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“Mamãs Sem Dúvidas” com dois dias dedicados às grávidas nos Açores

Nestes dois dias dedicados aos futuros pais as atividades no Parque Atlântico arrancam às 10h e terminam às 18h. As futuras mães podem participar em sessões de maquilhagem, mas não se excluem os pais, pois há sessões fotográficas e a oportunidade de conhecer o bebé antes de nascer, numa captação de imagem 3D/4D (para gravidezes acima das 17 semanas).

Haverá também espaço para o esclarecimento personalizado sobre células estaminais do sangue e tecido do cordão umbilical, para que os casais conheçam as potencialidades deste tipo de células.

A tarde de sábado, 28 de setembro, será marcada por um workshop sobre “Sono e Babywearing”, às 17h30, com dicas de uma terapeuta do sono infantil. Já no domingo, 29 de setembro, às 10h30, a terapeuta explica “Como lidar com os desconfortos do bebé”, com conselho úteis para receber um recém-nascido.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, e podem ser feitas em www.bebevida.com ou por telefone (212 744 021/2).

Com o objetivo de apoiar os futuros pais nos desafios que a parentalidade acarreta, a BebéVida realiza frequentemente workshops Mamãs Sem Dúvidas por todo o país, debruçando-se sobre diversos temas importantes para os casais grávidos e futuros pais.

Chef Ljubomir Stanisic quer “espicaçar” cozinha açoriana

“Muita gente” no continente disse que abrir um restaurante nos Açores era coisa de “maluco”, conta, em entrevista à agência Lusa Stanisic, sublinhando que “ninguém aposta nos Açores” e que, em termos gastronómicos, o que vai sucedendo são festivais onde apenas “se cozinha durante dois ou três dias”.

“Ficar cá no duro, com mau tempo, ir buscar o produto, plantar o produto, recolhê-lo, isso ninguém faz. Por exemplo, todas as minhas vacas têm nome, e sou eu que lhes dou água. É uma realidade que é rara, mas que traz uma riqueza única”, disse, durante uma conversa a bordo de um barco de pesca desportiva, um momento de “descontração” para o cozinheiro que ajuda “o cérebro a desligar”.

Ljubomir Stanisic, que abriu recentemente o restaurante Liquen, nas Furnas, diz estar nos Açores para deixar a sua marca e, acima de tudo, a “gratidão” para com os locais: “Quero espicaçar os Açores com uma gastronomia diferente, para que os outros se preocupem em trabalhar em coisas diferentes”.

A gastronomia da região, defende o chefe de cozinha, não é surpreendente, mas tem produtos “fabulosos”, nomeadamente os queijos e produtos lácteos, vindos de um “pasto tão rico” como o das nove ilhas açorinas. Esta arte tem, no entanto, de “mudar muito, muito mesmo”.

“Há um grande medo de arriscar, não só em São Miguel, mas no conjunto das nove ilhas, há pouca formação direta nas pessoas. Uma das dificuldades aqui é comer um peixe no ponto”, lamenta.

Para o natural da antiga Jugoslávia, não é a cozinha que está na moda, mas sim o “comer bem” e a “qualidade da alimentação”, o que é positivo.

“Hoje em dia preocupamo-nos com a comida, sabemos mais sobre nutrientes. Para viver bem, só existem três segredos: comer bem, dormir bem e fazer desporto. Por isso estas três coisas estão na moda”, explica.

A exigência e o conhecimento dos clientes é, diz Stanisic, uma mais-valia, porque o tornam “mais cuidadoso” e em constante evolução: “Neste tipo de negócio ficar parado é uma estupidez”.

O programa televisivo que o chef apresenta – e cujos episódios para a terceira temporada começam a ser gravados em setembro – não “mudou em nada” a sua personalidade, e a “realidade pura e dura” de ‘Pesadelo na Cozinha’ acaba por funcionar como uma tentativa de “mudar mentalidades” de proprietários de restaurantes que “estão a fazer as coisas erradamente“.

Ljubomir Stanisic esteve várias vezes aos Açores nas últimas semanas, quer para o lançamento do restaurante Liquen, quer para formações na ilha de São Jorge, onde é consultor.

