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Vanessa Ferreirinha

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Outubro nos parques e monumentos de Sintra

O Dia Mundial da Bengala Branca celebra-se no Palácio Nacional de Sintra, que disponibiliza uma visita sensorial, especialmente pensada para visitantes cegos ou com baixa visão. No âmbito das atividades de natureza, destaque para sessão de anilhagem, que se realiza na Quintinha de Monserrate.

O Palácio Nacional de Queluz volta a acolher o ciclo musical “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie”, uma iniciativa conjunta da Parques de Sintra e do Centro de Estudos Musicais e Setecentistas de Portugal – Divino Sospiro, com direção artística de Massimo Mazzeo. A decorrer entre 17 de outubro e 10 de novembro, esta edição apresenta uma multiplicidade de repertórios que abraçam um século de história, passando do barroco tardio e chegando às portas do romantismo, com destaque para a figura de Johann Sebastian Bach. O cartaz contempla também, pela primeira vez, dois concertos para famílias – a “Cantata do Café” de Bach e “As Quatro Estações” de Vivaldi – que serão executados num formato convivial e de proximidade pelo Divino Sospiro, com a participação e os comentários do ator João Reis.

A 15 de outubro, data em que se comemora o Dia Mundial da Bengala Branca (estabelecido pela Federação Internacional de Cegos em 1970), pelas 14h30, no Palácio Nacional de Sintra, realiza-se a visita “O Palácio Nacional de Sintra noutros sentidos”. A experiência, conduzida por um guia especializado, convida os visitantes a percecionar o espaço através da sua exploração sensorial, descobrindo ou redescobrindo o edifício, a sua história, as suas vivências e as suas coleções, nomeadamente, através do toque nas réplicas de algumas das peças mais significativas.

Também no Palácio Nacional de Sintra, no dia 26 de outubro, às 11h00, decorre a atividade “Danças com História: D. João I – O retrato da infanta Isabel de Avis”. Nesta apresentação, a Associação Danças com História evoca a passagem do pintor Jan Van Eyck pelo Palácio, onde elaborou o retrato de D. Isabel, filha de D. João I. Em 1428, no auge do reinado joanino, foi através dessa pintura a óleo que o poderoso duque de Borgonha conheceu a sua prometida, que viria a tornar-se a mulher mais poderosa do seu tempo. O programa é complementado com uma visita guiada ao circuito expositivo.

No mesmo dia 26 de outubro, às 9h30, na Quintinha de Monserrate, acontece uma sessão de anilhagem. Através desta iniciativa, pretende-se que todos possam descobrir um pouco daquele que é o fascinante trabalho diário de muitos cientistas, que trabalham para estudar e proteger a biodiversidade. A anilhagem é uma técnica científica que, embora simples, permite aceder a várias informações sobre as aves (peso, sexo, idade, entre outras), através da sua captura temporária e colocação de uma anilha de identificação em cada indivíduo. É um processo muito importante na conservação da avifauna, que os participantes nesta sessão podem conhecer melhor. Além disso, é uma oportunidade de observar de perto os exemplares capturados e de aprender a distinguir as várias espécies de aves, bem como as suas características.

EBANKIT BRILHA EM NOVA IORQUE E TRAZ PARA PORTUGAL DOIS PRÉMIOS CONQUISTADOS NA MAIOR FEIRA MUNDIAL DE TECNOLOGIA FINANCEIRA

A live-demo que se traduziu no lançamento da versão 5.0 da plataforma digital bancária da ebankIT sobressaiu entre as demonstrações realizadas por 74 das mais inovadoras e disruptivas empresas fintech de todo o mundo, tendo a fintech portuguesa sido uma das sete vencedoras do galardão que premiou as melhores apresentações em palco.

A demonstração da ebankIT incidiu sobre a visão da empresa sobre o futuro das Instituições Financeiras, através de um inovador serviço de Concierge digital desenhado utilizando a mais avançada tecnologia de Open API’s, alterando o paradigma dos bancos enquantos meros fornecedores de serviços financeiros e permitindo aos bancos a integração de parceiros nos seus sistemas de informação.

“Subimos ao palco da FinovateFall com a ambição de demonstrar que a tecnologia da plataforma que desenvolvemos em Portugal tem capacidade para inovar no mundo digital.” adiantou Renato Oliveira, CEO da fintech portuguesa.

“Na nossa visão, o futuro das Instituições Financeiras  passa, para além dos tradicionais serviços prestados, pela transformação digital que se irá estender ao mundo digital com foco no cliente e na diversificação de serviços.”, complementou Renato Oliveira.

Refira-se que a presença da fintech portuguesa na Finovate Fall, em Nova Iorque, tem como objetivo reforçar a presença da ebankIT no mercado norte-americano, que representa uma forte e importante aposta na estratégia de internacionalização da empresa, a par de mercados de outros países, como Canadá, Alemanha, Reino Unido entre outros.

