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“Queremos fazer a diferença no mundo”

Sabemos que a Adoro.Ser.Mulher é uma comunidade de networking que suporta e promove o empreendedorismo feminino em Portugal, PALOP, Brasil e Comunidades de Língua Portuguesa. Mas quem é hoje a Ana Cláudia Vaz?
Alguém que encontrou o equilíbrio entre filhos, marido e a gestão de uma Comunidade Internacional ao lado de Mulheres fantásticas com quem tenho aprendido muito. Mas, principalmente, a nível profissional encontrei a paixão por partilhar, o que me traz uma motivação capaz de conquistar o mundo.

A comunidade assume como missão ser uma facilitadora da vida profissional da mulher. Nos tempos atuais, no outro prato da balança, o que tem dificultado o sucesso de uma mulher na promoção e desenvolvimento da sua carreira?
Depende dos países, não podemos ignorar que fatores como a política, desigualdades sociais e não só, pesam nessa balança, e escrevo um ótimo exemplo de três países no meu artigo. No entanto, com curtas palavras, não generalizando e não direcionando só para as mulheres, essa dificuldade está dentro de cada um de nós. Se estivermos constantemente com medo de fazer e a dizer que não conseguimos, o mais provável é não conseguirmos mesmo. Agora, quando fazemos, devemos ser humildes para pedir ajuda, ajudar o próximo e afastar emoções negativas.

Esta comunidade foi erguida tendo como base quatro pilares: destaque, motivação, vendas e contactos. Desconstruindo-os, o que é que cada um significa?
São os caminhos essenciais para criar negócio e dinheiro, e falando francamente, dinheiro é também um fator muito importante para a nossa qualidade de vida, não é só, mas é importante.

Acredita que “não existe nenhuma pós-graduação capaz de superar a força de uma mulher que é empresária, empreendedora, encarregada de educação e conjugue”. Onde é que a Ana Cláudia encontra a sua força para conseguir conciliar várias funções?
Começa pela paixão que encontrei neste projeto que me dá  horas de felicidade e muita motivação, e também muito importante para a minha parte organizacional, é seguir religiosamente uma mágica folha de planificação semanal.

Fazendo um balanço da sua vida profissional, é notório que tem crescido e conquistado o seu espaço de uma forma ímpar, como empresária, consultora de imagem, modelo. Ser mulher, em algum momento da sua carreira, foi um impeditivo ou colocou algum tipo de entrave à realização de um objetivo?
Mais do que ser mulher, é termos um pouco de imagem. Mas isso nunca foi impeditivo de eu realizar seja o que for, porque sou bastante persistente. Agora, não estaria a ser sincera, se não dissesse que senti alguns projetos a não serem levados a sério. Compreendo que a beleza traga algum tipo de curiosidade, e infelizmente ainda existem alguns “cérebros” que acham que por se ter boa imagem, somos estúpidos.

Celebrar efemérides como o Dia Internacional da Mulher é aplaudir os avanços conquistados no feminino a nível económico, social e político. Contudo, as estatísticas continuam a revelar dados preocupantes de desigualdades. No seu ponto de vista, por que é que estes dados continuam a ser tão alarmantes? O que falta fazer?
Esses dados são verdadeiramente alarmantes para alguns países no mundo onde a mulher não tem valor nenhum, e é uma vergonha para os direitos humanos, para todos nós, que só assistimos de longe e nada fazemos. Em outros países, penso que há mais reclamações do que ação. Estamos a entrar na era dourada do empreendedorismo feminino, e devemos aceitar com a maior felicidade do mundo e não confundir com desigualdades do género. O homem foi desde sempre educado para ser líder e empreendedor, tudo bem, foi assim a história, aceitamos. Agora é a nossa vez, em paralelo com eles, e temos que saber fazer as coisas. Aprender, ter mais formação, aproveitar todas as ferramentas fantásticas ao nosso dispor e sermos apoiadas. Não cair no individualismo e na demasiada independência. Falo por mim, que passei 7 anos sozinha em frente de uma mega estrutura, 12 horas diárias, e não tinha vida pessoal nenhuma. Tal como escrevi no meu artigo de opinião, o que falta fazer está na educação dos nossos filhos, prepara-los para serem empreendedores, escolherem bem os companheiros para a vida e também aceitarem o próximo. Não há nada melhor do que sermos apoiados pela família.