A conversa com a agência Lusa decorreu, todavia, num momento de descontração, a bordo de um barco de pesca desportiva de Carlos Linhares, um “amigo” e “grande companhia” para um dia de pesca no mar açoriano.

“Nem o conhecia da televisão, a primeira vez que o vi pensava que era jogador de futebol”, conta, entre risos, Carlos Linhares – antigo camionista, padeiro, coveiro e eletricista, entre outras profissões -, que espera no futuro colaborar com o chef para oferecer aos clientes uma vertente gastronómica nas suas pescarias.

Por agora, Stanisic vai dar “algumas dicas”, coisas “simples e práticas”, de produtos e pratos que possam ser servidos a bordo.

Um peixe-porco foi o destaque maior da pescaria de Ljubomir. Mas o mais importante foi “a melhor companhia do mundo” e o “relaxar, a inspiração”.

“Quando estou no barco não penso em nada. E quando penso é só em coisas boas. Estar no mar é como estar no ‘spa’. É uma terapia. E adoro o mar bravo, forte. E a partir de hoje vamos fazer uma parceria, isso é certo. Ele vai mandar-me clientes [para o restaurante] e eu vou cozinhar para os clientes dele no barco. Isso é certo”, concretiza o chefe de cozinha.

Furnas Boutique apresenta quartos renovados

O projeto de requalificação dos quartos esteve a cargo do atelier Nini Andrade e Silva e vem no seguimento da necessidade de aproximar a decoração dos espaços à natureza envolvente.

Recorde-se que este hotel se localiza no Vale das Furnas, a cratera do vulcão com o mesmo nome e que é considerado um dos mais ativos da ilha de São Miguel. A sua atividade aquece o solo e as águas daquela zona, dando às águas propriedades termais e criando um micro-clima bastante particular que favorece a natureza exuberante que rodeia o hotel.

Tendo a natureza um papel tão preponderante naquele local, pretendia-se que o interior dos quartos do Furnas Boutique Hotel lhe fizesse justiça, mantendo o ambiente acolhedor e intimista que marca todos os espaços do hotel. Para isso escolheram-se vários tons de verde e castanho, bem como o cabedal, as madeiras e o ferro como materiais predominantes.

Outra preocupação tida durante a renovação dos quartos foi o conforto dos mesmos. As camas foram substituídas por camas king size com luz de leitura na cabeceira e foram adicionadas algumas features como colunas Marshall, minibar e chaleiras SMEG em todas as tipologias.

Aproveitando a requalificação, foram ainda acrescentados pátios privativos aos quartos do piso térreo, criando uma nova tipologia que até agora não existia. Estes pátios foram construídos em madeira com mobiliário exterior e vista para os jardins do hotel, em perfeita harmonia com estes e com a envolvente natural.

Com estas melhorias – em conjunto com o seu restaurante À TERRA, o Spa que conta com duas piscinas de águas termais abertas em permanência (uma interior e outra exterior) e um ginásio que disponibiliza equipamento de última geração e funciona 24 horas por dia – o Furnas Boutique Hotel pretende consolidar-se como hotel de referência naquela povoação da ilha de São Miguel.

Ponta Delgada é a escolha dos portugueses para viajar nas férias de verão de 2019

Os portugueses têm sido consistentes quanto ao seu destino preferido para viajar em 2019: os dois mais recentes estudos da eDreams, sobre as preferências de viagem nas férias na Páscoa e no primeiro fim de semana de maio, também colocaram a cidade açoriana no topo da lista de destinos escolhidos pelos portugueses.

 

Paris, Funchal, Barcelona e Londres têm disputado entre si os restantes lugares do pódio de destinos preferidos, e no Verão 2019 a capital madeirense conseguiu mesmo chegar ao terceiro lugar das mais escolhidas, o que mostra que os portugueses cada vez mais escolhem destinos domésticos para as suas férias. As restantes 8 cidades do Top 10 também se encontram todas na Europa.

 

A eDreams decidiu também explorar quais são as cinco cidades portuguesas mais escolhidas por quem não quer viajar para o estrangeiro e os resultados demonstram que os arquipélagos dos Açores e da Madeira são destinos de férias cuja popularidade tem vindo a crescer sem igual – Ponta Delgada, Funchal, Terceira, Horta e Pico são os destinos domésticos mais procurados.

