança das operações bancárias, ao mesmo tempo que se procura garantir uma maior comodidade para o cliente bancário que atua nos vários mercados.

A Asseco PST foi distinguida este ano com um prémio internacional pela IBS Intelligence na categoria CRM para o setor bancário. Em que consiste este prémio e qual a sua importância?

A IBS Intelligence é a principal fonte de informação e de análises independentes em tudo o que se relaciona com tecnologias financeiras. Esta organização destacou a Asseco PST como líder na IBSI Sales League Table 2019, que funciona como um barómetro de vendas para os fornecedores de soluções tecnológicas aplicadas à área bancária. O prémio reconhece o nosso desempenho na implementação de soluções na categoria CRM Systems e CRM Platforms. A sua importância advém do facto de aquele barómetro ser utilizado pelos bancos para selecionarem os seus parceiros tecnológicos.

De que forma este reconhecimento constitui um selo de reputação e solidez perante clientes, parceiros e colaboradores?

A distinção reforça o prestígio da empresa, ajudando a solidificar a nossa imagem como player de referência nos vários mercados. É igualmente um estímulo para todos os colaboradores que diariamente se empenham para superar os desafios mais exigentes.

“O POSICIONAMENTO DO MILLENNIUM BIM TEM PERMITIDO AO BANCO GANHAR A CONFIANÇA E A PREFERÊNCIA DOS MOÇAMBICANOS”

Consideram que a vossa marca: Millennium bim, simboliza uma expressão de solidez e de resiliência. Ser Millennium bim é ter um compromisso com a sociedade, uma promessa de cumplicidade com os projetos de cada um. Neste sentido, como podemos contextualizar o nível de contributo em relação ao mercado de Moçambique?

O nosso posicionamento no mercado é de vanguarda. Apostamos forte em tecnologia e em inovação. Temos um compromisso com Moçambique e com os moçambicanos que passa, precisamente, por contribuir para o desenvolvimento do País a nível social, económico e tecnológico, fomentando em grande medida a inclusão financeira.

Trabalhamos com uma equipa de topo e estamos em todas as Províncias e Distritos do País. Oferecemos produtos e serviços personalizados a todos os nossos Clientes e promovemos uma relação de grande proximidade. Apoiamos fortemente o tecido empresarial, as Pequenas e Médias Empresas (PME) que representam mais de 90% do mercado.

E, obviamente, que também não somos indiferentes aos mega projetos do Gás Natural. Os projetos de Oil & Gas serão, certamente, os motores da transformação a curto e médio prazos, com o potencial de gerar efeitos multiplicadores na economia moçambicana e no desenvolvimento de cadeias de valor. Neste contexto, o nosso objetivo é concentrar a nossa atuação na prestação de serviços bancários de excelência à cadeia de valor em torno dos grandes projetos, nomeadamente, às empresas moçambicanas, posicionando-nos como parceiro e alavancando as nossas vantagens competitivas, dimensão relativa, solidez e eficiência. A acrescentar a tudo isto, somos um Banco preocupado com a Sociedade onde estamos inseridos. Temos vindo a implementar ao longo dos anos o Programa de Responsabilidade Social “Mais Moçambique pra Mim”, que chega já a muitos moçambicanos, desenvolvendo atividades e projetos no âmbito da educação, da cultura e do desporto.

Para além destes compromissos, que outros aspetos integram parte daquele que é o conceito do Millennium bim, de forma a garantir uma proximidade com a sociedade e cumplicidade com os projetos de cada um?

O Millennium bim aposta na bancarização e na inclusão financeira. Só assim conseguimos chegar a todos os nossos Clientes, em todos os Distritos do País. A solução de Mobile Banking do Millennium bim (Millennium IZI e Smart IZI para smart phones e IZI no Whatsapp) e a Rede de Agentes permite que os nossos Clientes realizem grande parte das transações financeiras com facilidade, em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer tipo de telemóvel. No ano passado, atingimos um marco histórico alcançando mais de 40% da nossa base de Clientes como utilizadores ativos do IZI, tendo ultrapassado a marca dos 11 milhões de transações mensais neste canal. O Banco disponibiliza aos seus Clientes diversas plataformas digitais através do Internet Banking para particulares e empresas ou do Millennium IZI. Qualquer destas ofertas dispõe de um alargado número de funcionalidades.

Continuamos a investir em inovação, designadamente na oferta digital para proporcionar aos Clientes experiências digitais simples, mas de excelência, bem como trazer novos serviços utilizando canais digitais para as suas necessidades financeiras.

Considera que este nível de proximidade no relacionamento com o Cliente marca a diferença perante a denominada concorrência?

Sem dúvida. Somos o único Banco em Moçambique a estar presente em todas as Províncias e Distritos do País. Temos uma presença incomparável nas áreas rurais. Com uma rede de cerca de 200 balcões (cerca de 30% do sistema), complementados por cerca de 350 Agentes Bancários – Agentes Já Já –, o Millennium bim possui a maior rede comercial de Moçambique.

Afirmam-se como Banco Líder Nacional, com uma vocação natural para a inovação enquanto geradora de valor, aliada à qualidade de serviço. Sentem que esta liderança é desafiante quanto à responsabilidade que acarreta?

O Millennium bim é líder de mercado em número de Clientes, com mais de 1,8 milhões de Clientes, em termos de robustez, com um rácio de capital superior a 40%, e com capitais próprios praticamente o dobro do principal concorrente, em eficiência, mas também na área da inovação e na digitalização, com foco nas necessidades dos Clientes e na simplificação de processos internos. Continuamos empenhados em expandir os nossos serviços para chegar a todos.

É um desafio constante que transporta, sem dúvida, muita responsabilidade. Estamos conscientes disso e, por isso, trabalhamos afincadamente para mantermos a qualidade e os níveis de exigência.

Assumem-se como o “Banco de ontem que hoje se renova e amanhã surpreende”. De que forma é que esta procura constante pela inovação tem sido essencial no crescimento do Millennium bim no país?

O posicionamento do Millennium bim tem permitido ao Banco ganhar a confiança e a preferência dos moçambicanos. Os canais digitais do Banco estão a tornar-se cada vez mais importantes nos serviços que prestamos, o que confirma o compromisso do Millennium bim com a inovação e as novas tecnologias. Mais de 40% dos nossos Clientes utilizam ativamente os serviços digitais todos os meses. Para se ter uma ideia, 90% das vendas de serviços pré-pagos que oferecemos aos nossos Clientes são adquiridos através de canais digitais.

São considerados como uma identidade supranacional e globalizada que “corre diariamente” com a ambição de obter o reconhecimento internacional pela excelência na distribuição de produtos e serviços. Como, e que tipo de soluções eficazes são geradas para alcançar esta distinção?

Em quase 25 anos de vida, já fomos premiados quase 100 vezes, destacando-se vários prémios como melhor banco e como banco mais inovador. E isso não é obra do acaso. Projetamos soluções a pensar nos nossos Clientes, graças a uma equipa altamente profissional e empenhada. Hoje temos vários produtos no mercado que vieram, de facto, transformar a vida de muitas pessoas. Ainda em maio deste ano lançámos, uma plataforma que veio revolucionar a relação do Millennium bim com os Clientes e com os seus hábitos de consumo, permitindo reforçar ainda mais a nossa presença junto das populações. Fomos o 1º Banco em Moçambique, e um dos primeiros no continente africano e no mundo, a lançar uma plataforma de Mobile Banking que funciona no Whatsapp.

