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Açores relançam concurso para construir navio de passageiros e viaturas

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Tendo em conta o desfecho deste processo, é altura de seguir em frente, nomeadamente com o relançamento do concurso que carece de nova deliberação do Conselho Regional, a tomar em breve”, afirmou o diretor regional dos Transportes, Luís Filipe Melo, estimando que o novo concurso decorra até maio de 2019.

O governante falava numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, onde esteve também presente o presidente do júri do concurso, José Manuel Monteiro da Silva.

Segundo o diretor regional, no novo concurso, a lançar em breve, “as peças do novo procedimento serão fundamentalmente as mesmas, apenas com alguns ajustamentos resultantes dos esclarecimentos que foram prestados no procedimento cessante, da introdução da tramitação eletrónica e de algumas alterações ocorridas na legislação da contratação pública”.

O Governo dos Açores estima que, entre junho e julho, decorra a fase da outorga do contrato e do processo de visto do Tribunal de Contas.

“Assim sendo, se tudo decorrer dentro do previsto, o início da execução do contrato poderá ter lugar algures entre julho/agosto de 2019, sendo que o prazo de execução é de 580 dias (pouco mais de 19 meses)”, explicou Luís Filipe Melo, estimando a entrega do novo navio no início de 2021.

O diretor regional sublinhou que o novo navio RO-RO de passageiros para a região visa assegurar “uma operação o ano inteiro, com caráter regular” e que possa ligar “os três grupos” (oriental, central e ocidental) dos Açores, “movimentar carga e passageiros todo o ano e, com isso, dinamizar o mercado interno”.

“E este navio, depois de adquirido, será colocado à exploração. E, se houver algum privado que tenha interesse também em explorar o navio, terá oportunidade de concorrer”, lembrou.

De acordo com Luís Filipe Melo, “os três concorrentes já foram informados” da decisão do júri “e não se pronunciaram”.

O presidente do júri do concurso explicou que uma proposta apresentada pela ASTILLEROS ARMON GIJON, S.A. foi excluída porque essa empresa não foi a empresa qualificada na primeira fase do concurso e convidada a apresentar proposta, mas sim a ASTILLEROS ARMON, S.A.

A proposta da HIJOS DE J. BARRERAS, além de conter diversas irregularidades na documentação técnica, apresentou um preço superior ao máximo previsto no caderno de encargos.

Já “a proposta do agrupamento constituído pela AMEDEO RESOURCES PLC e TAIZHOU KOUAN SHIPBUILDING CO, LTD, além de ter sido apresentada fora do prazo fixado para o efeito, continha diversas irregularidades na sua documentação técnica”, indicou.

Monteiro da Silva referiu que o relatório final de análise das propostas foi apresentado na quarta-feira pelo júri à secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, para decisão.

“No mesmo dia, deu-se a aprovação do teor e das conclusões do relatório, com a decisão de não adjudicação e, consequentemente, a revogação da decisão de contratar”, adiantou.

Em novembro do ano passado o concurso público para a conceção e construção do novo navio, com preço-base de 48 milhões de euros, foi publicado em Diário da República.

A 16 de outubro de 2017, através de uma resolução do Conselho do Governo, foi autorizado o lançamento do concurso e a realização da despesa até 48 milhões de euros, acrescidos do IVA.

LUSA

Furacão Helene deve afetar todas as ilhas dos Açores

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“O furacão está a deslocar-se para norte a 20 quilómetros por hora, prevendo-se que diminua de intensidade durante a quinta-feira, passando a classificar-se como tempestade tropical. De acordo com a previsão, é provável que as ilhas do grupo ocidental [Flores e Corvo] comecem a sentir os efeitos desta tempestade, a partir da tarde de sábado”, refere o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em comunicado hoje divulgado.

Segundo o comunicado, prevê-se, a partir da tarde de sábado, “vento muito forte do quadrante sul com rajadas até 120 quilómetros por hora, chuva forte e ondas do quadrante sul entre 6 a 8 metros de altura” nas Flores e no Corvo.

