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Vanessa Ferreirinha

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É PRECISO PERCEBER QUE UMA MELHOR CIBERSEGURANÇA PASSA POR MELHORES COMPETÊNCIAS DIGITAIS”

Centro Nacional de Cibersegurança atua como coordenador operacional e autoridade nacional especialista em matéria de cibersegurança junto de várias entidades. De que forma é que garantem que o ciberespaço seja utilizado como espaço de liberdade, segurança e justiça, para proteção dos mais variados setores?

Garantir é um termo muito forte. Trabalhamos com um conjunto alargado de parceiros nas componentes fundamentais da cibersegurança como a prevenção, a deteção e a reação a ciberincidentes. Temos vindo a criar e a oferecer aos cidadãos e às organizações um conjunto de instrumentos desde cursos de sensibilização e treino, referenciais normativos ou suporte na resolução de ciberincidentes. Criamos um curso gratuito que promove a adoção de comportamentos seguros online designado “Cidadão Ciberseguro”. Este curso está a ter uma grande taxa de adesão junto de organismos da Administração Pública, mas também de grandes grupos económicos que pretendem apostar na criação de competências digitais dos seus quadros, dessa forma melhorando a segurança das suas organizações.

Desenvolvemos também o Programa de Sensibilização e Treino em Cibersegurança, através do qual se pretende massificar a formação e sensibilização dos cidadãos e dos colaboradores das nossas organizações para os riscos do uso desinformado do ciberespaço, através da realização de ações de sensibilização e formação em Cibersegurança em diferentes locais do país, de norte a sul, passando pelas ilhas, contando, para isso, com o apoio de parceiros. Já temos uma rede com cerca de 70 formadores em todo o país que colaboram connosco neste esforço de sensibilização.

Também temos feito uma grande aposta na criação de instrumentos que orientam as organizações a melhorar as suas capacidades de cibersegurança. Com a publicação do regime jurídico de segurança do ciberespaço em agosto [de 2018], o CNCS é a entidade competente para um conjunto de setores e subsetores de atividades da nossa económica e estamos a produzir, em estreita articulação com os reguladores setoriais, o conjunto dos requisitos de segurança que todos os operadores de serviços essenciais estão obrigados a implementar dentro das suas organizações.

O CNCS atua junto de que entidades? Como é que aplica as suas competências em cada uma?

O CNCS tem um portefólio de produtos e serviços de largo espectro. O âmbito da aplicação do regime jurídico de segurança do Ciberespaço, visa os operadores de serviços essenciais, os prestadores de serviços digitais, a administração pública e os operadores de infraestruturas críticas. Para estes o CNCS atua como Autoridade Nacional de Cibersegurança, responsável pela produção de normativos e pela supervisão da sua aplicação.

No entanto, a esfera de atuação do CNCS não se esgota no objeto do regime jurídico de segurança do Ciberespaço. Uma parte importante do nosso trabalho visa a sensibilização e a capacitação dos nossos cidadãos, pequenas e médias empresas e autarquias. Para estes criamos instrumentos como o Quadro Nacional de Referência para a Cibersegurança, o Roteiro para a criação de capacidades mínimas em Cibersegurança e estamos a ultimar um modelo de autoavaliação online que pode ser usado pelas empresas para aferir o seu nível maturidade em Cibersegurança. Adicionalmente, apostamos na cooperação e na criação de sinergias com a comunidade de Cibersegurança, criando pontes ao nível nacional e internacional, dinamizando fóruns e redes de cooperação em diferentes grupos de interesse, mas também na produção de instrumentos de sensibilização e especialização para os mais variados grupos de interesse, desde o cidadão aos escalões de topo das organizações públicas e privadas.

Por último, destacamos o serviço de coordenação da resposta a ciberincidentes CERT.PT que, semanalmente, presta apoio a dezenas de entidades públicas e privadas na resolução de problemas.

Quais as medidas de cibersegurança que cada entidade deve ter, de forma a perspetivar um seguro funcionamento das entidades?

Antes de mais, importa referir que a cibersegurança é um fator de competitividade e de sobrevivência das entidades/empresas e, por isso, deve ser uma prioridade para os gestores, sendo que a segurança digital das entidades públicas e privadas é uma prioridade. Sem um elevado nível de maturidade em cibersegurança nas nossas organizações, não estão reunidas as condições para um efetivo e sustentável desenvolvimento económico.

O CNCS detém igualmente o papel de apoio às organizações, e para tal, irá ser disponibilizado até ao final do mês um guia para a sua capacitação, designado Roteiro para as capacidades mínimas em Cibersegurança. Este instrumento, apresentado na abertura do Mês Europeu de Cibersegurança, no passado dia 1 de outubro, fornece um caminho e estabelece as prioridades de ação que devem ser tomadas para atingir o que definimos como um patamar mínimo de cibersegurança para as nossas empresas. Não se trata tanto de uma lógica das boas práticas, mas sim de uma lógica de competências, ou seja, que as empresas devem ser capazes de realizar uma determinada função da cibersegurança, como por exemplo identificar as ameaças e de reagir a elas.

De destacar também a criação do Quadro Nacional de Referência para Cibersegurança, que foi apresentado na nossa conferência anual C-DAYS, e que tem como objetivo ajudar a proteger melhor as empresas e organismos públicos dos ataques informáticos. Este quadro, de adesão voluntária pelas organizações, inclui um conjunto de controlos e medidas técnicas que têm que ser asseguradas pelas entidades para atingir um patamar de cibersegurança para fazer face às ameaças conhecidas.

Outubro é o mês da cibersegurança. Este ano a 7ª edição das celebrações da cibersegurança na europa, vão abordar as temáticas “Ciber-Higiene e Tecnologias Emergentes”, até ao final do mês. De que forma é que estas comemorações, visam implementar as boas práticas para a utilização do ciberespaço?

O Mês Europeu de Cibersegurança é uma iniciativa anual que decorre por toda a Europa e promove a cibersegurança, e todas as suas vertentes. A 7ª edição, organizada em parceria com a Agência Europeia para a Segurança das Redes e Sistemas de Informação (ENISA) e a Comissão Europeia, conta com a participação de diversos parceiros, tais como, autoridades locais, governos, universidades, ONG’s, associações profissionais, entre outras, por toda a Europa.

Neste sentido, esta iniciativa tem como objetivo sensibilizar não só os cidadãos e as empresas para os comportamentos que devem ter no que respeita à segurança online, prevenindo eventuais ameaças decorrentes da utilização do ciberespaço – os chamados dos comportamentos de Ciber-Higiene, como também, uma abordagem sobre as Tecnologias Emergentes. Estamos a falar de novas tecnologias que trazem consigo novos desafios de segurança, como por exemplo, a inteligência artificial, tecnologias quânticas ou as novas redes 5G, entre outros.

Desta forma, decorrerão centenas de eventos e atividades distribuídas em 28 países europeus ao longo do próximo mês, desde Conferências, a Workshops ou Campanhas Online, sendo estes alguns dos formatos escolhidos para fomentar o mês da cibersegurança pelo país. No âmbito desta comemoração, o CNCS promoveu várias atividades.

O objetivo destas comemorações é sensibilizar os cidadãos e as empresas para os comportamentos que devem ter no que respeita à segurança online. De que forma é que estes se podem prevenir de ameaças decorrentes da utilização do ciberespaço?

É preciso perceber que uma melhor Cibersegurança passa, necessariamente, por melhores competências digitais, por um elevado sentido de alerta dos nossos cidadãos, de conhecimento dos riscos e das suas consequências por parte de cidadãos e decisores e, em consequência, pela adoção de comportamentos online seguros.

A sensibilização e a capacitação da nossa sociedade deve ser, desta forma, uma ação contínua. Iniciativas como este Mês Europeu da Cibersegurança servem para transmitir boas práticas simples como cuidados a ter com o manuseamento de passwords, na utilização de redes abertas wi-fi; com dispositivos amovíveis; alertar para a necessidade de fazer backups sistemáticos; cuidados com a atualização de software no computador e telemóvel, entre outras. Mas o melhor será ir ao nosso site e fazer o nosso curso online “Cidadão Cibersegurança”.

Uma das vossas missões é consciencializar as entidades públicas, as empresas e a sociedade civil para os “desafios da segurança do ciberespaço”. De que forma o CNCS atua diretamente para o enriquecimento da cultura da cibersegurança dos cidadãos?