O reconhecimento internacional deixa-nos, obviamente, muito satisfeitos, mas é acima de tudo motivador para continuarmos a fazer mais e melhor.

Apostam na criação de valor em negócios bancários em mercados de elevado potencial, respeitando e contribuindo para o crescimento dos países onde estão presentes. No domínio da CPLP, de que forma é que o Millennium bim tem contribuído para o crescimento das relações e parcerias entre esses países?

Contribuímos com a promoção de financiamento de empresas para dinamizar trocas comerciais, reforçando, desde logo, ligações económicas. Ainda em abril, em conjunto com o Millennium BCP, lançámos a Linha Millennium Portugal – Moçambique. Uma linha de financiamento de 20 milhões de euros para dinamizar as trocas comerciais entre Portugal e Moçambique. Esta linha tem como objetivo fomentar o negócio internacional entre os dois países, proporcionando aos Clientes do Millennium bcp e do Millennium bim um canal privilegiado para a concretização dos seus negócios.

Considera importante esta cooperação mútua entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa? De que forma?

Claramente, fatores como a língua e as semelhanças culturais são muito importantes para o desenvolvimento do negócio entre os vários países, promovendo parcerias e impulsionando uma maior integração económica. A criação de linhas de crédito conduz a investimento e o investimento estimula a competitividade. Daí a importância de se criarem condições para que as empresas e os países possam concretizar negócios entre si, face ao potencial económico que a CPLP apresenta.

A performance do Millennium bim e a sua postura de responsabilidade perante a sociedade mereceram o reconhecimento de vários agentes económicos e sociais que voltaram a distinguir o Banco com bastantes premiações ao longo dos anos. Que medidas são adotadas pelo banco para obter reconhecimento?

Como já referido, o Millennium bim é de facto o Banco mais premiado de Moçambique. Esse reconhecimento é fruto de todo o trabalho que desenvolvemos, da nossa persistência para conseguirmos obter os melhores resultados e da nossa forte aposta na tecnologia e inovação, sempre focados no Cliente e na sua satisfação máxima com uma estratégia de crescimento sustentável e robustez.

Por outro lado, o Millennium bim sendo uma marca com grande responsabilidade em Moçambique, tem vindo a desenvolver ao longo dos anos um Programa de Responsabilidade Social, focado no desenvolvimento de projetos sustentáveis e que fazem a diferença, valorizando a vida e estimulando nos moçambicanos a capacidade de sonhar e de acreditar num futuro melhor.

Este ano foram distinguidos pela Global Finance – Best Bank Award 2019 com o prémio de “Melhor Banco de Moçambique 2019”, com base nos critérios: crescimento em ativos, rentabilidade, solidez e liderança. Qual a importância desta atribuição para o Millennium bim?

É sempre importante sermos reconhecidos pelo trabalho que desenvolvemos. Quando esse reconhecimento é tão criterioso e vem de organismos altamente credíveis só nos pode deixar ainda mais orgulhosos porque funcionam como um selo de qualidade e de excelência. Estes prémios são mérito de toda a equipa de 2500 Colaboradores, também eles orgulhosos e motivados por estas distinções. Ainda há poucas semanas fomos também galardoados como o prémio “Melhor Banco em Segurança de Informação e Prevenção de Fraude”, em todo o continente africano. Uma área de extrema importância nos dias que correm e que contribui, de forma decisiva, para captarmos a confiança absoluta dos nossos Clientes.

MOÇAMBIQUE aqui tão perto

O Diretor Comercial Norte I, Millennium BCP, Joaquim Matos Dias, o Embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule, o Presidente da Comissão Executiva do Millennium BIM, José Reino da Costa, entre outros, marcaram presença enquanto intervenientes, no Fórum que se realizou no dia 17 de outubro na cidade do Porto.

Em cima da mesa, foram debatidos assuntos relacionados com as mais diversas formas de fomentar o negócio entre estes dois países, e de que forma é que estas, proporcionam condições favoráveis para as exportações e importações entre Portugal e Moçambique.

A abertura coube a Joaquim Matos Dias, Diretor Comercial Norte I, do Millennium BCP, que realçou a importância da promoção aos desenvolvimentos das exportações portuguesas para Moçambique e de todas as condições favoráveis de investimento, desde a centralidade geográfica de Moçambique, ao assinado acordo de paz recentemente, que passa a transmitir mais estabilização ao país e confiança aos seus investidores.

Investir em Moçambique é preciso

De acordo com Joaquim Bule, Embaixador de Moçambique em Portugal, este Fórum é pioneiro porque acontece num momento politico e diplomático muito importante para Moçambique. “Este Fórum tem por objetivo promover o mercado moçambicano e apresentar as melhores soluções para as empresas portuguesas que querem investir no país”, admitiu o Embaixador, afirmando também que “é cada vez mais notório o interesse das empresas portuguesas em Moçambique”. Joaquim Bule, acredita que em conjunto, estes dois países conseguem encontrar as melhores formas de criar soluções de negócio em Moçambique. “Queremos acima de tudo, que Moçambique se torne o epicentro dos interesses das empresas portuguesas”. O Embaixador de Moçambique afirma que as economias destes dois países são interdependentes e que podem caminhar juntas. “Somos produtos da história e temos de construir um futuro melhor”.

As oportunidades de negócio

É neste sentido, que este Fórum dá a conhecer as oportunidades proporcionadas por Moçambique, representando um momento de aprofundamento da realidade da potencialidade dos negócios no país africano. Para Joaquim Bule, é fácil trabalhar com os portugueses, uma vez que têm as mesmas matrizes jurídicas, hábitos, costumes e língua idêntica. “Há condições para reaquecer a economia do país com base no investimento português”, afirmou o Embaixador enriquecendo o seu discurso. Por fim, finalizou o mesmo, identificando áreas, negócios e estabelecimentos em que a oferta local é precária ou que se revela insuficiente para comportar projetos de grande magnitude, aconselhando investidores, nacionais e internacionais, a investirem nos seus negócios, apresentando uma projeção de potenciais vendas para cada área de negócio.

Quanto a José Reino da Costa, Presidente da Comissão Executiva do Millennium BIM, durante o seu discurso, salientou que “há um enorme potencial de negócios entre Portugal e Moçambique e é necessário aproveitar estas características aplicando estratégias de investimento”. E é neste contexto que o Millennium é apresentado como a melhor solução para quem procura investir neste país, beneficiando do facto do Millennium BIM ser banco de referência em Moçambique.

Destacado como um país estável e preocupado em melhorar o conjunto dos seus negócios, Moçambique tem uma visão estratégica de fundo bem claro. É um país em desenvolvimento que possui metas e desafios para alcançar no médio prazo. Com a sua estratégia de investimento, o país apresenta oportunidades de negócios em diferentes sectores. A agricultura, máquinas e equipamentos agrícolas, turismo, indústria, setor imobiliário e construção, são alguns dos pilares para o fortalecimento da economia moçambicana. Os desafios para investir numa geografia tão atrativa como Moçambique são muitos e contribuem para que os empresários portugueses não tenham dúvidas quanto a investir no país.