O seu “core business” é a consultoria de imagem, os workshops e os eventos empresariais. A verdade é que cada vez mais a imagem assume-se na sociedade atual e no seio das empresas como um fator decisivo para o sucesso pessoal e profissional. Existe um momento ideal para se recorrer a um consultor de imagem?
Isso seria estar a dizer o mesmo que só quando queremos ter sucesso é que recorremos a um profissional, ou seja, por outras palavras, quando as coisas estão caóticas é que pedimos ajuda….Devemos ter autoestima suficiente para gostarmos de nós ao ponto de querermos melhorar a nossa imagem. Somos diferentes uns dos outros, uns mais tímidos, outros mais arrojados, e recorrer a um consultor de imagem é uma viagem de autoconhecimento que vai ajudar no crescimento pessoal, e a partir daí tudo o resto vem, amor, trabalho, dinheiro. Sim, faz diferença aos olhos da sociedade, não uma pessoa que veste roupas caríssimas, mas uma pessoa que sabe estar e espalhar charme, com educação. Portanto, não existe um momento especial para aprender com um consultor de imagem, a não ser que sinta que foi várias vezes prejudicado por causa da sua má imagem.

Num futuro certamente marcado pela contínua voz desta comunidade em prol do sexo feminino, que objetivos pretendem ver concretizados no decorrer deste ano?
Para já vamos ter Gestoras Independentes em mais cinco cidades diferentes. Restruturamos a nova loja on-line “Let´s Brand Together”, um projeto desenhado para ajudar as empreendedoras a vender, e pode ser encontrado na rede, na nossa APP e em todas as páginas do Facebook, e estamos a lançar um cartão ASM. Um universo feminino num só sitio (cartão) concebido para fortalecer a economia interna na nossa rede e fidelizar clientes para estas mulheres todas, não só em Portugal, mas em todos os outros países onde a comunidade já está presente. Por fim, paralelamente aos eventos de networking estamos também a apostar em workshops de autoestima  e valorização pessoal, a base do sucesso.

De uma empreendedora para várias empreendedoras que estarão a ler esta entrevista, que mensagem quer deixar? Por outro lado, para as “suas” empreendedoras de um modo particular, para todas as mulheres que integram esta comunidade, o que tem a dizer?
Para as empreendedoras que fizeram parte desta edição, muito obrigada por fazerem acontecer. Mais do que sucesso, queremos fazer a diferença no mundo e deixar um legado para a melhoria das condições de vida do local onde vivemos. Este foi um grande exemplo do nosso lema: #juntassomosmaisfortes. Para as restantes mulheres da rede e não só, muito obrigada também por estarem desse lado, sei que um dia vão juntar-se a nós de uma forma mais ativa. Cada uma a seu tempo e à sua maneira, e não há nada de errado nisso. Informem-se, ajudem-se umas às outras, não tenham medo de arriscar! O Adoro.Ser.Mulher estará aqui para apoiar. Por fim, obrigada aos parceiros que estiveram connosco na sessão fotográfica.

AGRADECIMENTOS
Apoio à produção:
Inspira Hotels, loja La Boheme, maquilhadores Alda Figueiredo, Daniela Homero, Rita Refoios, Susana Gomes e maquilhador coordenador Miguel Molena

Ana Cláudia Vaz
Ana Cláudia Vaz

OPINIÃO, Ana Cláudia Vaz | Fundadora Adoro.Ser.Mulher

A exaustão do Empreendedorismo feminino, do Empreendedor e da Liderança

“Como pais, podemos e devemos preparar os nossos filhos masculinos a vir a casar com uma empreendedora, e que isso será fantástico, porque um bom companheiro é um fator essencial para o sucesso profissional dessa mulher.”

No nosso país é usual as coisas boas tornarem-se tendências, até à exaustão. Mas esta, é uma das mais saudáveis e necessárias, por isso, até que enfim! Imagine que, se torna uma grande tendência ir sempre votar, ou comprar mais produtos nacionais, ou, e fundamental, partilhar com o próximo, sem esperar algum retorno. O sítio onde vivemos, seria um local mais agradável, digo eu… Mas então, porquê tanta voz sobre o empreendedorismo?
De facto, a criação de pequenos negócios contribui para impulsionar a inovação e a competitividade, mas também para a criação de emprego e estabilidade política e social. A questão da criação de empresas por parte das mulheres tem particular relevância social e económica para os países, não só pelo potencial produtivo e criativo das mulheres, mas também por razões de igualdade de oportunidades, dado que este grupo representa, claramente, uma minoria no contexto das economias globais. À semelhança do que acontece noutros âmbitos sociais e económicos, a presença feminina neste domínio de atividade, é ainda inferior à presença masculina. Apesar disso, tem-se verificado um aumento do empreendedorismo feminino em vários pontos do
mundo. Mas ouvimos e lemos demasiadas vezes estas palavras, e na prática, são poucos os que se destacam como sendo verdadeiramente empreendedores.