A edição de 2019 da Finovate Fall New York decorreu até quinta-feira da semana passada em Times Square, por onde passaram mais de 1500 decisores e mais de 120 empresas digitais  de renome mundial no âmbito da indústria financeira. No evento foram realizadas 75 apresentações e demonstrações em palco das mais vanguardistas soluções tecnológicas desenvolvidas por fintech provenientes de todo o mundo.

Fundada no Porto, em 2014, e com escritórios em Londres e Nova Iorque, a ebankIT é detentora da plataforma digital bancária portuguesa que mais se internacionalizou no último ano, tendo já implementado soluções omnicanal de transformação digital em Instituições Financeiras de todo o mundo, providenciando serviços de Mobile e Internet Banking, Backoffice, Frontoffice e Contact Center.

RE/MAX PORTUGAL CONTINUA A CRESCER E ADQUIRE RE/MAX ALEMANHA

Manuel Alvarez - presidente REMAX Portugal

A RE/MAX Portugal, a maior imobiliária a operar em território nacional e líder na mediação, reforça a sua aposta na expansão internacional e, dois meses depois de ter adquirido os direitos da RE/MAX França, comprou agora os direitos de franchising da marca na Alemanha, um mercado que, até ao final deste ano, deverá faturar cerca de mil milhões de euros.

Esta operação, que representa um investimento de quatro milhões de euros ao longo de três anos, foi feita na sequência de um convite da RE/MAX Europa, voltou a reconhecer o sucesso da operação em Portugal, onde a RE/MAX é líder destacada, quer em notoriedade, quer número e volume de transações. O objetivo será, assim, replicar na Alemanha o modelo de negócio que tem sido um caso de sucesso no nosso país.

A RE/MAX está na Alemanha desde 1997, tendo iniciado a sua expansão a partir da região Oeste. Com sede em Estugarda, é a terceira maior rede a operar no país – a primeira em termos de marcas internacionais. Possui 181 agências, um número que tem vindo a crescer ao longo do último ano e que, com esta aquisição, deve aumentar significativamente, já que o objetivo é abrir 100 unidades por ano.
Com 676 agentes, a operação na Alemanha teve, nos primeiros meses do ano um crescimento de 13,3% nos valores de negócio e de 4,7% em transações. No ano passado foram vendidos 3742 imóveis, mas as perspetivas para este ano são bastante animadoras, prevendo-se um volume de negócios de mil milhões de euros até ao final deste ano.

A aquisição da RE/MAX Alemanha vai contribuir para o crescimento do mercado imobiliário na Europa, dando, simultaneamente, informações bastante válidas sobre as tendências imobiliárias a nível europeu. Por outro lado, equipas da RE/MAX Portugal vão levar para a
Alemanha o seu know-how, ideias e as boas práticas, essenciais para que esta operação venha a ser tão bem-sucedida como a portuguesa. Este negócio permitirá também aumentar a formação e o nível de motivação dos colaboradores na Alemanha, o que se traduzirá num melhor serviço ao cliente. Enquanto no modelo REMAX os consultores são empresários dentro da agência e conseguem auferir elevadas remunerações, o sistema de mediação na Alemanha é baseado em salários e comissões baixas, o que pode ter como consequência baixa qualidade de serviço ao cliente e pouco profissionalismo.

Manuel Alvarez, presidente RE/MAX Portugal, encara esta aquisição não só como o reconhecimento do excelente trabalho realizado no nosso país, mas também como mais uma etapa de um forte ciclo de crescimento da empresa. “Queremos transmitir ao mercado alemão a confiança de uma marca que procura recrutar os melhores profissionais do mercado, garantindo que os nossos clientes vão poder contar com equipas motivadas e altamente dedicadas”.

Feira Internacional de Cutelaria Artesanal

Expositores oriundos de cinco países (Portugal, Espanha, França, Rússia e Japão), vão estar presentes na 3ª edição da Feira Internacional de Cutelaria Artesanal, com entradas gratuitas.

Organizado pelo Lombo do Ferreiro, atelier de cutelaria artesanal das Caldas da Rainha, pretende-se que seja um evento familiar, um ponto de encontro entre produtores nacionais e estrangeiros, fornecedores e clientes, na troca de experiências, mostra de peças únicas e divulgação da arte da cutelaria artesanal junto da população, profissionais e colecionadores.

Destacamos:

  • Mais de 50 expositores de Portugal, Espanha, França, Rússia e Japão
  • Entradas gratuitas que incluem a visita livre ao Museu Militar
  • Sessão de esclarecimento sobre Armas Brancas pela PSP – Polícia de Segurança Pública
  • Demonstrações de Como Afiar Facas em Casa
  • Artesãos a Trabalhar ao Vivo (gravação de metal, escultura de cabos e trabalho em peles)
  • Barbeiro profissional a trabalhar ao vivo com angariação de fundos para as Aldeias SOS
  • Street Food no pátio exterior do Museu

Presenças institucionais

  • Canal História com a apresentação das novas series de televisão deste ano “Forjado no Fogo” e “Faca ou Morte” 
  • Associação de Cutelaria de Albacete – Espanha com a promoção do III Encontro Mundial de Capitais de Cutelaria que terá lugar de 11 a 13 de Junho de 2020 e a 10º edição da Feria de Cuchillería & Knife Show 2019.
  • Museu de Cutelaria de Albacete – Espanha com divulgação da exposição “Entre Navalhas Y Cuchillos” sobre a colecção de peças do português José Falcão Garcia, um dos maiores colecionadores em Portugal de cutelaria.
  • Cutelarias de Benedita de Santa Catarina, marca que certifica a qualidade das peças produzidas desta região do nosso país, reconhecida internacionalmente e que representa mais de 40% das exportações nacionais do sector.