A CRESCER COM VALOR

Quais diria que são os maiores desafios ao investimento no país?

Moçambique é sem dúvida um país de enormes potencialidades e oportunidades. A sua localização estratégica privilegiada, com uma enorme linha de costa de mais de 2500km, extensas terras aráveis, abundância de recursos naturais, minerais, hídricos e energéticos colocam o País como um apetecível destino para investimentos tanto nacional quer estrangeiro. Não obstante estes factores, o investimento privado, apesar de manter uma tendência crescente ao longo dos anos, ainda se situa longe dos níveis desejados, prevalecendo desafios estruturais e conjunturais ligados ao ambiente de negócios, com destaque para escassez ou fraca qualidade de infra-estruturas, fraca especialização, acesso ao financiamento, obstáculos burocráticos, administrativos, normativos, jurídicos e legislativos.

É preciso referir contudo que o país tem vindo a adotar e implementar com algum sucesso um conjunto de medidas arrojadas para reverter este cenário, com forte envolvimento do setor privado local, como é o caso do PANAM – Plano de Ação para a Melhoria do Ambiente de Negócios – que é um projeto liderado pelo Ministério da Indústria e Comércio visando implementar reformas nas unidades de fiscalidade, comércio & serviços, legalidade & regulamentação, produção & produtividade e formação & capacitação ao nível de todos os sectores económicos. Acredito que estas iniciativas, uma forte interligação entre os sectores público e privado, irão contribuir para criar um ambiente de negócios que promova o investimento e competitividade empresarial que todos almejamos.

Por outro lado, e um pouco no seguimento do recente anúncio da decisão final do investimento (DFI) para o projeto de exploração do gás no norte do país as perspetivas económicas para os próximos anos são animadoras, uma vez que se prevê um aumento da produção no setor mineiro, a melhoria das condições logísticas e a entrada de novos operadores no setor de gás. Neste quadro, é vital que apostemos definitivamente num modelo de desenvolvimento económico verdadeiramente diversificado e que a dinâmica que resulte da atividade do sector mineiro funcione como verdadeira alavanca dos demais. Nesta conjuntura, sublinhe-se ainda que, o país deverá apresentar no plano macroeconómico um grande “foco” muito especial no que concerne à revitalização de algumas empresas públicas estratégicas, mas em simultâneo adotar um sentido de maior desgovernamentalização da economia e por conseguinte uma política reformulada assente numa estratégia mais orientada para eventuais privatizações de algumas dessas empresas. Neste virar der pagina, é ainda indispensável e critico uma forte orientação para um forte rigor orçamental e a condução de uma política monetária que pugne pela estabilidade do metical e da inflação.

Este ano foi alvo de reconhecimento pela revista “The Banker”, que atribuiu ao Moza o prémio de “A melhor Operação de Restruturação Financeira do Ano 2019”, a nível do continente africano. Que tipo de programa de reorganização e restruturação financeira foi implementado pelo Banco?

No quadro da nossa história recente e da ambição que almejamos alcançar no futuro próximo, sempre tivemos em mente que era muito importante a formação de uma parceira com uma Entidade Internacional de elevada reputação e conhecimentos no setor financeiro. Não se trata de uma mera preocupação a nível reputacional, que também é importante, mas acima de tudo uma forma eficaz, através de transferência de tecnologia, Know-how e Skills, de beneficiarmos de uma melhor capacidade competitiva e estarmos em linha com as melhores práticas do mercado internacional.

Foi neste enquadramento, que no início de 2018, identificou-se a Arise B.V., uma sociedade de direito holandês, cujos acionistas são o Rabobank (um Banco holandês de referência naquele país), Norfund (O Maior fundo de investimento Norueguês) e o FMO (Fundo de investimento Holandês), Instituição essa com quem viríamos a negociar a sua entrada no Capital do Banco, através de uma operação complexa e estruturada que abarcaria não só a recomposição da estrutura acionista, como a reformulação do valor nominal das acções e recomposição dos capitais próprios, bem como ainda a aquisição de 100% do capital de uma terceira Instituição, o Banco Terra, a qual viria posteriormente a ser objeto de uma fusão por incorporação em agosto do ano corrente no próprio Moza Banco.

Uma operação desta natureza no actual contexto moçambicano claramente trouxe desafios significativos para a sua conceção, uma vez que a legislação vigente no país e a respectiva regulamentação apresentavam limitações para o nível de complexidade e exigência da mesma.

Para o sucesso e alcance dos objetivos preconizados, foi determinante (i) a persistência e foco no alcance do objetivo final traçado, (ii) a clareza e sistematização dos objetivos desta operação em cada estágio e fases e (iii) o compromisso de todas as partes envolvidas na operação.

Por tudo isto, muito nos orgulha esta distinção, que importa salientar transcende as fronteiras nacionais, atingindo a dimensão do continente africano.

Atualmente posiciona-se entre os cinco maiores bancos do país. Este posicionamento a muito se deve a esta restruturação?

Após o saneamento financeiro operado no exercício de 2017, imprimimos uma nova dinâmica comercial por forma a colocarmos o banco de uma forma sustentada num patamar em harmonia com os objetivos traçados pela gestão. A operação de reestruturação, permitiu a recuperação acentuada e sustentada dos principais indicadores de negócio. Em 2018, a carteira de crédito cresceu em 20% colocando o Banco a atingir uma quota de mercado de 8,66% (2017: 7,42%). O mesmo ocorreu com os recursos de clientes que cresceram em 39% permitido ao Moza atingir uma quota de mercado de 5,92% (2017: 4,74%). Neste caso, a operação da fusão entre o Moza e o BTM integra-se na estratégia de crescimento em conjunto com outras iniciativas cuja ambição é tornar o Moza num Banco universal, com uma dimensão abrangente na prestação de serviços financeiros de qualidade e cobrindo todos os nichos de mercado, disputando desta forma, um lugar de relevo no panorama do sistema financeiro nacional. A reestruturação e fusão com o Banco Terra, certamente contribuiu para recolocar o Moza entre os principais Bancos do país.

Em agosto deste ano, concretizou-se formalmente a fusão entre o Moza Banco e o Banco Terra S.A. Porque decidiram o Moza e o BTM fundir as suas atividades?

Após concluir, e com sucesso, as operações de aumento de capital e inserção da Arise no capital do Moza BANCO, e por sua vez a aquisição da totalidade do capital do Banco Terra, os acionistas do Moza Banco e do Banco Terra, reconhecendo o potencial existente em cada uma das nossas duas instituições, e a complementaridade dos princípios, valores e visão de futuro, decidiram em Assembleias Gerais dos dois Bancos, concretizar uma fusão entre estas duas Instituições na modalidade de incorporação do BTM no Moza Banco.