Para o enriquecimento da cultura da cibersegurança dos cidadãos, o CNCS aposta na promoção de cursos, como é o caso do Curso Geral de Cibersegurança, mas também, ações de sensibilização focalizadas, como é o caso dos Cibertemas, que são sessões temáticas com a duração de cerca de duas horas e com a regularidade aproximada de uma vez todos os dois meses. Neste contexto, destacamos igualmente a organização da conferência anual de cibersegurança – C-DAYS, que este ano se realizou no Porto subordinada ao tema Cibersegurança para PMEs, e que contou com cerca de 50 oradores e mais de 800 participantes.

Que verdadeiro desafio acarreta o CNCS num mercado cada vez mais exigente e globalizado? Neste momento, o que considera que devem ser as prioridades principalmente no que concerne à cibersegurança no mercado em Portugal?

O desafio último é conseguir ter uma sociedade e uma economia perfeitamente adaptados aos riscos colocados pelo desenvolvimento tecnológico em geral e pela transformação digital em particular. Neste sentido, a aposta na criação de competências digitais e em particular em competências de cibersegurança são essenciais para este desiderato. Por outro lado, é importante que os gestores das nossas empresas introduzam o tema da cibersegurança nos seus processos de inovação e transformação digital. Isto significa não olhar apenas para os benefícios que esta transformação digital inequivocamente trás, mas contabilizar igualmente os custos decorrentes da mitigação ou terceirização dos novos riscos a que a empresa fica sujeita. No fundo, não esquecer que a transformação digital requer investimento também em cibersegurança: pessoas, processos e tecnologia.

Neste sentido, de referir que o CNCS é também responsável pela coordenação da elaboração do Plano de Ação da Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço 2019-2023.

“A JFA ESTARÁ SEMPRE NA VANGUARDA DA QUALIDADE E DA INOVAÇÃO”

Com quatro décadas de existência, a Têxteis J.F. Almeida, S.A. é hoje um player de enorme referência no setor têxtil em Portugal e não só, tendo vindo a marca este percurso pela excelência e qualidade da sua atuação no mercado. Como tem vindo a ser realizado o crescimento da marca em prol da inovação, do cliente e de uma posição de relevo no mercado nacional e internacional?

A Têxteis JF Almeida quer ser reconhecida nacional e internacionalmente pela sua procura incessante da qualidade e melhoria do serviço e continuar a ser sinónimo de fiabilidade, capacidade, versatilidade e flexibilidade, competitividade, prazo e serviço diferenciado. Estes últimos são os valores da empresa, e daí vem o sucesso da marca e da nossa posição no mercado. A JFA tem investido continuamente em maquinaria de alta tecnologia e tem investido forte na formação e qualidade de trabalho de todos os nossos colaboradores, por isso, consegue se moldar todos os dias aos desafios do mercado.

Ao longos destes 40 anos, quais foram, na sua opinião, as principais estratégias, momentos e desafios da marca para ser atualmente um player de enorme relevância no panorama nacional e internacional? Tornar-se vertical foi o grande passo e que fez toda a diferença?

Uma das principais estratégias foi o investimento incessante na capacidade produtiva e capacidade humana de toda a empresa, que nos fez tornar autónomos e com capacidade de garantir um prazo de entrega aceitável a qualquer cliente nos 4 cantos do mundo. Graças a todos esses investimentos, neste momento a JFA em menos de 48 horas coloca uma toalha no outro lado do mundo. Naturalmente, que um dos grandes passos da nossa evolução foi tornar-nos totalmente verticais, pois os nossos níveis de qualidade aumentar de forma exponencial, e conseguimos controlar todo o processo produtivo, o que nos faz ser muito versáteis e flexíveis.

É de conhecimento comum que, num passado não muito longínquo, o setor do têxtil atravessou uma fase de enorme crise. Sente que aposta na Inovação por parte dos players deste setor foi o ponto chave para alterar esse paradigma? Como é que a J.F. Almeida ultrapassou essa fase?

A inovação tem de estar a par do nosso dia a dia, pois só assim nos conseguimos diferenciar dos nossos concorrentes internacionais. Não falo só da inovação do produto, mas também do processo. Isto é, cada vez mais se fala na chamada indústria 4.0, uma indústria superautomatizada. A JFA já encara esta realidade à mais de uma década, naturalmente, que na atualidade tem mais valências para colmatar as dificuldades. O mercado têxtil é ainda um mercado de muita mão de obra intensiva, mas nós temos nos moldado na cadeia produtiva de forma a automatizar todo o nosso processo. Além de tudo isto, temos uma equipa de I&D a trabalhar diariamente em produtos novos (mais técnicos), para nos distanciar dos produtos básicos e assim fugir às ditas crises.

Operam numa área tradicional da economia lusa, mas um dos principais pontos fortes da marca passa pela exportação e internacionalização. Porquê esta estratégia e em que mercados é que podemos ver produtos «made in» J. F. Almeida?

Com a dimensão da JFA seria impensável não pensar em exportar, pois o mercado nacional não absorve a nossa produção nem tem liquidez suficiente. A JFA esta em todos os continentes neste momento, e os principais mercados são a Espanha, França, Itália e Alemanha, e temos crescido muito bem nos EUA. Com esta nova crise que se adivinha, tem havido uma recessão do consumo em todo o mercado Europeu, e por isso, temos trabalhado já outros mercados emergentes, com novas feiras no Dubai e Macau.

Que análise perpetua do panorama em Portugal e a nível exterior? Sente que hoje, neste setor, somos um país que ocupa uma das posições de liderança? O que marca a diferença com outros congéneres internacionais? A questão do preço ainda é o vetor mais importante ou hoje a aposta na inovação e nas novas tecnologias marcam esta diferença?

O panorama num futuro próximo parece me bastante negro em Portugal, pois a capacidade instalada aumentou espontaneamente e as encomendas não acompanharam essa evolução. E as empresas que cresceram não querem ver o investimento parado, e para conseguir “apanhar” as encomendas aos concorrentes, preferem baixar as margens para manter a estrutura a trabalhar. Mas isto tem causado uma grave falta de liquidez nas empresas, e isto torna-se um ciclo negativo em todo o fluxo de empresas.

A nível exterior sente-se uma diminuição e uma mudança de estilos de consumos. A nova geração tem neste momento uma ideia diferente de consumo, o investimento está a ser feito em grande parte no turismo e no lazer, e os bens materiais estão a ser postos de lado, e isso faz com que o mercado entre em receção. Além disso, as questões políticas têm afetado muito a balança comercial, a guerra comercial EUA/China, Brexit, Coletes amarelos em França, instabilidade Governamental em Espanha, entre outros.

Portugal tem uma posição de liderança na área têxtil devido à sua qualidade, design, inovação e de resposta, e isto é o que nos faz diferenciar duma Turquia, China ou Paquistão, pois se fosse uma questão de preço Portugal já tinha “fechado as portas”.

Qual foi o impacto que a Indústria 4.0 teve no setor do têxtil e da moda? De que forma alterou o paradigma, principalmente em vertentes como a Inovação e a Qualificação?

Como falei acima a indústria 4.0 já tem sido uma luta durante estes últimos anos no sector têxtil e da moda. Neste momento, quem não investir na informatização/automação do processo produtivo irá parar no tempo e não irá conseguir acompanhar o mercado global. Todos os dias as empresas têm que se reinventar, para apresentar novos produtos com novas funcionalidades ao baixo custo produtivo, otimizando todo o seu processo.

O que podemos continuar a esperar para o futuro por parte da J.F. Almeida? Quais os grandes desafios da marca para 2020?

A JFA estará sempre na vanguarda da qualidade e da inovação, e continuará a investir e a fortalecer-se todos os dias para manter-se sempre na linha da frente, como tem vindo a ser nos últimos anos. Os novos mercados que temos vindo a trabalhar e temos em vista abrir são os principais desafios da JFA para 2020.

INOVAÇÃO MADE IN PORTUGAL

LISPOLIS Cíntia Costa Pedro Rebordão

o nosso dia-a-dia, os termos startup, tecnologia e ecossistema empreendedor são comuns. Contudo, há já muito tempo que se aposta em inovação em Portugal e são inúmeras as empresas de média e grande dimensão que apostam em departamentos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) para garantir que continuam na linha da frente nos seus setores de atividade.

No LISPOLIS, vemos essa aposta dar frutos todos os dias, com a criação de novas soluções em várias áreas de negócio. As empresas instaladas, sejam microempresas, startups, PMEs ou mesmo multinacionais, têm como fator diferenciador a capacidade de se adaptarem às novas realidades e utilizarem as tecnologias a seu favor, resolvendo problemas reais e oferecendo soluções eficazes.