 

O estudo revela também as cinco cidades que registam maior crescimento da procura, este ano, em relação ao mesmo período do ano passado, são Basileia (com um crescimento astronómico de 675%), Bilbau (317%), Dusseldorf (213%), Tenerife (144%) e Colónia (138%). Este aumento deve-se à abertura de novas rotas desde Portugal, por parte de companhias como a TAP e a Volotea, entre outras.

 

Outros dados recolhidos pela eDreams relativamente às preferências nas férias de Verão 2019 revelam que os portugueses vão viajar, em média, entre 1 e 6 dias e o mês mais popular para viajar é junho, com o maior número de partidas registadas na semana de 1 a 8 de junho. Segundo os dados recolhidos, é possível também concluir que os portugueses estão a beneficiar de tarifas mais económicas do que no ano passado: em 2018 pagaram, em média, 437€ pelas suas viagens de Verão e em 2019, o valor é de 417€.

 

Para concluir, a eDreams decidiu saber também qual a nacionalidade dos viajantes estrangeiros que mais escolheram Portugal como o seu destino de eleição para o Verão de 2019: franceses, alemães, ingleses, suíços e espanhóis são os que parecem ter mais vontade em conhecer o nosso país. As cidades mais procuradas pelos turistas são Lisboa, Porto, Faro, Funchal e ainda… Ponta Delgada, claro está.

TopAtlântico oferece viagem aos Açores em novo passatempo

Com a azáfama do início do ano, não há nada como fazer uma escapadinha e recarregar energias num destino que nos inspire. Os Açores são um dos destinos cada vez mais procurado pelos portugueses quer para escapadinhas de descanso ou férias ativas fruto da sua beleza e diversidade natural das suas ilhas. A TopAtlântico uniu-se ao Turismo dos Açores, à SATA/Azores Airlines e ao Azoris Angra Garden Hotel 4* para promover o destino, oferecendo uma viagem à Ilha Terceira, nos Açores, para duas pessoas que inclui os voos e 3 noites de alojamento.

O passatempo “Ganhe uma viagem aos Açores – Ilha Terceira” decorre na página dedicada ao passatempo no seguinte link: https://www.topatlantico.pt/passatempo-acores e nas redes sociais da marca (Facebook – https://www.facebook.com/topatlantico/ e Instagram – https://www.instagram.com/topatlantico/), até dia 15 de março. 

Para participar é necessário seguir a TopAtlântico e a SATA/Azores Airlines no instagram e um texto criativo até um máx. de 300 caracteres (incluindo espaços), onde estejam incluídas as palavras “Açores”, “SATA” e “TopAtlântico”.

O regulamento do passatempo pode ser consultado aqui: https://cdn.topatlantico.pt/PDF/Regulamento_Passatempo_Acores.pdf

Sobre a TopAtlântico:

A TopAtlântico nasceu em Janeiro de 2003 e, rapidamente, se tornou uma das maiores empresas do mercado de viagens de negócios e lazer em Portugal. Está presente no mercado nacional com uma rede de 40 agências viagens distribuídas por todo o território, incluindo arquipélagos da Madeira e Açores, assim como online através do site www.topatlantico.pt.

Açores relançam concurso para construir navio de passageiros e viaturas

© APP

Tendo em conta o desfecho deste processo, é altura de seguir em frente, nomeadamente com o relançamento do concurso que carece de nova deliberação do Conselho Regional, a tomar em breve”, afirmou o diretor regional dos Transportes, Luís Filipe Melo, estimando que o novo concurso decorra até maio de 2019.

O governante falava numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, onde esteve também presente o presidente do júri do concurso, José Manuel Monteiro da Silva.

Segundo o diretor regional, no novo concurso, a lançar em breve, “as peças do novo procedimento serão fundamentalmente as mesmas, apenas com alguns ajustamentos resultantes dos esclarecimentos que foram prestados no procedimento cessante, da introdução da tramitação eletrónica e de algumas alterações ocorridas na legislação da contratação pública”.

