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Adega Mayor convida a viver a “Vindima Mayor 2019”

O momento alto do ano está prestes a chegar e a vindima é o pretexto ideal para desfrutar da tranquilidade da cultura alentejana. Num enquadramento ímpar sobre a planície alentejana de Campo Maior, o programa “Vindima Mayor 2019” foi cuidadosamente desenhado para proporcionar uma experiência única onde se partilham os segredos da vindima e da vinificação que originam os vinhos mayores.

O programa “Vindima Mayor 2019” inicia com um passeio pelas vinhas, dando a conhecer as particularidades do terroir e de todo o ciclo de cultivo das castas utilizadas e proporcionando uma experiência real de vindima manual como é pratica na Adega Mayor. Segue-se uma visita guiada à adega desenhada pelo Arquitecto Siza Vieira, passando pelas zonas de vinificação e pela imponente sala de barricas, onde será possível fazer uma prova do mosto e degustação dos vinhos.

A visita continua com um workshop vínico, onde serão revelados os sabores e aromas do Alentejo, com o enquadramento do Espelho de Água, que se eleva sobre a planície alentejana com a Serra de São Mamede em pano de fundo.

Terminada a visita, é tempo de fruir da gastronomia alentejana e saborear um almoço regional feito de tradições no Restaurante “Cozinha do Mercado”, na Herdade dos Adaens. Pela mão da reconhecida Chef de cozinha alentejana com duas estrelas Michelin – Ilda Vinagre, o almoço é confecionado com os ingredientes locais, em perfeita harmonia com uma seleção de vinhos Adega Mayor.

Porque o local convida a ficar, pode ainda optar pelo programa com estadia e viver uma experiência do tamanho dos seus sonhos na paradisíaca Herdade dos Adaens.

A Adega Mayor apresenta ainda um conjunto alargado de outras propostas para desfrutar a dois, em família, ou com amigos, que vão desde voos de balão de ar quente, a passeios pedestres ou piqueniques, entre muitas outras experiências desenhadas ao gosto de cada um.

Para mais informações e reservas contacte através de: visitas@adegamayor.pt ou Tel. 268 699 440.

Sobre a Adega Mayor

Inaugurada em 2007, a Adega Mayor é o projeto vitivinícola do Grupo Nabeiro, onde a arte do vinho se cruza com a de Siza Vieira.

Com vinhas localizadas na Herdade das Argamassas e Herdade da Godinha, em Campo Maior, no Alentejo, a Adega Mayor tornou-se, desde logo, uma referência no enoturismo português por ser a primeira adega de autor construída em Portugal.

Venha pelo descanso, fique pela natureza

Das ruínas à recuperação parcial da casa com a criação de três quartos e ainda a reconversão de uma antiga dependência agrícola, em três unidades “casa T1”, alojando até um máximo de seis pessoas cada uma. O espaço foi complementado com a criação de infraestruturas e zonas de lazer para a dinamização de diversas atividades de animação turística para usufruto e vivência dos hóspedes.

O espaço, caracterizado pela harmonia e possibilidade de descanso, permite desfrutar de uma paisagem única, complementada pela piscina existente, por passeios de barco nas duas barragens bem como por passeios pedestres em três rotas temáticas.

 

 

   

Em cada canto uma parte do Alentejo

O Monte dos Cordeiros foi em tempos o centro de uma casa agrícola em pleno funcionamento. Fruto das adaptações a que os tempos obrigaram, passou por várias fases e hoje ganhou o estatuto de unidade hoteleira com o privilégio do lugar a que pertence.

Com vista para a planície alentejana, o Monte dos Cordeiros oferece acomodações, bicicletas gratuitas, piscina ao ar livre sazonal, jardim, bar e lounge de uso comum.

As unidades dispõem de varanda, cofre, closet e casa de banho privativa com chuveiro. De manhã, poderá desfrutar de um buffet pequeno-almoço que é servido diariamente na casa de jantar da casa principal ou no terraço junto ao jardim.