Segundo Augusto Cury:
“Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar decisões que ninguém toma. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história… Quantos projetos deixou para trás? Quantas vezes os seus medos bloquearam os seus sonhos? Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la.” – Pergunto: Quantos amigos, ou até conhecidos, conhece com esta atitude?
É importante, portanto, perceber quais as especificidades do empreendedorismo feminino que fazem com que seja um fenómeno de muito menor peso que o fenómeno masculino e, por outro lado, compreender quais os fatores que têm provocado o seu crescimento nos últimos tempos. Baseando-me na minha experiência como impulsionadora e organizadora de eventos de networking internacionais, posso descrever a minha visão sobre  três tipos de mulheres empreendedoras de países diferentes. A nossa Comunidade Internacional Adoro.Ser.Mulher, esteve o ano passado (2015) na cidade da Praia – Cabo Verde, Rio de Janeiro – Brasil, e claro, iniciou-se em Portugal.
Reforçando que a mulher é muito empreendedora em toda a parte do mundo, e considerando que estas mulheres têm várias coisas em comum, tal como, a língua portuguesa, cultura, a feminilidade e a vontade de fazer acontecer, porque conseguem também ser tão diferentes? A mulher portuguesa, e atenção que não estou nem posso generalizar, tem todas as condições políticas e sócio-culturais para arriscar e lutar pelo seu sonho. Tem eventos, formações e muita informação ao seu dispor para se desenvolver. No entanto, os fatores crise e endividamento social, fizeram com que seja mais desconfiada, um pouco individual, sobrecarregada de tarefas familiares, e não só, o que leva a uma autoestima menor. Em Cabo Verde, são demasiadamente empreendedoras, isto devido ao fator ilha pouco desenvolvida e limitada. Resultado, vários negócios diferentes, e pouca satisfação profissional.
Por outro lado são super mães, e muito femininas. Respiram muito a desigualdade do género, tema sempre presente em qualquer conversa, provavelmente até com alguma razão, em que se culpa o homem ou o companheiro, ou até outra mulher. Ao serem assuntos demasiado explorados, qualquer comunicação ou desenvolvimento, morre. Já a mulher carioca, é empreendedora e trabalhadora ao mesmo tempo. Não perde tempo com palavras como crise e desistir, pois é algo que já está habituada, talvez por viver numa sociedade com graves problemas.
Precisa sim, de orientação profissional e mais formação, e para nós foi uma surpresa saber que não existia muito networking feminino numa cidade tão grande. Mas, o que me deixou feliz, é a capacidade de ser unida, partilhar e ajudar-se mutuamente, talvez seja assim que consegue sobreviver a tanta corrupção e desigualdade social.
Não deixam de ser pontos de vista de análise muito interessantes. Isto para dizer que, a maior razão da desigualdade, seja do que for, está dentro de nós, dentro da personalidade de cada um e do próprio desenvolvimento pessoal. Passa por escolhermos bem o companheiro ideal, para nos apoiar durante a vida, e neste caso, na carreira profissional. Em construir com visão e originalidade. Em não cair na tentação de copiar ou imitar. Em ajudar a construir e não a derrubar, e controlar emoções, como a revolta e a inveja.
Voltando ao tema do empreendedorismo feminino, nem todas as mulheres têm perfil e querem ser líderes. Muitas adoram ser donas de casa. Existe, e vão sempre existir diferenças entre o homem e a mulher, que podem ser bem divertidas e muito saudáveis. Mas como pais, podemos e devemos preparar os nossos filhos masculinos a vir a casar com uma empreendedora, e que isso será fantástico, porque um bom companheiro é um fator essencial para o sucesso profissional dessa mulher.

“Sonhar é gratuito e ainda alimenta a alma”

Sue Amado

Quem é a Sue Amado? É uma empreendedora das palavras, que viu o seu primeiro romance ser editado em setembro de 2015, “Pedaços de Mim” pela Capital Books, mas tendo já escritos mais cinco que pretende mostrar, em breve, ao mundo.

Com a criação do blog FEELME, em 2012, obteve a confirmação do papel que as palavras desempenham na sua vida e na dos outros, sendo que o mesmo é de contos, emoções e sentimentos com os quais pretende mudar a direção dos afetos, ampliando-os, sem máscaras, e usando cada vogal e consoante, com os sons que não arrisca deixar fugir. O blog possui um cariz bilingue, com posts que deixa fluir, não arriscando quaisquer traduções, porque de outras línguas se fazem os mesmos amores e desamores. Ainda testou, no início, um formato mais quente, mas temeu ver-se colada a uma escrita erótica, e tem conseguido aligeirar o que tanto parece, ainda, assustar alguns, porque escrever usando MESMO as palavras com o significado que têm, aparenta ser uma tarefa para mais algumas décadas.
A Pena e Papiro é um projeto de escrita por encomenda, no qual transforma as histórias de que são feitas as vidas de muita gente anónima, mas igualmente bonita, em livros, aprendendo a “navegar” por mundos de que são feitas as vidas de gente anónima, mas igualmente bonita. São já milhares de palavras que embeleza e romantiza, para que o que importa mesmo, se mantenha para sempre.
A Sue Amado é ainda professora de inglês, há mais de vinte anos, preparando os candidatos para os exames externos da Universidade de Cambridge, e administrando, como formadora, cursos profissionais para áreas específicas. Possui um programa semanal na rádio Hertz, (92FM/98FM) escreve para a Blogazine, e abraçou o projeto Adoro ser Mulher, porque acredita na corrente criativa e empreendedora que existe em cada uma das maravilhosas mulheres que o compõem.
Esta mãe de três filhos, todos rapazes, alimenta-se das energias que acumula, para ser mais, para chegar mais longe e para continuar a acreditar que este pequeno país, à beira-mar plantado, ainda lhe irá permitir um lugar ao sol. Sabe que a vida sem prazer, sem criatividade, e sem os universos que inventa para que o seu, e o dos outros, seja maior e melhor, nunca teria o mesmo sabor, se tivesse apenas uma atividade. Escrever será, talvez, o que sabe fazer melhor, e é usando as palavras, da forma e formato certos, que pretende continuar, num crescimento emocional que lhe permita a maturidade que apenas conseguem os que amam incondicionalmente. Mas muito mais tem ainda por realizar, e sabe, sem qualquer dúvida, que chegará onde se propôs, porque sonhar é gratuito e ainda alimenta a alma.