“Nas restantes ilhas do arquipélago também se prevê um agravamento do estado do tempo, devido à passagem da tempestade tropical, no entanto será de forma menos significativa”, acrescenta o IPMA

Para as ilhas do grupo central — Faial, Pico, Terceira, Graciosa e São Jorge – está previsto vento forte do quadrante sul com rajadas até 80 quilómetros por hora e períodos de chuva forte, enquanto no grupo oriental — São Miguel e Santa Maria — é expectável vento do quadrante sul moderado a fresco com rajadas até 50 quilómetros por hora e períodos de chuva forte.

LUSA

“É o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Venham todos até Ponta Delgada”

Estamos sensivelmente no final do primeiro ano do seu segundo mandato como edil daquele que é considerado o maior município dos Açores. Neste sentido, quais têm sido os pontos de ordem da sua gestão e quais as maiores conquistas realizadas até ao dia de hoje?

Ver Ponta Delgada no Top 25 das melhores cidades para viver, visitar e fazer negócios (Portugal City Brand Ranking da Bloom Consulting) é uma “conquista” que expressa bem o desenvolvimento crescente e consolidado do concelho e que resulta de uma estratégia concertada entre os órgãos públicos municipais, regionais e nacionais, nas mais variadas áreas de atuação.

Temos apostado numa gestão financeira criteriosa com vista a reduzir o endividamento, o que conseguimos, e temos ainda as melhores médias do país em prazo de pagamentos.

A nossa prioridade diz respeito às questões socioeducativas: melhorar as condições para a Educação, combater a pobreza extrema, promover a inclusão social e fomentar a participação cívica.

Em Ponta Delgada, num período nacional de restrições, rigor financeiro e prioridade no investimento público e nas áreas socioeducativas, desoneramos os custos de contexto da economia privada. Nesse sentido, foi feita uma aposta na diminuição dos custos em contexto do negócio turístico e de reabilitação urbana. Isto é, nós diminuímos as receitas fiscais, favorecendo os empresários enquanto investidores. Começamos por gerir melhor e disponibilizar o espaço público municipal na cidade para dar competências nomeadamente aos serviços de restauração, hotelaria e animação turística no centro histórico. Daí resultou o surgimento de esplanadas e ocupação de espaço público para o turista e para o próprio residente. Criamos animação cultural, recreativa e performativa no centro histórico da cidade, e, hoje em dia, o centro histórico de Ponta Delgada não tem nada a ver com que era há sete anos.

Também renovamos o programa Reviva, que ajudava a desonerar o contexto de reabilitação e regeneração urbanas, acrescentamos o PIRUS (Programa Integrado de Regeneração Urbana Sustentável) e as ARUS (Áreas de Reabilitação Urbana).  Isto veio permitir novas apostas em Ponta Delgada de reabilitação e o reforço do alojamento local, com um novo cenário e um novo paradigma de atividades no centro histórico da cidade.

O turismo foi, efetivamente, a área que maior impulso económico deu a Ponta Delgada e que maior notoriedade e notabilidade deu à economia dos Açores. Em primeiro lugar, foi uma opção estratégica do Governo da República obrigando a região a apostar numa liberalização do espaço aéreo, isto é, à renegociação das obrigações de serviço público de transporte aéreo para os Açores, o que permitiu a entrada de empresas low cost e criou concorrência. Isto garantiu mais oferta de transporte aéreo e mais lugares. Esta medida juntou mais voos, mais companhias, menor preço e ainda notoriedade ao destino turístico.

Inspirado por William Cowper, quando diz que Deus fez o campo e o homem fez a cidade, nós temos tentado criar estímulos na cidade pelo conforto, higiene e bom acolhimento.

O balanço que perspetiva da sua gestão é positivo? Como definiria este período de liderança enquanto presidente da autarquia de Ponta Delgada?