         

O que fazer

 

Gastronomia

Os sabores do Alentejo são o deleite por quem passa pelo Monte dos Cordeiros. Desde os queijos, aos vinhos e passando pelos enchidos ou até pelo pão, no Monte tudo é pensado ao pormenor.

Rotas

Rota da Ponte

Um trajeto de 1100 metros que termina numa ponte medieval utilizada durante anos como única maneira de atravessar a Ribeira de Mures sendo hoje em dia um selfie spot bastante apreciado.

Rota da Barragem

Estende-se por 1700 metros, culmina numa zona com vista desafogada para a Barragem da Alcaforada, onde se encontra um local perfeito para uma breve pausa ou para fazer um piquenique.

Rota dos Machorros

Com 800 metros de comprimento, foi desenhada parcialmente ao longo da estrada de acesso ao Monte e está demarcada por árvores da espécie Acer Campestre (Acer campestre L.).

 

As três rotas ou percursos estão ao dispor para passeios pedonais ou de bicicleta, cada uma caracterizada por um tema diferente. As rotas estão identificadas por marcos arbóreos localizados de 50 em 50 metros, à direita do caminho, todos com início no Monte dos Cordeiros. Estas rotas ou percursos proporcionam ao visitante uma experiência única e variada sempre diferente em função da época do ano em que nos encontramos.

Como complemento, pode sempre solicitar no Monte uma cesta de piquenique com produtos selecionados, preparada logo cedo especialmente para si. Pode ainda reservar máquina fotográfica; binóculos; barco e artigos de pesca. Disponível para reserva está ainda mota e pick-up para passeios no Monte dos Cordeiros.

A receber hóspedes desde meados do primeiro semestre, esta unidade de ecoturismo distingue-se pela história que tem assim como pelas paisagens a perder de vista.

Este é um lugar para quem pretende descansar, aproveitar a natureza no seu expoente máximo e desfrutar da paz, harmonia e requinte que o Monte dos Cordeiros tem para oferecer.

 

Monte dos Cordeiros, S/N S. Romão  |  7160- 101 Ciladas Portugal

38°47’54.2″N 7°18’10.2″W

(+351) 964024394  |  (+351) 967122101 |  (+351) 268628110

Email: montedoscordeiros@gmail.com

www.montedoscordeiros.pt

 

 

A Herdade do Freixo é o melhor enoturismo do Alentejo

Montemor-o-Novo recebeu a oitava edição de entrega dos Prémios Turismo do Alentejo e a quarta dos Prémios Turismo do Ribatejo, relativos ao ano de 2018. A iniciativa, que é promovida pela Entidade Regional de Turismo (ERT), distinguiu os melhores projetos de agentes públicos ou privados de dez categorias: Melhor Empreendimento Turístico, Melhor Turismo Rural, Melhor Alojamento Local, Melhor Animação Turística, Melhor Enoturismo, Melhor Evento, Melhor Evento de Gastronomia, Melhor Restaurante, Melhor Projeto Público e Melhor Tecnologia de Comunicação.  Em comunicado a ERT destacou que o objetivo na entrega destes prémios é “distinguir e divulgar a excelência e inovação da oferta que, de modo geral, tem contribuído para projetar e afirmar o território nos mercados nacional e internacional”.

Ao todo estiveram 114 projetos em apreciação para ambas regiões, Alentejo e Ribatejo, e a Herdade do Freixo foi a grande vencedora do prémio “Melhor Enoturismo” do Alentejo. Este produtor de vinhos, no Redondo, tem um projeto surpreendente, ousado e inovador, desenhado para perdurar no futuro, num total respeito pela natureza e pelo ecossistema envolvente, já merecedor de outras distinções nacionais e internacionais, como “Building of the Year” atribuída pelo site Arch Daily de NY em 2018.

