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Vanessa Ferreirinha

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Distribuição de máscaras

No âmbito do combate à pandemia COVID-19, na quarta-feira foram entregues 52.000 máscaras à GNR e outras 52.000 à PSP, enquanto o SEF recebeu 7.000 e a ANEPC 10.000. As restantes 1.000 máscaras foram para outras entidades do Ministério.

Note-se que, depois de uma entrega inicial de 10.000 unidades às Forças e Serviços de Segurança, na terça-feira foram distribuídas mais 30.000, elevando assim o total de máscaras para as 162.000 desde o início da sua intervenção nesta crise sanitária.

Symington e Esporão distinguidas entre as 50 marcas de vinhos mais admiradas no mundo

Foto e texto: Evasões

Portugal tem duas marcas de vinhos entre as 50 mais admiradas no mundo: a Symington e o Esporão. A atribuição do estatuto cabe aos The World’s Most Admired Wine Brands, da Drinks International. Tendo ficado em 7º e 13º lugar, respetivamente, estes são também os únicos produtores portugueses da lista, que conta com marcas de todo o mundo.

“É com uma enorme satisfação que informamos que a Symington Family Estates foi eleita a 7ª marca no TOP 10 das Marcas de Vinho Mais Admiradas do Mundo de 2020 pela Drinks International. No Top 10 figuram apenas quatro produtores europeus e na lista completa (50 marcas) apenas dois produtores portugueses”, anunciou a Symington numa publicação no Instagram.

Já o Esporão, citando o CEO João Roquette em comunicado, diz que este reconhecimento da Drinks International “é particularmente especial para o Esporão, pelo seu carácter global, pela abrangência e qualidade do painel que o atribui e como motivação no momento delicado que o mundo vive”.

O Esporão está sediado no Alentejo, mas também tem presença no Douro e na Região dos Vinhos Verdes, enquanto a Symington é o maior proprietário de vinhas do Douro, presente no Alto Douro há mais de 130 anos. Na liderança da lista ficou a Catena Zapata, da Argentina, seguida da Penfolds, da Austrália, e da Torres, de Espanha.

Para a atribuição destes prémios a Drinks International reuniu profissionais da indústria do vinho, como comerciantes, retalhistas, importadores, bartenders, proprietários de garrafeiras e bares, masters of wine, críticos de vinho, jornalistas especializados em vinho e professores de enologia.

Depois, com recurso à Wine Intelligence (empresa especializada em estudos de mercado, estatísticas e consultoria), foram realizadas mais de 160.000 entrevistas a consumidores de vinho de todo o mundo. Os critérios avaliados foram a qualidade e consistência, relação preço – qualidade, “sentido de lugar” dos vinhos, país de origem e o tipo de castas produzidas.

Midas oferece serviços a profissionais de saúde e forças de segurança

Até final de Abril, todos os profissionais de saúde e forças de segurança poderão beneficiar da oferta do tratamento anti-bacteriano do sistema do ar condicionado e o controlo e reposição dos níveis da viatura (inclui pressão dos pneus, reposição do líquido refrigerante do motor, do líquido do limpa pára-brisas e óleo de motor).

Os profissionais abrangidos serão os Médicos, Enfermeiros, Auxiliares e demais funções de saúde dos hospitais e centros de saúde, bem como elementos das Forças de Segurança (Polícias e Bombeiros).

A oferta será válida de 1 a 30 de Abril, mediante a apresentação de um documento comprovativo (cartão SNS, cédula profissional ou outro que ajude a identificar o profissional em questão).

“A oferta destes serviços tem como objetivo apoiar estes profissionais, verdadeiros heróis que estão na linha da frente no combate ao Covid-19. Nesta fase em que vivemos, toda a energia de quem nos presta serviços de saúde e das forças de
segurança deve ser canalizada para o que é essencial: ajudar os doentes infetados, prestar apoio às famílias, e continuar a prevenção e a minimização do contágio. Por estes motivos, pretendemos fazer a nossa parte: garantir a mobilidade essencial destes profissionais, que as suas viaturas estejam constantemente aptas e a circular em segurança.”, explica Madalena Bustorff, Diretora de Operações da Midas.