Esta fusão, como é natural, foi norteada por diversos fatores, uns de natureza estratégica, outros económicos e alguns até de ordem conjuntural. Mas no fundo o importante era potenciar a experiência acumulada de 11 anos que as instituições tinham no mercado nacional, explorar competências diferenciadas que elas detinham, e traduzir em valor acrescentado para o cliente o resultado final desta nossa operação. E foi isto que fizemos e temos vindo a fazer, aproveitando o que de melhor as duas Instituições podiam oferecer ao mercado, somando mais competências mais produtos e mais serviços numa oferta alargada a um maior número de clientes.

A fusão entre o Moza e o BTM, em nosso entender, representa ainda, um passo na consolidação do Sistema Financeiro Nacional que atendendo as características da conjuntura atual, tudo indica, ser um caminho incontornável num futuro próximo.

De que forma é que esta fusão pode ser um passo determinante no sentido da construção e consolidação não só da nossa Instituição como do próprio Sistema Financeiro?

A fusão por incorporação do BTM pelo Moza, marca o início de uma nova fase em que nasce uma instituição combinada, mais forte e equilibrada, alavancando as sinergias e forças existentes em cada um dos bancos. Garante uma uniformização dos procedimentos e uma operacionalidade integrada, com observância dos mesmos princípios estratégicos, assegurando, desta forma uma racionalização de meios e esforços que possibilitam uma gestão sã, eficiente e prudente, em como um exercício mais salutar e competitivo das atividades quer do Moza, quer do extinto BTM. É nossa expectativa e convicção que no período pós fusão o Moza registe um crescimento sustentável, lucrativo e com uma solidez cada vez maior de modo a que a instituição venha a assumir uma posição de relevo no sistema financeiro nacional e contribuir para o desenvolvimento de economia nacional. Com a robustez institucional solidificada proveniente da operação fusão por incorporação do BTM, os consequentes reforços a nível de infra-estrutura, recursos humanos e tecnológicos, estão criadas as condições para que a nossa instituição rapidamente venha a ocupar um papel de maior relevo no panorama do Sistema Financeiro Nacional. Instituições fortes e sólidas são sem dúvida a base para a robustez do sistema no seu todo. Com a fusão, o posicionamento do Moza no setor bancário irá melhorar significativamente, reforçando a competitividade no sector financeiro moçambicano em geral.

A Visa também reconheceu o crescimento do Moza com a atribuição dos prémios: Visa Cross border champion award, E-Com warrior award e Visa Premium Award 2019. Este reconhecimento vem reforçar o investimento continuo do Banco na inovação na banca e nos serviços financeiros em geral?

O Moza Banco ao longo destes anos tem recebido várias distinções pelo seu desempenho e qualidade de serviço, e 2019, não tem sido exceção. A mais recente veio da rede VISA internacional, que nos distinguiu com: “A Visa Cross border champion award” que nos distingue como o banco que mais cresceu em transações por cartão no estrangeiro; O “E-Com warrior award” que destaca o Banco como o que apresentou o maior crescimento no volume de transações online e, o “Visa Premium Award 2019” – distinguindo-nos como o Banco que registou o maior crescimento na emissão e nas transações na gama de cartões Platinum.

Estas distinções representam um sinal inequívoco da confiança dos nossos Clientes no Banco, e neste caso em particular, na diversidade de meios de pagamento que o Moza disponibiliza, que se apresentam bastante seguros, fiáveis, práticos e abrangentes e com inúmeros benéficos, para efectuar transações quer sejam online ou presenciais, nacionais ou no estrangeiro. São é sem dúvida o reflexo do nosso contínuo e crescente investimento na inovação na banca e nos serviços financeiros em geral.

Para além do investimento financeiro, o Moza investiu recentemente na sustentabilidade de hospitais em Nampula e Tete. Estas ações enquadram-se na vossa política de Responsabilidade Social como uma aposta no estabelecimento e fortalecimento das relações. Como é que este mecanismo pode trazer uma maior e melhor sustentabilidade da sociedade e do Banco?

De facto, o nosso investimento não se cinge apenas a vertente de negócio. É nosso entendimento que o crescimento do Banco só será efetivo se gerar um impacto positivo nos nossos stakeholders, no meio ambiente e na sociedade em que estamos inseridos. Por essa razão, a Politica de Responsabilidade Social do Moza Banco, destaca o nosso compromisso de desempenhar a nossa atividade de modo a contribuir para o progresso económico e social das comunidades, sobretudo onde temos presença comercial.

Dentro desta visão, temos dedicado grande atenção na implementação e apoio a várias iniciativas ao nível da sustentabilidade, social, ambiental e financeira, com particular enfoque para as áreas da saúde, educação, preservação ambiental e proteção de espécies em extinção, literacia financeira, artes e cultura, entre outras. É neste contexto que se enquadram as ações recentes de apetrechamento dos hospitais em Tsangano, Memba, Murrupula e Malema, Distritos onde o Moza é atualmente a única instituição financeira com presença física, garantindo as populações locais, o acesso a serviços financeiros com toda a segurança, conveniência e comodidade.

Acreditamos que no contexto atual, a sustentabilidade empresarial, está intrinsecamente ligada a capacidade das instituições, incorporarem fatores sociais e ambientais nos seus planos de desenvolvimento, bem como em suas práticas do dia-a-dia. Por isso, iremos certamente incrementar a nossa contribuição neste domínio, consolidando as iniciativas em curso, assim como expandir e desenvolver novos projetos para o nosso público interno como externo.

Prevê-se que Moçambique tenha um crescimento económico acelerado para os próximos anos. Sendo Moçambique um dos países com mais destaque naquela que é a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Do ponto de vista da cooperação, como avalia o país perante os outros países lusófonos relativamente a este setor?

Os Países da CPLP materializam a cooperação entre os mesmos (bilateral ou multilateral) no âmbito do setor financeiro através dos encontros periódicos realizados entre os representantes dos respectivos bancos centrais, com o objetivo de trocar experiencias sobre os vários subtemas do setor, que passam pela inclusão e formação bancária, supervisão bancária, sistemas de pagamentos, digitalização e outros. É assim que o Banco de Moçambique também integra o grupo acima referido para a partilha de conhecimentos. Neste momento, Moçambique posiciona-se como o 3º maior parceiro de Portugal em ações bilaterais no grupo de países da CPLP que visam contribuir para a estabilidade monetária e financeira.

O Moza Banco é atualmente a terceira maior rede de distribuição composta por cerca de 60 Unidades de Negócio espalhadas por todo o país. De forma a disponibilizar serviços financeiros a um mercado de clientes cada vez mais alargado, como é que o Moza Banco pretende continuar a crescer?

Somos de fato o Banco com a 3ª maior rede de Agências do País, composta atualmente por cerca de 62 Unidades de Negócio espalhadas por todas as capitais provinciais e alguns Distritos e Vilas. Ao longo do corrente mês de outubro, inauguramos 5 novas Agências em Distritos que, até então, não tinham cobertura em termos de rede de Agências bancárias, ampliando deste modo a nossa condição de um banco verdadeiramente universal em termos de cobertura do espectro do negócio bancário, e com forte implantação nacional. É nossa pretensão colocar os nossos produtos e serviços mais perto das populações, afirmando-nos como um dos principais players na aceleração do processo de bancarização e inclusão financeira do país. Mas temos sabido privilegiar outros canais alternativos, assentando a nossa atividade na inovação e em meios tecnológicos que nos permitam aliar a ambição e a funcionalidade, a níveis de eficiência em linha com as melhores práticas do mercado.

