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MAR Shopping Matosinhos ajuda a plantar uma horta de ‘Sábio Sabor’ para pessoas com doença mental

Portugal é o quinto país da União Europeia com maior prevalência de problemas de saúde mental. De acordo com o relatório Health at a Glance 2018”, 18,4% da população portuguesa sofre de ansiedade, depressão ou manifesta problemas com o consumo de álcool e drogas. O Hospital Magalhães Lemos, no Porto,  hospital de referência da região Norte em cuidados de psiquiatria e de saúde mental,  dispõe de 196 camas, mas frequentemente debate-se com um número de doentes que ultrapassa a sua capacidade. A prevenção parece ser o único caminho para contrariar a prevalência deste tipo de doenças e começa na alimentação. “Sábio Sabor” foi o projeto criado pela Associação de Familiares, Utentes e Amigos do Hospital Magalhães Lemos (AFUA-HML), que agora conhece um desenvolvimento importante: a construção da sua própria horta – missão que conta com o apoio do MAR Shopping Matosinhos.

A horta, que será financiada pelo MAR Shopping Matosinhos, e que nascerá no Porto, num espaço em que a AFUA-HML desenvolverá alguns projetos da AFUA-HML, nomeadamente uma nova valência – o Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI), que têm como foco a autonomização das pessoas com doença mental e a sua integração – é uma iniciativa que tem como principal objetivo a produção de legumes e frutas destinados a suprir necessidades de alimentação saudável dos utentes da instituição e da comunidade. Simultaneamente esta horta será um espaço terapêutico, visto que a dinamização do mesmo será realizada por pessoas com doença mental, em contexto de aprendizagem, com supervisão técnica e da especialidade.

O projeto, que se insere na política de responsabilidade social do MAR Shopping Matosinhos “AMAR quem mais precisa”, será dinamizado e gerido com os utentes da AFUA-HML. Os produtos da horta destinam-se à constituição de cabazes para os utentes da AFUA-HML com parcos recursos financeiros para adquirirem alimentos frescos (hortícolas, legumes e frutas) em número desejado à promoção da sua saúde, bem como para oferecer a juntas de freguesia de Matosinhos e do Porto para estas distribuírem junto dos habitantes assinalados com necessidades semelhantes.

Ana Bravo é madrinha do projeto “Sábio Sabor”

Alguns dos produtos da horta também apoiarão a marca registada “Sábio Sabor”, criada pela AFUA-HML, que tem como madrinha a nutricionista Ana Bravo, e que visa comercializar receitas (livro de receitas) e produtos saudáveis promotores de saúde mental. A receita gerada serve para criar oportunidades de emprego para os utentes da instituição, bem como para sensibilizar a comunidade sobre quais os produtos promotores de saúde mental e os seus particulares benefícios.

“Já este ano apoiámos o projeto de uma cozinha terapêutica para doentes com demência, nomeadamente Alzheimer, e agora decidimos apoiar a iniciativa da AFUA-HML como uma continuidade desse trabalho”, explica Sandra Monteiro, diretora-geral do MAR Shopping Matosinhos, que sublinha as várias vertentes deste projeto. “A horta ‘Sábio Sabor’ vai permitir a produção de alimentos saudáveis e biológicos para quem mais precisa, mas também será uma atividade terapêutica para os utentes da AFUA-HML, e permitirá sensibilizar a população para o poder preventivo dos alimentos nas doenças mentais”.

Por sua vez, Susana Fernandes, responsável pelo Departamento Científico e de Desenvolvimento de Projetos da AFUA-HML, destaca que a horta Sábio Sabor, “além de ter como objetivo a produção agrícola visa ainda a promoção de bem-estar dos seus utentes. A prática de uma atividade ao ar livre, em contacto com a natureza, é potenciadora de relaxamento e de emoções estéticas, favorecendo-se assim a saúde mental de quem a pratica, prevenindo-se o acumular de ansiedade e de outros sintomas psicopatológicos”.