Com os meios que tivemos, e considerando o contexto económico e financeiro, acho que tem sido positivo. Reconhecemos, no entanto, que ainda há muito a fazer. Ponta Delgada pode potenciar um crescimento aos Açores, o que exige de nós, governantes, um trabalho de planeamento e resposta acrescido.

A minha preocupação enquanto Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada é servir Ponta Delgada: os que cá vivem, trabalham e nos visitam (e os potenciais moradores, trabalhadores/investidores e visitantes).

As celebrações do Dia de Portugal em 2018 vão começar nos Açores, notícia que foi anunciada no ano passado pelo atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Que significado tem este facto para os Açores?

Esta foi uma escolha do Presidente da República que honra e prestigia Ponta Delgada e que evidencia a exemplar relação, institucional e pessoal, que Marcelo Rebelo de Sousa mantém com a Região Autónoma dos Açores e, em especial, com o Município de Ponta Delgada.

O que está a ser preparado pela autarquia de Ponta Delgada para estas comemorações? O que podemos esperar para este dia?

A Câmara Municipal de Ponta Delgada vai atribuir a “Chave de Honra do Município, a mais alta Distinção Honorifica Municipal, ao Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia que tem lugar hoje, dia 9 de junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia restrita aos eleitos locais do Município e das Freguesias de Ponta Delgada.

De acordo com o Regulamento das Distinções Honorificas do Município de Ponta Delgada, a “Chave de Honra do Município” destina-se a “galardoar titulares de órgãos de soberania nacionais ou estrangeiros e personalidades nacionais ou estrangeiras de reconhecida projeção e prestígio, que tenham desenvolvido ou desenvolvam ação meritória relacionada com o Município de Ponta Delgada ou que a ele se desloquem em visita de interesse relevante”.

A maior cidade dos Açores vai ser, também, palco de outras cerimónias e espetáculos alusivos à data, com destaque para as Cerimónias Militares do Içar e do Arriar da Bandeira Nacional nas Portas da Cidade. Num mastro de 12 metros vai ser erguida uma bandeira de quatro panos oferecida pela Presidência da República e que ficará iluminada à noite.

A Cerimónia Militar –  Parada e Desfile Militar – decorrerá na Av. Infante D. Henrique em frente ao Campo de São Francisco.

A Câmara Municipal vai, para os eventos mencionados e para outros da responsabilidade da Presidência da República e do Governo dos Açores, disponibilizar um vasto conjunto de meios humanos, técnicos e patrimoniais.

A autarquia também dará apoio ao nível da Segurança, Divulgação e Prestação de Serviços e Apoio Logístico, para além de disponibilizar o Coliseu Micaelense para a realização de concertos populares com a Banda da Armada (7 de junho), a Orquestra Ligeira do Exército (8 de junho), a Banda do Exército (10 de junho) e a Banda da Força Aérea (12 de junho).

Tem sido um defensor da descentralização no desenvolvimento integral e na coesão territorial em Portugal. O facto dos Açores terem sido escolhidos para a abertura das celebrações do Dia de Portugal em 2018 podem ser encaradas como uma vitória em prol da descentralização?

Não colocaria a questão nestes termos. Esta foi uma escolha do Presidente da República que, como referi anteriormente, honra e prestigia Ponta Delgada e que evidencia a exemplar relação, institucional e pessoal, que Marcelo Rebelo de Sousa mantém com a Região Autónoma dos Açores e, em especial, com o Município de Ponta Delgada. A decisão de descentralizar faz todo o sentido para todos os dias.

Crê que hoje ainda não é dada a devida relevância às Regiões Autónomas e ao seu papel e contributo para o desiderato nacional? O que acha que falta para que este panorama seja de facto uma realidade visível?

A Autonomia Política dos Açores e da Madeira é uma das conquistas democráticas do 25 de abril com maior sucesso e impulso no desenvolvimento integral de Portugal e na importância geoestratégica do nosso país no contexto internacional.

