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Vanessa Ferreirinha

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ERS recebeu quase 40 mil queixas sobre serviços de saúde no primeiro semestre de 2019

Foto Agência Lusa

Quase 40 mil reclamações sobre unidades de saúde públicas, privadas e sociais foram apresentadas no primeiro semestre deste ano à Entidade Reguladora da Saúde (ERS), representando mais de 85% dos processos recebidos por esta entidade, segundo dados divulgados esta segunda-feira.

No setor público, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) foi o estabelecimento que recebeu o maior número de queixas (1.652), enquanto no setor privado foi o Hospital CUF Descobertas (1.042) e no setor social o Hospital da Prelada da Santa Casa da Misericórdia do Porto (34), segundo um relatório da ERS.

Os dados revelam que, no total, foram submetidos à Entidade Reguladora da Saúde nos primeiros seis meses do ano 46.056 “processos REC” (reclamações, elogios ou sugestões) relativos a estabelecimentos sob a responsabilidade de 823 entidades.

A maioria dos processos dizem respeito a reclamações (39.540), seguidos dos elogios (5.819) e sugestões (511). Há ainda 186 processos “mistos” que podem conter mais do que uma tipologia.

O Hospital de Vila Franca de Xira (gerido em parceria público-privada) foi o estabelecimento que recebeu mais elogios no setor público (333). No setor privado foi o Hospital da Luz – Lisboa (274) e no setor social o Hospital Luciano de Castro em Anadia (38).

Dos 46.056 processos, 31.474 eram relativos a situações ocorridas já no ano de 2019, indica o relatório, que aponta uma descida de 12,3% em relação a igual período do ano anterior.

Segundo a ERS, este “aparente decréscimo de 12,3%” deve-se ao “aumento extraordinário que se verificou no 1.º semestre de 2018, na sequência do esforço suplementar de atualização de processos pendentes nos prestadores, desenvolvido no fim de 2017 e início de 2018”.

Como resultado desses “esforços”, verificou-se um acréscimo significativo no volume de processos decididos no primeiro semestre de 2019, tendo a ERS emitido decisão relativamente a 95.823 “processos REC”, o que representou um acréscimo de 207% em relação a igual período do ano anterior

Dos processos decididos pela ERS neste período, 93% foram terminados, 6% continuaram a ser analisados internamente e 0,5% foram encaminhados externamente.

Dos 580 processos cuja decisão foi no sentido do encaminhamento para entidade externa, por conterem matéria que extravasava as competências da ERS, a maioria (80%) foi remetida para a Ordem dos Médicos, seguida da Ordem dos Enfermeiros (13,8%) e da Ordem dos Médicos Dentistas (3,6%)

Dentro das reclamações, o tema mais frequentemente mencionado nos processos decididos pela ERS foi o de “Procedimentos Administrativos” (26,4%), seguido da “focalização no utente (23,9%), “acesso a cuidados de saúde” (20,9%), “cuidados de saúde e segurança do doente” (20%).

Os “tempos de espera” motivaram 14,7% das reclamações, as “questões financeiras” 9% e as “instalações e serviço complementares” 5,5%, adianta o relatório da ERA relativo ao “sistema de gestão de reclamações”.

Os dados disponibilizados têm por base a informação recolhida através de duas plataformas da ERS: o Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados (SRER) e o Sistema de Gestão de Reclamações (SGREC).

 

Fonte Agência Lusa

Afinal, economia portuguesa cresce 2,4% em 2018 e 3,5% em 2017

Foto Observador

A economia portuguesa, afinal, cresceu 2,4% em 2018 (em vez dos 2,1% que tinham sido estimados), depois de o INE ter revisto a base das Contas Nacionais Portuguesas — um processo que ocorre a cada 5 anos, seguindo recomendações internacionais. Mas não foi só o ano passado que sofreu alterações: o Produto Interno Bruto de 2016 foi revisto para 2% (antes era 1,9%) e o de 2017 passou para 3,5% (a estimativa anterior apontava para 2,8%).

“Comparativamente com resultados anteriormente divulgados para 2017 e 2018, as Contas Nacionais agora disponibilizadas revelam um maior crescimento económico embora se mantenha a indicação de aceleração em 2017 seguida de abrandamento em 2018”, sublinha o INE.

Em 2017, o INE destaca “o elevado crescimento do Investimento (11,9%)” e em 2018 indica que esta rubrica se mantém “como a componente mais dinâmica (crescimento de 6,2%)”.

As alterações “refletem sobretudo a incorporação de informação então não disponível, nomeadamente ao nível de alguns setores de atividade e da Balança de Pagamentos e, em menor grau, a alteração da composição do PIB em consequência da mudança de base”.

“Na revisão do nível do PIB de 2017 em 0,7%, aproximadamente 0,5 pontos percentuais (p.p.) correspondem a uma revisão em alta da formação bruta de capital, essencialmente FBCF [Formação Bruta de Capital Fixo] em construção e variação de existências, e 0,2 p.p. à revisão dos dados do comércio internacional de bens e serviços, particularmente das exportações de serviços”, explica o INE.

O instituto adianta que, “comparativamente com resultados anteriormente divulgados para 2017 e 2018, as Contas Nacionais agora disponibilizadas revelam um maior crescimento económico embora se mantenha a indicação de aceleração em 2017 seguida de abrandamento em 2018”. O INE explica que, com a publicação das Contas Nacionais Anuais — Base 2016, inicia-se a nova série de Contas Nacionais, que substitui 2011 por 2016 como ano de referência e que, tal como as anteriores séries, se inicia em 1995.

O INE adianta que “esta mudança de base insere-se nas revisões regulares, que se realizam de 5 em 5 anos, com o objetivo de introduzir desenvolvimentos metodológicos e incorporar resultados de fontes cuja disponibilização de informação tem uma frequência mais baixa que a anual, visando dessa forma obter uma representação mais exata da atividade económica”.

Fonte: Observador

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