O Governo dos Açores estima que, entre junho e julho, decorra a fase da outorga do contrato e do processo de visto do Tribunal de Contas.

“Assim sendo, se tudo decorrer dentro do previsto, o início da execução do contrato poderá ter lugar algures entre julho/agosto de 2019, sendo que o prazo de execução é de 580 dias (pouco mais de 19 meses)”, explicou Luís Filipe Melo, estimando a entrega do novo navio no início de 2021.

O diretor regional sublinhou que o novo navio RO-RO de passageiros para a região visa assegurar “uma operação o ano inteiro, com caráter regular” e que possa ligar “os três grupos” (oriental, central e ocidental) dos Açores, “movimentar carga e passageiros todo o ano e, com isso, dinamizar o mercado interno”.

“E este navio, depois de adquirido, será colocado à exploração. E, se houver algum privado que tenha interesse também em explorar o navio, terá oportunidade de concorrer”, lembrou.

De acordo com Luís Filipe Melo, “os três concorrentes já foram informados” da decisão do júri “e não se pronunciaram”.

O presidente do júri do concurso explicou que uma proposta apresentada pela ASTILLEROS ARMON GIJON, S.A. foi excluída porque essa empresa não foi a empresa qualificada na primeira fase do concurso e convidada a apresentar proposta, mas sim a ASTILLEROS ARMON, S.A.

A proposta da HIJOS DE J. BARRERAS, além de conter diversas irregularidades na documentação técnica, apresentou um preço superior ao máximo previsto no caderno de encargos.

Já “a proposta do agrupamento constituído pela AMEDEO RESOURCES PLC e TAIZHOU KOUAN SHIPBUILDING CO, LTD, além de ter sido apresentada fora do prazo fixado para o efeito, continha diversas irregularidades na sua documentação técnica”, indicou.

Monteiro da Silva referiu que o relatório final de análise das propostas foi apresentado na quarta-feira pelo júri à secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, para decisão.

“No mesmo dia, deu-se a aprovação do teor e das conclusões do relatório, com a decisão de não adjudicação e, consequentemente, a revogação da decisão de contratar”, adiantou.

Em novembro do ano passado o concurso público para a conceção e construção do novo navio, com preço-base de 48 milhões de euros, foi publicado em Diário da República.

A 16 de outubro de 2017, através de uma resolução do Conselho do Governo, foi autorizado o lançamento do concurso e a realização da despesa até 48 milhões de euros, acrescidos do IVA.

LUSA

Furacão Helene deve afetar todas as ilhas dos Açores

© Lusa

“O furacão está a deslocar-se para norte a 20 quilómetros por hora, prevendo-se que diminua de intensidade durante a quinta-feira, passando a classificar-se como tempestade tropical. De acordo com a previsão, é provável que as ilhas do grupo ocidental [Flores e Corvo] comecem a sentir os efeitos desta tempestade, a partir da tarde de sábado”, refere o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em comunicado hoje divulgado.

Segundo o comunicado, prevê-se, a partir da tarde de sábado, “vento muito forte do quadrante sul com rajadas até 120 quilómetros por hora, chuva forte e ondas do quadrante sul entre 6 a 8 metros de altura” nas Flores e no Corvo.

“Nas restantes ilhas do arquipélago também se prevê um agravamento do estado do tempo, devido à passagem da tempestade tropical, no entanto será de forma menos significativa”, acrescenta o IPMA

Para as ilhas do grupo central — Faial, Pico, Terceira, Graciosa e São Jorge – está previsto vento forte do quadrante sul com rajadas até 80 quilómetros por hora e períodos de chuva forte, enquanto no grupo oriental — São Miguel e Santa Maria — é expectável vento do quadrante sul moderado a fresco com rajadas até 50 quilómetros por hora e períodos de chuva forte.

LUSA

“É o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Venham todos até Ponta Delgada”

Estamos sensivelmente no final do primeiro ano do seu segundo mandato como edil daquele que é considerado o maior município dos Açores. Neste sentido, quais têm sido os pontos de ordem da sua gestão e quais as maiores conquistas realizadas até ao dia de hoje?