Poderão chegar até à Sue Amado através das páginas e contactos que passamos infra:
http://suesotto.blogspot.com
http://www.facebook.com/lourdes.sue
sueamado@sapo.pt

Música – Uma das missões de Vida

Maria da Assunção

Maria da Assunção Mendes da Silva nasceu em Tomar, em 1971. Empreendedora e jovem trabalhadora desde adolescente, escolheu como percurso académico a área financeira, fazendo Bacharelato em Contabilidade e Administração, prosseguindo posteriormente a Licenciatura em Gestão de Empresas e Pós-Graduações em Fiscalidade e Avançada em Direito Fiscal.

Ao longo da sua vida juvenil e adulta os seus caminhos sempre a levaram à Música, que a título pessoal praticou pela via do canto e da guitarra. Por esse motivo, a Música, considerada “a Mãe das artes”, passou a ser uma das suas grandes missões de vida. Desse modo, e ao arrepio daquilo que os artistas profissionais tendencialmente fazem, aplicou os seus conhecimentos adquiridos na área da gestão e pôs-se ao serviço da Música, implementando junto dos talentosos artistas as práticas de gestão empresarial e financeira em que é experiente por forma a tornar a atividade proveitosa e sustentável. Nessa senda, tornou-se Manager, agenciando os profissionais e mentorando-os no sentido de se tornarem “empresários dos seus talentos” e prosseguindo o business development como forma de gerar e multiplicar negócio. Os seus primeiros e mais estimados agenciados, com sucesso demonstrado foram o maestro José Orlando Pereira e a cantora Raquel Jorge, formam a base de vários projetos que por sua vez englobam formações com músicos convidados a trio, quarteto, quinteto ou outras, em função da natureza do evento, por iniciativa e indicação de Assunção, sob os formatos intitulados de LisBossaJazz, LisCelebration e LisFado – Intemporalidade, improviso, recriação, fusão, espontaneidade, leveza, bossa-nova, jazz, pop, rock, fado… a Música ao Vivo a abrilhantar momentos nos mais variados eventos (congressos, inaugurações, exposições, casamentos, cerimónias, aniversários e outros), sendo cada espetáculo criado com especial carinho e profissionalismo por toda a equipa. Desse modo, Assunção conseguiu aliar a parte criativa e artística à sua vida profissional, enriquecendo-se pessoalmente, permitindo aos seus artistas que se foquem naquilo que fazem realmente bem!
A Música ao Vivo é para si o elemento diferenciador, veiculo para expressar sentimentos que atua na sensação de bem estar, de satisfação e de felicidade.
Tem também o seu papel na economia social enquanto parte da direção da Associação Sensato Tributo – Associação de Artistas, cujo fim é a educação e formação artística na diversidade e multiplicidade das artes; produção e promoção de eventos culturais e sua divulgação, promoção e produção de espetáculos para apresentação pública, promoção de eventos e de artistas, em particular músicos singulares, ou em grupo em função da sua área exibicional.

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A importância da língua portuguesa

Jeane Zaccarão

É inquestionável a aproximação proporcionada pela partilha de uma mesa língua materna. Produz entre pessoas, entidades e instituições, sinergias e pontos em comum que aproximam. No contexto do tecido empresarial português, a língua portuguesa é, frequentemente, o maior aliado de que as pequenas, médias ou grandes empresas dispõem para a implementação das suas políticas de internacionalização além-fronteiras.

