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Em 2016, Portugal acolheu estudantes de 109 países

O ano de 2016 foi um grande ano em termos de mobilidade de estudantes internacionais em Portugal, uma tendência que tem vindo a verificar-se nos últimos anos”, afirmou a Uniplaces, revelando que o número de arrendamentos na plataforma cresceu 183% face a 2015.

Os dados do relatório da Uniplaces sobre o mercado de arrendamento a estudantes são baseados nos contratos de arrendamento mensais feitos por estudantes portugueses e estrangeiros em Lisboa, Porto e Coimbra durante 2016.

Neste âmbito, o relatório concluiu que Lisboa continuou a ser a cidade mais procurada (74%), tanto por estudantes estrangeiros como portugueses, contudo “foi o Porto (21%) que teve a melhor evolução no ano, com o número de arrendamentos a aumentar quase 300% face a 2015”, posicionando-se em último, em termos de preferências, a cidade de Coimbra (5%).

Além do crescimento da procura, a plataforma ‘online’ para alojamento de estudantes universitários registou um aumento do lado da oferta, verificando-se uma subida de 33% no número de anúncios.

Em relação à nacionalidade dos universitários alojados em Portugal através da Uniplaces, 77% dos estudantes eram estrangeiros, provenientes de 109 países diferentes, o que representou “um ligeiro decréscimo face a 2015 (85%)”, de acordo com os dados do relatório.

Do total de estudantes estrangeiros em Portugal, 67% eram provenientes de nove países: Brasil (13%), Itália (11%), Alemanha (10%), França (9%), Espanha (9%), Polónia (5%), Holanda (4%), Grã-Bretanha (3%) e Bélgica (3%).

Sobre a duração da estadia, a média situou-se nos 4,9 meses, verificando-se que são os estudantes portugueses os que ficam alojados durante períodos mais longos, em média um mês a mais do que estudantes estrangeiros (5,7 meses e 4,7 meses, respetivamente).

“Já os gastos com renda mensal, que se situaram nos 415 euros, mostram um cenário diferente: são os portugueses que estão dispostos a pagar menos por renda (395 euros por mês face a 420 euros por mês por parte de estudantes estrangeiros)”, apurou o relatório da Uniplaces, revelando ainda que são os estudantes do Reino Unido que estão dispostos a pagar mais pelo alojamento em Portugal, gastando em média 496 euros por mês.

Os gastos em alojamento também variam consoante a cidade. Lisboa é a cidade onde os estudantes pagam mais por renda mensal, que em média ronda os 438 euros, seguindo-se Porto, com uma renda média de 378 euros, e Coimbra, onde o gasto médio no alojamento é de 274 euros por mês.

“Arrendar um quarto em Lisboa fica, em média, 16% mais caro do que no Porto”, revelou a plataforma.

Relativamente à tipologia do arrendamento nas três cidades, 80% dos estudantes optaram por arrendar um quarto, 19% arrendaram uma casa e 1% arrendou uma cama.

A sazonalidade da procura foi também outro dos pontos abordados no relatório, que mostra a existência de “uma maior procura por arrendamento no início dos semestres escolares”.

“Os meses com maior procura são setembro e fevereiro, sendo que, de modo geral, os estudantes fazem a reserva com um mês de antecedência. A estadia média, de quase cinco meses, corresponde ao período semestral das universidades e dos programas de intercâmbio”, referiu a Uniplaces.

Segundo a plataforma ‘online’, é expectável que a tendência de crescimento do mercado de arrendamento a estudantes em Portugal se mantenha em 2017.

CARNAVAL DE TORRES VEDRAS 2016

O Monumento ao Carnaval, os cabeçudos, os Zés-Pereiras, os carros alegóricos, o Tó’Candar (carro de grandes dimensões com banda a tocar ao vivo) e milhares de mascarados são as “figuras” desta grande festa. Durante 6 dias/ 5 noites são esperadas cerca de 350 mil pessoas no Carnaval de Torres Vedras. Deixamos o convite! Venha fazer um figurão!

A Organização do Carnaval garante, desde já, a presença de várias “Figurinhas de ouro” em Torres Vedras, como o ex-primeiro-ministro José Sócrates, o futebolista Cristiano Ronaldo, o presidente do Sporting Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, bem como do Presidente da República, Cavaco Silva, e até de Mário Soares. O primeiro-ministro António Costa também assistirá aos desfiles, do camarote, contando com a presença de outros políticos da cena internacional, como Angela Merkel ou François Holande. Outras figurinhas do nosso jet-set “falido” também podem ser visitadas no Monumento ao Carnaval de Torres, que inaugurou no passado dia 16 de janeiro e pode ser visto até ao dia 10 de fevereiro.