Ver Ponta Delgada no Top 25 das melhores cidades para viver, visitar e fazer negócios (Portugal City Brand Ranking da Bloom Consulting) é uma “conquista” que expressa bem o desenvolvimento crescente e consolidado do concelho e que resulta de uma estratégia concertada entre os órgãos públicos municipais, regionais e nacionais, nas mais variadas áreas de atuação.

Temos apostado numa gestão financeira criteriosa com vista a reduzir o endividamento, o que conseguimos, e temos ainda as melhores médias do país em prazo de pagamentos.

A nossa prioridade diz respeito às questões socioeducativas: melhorar as condições para a Educação, combater a pobreza extrema, promover a inclusão social e fomentar a participação cívica.

Em Ponta Delgada, num período nacional de restrições, rigor financeiro e prioridade no investimento público e nas áreas socioeducativas, desoneramos os custos de contexto da economia privada. Nesse sentido, foi feita uma aposta na diminuição dos custos em contexto do negócio turístico e de reabilitação urbana. Isto é, nós diminuímos as receitas fiscais, favorecendo os empresários enquanto investidores. Começamos por gerir melhor e disponibilizar o espaço público municipal na cidade para dar competências nomeadamente aos serviços de restauração, hotelaria e animação turística no centro histórico. Daí resultou o surgimento de esplanadas e ocupação de espaço público para o turista e para o próprio residente. Criamos animação cultural, recreativa e performativa no centro histórico da cidade, e, hoje em dia, o centro histórico de Ponta Delgada não tem nada a ver com que era há sete anos.

Também renovamos o programa Reviva, que ajudava a desonerar o contexto de reabilitação e regeneração urbanas, acrescentamos o PIRUS (Programa Integrado de Regeneração Urbana Sustentável) e as ARUS (Áreas de Reabilitação Urbana).  Isto veio permitir novas apostas em Ponta Delgada de reabilitação e o reforço do alojamento local, com um novo cenário e um novo paradigma de atividades no centro histórico da cidade.

O turismo foi, efetivamente, a área que maior impulso económico deu a Ponta Delgada e que maior notoriedade e notabilidade deu à economia dos Açores. Em primeiro lugar, foi uma opção estratégica do Governo da República obrigando a região a apostar numa liberalização do espaço aéreo, isto é, à renegociação das obrigações de serviço público de transporte aéreo para os Açores, o que permitiu a entrada de empresas low cost e criou concorrência. Isto garantiu mais oferta de transporte aéreo e mais lugares. Esta medida juntou mais voos, mais companhias, menor preço e ainda notoriedade ao destino turístico.

Inspirado por William Cowper, quando diz que Deus fez o campo e o homem fez a cidade, nós temos tentado criar estímulos na cidade pelo conforto, higiene e bom acolhimento.

O balanço que perspetiva da sua gestão é positivo? Como definiria este período de liderança enquanto presidente da autarquia de Ponta Delgada?

Com os meios que tivemos, e considerando o contexto económico e financeiro, acho que tem sido positivo. Reconhecemos, no entanto, que ainda há muito a fazer. Ponta Delgada pode potenciar um crescimento aos Açores, o que exige de nós, governantes, um trabalho de planeamento e resposta acrescido.

A minha preocupação enquanto Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada é servir Ponta Delgada: os que cá vivem, trabalham e nos visitam (e os potenciais moradores, trabalhadores/investidores e visitantes).

As celebrações do Dia de Portugal em 2018 vão começar nos Açores, notícia que foi anunciada no ano passado pelo atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Que significado tem este facto para os Açores?

Esta foi uma escolha do Presidente da República que honra e prestigia Ponta Delgada e que evidencia a exemplar relação, institucional e pessoal, que Marcelo Rebelo de Sousa mantém com a Região Autónoma dos Açores e, em especial, com o Município de Ponta Delgada.

O que está a ser preparado pela autarquia de Ponta Delgada para estas comemorações? O que podemos esperar para este dia?

A Câmara Municipal de Ponta Delgada vai atribuir a “Chave de Honra do Município, a mais alta Distinção Honorifica Municipal, ao Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia que tem lugar hoje, dia 9 de junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia restrita aos eleitos locais do Município e das Freguesias de Ponta Delgada.