Num país como o nosso, é difícil no curto-médio prazo, dotarmos o país de uma rede de agências bancárias de proximidade que consigam servir eficientemente a população, vai assim demorar algum tempo até que o consigamos. As novas tecnologias e o digital têm por isso um papel fundamental na inclusão financeira, e por essa razão a tecnologia e inovação constituem um pilar fundamental do nosso posicionamento estratégico. Orgulhamo-nos por sermos um dos bancos na linha da frente do processo de expansão do acesso aos serviços financeiros, quer pelo lançamento de produtos e serviços inovadores para os não bancarizados, quer pela criação de novos modelos de banca direcionados na sua maioria para a inclusão financeira. Por sermos o único banco com a maioria do capital Nacional, a nossa responsabilidade é ainda maior neste domínio.

“CPLP? A PARTILHA É A CHAVE DO SUCESSO”

 

Orientado para responder às necessidades do universo empresarial e da sociedade, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) é, cada vez mais, um player de enorme relevo no âmbito da investigação sustentável através da geração do conhecimento do nosso território. Assim, de que forma têm realizado a interação com a sociedade, dando soluções e assistindo as denominadas políticas públicas em prol do país?

O LNEG tem como missão contribuir para o desenvolvimento económico e melhoria da qualidade de vida, colocando o nosso conhecimento ao serviço da sociedade. Nas suas áreas core “energia e geologia e recursos geológicos” e como instituição de investigação que somos, procuramos estar sempre a par do que de melhor se faz no mundo. Para isso fizemos um investimento de longo prazo apostando na participação em redes de conhecimento internacional. Participamos, isto é, colaboramos na construção da European Energy Research Alliance (EERA), pilar para a investigação do Strategic Energy Technologies Plan (SET PLAN), onde somos ativos na sua gestão desde 2008. Somos membros da EuroGeoSurveys (EGS) assumido entre 2016 e 2019 o papel de presidente e coordenamos o grupo de trabalho da matérias-primas. Temos vindo a trabalhar de forma muito ativa na ASGMI, associação dos serviços geológicos dos países ibero-americanos. Somos membros da direção da European Sustainable Energy Innovation Alliance (ESEIA). A nível nacional o LNEG caracteriza-se por ser um especialista independente que assiste o Estado português e pelo seu estado de prontidão na resposta às solicitações nas suas áreas de competência. Ao nível mais geral da sociedade, nomeadamente do tecido mais jovem, temos interação com escolas e todas as ações no quadro da divulgação de ciência para além da informação disponível no Portal do LNEG.

De que forma é que o LNEG tem investido no conhecimento aplicado no sentido de explorar os recursos nacionais geológicos, hídricos ou energéticos? Esse foco pode ser medido em resultados práticos para o país?

Somos o repositório do conhecimento dos recursos endógenos do nosso país que se materializa de diversas formas e com resultados práticos nos compromissos do nosso país para o cumprimento das metas acordadas em matéria de Energia e Clima.  Colaboramos ativamente no Plano Nacional Integrado de Energia e Clima (PNEC). Construímos o atlas eólico onshore e offshore fundamental para a evolução dos investimentos em energia eólica que neste momento otimizam a exploração do recurso vento, construímos o atlas solar contribuindo para potenciar investimentos na exploração do recurso sol, com resultados práticos no recente lançamento dos leilões solares. Somos líderes do BIOREF – Laboratório Colaborativo para as Biorrefinariasque visa colaborar com o sector industrial na exploração do potencial da biomassa no nosso país, apoiando a resolução de vários problemas, por um lado a mitigação dos fogos florestais, por outro lado aproveitando o valor da abundante biomassa do nosso país. Acabamos de concluir um estudo que visa potenciar o hidrogénio produzido a partir de energias renováveis com enorme potencial para a mobilidade verde. Colaboramos no plano nacional para o lítio que visa responder ao desafio da Europa consubstanciado na European Batteries Alliance.

Em matéria de eficiência energética para além da nossa intervenção no PNAEE. estamos a preparar uma estratégia para o desenvolvimento das comunidades energéticas e redução das debilidades em termos de conforto de grande parte da nossa população.

Tendo consciência da nossa responsabilidade ao nível dos recursos estamos a lançar uma nova área de investigação na economia dos recursos, área transversal que pretende apoiar as políticas públicas em linha com o que se faz nas Nações Unidas na avaliação dos recursos, e do seu papel para responder aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), do nosso planeta.

Qual tem sido o papel do LNEG no domínio da CPLP e como tem a instituição contribuído para o aproximar e estreitar de relações que fomentem mais valias?

Desde longa data temos uma relação estreita com os países da CPLP. Neste momento temos a decorrer um importante projeto em Angola que visa munir este país com ferramentas para o seu desenvolvimento. Trata-se da cartografia geológica de Angola, conhecimento fundamental para o desenvolvimento do país em termos do seu ordenamento do território e do conhecimento dos seus recursos naturais. No quadro de outro projeto internacional colaboramos em ações de capacitação, na área da Geologia, nomeadamente em países da CPLP.

Sente que ainda existem lacunas no domínio da CPLP para que esta se possa afirmar como ator global no mapa da energia mundial? Que caminho deve ser seguido?

África é um continente com um enorme potencial onde maioritariamente os países da CPLP estão. Há um caminho a percorrer que pode aproveitar dos erros e sucessos dos países mais desenvolvidos. É pela potenciação da experiência em prol de medidas urgentes para ajudar estes países, com população muito jovem, que a nossa responsabilidade nos deve orientar. À nossa escala, é o que estamos a fazer.

Sente que para o país é essencial que a CPLP se possa transformar num player dinamizador de um modelo global de soberania energética e desenvolvimento para o séc. XXI

Se o nosso país conseguir ter um papel importante na capacidade dos países da CPLP garantirem a sua autonomia energética em linha com os objetivos do acordo de Paris estamos a contribuir para a nobre missão da sustentabilidade do nosso planeta. O LNEG tem apostado neste apoio que se materializa em projetos como por exemplo o PLANAGEO que se desenrola em Angola.

De que forma é que fundamental que se continue a apostar na partilha e a desenvolver modelos de exportação de conhecimento para criar, ainda mais, essa rede de parcerias no domínio da CPLP?

A partilha é a chave do sucesso. Dito isto, é nossa obrigação trabalhar para partilhar o que é o nosso saber e saber fazer com os nossos parceiros da CPLP. É o que temos feito em Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde através de projetos no domínio da Energia e Geologia. Também temos tido contactos exploratórios com Timor.

 No âmbito do desenvolvimento sustentável ao nível da CPLP, o que podemos continuar a esperar por parte do LNEG?

O nosso lema “Construir um futuro mais limpo e melhor” explica de uma forma simples como nos posicionamos em termos de objetivos a cumprir. Lutamos por projetos que nos permitam contribuir para o desenvolvimento sustentável, também na CPLP.

