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António Mexia aplica mais de 86 mil euros em ações da EDP

De acordo com uma nota da cotada distribuída nesta segunda-feira, depois do fecho de bolsa, através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, as compras foram realizadas na Euronext Lisbon, na semana passada (04 de março), em três lotes diferentes de 10 mil papéis cada um (ao preço de  2,87 euros; 2,873 euros e 2,884 euros/ação).

Em virtude da aquisição acima referida, «o Dr. António Luís Guerra Nunes Mexia passou a ser titular de 71.000 acções representativas do capital social da EDP», conclui a nota que dá conta da operação do gestor.

As ações da EDP fecharam hoje em queda na bolsa portuguesa  (-4,41%, nos 2,753 euros/título), destacando-se como a mais penalizada do índice PSI20 (Euronext Lisbon).

CMVM. Decretado fim das ações do BES

A decisão surge exatamente um ano e meio depois de terem sido suspensos.

A CMVM determinou “a exclusão de negociação em mercado regulamentado das ações e dos instrumentos de dívida perpétua e subordinada do BES”, refere o comunicado do regulador.

Enquanto se questiona futuro da Fiat, Ferrari derrapa no arranque em Itália

Nesta ação, efetuada no domingo, e que resulta na negociação da Ferrari também em Milão a partir desta segunda-feira, os investidores receberam uma ação da nova cotada, que negoceia sob o ‘ticker’ Race, por 10 ações da Fiat Chrysler. Piero Ferrari, filho de Enzo Ferrari, um dos fundadores da marca, fica com os restantes 10%.

Enquanto a Ferrari iniciou a sua primeira sessão milanesa em ligeira perda, a Fiat regista uma derrocada superior a 30%, algo que se percebe à luz da saída dos seus ativos do construtor de Maranello. Dos 16,7 mil milhões de capitalização bolsista, o grupo tem agora um valor, em bolsa, abaixo dos 11 mil milhões. A Ferrari, por seu lado, negoceia na casa dos 42 euros por ação e tem uma capitalização em torno dos oito milhões de euros.

Sergio Marchionne, o homem que lançou a coqueluche da Fiat, o 500, com pompa e circunstância (numa cerimónia milionária em Turim, precisamente 50 anos após a produção do primeiro 500 naquela cidade, antecipando assim em 2007 o fôlego que o pequeno automóvel viria a dar às contas do grupo) e depois se atreveu a lançá-lo nos EUA com o ambicioso objectivo de 50 mil vendas por ano – um desejo falhado, como o próprio admitiu em 2012 –, e delineou a fusão com a Chrysler após o grupo Fiat a adquirir no auge da crise financeira de 2009, terá agora a prova de fogo.

Como será o futuro da Fiat Chrysler Auto sem os lucros da Ferrari? O primeiro impacto, na bolsa, é a quebra nos títulos do construtor superior a 30%. Certo é que Sergio Marchionne não se poderá demarcar desta decisão, visto ter sido ele o obreiro desta separação, após ter conseguido afastar da presidência da Ferrari – que o CEO da Fiat viria a assumir no final de 2014 -, o histórico líder da Ferrari Luca di Montezemolo, numa guerra de poder.

Antes, em 2009, aproveitando a derrocada financeira nos EUA, desencadeada pela falência da Lehman Brothers, o CEO do grupo italiano assinou com o governo norte-americano a compra do grupo Chrysler, que inclui ainda, entre outras marcas, a Jeep. Tecnologia, designadamente motores mais ecológicos e a base para modelos como o Jeep Renegade (construído sobre a plataforma do Fiat 500 X e utilizando motores como o 1.6 diesel e o 1.4 Turbo a gasolina desenvolvidos pelos italianos), foram contributos da Fiat para que o grupo  norte-americano se renovasse. Entretanto, as marcas do antigo grupo Chrysler passaram a ser o motor dos lucros do grupo Fiat Chrysler Auto.

Há três anos, quando questionado, no salão da meca automóvel americana, Detroit, se a Fiat já necessitava tanto da Chrysler, como esta da Fiat, Marchionne disse: “sem sombra de dúvida. Já não entendo uma sem a outra”.

Em outubro de 2014, a fusão ficou finalmente formalizada. Desde que o ‘spinoff’ da Ferrari foi anunciado duas semanas depois, no âmbito do plano de negócio 2014-2018, e a sua conclusão neste domingo, as ações do grupo dispararam 69%.

A retirada da Ferrari de dentro do universo Fiat – “seguir caminhos diferentes” foi a decisão verbalizada por Marchionne quando anunciou a independência da marca de Maranello – é nova prova de fogo para a capacidade de gestão do CEO, que nesta segunda-feira, sobre a união que tem procurado afincadamente com a General Motors, revelou ter-se encontrado com a homóloga da GM em Dezembro e disse que não espera voltar a beber café com Mary Barra tão depressa. Sinal de que o ganho de dimensão através de fusões ou as poupanças através de partilha de investimentos e componentes, defendida por Marchionne, está mais longe de acontecer com o gigante norte-americano.