A InoDev, consultora de inovação cujo foco é ajudar as empresas a despoletar e gerir a inovação, de modo a adquirirem um posicionamento estratégico diferenciador, maximizando os resultados e a rentabilidade global, tem testemunhado o avanço da inovação em Portugal.

“É visível, nos últimos anos, a crescente consciencialização das PMEs para o conceito da inovação (e da sua distinção do conceito de invenção) e da sua importância no sucesso nas empresas”, explica Telma Batista, consultora na InoDev. Refere ainda que, comparando com o panorama europeu, Portugal atingiu o melhor lugar de sempre no Ranking Europeu de Inovação e lidera agora o grupo dos países ‘moderadamente inovadores’.

“O nosso país destacou-se da média europeia em fatores como o número de estudantes internacionais de doutoramento, o registo de marcas comunitárias, a inovação não tecnológica, as inovações das empresas em produtos/processos e o nascimento de novas empresas. Isto mostra o crescente dinamismo da economia portuguesa na área da inovação”, acrescenta, indicando as Tecnologias de Informação e Comunicações, Saúde, Tecnologias de Produção, Indústrias de Produto, Tecnologias de Produção e Indústrias de Processo como principais setores onde se inova em Portugal.

A aposta na robótica

A área da robótica tem sido uma das que mais destaque ganhou nos últimos anos. Contudo, há uma empresa que já existe há quase 20 anos e que continua a dar cartas na robótica: a ID Mind. Instalada no LISPOLIS desde 2000, esta empresa spin-off do Instituto Superior Técnico tem desenvolvido vários projetos em diferentes áreas, como no Edutainment com o robô Viva instalado no Centro de Ciência Viva / Pavilhão do Conhecimento, ou no Turismo, com o FROG (Fun Robotic Outdoor Guide) que já esteve patente no Terreiro do Paço.

Trabalha ainda a área de serviço de acolhimento, com o robô LINK que indica o caminho aos visitantes do Banco Bradesco, no Brasil, e a área social, com o SocialRobot que pretende acompanhar e socializar com os idosos em lares, na Holanda. Esta empresa inovadora desenvolve projetos para vários países, quer europeus quer extracomunitários, criando inclusivamente parcerias e consórcios com outras empresas para poder chegar mais longe com os seus produtos.

Impacto na área social

O impacto na área social sempre foi um dos principais objetivos do desenvolvimento tecnológico. Resolver problemas do dia-a-dia dos humanos é um dos grandes motivos que leva equipas e empresas a apostar em novas soluções criativas.

É o que acontece no caso da mobilidade reduzida, que cada vez mais tem soluções criativas para apoiar as pessoas com dificuldades motoras a terem uma vida com mais acessibilidade. O desenvolvimento da tecnologia vem dar um grande impulso à vontade de criar mais condições para que a mobilidade seja um direito de todos.

A Accessible Portugal, empresa portuguesa instalada no LISPOLIS, foi criada com o propósito de ajudar a tornar o Turismo acessível para todos. Considerando que existe cerca de 1 milhão de pessoas com necessidades específicas e cerca de 2,5 milhões de seniores em Portugal, a apresentação de soluções inclusivas torna-se fundamental.

Esta empresa tem desenvolvido projetos com vários parceiros, incluindo o Turismo de Portugal e a Fundação Vodafone Portugal, dos quais se destaca o TUR4all Portugal, plataforma online que disponibiliza informação sobre as condições de acessibilidade nos diversos recursos turísticos como hotéis, monumentos e museus, sem esquecer os transportes (adaptados), restaurantes com casas de banho adaptadas ou ementas em braille, entre outras situações. Esta solução pode ser acedida via website ou aplicação móvel e contém informação objetiva e atualizada sobre as condições reais de acessibilidade da oferta turística.

Também a IKI Technologies está a trabalhar para tornar a vida nas cidades mais acessível para todos. Através do seu produto myEyes, é feito um mapeamento de uma zona previamente definida e criado um mapa virtual online para que pessoas com mobilidade reduzida e com deficiências de visão possam seguir as instruções e dirigirem-se ao local pretendido sem contratempos, como passeios altos ou situações de perigo como passadeiras em locais com pouca visibilidade para os condutores de veículos motorizados.

Este é um sistema pioneiro que permite que pessoas com cegueira parcial ou total recebam indicações através de uma app mobile que oferece referências em voz alta sempre que encontra um “evento”, isto é, uma coordenada GPS ou um Beacon, reproduzindo os textos previamente inseridos na Cloud. Estes textos têm o propósito de narrar o que está à volta do utilizador, ao mesmo tempo que fornece orientações sobre como ir de um ponto para outro.

O desafio no setor da saúde

A par de uma preocupação com o setor social da sociedade, existe uma preocupação crescente com a Saúde. Contudo, inovar numa área tão conservadora como a Saúde não é fácil.

A Delox, startup spin-off de um projeto académico na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, veio provar que não é impossível. Aliando o estudo químico com a vontade de empreender, nasceu esta empresa que irá comercializar aparelhos de descontaminação biológica para qualquer local com necessidade de condições sanitárias de excelência, como hospitais de campanha, blocos de cirurgia ou mesmo em centros de produção de fármacos.

Para desenvolver a sua ideia, os empreendedores da Delox contaram com o apoio do programa StartUP Voucher, uma medida no âmbito da estratégia StartUP Portugal que tem como objetivo oferecer aos jovens portugueses uma bolsa mensal e prémios de avaliação intermédia para que possam verificar a viabilidade da sua ideia durante um ano. Mais recentemente, foram alvo de investimento de 300 mil euros pela Caixa Capital e Hovione Capital, e também conseguiram apoio da European Space Agency Business Incubation Center Portugal.

Atualmente, a empresa está a finalizar o protótipo do seu produto, que irá começar a ser comercializado em 2021.

Também a CRIAM Tech decidiu apostar num novo dispositivo médico: desenvolveu um dispositivo médico automático e portátil para análises sanguíneas passível de identificar o tipo e subtipo sanguíneo em três minutos. A CRIAM é a primeira solução no mercado de Point-of-Care que é portátil e automática. É mais rápida do que a concorrência, é móvel, é menos onerosa e permite a melhor gestão do inventário de O- em termos de sangue.

A CRIAM foi um projeto académico que surgiu na Universidade do Minho através da investigadora e cofundadora, Ana Ferraz, que baseou o seu doutoramento neste produto. Ganhou o primeiro prémio da Microsoft Imagine Cup a nível mundial e, mais recentemente, o prémio para a área de healthcare da terceira edição do concurso Protechting, promovido pela Fidelidade e Fosun em parceria com a Beta-i.

Descomplicar é palavra-chave

Olhar para um problema de maneira diferente pode ser o ponto de partida para desmistificar a sua complexidade e encontrar uma solução mais simples.

A Six-Factor, empresa tecnológica instalada no LISPOLIS desde 2017, aproveitou um sistema já existente, de cacifos de entrega em espaços comuns, e simplificou a sua utilização, através de uma camada de segurança digital adicional que permite responder ao desafio da ineficiência na entrega bem-sucedida ao cliente final.

Os Smart Digital Lockers são armários digitais inteligentes que oferecem o mais alto nível de segurança de cacifos aliados a uma estética e robustez dos equipamentos, sem esquecer a funcionalidade e usabilidade adaptada aos utilizadores. Considerando que a vida urbana é cada vez mais rápida e movimentada, oferecer ao consumidor a opção de escolha do local onde recebe as encomendas aumenta a eficiência do serviço e satisfação do cliente.

Estes cacifos fazem uso das tecnologias Blockchain e Inteligência Artificial para garantir a idoneidade e segurança do seu conteúdo e podem ser utilizados para entrega de encomendas ou armazenamento de bens pessoais. Esta é uma solução que pode ser aplicada como last mile num processo de compra online, motivo pelo qual os Smart Digital Lockers participaram ativamente na primeira edição do programa de aceleração E-Commerce Experience, focado no retalho.

Esta é uma comunidade de empresas que está em crescimento, uma vez que acolhemos hoje 125 empresas em 12 edifícios. A sua proatividade e capacidade de envolvimento têm ganho dimensão, criando o que é hoje um espaço em Lisboa com muito mais para oferecer do que apenas metros quadrados. Faça parte desta comunidade e ajude-nos a tornar o panorama de inovação em Portugal cada vez mais abrangente!