De referir que a AFUA-HML detém atualmente diversas estruturas na área da reabilitação psicossocial, nomeadamente uma Unidade sócio-ocupacional, quatro Unidades Residenciais Protegidas, uma Unidade Residencial de Autonomia, uma Empresa Social de Restauração, uma Empresa Social de Limpeza, o Gabinete de Informação, Intervenção e Apoio Psicossocial, uma Equipa de Apoio Domiciliário e agora, mais recentemente, o Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI). A equipa ao serviço destas estruturas é multidisciplinar, sendo constituída por dois assistentes sociais, duas terapeutas ocupacionais, uma psicóloga, um técnico de reabilitação psicossocial, 11 ajudantes de ação direta, nove funcionários de limpeza e sete funcionários de restauração. Os funcionários das empresas sociais são na sua grande maioria pessoas com doença mental.

É mesmo mais caro consumir 100% biológico?

Vejamos o exemplo de um consumidor que esteja num nível de consciência 100% bio: muito provavelmente já não consome semanalmente refeições de carne de novilho cuja gama baixa custe em média 5€/kg num hipermercado comum, e talvez substitua por pratos de lentilhas bio que vendidas a granel que custam em média 4€/kg num supermercado biológico por se ter tornado vegetariano com o tempo, ou pelo menos reconhece que não precisa de tantas refeições de carne por semana.

É um consumidor que aprendeu a evitar desperdícios, pelo que poupa muito dinheiro a não “deitar fora” alimentos que acabaram por se estragar por não haver tempo ou disponibilidade emocional para cozinhar quando se chega a casa. Como prefere introduzir na sua alimentação alimentos com valores nutricionais altos e baixos em calorias, opta por vários super alimentos como bagas goji, chia ou cacau cru, reduzindo assim naturalmente as doses diárias de alimentos pobres do ponto de vista nutricional como “fast food” entre outros.

Reduzindo as quantidades, reduz também o volume de compras semanais por que percebe que não é necessário “comer tanto” para manter uma alimentação completa e saudável.

Como o seu estilo de vida lhe permite ter mais tempo para cozinhar em casa, provavelmente opta por levar para o escritório uma refeição bio pronta que pode custar pouco mais de 2€ a confecionar em vez despender todos os dias em média 10€ para almoçar fora de casa. Irá evitar produtos muito transformados e de valor acrescentado por alimentos mais simples, baratos e naturais, e quem sabe, poupar no futuro em despesas de saúde porque uma predisposição para uma alimentação bio implica zero tóxicos no corpo e costuma vir acompanhada também de bons cuidados com a saúde física proporcionando um bem-estar consolidado e menos doenças em geral.

Além disso, sabe onde comprar: evita grandes superfícies onde os produtos biológicos se vendem com preços muitas vezes especulados e compram em supermercados biológicos ou mercados locais onde se praticam preços mais justos e acessíveis.

Feitas as contas, o verdadeiro consumidor bio, vai naturalmente fazer substituições de items mais caros no cabaz tradicional por outros mais simples, menos transformados e mais baratos bio, poupar evitando desperdícios, consumir melhor e mais natural, e certamente gastar menos no seu conjunto.

Claro que a alteração de estilo de vida é sempre a adaptação mais difícil e talvez a mais demorada em todo o processo, pelo que neste tipo de tópicos mais complexos, as comparações diretas nem sempre espelham o caminho real a percorrer para que a mudança para um verdadeiro consumo “bio” aconteça.

Por isso, é preciso compreender que muito para além das questões de poder de compra, preço de mercado ou o premium price geralmente associado a um produto certificado, o que verdadeiramente importa avaliar é a capacidade de mudança para um tipo de consumo biológico que implica muito mais do que uma básica troca de cabaz de compra.

Implica uma alteração a fundo de mentalidade e força para se alterar padrões de comportamento base como por exemplo este downsizing que acontece em geral na vida de quem decide começar a comprar de forma mais responsável, para si e para o mundo.

É caso para relembrar e reforçar a velha máxima: “less is more”.

Bárbara Leão de Carvalho, Diretora Executiva da Cooperativa Biovilla

Comer bem para ser mais feliz

De que forma está estruturada a equipa “Aqui Há Génio” que é responsável pela parte nutricional? Que métodos são utilizados?

A equipa responsável pela parte nutricional é composta por uma nutricionista, assim como dois técnicos da área da Psicologia, ambos com formação em Perturbações do Comportamento Alimentar, trabalhando também em parceria com um enfermeiro que sempre que necessário pedimos que se desloque às nossas instalações. A juntar à equipa ainda temos três Personal Trainers disponíveis e toda uma infra-estrutura de apoio a este acompanhamento, com todo o equipamento necessário para o treino individual.