Seguem as novas redes sociais do evento:

https://www.facebook.com/feiradecutelaria/

https://www.facebook.com/events/2866761133549521

https://www.instagram.com/feiradecutelaria/

E o web site:

www.feira-cutelaria.pt

Novartis, em colaboração com a SPAIC na sensibilização para a Urticária Crónica Espontânea

O movimento pretende captar a atenção da população de forma a que esta esteja mais desperta para as mensagens que o corpo e a sua pele lhe enviam. Essas mensagens representam os sintomas de UCE, levando assim a que as pessoas valorizem sintomas como manchas avermelhadas e com relevo, comichão intensa e inchaço (edema).

Este é o terceiro ano consecutivo em que a Novartis e a SPAIC colaboram no desenvolvimento e implementação de uma campanha de divulgação da UCE mantendo a assinatura #eusouatuarede, e demonstrando assim que as pessoas com esta doença crónica precisam de contar com uma rede de apoio e compreensão que reconheça as suas dificuldades e necessidades. Pretende-se assim gerar um movimento nacional, que envolva a maior “mancha” possível na sociedade, de forma a chamar a atenção para esta doença que tem um elevado impacto na qualidade de vida de cerca de 30,9% dos doentes com urticária crónica.

A comunicação será diversificada e suportada em diferentes segmentos de media e plataformas digitais como o Instagram e o site da Novartis “Uma pele para a vida”, com foco nos doentes que tenham urticária assim como informações relevantes referentes à doença.

Aprovado primeiro tratamento para a dermatite atópica moderada a grave em Portugal

O Infarmed aprovou o financiamento do dupilumab, primeiro medicamento especificamente desenvolvido para tratar a dermatite atópica (DA) moderada a grave, uma doença inflamatória da pele crónica sem cura, altamente debilitante e que afeta cerca de 34 mil doentes no nosso país.

 O dupilumab é um tratamento biológico inovador responsável pela inibição das interleucinas IL13 e IL4, responsáveis pela inflamação crónica do Tipo 2 que está na base da DA. O tratamento foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento em setembro 2017 e já está disponível para profissionais de saúde e doentes na maioria dos países europeus.

 “É com enorme satisfação que recebemos esta notícia numa data que coincidiu com o  Dia Mundial da Dermatite Atópica, uma efeméride dedicada a sensibilizar para o enorme impacto emocional, físico e social que esta doença tem na vida das pessoas e das suas famílias. Acreditamos que o dupilumab representa uma esperança para as pessoas com dermatite atópica moderada a grave que até ao momento não dispunham de tratamento e que será uma opção terapêutica que pode melhorar a saúde e a qualidade das suas vidas a longo prazo.”, diz-nos Francisco del Val, Diretor Geral da Sanofi Genzyme.

 Até à data, as opções terapêuticas para a forma mais grave da DA não eram suficientes para controlar a patologia e não podiam ser usadas de forma continuada devido sobretudo aos efeitos secundários. Pela primeira vez, os doentes com resposta inadequada ou não ilegíveis para tratamento com imunossupressores poderão ter acesso a um medicamento biológico específico para o tratamento da sua doença, que demonstrou uma elevada eficácia e um perfil de segurança adequado

Estudo do Portal da Queixa: “Satisfação e qualidade do serviço público em Portugal”

Principais conclusões:

Em comparação com a recolha de opinião efetuada em 2017, a perceção de qualidade dos serviços públicos por parte dos cidadãos portugueses baixou de satisfatória com uma média de avaliação de 5,56 /em 10 para insatisfatória com uma média de avaliação de 4,54 /em 10. (consultar abaixo estudo em detalhe)

O número de reclamações dirigidas aos vários organismos do setor público, registou um aumento na ordem dos 21% em durante o período de 1 de janeiro e 23 de setembro de 2019, com 10.312 reclamações, comparativamente ao período homólogo que registou apenas 8.516 reclamações.

Entende-se que a correlação é evidente, tendo em conta que um pior serviço prestado tem por norma o consequente aumento de insatisfação e de reclamações.

APRESENTAÇÃO DO ESTUDO DE OPINIÃO:  SATISFAÇÃO E QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO EM PORTUGAL

Este retrato do País, visa monitorizar e avaliar o grau de satisfação dos cidadãos portugueses, através da sua perceção e experiência, aproximando-os do conceito de cidadania participativa, no qual o cidadão é convidado a partilhar a sua opinião. Por sua vez, os serviços públicos envolvidos têm a oportunidade de ouvir os cidadãos, quanto ao funcionamento dos sistemas implementados, tornando-os parte envolvida na importância de uma melhoria contínua dos procedimentos adotados.