Sou empresária e fundei há 20 anos a Digitalis em Portugal. Sou natural do estado de Santa Catarina no Brasil e tenho atualmente a dupla cidadania. Chegada a Portugal com vinte e poucos anos de idade e um curso de Ciências da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina, falar a língua nativa do país que me iria acolher nas próximas décadas foi fundamental para ultrapassar as barreiras e dificuldades iniciais. Foi, sem dúvida, um fator de auxílio importantíssimo para que ultrapassasse o deparar-me com uma nova cultura que, embora semelhante, é diferente o suficiente para que o esforço de adaptação exista, de fato.
Vinte e poucos anos passados, a larga maioria dos quais enquanto empresária e gestora da Digitalis, empresa líder de mercado em sistemas de informação no ensino superior, a língua portuguesa não só não perdeu importância como parece ganhá-la cada vez mais e a cada dia que passa. Foi instrumental nas estratégias da Digitalis para a internacionalização do nosso produto SIGES em Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné desde 2008 e, mais recentemente, na minha terra natal, no Brasil. As empresas que fazem da sua atividade a produção de software conhecem bem das dificuldades de se fazer uma localização eficaz de software para que este esteja pronto para mercados além-fronteiras. Passa não só pela adaptação de aspetos técnicos e funcionais e pela introdução de novas normas legais, fiscais e legislativas, mas também, não menos importante, pelos ajustes necessários na forma de comunicar com utilizadores e consumidores.
A língua não é meramente um modelo canónico de comunicação, um veículo de transporte de ideias e conteúdos. Por detrás da língua está uma também uma forma comum de pensar, contém genes de uma estrutura de pensamento que a língua nos trás. Essa forma semelhante de pensar e o subsequente entendimento que a língua proporciona àqueles que a têm em comum é, muitas vezes, aquilo que nos ajuda a ultrapassar dificuldades. E ajuda a criar compreensão, a decifrar o subtexto e o contexto, a estabelecer pontes com o próximo e empatias.
A ideia da lusofonia pode muito bem ser uma construção, tal como o próprio nome indica, lusa. Poderá muito bem ser que, admitidamente, não seja vista sob o mesmo prisma em territórios fora de Portugal. Mas quer lhe chamemos lusofonia ou não, é inegável a herança comum que nos proporciona. Falar a mesma língua e aproveitar parcelas de uma herança cultural e social comum é algo que terá tido, raras vezes na história de Portugal, tanta importância como hoje. Na Digitalis, é uma variável presente em todas as decisões de gestão que tomamos e que muito nos auxilia na obtenção dos resultados de excelência que temos conseguido nessas duas décadas de existência.

Ao Encontro de Elena Martinis

Elena Martinis

Autora do livro de sucesso “Mulher de Negócios – Faça Sua Empresa Acontecer”, é também consultora da Rádio Globo, uma das maiores rádios do Brasil, onde participa no programa semanal ao vivo com entrevistas e dicas de negócios. O programa é, inclusive, líder de audiência neste horário.
Elena possui Mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma das mais renomeadas no Brasil. Possui também diversas especializações em áreas como Gestão Estratégica do Conhecimento, Gestão de Pequenas & Médias Empresas, e Responsabilidade Social.
Tem trabalhos publicados em diversos congressos nacionais e internacionais, e é constantemente convidada a ministrar palestras em diversas universidades e empresas. É também Membro Fundadora da Rede de Mulheres Líderes pela Sustentabilidade do Ministério do Meio Ambiente. Escreve também para jornais e blogs em colunas ligadas ao tema Empreendedorismo.
Atualmente, trabalha como palestrante em empresas e instituições que lidam com o empreendedorismo feminino, tendo recentemente ministrado palestras no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas), a mais importante instituição de apoio aos pequenos negócios no Brasil.
É fato conhecido que as mulheres brasileiras têm conquistado muitos avanços na área do empreendedorismo, e nos últimos anos abriram mais novas empresas do que os homens. Hoje já são líderes de 1/3 das empresas no país. No entanto, quando falamos em cargos de altos cargos em empresas de grande dimensão, as brasileiras ainda são minoria. Nesta área, temos ainda muito a conquistar.
É com o objetivo de incentivar as mulheres na área do empreendedorismo, desde em pequenas até em grandes empresas, que Elena Martinis trabalha. Através de suas pesquisas e consultorias, das publicações, das participações em rádio e principalmente das palestras, Elena atua para que melhor se conheça as especificidades da mulher empreendedora e os negócios liderados por elas cresçam e alcancem o sucesso.
Para isto, a formação de redes para troca de informações, experiências e soluções, é fundamental. E devido às similaridades históricas entre Portugal e Brasil, a Rede Adoro Ser Mulher é fundamental para que as empresas lideradas por mulheres se fortaleçam e conquistem alcance internacional.
O próximo sonho agora é lançar o livro “Mulher de Negócios” também em Portugal.
www.elenamartinis.com.br
elenamartinis@elenamartinis.com.br