O líder da Fiat Chrysler espera que a Ferrari, enquanto companhia autónoma, possa aumentar de valor. Em contraponto, a Fiat perde um importante contributo para as suas receitas, numa altura em que os italianos de Turim têm pela frente um ambicioso plano de 48 mil milhões de euros para expandir as suas operações.

Nos últimos tempos, ficou-se a conhecer a decisão de travar a prevista expansão da gama da Alfa Romeo e Maserati e centrar-se mais na Jeep, detentora de forte ADN no expansionista segmento dos Sport Utility Vehicles (SUV).

Os investidores questionam como irá a Fiat Chrysler Auto enfrentar a montanha de dívida que tem sobre si e ainda conseguir fôlego para se lançar no plano de investimento delineado por Marchionne.

Citado pela Reuters, um estratega do IG Group, de Milão, diz hoje que “os investidores estão preocupados com o facto de que o valor da Fiat possa ser muito menor sem a sua joia da coroa”.

Banco de Portugal esclarece clientes e accionistas do Banif

Aos clientes é dada a garantia que tanto os depósitos como os empréstimos contraídos junto do banco “apresentam exatamente as mesmas características” – designadamente de saldo, prazo e condições de movimentação –, agora que os clientes do Banif passam a ser clientes do Santander Totta.

Em termos do pagamento de juros, por exemplo, o Banco de Portugal lembra que o pagamento será agora feito pelo Santander Totta e que o valor a pagar será calculado de acordo com a taxa contratada anteriormente pelo Banif. O regulador garante assim que a medida de resolução “garante a segurança dos depósitos”, acrescentando que “não foram afetados quaisquer direitos legais ou contratuais dos depositantes”.

Piores notícias tem o regulador para os quase 40 mil acionistas do Banif e que com a resolução passaram a ser acionistas do Banif “mau”. Ainda que lhes garanta que não estão a ser espoliados e que “a medida de resolução não corresponde a uma expropriação”, o regulador lembra que a medida de resolução se rege “pelo princípio orientador segundo o qual os acionistas do Banif assumem prioritariamente os prejuízos resultantes do seu desequilíbrio financeiro”.

Assim, o facto de o banco ter sido vencido ao Santander Totta ” não confere aos seus acionistas, por isso só, o direito a qualquer indemnização”, ainda que o BdP recorde que “nenhum acionista do Banif pode suportar, por causa da medida de resolução, um prejuízo superior àquele que teria de ser suportado caso o banco tivesse entrado em liquidação no momento em que foi aplicada a medida de resolução”. No BES, também está a correr uma auditoria deste género mas ainda não há conclusões a esta avaliação.

O documento, com data de 23 de dezembro, três dias depois de anunciada a resolução do Banif e hoje dado a conhecer pelo “Jornal de Negócios”, explica ainda todo o contexto da medida de resolução que ditou a venda do banco ao Santander Totta e que a mesma resultou da impossibilidade de concretizar a venda do banco dentro dos prazos determinados. O Banco de Portugal explica a venda da atividade bancária ao Santander Totta, a transferência de ativos para o veículo de gestão de ativos denominado Naviget e o esvaziamento do Banif, cuja licença para o exercício da atividade bancária será “revogada num prazo adequado”, levando à subsequente liquidação judicial.

Nike vai comprar 12 mil milhões de dólares de acções próprias

Em documento divulgado na última quinta-feira, a Nike revelou ter autorizado um plano de recompra de 12 mil milhões de dólares (11,2 mil milhões de euros) de ações da própria cotada.

Esta decisão surge depois de no ano fiscal terminado em Maio passado, os lucros da cotada terem aumentado 22% para 3,27 mil milhões de dólares (cerca de 3 mil milhões de euros) e as vendas terem crescido 10% para 30,6 mil milhões de dólares (28,6 mil milhões de euros). Tratou-se do ano mais rentável de sempre para a empresa norte-americana.

Este plano de recompra deverá prolongar-se ao longo de quatro anos e será, presumivelmente, iniciado no final do ano fiscal em curso.

O anúncio foi feito já depois de a fabricante norte-americana de roupa e calçado desportivo ter anunciado, em Outubro último, que espera elevar o volume de vendas em 60% para 50 mil milhões de dólares (46,7 mil milhões de euros) até 2020, especialmente potenciado pelo crescimento das vendas de roupa de senhora e das vendas online.

Recentemente, a Nike também aumentou os dividendos trimestrais de 28 para 32 cêntimos por ação, numa altura em que a cotada mais do que triplicou o seu valor em bolsa desde o fim da última recessão.

A Nike segue a valorizar 4,72% para 122,80 dólares na sessão desta sexta-feira na bolsa alemã, isto quanto ainda se aguarda pela abertura de Wall Street.

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