A minha opinião é a de que o país precisa de levar a efeito uma verdadeira reforma administrativa e descentralizadora, envolvendo também o poder local democrático, e de assegurar uma referência que identifique aquelas que são as responsabilidades melhor resolvidas por proximidade, tanto ao nível de freguesia, de município e de regiões, sendo preciso considerar, desde logo, com realismo, a dimensão de cada realidade.

Tenho defendido que é preciso formar uma ideia de coesão territorial pela repartição de competências entre a administração central, regional e local.

Acho que se deve ponderar mais organização territorial em Portugal.

O que tem sido realizado pela autarquia de Ponta Delgada em prol do investimento estrangeiro? Sente que este é um ponto essencial para o desenvolvimento da Região Autónoma dos Açores?

O desenvolvimento não se faz por decreto, mas, ao invés, pode conseguir-se através da pedagogia e de orientações geradoras de confiança nos investidores e é isso que, enquanto executivo, temos procurado desenvolver. Não pretendemos fazer tudo sozinhos, e estamos dependentes de candidaturas a fundos comunitários e de parcerias estabelecidas com agentes económicos locais. A juntar a isso, Ponta Delgada tem a mais baixa taxa de IMI e uma carga tributária reduzida e competitiva, o que é um forte incentivo quer à fixação de população, quer à fixação de empresas.

Aquando do início do seu mandato, assumiu que era importante um reafirmar do relacionamento institucional de proximidade e cooperação com todas as Juntas de Freguesia, independentemente dos partidos políticos. Como define atualmente as relações institucionais entre o Município e as Freguesias?

Posso afirmar, pela minha perceção e atendendo ao retorno que tenho obtido dos presidentes de junta, que é pautada pela confiança e cooperação.

Há, na relação institucional e financeira entre o Município e as 24 freguesias, referências de princípios e de valores doutrinários, mas sobretudo de comportamento, que nos devem orgulhar mutuamente.

Aliás, a nossa opção estratégica de apoio financeiro às juntas – que devia ser exemplo para a configuração nacional – é pautada pela transparência e equidade de tratamento capaz de assegurar certeza, regularidade, estabilidade e previsibilidade e que deveria ser cultivada por todos.

É fundamental para a evolução do Município que acha haja um sentido de diálogo e cooperação com as Juntas de Freguesia?

Sem dúvida. O informar/comunicar e o saber escutar são essenciais em qualquer relação, para o reforço da confiança e estimulo da cooperação.

Quais são os principais desafios e pontos de ordem de futuro da autarquia de Ponta Delgada? Que mensagem gostaria deixar a todos os açorianos?

Ponta Delgada quer ser uma cidade Global.

Estamos a trabalhar para estar na linha da frente dos conteúdos das cidades inteligentes.

Ponta Delgada já proporciona hotspots urbanos, em vários pontos distintos.

A nossa beleza natural é o nosso maior bem e é aquele que podemos oferecer, mas atualmente ainda existe um grande desconhecimento, quer pelo nosso lado, quer pelo lado de quem nos visita, e é aí que eu acredito que a tecnologia possa ajudar. Estamos a criar verticais de inteligência tecnológica citadina, para podermos desenvolver aplicações multilingue, que abarquem os principais pontos turísticos do nosso concelho. Devemos assumir o controlo do número de visitantes a cada espaço mais frágil, o que é muito importante para manter o equilíbrio e a sustentabilidade da natureza.

Estas aplicações tecnológicas podem, aliás, justificar apoio dos fundos comunitários, e com o apoio de empresas privadas, que também têm tido enorme intervenção no desenvolvimento do concelho. As aplicações tecnológicas criarão roteiros mais avançados do que as placas informativas, para que residentes e visitantes se sintam integrados e conhecedores do nosso património.

Como tenho defendido, recensear os ativos de natureza e de património cultural, com potencial turístico, para eliminar a contemplação ignorada pelas entidades públicas e a contemplação ignorante, por parte dos visitantes, que não tendo informação desconhecem o que visitam. Um trabalho a desenvolver por todos e liderado pela Região Autónoma dos Açores.