Foi com grande alegria e emoção que a Herdade do Freixo, recebeu o prémio “Melhor Enoturismo” no Alentejo, agradecendo à ERT, a todos os produtores e parceiros na região, destacando o quanto esta distinção valoriza o empenho diário de toda a equipa em promover a região, seus vinhos e a surpreender os turistas, sublinhando ainda que este prémio contribui para unir ainda mais a família Herdade do Freixo na caminhada de celebração do vinho, da arte e da vida.

Quando se chega à Herdade do Freixo a respiração serena e o coração acalma. O verde das vinhas impera por entre tons floridos e os recortes da serra. Ouve-se o chilrear dos muitos pássaros que ali encontram a sua “casa”, sente-se a brisa, a natureza. Não há a tradicional azáfama de uma adega, não se vêm os materiais empilhados, os camiões… Não se vê sequer a adega! Sim, porque esta é subterrânea. Penetrando no solo, mesmo por baixo das vinhas, há um novo mundo vínico a descobrir. Desenhada por Frederico Valssassina, a Adega da Herdade do Freixo, é verdadeiramente única e impressionante. E quem lá chega, sente-o de imediato. Assim nascem os apaixonantes vinhos Family Collection 2015, Freixo Reserva tinto 2015, Freixo Reserva branco 2017 e os monocastas Freixo Alvarinho 2018, Sauvignon Blanc 2018 e Chardonnay 2018, que podem ser provados no programa de visitas à Herdade.

Desde há três anos que a Herdade do Freixo recebe visitantes e tem vindo a desenvolver a oferta de serviços. “Reorganizámo-nos internamente para corresponder às expectativas de quem nos visita e atualmente disponibilizamos duas visitas diárias, de segunda a sábado, incluindo feriados, às 11h e às 15h00, além de se poderem marcar visitas adicionais para grupos, mediante a agenda de atividades da adega”, afirma Carolina Tomé, diretora de marketing e comercial.

O enoturismo um serviço já muito procurado na Herdade do Freixo, sendo recomendada a reserva prévia para garantir a disponibilidade da data desejada. E agora há uma nova oferta, altamente recomendada e irresistível: um charmoso piquenique, ao pôr-do-sol na planície alentejana, no Oásis das Azinheiras, rodeado pelas vinhas, com produtos regionais e os vinhos da Herdade do Freixo.

Poderia desejar melhor?

Mais informações em http://www.herdadedofreixo.pt/enoturismo/visitas-e-provas-guiadas/

TRINCA BOLOTAS: O porco agora também é branco

Fresco e volumoso, o novo Trinca Bolotas Branco é um excelente e versátil companheiro de mesa, à boa maneira alentejana. Para os fins de tarde de calor ou noites entre amigos com cheiro a verão, o novo branco da Herdade do Peso é a companhia ideal para aperitivos, mariscos, pratos de peixe, ou até carnes brancas e saladas frescas.

Feito a partir das castas Antão Vaz e Arinto, Trinca Bolotas Branco 2018 deve ser servido a uma temperatura entre 9° e 11°C.

A partir de agora, a história de Trinca Bolotas passa, assim, a fazer-se de Branco e Tinto, numa evolução natural depois do grande sucesso que a marca alcançou junto dos consumidores.

PVP (indicativo e não vinculativo): 5,99€

Azeite alentejano reconhecido no Japão

Henrique Herculano, Diretor de Marketing da CAMB, refere que “este prémio vem, uma vez mais, reforçar a qualidade dos azeites portugueses e, em particular, dos azeites produzidos pela Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, fazendo chegar fora de portas o que de melhor se faz em Portugal e, em particular, no Alentejo”.

Porque o melhor azeite nasce no Alentejo

O Azeite de Moura DOP da CAMB é exclusivamente obtido das variedades Cordovil, Galega e Verdeal, sendo, na sua produção, apenas utilizadas as azeitonas colhidas diretamente das árvores sãs e em plena maturação. O transporte das azeitonas até ao lagar é efetuado o mais rapidamente possível após a colheita, para não comprimir a azeitona e não provocar danos mecânicos. O Azeite de Moura DOP foi reconhecido em 2018 com medalha de ouro no Concurso de Azeite Virgem da Feira Nacional de Olivicultura 2018 e com duas estrelas de ouro na categoria Superior Taste Award da iTQi (International Taste & Quality Institute).