As oficinas Midas irão permanecer abertas durante o Estado de Emergência, após os serviços de manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos terem sido decretados como essenciais pela Resolução do Conselho de Ministros DL 2-A-2020, de 20 de Março. Contudo, foram adotados horários reduzidos e medidas de prevenção e segurança seguindo as indicações da DGS.

Avaliação de Imóveis pode ser realizada através de alternativas tecnológicas

Caso já tenha iniciado um processo de aquisição de uma casa e tenha identificado o imóvel que gostaria de adquirir antes de ser acionado o Estado de Emergência Nacional, esse processo não tem de ficar obrigatoriamente congelado.

O especialista em finanças pessoais informa que, no caso de ser necessário avaliar a casa em questão para que o banco possa apresentar a proposta final, foram criadas alternativas que garantem que é possível fazê-lo, respeitando a distância social decretada. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), regulador deste setor, já emitiu recomendações para que sejam cumpridas algumas regras que permitem dar continuidade aos negócios imobiliários.

Desta forma, para que se cumpram as recomendações de entidades como a Direção Geral da Saúde, o regulador determinou que as “inspeções aos imóveis devem manter-se”, ainda que possam “recorrer a inspeções realizadas por terceiros, suportadas em alternativas tecnológicas para esse efeito”, explica ainda a CMVM numa carta-circular com data de 25 de março. Estes “terceiros” serão os próprios vendedores dos imóveis recorrendo ao uso de tecnologia como a videochamada.

“Com a implementação destas medidas excecionais aprovadas pela CMVM, pretende-se contrariar o congelamento das operações que já estavam em andamento. Neste caso o recurso às novas tecnologias pode ser uma mais-valia no sentido de garantir a continuidade dos processos. Passa a ser possível avaliar-se um imóvel sem que o avaliador entre na casa em questão. As plantas e a videochamada serão suficientes para colmatar dúvidas. Essas avaliações serão depois aceites pelos Bancos para que o processo de concessão de crédito se possa concluir”, refere Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.

As recomendações apresentadas serão válidas “durante o período de estado de emergência e 15 dias após o seu termo”, explica ainda o regulador.

Uma das propostas para a realização destas avaliações, feita pela Associação de Profissionais das Sociedades de Avaliação (ASAVAL), consiste numa visita drive by, que passa pelo engenheiro continuar a deslocar-se até ao local onde fica o imóvel, avaliando as condições exteriores do edifício em causa. O avaliador tira fotografias e percebe como está a estrutura do edifício.

Posteriormente, pede ao vendedor que faça uma videochamada do interior do imóvel. Assim, o avaliador terá acesso visual a todas as divisões do imóvel, podendo avaliar o mesmo. Além desta “fotografia”, o avaliador terá de ter acesso à “planta de arquitetura cotada ou à escala” e é com base nestes elementos que fará a avaliação do imóvel, de acordo com a exposição que ASAVAL fez à CMVM.

Se houver discrepâncias entre a planta e o que o avaliador viu através da videochamada, não será possível concluir a avaliação do imóvel, ficando assim garantido que o avaliador não concluirá o relatório de avaliação caso considere que não existem as condições necessárias para atribuir o valor de mercado ao imóvel.

Neste contexto, o grupo europeu de associações de avaliadores, o TEGoVA – do qual faz parte a portuguesa Associação Nacional de Avaliadores (ANAI), elencou algumas recomendações para os avaliadores que estão no terreno, de forma a colmatarem algumas incertezas provocadas pelo momento que atravessamos.

Depois da CMVM ter aprovado esta solução temporária, já a grande maioria dos bancos veio comunicar que vai aceitar esta nova forma de avaliação dos imóveis, de forma a ser possível concluir os negócios, uma vez que sem uma avaliação do imóvel não é possível financiar a compra de uma casa.

Em qualquer caso, independentemente da forma como o avaliador conseguir fazer a vistoria, é necessário que o processo seja completado com os seguintes documentos: Certidão do Registo Predial; Caderneta Predial atualizada; Planta do imóvel; Outra documentação (licenças camarárias, certidões, autos de medição e fotografias atuais da obra, no caso das vistorias).

Para mais informações, clique aqui.