Para conhecer melhor a história deste grande evento, não deixe de visitar a exposição “Loucuras e rodas nas voltas do Carnaval”, patente na Paços- Galeria Municipal de Torres Vedras, de 3 a 20 de fevereiro, e que nos conta a evolução do Carnaval de Torres, dos “bois ao diesel”, as suas figuras marcantes, maquetes e carros alegóricos. Também a exposição “Figuras, Figurinhas e Figurões- 40 anos de caricatura de António” merece a sua visita e estará patente na mesma galeria até 20 de fevereiro.

Mas o grande arranque do Carnaval 2016 será marcado, como já é tradição, por cerca de 8100 “figurinhas” que vão compor o Corso Escolar, a realizar no dia 5 de fevereiro, a partir das 09h30, no centro da cidade. São 7200 crianças, acompanhadas por professores e auxiliares, de 80 estabelecimentos de ensino do concelho (do ensino pré-escolar ao secundário). Estas crianças vão fazer um “figurão” por todo o lado por onde passem, com milhares de pessoas/familiares a assistir ao desfile de minions, Zés- Povinho, palhaços, Topo Gigios e até de Caretos.
Este é um espetáculo que pinta as ruas de Torres Vedras, deixa uma enorme alegria no ar e envolve todos os pais e comunidade educativa.

A chegada de Suas Altezas Reais, El Rei Dom Figurão Embatukado do Belo Carrascão e Dona Figurona Perikita Rebulona, acontecerá na Estação da CP, às 22h00, seguindo-se o desfile de toda a comitiva real e povo folião até Casa Aristocrática do Carnaval – CAC (futuro Centro de Artes do Carnaval- antigo Matadouro Municipal), com a apresentação da primeira figura desta casa e o momento de entrega das Chaves da Cidade pelo presidente da Câmara Municipal. Milhares de pessoas assistirão à entronização do Rei e da Rainha do Carnaval de Torres e, a partir de então, são eles que decidem sobre o reino da folia e a eles caberá a honra de inaugurar a “Ponte do Pólo Norte do Carnaval”, a nova ponte pedonal do Parque do Choupal.

Até 10 de fevereiro, Torres Vedras não pára. A partir das 22h30, há Dj´s Carnaval na Praça Machado Santos e Jardins de Santiago. No sábado, 6 de fevereiro, o corso noturno traz os grupos organizados de mascarados para concorrer ao concurso do Carnaval de Torres. Esperam-se 4 mil participantes nesta mostra de criatividade, originalidade e muito trabalho. Matrafonas, cabeçudos, Zés-Pereiras animarão a festa, mas os carros alegóricos ainda não saem à rua. Fica a curiosidade no ar até ao domingo, mas o Tó’Candar vai dar muita música a todos os que querem dançar noite dentro. A partir das 22h30, a Praça Machado Santos, Jardins de Santiago e Mercado Municipal vão contar com Dj´s para tornar ainda mais explosivo este Carnaval.

Domingo, 7 de fevereiro, é dia de toda a família sair para a folia, com o corso diurno a ter lugar a partir das 14h30. Faça chuva ou faça sol, há milhares de mascarado, de todas as idades, preparados para arremessar os típicos cocotes. Tempo também para apreciar o trabalho de grandes artistas locais que, durante largos meses, trabalharam com afinco nos 8 carros alegóricos que agora são apresentados, carregados de sátira política e social e que, de tão bem realizados, são um “marco artístico” do Carnaval de Torres.

Os carros alegóricos merecem um olhar mais atento. Neste campo, o carro “Futemania” traz-nos personagens como gangsters, árbitros, Jorge Jesus ou Platini, mas Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira também integram este “mundo”. Já na “Rota Cega” um porco capitalista comanda, deliberadamente vendado, um paquete de luxo que traz a bordo os 7 pecados capitais. Logo ao lado, num pequeno barco sobrelotado e à deriva, lutam os náufragos no limite da sobrevivência. Já na “Política Internacional”, numa ilha dourada, Angela Merkel ouve gritos de desespero e prepara-se para um resgate de solidariedade. Em “Sheriff mas pouco”, que retrata a política nacional, Lucky Luke (Cavaco Silva) dorme tranquilo, enquanto os nossos corruptos irmãos Dalton (José Sócrates, Duarte Lima, Armando Vara e Ricardo Salgado) se mantêm ativos no lançamento de bolas esmagadoras sobre o Zé (Povinho). Mas há ainda “As palavras sagradas de Jesus”, “Os cruzeiros europeus da Chanceler”, “Os terríveis figurinos do Zé”, “As Figuras da Aldeia” com António Costa, José Seguro, Passos Coelho, Paulo Portas e muitos outros e no “Tuga Circus” é possível ver o Zé Povinho a ser disparado de um canhão…
Carros alegóricos criativos na sua forma e carregados de ironia no seu conteúdo, à boa maneira torriense.