Já o Azeite Virgem Extra Premium CAMB é um produto de alta qualidade que, em 2016, recebeu medalha de ouro em Los Angeles, duas estrelas de ouro no ITQI Bruxelas e menção honrosa em Pequim, tendo sido ainda premiado com medalha de ouro, na categoria frutado maduro, no concurso Mario Solinas (o principal concurso internacional na área dos azeites virgens extra, organizado pelo International Olive Oil Council).

Em 2017, este azeite foi distinguido como finalista da categoria frutado maduro no Mario Solinas Portugal e ganhou a medalha de ouro em Nova Iorque, continuando a ser reconhecido pela sua extraordinária qualidade. Em 2018, o Azeite Virgem Extra Premium CAMB recebeu igualmente medalha de prata no Olive Japan, medalha de ouro Gran Prestígio no Olivinus e Menção Honrosa no Argoliva.

Galp e Eni desistem do projeto de prospeção de petróleo em Aljezur

© Reuters

“A Galp e a Eni tomaram a decisão de abandonar o projeto de exploração de fronteira na bacia do Alentejo. Apesar de lamentarmos a impossibilidade de avaliar o potencial de recursos ‘offshore’ [no mar] do país, as condições existentes tornaram objetivamente impossível prosseguir as atividades de exploração“, referem as empresas numa nota hoje divulgada.

As duas empresas escusam-se a fazer “comentários adicionais” dada “a existência de diversos processos judiciais em curso”.

LUSA

Reforço no terreno com mais 30 vigilantes da natureza

A secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza referiu à agência Lusa que a expectativa é que, “durante o segundo semestre deste ano já possam estar no terreno” os 30 novos vigilantes, e passar a ter mais “50 operacionais vigilantes da natureza no terreno, devidamente equipados”, avançou a governante.

Com estes 30 vigilantes da natureza será reforçado o número destes profissionais na Serra da Estrela e no Gerês assim como no Tejo Internacional e no Douro Internacional e também no Alentejo.

Estas são as áreas que o Governo considerava “mais críticas e está a dar-lhes prioridade na afetação de recursos”, acrescentou.

Célia Ramos falava depois de ter participado no XXI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e XV Jornadas Técnicas, que decorrem até domingo, em Cascais, no distrito de Lisboa, numa sessão que marcou o Dia Nacional do Vigilante da Natureza, hoje assinalado.

Atualmente estão abertos os concursos para aquele grupo de mais 30 vigilantes da natureza, tendo havido “um número muito significativo de concorrentes que ascenderam aos mil”, especificou a secretária de Estado.

No final de 2017, foram admitidos 20 vigilantes para os quadros do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), profissionais que terminaram já a sua formação teórica e vão agora iniciar a formação em contexto de trabalho.

Na altura em que os primeiros 20 profissionais terminaram a sua formação em sala, foram entregues 16 novas viaturas, dez equipadas para as funções de vigilância e seis para transporte de animais e Célia Ramos salientou que estão em processo de aquisição mais 15 viaturas.

No Orçamento do Estado (OE) deste ano estão também previstos concursos para mais 25 vigilantes, sendo objetivo do Governo que em 2019 fiquem definidos mais 25.

“Quer dizer que, durante este mandato, o nosso objetivo é dotar o ICNF dos meios de vigilância da natureza, mais equipamento que, praticamente, duplica o número de efetivos existente no ano em que cá [ao Governo] chegámos”, resumiu a secretária de Estado.

Tendo já em conta os novos 20 vigilantes da natureza, atualmente existem 137 profissionais.

Segundo Célia Ramos, os novos 20 vigilantes “vieram colmatar falhas imensas no Douro Internacional, no Tejo Internacional, e também no Alentejo”, região que, de um, passa a cinco profissionais.

“Tentamos distribuir os efetivos e, por exemplo, na Costa da Caparica duplicamos”, de dois para quatro, os vigilantes, acrescentou.