P1. A SUA EXPERIÊNCIA RELATIVAMENTE AOS SERVIÇOS PÚBLICOS?

Praticamente todos os entrevistados (97%) já tiveram experiências com algum serviço público. Os tribunais devido ao seu próprio carácter, tem pouca relação com os indivíduos com menos de 30 anos.
Os mais insatisfeitos com os serviços públicos tiveram más experiências com os mesmos, especialmente com o IEFP e Tribunais. Em média fizeram-no em 6 dos 9 serviços em estudo.

P2. COMO CLASSIFICA O SEU NÍVEL DE SATISFAÇÃO RELATIVAMENTE AO ATENDIMENTO E QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO?

Os entrevistados atribuíram nota negativa aos serviços públicos com um valor médio de 4,5 numa escala até 10. Educação e forças policiais, são os serviços melhor avaliados com um valor médio acima de 6. Os Tribunais, a Segurança Social, Câmaras Municipais e os transportes não alcançaram a média de 5 valores.
Os indivíduos com menos de 30 anos são os que melhor avaliam os serviços públicos e apesar de nenhum deles alcançar o 7, todos são aprovados pelos millennials.

P3. QUANTO TEMPO DEMOROU A OBTER RESPOSTA À SUA RECLAMAÇÃO (MÉDIA DE DIAS)?

A média de tempos de resposta dos serviços públicos é de 34 dias, sendo a Segurança Social, as Câmaras Municipais e os Tribunais são os serviços com resposta mais lenta.
Entrevistados que residem nas regiões de Lisboa, Porto e Setúbal são os que evidenciam maiores tempos de espera. Usar o Portal da Queixa encurta os tempos de resposta nos serviços como Câmaras Municipais, Institutos e Transportes.

P4. QUAL É O PRINCIPAL PROBLEMA DO SERVIÇO PÚBLICO?

Três em cada quatro entrevistados pensa que o principal problema dos serviços públicos em Portugal, é a dificuldade em obter o serviço ou resposta do serviço em tempo útil.
Os mais jovens e as mulheres, são os que colocam maior foco neste motivo.
Em segundo lugar é apontado o mau serviço prestado, a falta de formação e a dificuldade em contatar os serviços públicos. Estes três motivos, são mencionados com maior intensidade pelas mulheres e por aqueles que utilizam o Portal da Queixa

SAÚDE NOS NOSSOS DIAS INOVAÇÃO E SEGURANÇA

Rogério Santos, Director-Geral Rentokil Initial Portugal

Estávamos em 1948, com memória viva da Segunda Guerra Mundial. A primeira utilização em grande escala do DDT tinha sido em 1941, na região da Birmânia, pelos ingleses, durante a invasão japonesa, para o combate ao dengue e à doença mais antiga e mortal de sempre: a malária. A eficácia do DDT na protecção dos soldados contra os mosquitos, vectores destas doenças, revelou-se extraordinária. Pensa-se que milhões de vidas foram salvas. Os efeitos secundários da sua toxicidade, acumulados no ser humano, noutros seres vivos e no ambiente estavam longe de ser conhecidos ou ser preocupação, na iminência de vida ou morte.

Felizmente, graças à magnífica evolução do Pensamento, organizado em forma de Ciência (apesar dos pesares), graças à enorme acumulação de Conhecimento e Experiência (que, cada vez mais acredito, são sinónimos), salvar vidas nos nossos dias não tem um reverso de medalha tão nefasto e doloroso.

Se, a meados do século passado, a OMS pensava erradicar a Malária com pulverizações de DDT, hoje estamos muito longe de pagar tão alto preço para controlar esta ou outras doenças.

De acordo com a Organização «Malaria No More»[1], a cada 2 minutos, morre uma criança com malária, doença que afecta quase meio milhão de pessoas por ano. É avassalador. Tanto como pensar que basta tão pouco para salvar cada uma dessas vidas. Um estudo publicado este mês na Revista Lancet[2], atribuiu ao ano de 2050 o ano da erradicação da malária. Objectivo possível mas contestado[3] pelo facto de partir do pressuposto, não garantido, que existirão os fundos financeiros previstos para o combate e a Prevenção.

As armas que temos hoje ao nosso alcance são valiosas. A Prevenção é uma delas.

Esta palavra, que tanto se ouve, depois de notícias como a dos incêndios de Pedrógão há dois anos, depois de atentados terroristas, é a chave para muitas questões ligadas à Saúde e Segurança. Sabemos disso. Mas… Se sabemos que 80% das infecções, no ser humano, são transmitidas pelas nossas mãos, porque não lavamos (bem) as mãos mais regularmente? Se sabemos que o Mosquito é o animal que mais mortes causa em todo o planeta, porque não nos protegemos preventivamente? Se sabemos que uma mosca traz consigo mais de 3.000 bactérias, porque nos permitimos conviver com elas?