 

“A CPLP NAS NAÇÕES UNIDAS”

Secretário Executivo CPLP FRANCISCO RIBEIRO TELLES

O tema central foi, como sabemos, a ação climática, uma emergência que a todos convoca e que exige mudança de mentalidades e de atitudes da parte dos governos e de cada cidadão. A par deste assunto, nos vários encontros de trabalho que mantive naquela cidade, dei também destaque à defesa do multilinguismo e, nesse contexto, à promoção da Língua Portuguesa no sistema internacional.

Os resultados da Cimeira do Clima apontam para um compromisso reforçado com a economia verde. Foi dado um enfoque importante aos Pequenos Estados Insulares e aos Países Menos Desenvolvidos – grupo que inclui grande parte dos países da CPLP -, os quais, contribuindo menos para o problema, acabam por constar entre os principais afetados pelos impactes das alterações climáticas.

Num ano em que o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) comemora 30 anos e em que a UNESCO declara o dia 5 de maio como Dia Internacional da Língua Portuguesa, foi com grande satisfação que ouvi todos os Chefes de Estado e de Governo da CPLP usarem o nosso idioma comum para proferirem as suas intervenções. A ouvi-los tiveram, entre outros responsáveis da ONU, um cidadão da CPLP, o Eng.º António Guterres, bem como representantes dos 193 países daquela organização internacional, demais observadores e milhares de jornalistas.

Intervir em português no debate geral da AGNU é já uma prática tradicional, que resulta da coordenação no seio da CPLP. Mas, nem por isso devemos desvalorizar o seu simbolismo e o seu alcance, até porque, para que aconteça, os Estados-Membros da CPLP têm que despender recursos financeiros próprios.

Os custos associados à interpretação e à produção de todos os documentos da ONU nas seis línguas oficiais da organização, lista de que o português não faz parte, ascendem a 250 milhões de dólares/ano. O custo da introdução de uma nova língua oficial rondaria hoje, segundo as estimativas que me foram apresentadas em Nova Iorque, 80 milhões de dólares/ano. Falamos, assim, de um enorme investimento financeiro e, igualmente, de um colossal esforço diplomático, que os nossos Estados-Membros deverão avaliar adequadamente, sem prejuízo de devermos manter como meta a consagração da Língua Portuguesa como uma das línguas oficiais da ONU.

Prosseguiremos, entretanto, os nossos esforços para a promoção do português no sistema internacional. Relembrando que o nosso idioma é já língua oficial e de trabalho em mais de 30 organismos, continuaremos a apoiar e a colaborar com os serviços de informação pública das Nações Unidas, em particular com a Rádio ONU em português, na produção de conteúdos e na difusão de notícias sobre os nossos países. A este propósito, é importante salientar que o português é uma das oito línguas que a ONU utiliza, a par das suas línguas oficiais e do suaíli, para efeitos de disseminação global de informação. Refiro, também, com agrado, a existência no espaço da CPLP de um Centro de Informação da das Nações Unidas no Rio de Janeiro e a previsão de abertura de um outro, em Luanda.

Sobre esta relação global entre a CPLP e a ONU, que remonta ao ano de 1999, relembro ainda que em setembro último foi mais uma vez aprovada, por consenso, uma Resolução da Assembleia Geral sobre a cooperação com a CPLP, subscrita por mais de 90 países das Nações Unidas. A Resolução reconhece a ação complementar que a nossa Organização traz ao trabalho da ONU no âmbito da implementação da agenda 2030 do desenvolvimento sustentável, da segurança alimentar e nutricional, da promoção dos direitos humanos, entre outros temas. E foi, igualmente, reconhecida a importância de se promover mais concertação e coordenação internacional em torno da construção e da manutenção da paz.

Em conclusão, direi que a relevância da língua portuguesa e da ação dos Estados-Membros da CPLP vem-se refletindo na concertação internacional e na ação dos organismos internacionais, pelo que estou convicto que a CPLP desempenha um papel cada vez mais ativo na defesa e promoção do multilateralismo.

“A UJE CE-CPLP É ACIMA DE TUDO UM VEÍCULO PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS”

É presidente da União de Jovens Empresários da CE-CPLP. De forma a contextualizar o nosso leitor, explique-nos a ideia na aposta deste projeto.

Este projeto nasce no seio da Confederação Empresarial da CPLP, como um dos pilares estratégicos da confederação. A criação da União de Jovens Empresários, surgiu da necessidade da existência de um organismo que represente a franja empresarial dos jovens empresários e dos jovens empreendedores. Neste sentido, a UJE tornou-se um pilar estratégico e um vetor de orientação, para que a própria confederação passasse a ter um organismo independente, que tenha a representatividade destes jovens nos países que falam português, de forma a fazermos negócios em português. Nascemos com a missão e visão de fazer mais e melhor, acreditando que “Juntos Seremos Mais Fortes”.

De que forma é que este organismo pode ajudar e apoiar os seus associados a serem bem-sucedidos além-fronteiras?

As empresas são pessoas e é para as pessoas que desenvolvemos a nossa atividade, ou seja, existimos para apoiar as empresas no crescimento do seu negócio. Acima de tudo, o nosso principal objetivo, depois da nossa constituição, passa pelos jovens empresários e empreendedores dos nove países, que representam a CPLP, sentirem que há um organismo que os representa e que os pode ajudar nas transações comerciais entre as empresas de cariz jovem e empreendedor, de forma a que estes caminhos sejam encurtados. Os jovens precisam de sentir que estamos disponíveis para os ajudar.

Considera que esta União de Jovens Empresários da CE-CPLP, se assume como um braço económico da confederação empresarial da CPLP?

Não só nos consideramos, como efetivamente somos um dos braços económicos da confederação empresarial da CPLP.

Consideram-se um organismo diferente, inovador e disponível para os vossos associados. Em que sentido?

Desde logo, na nossa génese, a forma como nascemos no seio da CE-CPLP é por si só, já um indicador do nosso sentido de inovação e de empreendedorismo. Aquilo que temos pautado no nosso dia a dia, é realmente empreender e nunca perder uma oportunidade para fazer, aquilo a que chamamos, de consolidar sinergias. Em todo e qualquer lugar onde estivemos institucionalmente, até hoje, temos aproveitado todas oportunidades de forma, a darmos um pouco mais o nosso contributo e colhermos dos setores políticos, empresariais e outros, as suas preocupações, tendo em vista, a otimização daqueles que são os procedimentos a ter em consideração para ajudar os jovens empresários. São as empresas que geram a liquidez nas economias, são as empresas que fazem os países avançar e são as empresas de cariz jovem e empreendedor que são o futuro. E nós sabemos que é preciso responsabilidade da nossa parte, de forma, a pudermos alavancar e ajudar no crescimento dessas empresas de forma a contribuir para as economias dos países da CPLP.

Existem para apoiar as empresas jovens e empreendedoras a melhorar o crescimento dos seus negócios. Que tipo de apostas estratégicas e empreendedoras são adotadas para garantir o sucesso dos associados?