LINDE PORTUGAL Mobilidade a Hidrogénio (H2)

Assumidamente um player de enorme reconhecimento, a Linde Portugal produz e comercializa gases industriais, medicinais e farmacêuticos, oferecendo tecnologia de gases e soluções inovadoras em todas as indústrias e áreas de cuidados de saúde. Assim, de que forma analisa a vossa presença no mercado durante estes anos e quais as mais valias que aportam ao mesmo?

Desde que a Linde adquiriu a Sogás, 1987, que a empresa tem vindo a crescer em termos geográficos e volume de negócio. A Linde trouxe ao mercado português uma abordagem eminentemente técnica com base nas sólidas e inovadoras tecnologias alemãs.

De que forma é que a Linde Portugal, no domínio da mobilidade, tem perpetuado uma dinâmica inovadora com soluções que façam a diferença?

A Linde cobre toda a cadeia de valor do H2, desde a produção às operações de abastecimento e infraestruturas (produção, armazenamento, tratamento e distribuição e estações de abastecimento). Em 2004 participámos no projeto CUTE, nos autocarros movidos a H2 no Porto, e desde então temos investido no desenvolvimento de soluções para a mobilidade a H2, com particular enfoque nas estações de enchimento rápido.

É legítimo afirmar que esta atitude da marca no âmbito da mobilidade, perpetua uma dinâmica de responsabilidade ambiental da mesma?

A Linde tem um papel fundamental na responsabilidade ambiental global e ajudamos os nossos clientes a melhorar as suas práticas ambientais e a reduzirem a pegada carbónica, por isso investimos em tecnologias que reduzem o consumo de recursos naturais e utilizam combustíveis alternativos, investindo num futuro sustentável com o objetivo final de uma mobilidade de emissão zero. Ao mesmo tempo, estamos comprometidos em minimizar a nossa própria intensidade de recursos ambientais, incluindo a energia, água e resíduos.

Em Portugal a Linde tem duas áreas de negócio. Quais os objetivos e de que tipo de recursos é que estamos a falar e em que sentido é que se tornam inovadores para os vossos clientes?

A Marca Linde está presente em Portugal com duas empresas que se dedicam a áreas de negócio distintas, a Linde Portugal, atividade industrial e hospitalar, e a Linde Saúde, prestação de cuidados de saúde ao domicílio.

Face à era digital e ao mundo conectado em que vivemos, queremos continuar a acompanhar as necessidades dos nossos clientes assim como inovar, exemplo disso são os canais digitais que temos vindo a desenvolver e que permitem uma comunicação direta e bidirecional com os nossos clientes. Nos últimos anos temos desenvolvido a tecnologia associada às garrafas de aço convencionais e neste momento conseguimos oferecer ao mercado garrafas com ecrã digital onde, por exemplo, é indicado o volume de gás que se encontra dentro de cada garrafa. Adaptámos válvulas integradas a vários modelos que tornaram possível uma fácil utilização por parte dos clientes e adicionámos códigos de barras que permitiram a realização de uma gestão de stocks mais eficiente. A nossa inovação passa também pela área dos serviços, na criação e desenvolvimento de equipas focadas em melhorias contínuas de processos.

A Linde tem vindo a ser pioneira na implementação do H2 como gás industrial há mais de cem anos numa vasta gama de aplicações. Considera que esta é uma resposta promissora relativamente ao facto de a sociedade enfrentar o desafio de encontrar uma fonte de combustível viável para o setor dos transportes/mobilidade rodoviária em particular?

É verdade, a produção, distribuição, armazenamento e uso em aplicações industriais do H2 é algo que faz parte do nosso dia-a-dia. Seja no sector químico, alimentar, do vidro ou da metalurgia, temos soluções para as várias necessidades dos nossos clientes. O H2 está novamente a ser considerado como uma aposta de alternativa aos combustíveis fósseis e à eletricidade e o nosso know-how dá-nos tranquilidade quanto à segurança e fiabilidade das soluções e equipamentos utilizados no sector da mobilidade. A Linde tem mais de 90 estações de enchimento rápido a funcionar em todo o mundo, tendo já realizado mais de 1 milhão de enchimentos em autocarros, barcos, camiões, carros e submarinos.

Considera que o H2 tem potencial para criar uma cadeia de valor energética sustentável?

Em décadas de pesquisa, desenvolvimento e testes efetuados pela Linde e pelos seus parceiros concluiu-se que a tecnologia do H2 não é apenas viável, ela abrirá oportunidades de mobilidade regenerativas e sustentáveis. Atualmente é a solução mais promissora e que gera menos impacto no ambiente. Globalmente estamos numa fase inicial do processo, mas num cenário de consumo já elevado, por exemplo, se uma estação de enchimento abastecer 100 carros por dia com uma fonte de H2 a menos de 150 km, consegue-se atingir um preço de H2 igual ou inferior ao dos combustíveis fósseis, sem recurso a qualquer tipo de subsídio. O que é necessário é começar a criar a rede de distribuição.

De que forma é que a Linde Portugal tem contribuído nos últimos anos com importantes avanços tecnológicos que aumentam os níveis de desempenho ambiental na produção, armazenamento e consumo?

A nível de desempenho ambiental temos contribuído para a implementação dos vários tipos de normas nesta área melhorando o desempenho do sector. A nível da cadeia de valor dos gases industriais, temos investido em novas unidades de produção mais eficientes, e junto dos nossos subcontratados, em particular na distribuição de gases, colaborando com eles para reduzir o impacto das suas atividades.

No domínio da mobilidade, quais são os principais desideratos para o futuro?

A Linde pretende aumentar a eficiência ao longo de toda a cadeia de valor do H2. Queremos proporcionar opções para a máxima redução da pegada carbónica e oferecer ao mercado a solução ótima “produtor ao consumidor” para fornecimento de H2 com base nos requisitos dos clientes e circunstâncias locais.

VENTASK: UMA SOLUÇÃO 360º

Em quê que assenta o vosso fator de diferenciação? O que diferencia a Ventask dos demais no mercado?

Na Ventask oferecemos ao nosso cliente uma perspetiva omnicanal, não só via canais remotos, mas também com uma presença forte no retalho. Não é, ainda, comum uma empresa presentear todas essas valências e isso é o que nos diferencia no mercado. É possível, por exemplo, implementar produtos/marcas com elementos totalmente novos ou naturalmente com uma necessidade de manifestação no mercado com um único parceiro. A nossa ação será desenvolvida de forma personalizada, e, só assim, será possível atender às necessidades específicas de cada negócio na medida em que, estamos conectados a diferentes mecanismos, presente em diferentes plataformas e espaços e que, por isso, iremos oferecer diversos estímulos, a todo o momento, ao cliente final.

De que forma é que a Ventask presta um serviço de excelência aos seus parceiros no que toca à promoção da interação com os clientes?

As inúmeras formas de abordagem ao cliente, a igualdade entre os produtos e o avanço nos direitos do consumidor tornaram as relações de compra e venda muito mais dinâmicas e interpessoais. As empresas/marcas disputam pela preferência de um mesmo cliente e por isso mesmo, a qualidade no atendimento tornou-se fundamental. Vivemos a era do relacionamento. Especialmente no que diz respeito ao atendimento ao cliente, seja de forma passiva ou ativa, os nossos profissionais estão habilitados com diversas formações técnicas e comportamentais, pois cada ocasião de interação com um cliente é um momento decisivo. O cliente adquire o produto ou serviço por razões maioritariamente emocionais, por sentirem os seus desejos, opiniões e gostos respeitados. Desta forma, a aposta formativa e acompanhamento pessoal da equipa comercial elevam as relações negociais e humanas, ampliando e consolidando a excelência que a Ventask promove: qualidade total no atendimento.

A vossa polivalência permite-vos atuar em diferentes frentes: Business to Business ou Business to Consumer; Inbound, Outbound e Gestão Presencial. Em que consiste cada um destes serviços?

O lema transversal a todos os canais consiste em demonstrar aos clientes que eles são importantes e bem-vindos. Não existe uma forma padrão para atender aos clientes B2C e B2B. Cada atendimento é único e, portanto, diferente. Não obstante, existem ferramentas de vendas que são adotadas e direcionadas para o perfil que vamos captar. No B2B, a nossa colaboração incide na potencialização das agendas dos seus comercias, convites para eventos ou apoio aos seus fornecedores. No B2C temos soluções integrais que passam desde o apoio/suporte a cliente por diversos canais como telefone, chat, e-mail, redes sociais ou presencial na gestão do ponto de atendimento.