De acordo com o Regulamento das Distinções Honorificas do Município de Ponta Delgada, a “Chave de Honra do Município” destina-se a “galardoar titulares de órgãos de soberania nacionais ou estrangeiros e personalidades nacionais ou estrangeiras de reconhecida projeção e prestígio, que tenham desenvolvido ou desenvolvam ação meritória relacionada com o Município de Ponta Delgada ou que a ele se desloquem em visita de interesse relevante”.

A maior cidade dos Açores vai ser, também, palco de outras cerimónias e espetáculos alusivos à data, com destaque para as Cerimónias Militares do Içar e do Arriar da Bandeira Nacional nas Portas da Cidade. Num mastro de 12 metros vai ser erguida uma bandeira de quatro panos oferecida pela Presidência da República e que ficará iluminada à noite.

A Cerimónia Militar –  Parada e Desfile Militar – decorrerá na Av. Infante D. Henrique em frente ao Campo de São Francisco.

A Câmara Municipal vai, para os eventos mencionados e para outros da responsabilidade da Presidência da República e do Governo dos Açores, disponibilizar um vasto conjunto de meios humanos, técnicos e patrimoniais.

A autarquia também dará apoio ao nível da Segurança, Divulgação e Prestação de Serviços e Apoio Logístico, para além de disponibilizar o Coliseu Micaelense para a realização de concertos populares com a Banda da Armada (7 de junho), a Orquestra Ligeira do Exército (8 de junho), a Banda do Exército (10 de junho) e a Banda da Força Aérea (12 de junho).

Tem sido um defensor da descentralização no desenvolvimento integral e na coesão territorial em Portugal. O facto dos Açores terem sido escolhidos para a abertura das celebrações do Dia de Portugal em 2018 podem ser encaradas como uma vitória em prol da descentralização?

Não colocaria a questão nestes termos. Esta foi uma escolha do Presidente da República que, como referi anteriormente, honra e prestigia Ponta Delgada e que evidencia a exemplar relação, institucional e pessoal, que Marcelo Rebelo de Sousa mantém com a Região Autónoma dos Açores e, em especial, com o Município de Ponta Delgada. A decisão de descentralizar faz todo o sentido para todos os dias.

Crê que hoje ainda não é dada a devida relevância às Regiões Autónomas e ao seu papel e contributo para o desiderato nacional? O que acha que falta para que este panorama seja de facto uma realidade visível?

A Autonomia Política dos Açores e da Madeira é uma das conquistas democráticas do 25 de abril com maior sucesso e impulso no desenvolvimento integral de Portugal e na importância geoestratégica do nosso país no contexto internacional.

A minha opinião é a de que o país precisa de levar a efeito uma verdadeira reforma administrativa e descentralizadora, envolvendo também o poder local democrático, e de assegurar uma referência que identifique aquelas que são as responsabilidades melhor resolvidas por proximidade, tanto ao nível de freguesia, de município e de regiões, sendo preciso considerar, desde logo, com realismo, a dimensão de cada realidade.

Tenho defendido que é preciso formar uma ideia de coesão territorial pela repartição de competências entre a administração central, regional e local.

Acho que se deve ponderar mais organização territorial em Portugal.

O que tem sido realizado pela autarquia de Ponta Delgada em prol do investimento estrangeiro? Sente que este é um ponto essencial para o desenvolvimento da Região Autónoma dos Açores?

O desenvolvimento não se faz por decreto, mas, ao invés, pode conseguir-se através da pedagogia e de orientações geradoras de confiança nos investidores e é isso que, enquanto executivo, temos procurado desenvolver. Não pretendemos fazer tudo sozinhos, e estamos dependentes de candidaturas a fundos comunitários e de parcerias estabelecidas com agentes económicos locais. A juntar a isso, Ponta Delgada tem a mais baixa taxa de IMI e uma carga tributária reduzida e competitiva, o que é um forte incentivo quer à fixação de população, quer à fixação de empresas.

Aquando do início do seu mandato, assumiu que era importante um reafirmar do relacionamento institucional de proximidade e cooperação com todas as Juntas de Freguesia, independentemente dos partidos políticos. Como define atualmente as relações institucionais entre o Município e as Freguesias?