A falta de vigilantes da natureza é um dos temas em debate no encontro nacional destes profissionais.

Na quinta-feira, o presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, Francisco Correia, defendeu que o número destes profissionais devia ser 800, dos quais 600 em Portugal continental, e são menos de 250 o que, aliado à falta de meios, dificulta o seu trabalho de prevenção e conservação.

LUSA

Governo dá luz verde a seis centrais fotovoltaicas no Alentejo e no Algarve

Questionada pela Lusa sobre projetos de produção renovável em regime de mercado, fonte oficial da secretaria de Estado da Energia adiantou que estas seis licenças agora atribuídas elevam para 756 MW (megawatts) a potência aprovada pelo Governo sem subsídio à produção, isto é, sem tarifas bonificadas.

De acordo com o gabinete de Jorge Seguro Sanches, em causa está um investimento potencial de 550 milhões de euros.

Entre os novos projetos, quatro centrais – em Ferreira do Alentejo, Lagos e em Moura (2) – serão promovidas pela Hyperion Energy Investments, com uma capacidade global de 132 MW.

Já a maior central agora aprovada, com uma capacidade de 48,9 MW, é um projeto da Goldiport Solar e fica no concelho de Lagoa, no Algarve.

O sexto projeto é a central fotovoltaica de Viçoso, da Goldnalco, com 48MW, em Alcoutim.

No total, este conjunto de projetos totaliza 229 MW de potência instalada e um investimento de cerca de 206 milhões de euros.

De acordo com fonte oficial da secretaria de Estado, estas licenças avançaram de imediato por se encontrarem em zonas de rede que não conflituam com outros pedidos, uma vez que os pedidos que se sobrepõem serão submetidos a sorteio.

LUSA

Ambientalistas alertam para riscos ambientais de centrais solares fotovoltaicas no Alentejo

“Os benefícios a obter poderão ser inferiores aos custos ambientais previstos”, afirmou hoje a Zero em comunicado enviado à Lusa, referindo-se a duas das quatro centrais solares fotovoltaicas a ser instaladas em herdades alentejanas.

As incidências ambientais da instalação das centrais foram avaliadas numa consulta pública que terminou na terça-feira, mas a associação alerta para os possíveis impactos negativos, nomeadamente os elevados riscos de erosão, a destruição de cerca de 135 hectares de sobreiros e azinheiras e a afetação de cabeceiras de linhas de água.

As centrais previstas para as herdades de Alcaboucia (concelho de Portel, distrito de Évora) e Vale da Cota (Santiago do Cacém, Setúbal) são as que mais preocupam a Zero, que calculou um prejuízo em termos de emissões de dióxido de carbono de cerca de cinco mil toneladas, em 20 anos, nos dois casos, considerando a área afetada e a alteração de uso dos solos em causa.

“Os projetos têm custos ambientais não recuperáveis nas próximas décadas, mesmo sem contar com os potenciais efeitos negativos que a instalação pode induzir na biodiversidade local, na afetação do regime hídrico e na facilitação da erosão do solo e também na artificialização de uma paisagem rural”, acrescentam os ambientalistas.

Referindo-se aos resultados da avaliação das incidências ambientais, a Zero aponta a ausência localizações alternativas e a omissão de informações relativas aos valores naturais existentes e a eventuais medidas compensatórias, denunciando também que os impactes da instalação de linhas elétricas para transporte de energia não foram avaliados.

A Zero admite que os outros dois projetos, previstos para as Herdades de Mourata (Arraiolos, Évora) e do Monte do Outeiro (Vidigueira, Beja), possam vir a avançar no futuro, “desde que sejam clarificadas as omissões de informação e sejam definidas medidas compensatórias de recuperação de habitats em áreas classificadas”.

No seu conjunto, os projetos previstos ocupam uma área total de cerca de 270 hectares.