DISCOVERY ESTREIA DOCUMENTÁRIO “PANDEMIA: COVID-19” A NÍVEL MUNDIAL

A rápida disseminação do COVID-19, uma nova estirpe do Coronavírus, deu origem a uma crise global de saúde pública que está presente nos nossos dias e virou o mundo do avesso. Da noite para o dia, este vírus mudou as nossas rotinas e a maneira como trabalhamos, bem como a forma como comunicamos com amigos e familiares, enquanto lidamos com as doenças e até com a perda de pessoas próximas. Mas como chegámos a esta situação? O que podemos aprender agora com cientistas e especialistas da área?

Para conhecer em profundidade todos os detalhes sobre a expansão desse vírus, o Discovery estreia no sábado, 4 de abril, a partir das 21 horas, ‘Pandemia: COVID-19’, um documentário especial em que cientistas e especialistas internacionais partilharão as suas pesquisas mais recentes com os telespectadores para oferecer uma visão aprofundada desta pandemia global e que contará com o testemunho de pessoas que enfrentam o Coronavírus na linha de frente, nos Estados Unidos da América.

 

 

PANDEMIA: COVID-19” (SÁBADO, 04 DE ABRIL, 21:00)

Um estudo publicado na revista científica Nature aponta para a origem animal do Coronavírus, que contém componentes muito semelhantes aos vírus que desenvolvem espécies como morcegos e pangolins. Há muitas notícias de que o COVID-19 transitou de animais para humanos num mercado em Wuhan, China. Mas como aconteceu isso? O documentário ‘Pandemia: COVID-19’ dará novas informações sobre o vírus que assombra todo o planeta e dados sobre o seu tratamento e transmissão, bem como os pontos que intrigaram os médicos e cientistas que encontraram doentes infetados pela primeira vez, por Coronavírus.

O que diferencia esta produção internacional do Discovery é a abordagem equilibrada que oferece, graças à participação de cientistas e especialistas na área. Os telespectadores poderão ouvir os principais especialistas médicos na linha de frente, e funcionários do Governo e doentes, que darão testemunhos em primeira mão. Além disso, os especialistas revelarão por que o COVID-19 é único e explicarão as razões pelas quais o mundo não estava preparado para isso, além de refletir sobre as ações que poderiam ter sido tomadas para conter a sua disseminação. Desta forma, durante mais de uma hora, este especial lançará uma luz sobre aqueles que lideram a luta para encontrar respostas, bem como uma possível cura.

O documentário também examinará como numa questão de semanas este vírus se espalhou pelo mundo, afetando países como China, EUA e Itália em maior escala, onde se regista um elevado número de mortes e pessoas infectadas. ‘Pandemia: COVID-19’ viajará para os EUA para descobrir a origem do surto no país, bem como para perceber como a rápida disseminação na cidade de Seattle e a dramática e inesperada expansão nos Estados Unidos. Analisará ainda os efeitos das medidas drásticas tomadas em todo o país que afetam instituições, escolas e empresas num grande número de estados, que foram forçados a fechar as portas para evitar a transmissão.

 

Nove passos que as PME devem seguir para implementar o teletrabalho

Assim, a Sage apresenta nove passos que as PME devem seguir neste processo de  adaptação ao trabalho remoto:

  1. Elaboração de um plano de contingência

O ideal seria tê-lo já definido antes desta crise, mas perante uma situação sem precedentes, é essencial que as PME sejam rápidas na definição do seu plano de ação.  Este plano deverá englobar não apenas decisões que digam respeito à equipa de direção, mas também orientações sobre como esta se deve relacionar com os colaboradores e outras partes interessadas (clientes, parceiros, fornecedores, etc).

  1. Avaliação de meios

Geralmente o teletrabalho não exigir equipamentos nem dispositivos sofisticados, mas é importante que cada colaborador trabalhe com as soluções e aplicações mais úteis para a situação. É ideal dispor de soluções de gestão online ou na cloud, uma vez que são altamente colaborativas e podem ser controladas a partir de qualquer lugar.

  1. Avaliação de tarefas impossíveis com o teletrabalho

Deve ser feita uma avaliação de todas as tarefas e a viabilidade da sua realização de forma remota. É necessário analisar o impacto que as tarefas que não se podem realizar dessa forma terão nos processos, nos recursos materiais e humanos da empresa e nas suas relações externas.