A Consulta de Nutrição consiste na estruturação de um plano alimentar personalizado, ajustado à medida de cada um, atendendo às suas necessidades e objetivos, mas respeitando sempre os gostos pessoais, as rotinas e os horários de cada um.

Os métodos utilizados passam pela sensibilização, assim como uma avaliação nutricional em que se realiza a avaliação do estado nutricional direto – exame físico – assim como antropométrico – com técnicas de medição. Para além da tradicional pesagem é realizada uma análise da composição corporal, realizada por bio impedância. 

“Cada aluno é um aluno diferente e com necessidades diferentes”, quando se fala em alimentação, a mesma, tem de ser ajustada de acordo com aquilo que é o ambiente familiar/escolar da criança? 

Claro que sim e só assim faria sentido.

Tentamos sensibilizar para o tipo de alimentação praticada, disponibilizando uma zona de copa para quem frequenta o “Aqui Há Génio”, onde os pais e quem usufrui dos nossos serviços pode sempre trazer alimentos, de forma a minimizar a procura de comida processada e/ou rápida oferecida nos cafés e bares da zona.

Todos somos diferentes, com necessidades nutricionais distintas e com organismos completamente diferenciados. A realidade é que as escolas têm vindo cada vez mais a preocupar-se com esta questão da alimentação, se bem que muitas vezes não a adaptam de acordo com o que seria expectável.

A realidade é que nem todos os pais têm disponibilidade para confecionar refeições caseiras para os filhos levarem todos os dias para a escola e da escola para o Aqui Há Génio.

Nos períodos de férias, tentamos ter uma oferta diversificada a nível alimentar, com salada a acompanhar as refeições e fruta como sobremesa, mas devo confessar que não há uma grande adesão.

Para além do excesso de peso, que outras causas podem ser apontadas como fatores para a necessidade de uma reeducação alimentar?

De facto, o ganho de peso é tão importante quanto a perda de peso, assim como conseguir mantê-lo. O controlo do colesterol e da glicose, são outras razões que devem levar à procura de um nutricionista.

Todos nós deveríamos passar por uma reeducação alimentar, dado que um corpo bem nutrido terá uma melhor performance a todos os níveis, sejam eles físicos, emocionais, psicológicos, intelectuais. 

Além de problemas de saúde que outras complicações podem advir de uma dita má alimentação? 

A falta ou o excesso de nutrientes podem causar uma série de situações menos agradáveis para o nosso organismo, contribuindo para uma redução do bem-estar. O stress, o cansaço, a diminuição da capacidade de trabalhar, assim como o risco de desenvolver doenças como a obesidade, depressão, distúrbios alimentares, doenças cardiovasculares, entre outros problemas de saúde, estão entre algumas das complicações que podem surgir devido à dita má alimentação.

A má alimentação da criança em desenvolvimento e do adolescente pode provocar doenças que dificultam o seu desenvolvimento físico e mental.

O facto de muitos alimentos tidos como mais saudáveis serem, por norma, mais caros, influencia diretamente a má alimentação? Como pode esta questão ser contornada?

Hoje em dia tem-se a ideia que sai caro ser-se saudável. Esta questão não é de todo verdade.

Comer bem não é necessariamente mais caro se a pessoa se dedicar a preparar os alimentos.

Os alimentos estão à nossa disposição nas diversas superfícies comerciais, mas o ritmo avassalador que hoje em dia temos leva-nos a pensar que não temos tempo para estar a cozinhar “esta e aquela” comida.

Gerir o tempo de outra forma, priorizar tarefas e mesmo distribuí-las pelos membros da família pode ser um início para o “tempo crescer” e assim conseguir-se confecionar os alimentos e criar outras dinâmicas familiares. 

O que significa e o que é necessário para se comer bem? 

O principal conceito que devemos reter é que esta reeducação de que se fala não é o facto de deixarmos de comer tudo o que nos é agradável ao palato e passarmos a comer somente fruta, legumes ou produtos light, mas sim aprender que podemos comer tudo, sem excessos e de forma equilibrada. A ideia é que este seja um processo individualizado, “cada aluno é um aluno diferente e com necessidades diferentes”, assim como “cada pessoa é um indivíduo diferente e com necessidades diferentes” e com a orientação de um nutricionista tornar-se mais simples para cada um.