O risco é muitas vezes invisível. Por isso são tão importantes as campanhas de sensibilização. Por isso é tão importante a Prevenção e o Controlo de Pragas urbanas. Numa escala mais macroscópica, desafio qualquer pessoa a levantar uma tampa de esgoto na cidade de Lisboa e não encontrar imediatamente baratas. O problema agrava-se no Algarve e na Madeira, pelo clima mais quente e húmido, onde encontramos, não raras vezes, baratas a voar, de dimensões consideráveis.

Vivemos num Mundo de constantes e rápidas mudanças: do clima, dos hábitos, da tecnologia. A Investigação e o Desenvolvimento permitem-nos oferecer soluções que acompanham novos paradigmas: a resistência de baratas a produtos que há poucos anos eram eficazes, espécies de mosquitos que se deslocam para o norte da Europa, aparecendo em novas geografias, restrições nas concentrações e variedade de substâncias activas dos produtos biocidas disponíveis, o crescimento e mobilidade das populações, etc.

O desenvolvimento, no nosso Centro de Ciência em Crawley, UK, da tecnologia na luz LED de forma a que esta seja mais atractiva para as moscas do que a luz UV convencional, por exemplo, permitiu-nos criar um Insectocaçador altamente eficiente, de baixo consumo energético e não tóxico. A possibilidade de monitorizar em tempo real roedores ou outros infestantes 24/7 e acompanhar os relatórios no nosso telemóvel é, sem dúvida, mais uma aplicação do mundo Digital ao serviço da Saúde.

São apenas dois exemplos do que referi, sobre a grande mais-valia em que acredito: a supremacia do ser humano, com uso da sua inteligência ao serviço de um convívio salutar da sociedade no seu ecossistema, em constante adaptação e respeito pelo Planeta Terra. ▪

“ACREDITAMOS QUE AS EMPRESAS VENCEDORAS SÃO FEITAS DE PESSOAS”

Luís Marinho Falcão e Nuno Amaral Frazão, respetivamente Creative Mindshaker e Business Mindshaker da Mindsetters

A Mindsetters foi edificada para desafiar pessoas, empresas e mentalidades, de forma a que novas respostas inspirem organizações sustentáveis e com mais sentido. Neste sentido, qual tem sido o trajeto da marca em Portugal e de que forma tem contribuído decisivamente para a promoção de mudanças positivas no universo empresarial?

Nuno Amaral Frazão (NAF) O trajeto em si é, antes de mais, ainda demasiado curto, pois nascemos em março deste ano e, com apenas seis meses de atividade, seria leviano e pretensioso da nossa parte falar em “contributo decisivo”. Mas deixando esse ponto bem claro, o que podemos afirmar é que impactámos já – direta e pessoalmente – mais de 30 empresas de Norte a Sul do país e que, em todas elas, o que sentimos foi uma vontade muito forte para abraçar a mudança, uma sede enorme de descobrir novos caminhos e, acima de tudo, algum alívio por existir alguém disposto a ajudar as pessoas, do CEO ao rececionista, a percorrer esse caminho de mudança com menos ansiedade e dores, por verem na nossa oferta uma abordagem objetiva e orientada para pessoas e resultados.

Vivemos numa fase evidente de transformação digital, sendo que nunca os gestores se depararam com tantos e tão complexos desafios, desde a concorrência global até aos novos comportamentos totalmente digitais. A questão é, de que forma é que a Mindsetters preconiza um papel de acompanhamento e apoio aos empresários no momento de lidar com todas as dinâmicas referentes a estes desafios digitais?

Luís Marinho Falcão (LMF) Fala-se imenso em “transformação digital”, mas a tendência generalizada é a de reduzir este fenómeno ao plano técnico e estrutural das empresas, à adaptação das próprias empresas aos avanços tecnológicos exponenciais que se sucedem e se prevêem.Nós acreditamos que as empresas vencedoras são feitas de pessoas. Até porque as que não conseguirem dar a devida importância às pessoas – dentro e fora da empresa – não vão sobreviver de todo, por falta da visão estratégica que reforce a proposta de valor, fidelização de clientes e retenção de talento.Assumindo esta premissa, o verdadeiro desafio da transformação digital não é tecnológico. É cultural. É de mudança de mentalidades no seio das empresas. É conseguir que todos – do CEO ao rececionista – encarem os avanços tecnológicos como oportunidades de crescimento e libertação, e não como ameaças à posição e emprego pessoal, ou abalo desnecessário do conforto quotidiano.

A Mindsetters surge como um catalisador de mudança das mentalidades na empresa. De forma descontraída, positiva e envolvente, intervimos junto de chefias e equipas para abrir horizontes, questionar preconceitos e ideias pré-concebidas, estimular novas formas de pensar e de sentir a transformação digital. Surgimos antes da tecnologia, abrindo as cabeças para os aspetos positivos que ela pode trazer – e muitas vezes os olhos para as ameaças e perigos a evitar.

Sente que hoje o empresário luso tem maior consciência e recetividade para todos os quadrantes relacionados com os desafios digitais e as suas vicissitudes e mesmo importância no sucesso da sua marca?