Termino, pedindo-lhe que deixe um convite a todos para o dia 10 de Junho…

É o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Dia de afirmarmos a cultura portuguesa e o seu lastro pelo mundo. É dia de expressar o nosso pátrio orgulho, respeitar e elevar o simbolismo institucional desta data. Venham todos até Ponta Delgada. Ao longo da Avenida Infante D. Henrique – das Portas do Mar, passando pelas Portas da Cidade e até ao Campo de São Francisco – há muito para assistir e participar. São todos bem-vindos!

A que se deve esta crise sísmica nos Açores?

Os Açores são alvo de crises sísmicas com alguma regularidade e que são semelhantes às que estão a ocorrer hoje. Na origem desta crise sísmica está a interação entre os sistemas vulcânicos e os sistemas tectónicos da ilha.

De acordo com o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as ilhas dos Açores estão localizadas numa zona particularmente ativas.

“É uma fronteira de placa reconhecida e tem uma velocidade de extensão entre os 4 e os 5 milímetros por ano. Todos os anos existe um bocadinho mais de extensão, o que leva a uma interação entre os sistemas vulcânicos e tectónicos que dão origem a uma libertação de energia sobre a forma de pequenos sismos, que podem não ser pequenos”, disse.

Miguel Miranda explicou que a região do Congro é das regiões mais ativas dos Açores e a mais ativa de São Miguel.

“Existem condições do ponto de vista geológico que conduzem a este tipo de situações. No IPMA fazemos a vigilância sismológica e os nossos colegas da Universidade dos Açores fazem a vigilância geoquímica e cronológica. Só quando pudermos juntar todos os dados de um lado e do outro é que vamos ter uma avaliação mais realista do que se está a passar. Estamos todos em contacto e a trabalhar”, sublinhou.

O geofísico destacou também que ainda é difícil dizer com certeza quantos abalos foram sentidos e as magnitudes, sendo previsível dados mais concretos dentro de dias.

Miguel Miranda disse também à Lusa que a crise sísmica “ainda agora começou, salientando que para já não é possível prever se vai haver abalos com maior intensidade nos Açores.

“Para já não é previsível saber se vamos ter sismos mais importantes ou não. É preciso que estejamos preparados para todos os acontecimentos que possam ocorrer. A proteção civil regional tem sido bastante clara sobre os aconselhamentos que dá a população e é muito importante que as pessoas sigam estritamente o que os serviços estão a emitir”, disse à Lusa Miguel Miranda.

O responsável recomendou ainda às populações que estejam informados e sigam os conselhos do Serviço Regional de Proteção Civil.

“Volto a sublinhar que nunca é demais dizer às populações para seguirem as indicações da proteção civil regional (…). É preciso atuar como se o risco fosse sempre muito importante”, destacou.

“É provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população”

Centenas de sismos com magnitude entre 1,9 e 3,6 na escala de Richter foram registados desde as 00h47 de hoje na ilha de São Miguel, Açores, mantendo-se uma atividade sísmica acima dos valores de referência.

Em comunicado, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) adianta que desde as 23h47 de domingo (00h47 de hoje em Lisboa) foram registadas várias centenas de microssismos com epicentro entre as lagoas do Fogo e das Furnas, na sua maioria de magnitude inferior a 3 na escala de Richter.

“Na generalidade, os eventos têm sido sentidos numa faixa entre Água de Pau e Povoação, a sul, e Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda, a norte”, revela o CIVISA, acrescentando estar a acompanhar o evoluir da atividade.

O responsável pelo CIVISA, João Luís Gaspar, alterou também para o facto de que “é provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população“.

Refira-se, contudo, que de acordo com o responsável pela Proteção Civil da região, o Tenente Coronel Carlos Neves, a frequência da atividade sísmica baixou discretamente ao início da tarde desta segunda-feira.