  1. Avaliação de colaboradores críticos

Os colaboradores vão enfrentar os processos de teletrabalho segundo as suas respetivas experiências, competências e formação. As empresas devem acompanhar mais de perto os colaboradores com mais responsabilidade, mas que se preveja que podem encontrar mais dificuldades neste processo – podem até considerar a sua orientação personalizada.

  1. Elaboração de indicadores de acompanhamento

As PME devem definir indicadores objetivos, simples de interpretar, continuamente acessíveis e informativos sobre como o desempenho dos colaboradores e como devem enfrentar as tarefas. Estes indicadores permitirão avaliar os progressos realizados na experiência do teletrabalho.

  1. Análise do impacto externo

Muitos encontros terão de ser adiados e alguns serviços terão de ser prestados ou recebidos de forma diferente. Neste sentido, é necessário um esforço maior de agenda e de comunicação para enfrentar estas mudanças da forma mais suave possível.

  1. Comunicação aos colaboradores

O feedback dos colaboradores relativamente ao plano de ação é muito importante e poderá implicar algumas retificações. É importante delinear um fluxo adequado de comunicação, incluindo a escolha dos melhores momentos para transmitir informações, de que forma deverá ser feito e a quem.

  1. Início da experiência

Os indicadores definidos devem orientar as PME na avaliação do que está, ou não, a ser bem realizado. Será necessário ir analisando os desvios e propondo medidas de correção.

  1. Regresso à normalidade

Também a operação de retorno à normalidade deve ser planificada. Pode acontecer que algumas das tarefas que tenham sido efetuadas com tanto sucesso que se pretenda a continuação da sua execução de forma remota. Seja como for, é muito importante a comunicação durante o processo de reajustamento das operações.

  1. Avaliação dos resultados

Após a experiência de teletrabalho em situações de crise, existem três aspetos essenciais que importa avaliar:

  • Qual foi o impacto da crise? O teletrabalho remoto contribuiu para moderá-lo?
  • Como se comportou a empresa em comparação com os seus concorrentes diretos?
  • Que ensinamentos se retiram sobre a aplicação do teletrabalho à empresa, e sobre a sua robustez face a situações de crise?

O teletrabalho é uma ferramenta muito útil e que permite contornar, em parte, a situação de incerteza gerada por este surto de COVID-19, garantindo a continuidade do negócio e impulsionando a modernização das ferramentas de trabalho. Se a sua implementação for realizada de forma cuidadosa e adequada, ele pode vir a revelar-se o elemento que faltava para que muitas PMEs possam enfrentar os desafios organizacionais do futuro demonstrar a sua capacidade de adaptação tecnológica em todos os momentos.

A Make-A-Wish® celebra 40 anos e lança desafios aos portugueses!

Como? É muito simples! Basta que aceite o desafio e, diariamente, partilhe com a Make-A-Wish o resultado em família! Agora, mais do que nunca, estamos todos ligados! 

Dia 29 de abril é celebrado pela quadragésima vez o Dia Internacional da Make-A-Wish®, e a celebração estende-se a todos os países onde está presente, incluindo Portugal, onde a fundação já existe há 13 anos.

Neste sentido, e uma vez que atravessamos uma fase menos boa para todos, mas na qual as famílias podem estar mais unidas, lançamos um conjunto de atividades e desafios, que se iniciam a dia 1 de abril e vão até dia 29, no Instagram da Make-A-Wish (@makeawishportugal)! Porque é sempre importante estarmos juntos e agora ainda mais! Os desafios terminam a 29 de abril com a celebração internacional dos 40 anos desde a realização do 1º desejo no mundo.

Para além desta comemoração, a campanha visa alertar a sociedade para a importância da realização de desejos que, sem dúvida contribuem positivamente para o quadro clínico de recuperação destas crianças.

Para Mariana Carreira, diretora da Make-A-Wish® Portugal“A realização de desejos é capaz de dar às crianças força para que consigam combater o estado de fragilidade em que se encontram”, acrescentando que “para além disso, é capaz de aumentar a esperança, encorajando-as a acreditar que tudo é possível. Para nós, a Make-A-Wish® Portugal, é muito recompensador sempre que um desejo é realizado!” concluiu a responsável.