A alimentação não deve ser imposta como algo inflexível, que gere sacrifícios. Deve ser algo agradável, planeada de acordo com as preferências da pessoa, levando em conta os seus hábitos e costumes, respeitando sempre os aspetos culturais, com bom senso e com o equilíbrio nutricional necessário.

Mudar de hábitos não é uma tarefa fácil, mas é possível. É um processo de educação e deve ser encarado dessa forma, com erros, acertos, deslizes, recaídas, etapas vencidas.

Escolas ignoram regras de 2012 e continuam a vender alimentos possivelmente prejudiciais à saúde

Em 2012 a Direção-Geral da Educação (DGE) publicou um documento com recomendações para uma alimentação mais saudável nas escolas. No entanto, existem ainda instituições de ensino em que são disponibilizadas bebidas açucaradas e alimentos “pouco saudáveis”, segundo o Diário de Notícias.

Para além de vendas nos bares escolares e da comida servida nas cantinas, existem também máquinas de venda automática que dispensam alimentos menos saudáveis e que ainda se encontram em funcionamento nas escolas.

Alimentos proibidos:
Salgados, Pastelaria, Charcutaria, Molhos, Refrigerantes, Gelados de água, Doces com teor de açúcar superior a 50%, Guloseimas, Snacks,Fast-food, Chocolates em embalagens superiores a 50g, Bolachas e biscoitos com cobertura e/ou recheadas.

Alimentos a limitar:
Bolachas/Biscoitos com menor teor de lípidos e açúcares (Maria, água e sal, etc.), Barras de cereais, Bolos à fatia, Bolos com ou sem creme, Manteiga, Cremes para barrar, Marmelada e compotas com teores de fruta de pelo menos 50%, Néctares de fruta com um valor de fruta entre os 25% e os 50% e chocolates, Gelados de leite ou de fruta.

Alimentos a promover:
Laticínios, Fruta, Hortícolas, Pão (sandes enriquecidas com hortícolas), Água, Sumos de fruta naturais, Sumos 100% sem açúcares ou edulcorantes adicionados, Bebidas que contenham pelo menos 70% de sumo de fruta e/ou hortícolas, Tisanas e infusões.

Um estudo efetuado pela Faculdade de Ciências de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto em 2015 mostrou que 80% das escolas que foram alvo do estudo ainda ofereciam produtos que não deviam ser oferecidos. O estudo revela ainda que apenas metade das escolas tem fruta entre a oferta que disponibiliza aos alunos e funcionários.

O DN adianta ainda que alguns pais continuam a enviar queixas à Direção-Geral da Saúde sobre a venda destes produtos em escolas, quatro anos depois de terem sido divulgadas as indicações para que estes sejam retirados das instituições de ensino.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, afirmou ao DN que a venda de “alimentos e bebidas que não devem ser comercializados” é “cada vez menos usual”.

Relativamente às máquinas de vendas automáticas, Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares, explicou que as máquinas de vendas são “uma fonte de rendimento para as escolas” e que por essa mesma razão algumas instituições optam por mantê-las.

Filinto Lima lembra ainda que muitos alunos em escolas onde a oferta já não existe podem comprar “os referidos produtos” a poucos metros da escola, sendo necessário “sensibilizar os alunos e famílias” para o que as crianças podem ou não comer.

BIOBAR® POR UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Como surgiu a aposta da marca nos equipamentos de vending de produtos biológicos e a sua marca BIOBAR®? Era uma lacuna que existia no mercado?

A Biobrassica foi criada em 2004, nessa altura, talvez excluindo alguns nichos em Lisboa e no Porto, praticamente não se falava de produtos biológicos. Da mesma forma, em 2015, nasceu a BIOBAR®, numa fase em que o vending e a alimentação saudável ainda eram quase que mutualmente exclusivos.