Para além destes, que outros tipos de serviços é que têm?

Frequentemente, as necessidades dos nossos parceiros abrangem outras áreas e serviços como, gestão de cobranças, tratamento de dados, recolha e qualificação de leads, soluções integrais de BackOffice, e-mail e pesquisas de mercado. Adicionalmente, estamos certificados pelo Banco de Portugal para prestarmos serviços de intermediação de crédito, onde podemos prestar parcerias às empresas que atuam no setor bancário ou instituições de crédito.

Como é que ajudam as empresas a desenvolver um novo patamar de excelência através da criação de serviços de contact center?

O Contact Center é a ponte direta entre a empresa e o consumidor, seja para esclarecer dúvidas, apoio à venda ou resolver problemas. Assim sendo, uma boa comunicação com o cliente é uma parte fundamental para o sucesso da marca. De facto, uma comunicação clara, profissional e sem limitações de horário, permite uma maior satisfação do proponente angariado e é essencial para a retenção do cliente.  É evidente que o Contact Center é uma excelente ferramenta para as empresas que pretendem reforçar a sua identidade no mercado como uma instituição que coloca, em primeiro lugar, o cliente.  Considero que é importante reforçar que a oferta de um serviço de apoio a clientes profissionais já não é algo só de grandes empresas. Na Ventask, conseguimos oferecer um serviço competitivo e de qualidade. Sinergia é isso mesmo, uma relação de cooperação para um bem comum: sucesso de ambas partes.

De que forma promovem a marca das empresas clientes a estar mais perto dos consumidores e de garantir uma abordagem mais humanizada?

Em tempos de constante automação de tarefas, a importância na forma de contato e de prestação de serviços ao público alvo elevou-se. A comunicação e interação não é um procedimento, mas sim uma nova cultura organizacional a fim de, satisfazer as necessidades identificadas pelo cliente, na avaliação da marca. Para ser eficiente, ela deve ser seguida e gerida por parceiros e representantes que desejam crescer, com foco na qualidade e nas expectativas do consumidor. Na Ventask, reunimos uma equipa com uma experiência sólida e especializada na agregação de valor ao cliente, através da criação de uma memória afetiva da empresa/marca. O diálogo e acompanhamento dos nossos clientes (consumidor final) são prioritários, para que seja possível garantir um atendimento humanizado eficiente. Contamos com um bom software de gestão, que nos ajuda nesse processo, reunindo dados e produzindo relatórios com as informações importantes, para serem usadas no relacionamento com eles.

A Ventask está preparada para responder aos mais exigentes desafios apresentados por empresas de diversos segmentos de mercado?

Sim. Estou certo de que a Ventask é o parceiro que vai de encontro às soluções de potencialização e eficiência dos recurso e vendas. Garantimos confiança e a capacidade de gestão, aliada a uma representação de alta qualidade. É criteriosa a nossa aposta na formação contínua dos recursos humanos, por forma a garantir o nosso maior compromisso: a qualidade no tratamento dos clientes, consumidores e questões regulatórias. Relativamente ao nível tecnológico, estamos em constante transformação e para isso, contamos com parcerias robustas para entregar soluções top quality.

MADEIRA COMO PLATAFORMA PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO

De que forma é que se concentram no cliente e nas suas necessidades, sejam elas de expansão do negócio, fiscais, administrativos ou legais?

Permita-me apenas salientar que a nossa empresa, sendo uma Management Company- Estatuto reconhecido pela SDM e Governo Regional – tem vários sectores operacionais de apoio a clientes e investidores nacionais e internacionais. São estas as razões que nos levam a acreditar sermos uma mais valia no apoio a possíveis investidores nacionais, que queiram utilizar a Madeira como plataforma para a Internacionalização e a investidores estrangeiros, que queiram penetrar no mercado europeu e mundial, via Portugal. A TPMc, já existe no mercado regional há 20 anos. É membro da ACIF – Associação comercial e Industrial do Funchal e Presidente da Mesa do CINM (Centro Internacional de Negócios da Madeira); é membro ainda da APCINM – Associação dos Profissionais do Centro Internacional de Negócios da Madeira; e está inserida na lista de Managements reconhecidas e certificadas da SDM – Sociedade de Desenvolvimento da Madeira. Somos uma das únicas Management na Madeira com a totalidade do Capital detida por Portugueses e anualmente envidamos várias ações promocionais em parceria com a SDM, adicionalmente às individuais que realizamos. Em 2019 confirmámos o nosso foco em Lisboa, Porto, Londres, França e África do Sul.

É uma empresa 100% portuguesa, uma vez que o capital é atualmente detido a 100% por madeirenses. Como é que esta característica pode ser uma mais valia?

Faz-nos perceber melhor as dificuldades diárias dos nossos clientes, sejam eles Portugueses, estrangeiros, residentes ou não. Os verdadeiros desafios duma empresa estão na gestão diária da mesma, no suprir dificuldades, e encontrar soluções. Foi pensando nisso que adicionámos vários sectores à nossa estrutura, criando o Departamento de Recrutamento e o de Informática.

De que forma é que a entidade apoia investidores nacionais que pretendam integrar mercados estrangeiros, mas também cativar o investimento internacional para Portugal e, nomeadamente, para a ilha da Madeira?

Neste momento estou a fazer viagens quinzenais a Lisboa. Por duas razões essenciais: prestar um apoio mais direto no mercado nacional a investidores estrangeiros; e prestar o mesmo apoio aos investidores portugueses que estão a procurar novos mercados; A TPMC, ao longo dos últimos 20 anos criou uma rede de contactos, atrevo-me a dizer, nos principais centros de negócios mundiais- para assim podermos ajudar os clientes a encontrarem soluções articuladas internacionais, que sejam mais eficientes. Adicionalmente, durante todo o ano participo em conferências como oradora, em Londres – com a UK Chamber, em Portugal com a Câmara de Comércio Francesa, com a SDM em mercados internacionais e qualquer entidade reconhecida que pretenda levar a Madeira e Portugal ao Mundo.

Considera que é fundamental a existência de empresas que fazem interligação entre o mercado nacional e o estrangeiro e que tentem servir de elo de ligação entre os países?

Com toda a certeza. E a prova disso e da eficiência da ligação está no numero cada vez maior de consultores que estão a abrir escritórios de consultoria em Lisboa, no Porto e na Madeira. Ninguém consegue saber tudo! Mas dois conseguem saber mais!

Acredita que é necessário haver um conhecimento profundo sobre as questões fiscais nacionais e internacionais, uma vez que, caminhamos para uma harmonização fiscal global?

Sem dúvida! Sem conhecimento e constante estudo e atualização não é possível aconselhar, pois é necessário um conhecimento profundo do sistema e da harmonia fiscal global. Todos os países estão relacionados, seja pela interpretação fiscal dos mesmos, pela atitude da AT em cada um deles, pelas politicas e objetivos comuns, ou mesmos pelas diferenças. E mesmo com uma constante atualização, é preciso recorrermos a vários parceiros para podermos verificar as atualizações. A fiscalidade e a interpretação da mesma, muda diariamente no mundo.

Considera que Portugal continental e Madeira têm condições quer fiscais, quer legislativas que ajudam à internacionalização dos investidores portugueses?

Sim. A Madeira, especificamente, tem um dos regimes fiscais mais atrativos da Europa neste momento, e com os custos associados mais baixos. Prova disso é que, cada vez mais portugueses pensam na Madeira como plataforma de Internacionalização. Portugal tem o estatuto de residente não habitual, os diversos vistos de investimento, os sistemas de crédito de imposto e os Tratados de Dupla Tributação, entre outras ferramentas. Acabámos de assinar e ser ratificado com Angola o que é uma ótima notícia.

É neste sentido que a TPMC assume novamente um papel importante, ao ajudar a encontrar as melhores soluções fiscais, logísticas e na procura de parceiros?

A TPMC assume o papel que o cliente necessita que assuma – as necessidades dos nossos clientes são as nossas. O nosso objetivo é, e será sempre servir o cliente e suprir as suas necessidades. É para isso que trabalhamos todos os dias.

ECCO O BRAÇO EXTENSÍVEL DOS CLIENTES, UM PARCEIRO DE EXCELÊNCIA

Quando é que a Efficient Consulting Corporation (ECCO) foi edificado e de que forma é que a mesma tem vindo a calcorrear um percurso que assuma uma dinâmica no sentido de se afirmar como um parceiro de excelência a todos aqueles que buscam os serviços da marca?