Posso afirmar, pela minha perceção e atendendo ao retorno que tenho obtido dos presidentes de junta, que é pautada pela confiança e cooperação.

Há, na relação institucional e financeira entre o Município e as 24 freguesias, referências de princípios e de valores doutrinários, mas sobretudo de comportamento, que nos devem orgulhar mutuamente.

Aliás, a nossa opção estratégica de apoio financeiro às juntas – que devia ser exemplo para a configuração nacional – é pautada pela transparência e equidade de tratamento capaz de assegurar certeza, regularidade, estabilidade e previsibilidade e que deveria ser cultivada por todos.

É fundamental para a evolução do Município que acha haja um sentido de diálogo e cooperação com as Juntas de Freguesia?

Sem dúvida. O informar/comunicar e o saber escutar são essenciais em qualquer relação, para o reforço da confiança e estimulo da cooperação.

Quais são os principais desafios e pontos de ordem de futuro da autarquia de Ponta Delgada? Que mensagem gostaria deixar a todos os açorianos?

Ponta Delgada quer ser uma cidade Global.

Estamos a trabalhar para estar na linha da frente dos conteúdos das cidades inteligentes.

Ponta Delgada já proporciona hotspots urbanos, em vários pontos distintos.

A nossa beleza natural é o nosso maior bem e é aquele que podemos oferecer, mas atualmente ainda existe um grande desconhecimento, quer pelo nosso lado, quer pelo lado de quem nos visita, e é aí que eu acredito que a tecnologia possa ajudar. Estamos a criar verticais de inteligência tecnológica citadina, para podermos desenvolver aplicações multilingue, que abarquem os principais pontos turísticos do nosso concelho. Devemos assumir o controlo do número de visitantes a cada espaço mais frágil, o que é muito importante para manter o equilíbrio e a sustentabilidade da natureza.

Estas aplicações tecnológicas podem, aliás, justificar apoio dos fundos comunitários, e com o apoio de empresas privadas, que também têm tido enorme intervenção no desenvolvimento do concelho. As aplicações tecnológicas criarão roteiros mais avançados do que as placas informativas, para que residentes e visitantes se sintam integrados e conhecedores do nosso património.

Como tenho defendido, recensear os ativos de natureza e de património cultural, com potencial turístico, para eliminar a contemplação ignorada pelas entidades públicas e a contemplação ignorante, por parte dos visitantes, que não tendo informação desconhecem o que visitam. Um trabalho a desenvolver por todos e liderado pela Região Autónoma dos Açores.

Termino, pedindo-lhe que deixe um convite a todos para o dia 10 de Junho…

É o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Dia de afirmarmos a cultura portuguesa e o seu lastro pelo mundo. É dia de expressar o nosso pátrio orgulho, respeitar e elevar o simbolismo institucional desta data. Venham todos até Ponta Delgada. Ao longo da Avenida Infante D. Henrique – das Portas do Mar, passando pelas Portas da Cidade e até ao Campo de São Francisco – há muito para assistir e participar. São todos bem-vindos!

A que se deve esta crise sísmica nos Açores?

Os Açores são alvo de crises sísmicas com alguma regularidade e que são semelhantes às que estão a ocorrer hoje. Na origem desta crise sísmica está a interação entre os sistemas vulcânicos e os sistemas tectónicos da ilha.

De acordo com o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as ilhas dos Açores estão localizadas numa zona particularmente ativas.

“É uma fronteira de placa reconhecida e tem uma velocidade de extensão entre os 4 e os 5 milímetros por ano. Todos os anos existe um bocadinho mais de extensão, o que leva a uma interação entre os sistemas vulcânicos e tectónicos que dão origem a uma libertação de energia sobre a forma de pequenos sismos, que podem não ser pequenos”, disse.

Miguel Miranda explicou que a região do Congro é das regiões mais ativas dos Açores e a mais ativa de São Miguel.