Surgiu da ideia de levar o bio a todo o lado e acessível a todos. Percebemos que o consumidor desejava ter acesso, em todo o lado, aos produtos que só podia encontrar em algumas lojas da especialidade. Para além de procurarem ter uma alimentação mais saudável e com maior qualidade, muitos destes consumidores tinham algum tipo de restrição alimentar, por necessidade ou convicção: celíacos, intolerantes à lactose, diabéticos, vegan, crudistas, entre outros. Estas características tornavam a experiência de consumir de uma máquina de vending convencional incomportável para estas pessoas. Sabíamos que lhes queríamos oferecer esta experiência de consumo, faltava o momento para o fazer. A aposta materializou-se após convite de uma escola para colaborarmos com um projeto dedicado à alimentação saudável. Sugerimos a ideia de colocar uma máquina de vending exclusivamente bio e, umas semanas depois, tínhamos a primeira BIOBAR® instalada. Depois dessa primeira experiência, contactamos alguns locais que considerávamos adequados para receber um projeto piloto e não mais paramos. Felizmente, agora, não somos nós a contactar os espaços, mas sim os espaços a solicitarem uma BIOBAR®.

Sente que esta aposta, das máquinas de vending, podem ser essenciais na mudança para uma alimentação mais saudável por parte dos portugueses? Que balanço é possível perpetuar dos equipamentos que têm disponíveis? Têm tido uma boa recetividade?

Sem qualquer dúvida! Se é óbvio que o consumidor ostenta já uma preocupação intrínseca e muito mais abrangente com a alimentação, enquanto base para um estilo de vida saudável, parece-nos ainda mais óbvio que quanto mais exposto estiver e melhor conhecer os benefícios dos produtos biológicos, mais célere será essa mudança. O balanço que fazemos deste projeto é extremamente positivo e encorajador. Cada nova BIOBAR® é acompanhada de um coro de elogios e de pedidos para colocação de máquinas. As mensagens que recebemos e o interesse mediático que se tem gerado são exemplos do feedback muito positivo que temos vindo a receber.

Produtos biológicos e saudáveis em equipamentos de vending. Primeiro estranha-se, depois entranha-se? Sente que é este o primeiro impacto?

Muito pelo contrário! O primeiro impacto tem sido aquilo que mais nos tem fascinado. O interesse que as pessoas demonstram nos produtos e na iniciativa em si refletem que os produtos biológicos e saudáveis têm espaço nestes equipamentos de distribuição rápida de alimentos.

Quais são realmente as mais valias dos vossos produtos para os consumidores? Sente que atualmente existem mais preocupações neste sentido?

As mais valias dos nossos produtos vão de encontro às preocupações que falamos previamente. Consumidores mais esclarecidos e preocupados com o que consomem, procuram alternativas alimentares mais adequadas e saudáveis. O facto da BIOBAR® oferecer somente produtos biológicos certificados liberta automaticamente os consumidores do peso dos químicos de síntese, dos corantes, conservantes e aromas artificiais. Se, em cima dessa vantagem imensa, ainda oferecermos alternativas sem glúten, sem lactose, sem açúcar, vegan ou raw, oferecemos a todos a possibilidade de comer um snack saudável em qualquer lado.

Onde podemos encontrar equipamentos de vending «made in» BIOBAR®? Universo empresarial? E escolas e hospitais?

As BIOBAR® estão, neste momento, disponíveis em escolas públicas e privadas, ginásios e centros de saúde das cidades de Braga, Matosinhos, Ourém, Tomar e Torres Novas.

Dada a quantidade de pedidos de informação e colocação que todos os dias nos chegam, estamos certos de que muito brevemente teremos a BIOBAR® por todo o país, incluindo ilhas, de onde também já fomos contactados.

Mais de 90% das escolas e infantários do Centro reduzem sal na alimentação

Mais de 90% das escolas e infantários do Centro do país estão abrangidos pelo programa “sope.come”, criado há cinco anos pela Administração Regional de Saúde (ARS) para reduzir o consumo de sal na alimentação. “Noventa por centro das escolas dos 1.º, 2.º, e 3.º ciclos da região Centro e 96% dos jardins-de-infância estão abrangidos pelo projecto”, informou esta segunda-feira o gabinete de relações públicas e comunicação da ARS do Centro, em comunicado.