Histórias de sucesso e superação

Ana Paula Varela

O blog Tea Time With Paula tem já um significativo número de seguidores, que acompanham atentamente os conselhos de beleza, alimentação e saúde que aí são partilhados. Porque motivo surgiu este quase diário feminino? Como caracteriza o percurso do blog?
O blogue surgiu na sequência da minha perda de peso, 28 Kg no total, e na necessidade de transmitir informação às minhas amigas que queriam saber como o tinha feito. Tudo começou por aí, uma partilha de informações entre amigas. Mas comecei a reparar que não era apenas este pequeno grupo de mulheres mas éramos um número enorme de mulheres que lutavam contra a perda de peso e tínhamos esta necessidade de nos motivarmos umas às outras.
No início o blogue estava muito centrado no percurso da perda de peso mas há medida que fui fazendo este percurso fui adicionando outras áreas como a beleza e a moda porque apesar de não serem ditas são essenciais para quem está a perder peso e por norma não se encontra essas informações no mercado. Para mim, foi mais uma oportunidade de expandir o meu blogue e reunir um maior número de informações que as mulheres precisam saber.
O blogue tem tido um percurso muito inspirador para mim e para as minhas seguidoras, pois quando comecei esta caminhada estava desempregada (possuo um mestrado em Engenharia Química) e não possuía recursos financeiros para perder peso. Então, foi mostrar a mim mesma e a outras mulheres que mesmo não tendo dinheiro para os alimentos ligth (normalmente mais caros) e nem para o ginásio, ainda assim podemos perder peso utilizando os recursos que temos ao nosso redor.
Em relação á moda, sempre tive um enorme gosto mas nunca a desenvolvi devido aos meus complexos e medos mas após vencê-los, e digo de passagem vence-los não foi apenas perder peso mas amar-me e aceitar-me do jeito que sou, comecei a desenvolver mais o meu estilo pessoal através do blogue e a partilhar com as minhas seguidoras as dificuldades de vestir um novo corpo.

Este projeto tem como público-alvo a mulher moderna. De que modo tocam a sociedade feminina e promovem um estilo de vida contemporâneo, longe das discriminações e preconceitos do passado?
O público-alvo é a mulher moderna porque a mulher atualmente possui um acumular de funções (mãe, filha, colaboradora ou empresária, dona de casa, esposa, etc) e muitas das vezes se deixa para o fim. Principalmente neste período de crise económica em que se teve de reajustar as finanças familiares, a mulher para proporcionar o bem-estar da sua família, deixa muitas vezes de cuidar de si (muitas acreditam que é ser egoísta gastar dinheiro consigo). O meu blog pretende mostrar que com ou sem grandes recursos financeiros ainda assim podemos ter uma vida saudável e cuidar de nós a todos os níveis.

No final de 2015, o Tea Time With Paula lançou, em parceria com a Ameixoeira Criativa, a Coleção Componto 2.0. O enorme sucesso destas peças permitiu, até, a sua presença na ModaLisboa. O que podemos esperar desta coleção? A que públicos e nacionalidades se destina?
A convite da direção da Ameixoeira criativa, que viu o meu estilo pessoal através do blogue, convidaram-me a fazer parte do projeto como criativa, assim tive a possibilidade de desenvolver ainda mais este meu lado criativo na área da moda. Criei assim no verão um conjunto de 10 coordenados que foi apresentado num desfile realizado no âmbito do Fórum Municipal da Interculturalidade (FMINT) e lancei posteriormente uma linha de acessórios composta por laços e gravatas. Esta linha destina-se a todos os amantes da moda que acreditam que o detalhe é que faz a diferença e transmite a nossa personalidade. É uma linha étnica que representa todas as costureiras do projeto que provem de muitas nacionalidades e muito atual porque o étnico está muito em voga.

Este blog, que é já uma marca de moda, tem todos os indícios de um futuro promissor. Neste sentido, o que podemos esperar do Tea Time With Paula em 2016?   
Pretendo consolidar ainda mais o blog como um blog que tem algo a dizer na área da moda, tanto a nível do estilo pessoal mas também no aspeto de criação de produtos. Encontro-me a trabalhar neste momento numa linha de acessórios exclusivamente minha. Pretendo também apresentar às minhas seguidoras o que o mercado apresentada de melhor a nível da beleza, através de parcerias estratégicas e relevantes.
Para além de também consolidar a minha presença na RTP África, através da minha rubrica quinzenal no programa Bem-Vindos e trazer a minha pessoa para o outro lado do mundo virtual através da realização de palestras e workshops.
Blog: www.teatimewithpaula.com
E-mail: info@teatimewithpaula.com