A tarde quer-se de participação e de espontaneidade, com os cabeçudos, grupos organizados de mascarados, Zés-Pereiras… todos a marcar a sua presença neste corso no qual todos são atores.

Para todos aqueles que não têm a oportunidade de assistir in loco ao Carnaval de Torres, a SIC fará transmissão do programa Portugal em Festa, em direto, a partir das 14h00.
A partir das 22h30, os Djs voltam a animar a Praça Machado Santos e os Jardins de Santiago.

Segunda-feira, 8 de fevereiro, vai mostrar que o Carnaval se faz também para ser vivido por grandes figuras seniores, com a realização do Baile de Máscaras Tradição, a partir das 14h30, na Expotorres. São cerca de 1500 seniores que se juntam para conviver e para um “pé de dança”.Corso

A espontaneidade volta a tomar conta das ruas do centro da cidade, a partir das 21h00, com a realização do Corso Trapalhão. Segunda-feira é de arromba. Tem trapinhos antigos lá por casa? Óculos, penas, chapéus? Traga o que quiser, mas traga e junte-se aos milhares que fazem deste corso uma verdadeira trapalhada e aproveitam intensamente a última noite- forte do Carnaval de Torres. Mas para os homens há dress-code: matrafona! para participar no concurso que se realizará a partir das 23h00 na Av. 5 de Outubro. A animação continuará noite dentro com djs a passar música nos palcos de animação.

No dia 9 de fevereiro, terça-feira, as cores alegres voltam a invadir o perímetro de corso, ao ritmo “bombástico” dos Zés-Pereira. A partir das 14h30 realiza-se o corso diurno da terça-feira de Entrudo. No Carnaval de Torres todos fazemos boa figura e ninguém consegue deixar de se divertir.

Na quarta-feira, 10 fevereiro, despedimo-nos do Carnaval de Torres 2016 com o enterro do Entrudo, bem carpido e com fogo-de-artifício, a acontecer a partir das 21h00, com ponto de encontro na Praça da República e término junto ao Tribunal.

Que venham todos ao Carnaval mais português de Portugal porque a vida são dois dias… e o Carnaval de Torres são 6! De 5 a 10 de fevereiro venha fazer um “Figurão” no Carnaval de Torres. Toda a informação em: www.carnavaldetorres.com

 

 

Bancos angolanos entram em 2016 praticamente sem acesso a divisas

Bandeira de Angola

A informação consta do relatório semanal do banco central sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, ao qual a Lusa teve hoje acesso, relativamente à venda de divisas entre 04 e 08 de janeiro.

Trata-se de um montante equivalente a 5,5% das vendas do BNA na semana anterior (135,1 milhões de dólares), que já então foram de mínimos de 2015.

De acordo com a mesma informação, a venda de divisas na primeira semana do ano destinou-se à “cobertura de operações” da empresa pública Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (RNT) e foi concretizada a uma taxa de câmbio média de 156,387 kwanzas (92 cêntimos) por cada dólar, inalterada face à última semana de 2015.

Angola enfrenta uma crise financeira e económica face à redução de receitas fiscais do petróleo, e por consequência cambial, devido à redução da entrada de divisas no país, necessárias para garantir as importações de máquinas, matéria-prima e alimentos.

Persiste a forte redução da disponibilidade de moeda estrangeira no país, sendo o montante vendido aos bancos limitado às necessidades mais urgentes do sistema bancário e que obrigam a autorização do banco central.

Alguns bancos angolanos limitaram a venda de divisas a clientes a um máximo de 1.000 dólares (918 euros) por semana e bancos norte-americanos têm vindo a anunciar a suspensão de venda de dólares a Angola.

Com as dificuldades no acesso a moeda estrangeira nos bancos, o mercado paralelo, de rua, apresenta taxas de câmbio que rondam os 270 kwanzas por cada dólar, para compra de moeda estrangeira.