Apesar de considerar positiva a tendência para o investimento na energia solar fotovoltaica de grande escala para que o país alcance a neutralidade de emissões de carbono em 2050, a associação ambientalista alerta para a necessidade de regras para prevenir impactes e conflitos.

Excluir investimentos que ponham em causa a mais-valia natural das áreas classificadas, e de áreas florestais e agrícolas sempre que os custos ambientais superem os benefícios são algumas das sugestões da Zero, bem como o incentivo ao uso de áreas degradadas.

Cebal e um Alentejo a inovar

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O CEBAL reporta o início da sua atividade cientifica em janeiro de 2008, com a contratação de quatro investigadores doutorados. A prioridade do CEBAL foi criar um laboratório de Biologia Molecular, que desse apoio à região, na área da biotecnologia agrícola. O apoio financeiro dos sócios, bem como do Município de Beja, foi e continua a ser importantíssimo. O CEBAL hoje em dia conta com uma equipa jovem de 32 investigadores, dos quais 11 doutorados, 18 mestres (7 a fazer doutoramento) e 3 alunos de mestrado. Os 5 grupos de investigação orientam as suas linhas de trabalho em resposta às necessidades da região, como opção estratégica fundamental para o estímulo à endogeneização do conhecimento tecnológico, e à sua conversão em realidades mais produtivas, inovadoras e competitivas. Esta estratégia tem permitido ao CEBAL o desenvolvimento de um perfil de especialização diferenciadora, científica e tecnologicamente, que se traduz no progressivo reconhecimento, por parte de outras instituições de I&D, empresas e entidades financiadoras, do potencial instalado. 23 projetos aprovados, quase 4 M€, 8 empresas envolvidas, várias associações de produtores e diversas unidades de I&D nacionais e internacionais.

Quais são as principais lacunas e dificuldades que ainda enfrentam atualmente na vossa orgânica quotidiana? Sente que esta vertente da Biotecnologia ainda carece de mais apoios dada a sua relevância?

O CEBAL enfrenta obviamente a necessidade de consolidação da sua estrutura técnico-científica, aumento do número de investigadores, ambicionando alcançar uma dimensão média com 70-80 investigadores.

As discrepâncias em termos de investimento público em I&D entre as várias regiões do país, e a ausência de medidas de discriminação positiva para as entidades que desenvolvem atividades de I&D em áreas de baixa densidade populacional, é uma realidade à qual o CEBAL não está indiferente, e não-alinhada com a Estratégia Europa 2020, que aponta para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. Ainda assim, o CEBAL numa conjuntura mais regional tem conseguido medidas de apoio à sua atividade, mas que não permitiram ainda o crescimento inicial espectável.

Em que ponto está o desenvolvimento do setor da Biotecnologia em Portugal e a té que ponto a Biotecnologia já está presente, nos alimentos e produção agrícola nacionais?

O setor tem tido um crescimento muito significativo. Nos últimos anos tem-se assistido a uma profunda alteração do setor agroalimentar, denotando-se elevado esforço de modernização, com mais aposta na inovação, na eficiência e sustentabilidade. Estas novas exigências associadas às tendências de consumo criaram uma nova dinâmica entre quem produz, quem transforma e a I&DT. Foi este incrementar de “valor em rede” que despoletou positivamente, a afirmação do setor da biotecnologia em Portugal, com imenso potencial de crescimento e afirmação futura.

Um dos pilares em que assenta a Estratégia para a Europa 2020 é o reforço da liderança industrial em inovação, estando previsto, neste quadro, um investimento em tecnologias-chave e um melhor acesso ao capital como forma de apoiar as PME. Nesta direção, a Biotecnologia assume-se como uma tecnologia facilitadora essencial, promotora de processos e materiais inovadores e sustentáveis?

No seguimento da questão anterior, a pressão exercida, sob a indústria, a diferentes níveis, potencia, e potenciará ainda mais a necessidade de aliança entre I&I, alicerçada na transferência do conhecimento e tecnologia. O setor da Biotecnologia terá também uma grande responsabilidade, como alias tem tido, na capacidade de potenciar o acesso a novos produtos, a tecnologias diferenciadoras e mais sustentáveis.