A ideia de constituir uma nova empresa que fosse contribuir para o crescimento do CINM nasce em meados de 2013, e já em finais de setembro desse mesmo ano ganha nome, ECCO. O meu pai atual sócio da ECCO na altura trabalhava para uma empresa com quem até então colaborávamos, hoje em dia nossa concorrente, e antes disso durante mais de uma década contribuiu para a própria criação e desenvolvimento do regime em si, como diretor delegado da SDM (concessionária da ZFM). Foi nessa altura que nos desafiou, a mim e ao meu então sócio, a ideia consistia em angariar clientes para a dita sociedade de que o meu pai era sócio e onde trabalhava.

No final de dois anos, já o meu pai estando disponível a tempo inteiro, lança novo repto para que a ECCO deixasse de ser uma mera correspondente de outra “Management” e passasse ela própria a sê-lo. Por forma a garantir um serviço premium, exigência de qualquer empresário que se prese, procuramos logo firmar uma parceria na área jurídica com uma sociedade que pelo seu percurso trouxesse confiança no nosso processo de trabalho e assinámos um protocolo de cooperação com a SRS advogados.

Para além disso, acordámos uma parceria com duas empresas de contabilidade na Madeira que já operavam no mercado interno, desafiando-as para trabalharem com empresas internacionais. Em inícios de 2016, adquirimos perante a SDM o estatuto de “Management”, eramos então a mais jovem empresa a promover e atrair investimento para a Madeira, com a ferramenta CINM.

Que serviços são perpetuados na dinâmica da ECCO que sejam mais relevantes? Qual o nível de apoio prestado pela marca aos vossos parceiros?

A ECCO, procura ser o braço extensível dos clientes que escrutina e consegue atrair. Trata da constituição da sociedade e disponibiliza serviços administrativos e de contabilidade. Numa primeira fase, entabula e desenvolve contactos com os consultores e advogados que identifica nos vários mercados, após uma pré-seleção desses profissionais de confiança nos seus mercados preferenciais que a conduzirão aos seus potenciais clientes, tenta expor-lhes as vantagens do CINM, do Registo MAR, do Golden Visa Português e do estatuto de Residentes Não Habituais em vigor no nosso país. Da nossa abordagem pode ou não nascer interesse, se sim tentamos sempre garantir assertividade e damos resposta em tempo útil.

Um dos vossos desideratos principais passa por reestruturar negócios ou investimentos internacionais para os PALOP e Brasil. Como o perpetuam e como é que essa dinâmica e orgânica é essencial para que os vossos clientes possam tomar uma decisão eficiente e apropriada?

São mercados atrativos pela identidade e proximidade culturais com o nosso país e a língua comum faz parte. No ponto de vista das empresas portuguesas que pretendem expandir as suas vendas para o estrangeiro, internacionalizar o seu produto ou serviço fará sentido que procurem melhor eficácia económica e fiscal para alavancar o investimento que possam fazer nesses mercados, justifica uma empresa licenciada para operar na ZFM. No entanto, a ECCO não faz propriamente uma distinção criteriosa em ajudar somente os investidores portugueses, também estrangeiros a internacionalizarem os seus negócios não só para os PALOP e o Brasil, como para o resto do mundo. Em qualquer circunstância a ECCO explicará que vantagens de diversa natureza existem e pode aquele produtor ter em montar uma estrutura na Madeira que vai ser responsável pelo trading ou pelo procurement da empresa.

O CINM – Centro Internacional de Negócios da Madeira, também apelidado de Zona Franca da Madeira, é um dos dois principais instrumentos responsáveis pelo desenvolvimento económico do arquipélago. Como é que a ECCO também promove essa dinâmica no sentido de atrair mais e novos investimentos para a Madeira?

O CINM é neste momento a segunda atividade económica mais importante e com expressão na economia da região, os dados são públicos. Se considerarmos que a ZFM foi sempre vista como o patinho feio até mesmo pelo Governo central, a promoção negativa sem razão que vai sendo feita ao CINM, podemos tentar imaginar qual o verdadeiro potencial desta ferramenta. A ECCO sendo uma das Managements, acompanha a concessionária nas suas viagens de promoção e assim também promove o CINM e logo investimentos para a Madeira. Há também missões internas da nossa empresa. Usamos todas as ferramentas ao nosso alcance, o contacto de email é o mais usual.

A confiança, o profissionalismo e a oportunidade vão definir com que o cliente decida ou não investir na Madeira, o fator segurança é também abordado, o clima, as ligações aéreas, a estabilidade política e legislativa, tudo conta.

A ECCO é também um player relevante ao nível do apoio e assistência a indivíduos extraeuropeus de elevado nível de rendimentos com vista à obtenção do golden visa em Portugal. Este «público alvo» é essencial para o crescimento do volume de negócios na Madeira?

É importante, embora não essencial, para um determinado perfil do nosso publico alvo proveniente de países extraeuropeus com elevado nível de rendimentos, não só porque para eles pode ser primordial conseguirem com o referido visto acederem sem restrições ao nosso país onde terão investido em empresas internacionais no âmbito do CINM, como a todos os mercados do espaço europeu Schengen. Isto abre-lhes o leque de oportunidades de onde investir para além de no nosso país, estando conscientes que a nível comercial a UE é na generalidade o maior mercado a nível mundial. Consideramos que um indivíduo que tem capacidade financeira para cumprir com um dos requisitos que lhe valida a obtenção deste visto, é também um potencial empreendedor, porque não através da Madeira e do CINM?

Na sua opinião, qual o verdadeiro potencial de crescimento da Madeira? Sente que ainda existem obstáculos que urgem ser ultrapassados?

Existem características que são transversais a qualquer região que se encontre isolada dos centros económicos. Resulta que os volumes de negócios das empresas que vendem para o mercado interno e escasso da ilha da Madeira sejam bem inferiores a outras realidades quando comparadas a empresas do continente Português. Isto é, o espaço territorial não aumenta, a concorrência interna existe, é preciso criar postos de trabalho e condições para que estes se mantenham, o que temos de fazer? De modo geral, criar condições para que a distância entre a Ilha e continente sejam mitigadas, o que passa por melhorar as infraestruturas marítimas e aéreas, reduzir os custos de contexto, de produção local e de transporte dos produtos regionais, criar condições para que exista um apoio sério ao alargamento dos mercados das empresas regionais, à sua internacionalização alargando assim o potencial de clientes e atrair novos investidores. O apoio ao CINM é incontornável, sentimos muita resistência do poder central e da CE quiçá por desconhecimento ou ignorância da nossa realidade insular e ultraperiférica. Recordo que a nossa constituição como a europeia apregoam a integração e a necessidade de garantir-se a continuidade territorial de todos os cidadãos da UE…

O que precisam de saber todos aqueles que pretendem investir na Madeira e quais os grandes desafios que se colocam à ECCO para o futuro próximo?

Que a Madeira cumpre e faz parte da jurisdição portuguesa, é também por isso parte do espaço comunitário Europeu. Beneficia de todos os acordos e tratados assinados entre Portugal e os respetivos países e para além disso apresenta um regime fiscal próprio quando desenvolvida uma atividade a nível internacional, o CINM. A ilha é cosmopolita, nela se falam variados idiomas, possui uma beleza natural ímpar e um povo afável e acolhedor. Possui uma universidade local e uma atmosfera de negócios e de lazer impressionante. O clima é temperado marítimo, daí que por norma a temperatura seja moderada o ano inteiro. De salientar que no Funchal estamos a cinco minutos de tudo, de casa, do escritório e um mergulho no Mar a qualquer altura do ano.

“A MMCL TEM SEMPRE COMO LEMA A SATISFAÇÃO DO SEU CLIENTE”

 

Edificada em 1989, a Madeira Management Cia Lda (MMCL), assume-se como um dos principais players no domínio da região, tendo vindo a marcar um percurso assente na qualidade e credibilidade da sua atuação. No sentido de contextualizar junto do nosso leitor, como é que analisaria a evolução da marca desde a sua génese?

A MMCL celebrou este ano 30 anos de existência. Conseguiu acompanhar a evolução do próprio CINM, adaptando os seus serviços a todas as novas realidades entretanto introduzidas e por isso continua a ser reconhecida como um dos principais players do CINM, mantendo a sua reputação de empresa séria que oferece soluções de excelente qualidade a todos os seus clientes.