A falta de divisas, em função da procura, continua a dificultar, por exemplo, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro.

Feliz 2016!

“2016 pode ser muito bom ou início de uma série de anos bastante maus”

Pedro Passos Coelho

O Diário Económico publica esta quarta-feira uma edição composta na sua maioria por textos de opinião das mais diversas figuras. O mote? Como será o próximo ano. Entre os convidados inclui-se Pedro Passos Coelho, o agora ex-primeiro-ministro, que diz que 2016 pode ser “um ano muito bom ou o início de uma série de anos bastante maus”.

Na perspetiva do presidente do PSD, este impasse dependerá das decisões “da nova maioria socialista e comunista”, a quem deixa o seu alerta: o atual contexto, em que políticas do BCE e preços baixos do petróleo têm sido favoráveis mas que não se manterão indefinidamente, “aconselha a não relaxar muito a estratégia económica e financeira”.

“Se o Estado e os privados nacionais têm pouca margem para gastar e investir (…), então, o crescimento económico mais forte terá de vir de fora”.

Como exemplo, o antigo primeiro-ministro fala do “caso irlandês”, onde o crescimento de 7% em 2015 se deve ao “grau de abertura da economia irlandesa”, defende.

Razão pela qual para Portugal, “independentemente da melhoria do mercado interno que se deseja, o caminho deverá ser o do reforço das exportações”, “dado as restrições quanto ao nível de endividamento público e privado”.

Grandes empresas alemãs planeiam investir mais 6% em 2016

De acordo com os resultados de um inquérito do instituto de pesquisa junto de cerca de 2 300 empresas, sobre previsões de investimento, as projeções de dois terços do universo inquirido apontam para um incremento de 6% na despesa de investimento, mais do que os 4% realizados em 2015.
Estas estimativas são assumidas  pelas grandes empresas germânicas, já que as empresas de menor dimensão tencionam cortar nos gastos para expandir instalações e comprar novo equipamento.

O que fazer ao dinheiro em 2016?

João Pereira Leite

Tomar a decisão certa para proteger ou rentabilizar as poupanças pessoais exige uma antecipação, sempre difícil, do que vai acontecer ao país e ao mundo no próximo ano. Quem, no início de 2015, foi capaz de apostar nas obrigações gregas a 10 anos? Foram o melhor investimento em obrigações, entre os países desenvolvidos com um ganho de 20%!

Quem diria que as ações da Volkswagen seriam uma péssima escolha? Perderam 60% do seu valor! Quantos analistas e investidores escolheriam a Jamaica como destino de investimento em ações? A bolsa da Jamaica foi a que mais subiu no mundo, com uma valorização de 75%! Os mercados, por estarem tão dependentes da vida das pessoas, das empresas e dos governos, vivem de imponderáveis e imprevistos.

Como não é possível adivinhar o que proporcionará o melhor retorno, o primeiro conselho é o de ouvir a opinião de gestores profissionais. Estão mais informados, mais habituados a ler os sinais e podem interpretar melhor a tendência dos preços dos ativos. Pedir uma reunião e consultar a opinião, de acordo com o seu perfil e expectativas, pode ajudá-lo bastante antes de tomar uma decisão.

E, já agora, escolha um profissional que faça a gestão das suas poupanças. É um mito pensar que só os muito ricos podem ter gestores profissionais ao seu serviço. Embora nem todas as soluções sejam acessíveis a todos os clientes – há investimentos que exigem montantes iniciais mais elevados – no Banco Carregosa temos opções de poupança e de investimento mais flexíveis para quem pretende um conselho profissional, embora disponha de um montante que não cabe na tradicional segmentação de banca privada.

A terceira sugestão é para escolher bem o banco e/ou o gestor para tratar do seu dinheiro. Atente à história do banco, aos seus acionistas, às pessoas que o gerem, à equipa de gestão de ativos, aos rácios da instituição, aos produtos propostos e às comissões cobradas.

Não acredite se alguém lhe recomendar o investimento em ativos milagrosos. O cliente só deve esperar ganhar aquilo que estiver disposto a perder. A isto se chama tolerância ao risco. Quanto mais ou menos risco tiver um investimento, potencialmente, maiores ou menores ganhos poderá ter. Tudo o que vier a mais será mérito de quem gere o dinheiro.