Quais os projetos de maior referência que o CEBAL tem vindo a desenvolver e de que forma têm tido os mesmos impacto?

Os projetos que o CEBAL desenvolveu ou desenvolve contribuem todos de igual modo para a estratégia institucional. Há obviamente projetos que pelo impacto que têm dentro de determinadas fileiras produtivas, são naturalmente referências. Para o setor Agroalimentar, uma referência será o projeto RefinOlea, financiado pela ADI, liderado pela União de Cooperativas Agrícolas do SUL, e que se centrou no desenvolvimento de novas estratégias de valorização do bagaço de azeitona. Outra referência no setor Agroflorestal é o projeto de sequenciação do Genoma do Sobreiro, liderado pelo CEBAL, num consórcio nacional alargado a várias instituições de Investigação, e cofinanciado pelo Programa INALENTEJO.

O CEBAL está a desenvolver um projeto denominado por ValBbio TecCynara. Quais os desideratos deste projeto? Que aplicações terá na vertente da Biotecnologia?

O CEBAL lidera o projeto ValBiotecCynara – “Valorização económica do Cardo (Cynara cardunculus): estudo da sua variabilidade natural e suas aplicações biotecnológicas”, em parceria com seis entidades do SCTN, nomeadamente Faculdade de Ciências e Tecnologia/Universidade Nova de Lisboa, Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Instituto Politécnico de Beja, Universidade de Aveiro, Universidade Católica Portuguesa: ICSViseu, e Universidade de Évora. Projeto financiado pelo Programa Alentejo 2020, no âmbito do Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O ValBioTecCynara pretende promover economicamente o cardo através da avaliação da variabilidade genética natural de populações de cardo, distribuídos pela região Alentejo, no sentido da valorização dos seus perfis bioquímicos. Esta variabilidade natural está a ser explorada na área da valorização bio-farmacêutica, através da identificação das plantas com maiores quantidades de uma lactona sesquiterpénica, denominada cinaropicrina. O projeto está a desenvolver/otimizar procedimentos de extração, purificação e formulação de bioprodutos de cardo (matrizes poliméricas para revestimento de feridas crónicas e formulações biocidas). O perfil bioquímico e tecnológico (cardosinas e capacidade proteolítica) dos pistilos das flores será explorado na influência sobre as características finais de queijos DOP Alentejo (Serpa, Évora e Nisa), combinando inovação com os produtos tradicionais portugueses.

De que forma é que o ValBbio TecCynara assenta numa estratégia combinada para a valorização económica do cardo?

Portugal submeteu recentemente à União Europeia, nos termos e por imperativos regulamentares em vigor, um pedido de inclusão do extrato bruto tradicional de Cynara cardunculus na lista de enzimas alimentares autorizados na EU, para utilização em queijaria. O aprofundamento do conhecimento referente à variabilidade relativa da planta e perfis bioquímicos/enzimáticos é crítico para o melhoramento e sustentabilidade da queijaria tradicional, permitindo no futuro uma base para a certificação ou garantia das fórmulas enzimáticas usadas no fabrico de queijo.

Os indivíduos/plantas selecionados no ValBioTecCynara serão preservados, com o estabelecimento de um campo experimental de cardo (em instalação), como pedra basilar para futuras valorizações económicas do cardo. A abordagem integrada (folha e flor) potenciará esta cultura, associando-a a soluções tecnológicas de elevado valor acrescendo.

Quais são os grandes desafios de futuro do CEBAL? O que podemos continuar a esperar da vossa dinâmica de futuro?

O CEBAL irá continuar o seu caminho, com uma estratégia de desenvolvimento alicerçada na excelência das atividades de I&D, mas com um claro reforço da promoção da transferência de conhecimento e tecnologia. Em 2016 a equipa construiu um slogan, que simbolicamente aponta o caminho que já percorremos, e o desafio para o futuro “ 10 anos de Ciência para um Alentejo a Inovar”.

 

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