Dimensão mais feminina

Célia Reis

Exerce a sua atividade privadamente e para o Ministério da Justiça, nos Julgados de Paz e nos chamados Serviços Públicos de Mediação (Familiar, Laboral e Penal).
Nascida em Angola, filha e neta de angolanos, única menina entre quatro irmãos rapazes, desde muito cedo se habitou a lidar com as diferenças. Esta necessidade acentuou-se quando, ainda pequena, veio viver para Portugal e teve de se adaptar a uma nova sociedade e a uma nova cultura. Sempre quis ser Advogada para poder auxiliar todos aqueles que são vítimas de injustiças e de desigualdades, acreditando que o mundo pode ser um local de convívio pacífico entre seres humanos necessariamente diferentes mas profundamente iguais nessa mesma humanidade.
Já Advogada quis o destino que se encontrasse com a mediação e por ela se apaixonasse perdidamente pois permite-lhe auxiliar as pessoas a colocarem-se no centro e a assumirem o controlo das suas decisões, resolvendo os seus conflitos de forma responsável, justa e respeitosa da singularidade de cada uma e, simultaneamente, contribuindo para a prevenção de futuros conflitos.
A um mundo tradicionalmente de homens, o do Direito, acrescentou um outro mundo, o da Mediação, pelo qual, tendencialmente, são as mulheres quem mais se interessa, procurando conjugar aquela dimensão mais masculina, marciana, yang a esta dimensão mais feminina, venusiana, ying, dessa forma dando corpo à sua crença na complementaridade dos géneros e das funções.
Mais recentemente, na sequência da sua trajetória nesta área, desenvolveu com Marinélia Leal Facote um projeto de mulheres para mulheres com o objetivo de dar cumprimento à Resolução 1325 de 2000 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que reconhece “o papel importante das mulheres na prevenção e na resolução de conflitos e na construção da paz” colocando as mulheres como agentes imprescindíveis na construção de sociedades mais justas, pacíficas e harmoniosas já que são as mulheres quem educa emocionalmente os homens.
No curto prazo deseja manter e reforçar os laços que a ligam a África e ao Brasil, quer através da mediação, quer através do trabalho de empoderamento das mulheres.

Memórias de valor inestimável

Joana Neto

“Proporcionando a criação de ambientes personalizados e únicos que correspondem ao life style dos nossos clientes, Joana Neto | Interiores concebe espaços onde são geradas memórias de valor inestimável.”

O projeto “Joana Neto | Interiores” teve início em 2011, com o propósito de desenvolver e implantar projetos de caracter particular e institucional na área do Design de Interiores, Consultoria e Decoração em Portugal e Angola.
“A noção de uma ideia ocupar espaço fascina-me, conceber um ambiente em pensamentos e ser capaz de o materializar e dar-lhe vida.” É com esta perspetiva que cada novo trabalho é recebido.
Sendo o cliente a habitar o espaço, torna-se fundamental conhecê-lo de modo a perceber o seu quotidiano, como vive, que aspetos valoriza: luz natural, conforto, versatilidade das peças escolhidas … para que o ambiente criado resulte harmonioso e corresponda às expectativas. A singularidade de cada projeto dá origem a um processo de investigação e aprendizagem, onde são reavaliados materiais, formas, conceitos.  “O resultado final deve superar as expectativas criadas e proporcionar o fator surpresa.”
“Ter uma mente aberta e o olhar treinado torna mais fácil encontrar inspiração. Exposições, viagens, livros, um pormenor… podem ser um ponto de partida para um projeto.”
É essencial conhecer as tendências do mercado, mas também saber adaptá-las ao gosto do cliente e ao projeto onde serão inseridas. “Uma abordagem intemporal, que transmita conceitos de proporção, funcionalidade e elegância, com base naquilo que realmente faz o nosso gosto e nos reflete, é preferível à última moda que não nos transmite nada.” “De momento estou a desenvolver um serviço dirigido aos noivos, no qual pretendo coordenar várias áreas de intervenção complementares.”

Formação/Experiência: Licenciada em Design de Interiores pelo IADE-U Instituto de Arte, Design e Empresa – Universitário, pós-graduada em Visual Merchandising & Store Design pelo IPAM.
Trabalhou em ateliers de Design de Interiores e Decoração em Lisboa e Luanda, nos quais exerceu o cargo de Designer Sénior sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e concretização de projetos particulares, institucionais e comerciais.

Contactos:
Site: www.joananeto.com
Email: design@joananeto.com

Aromas Reais Gourmet – Conheça

Filomena Antão

As boas recordações da nossa infância trazem-nos à memória as refeições carinhosamente preparadas pela avozinha, e que só ela sabia fazer, o sabor e o aroma apetitosos da broa acabada de sair do forno de lenha, prontinha para ser barrada com manteiga ou molhada no azeite com aquele cheiro tão caraterístico dos lagares das nossas aldeias…