Sendo verdade que ninguém tem a poção mágica para adivinhar o que vai acontecer, podemos contar com algumas tendências ou dados inevitáveis: o crescimento da economia mundial e a inflação global estão abaixo da média história; nos países da OCDE as taxas de juro estão próximas de zero; os preços dos ativos financeiros estão acima da sua valorização histórica e o rebalanceamento da economia chinesa está a fazer descer o preço das matérias-primas, a afetar o crescimento da economia e dos ativos dos países emergentes, o que dará origem ao fenómeno da exportação da deflação e à valorização do dólar norte-americano, por oposição à queda do yuan.

Uma das nuvens mais negras quando olhamos para o horizonte é a do endividamento: a dívida mundial face ao PIB está nos 300%; a dívida pública dos países desenvolvidos subiu 75% desde 2007; desde essa data, a dívida chinesa subiu 400%; em 80% dos países, a dívida das famílias subiu e metade das obrigações dos Estados pagam uma taxa inferior a 1%. E qual tem sido o comportamento das empresas? Muitas, aproveitando o acesso fácil e barato ao dinheiro, emitem dívida (e sendo obrigações high yield apresentam taxas muito baixas para o risco que comportam). As que não precisam de dívida e têm excedentes de liquidez recompram ações. Ora, sabendo nós que não devemos esperar uma evolução positiva das matérias-primas, das obrigações de países emergentes e das obrigações high yield, este pode ser um sinal interessante a seguir. A compra de ações próprias por parte das empresas é uma forma de premiar os investidores. Por isso, para 2016, uma das apostas do Banco Carregosa é a escolha seletiva de ações em que valha a pena investir. Outra alternativa que tem dado bons resultados é a dos depósitos indexados – têm capitais garantidos mas tendem a pagar mais que os tradicionais depósitos a prazo. A nossa sugestão é para escolher depósitos indexados com maturidades mais longas. Como alternativa às classes tradicionais de ativos, sugerimos criar carteiras ou portfólios de fundos de Fundos de retorno absoluto.

Estas são algumas das propostas em que temos proposto aos nossos clientes de banca privada. Construímos carteiras de forma balanceada para que nos deem o máximo conforto em qualquer cenário de mercado. As carteiras são construídas apenas com o que acreditamos ser o melhor para os clientes, de forma transparente, simples e fácil de entender. Procuramos que, ainda assim, tenham um retorno acima da média. Há, contudo, uma característica ter em conta: as nossas decisões de gestão e investimento não são feitas a pensar nas próximas semanas, mas sim no médio e longo prazo. Bons investimentos e bom 2016!

NATO concorda em manter 12.000 militares no Afeganistão

“Manteremos a presença desta missão (…) durante 2016”, referiu Jens Stoltenberg em conferência de imprensa, depois de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança com os países que integram a missão no Afeganistão, uma decisão justificada pela situação de segurança no país.

O secretário-geral da NATO confirmou que a decisão implica a permanência no Afeganistão de “aproximadamente 12.000 soldados” em diversas regiões do país, apesar de a Aliança ter previsto o regresso para Cabul, no final de 2015, dos efetivos da missão “Apoio Decidido”, envolvidos na formação, aconselhamento e assistência às instituições de defesa e às forças de segurança afegãs. Desta forma, o regresso à capital destes efetivos fica adiado por pelo menos mais um ano.

“Assinalo o forte compromisso dos países em manter o nível de contribuição de tropas. Muitos aliados emitiram anúncios e contribuições”, disse Stoltenberg, que garantiu uma posterior “retificação” da missão em função das necessidades.

Os ministros também concordaram iniciar hoje a campanha destinada a garantir financiamento para as forças de segurança afegãs no período 2018-2020, para que esteja concluída na próxima cimeira da NATO, prevista para julho em Varsóvia, a capital da Polónia.

O secretário-geral aliado também assegurou que a NATO está empenhada em reforçar a futura parceria política com o Afeganistão, que se sintetizará na missão “Associação Duradoura”, que será dirigida por civis e dará apoio ao “Apoio Decidido”.

Stoltenberg deixou ainda claro que a atual missão vai manter a sua natureza e que em qualquer caso será uma missão de combate.

Em paralelo, o chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeier, afirmou em declarações aos media que a continuidade da missão “será garantida até que não existam revezes na situação de segurança do Afeganistão”.

O Governo de Alemanha concordou recentemente em prolongar a sua presença militar no Afeganistão até finais de 2016 e aumentar o número de efetivos da missão que colabora na formação das forças de segurança afegãs para 980 soldados, contra os atuais 850 militares no terreno.

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