LUSA

Frequência sísmica diminui nos Açores

De acordo com o Tenente Coronel Carlos Neves, presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), todas as entidades de proteção civil encontram-se prontas a agir, em caso de necessidade.

“Esta atividade começou pelas 24:00, estendeu-se ao longo da noite e manhã. Ocorreram centenas de sismos de baixa intensidade e magnitude, dos quais 20 foram sentidos pela população. Esta situação continua a manter-se, embora tenha baixado ligeiramente de frequência”, afirmou o responsável numa conferência de imprensa na sede do organismo, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

“Podemos dizer que em São Miguel, nas povoações entre Água de Pau e a Povoação, a sul da ilha de São Miguel, foi onde sentiram mais os sismos, e a norte, entre Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda”, acrescentou.

O SRPCBA e o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) farão uma nova atualização de dados sobre a atividade sísmica às 15:00 ou antes, caso se justifique.

Entre as medidas de segurança a adotar pela população, o SRPCBA aconselha a que seja mantida a calma, que não seja provocado fogo, devido a possíveis fugas de gás, que sejam desligados os circuitos de gás, eletricidade e água, caso haja suspeita de que se encontram danificados, que não sejam utilizados elevadores, cuidado com vidros partidos ou cabos de eletricidade e afastamento das praias.

De acordo com a informação recolhida pelo CIVISA, foram sentidos até cerca das 08:00 de hoje pelo menos 17 eventos, o mais forte dos quais ocorreu às 06:18 (hora local) e foi sentido com intensidade máxima de V na escala de Mercalli Modificada.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou às 07:17 (hora local) nas estações da Rede Sísmica do arquipélago dos Açores, um sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter com epicentro localizado a cerca de seis quilómetros a Sul-Sudeste de São Brás, em São Miguel.

LUSA

Açores: Escola em Ponta Delgada encerrada devido a “infestação de roedores”

Eduardo Cunha Vaz adianta que foi alertado esta quarta-feira à tarde para a situação na “Escola da Mãe de Deus”, como é usualmente conhecida, onde terão sido encontrados “dejetos de roedores” e foram registados “alguns estragos”.

O delegado optou assim por encerrar até à próxima segunda-feira a Escola Básica do Primeiro Ciclo e Jardim de Infância de São Pedro, em Ponta Delgada, que acolhe cerca de 230 alunos, para proceder à “desratização” e garantir que esta “seja feita com eficácia”.

Na segunda-feira, o delegado de saúde concelhio vai proceder a uma “reavaliação” e posteriormente decidir se as aulas arrancam na terça-feira ou se a escola permanecerá “mais alguns dias encerrada”.

Segundo o responsável, a escola apresenta “problemas estruturais” e “algumas portas de entrada para os roedores”, nomeadamente por se tratar de “um edifício antigo” com “uma porta de madeira já ruída e janelas sem redes mosquiteiras”.

A presidente do conselho executivo da Escola Básica Integrada Roberto Ivens, que tem a gestão da Escola Básica do Primeiro Ciclo e Jardim de Infância de São Pedro, admite “o histórico” relativamente ao aparecimento de roedores naquela escola.

“Sim já terá acontecido, aliás tem acontecido, os ratos proliferam pela ilha [de São Miguel] e não é novidade”, admitiu Adelaide Gomes.

A responsável lembra que em dezembro tinham sido colocadas algumas armadilhas e que “só ao longo do dia [de ontem, quarta-feira] se foi apercebendo da gravidade da situação” e que por isso a escola funcionou normalmente.

“Logo de início achou-se que não seria nada de grave, depois mais para o final do dia é que se conseguiu perceber a gravidade da situação, mas desde cedo que estávamos em contacto com a Câmara Municipal [de Ponta Delgada] para que se atuasse”, disse.

Para a presidente do conselho executivo, “a prioridade neste momento é garantir a segurança dos alunos” para que tudo “volte à normalidade”, admitindo encontrar uma solução alternativa caso o delegado de saúde mantenha a escola encerrada na próxima semana.