A AROMAS REAIS GOURMET surgiu com o objetivo de fazer renascer os aromas e sabores campestres, caseirinhos e nacionais, que nos são tão queridos, e, sobretudo, de os pôr à mão de semear daqueles que habitam na cidade, de modo a que, sem fugir da rotina diária, agitada e stressante, passem a ter ao seu alcance, com a calma necessária para disfrutar, as experiências gastronómicas da infância.
Com vista a proporcionar momentos dignos de memória, a AROMAS REAIS GOURMET aposta em selecionar, criteriosamente, uma vasta e variada gama de bons produtos com origem no passado, dando-lhes um toque atual e para o futuro, bem como em divulgar fusões inovadoras de sabores e aromas, temperando-as com uma pitada de história e tradição.
Esta empresa é estritamente familiar e dedica-se à comercialização de bens alimentares e outros produtos artesanais exclusivamente nacionais, tendo, igualmente, uma pequena produção própria de alguns desses produtos, sob a égide de duas marcas registadas: AROMAS REAIS e AZ&MEL GOURMET.
A qualidade e a autenticidade dos produtos da AROMAS REAIS GOURMET, oriundos de todas as regiões do país, surge de uma prospeção de mercado, in loco, já que, para proporcionar sabores e aromas únicos, especiais, e algo inovadores, resolvemos ir ao encontro dos produtores locais e artesanais. Assim, foi com um espírito de partir à descoberta que visitámos as respetivas instalações e procurámos conhecer, pormenorizadamente, a composição dos respetivos produtos, dando sempre oportunidade, e, por vezes, exclusividade, a novos produtores e fornecedores, apesar da fidelização a outros já com provas dadas no mercado nacional, na vertente gourmet em especial.
De entre os mais variados produtos que podem ser encontrados em Campolide, no espaço comercial da AROMAS REAIS GOURMET, o qual, embora pequeno, está muito preenchido, destacam-se os seguintes: azeite, ex-libris nacional, mel de diversas proveniências, vinhos, queijos, fumeiros, flor de sal, licores, compotas, chás, biscoitos, doçaria variada e, ainda, apelativos cestinhos, caixinhas e cabazes para levar as compras num embrulho apetecível.
Os bens comercializados pela AROMAS REAIS GOURMET são produzidos de forma artesanal e sustentada e pretendem satisfazer as exigências de consumidores requintados e sofisticados, bem como despertar, nos mais curiosos e afoitos, a vontade de experimentar novos e memoráveis sabores. Costumamos disponibilizar alguns produtos para degustação e, sazonalmente, organizamos eventos para apresentação e divulgação de novas marcas e experiências.
A AROMAS REAIS GOURMET é um mundo de aromas e sabores, escondido numa ruazinha de bairro, e está de portas abertas para Vos receber, pois SÓ SE OS OLHOS VIREM É QUE O CORAÇÃO SENTE!…

“Temos projetos, ideias e um futuro que creio promissor”

Susana Menoita

Aos 30 anos dei por mim desempregada. Licenciada, pós-graduada e a frequentar um mestrado. Até aí, chamavam-me Dr.ª, tinha um bom emprego, responsabilidades, gabinete próprio.

Despedi-me da realidade como a conhecia até então e embarquei numa nova jornada. Perdi-me ao tentar encontrar-me. Debati-me com dúvidas, fui invadida pelo medo e a angústia. Até que decidi que já não conseguia continuar inerte, com pena de mim mesma. Parei, refleti, fiz um período de luto. Sem pressa, o tempo que investimos em nós nunca é tempo perdido. Reinventei-me. No momento em que me entreguei à convicção de que ia vencer independentemente do caminho, iniciei o meu percurso rumo ao topo. Um percurso não isento de percalços mas que me orgulha, aprendi a medir o sucesso não com base no dinheiro que ganho mas no prazer que retiro do meu trabalho, nas pessoas com quem me cruzo e nas oportunidades que vão surgindo e que agarro.
A cozinha era o meu refúgio e no meio dos meus devaneios culinários surgiu a ideia de abrir onde espaço onde pudesse comercializar os doces que tanto gostava de preparar. Delineei um projeto, fiz estudos de viabilidade e sustentabilidade económica. Calculei o valor do investimento. Fiz formação. Aperfeiçoei-me. Procurei um espaço e a ideia tomou forma. Ainda hesitei, tive receio mas resolvi arriscar e assim nasceu a Cakes 2 Love. Quatro anos volvidos, a empresa cresceu, orgulho-me de dizer que somos hoje uma referência na área dos casamentos na zona centro do país. Estamos situados na Guarda e tiramos partido da nossa localização, tendo já estabelecido contactos em Espanha. Procuramos crescer de forma sustentada e sem colocar em causa o trabalho já desenvolvido. Temos projetos, ideias e um futuro que creio promissor.
Se aprendi algo foi que a vida não é estanque, nem preto no branco, há uma pluralidade de cores e tonalidades distintas para descobrir. Não temos que ser uma coisa só. Temos sim que saber aproveitar os nossos recursos, maximizar as nossas potencialidades e acreditar que somos capazes. Einstein dizia que: “uma mente que se abre a uma nova ideia, jamais regressa ao seu tamanho inicial” e eu fervilho de novas ideias. Descobri que sou mais forte do que julgava, que tenho valor e que não preciso de títulos académicos, nem prefixos para me sentir realizada. Já não me sinto vergada pelo peso do que a sociedade me impõe, quem me define sou eu. Mulher, esposa, mãe, filha, irmã, amiga, profissional. Desempenho uma panóplia de papéis e sou feliz em todos eles.

Agradecimentos: Sofia Tregeira – Joalheria de Autor, pelas magníficas jóias cedidas para esta sessão fotográfica.

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