Hoje os serviços da MMCL vão para além do CINM. Foi uma evolução natural, colocar os nossos colaboradores com vasta experiência na área fiscal e de contabilidade, ao serviço da população em geral, de estrangeiros residentes na Madeira e das empresas regionais, sendo os “Vistos Gold” e a Residência Não Habitual outras áreas de actuação. A marca MMCL é hoje reconhecida local e internacionalmente pela excelência dos seus serviços e dos seus profissionais.

De que forma é que a MMCL procura estar atenta a todas as necessidades dos seus clientes e parceiros no sentido de oferecer as melhores soluções e valias em prol da satisfação dos mesmos?

A MMCL tem sempre como lema a satisfação do seu cliente e usa todos os meios ao seu alcance para esse fim.

Promovemos com regularidade a formação da nossa equipa, estamos atentos a todas as exigências da própria regulamentação Portuguesa e Europeia, adaptando a forma como presta os serviços e utilizando as tecnologias mais recentes.

No âmbito da vossa orgânica, qual a importância que é dada às parcerias de domínio internacional? É legítimo afirmas que as mesmas são essenciais para dar a respostas necessárias?

O facto de pertencermos a um grupo internacional faz com que estejamos sempre conectadas com outras realidades e tentemos sempre incorporar o que de melhor se faz la fora de forma a garantir as melhores soluções para os nossos clientes.

O Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) foi criado e aprovado pela União Europeia para promover o desenvolvimento económico da Madeira. Como é que perpetuam esta ligação, ou seja, que o CINM seja acessível a todos os clientes? Como é que o trabalho desenvolvido pela MMCL beneficia o CINM?

Para nós é evidente que o CINM tem promovido o desenvolvimento económico da Madeira, não apenas em termos financeiros, mas também em termos de criação de emprego qualificado, promoção de investimentos imobiliários, etc. A MMCL promove o CINM nos mercados internacional e nacional, sendo, por isso um dos veículos da sua promoção e crescimento.

É legítimo afirmar que o CINM é o instrumento de trabalho da MMCL? Que lacunas é que ainda identifica no domínio do CINM e que urgem ser alterados?

As sociedades licenciadas no CINM e os navios registados no MAR são ainda o principal instrumento de trabalho da MMCL, não obstante termos diversificado a nossa área de actuação, usando a nossa experiência e valências noutras áreas.

Apesar de ser um dos regimes mais atractivos da Europa, o CINM poderia e deveria ser melhorada para se tornar mais competitivo em termos internacionais. A questão da exigência de criação de trabalho não faz qualquer sentido nos tempos da tecnologia digital.

Que serviços são perpetuados na dinâmica da MMCL e que sejam mais relevantes?

A MMCL é composta por uma equipa de profissionais principalmente da área jurídica e contabilística. Os nossos serviços incluem a constituição e administração de sociedades dentro e fora do CINM, consultoria fiscal e serviços de contabilidade a empresas e clientes individuais e o registo de navios. Dispomos ainda de um serviço co-work, que permite aos nossos clientes ter um local para instalação da sua própria unidade.

Da sua experiência, qual o potencial de crescimento da Madeira e sente que estamos a seguir o rumo correto no sentido de atrair mais investimento estrangeiro n o arquipélago?

O potencial de crescimento da Madeira e do CINM existe, mas ainda é frágil e por isso tem de ser defendido com veemência.

Será por isso que ultimamente ouve se falar muito num regime fiscal próprio da RAM. A experiência adquirida no CINM, aliada a um regime mais consistente, poderia ser uma arma potente, fonte de crescimento e maior riqueza para toda a região.

O que precisam de saber todos aqueles que pretendem investir na Madeira e quais os grandes desideratos de futuro por parte da MMCL?

Qualquer cliente que pretenda investir na Madeira, precisa de saber, a par das enormes vantagens, que está a lidar com uma jurisdição regulada, com regras para cumprir.

Quanto ao futuro, a MMCL vai continuar a estar atenta à evolução, quer do próprio CINM, quer de qualquer potencial de negócio, adaptando a oferta dos seus serviços, tentando acompanhar as novas tecnologias, dando as melhores ferramentas aos seus funcionários, de modo a continuar a prestar o melhor serviço possível aos seus clientes.

AS VANTAGENS DOS PAGAMENTOS POR DÉBITO DIRETO NAS EMPRESAS

Muito recentemente, a EuPago começou a oferecer um serviço de cobranças por débito direto para empresas portuguesas, particularmente as de menor dimensão. Porquê esta aposta e quais os desideratos da mesma?

Foi com satisfação que percebemos que conseguimos fazer parte de um sistema que permitiu a democratização dos meios de pagamento, criando assim um ecossistema onde as pequenas empresas têm ao seu dispor as mesmas ferramentas que as grandes empresas. Deste modo, diminuindo a desigualdade entre empresas, a Eupago ajuda as mesmas acreditando que a melhoria do seu serviço resultará num aumento das vendas. Este é um caso em que ambas as partes beneficiam.

Estas empresas são de menor dimensão, logo com menos poder para negociar o custo destas operações com os bancos. Era uma lacuna que existia no sistema financeiro português?

A maior lacuna detetada foi, sem dúvida, a automatização do processo e não o custo por si só. Com a chegada da Eupago ao mercado, este processo tornou-se mais ágil e prático. Os nossos clientes conseguem fazer cobranças via Débito Direto sem necessitarem de efetuar login no banco para enviar os ficheiros estruturados. Esta operação é simples e requer poucos passos.

A EuPago é a segunda fintech portuguesas a entrar em concorrência direta com a banda tradicional, possível a partir do momento em que foi introduzida a transposição da diretiva dos pagamentos, denominada por DSP 2. Quão importante é esta concorrência com a banca e de que forma é que esta medida vem ajudar e apoiar o universo empresarial português?

A Eupago não tem como objetivo ser concorrente de nenhuma entidade. A nossa entrada no mercado foca-se em dois aspetos essenciais. Um dos nossos objetivos passa por acrescentar valor aos produtos/serviços já existentes para que o comerciante possa ter acesso a um serviço superior ao seu atual, independentemente de este ser comercializado por bancos ou instituições financeiras. Igualmente importante, é a criação de novas soluções aproveitando as oportunidades apresentadas com o surgimento de novas diretivas. Sermos pioneiros na incorporação DSP2 nos nossos serviços é, sem dúvida, um motivo de orgulho.

A redução do custo é um dos desideratos da DSP 2, alinhado com outros pilares como inovação financeiras, eficiência e outros. Desta forma, é possível massificar o serviço de débito direto com preços mais competitivos? Se sim, como?

Mais importante do que o aparecimento de novas diretivas, é o aparecimento de novas soluções que estimulem o crescimento dos meios de pagamentos. Uma solução como a nossa é uma solução que permite um aumento significativo do serviço: o comerciante deixa de ter a necessidade de enviar os ficheiros de cobrança ao banco, passando a fazer a cobrança num único backoffice, recebendo a comunicação da boa cobrança via e-mail ou webhook, não sendo requisito consultar os ficheiros de confirmação no seu banco. Não vou focar o preço, uma vez que apesar de termos um preço competitivo, não é esse o fator principal para o comerciante. O comerciante procura um bom serviço e a Eupago tem esse serviço.

O débito direto é o segundo meio de pagamento mais utilizado em Portugal, logo a seguir aos cartões. Que vantagens é que o débito direto aporta para as empresas? Estamos somente a falar de redução de custos ou também de otimização de processos no seio das empresas?

A principal vantagem das cobranças via Débito Direto é o facto da boa cobrança não depender da boa vontade do pagador. O Débito Direto tem influência em diversos fatores, dos quais destaco o menor tempo despendido a cobrar a fatura, a automatização na disponibilização do serviço e o maior controlo sobre a tesouraria. Estes três pontos têm um impacto de grande dimensão na economia das empresas, sobretudo nas de menor dimensão onde se revelam vitais.

Perante esta nova realidade dos débitos diretos, que expectativas aportam ao vosso volume de negócios para 2020?

Naturalmente, são apenas projeções, mas esperamos um aumento do volume de negócio em cerca de 5%.

De futuro, quais são os grandes desafios que se colocam à EuPago e ao sistema financeiro em Portugal?

