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“Costurar a pele” é o mais recente desafio da internet

Após o jogo ‘Baleia Azul’, também conhecido por ‘jogo da morte’, que assustou e levou centenas de jovens a cometerem suicídio, um novo desafio tem preocupado os pais de todo o mundo. Desta vez, os adolescentes são influenciados a costurarem a própria pele e, em algumas circunstâncias, também os lábios. O objetivo é imitar uma personagem de anime japonês, procurando, assim, popularidade junto do grupo de amigos.

A animação que inspira os jovens, sobretudo na China, a iniciarem o desafio chama-se ‘Tokyo Ghoul’ e foi lançada pela primeira vez em setembro de 2011.

A personagem principal chama-se Juuzou Suzuya e surge com costuras nos lábios, pescoço e braços, numa tentativa de modificar corpo modificado.

Os jovens têm publicado as fotos nas redes sociais e muitas delas têm-se tornado virais.

Um dos adeptos desta nova moda, tendo costurado o próprio corpo, disse, em entrevista, que os seus amigos foram a sua inspiração. “Olhei para todos os meus amigos e decidi fazer também para sentir como era, para experimentar”, confidenciou.

Em reportagens divulgadas por sites chineses, alguns especialistas médicos foram consultados e desaconselharam a prática, pois pode causar infeções.

OMS: Cerca de 1,2 milhões de adolescentes que morrem por ano de causas evitáveis

Acidentes rodoviários, infeções respiratórias e suicídio são as maiores causas de morte entre os adolescentes, refere o relatório, sublinhando que mais de dois terços das mortes de adolescentes em 2015 ocorreram em países de baixo e médio e rendimento em África e no sudeste asiático.

Os dados do relatório “Ação Global Acelerada para a Saúde dos Adolescentes: Orientações para apoiar a implementação nacional” revelam diferenças acentuadas nas causas de morte quando se separam os grupos de adolescentes por idade (entre 10-14 anos e 15-19 anos) e por sexo.

Em 2015, os acidentes rodoviários foram a principal causa de morte nos adolescentes entre os 10 e os 19 anos, resultando aproximadamente em 115 mil mortes. Os adolescentes com idades entre 15 a 19 anos foram os que sofreram o maior número de acidentes.

Analisando as causas de mortes por regiões, as diferenças são, segundo o relatório, “gritantes”. Nos países de baixo e médio rendimento em África, as maiores causas de morte são as doenças transmissíveis como o VIH/Sida, as infeções respiratórias, a meningite e as doenças diarreicas.

Também o retrato das meninas difere completamente, refere o relatório, adiantando que a principal causa de morte nas adolescentes entre os 10 e 14 anos são as infeções respiratórias, como a pneumonia – muitas vezes em resultado da poluição do ar interior gerada por combustíveis sujos usados nas cozinhas.

Nas meninas entre os 15 e os 19 anos são as complicações decorrentes de abortos inseguros.

O suicídio e a morte acidental por automutilação foram a terceira causa de mortalidade nos adolescentes em 2015, resultando em cerca de 67.000 mortes.

“A automutilação ocorre em grande parte entre os adolescentes mais velhos e, globalmente, é a segunda principal causa de morte entre as adolescentes mais velhas”, sendo a principal ou a segunda causa de morte de adolescentes na Europa e no sudeste Asiático.

O relatório, realizado em parceria com várias organizações, como a Unicef, defende que a maioria destas mortes pode ser evitada com serviços de saúde, educação e apoio social.

A diretora-geral da OMS para a Saúde da Família, Flavia Bustreo, afirma que “os adolescentes têm estado totalmente ausentes dos planos nacionais de saúde há décadas”.

“Investimentos relativamente pequenos focados em adolescentes, não só resultarão em adultos saudáveis e capacitados, que prosperam e contribuem positivamente para suas comunidades, como em gerações futuras mais saudáveis, produzindo enormes retornos”, defende Flavia Bustreo.

Para o diretor da Saúde Materna da OMS, Anthony Costello, “melhorar a forma como os sistemas de saúde servem os adolescentes é apenas uma parte para melhorar a saúde”.

“Os pais, as famílias e as comunidades são extremamente importantes, pois têm o maior potencial para influenciar positivamente o comportamento e a saúde dos adolescentes”, sublinha Anthony Costello.

Segundo o documento, as necessidades de saúde dos adolescentes intensificam-se em contextos humanitários e frágeis.

“Os jovens muitas vezes assumem responsabilidades de adultos, incluindo cuidar de irmãos ou trabalhar, e podem ser obrigados a abandonar a escola, casar cedo ou envolver-se em sexo transacional para atender às suas necessidades básicas de sobrevivência”, sublinha o relatório.

Como resultado, sofrem de má nutrição, lesões não intencionais, gravidez, doenças diarreicas, violência sexual, doenças sexualmente transmissíveis e problemas de saúde mental.

Para “reduzir drasticamente” estas mortes, o relatório recomenda programas de saúde de adolescentes, incluindo a educação sexual nas escolas, limites de idade mais elevados para consumo de álcool, exigir cintos de segurança e capacetes, reduzir o acesso e o uso indevido de armas de fogo.

Continua desaparecida a adolescente de 13 anos de Ponte de Lima

Continua desaparecida a adolescente de 13 anos que foi vista pela última vez na sexta-feira, em Ponte de Lima. As buscas foram alargadas ao distrito de Aveiro, onde o sinal de telemóvel da jovem foi captado. O telemóvel da jovem está desligado desde as 17h de sexta-feira.