“Haveremos de encontrar uma solução para minorar os danos provocados aos alunos”, admitiu a responsável.

Adelaide Gomes lembrou que já foi lançado “um concurso internacional para a execução de uma obra de grande dimensão” para remodelar aquela escola centenária, que se espera que arranque ainda este ano.

LUSA

Açores: Professores iniciam greve de três dias

A paragem vai durar até sexta-feira, o que motivou o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, a declarar na semana passada que o sindicato confundiu uma greve com um “prolongamento de férias”, mesmo reconhecendo que a greve é um “direito inalienável de todos os trabalhadores”.

Na resposta, o presidente do SDPA, José Pedro Gaspar acusou o executivo regional de “prolongar a austeridade” para o setor, ao mesmo tempo que “ataca” a imagem dos docentes com declarações “inaceitáveis”.

“Aquilo que foi afirmado (…) é ofensivo para a classe docente, visa denegrir a imagem dos professores e educadores de infância que servem o sistema educativo regional, e isso para nós é absolutamente inaceitável”, considerou José Pedro Gaspar.

O Governo dos Açores sublinhou já que, a partir deste ano, cerca de 2.000 professores serão abrangidos nos Açores pelas progressões na carreira docente.

O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), outra força sindical da classe na região, não convocou greve para os dias em causa.

LUSA

EasyJet faz última viagem para Açores

Pedras Rubras, 15/07/2013- A easyJet a maior rede europeia de transportadora aérea privada inaugurou esta tarde, com a presença da Ministra das Finanças Maria Luis Albuquerque a base operacional, no Aeroporto Internacional do Porto. Aviâo A 320 ( Fernando Pereira / Global Imagens )

último voo será o regresso do voo Lisboa-Ponta Delgada no sábado”, informou hoje fonte da companhia à agência Lusa, adiantando que desde 29 de março de 2015, quando a easyJet começou a operar a rota Lisboa-Ponta Delgada, transportou cerca de 182 mil passageiros.

Em março último, dois anos depois de a companhia ter “aterrado” nos Açores na sequência da liberalização das ligações aéreas entre duas ilhas do arquipélago e o continente português, o diretor da easyJet em Portugal, José Lopes, anunciou que a empresa iria deixar de operar esta rota.

“Vamos deixar cair a rota de Lisboa-Ponta Delgada”, disse José Lopes em conferência de imprensa para anunciar o horário de inverno da easyJet para 2017/2018.

Na ocasião, o responsável da companhia britânica em Portugal explicou que a easyJet não conseguiu entrar naquele mercado “com a oferta mínima de qualidade”.

“Nós não saímos por o tráfego de Ponta Delgada estar a baixar – estava a crescer – mas, na nossa conjuntura, não conseguimos ter a oferta que queríamos, que era, no mínimo, ter dois voos diários. Não tendo essa capacidade preferi retirar e transformar essas rotas em rotas diárias [em outros destinos]”, declarou José Lopes, lembrando que a easyJet lutou três anos pela liberalização daquele mercado.

No entanto, a easyJet decidiu “voltar atrás” e “abandonar a operação para os Açores”, onde tem atualmente quatro voos de ida e volta por semana.

“Isto num momento em que acreditamos que com o aumento da oferta da concorrência não vai haver impacto negativo, nem no mercado, nem nos açorianos”, declarou na conferência de imprensa.

A liberalização das ligações aéreas entre duas ilhas dos Açores — São Miguel e Terceira – e o continente entrou em vigor a 29 de março de 2015, dia em que um voo de uma ‘low cost’, da easyJet, chegou pela primeira vez aos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

A única companhia de baixo custo que continua a voar para São Miguel é a Ryanair, transportadora que, desde dezembro de 2016, passou a operar também para a ilha Terceira.