“Existem condições do ponto de vista geológico que conduzem a este tipo de situações. No IPMA fazemos a vigilância sismológica e os nossos colegas da Universidade dos Açores fazem a vigilância geoquímica e cronológica. Só quando pudermos juntar todos os dados de um lado e do outro é que vamos ter uma avaliação mais realista do que se está a passar. Estamos todos em contacto e a trabalhar”, sublinhou.

O geofísico destacou também que ainda é difícil dizer com certeza quantos abalos foram sentidos e as magnitudes, sendo previsível dados mais concretos dentro de dias.

Miguel Miranda disse também à Lusa que a crise sísmica “ainda agora começou, salientando que para já não é possível prever se vai haver abalos com maior intensidade nos Açores.

“Para já não é previsível saber se vamos ter sismos mais importantes ou não. É preciso que estejamos preparados para todos os acontecimentos que possam ocorrer. A proteção civil regional tem sido bastante clara sobre os aconselhamentos que dá a população e é muito importante que as pessoas sigam estritamente o que os serviços estão a emitir”, disse à Lusa Miguel Miranda.

O responsável recomendou ainda às populações que estejam informados e sigam os conselhos do Serviço Regional de Proteção Civil.

“Volto a sublinhar que nunca é demais dizer às populações para seguirem as indicações da proteção civil regional (…). É preciso atuar como se o risco fosse sempre muito importante”, destacou.

“É provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população”

Centenas de sismos com magnitude entre 1,9 e 3,6 na escala de Richter foram registados desde as 00h47 de hoje na ilha de São Miguel, Açores, mantendo-se uma atividade sísmica acima dos valores de referência.

Em comunicado, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) adianta que desde as 23h47 de domingo (00h47 de hoje em Lisboa) foram registadas várias centenas de microssismos com epicentro entre as lagoas do Fogo e das Furnas, na sua maioria de magnitude inferior a 3 na escala de Richter.

“Na generalidade, os eventos têm sido sentidos numa faixa entre Água de Pau e Povoação, a sul, e Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda, a norte”, revela o CIVISA, acrescentando estar a acompanhar o evoluir da atividade.

O responsável pelo CIVISA, João Luís Gaspar, alterou também para o facto de que “é provável que tenhamos novos sismos sentidos pela população“.

Refira-se, contudo, que de acordo com o responsável pela Proteção Civil da região, o Tenente Coronel Carlos Neves, a frequência da atividade sísmica baixou discretamente ao início da tarde desta segunda-feira.

LUSA

Frequência sísmica diminui nos Açores

De acordo com o Tenente Coronel Carlos Neves, presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), todas as entidades de proteção civil encontram-se prontas a agir, em caso de necessidade.

“Esta atividade começou pelas 24:00, estendeu-se ao longo da noite e manhã. Ocorreram centenas de sismos de baixa intensidade e magnitude, dos quais 20 foram sentidos pela população. Esta situação continua a manter-se, embora tenha baixado ligeiramente de frequência”, afirmou o responsável numa conferência de imprensa na sede do organismo, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

“Podemos dizer que em São Miguel, nas povoações entre Água de Pau e a Povoação, a sul da ilha de São Miguel, foi onde sentiram mais os sismos, e a norte, entre Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda”, acrescentou.

O SRPCBA e o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) farão uma nova atualização de dados sobre a atividade sísmica às 15:00 ou antes, caso se justifique.

Entre as medidas de segurança a adotar pela população, o SRPCBA aconselha a que seja mantida a calma, que não seja provocado fogo, devido a possíveis fugas de gás, que sejam desligados os circuitos de gás, eletricidade e água, caso haja suspeita de que se encontram danificados, que não sejam utilizados elevadores, cuidado com vidros partidos ou cabos de eletricidade e afastamento das praias.

De acordo com a informação recolhida pelo CIVISA, foram sentidos até cerca das 08:00 de hoje pelo menos 17 eventos, o mais forte dos quais ocorreu às 06:18 (hora local) e foi sentido com intensidade máxima de V na escala de Mercalli Modificada.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou às 07:17 (hora local) nas estações da Rede Sísmica do arquipélago dos Açores, um sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter com epicentro localizado a cerca de seis quilómetros a Sul-Sudeste de São Brás, em São Miguel.

LUSA

EMPRESAS