No momento, o programa “chega também às cantinas e refeitórios de 91% das instituições particulares de solidariedade social (IPSS)” da região. Integrado no “minorsal.saúde”, programa estratégico de redução do sal na alimentação da população desenvolvido pelo Departamento de Saúde Pública (DSP) da ARS, o “sopa.come” reúne “as sete maiores empresas nacionais de restauração colectiva”.

O projecto tem-se revelado “de todo o interesse pela oportunidade de interacção com as instituições aderentes”, segundo a nota. “A articulação entre o DSP e as referidas empresas tem permitido desenvolver uma intervenção estratégica em conjunto que, na actualidade, abrange milhares de crianças, pessoas activas e idosos”, adianta.

Além do trabalho de monitorização do teor do sal nas sopas de todos os estabelecimentos incluídos no projecto (refeitórios escolares, IPSS, hospitais e alguns restaurantes), “existe um grande trabalho de sensibilização para a problemática da redução do sal na confecção das refeições com o objectivo de prevenir doenças, nomeadamente as cardiovasculares e cerebrovasculares”, destaca a ARS do Centro.

Mais de 70% das crianças de 8 e 9 anos já consomem sal em excesso

“O consumo de sal é uma guerra que temos de continuar a travar”, declarou Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, durante a apresentação do relatório “Portugal — Alimentação Saudável em Números 2015”.

Segundo o documento, na faixa etária dos sete aos oito anos, 74% dos meninos e 70% das meninas têm um consumo de sal inadequado. Dos 13 aos 17 anos, o nível de consumo excessivo de sal aumenta para 84%, nos rapazes, e para 72%, nas raparigas.

Globalmente, os níveis de consumo de sal melhoraram em Portugal, de 2006 a 2012, mas continua a ser o país europeu com consumo salino mais elevado.

Pedro Graça lembrou que 40% da população portuguesa tem hipertensão e que o consumo de sal na alimentação é um dos fatores de risco para doenças cérebro-cardiovasculares.

“Considera-se que a redução de sal é um assunto prioritário e que o excesso de consumo de sal é um importante problema de saúde pública. É por isso necessário definir metas de redução quantificáveis e monitorizáveis ao nível do consumo”, indica o relatório hoje apresentado pela Direção-geral da Saúde.

Segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde, considera-se como meta a atingir a redução do consumo de sal entre 3% a 4% ao ano, na população portuguesa, durante os próximos quatro anos, procurando alcançar um consumo diário de sal de cinco gramas ‘per capita’, a atingir até 2025.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, disse que o Governo está a debater, com a associação que representa os restaurantes, formas para reduzir o sal na confeção dos alimentos.

“Do lado dos restaurantes tivemos uma enorme abertura. Estamos a aprofundar esse compromisso. Para que a restauração possa fazer esse caminho e as pessoas se habituarem, nos restaurantes, a comer com menos sal e levar isso para sua casa, fazendo igual”, afirmou aos jornalistas Fernando Araújo, no final da apresentação do relatório da DGS.

 

Obsessão com alimentação saudável pode tornar-se uma doença

De acordo com Ana Rita Lopes, coordenadora da Unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa: “a obsessão com a prática de uma alimentação saudável é considerada um transtorno alimentar, ao qual se dá o nome de ortorexia nervosa. O termo deriva da palavra grega “orthos”, que significa correto e da palavra “orexia”, que significa apetite”.

A ortorexia nervosa caracteriza-se por uma obsessão patológica com uma nutrição adequada, por uma dieta restritiva e por uma rejeição rígida de alimentos julgados não saudáveis, com o objetivo de atingir uma saúde ideal, prevenir doenças ou alcançar a imagem corporal desejada.

“Apesar de a ortorexia nervosa não ser ainda considerada uma doença do comportamento alimentar, tal como a anorexia e bulimia nervosas, têm surgido cada vez mais estudos que a aproximam dessas doenças psiquiátricas. Esta preocupação desmesurada com a alimentação, leva a que estes indivíduos dediquem cada vez mais tempo a planear as suas refeições e menos tempo ao lazer, podendo ter um impacto negativo na sua vida social”, acrescenta a especialista.

Em termos epidemiológicos, estudos recentes sugerem uma prevalência de 6,9 por cento na população em geral e entre 35 a 57 por cento em grupos de alto risco, como profissionais de saúde, desportistas e artistas.