Não existe uma forma linear de ter sucesso. Formar para inovar é uma das soluções e apostas. Esta tem e terá que ser cada vez mais, a temática para os jovens empresários que querem singrar dentro e fora de portas. O sucesso, tem muito a ver com o momento atual, com a evolução e com a estratégia que se pretende definir. Fundamentalmente, o sucesso de um empresário jovem ou não jovem, passa pela sua capacidade de perseverança, e pela capacidade de não desistir à primeira queda. E estas são as principais características que um empresário deve consolidar de forma a ter sucesso. E estas duas características, são uma tónica que nós, enquanto membros da União de Jovens Empresários da CE-CPLP, incutimos naquele que é o nosso espirito e filosofia, de forma, a que os nossos associados e as empresas que confiam no nosso organismo, possam distinguir-se, porque fazem coisas diferentes, mas acima de tudo, porque não desistem. Não desistir é o lema para se associar à UJE.

Cooperam e apoiam todo o tipo de setores de atividade?

Nós somos multissetoriais. Não temos setores de atividade específicos. Atuamos principalmente nos setores que são estratégicos para os países, ou seja, naqueles setores que têm um potencial de crescimento no momento atual. E porquê? Porque assim, será mais fácil estar dentro daquilo que é a problemática para tentar encontrar soluções.

O processo da internacionalização das empresas é um caminho natural nesta era cada vez mais globalizada. De que forma é que a União de Jovens Empresários apoia este processo de internacionalização?

A União de Jovens Empresários da CE-CPLP é acima de tudo e fundamentalmente um veículo para a internacionalização das empresas. Esse é o principal propósito, o de sermos um veículo que ajuda a encurtar caminhos para chegar onde as empresas ainda não chegaram e querem chegar. E por isso, o propósito da nossa existência é fazer com que estas relações da CPLP e dos nove estados membros, possam ser encurtadas através do nosso organismo que é um braço económico da Confederação. Internacionalizar e apoiar nos processos de criação dos negócios além-fronteiras será uma responsabilidade e bandeira deste organismo que será um braço económico da CE-CPLP. Será uma bandeira ainda a trabalhar em equipa e no coletivo para superar as barreiras que se avizinham difíceis, mas ambiciosas.

Qual a relação entre a União de Jovens Empresários e os seus associados?

Ainda nem tudo está feito. Mas acima de tudo, queremos ter uma relação estratégica com todos os nossos associados. Quando digo, ter uma relação estratégica, refiro-me a uma relação estratégica umbilical. Quando saímos do contexto empresarial, e entramos no contexto institucional, parece que saímos de um mundo e entramos noutro, ambos, completamente distintos. Nós existimos para que o mundo empresarial possa ser facilitado e só é possível ajudarmos as empresas institucionalmente se essas mesmas empresas estiverem sempre próximas de nós. Porque hoje, o tempo e a velocidade da mudança, é grande. Existem mudanças quase diariamente e é preciso estarmos preparados, ter estratégias e inverter muitas vezes, o caminho que se vai traçando, porque as coisas mudam com muita velocidade. Portanto, entendo que o caminho entre a União de Jovens Empresários da CE-CPLP e os seus associados, deve ser o da proximidade. O da proximidade com os associados, o da proximidade para ouvir as suas ideias e preocupações. Este é um caminho que nós queremos fazer, que nós vamos fazer, mas não é obviamente o caminho que já está feito.

Quais as grandes responsabilidades a ter em conta no futuro deste organismo?

Este novo organismo terá no futuro a responsabilidade de criar as condições para a interação entre todo o tecido empresarial de cariz jovem e empreendedor. São os jovens que serão o futuro destas nove nações e é com os jovens que temos que contar para diariamente fazer algo mais por este mundo. É também uma preocupação nossa, ter uma estrutura consolidada na proximidade para com os associados de forma, a colocar efetivamente todos os recursos e processos internos a funcionarem para estes.

Que apostas estratégicas estão em curso para o ano de 2020 da União de Jovens Empresários?

Neste momento já estão curso alguns projetos. Todos eles, no sentido de iniciar uma nova era a partir do ano de 2020, uma vez que, se perspetiva que de 2020 a 2030, serão 10 anos muito importantes para a humanidade e nós precisamos de ter um papel realmente preponderante e marcante para os jovens empresários e empreendedores. O mundo empresarial muda todos os dias, e é essencial pensar em estratégias diariamente. O nosso organismo tem estratégias a curto, médio e longo prazo. Relativamente à nossa estratégia de longo prazo, é tornarmo-nos uma instituição de valor acrescentado no seio da CPLP. O nosso propósito e objetivo a médio prazo é sermos uma organização que consegue levar projetos aos associados que os consegue ajudar a materializar negócios. Quanto à estratégia a curto prazo é estarmos o mais rapidamente possível, próximos dos nossos associados para que eles próprios sintam essa proximidade, de forma a sermos sempre a primeira porta onde eles possam bater quando surgem adversidades e dificuldades. Não posso dizer que tudo está feito, porque não está, porque ainda somos um organismo jovem que está a crescer dentro da Confederação, e como tal, acredito que o caminho se faz caminhando.

Ser membro da União de Jovens Empresários da CE-CPLP é.…?

Basicamente é querer estar numa rede global, onde se conhece pessoas, mercados e realidades que estão intrinsecamente, historicamente e umbilicalmente ligadas a Portugal e não só. É fazer parte de uma rede onde se pode potenciar os negócios além-fronteiras em Portugal e em todos os países integrantes da CPLP, uma vez que, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, potencia estas relações entre os vários países que a compõem. Ser membro da União de Jovens Empresários da CE-CPLP, é acima de tudo, querer mudar o paradigma empresarial da sua empresa.

MITEL O MELHOR PARCEIRO NA MELHORIA DA SAÚDE

MITEL é hoje um player reconhecida a nível mundial e que tem perpetuado um legado assente em pilares como credibilidade, excelência e qualidade. No sentido de contextualizar junto do nosso leitor, como podemos caraterizar a marca e a evolução da mesma em prol do cliente?

A Mitel é uma empresa multinacional fundada em 1973. A nossa visão e missão, o nosso único objetivo, é tornar as comunicações e a colaboração fáceis, ágeis e eficazes, em resumo perfeitas. Todos os dias focamo-nos em perceber como o mundo pode comunicar de forma mais simples e intuitiva, dando liberdade aos clientes para comunicar de qualquer local com qualquer equipamento ou aplicação à sua escolha. Hoje, somos reconhecidos como um líder mundial, sendo que em algumas das regiões onde atuamos, como é o caso da Europa somos #1, apresentando ao mercado soluções inovadoras e competitivas e que aportam elevado valor aos nossos clientes.

Na sua opinião e pela experiência que aporta, quais são os principais desafios, com os quais se deparam as empresas ligadas ao Sector da Saúde e como tem a MITEL colmatado os mesmos?

As empresas ligadas ao Sector da Saúde têm hoje vários desafios, sendo o maior dos quais, não estarem imunes ao desafio de tentar fazer mais com menos. Muitas instituições no interesse da economia de custos, atrasaram as atualizações da tecnologia de comunicação, porque os sistemas continuam a funcionar, e adquirir uma solução de comunicação moderna e mais eficiente, para muitas empresas deste sector, erradamente, não é considerada vital para a prestação de serviços de saúde. A soluções tecnológicas da Mitel, ajudam estas empresas a aumentar a eficiência e a produtividade de forma segura, melhorar a satisfação dos pacientes e apoiar os esforços de transformação digital, para atualizar os ativos de comunicação antigos que, embora ainda funcionem, pouco ou nada fazem para aumentar a qualidade do atendimento aos pacientes.