O futuro é agora. Os desafios são-nos colocados diariamente, seja por parte das entidades reguladoras ou por parte dos nossos parceiros e clientes. Relativamente à regulação, com novas diretivas e oportunidades, surgem novas regras. Estas visam um sistema financeiro mais robusto a nível financeiro e dos sistemas de informação que se refletem no planeamento das “pipelines” de desenvolvimento de produtos. O empenho do nosso departamento de Sistemas de Informação resulta no que considero ser um trabalho bastante positivo. O facto de nos vermos como uma empresa de cariz tecnológico, resulta numa imensa vontade em conseguir satisfazer todas as necessidades dos nossos clientes e parceiros. Não estamos alheados da concorrência colocada pelos grandes players internacionais como a Revolut ou o N26. Os efeitos desta concorrência traduzem-se numa contínua evolução do nosso produto. Aproveito, ainda, para informar os leitores, em especial os nossos clientes, que ainda este ano será lançado o nosso novo backoffice com novas funcionalidades.

“O crédito consolidado pode trazer várias contribuições positivas para a vida dos nossos Clientes”

A Financial Liberty, é uma empresa portuguesa na área da mediação de créditos e apoio jurídico, com uma equipa de profissionais com mais de dez anos de experiência. Que resenha é possível fazer acerca do crescimento da mediação de créditos no mercado português?

As empresas de intermediação de crédito, têm vindo agora a expressar uma maior notoriedade junto do público, pois o facto de serem regulamentadas pelo Banco de Portugal, permitiu dar uma maior segurança aos Clientes e consequentemente, estas empresas passaram a ter uma maior expressão. Antes da regulamentação do Banco de Portugal, já existiam algumas empresas a atuar nesta área, no entanto a cobrarem valores aos Clientes para analisar os processos quando os Clientes já se encontravam com algumas fragilidades económicas, acabando por não solucionar a situação. Atualmente, empresas como a Financial Liberty, que trabalham para o cliente, ainda são alvo do estigma deixado por essas empresas, causando alguma desconfiança em alguns Clientes menos informados.

Têm como principal desiderato, a satisfação do cliente a 100%. Esta preocupação com o cliente, é um dos valores máximos da empresa? Explique-nos a importância da mesma no mundo dos negócios.

Sim, um dos principais valores da Financial Liberty, aliás o primeiro valor, é a satisfação dos Clientes, mas acima de tudo a resolução da sua situação financeira. Inevitavelmente, vamos sempre abordar iliteracia financeira que é elevada, o que leva muitas vezes a que as soluções que apresentamos, nem sempre sejam aquilo que o cliente traz em mente quando chega até nós. Tentamos sempre fazer um acompanhamento ao cliente mesmo após resolução da situação que trouxe à Financial Liberty, nos nossos valores é importante este acompanhamento contínuo para que o Cliente consiga reestruturar a sua condição financeira de forma contínua. Lamentavelmente, existem situações onde deixa de ser possível ajudar o Cliente no imediato, nessas alturas tentamos fazer um acompanhamento de reeducação financeira por forma a garantir que venha a ser possível concretizarmos a operação futuramente. Por norma e apesar de ser o nosso core business o crédito consolidado, estas situações, retratam-se em todos os outros créditos que intermediamos, crédito pessoal ou Habitação.

Como pode ser descrito o crescimento da empresa num universo competitivo como é o caso do setor da mediação de créditos?

O nosso crescimento tem vindo a ser gradual, o facto de existirem outras empresas pode ser importante no mercado, pois cada uma acaba por ter uma especificidade diferente. No nosso caso para além da intermediação de créditos, oferecemos ainda ao Cliente um serviço de acompanhamento personalizado e jurídico não só durante todo o processo, mas também após a concretização do mesmo.

Que tipos de procedimentos são necessários ter em conta para a criação de um crédito consolidado?

Relativamente ao crédito consolidado, como o próprio nome indica, vamos agregar vários créditos num único, passando a ter apenas uma prestação, num único dia do mês. É necessário que se tenha em atenção que a poupança que os Clientes passam a ter não se reflete apenas na prestação mensal dos créditos, mas também nos seguros, taxas e comissões associados a estes, deixando de existir com esta solução financeira.

Quais os tipos de créditos possíveis de consolidar?

De uma forma muito generalista, todos os créditos são passíveis de consolidação, no entanto o facto de ser ou não vantajoso deverá analisado casuisticamente. Inclusive se para determinada pessoa foi bom incluir na estrutura de consolidação determinado crédito, não implica que o mesmo se aplique a outro. Devemos analisar se existem ou não garantias associadas, que tipo de garantias e as consequências de as incluir na consolidação.

De acordo com a sua experiência, que contribuições mais notórias traz um crédito consolidado?

O crédito consolidado, pode trazer várias contribuições positivas para a vida dos nossos Clientes. Como referi logo no início, a vida financeira de cada indivíduo acaba por o afetar muito a todos os níveis, caso exista instabilidade nesse sentido a produtividade no seu local de trabalho reduz, a atenção com os filhos, a vida familiar e social. As pessoas passam parte do dia preocupadas em como vão pagar determinadas contas, até mesmo pequenos gastos do dia a dia como aquisição de produtos higiene. Daí advém uma das principais doenças do século: a depressão e todas as consequências que esta pode trazer. Em algumas situações pode levar mesmo ao desemprego, pois a produtividade é mais reduzida e é o que acontece quando as preocupações financeiras dominam os pensamentos. Daí muitas vezes dizermos: Atinja a sua Liberdade Financeira, porque de facto permite ao Cliente recomeçar e dedicar-se ao que realmente importa.

Quais são as vantagens e desvantagens do crédito consolidado?

Quanto às desvantagens do crédito consolidado, em algumas situações podemos estar a falar de aumentar o prazo de alguns créditos ou eventualmente o aumento da taxa de algum crédito. Contudo com a uniformização da taxa, vamos poder verificar que é compensatório. Quanto ao alargamento de prazo, tentamos sempre aconselhar o cliente a canalizar parte da redução dos valores mensais, para uma poupança e outra parte para fazer amortizações sempre que possível, evitando assim levar a cabo o crédito até ao prazo máximo e desta forma poupar no custo total do crédito.

A quem se destina esta opção de crédito?

Esta opção de crédito destina-se a todas as pessoas que tenham neste momento mais que um crédito a decorrer, que estejam numa situação já acima das suas possibilidades de pagamento ou que pretendam reduzir os seus encargos mensais. Contrariamente a outras empresas de mercado, solicitamos sempre que nos contactem o quanto antes e não deixem entrar em incumprimento. Caso isso aconteça será mais difícil, mas para nós não existem impossíveis e tentaremos ajudar.

Na mediação de crédito de que forma é que é possível fazer um acompanhamento personalizado do cliente?

Essa é de facto a nossa maior especialidade, não julgamos os nossos Clientes. Acontece a qualquer um, tentamos aproximar-nos do cliente e perceber o que levou à atual situação. O Cliente vai ser sempre acompanhado pelo mesmo especialista de crédito em todas as fases do processo. Para além de tudo isto, encurtamos distâncias e damos preferência ao contato presencial. Em alguma fase do processo é importante para nós que o cliente saiba que tal como ele, somos pessoas, sentimos e respeitamos. No entanto e porque trabalhamos todo o país inclusive ilhas, nem sempre é possível.

Considera que esta é uma solução relativamente eficaz para combater rapidamente o sobre-endividamento?

Esta solução é eficaz, mas reforço novamente só irá sortir efeito se existir um aconselhamento e acompanhamento eficazes, de outra forma â mínima contrariedade o cliente tendencialmente irá novamente reincidir. Estamos sempre cá, caso surja algum imprevisto em conjunto verificaremos a melhor solução, o nosso aconselhamento é permanente, sem custos e sem compromissos.

Existem diversas soluções para cada cliente?

Sim tal como referido há pouco, Clientes com situações muito semelhantes, podem não conseguir as mesmas condições, existe sempre algo que os distingue. Para cada cliente há uma solução diferente, por isso os tratamos de forma singular e personalizada.

Quais as vantagens de consolidar os créditos através da Financial Liberty?

Fazer consolidação ou qualquer outro serviço com a Financial Liberty é encontrar uma equipa de especialistas, que para além de profissionais são pessoas e sabem que quem está do outro lado não é o reflexo de um número, é uma pessoa e vai ser tratado como tal. É ter um acompanhamento permanente sempre e em qualquer altura, sem custos nem compromissos, é sempre que precisar usar o telefone, o e-mail ou qualquer outro meio de comunicação e saber que vai estar um profissional à sua disposição e que mesmo sendo uma situação complexa não desiste á primeira dificuldade. Queremos que cada cliente ATINJA A SUA LIBERDADE FINANCEIRA!

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