Para a nutricionista clínica, o problema começa quando a pessoa: “não se permite ingerir um alimento julgado “menos saudável” ou sente tristeza por ingerir esse alimento, fica ansiosa por não poder cumprir as refeições planeadas, só realiza refeições em casa, contabiliza todas as calorias e nutrientes ingeridos, analisa ao pormenor todos os rótulos e isola-se para poder consumir apenas os alimentos saudáveis”.

“Os estudos mais atuais sugerem que a ortorexia pode ser tratada em equipa, pois para além do apoio de um dietista/nutricionista para desmistificar ideias e orientar em termos alimentares, é fundamental procurar apoio psicológico”, conclui a nutricionista.

Truques para comer menos sem dar conta

Quando o objetivo é emagrecer o que é preciso fazer parece claro: fazer uma dieta saudável e praticar exercício físico. Mas e como se lida com a vontade de comer? O site El Confidencial listou alguns truques para conseguir comer menos sem se dar conta e sem ter de fazer um esforço desmesurado.

Olhos que não veem, barriga que não engorda. “Pode parecer trivial, mas a estratégia de que o que está fora da vista se mantém fora da boca, funciona”, assegura o Dr. Brian Wansink da Universidade de Cornell.

O poder dos pratos e dos talheres. Comer em pratos pequenos vai dar-nos a sensação de estar a ingerir porções maiores. Um estudo comprovou também que usar talheres pesados também nos ajuda a comer menos e outro sugere que usar talheres pequenos faz com que comamos cerca de 14% menos e com que mastiguemos melhor e levemos os talheres à boca mais devagar.

Beber sempre com moderação. Sejam sumos ou bebidas alcoólicas, deve beber sempre de forma moderada. Tenha em consideração o alto teor de açúcares e o número de calorias. Um dos truques para conseguir reduzir o que bebé é usar copos estreitos em baixo e largos em cima – vai dar-lhe a sensação que está cheio em baixo como em cima mas levam menos quantidade. Quando é o empregado de mesa a servir as bebidas também acaba por beber cerca d 12% menos do que se servisse.

O sítio onde come pode revelar o que faz mal. Comer num sítio que está sempre cheio e em correria vai fazer com que coma mais rápido, com que não mastigue bem a comida e com que perca a noção das quantidades. Tente comer de forma relaxada, com tempo e sem distrações. Não coma enquanto vê televisão, nem em espaços escuros e com barulho.

Escolha bem os seus comensais. Se for jantar ou almoçar com pessoas que estejam no mesmo caminho para uma dieta saudável que o seu será mais fácil manter as suas escolhas, sem ter qualquer tipo de ansiedade ou receios por estar de dieta.

Analise as porções. O ideal é que comece a medir e a pesar o que vai comer, tendo em consideração o que o seu corpo precisa para ser saudável e não apenas o que lhe apetece comer. Cozinhar ‘a olho’ faz com que coma bastante mais do que o seu corpo precisa.

Dicas para manter uma alimentação equilibrada

Seguir um estilo de vida pouco saudável e manter uma alimentação desequilibrada é meio caminho andado para sofrer de excesso de peso e de problemas de saúde como hipertensão, diabetes ou colesterol.

De forma a conseguir mudar o estilo de vida, a revista Boa Forma listou cinco truques para conseguir manter uma alimentação equilibrada.

1. Menos sal. Alimentos preparados com temperos em pó ou caldos não necessitam da adição de mais sal após o seu preparo. Naturalmente, já possuem uma alta taxa de sódio. Aposte em ervas aromáticas e pimentas para temperar a comida e evitar a utilização de sal.

2. Afaste-se do saleiro. Retire o saleiro da mesa, assim vai evitar ter vontade de condimentar mais a comida.

3. Faça escolhas magras. Opte pelo consumo de carnes magras, peixe e carne vermelha sem gordura visível. Na preparação dê prevalência aos cozidos, grelhados e assados (com pouca gordura).

4. Gorduras boas. Opte por fontes de gordura boas como castanhas, abacate, cremes e óleos vegetais, pois fazem bem ao corpo e ajudam a emagrecer.

5. Mais saúde. Consuma diariamente frutas, verduras, legumes e leguminosas. As fibras são ótimas para a saúde do intestino, além de saciarem a fome por mais tempo.

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