Levar Esperança às crianças que aguardam a realização do seu desejo através da Consignação de IRS

Make-A-Wish® Portugal

Consignação do seu IRS é sinónimo de esperança! A Fundação Realizar um Desejo (Make-A-Wish) precisa da sua ajuda para continuar a realizar desejos! Consigne o seu IRS através do NIF 509 196 853.

Ajude, sem custos, a levar uma nova energia às 148 crianças que aguardam a realização do seu desejo! Muito obrigada!

APFertilidade recomenda que tratamentos de PMA previstos prossigam mediante aconselhamento médico

De forma a tranquilizar quem se encontra em tratamento de fertilidade, o diretor de laboratório de Procriação Medicamente Assistida (PMA) da Ferticentro e consultor da Direção-Geral de Saúde, Vladimiro Silva, explica que “não existem evidências fortes de quaisquer efeitos negativos da infeção COVID-19 na gravidez, especialmente na sua fase inicial”. O especialista indica que “existem alguns casos de mulheres que testaram positivo para a infeção COVID-19 que deram à luz crianças saudáveis, não portadoras da doença”. “Até à data não está documentado qualquer caso em que tenha ocorrido transmissão vertical do vírus. Também não temos dados científicos que nos permitam dizer que a realização de tratamentos de infertilidade no contexto atual esteja associada a qualquer risco”, acrescenta.

Para Vladimiro Silva é, contudo, importante esclarecer que “cada caso é um caso e depende muito de cada casal e até das circunstâncias em que trabalha o centro de Procriação Medicamente Assistida e a equipa médica e científica que o compõem”. O responsável exemplifica com o caso de “um centro de PMA que esteja incluído num hospital que está na primeira linha do combate ao COVID-19 não pode atuar da mesma forma que outro que esteja num local completamente independente e que permita a adoção de medidas preventivas do contágio.”

Perante os riscos de contágio que qualquer pessoa corre neste momento, o especialista adianta que “não faz sentido a realização de tratamentos em pessoas que cumprem os critérios para estar em quarentena ou isolamento profilático, sendo aliás até aconselhável interromper os processos clínicos nestas situações”. Por outro lado, “doentes que não estejam nestas circunstâncias e tenham os tratamentos planeados para uma data específica após longos processos de preparação, impossibilidade logística de o fazer noutra altura ou perante o risco de diminuição da reserva ovárica podem ser tratados, desde que garantidas as condições de segurança do processo”.

Cláudia Vieira, presidente da APFertilidade, sublinha, por sua vez, as recomendações da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução e do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, que sustentam que apenas os tratamentos já previstos devem prosseguir, na medida em que se poderia comprometer a terapêutica e o procedimento já numa fase mais avançada de realização. “É importante que os casais confiem no aconselhamento da sua equipa médica e manter a calma, apesar da situação atípica que vivemos”.

A responsável assegura que a APFertilidade está a acompanhar a situação da PMA desde que foram registadas as primeiras alterações no funcionamento dos centros, indicando que têm sido dadas garantias às mulheres e casais que os procedimentos já agendados irão decorrer sob as condições necessárias e obrigatórias de segurança e proteção. “A APFertilidade  continua a trabalhar e está disponível para esclarecer dúvidas relacionadas com a PMA e com a situação do COVID-19, sendo que, nesta fase, dúvidas mais específicas sobre o tratamento, devem ser esclarecidas com a equipa médica”, reforça Cláudia Vieira.

Cada trimestre de interrupção do comércio internacional pode custar €700 mil milhões

O combate à pandemia Covid-19 colocou a economia internacional em turbulência: o crescimento mundial, que a Euler Hermes já esperava que desacelerasse ligeiramente (2,4%, contra os 2,5% registados em 2019), está agora estimado em 0,8%.

Na Europa, o cenário é de forte recessão – o PIB da Zona Euro, tal como o da Alemanha, a maior economia europeia, deverá registar uma contração de -1,8%. Em Itália, o país até agora mais afetado pela pandemia, o crescimento ficará nos -3,5%. O dos Estados Unidos deverá ser de 0,5%. Isto, considerando um mês de fortes medidas de contenção da propagação do vírus. Se as medidas se prolongarem por mais um mês, a fatura sobe. Na Europa, por exemplo, o impacto no PIB será de -4,4%. A Euler Hermes estima que cada mês de medidas de contenção impacte entre 20 e 30% o crescimento das economias.