Açores: Professores manifestam-se à chegada de Marcelo

Os manifestantes, que se apresentaram vestidos de preto, empunhavam uma faixa negra na qual estava inscrito “Somos mais de 3.700 professores prejudicados na RAA [Região Autónoma dos Açores]”.

O chefe de Estado ouviu da parte de um dos manifestantes, António Anacleto, as razões do protesto, prometendo ver o que se trata, mas salientando que esta é uma matéria da competência dos órgãos próprios da Região Autónoma dos Açores.

“Contamos com a vossa ajuda para resolver isto”, disse António Anacleto a Marcelo Rebelo de Sousa, que cumprimentou depois cada uma das pessoas que participava no protesto.

Antes, ao ser convidado a assinar uma petição na sexta-feira na ilha de São Miguel, o chefe de Estado declarou que “recebe petições, não assina petições”.

Na sexta-feira, deu entrada na Assembleia Legislativa Regional uma petição, subscrita por quase quatro mil pessoas, a exigir a regularização da carreira dos professores nos Açores, que terá sido penalizada pelas últimas alterações ao estatuto da carreira docente.

O documento foi entregue à presidente do parlamento açoriano, Ana Luís, por António Anacleto, primeiro subscritor da petição, que pretende “recuperar” três anos da carreira docente, que foram alegadamente esquecidos na última alteração legislativa, prejudicando mais de 3.700 professores da região.

“O objetivo da petição é a introdução da norma transitória que existia no estatuto da carreira docente de 2009, que nos permitia a recuperação de três anos de serviço, num índice que deixou de existir nessa carreira”, porque foi, entretanto, abolida na alteração ao estatuto em 2015, explicou na ocasião António Anacleto.

Hoje, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, iniciou em Santa Maria a visita ao grupo oriental do arquipélago dos Açores, que termina no sábado em São Miguel.

Ophelia desloca-se em direção aos Açores

Segundo um comunicado do Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores, disponibilizado na página do Facebook da delegação regional do IPMA, o ciclone, designação meteorológica que engloba tempestades tropicais e furacões de categorias 1 a 5, “está a deslocar-se para este/nordeste a 13 quilómetros/hora em direção ao arquipélago”.

“De acordo com a previsão, existe uma probabilidade de o ciclone condicionar o estado do tempo no grupo oriental (com vento médio igual ou superior a 65 quilómetros/hora) a partir das 12:00 de sábado que em Santa Maria varia entre 50 a 70% e em São Miguel entre 20 a 30%”, adianta o IPMA.

Assim, prevê-se que a partir daquela hora “ocorra um agravamento do estado do tempo, com precipitação forte e acompanhada de trovoada, vento com rajadas que em São Miguel podem chegar aos 100 quilómetros/hora e em Santa Maria poderão ultrapassar os 100 quilómetros/hora, e ondas que podem atingir os seis metros de altura significativa”, refere o comunicado.

Nos grupos ocidental (ilhas das Flores e do Corvo) e central (Faial, Pico, Terceira, São Jorge e Graciosa), devido a uma superfície frontal fria com atividade moderada a forte, prevê-se precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada, explica o IPMA.

O IPMA emitiu avisos amarelo e laranja para o arquipélago devido à previsão de chuva, vento, trovoada e agitação marítima.

As ilhas de Santa Maria e de São Miguel estão sob aviso laranja para vento e aviso amarelo para agitação marítima a partir das 12:00 de sábado e até às 06:00 de domingo.

O IPMA emitiu ainda um aviso laranja devido à chuva forte prevista entre as 12:00 e as 24:00 de sábado nestas duas ilhas.

Sob aviso laranja para chuva forte estão as cinco ilhas do grupo central entre as 00:00 e as 18:00 de sábado. Neste período vai vigorar ainda um aviso amarelo para trovoada.

Para as Flores e Corvo, até às 18:00 de hoje está prevista trovoada e precipitação forte, pelo que estas duas ilhas estão sob aviso amarelo.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado. O aviso amarelo, o terceiro de uma escala de quatro, revela situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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