A Transformação Digital tem assumido uma dinâmica muito forte nos últimos tempos, sendo que o setor da saúde, em geral, tem sido algo relutante em adotar as novas tecnologias digitais, novos modelos de negócio e novos mindsets decorrentes dos desenvolvimentos tecnológicos. Desta forma, que soluções consegue a MITEL apresentar em Portugal que façam a diferença na melhoria da qualidade de vida em saúde?

Por mais avançada que seja a tecnologia, para a Mitel a peça chave da transformação são as pessoas. É impossível ter uma organização eficiente, com recursos humanos insatisfeitos. Objetivamente, a satisfação dos profissionais de saúde está diretamente relacionada com a satisfação dos pacientes. Na Mitel, temos a experiência em ajudar empresas ligadas ao sector da saúde, para simplificar os processos e torná-los mais eficientes, permitindo que os recursos humanos não fiquem presos a tarefas burocráticas, mas focados na satisfação dos pacientes e a poderem contribuir assim, para o sucesso das organizações.

É legítimo afirmar que com as tecnologias «made in» MITEL, os pacientes vêm em primeiro lugar? Como explica esta filosofia?

Todos os atores na área da saúde, do Prestador de Serviços ao Regulador, estão focados na melhoria da satisfação dos pacientes, da forma mais económica e diferenciadora possível. A experiência vivenciada pelos pacientes e os cuidados ou a atenção que recebem de um dado prestador de serviços, tem um peso significativo na sua escolha futura. Atualmente, os avanços na tecnologia ocorrem a uma velocidade exponencial e tecnologias como Social Media, IoT e Machine Learning, mudaram a forma como vivemos, como comunicamos e como nos conectamos. Estes avanços também mudaram a forma como os negócios são realizados. Colaboradores e clientes esperam que a comunicação nas suas vidas profissionais seja tão consistente quanto a das suas vidas pessoais. A tecnologia disponibilizada pela Mitel, é pensada para responder aos desafios específicos do Sector da Saúde, integrando os mais recentes avanços da tecnologia, sendo o ponto central de todo o desenvolvimento, garantir a melhor Experiência de Paciente.

Estão preparados para responder às exigências e às necessidades de empresas públicas e privadas no domínio da saúde? Na orgânica destes players, privado e público, existem distinções no momento de oferecer os vossos serviços e produtos?

Na visão da Mitel, não há diferença entre os requisitos do sector de saúde público ou privado. Enfrentar orçamentos limitados e escassez de recursos humanos em áreas-chave, obriga a que os Administradores e Diretores, sem margem para erros, tenham de acertar nas suas decisões e fazer investimentos em tecnologia que maximizem o desempenho geral das instalações, continuando a aumentar os índices de satisfação dos pacientes ao mesmo tempo que reduzem custos.

Os investimentos em segurança, produtividade e satisfação dos pacientes podem sair mais caros, quando são selecionadas soluções individuais que podem não funcionar integradas com o ambiente de aplicações existente. As soluções Mitel permitem endereçar as premissas fundamentais, pois resolvem os problemas dos vários aspetos da relação com os pacientes, ao mesmo tempo que integram com os sistemas existentes de forma segura.

No âmbito da saúde, fale-nos um pouco mais sobre as soluções perpetuadas pela MITEL para o mercado.

A Mitel apresenta-se às empresas ligadas ao Sector da Saúde, com soluções modulares, pensadas especificamente para responder às necessidades de:

Comunicações – Com modernos e inovadores sistemas de comunicação, contact center, mobilidade e colaboração, com uma arquitetura centralizada ou distribuída em Cloud Privada, a Mitel promove uma integração mais estreita, com os sistemas existentes e com os equipamentos periféricos, para otimizar processos e aumentar a produtividade. A segurança e flexibilidade na escolha são as chaves, pois todas as organizações têm desafios únicos.

Relação com Paciente – A tecnologia pode ser complexa, mas para a Mitel, tem que ser simples de utilizar, intuitiva e que permita otimizar as tarefas. A Mitel, permite que as interações com o paciente sejam mais refinadas, utilizando os sistemas de informação internos e a Inteligência Artificial. As soluções disponibilizadas permitem a integração de ferramentas de colaboração e aplicações para os pacientes, nos fluxos de trabalho das equipas que têm contato público, oferecendo uma experiência de utilização única.

Adaptadas à realidade de cada organização, podemos também implementar soluções tecnológicas flexíveis que respondem às expetativas dos pacientes e a cumprir métricas de qualidade. Tomemos como exemplo um Centro de Exames e Análises clínicas. Várias centenas de milhares euros podem ser perdidos, se os pacientes não conseguirem fazer o agendamento atempadamente. Analisando as interações em tempo real, proveniente de vários canais de comunicação como a voz, email, SMS, redes sociais e com estes dados agir em antecipação, reduzindo o tempo de resposta e abandono das chamadas, as soluções Mitel, podemos evitar que aconteçam perdas, utilizando os dados recolhidos para otimizar automaticamente o fluxo de atendimento.

A terminar, o que podemos esperar da MITEL de futuro e como vê o vindouro no que concerne à Transformação Digital em saúde?

A viagem da Transformação Digital é um processo emergente que deve ser encarado pelos decisores como inevitável, especialmente no Sector da Saúde. A tecnologia é o aliado que contribui significativamente no processo de transição da transformação digital, focada na satisfação dos pacientes, na otimização dos recursos, em trazer eficiência aos processos e na redução dos custos.

À medida que o ritmo da transformação continua a acelerar, aumentam as apostas para que todos os prestadores de serviços se tornem:

Mais eficazes e proativos: capazes de antecipar os pedidos e as necessidades dos clientes, dos pacientes, entre outros;

Mais acessíveis: disponíveis 24/7, a qualquer hora, em qualquer lugar a partir de qualquer dispositivo ou aplicação;

Flexíveis e com um perfil adaptativo: prontos para adotar as mais recentes tecnologias e tendências, tornando-se únicos.

Qualquer investimento em tecnologia de comunicação que que se ligue à organização, deve ser simples utilizar, inteligente, em tempo real, multiplataforma e flexível. À medida que essas tecnologias se tornam cada vez mais comuns, os decisores das organizações precisam de trabalhar com parceiros que estão alinhados com estes princípios e são capazes de oferecer a próxima geração de comunicação e colaboração. A Mitel é líder nos sectores onde atua e ajuda diariamente empresas ligadas ao Sector da Saúde a serem únicas, a sobressair no seu mercado e a oferecer novos serviços inovadores aos seus Clientes.

Escolher MITEL…é?

… é a garantia que têm ao seu lado um parceiro de viagem, com experiência em ajudar empresas ligadas ao Sector da Saúde, por todo o mundo. A Mitel disponibiliza hoje, de forma segura, a próxima geração de comunicação e colaboração, que garante o maior retorno de investimento, simplifica o ambiente de IT, otimiza processos, integrada com as aplicações informáticas e com as apps existentes, permitindo que as empresas ligadas ao Sector da Saúde estejam focadas no que é importante, a Satisfação dos Clientes.

EMPRESAS