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NA LINHA DA FRENTE

Ao longo das últimas décadas temos vindo a assistir a uma necessidade de uma maior e melhor interação entre o poder local e a população. O autarca dever assumir um papel de destaque para contribuir para o desenvolvimento da região, mas com a nova reforma administrativa e a união de freguesias, esta questão do poder local visto como o poder mais próximo da população está a ser posto em causa.

João Almeida, enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Caia e São Pedro e Alcáçova tem vindo a tomar medidas para conseguir dar respostas céleres e eficazes na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos da freguesia, mas “essa questão de um presidente de junta estar sempre junto das suas gentes começa a ser um problema para quem é presidente de uma união de freguesias”, começa por explicar o autarca.

Sendo as Juntas de Freguesia o local onde as pessoas recorrem em primeira instância, “nós somos, cá na gíria, quem vai à cabeça do touro. Qualquer situação é o presidente quem está na linha da frente, na linha de fogo”, refere o Presidente.

Como representante da população, um presidente de junta de freguesia tem um papel fundamental no desenvolvimento económico-social local. Com uma população maioritariamente idosa e sendo uma das freguesias que detém o maior número de habitações sociais, o autarca tem como foco o apoio social e financeiro das suas freguesias, criando condições para aumentar os seus rendimentos. “Tenho colocado pessoas com o rendimento de inserção social a trabalhar na Junta de Freguesia para que possam ter as condições mínimas necessárias que um ser humano deve ter. Felizmente, temos o apoio do município que tem feito um bom trabalho para ajudar a nossa população local. A prioridade máxima é não termos situações de fome e precaridade extrema”, refere João Almeida.

A aposta no Turismo

Com a problemática do desemprego a afetar a região Alentejana e com a falta de uma aposta no investimento no interior do país ou de investimentos públicos e apoio ao tecido empresarial para se desenvolver a economia, o caminho alternativo tem sido apostar fortemente no turismo.

E a oferta turística nestas freguesias é bastante atrativa e diversificada. Comecemos pelo Castelo que se insere num conjunto de fortificações e obras anexas; o Forte da Nª. Sr.ª da Graça, a maior obra da arquitetura militar; o Aqueduto da Amoreira que liga o local da Amoreira à cidade de Elvas, com 843 arcos, mais de cinco arcadas e torres de 30 metros de altura, todos elementos classificados Património da Humanidade desde 30 de junho de 2012. Não esquecendo a rica gastronomia, artesanato e autenticidade das suas gentes.

O Poder Local

“Temos um presidente empenhado em levar a cidade de Elvas para a frente. Temos sentido o seu apoio a 100%”, afirma João Almeida.

Contudo, o autarca considera que há uma necessidade de descentralizar ainda mais as competências do Governo para os municípios e, principalmente, descentralizar os serviços das cidades do litoral para as cidades do interior. “O governo central devia fazer uma melhor distribuição dos dinheiros do fundo europeu pelos municípios do país. O que se tem verificado é que ficam nos grandes centros urbanos”, refere o Presidente.

Estremoz abre portas a Feira Medieval dedicada à Rainha Santa Isabel

Segundo a autarquia, a iniciativa pretende contribuir para a promoção turística e desenvolvimento económico do concelho, recorrendo a uma recriação histórica do período medieval, no que diz respeito às temáticas relacionadas com a figura da Rainha Santa Isabel (séculos XIII/XIV).

A Rainha Santa Isabel morreu no dia 04 de julho de 1336, em Estremoz, no distrito de Évora.

O ‘Festival da Rainha – III Feira Medieval de Estremoz’, que pretende ainda contribuir para a dinamização do centro histórico da cidade, começa no sábado, às 10:30, com um cortejo entre a escola secundária e o Largo D. Dinis, passando pelo mercado tradicional.

O programa inclui ainda desfiles, espetáculos musicais e de fogo, danças, cânticos medievais, demonstrações de falcoaria e torneios de armas a pé e a cavalo.

Durante o festival, vão decorrer também outros momentos de animação no recinto, que conta com artesãos, mercadores e tabernas.

A iniciativa é promovida pelo município e pela Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz (Curso Técnico de Turismo e Curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural).

Ministro da Agricultura acompanha com “preocupação” possível seca no Alentejo

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, manifestou esta sexta-feira “preocupação” com um possível cenário de seca no Alentejo, este ano, mas disse estar a acompanhar a situação e admitiu adotar medidas, caso sejam necessárias.

“Não estamos ainda” em seca, mas “estamos perante um conjunto de indícios que faz antever que” esta situação “será, provavelmente, um problema incontornável”, este ano, afirmou o ministro, em declarações à agência Lusa, em Estremoz, no distrito de Évora.

À margem de uma conferência na Feira Internacional de Agropecuária e Artesanato de Estremoz (FIAPE), Capoulas Santos reconheceu à Lusa que o cenário de seca “ameaça” zonas específicas do Alentejo, sobretudo no interior sul.

“De facto, é sobretudo na parte sul do Baixo Alentejo”, no distrito de Beja, onde “não houve este ano, infelizmente, a pluviosidade necessária para recarregar os aquíferos”, sendo que, “em alguns casos, os riachos não chegaram sequer a correr neste inverno”.

E, em algumas localidades do Baixo Alentejo, indicou o ministro da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural, “já é necessário carregar água para abeberar o gado”.

“Estamos no final do mês de abril, portanto, não é difícil imaginar o que acontecerá quando chegarmos a junho, julho, agosto ou setembro”, ou seja, os meses mais quentes e secos, disse, frisando que o ministério está “a acompanhar” a situação, que “causa preocupação”.

Já antes, no encerramento da conferência sobre “O Futuro da Organização da Produção”, que marcou o dia desta sexta-feira na FIAPE, o governante tinha abordado o problema da seca, aludindo a impressões que tinha acabado de trocar com o presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), João Machado, e o autarca de Estremoz, Luís Mourinha.

“Estamos todos a ficar muito preocupados com a perspetiva de uma situação grave de seca”, para a qual, “no momento próprio, teremos que equacionar eventuais medidas”, afiançou.

Luís Capoulas Santos revelou à Lusa que, “brevemente”, vai reunir a comissão de seca que está instituída no ministério para fazer “uma avaliação correta da situação”.

Questionado igualmente pela Lusa, o presidente da CAP disse que “a grande maioria do território nacional não tem problemas de falta de água e não está a sofrer com a seca”, mas confirmou também que “há zonas do Alentejo que, neste momento, já estão numa situação difícil” a esse nível.

“O que se tem de verificar é se vai chover nos próximos tempos ou não. Se chover, a situação pode ser amenizada”, mas, “se não chover, tem que se adotar medidas”, defendeu.

João Machado realçou ainda que já tem vindo a abordar esta temática com o ministério: “É isso que temos vindo a falar”, para que, “quando chegarmos à altura mais quente, no verão, haja medidas previstas, nomeadamente para abeberamento do gado ou para outras situações que os agricultores precisem”.

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