Aumento das insolvências: 13 mil empresas em risco na Europa

Antes da epidemia de Covid-19, já se antecipava uma desaceleração económica internacional, mas em muito menor escala. O atual surto reforçou largamente esta tendência, uma vez que está a colocar as economias e as empresas sob uma pressão intensa. A análise da Euler Hermes aponta para um aumento de 14% das insolvências em todo o mundo durante o ano de 2020 (16% na Europa Ocidental).

A líder mundial em seguro de créditos estima que o volume de negócios das empresas da Zona do Euro tenha uma quebra de entre -15% e -25% até ao pico da crise, no final de março. As margens operacionais podem decrescer entre 1 e 1,5 pontos percentuais. Apesar das intervenções dos governos para apoiar empresas (adiamentos de impostos, empréstimos, garantias estatais, etc.), que deverão ajudar a limitar os danos, o atual contexto de bloqueio da economia poderá levar à falência cerca de 7% das PME e mid-caps da Zona Euro – cerca de 13 mil negócios. 10% do total de empresas em risco estão em França, perto de 9% na Alemanha, 8% na Bélgica, 6% em Espanha e 5% em Itália. As insolvências vão aumente principalmente em Itália (+ 18%), Espanha (+ 17%) e Holanda (+ 21%). A Alemanha (+ 7%), a França (+ 8%) e a Bélgica (+ 8%) também deverão registar um aumento maior de insolvências do que o previsto antes da pandemia. Os setores que correm maior risco são a construção, o setor agroalimentar e o dos serviços.

1,5 milhões de empregos perdidos, mas recuperação no segundo semestre de 2020

Esta pausa na atividade económica coloca 65 milhões de empregos em risco ou a precisarem de apoio dos Governos. Contudo, uma vez que, embora seja acentuada, esta crise económica é de natureza temporária, os economistas apontam para que a taxa de desemprego na Zona Euro aumente apenas 1 ponto percentual, para pouco mais de 8%. Isto significa que poderá haver uma perda de até 1,5 milhões de postos de trabalho nos próximos 12 meses, particularmente os trabalhadores independentes ou com contratos temporários.

Assumindo que as medidas de contenção são bem-sucedidas, espera-se uma recuperação em “U” da atividade económica no segundo semestre de 2020. Contudo, a recuperação rápida não se aplicará a todos os setores, especialmente aos de retalho e turismo, que têm uma evolução mais lenta.

Transdev – restrições decretadas à mobilidade

Assim, num contexto em que a paralisação da atividade se antevê ainda longa, a Transdev informa o seguinte:

  1. A partir de 1 de abril a Transdev entrará no sistema de lay-off simplificado nas condições previstas pelo Governo para este período excecional;
  2. A adesão ao lay-off simplificado abrange os cerca de 2000 colaboradores do grupo de empresas da Transdev;
  3. Manteremos os serviços mínimos de mobilidade, que serão assegurados pelo número de colaboradores necessários por região, mantendo em vigor todas as medidas ditadas pela AMT e pela DGS no sentido de proteger clientes e colaboradores;
  4. Cientes de que esta decisão não é a mais favorável à manutenção e recuperação da economia do país, reforçamos que temos desenvolvido todos os esforços junto do Governo e das autoridades de transportes no sentido de encontrar medidas alternativas à situação de lay-off, que possibilitem um olhar mais positivo para o futuro;
  5. Nesse sentido, a Transdev continua a considerar que a medida mais relevante e imediata é o pagamento dos 9 milhões de euros que o Estado tem em dívida para com a empresa, de forma a assegurar a tesouraria e permitir o pagamento de salários;
  6. Como medida de curto prazo, a Transdev solicita que todos os operadores do país tenham as mesmas condições estabelecidas para os que operam nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Ou seja, garantir a receita recebida pela prestação de serviços de transporte público, com efeitos a 16 de março de 2020, tendo por base os valores do período homologo do ano anterior atualizado pela TAT – Taxa de Aumento Tarifário;
  7. A empresa propõe, também, a suspensão imediata de todos os processos de contratualização que estejam em curso, assim como o não lançamento de quaisquer procedimentos tendentes à contratualização das obrigações de serviço público.

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