NAF Sim e não. O que constatamos é a existência de uma extrema desigualdade nessa consciência e recetividade, tanto entre empresas e setores, como mesmo no interior de cada empresa. Não basta ter toda a empresa equipada com a mais alta tecnologia, ou ter dois ou três visionários na equipa, para conseguir vencer. É preciso que a empresa como um todo entenda os novos comportamentos digitais, as novas gerações e suas idiossincrasias próprias, os novos pontos de contato entre o cliente e o provedor de produtos ou serviços. Antes mesmo de abrir atividade na empresa, percorremos o país de Norte a Sul, durante quase um ano, contactando com empresários e suas equipas, dos mais diversos setores. Concluímos o seguinte: regra geral (principalmente ao nível da indústria a Norte do Tejo), as empresas estão muito bem equipadas e altamente digitalizadas ao nível da produção. Portugal produz com qualidade de nível mundial em quase todos os setores. No entanto, no que concerne ao “Go to Market”, a maioria continua a viver e atuar como fazia no século passado. A sua presença online é fraca, amadora, ou simplesmente descurada, o marketing é rudimentar ou inexistente, a consciência de que o mercado é realmente global e que os nossos clientes podem servir-se do que quiserem, quando quiserem, onde estiverem, é inexistente. Isto para não falar da mais absoluta ignorância quanto ao comportamento do novo consumidor – que também é o procurement officer das grandes empresas, em B2B.

Em Lisboa, a realidade é diferente, vive-se muito dos conceitos e tendências “da moda”, existe um esforço hercúleo nas grandes empresas para promover a mudança, mas, regra geral, ela não verte nem é acionada para todos os quadrantes da empresa. E principalmente, não se cuida como se deveria cuidar da própria cultura da empresa. Atenção, que existem honrosas exceções! Aliás, todas as generalizações são perigosas (incluindo esta), apenas estamos a transmitir o que sentimos nos casos mais gritantes que observámos.

É legítimo afirmar que a dificuldade das empresas no que concerne à transformação digital não é tanto devido a barreiras tecnológicas, mas é mais ao nível cultural e de mentalidade?

LMF Sem sombra de dúvida. Aliás, basta observar o comportamento geral das pessoas na sua vida privada, para concluir que não existem barreiras tecnológicas reais que não possam ser ultrapassadas; a questão é mesmo de mentalidades, de resistência natural à mudança. Fazemos muitas vezes um teste simples: propomos uma pequena mudança na atuação, num método, regra ou comportamento na empresa; mudarmos de gabinete ou secretária, por exemplo, explicando a vantagem dessa mudança. Todos concordam com ela. A seguir anunciamos que é já para amanhã. De imediato, ninguém pode, porque têm “um relatório para entregar”, ou têm uma “consulta inadiável”, ou têm “que ir buscar os miúdos à ginástica”.

Todos acreditamos que a mudança é necessária. Mas poucos estamos dispostos a fazer o esforço que às vezes ela implica. É também no desmontar destas barreiras artificiais, de forma positiva e consensual, que a Mindsetters atua.

De que forma é que a Mindsetters intervém para ajudar os empresários nesta mudança de paradigma?

NAF Nem de propósito, acabámos de falar disto. Tentando explicar mais concretamente, temos três tipos de intervenções, mas todas passam por uma fase de discussão e diagnóstico. Detetados os desafios principais que o empresário enfrenta, podemos recomendar uma das nossas “Business Solutions” – frameworks e metodologias sólidas e amplamente testadas que fomos buscar ao Reino Unido, à Austrália e aos Estados Unidos, implementando-as na empresa e colhendo os resultados, que são quase sempre imediatos e totalmente mensuráveis; ou podemos concluir que a mudança de mentalidades necessária implica numa ou mais intervenções em formato de workshop junto de equipas de liderança (ou de outras mais generalizadas) na empresa; ou então, ao detetarmos que o maior desafio se encontra no “Go to Market”, podemos atuar temporariamente como o departamento de marketing da empresa, em regime de outsourcing.

Mas há aqui um ponto essencial: se o empresário em questão não se encontrar, por si só, em ciclo de mudança, nunca conseguiremos ajudá-lo, seja de que forma for.

Um dos vossos lemas passa pela expressão: Toda a mudança é inútil sem um novo mindset. O que significa realmente esta filosofia e de que forma é que a mesma é importante para construir uma experiência que promova a fidelização do talento e, consequentemente, o futuro e a sustentabilidade das empresas?

LMF Toda a dinâmica de uma empresa é determinada pela sua cultura, pelas mentalidades reinantes. Tomemos um exemplo tão simples e tão fácil de visualizar como duas confeitarias/pastelarias iguais, uma ao lado da outra, com esplanadas do mesmo tamanho: A primeira tem mais empregados e uma oferta mais variada, mas o serviço é lento, os empregados vivem insatisfeitos e estão sempre a rodar, os pedidos são confundidos ou mesmo esquecidos com frequência e os empregados discutem com os clientes diariamente. A segunda, consegue servir mais rapidamente os seus clientes com menos empregados, atende toda a gente com um sorriso e, com uma frequência surpreendente, emprega antigos colaboradores do estabelecimento do lado, que se comportam e trabalham com uma atitude totalmente diferente.