“Através do telemóvel da menor, o pedido de localização celular identificou o distrito de Aveiro. Já informamos o Comando Territorial de Aveiro para tentar encontrar a menor na sua zona de ação”, sublinhou a fonte.

A mesma fonte revelou que “existem relatos”, ainda por confirmar, de que a menor terá apanhado um autocarro com destino a Braga, tendo sido alertada a Polícia Judiciária para colaborar nas operações de busca.

A adolescente de 13 anos, residente na freguesia de Beiral do Lima, “apanhou o autocarro dos transportes escolares, na sexta-feira de manhã, para ir para as aulas, mas não se apresentou na escola”.

O alerta às autoridades foi dado, cerca das 20:00, pelos pais da menor”, que “não encontram explicação para o sucedido”.

O Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo adiantou que os militares envolvidos na operação “continuam a recolher informações junto de familiares e amigos da menor” que, “ao que tudo indica, terá tomado esta decisão de livre e espontânea vontade”.

Os dados da adolescente “já constam da base de dados das pessoas dadas como desaparecidas”.

Mãe oferece (a brincar) filho de 14 anos e destaca as suas qualidades

Todos os pais concordam que, por vezes, os adolescentes podem ser um pouco difíceis de lidar e, tendo isso em mente, uma mãe decidiu vingar-se do filho ao ‘oferecê-lo’ num anúncio num site de classificados, o Gumtree.

Ella Brookbanks, de 30 anos, utilizou o Facebook para partilhar a publicação sobre o seu filho Bradley de 14 anos. “Adolescente de 14 anos – mas que pensa que tem 32 – e que passa bem por uma criança de quatro. Está livre para ir viver para outra casa porque, afinal, só queremos o melhor para ele”, começa por escrever.

E acrescentou: “É vendido apenas com uma muda de roupa simplesmente porque não concorda em vestir mais nada, além das suas jeans justas (…) As qualidades incluem bater com a porta, passar mais tempo a cuidar do cabelo do que da sua higiene e não ter energia para limpar o quarto mas para andar de skate”.

Não demorou até o post de Ella se tornar viral, visto que muitas pessoas se identificaram com o que esta mãe escreveu no post.

Sociedade Portuguesa de Pediatria recomenda vacinação dos jovens contra o HPV

A Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) recomenda a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano, a título individual, dos adolescentes do sexo masculino e a vacinação contra a tosse convulsa de jovens pais e conviventes de recém-nascidos.

De acordo com uma atualização das recomendações sobre vacinas extra do Programa Nacional de Vacinação (PNV), elaboradas pela Sociedade de Infeciologia Pediátrica (SIP) da SPP, os jovens adolescentes devem vacinar-se, a título individual, contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV),”como forma de prevenir as lesões associadas a este vírus”.

No documento lê-se que que o HPV “é responsável, em todo o mundo e em ambos os sexos, por lesões benignas e neoplasias malignas, com incidência elevada”.

“É hoje considerado o segundo carcinogéneo mais importante, logo a seguir ao tabaco. Está associado a 5% dos cancros, em geral, e a 10% na mulher”, prosseguem os autores.

Segundo a SIP, “os homens encontram-se em risco de desenvolver condilomas genitais, cancros do ânus, do pénis, da cabeça e pescoço e neoplasias intraepiteliais do pénis e ânus”.

Em Portugal, a vacina contra o HPV foi introduzida no Plano Vacinal de Vacinação em outubro 2008, para todas as adolescentes com 13 anos de idade num esquema de três doses. A partir do dia 01 de outubro de 2014, a vacinação em âmbito de PNV passou a ser recomendada para as raparigas entre os 10 e 13 anos de idade num esquema de duas doses.

Tendo em conta que “a carga da doença por HPV é relevante no sexo masculino e não existem rastreios implementados para a prevenção dos cancros associados a HPV”, os especialistas concluíram que “a forma de reduzir individualmente o risco de doença, para além da proteção indireta, é através da vacinação”.

Outra recomendação da SPP vai no sentido da “vacinação de jovens pais e conviventes que desejem reduzir o risco de infeção para si e para os recém-nascidos com quem residem”.

“A vacinação durante o terceiro trimestre da gravidez (entre as 28 e 36 semanas) durante surtos, como o que ocorre atualmente na Europa” e a “vacinação de adolescentes e adultos” são medidas de proteção individual igualmente recomendadas.

Em julho, o diretor-geral da Saúde assumiu que as autoridades estão preocupadas com os casos de tosse convulsa em Portugal, que também tem atividade em outros países europeus, e nos Estados Unidos.

Dados da OMS, citados neste documento, indicam que em 2008 se registaram 16 milhões de casos no mundo e 195 mil mortes em crianças.

“Nos últimos anos tem-se observado um aumento ligeiro do número de casos, embora flutuante”, lê-se no documento que pode ser consultado no site da SPP.

Além destas recomendações a SIP/SPP mantém a recomendação da proteção contra a doença invasiva por N. meningitidis tipo B, nomeadamente “a vacinação das crianças dos dois meses aos dois anos”, podendo também “ser administrada a crianças e adolescentes”.

É também recomendada a vacinação de “crianças e adolescentes com fatores de risco para doença invasiva por N. meningitidis, nomeadamente défices do complemento, asplenia e tratamento com eculizumab”.

“A vacinação pode, ainda, ser considerada em crianças e adolescentes com doença ou tratamento imunossupressores e na prevenção de casos secundários intradomiciliários ou em instituições e para controlo de surtos”.

Para o rotavírus, agente que causa gastrenterite aguda, a SPP mantém “a recomendação de vacinação de todas as crianças saudáveis, reforçando a importância do cumprimento das indicações quanto à idade de vacinação”.

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