De onde vem essa diferença? Do topo. Na primeira há um empresário de baixo nível, que vai duas vezes por dia buscar dinheiro e gritar com os empregados; na segunda há um empresário nas trincheiras, a lutar ombro a ombro com os colaboradores, dirigindo-os com firmeza, mas (aparentemente) de forma humana e orientada para o serviço ao cliente. Esta abordagem transborda para uma cultura própria de cada empresa, que retém talento e clientes. E isto é universal nas empresas, independentemente do setor ou do estado de avanço tecnológico.

Business Thinking; Skills Building; Marketeering. Estas são três dinâmicas protagonizadas pela Mindsetters e que funcionam como um catalisador para a mudança positiva. Qual a relevância de cada uma das mesmas e como é que se complementam com o desiderato de auxiliar as empresas/empresários?

NAF Ponhamos, por agora, de parte, aquilo a que chamamos de Marketeering, uma vez que nasce de necessidades muito concretas e pontuais, em empresas onde por vezes não se tem justificado um departamento de marketing estruturado e permanente, lacuna que conseguimos preencher pela vasta experiência que os partners da Mindsetters têm nesta área.

Business Thinking representa a base para tudo o resto, o alicerce de cuja solidez depende todo o edifício da empresa. Os alicerces de hoje têm necessariamente que ser evolutivos, porque a empresa construída em cima de um modelo de negócio sólido, mas imutável, dificilmente irá sobreviver. É essa a principal característica – e desafio – dos tempos que vivemos. Não há lugar para a complacência, é necessário questionarmos permanentemente se o negócio que temos hoje terá futuro e, para o ter, como teremos que evoluir. Para ajudar os empresários que se mostrem conscientes disto (os outros, como já referimos, não são ajudáveis), temos uma série de soluções – frameworks e metodologias – importadas e adaptadas para a nossa realidade, bem como uma coleção de módulos de intervenção em workshops concebidos para dinamizar a mudança de mentalidades e a abertura à mudança, em vetores tão diversos como o alinhamento estratégico de toda a empresa ou o desbloqueio da gestão inter-geracional.

Skills Building passa por uma abordagem – e um insight – diferentes: as maioria das pessoas sabe fazer o seu trabalho muito bem, ou não estaria na posição em que está. O que fazemos é trazer para a empresa competências novas, que não estariam normalmente presentes no seu horizonte, mas que serão necessárias e úteis para este ciclo de mudança. Entender o que se passa nos bastidores da internet e como essa realidade pode ser utilizada em proveito da empresa, por exemplo; ou como conciliar objetivos de negócio, objetivos de marketing e objetivos comerciais, entendendo e aceitando a sua necessária convivência e interconexão na empresa. Estas dinâmicas combinam-se da forma mais natural possível, organicamente, da mesma forma como despertar para a necessidade de comer peixe fresco e aprender a usar uma rede ou uma cana de pesca leva a que, naturalmente, essa pessoa acabe a pescar.

Quais os principais desafios da marca para o futuro? Como pretendem continuar a desafiar pessoas, negócios e mentalidades no vindouro?

LMF Apenas um: nunca parar de evoluir. Usamos uma boa parte do nosso dia a dia a estudar tendências, correntes de negócio e tecnologias. Em apenas 6 meses, reformulámos já duas vezes toda a nossa oferta. Com cada empresa em que intervimos, aprendemos pelo menos tanto como, espero, o know-how que partilhamos.

Continuaremos sempre a desafiar pessoas, negócios e mentalidades “até que a voz nos doa”, pois o mundo em que vivemos não nos dá qualquer sinal de desaceleração na mudança, pelo contrário. E se um dia parar de mudar, acho que iremos todos aprender a pescar.

Para quem não conhece, escolher a Mindsetters, é?

NAF Encontrar gente “crescida” e experiente, com quem se podem discutir abertamente os desafios que nos preocupam e nos tiram o sono enquanto empresária(o), na certeza de que a nossa independência, seriedade e discrição vai ajudar a chegar a soluções práticas e pragmáticas, com resultados palpáveis, neste percurso de evolução empresarial. Não é uma resposta simples, mas é eficaz.

O PAPEL DE CEO NA IMPLEMENTAÇÃO DE SOLUÇÕES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS ORGANIZAÇÕES

Paula Adrião - CEO K1 Digital

A implementação de soluções de Inteligência Artificial, e em bom rigor de qualquer das tecnologias que compõem a denominada quarta revolução industrial (4IR), requer da liderança de topo uma ainda maior participação em cada um destes três planos, uma vez que que o impacto destas tecnologias na organização, muito mais do que uma mera e assimilável evolução tecnológica, vai produzir uma transformação do seu modelo de negócio, proporcionando uma mudança incontornável na forma como as pessoas trabalham e o tipo de competências de que necessitam para aportar (mais) valor nas tarefas que desempenham, colocando desta forma o segundo plano (das competências) em evidência.

A Inteligência Artificial dá já hoje aos indivíduos e organizações, a oportunidade de trabalhar de forma mais eficaz e produtiva em busca de melhores resultados, devendo ser um tema relevante (de ação) na agenda dos CEOs e por este motivo, deverá partir do CEO e de toda a liderança o recurso a estas tecnologias, dando visibilidade a toda a estrutura dos seus benefícios, sob o risco de não tirar partido de vantagens competitivas importantes face à concorrência, nem de beneficiar do potencial da surpreendente transformação digital em curso, a nível global.

Da observação de casos de sucesso da introdução destas tecnologias em diversos setores, a sua implementação tem o forte envolvimento e condução da liderança de topo da organização de forma a “fazer acontecer” não só o desenvolvimento tecnológico (implementar as soluções e melhorar continuamente) mas a capacitar e, principalmente, incluir o capital humano de forma alinhada e integrada a esta evolução.

Nesta nova época é essencial que os CEOs identifiquem e incluam na sua organização perfis com conhecimentos cada vez mais abrangentes, para consolidar e fazer continuamente evoluir as equipas de alto desempenho, ao ritmo acelerado a que progridem estas tecnologias. Deverão também incutir na organização um conceito de “equipa alargada” que permita englobar parceiros, especialistas externos e investidores, de forma a tirar partido de diferentes perspetivas e experiências e liderar a evolução nestas áreas emergentes.

Os novos modelos operacionais significativamente mais produtivos de automação inteligente que a chamada quarta revolução industrial proporciona, permitem que o mundo do trabalho seja já hoje repartido entre colaboradores humanos, com capacidades próprias, intrínsecas, não replicáveis e imprescindíveis às organizações e soluções tecnológicas avançadas que potenciam e suportam em grande escala o trabalho humano, permitindo de forma comprovada aumentar a produtividade para vários processos de carácter intensivo, e gerar maior valor, auxiliando os colaboradores humanos com recomendações baseadas em modelos preditivos de alta eficácia, em tempo real, de forma a tomar a decisão correta, no momento preciso. Mas sem dúvida é a gestão de topo e o/a CEO o principal mobilizador destas grandes mudanças.

Em 2019 vimos já estas novas tecnologias estenderem-se surpreendentemente às necessidades de cada setor de negócio e a processos transversais. Um dos exemplos mais representativos da atenção dada à implementação de automação inteligente pela gestão de topo de organizações líderes na área de inovação, são os modelos de previsão de vendas (e exportações, identificando também potenciais mercados alvo), de previsões de desempenho de todo o ciclo produtivo, desde logo eliminando potenciais impactos de disrupções na produção, falhas na entrega de matérias primas ou de equipamentos, de tratamento automático de encomendas por análise de comportamento anterior e uma mais eficiente gestão de stocks baseada nestes modelos preditivos. A capacidade de prever antecipadamente e dar a melhor resposta é sem dúvida uma vantagem competitiva de grande valor (ou de sobrevivência) para qualquer organização.

No topo destas capacidades, outro facto relevante é a evolução rápida da qualidade da interação entre estas tecnologias e nós, humanos. A utilização de dashboards sofisticados em que as principais métricas do negócio são já construídas dinamicamente e disponibilizados através da recolha automática por interação inteligente com o utilizador, da informação proveniente das suas questões, do seu perfil e ações, combinando o resultado da análise do comportamento de um grande volume de perfis e funções similares, é já uma realidade. São exemplos de instrumentos verdadeiramente relevantes de gestão operacional e financeira que estão a configurar-se cada vez mais de maior usabilidade para os vários níveis da organização. Indo um pouco mais longe, por tradução de linguagem natural e a partir de dados não estruturados, estas tecnologias podem recolher os pedidos do utilizador (em qualquer formato) e dar a melhor resposta, com o mais elevado grau de precisão.

E não podemos esquecer também o impacto da Inteligência Artificial e destas novas tecnologias na atividade dos próprios CEOs que vão beneficiar de insights sobre a organização e os mercados em que atua e da identificação de padrões até agora invisíveis ao limitado olho humano, permitindo a tomada de melhores decisões. Já sobejamente reconhecida a importância da utilização das novas tecnologias de Machine Learning e Inteligência Artificial que disponibilizam atualmente capacidades de processamento de grandes volumes de informação para análise preditiva, o que permite com um maior grau de certeza em relação aos modelos tradicionais estabelecer objetivos mais aderentes a cenários futuros, explorar todo o potencial de negócio, monitorizar permanentemente o seu desempenho através da capacidade de análise do comportamento dos mercados e das variáveis económicas, dos segmentos de clientes, do desempenho operacional e financeiro, do estado do clima e da cultura organizativa, entre outros, podendo a organização agir/reagir de forma eficaz.

Certamente todas estas capacidades não estão apenas ao alcance das maiores organizações. Na verdade, têm-se comprovado que as empresas mais recentes têm uma vantagem real sobre os incumbentes quando se trata de adotar tecnologias como a IA, outra realidade relevante com que os/as CEOs terão com que se debater e será certamente da sua responsabilidade a condução bem sucedida nesta nova era tecnológica onde se anteveem enormes possibilidades para as empresas e a sociedade.

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