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Banhistas tentaram agredir tripulantes de avioneta acidentada

Célia Rocha, que no momento da aterragem de emergência estava no areal, contou à Lusa que o seu filho e o seu sobrinho, de 10 e 11 anos, estavam na água, onde puderam ver a aproximação da avioneta à praia, a qual “vinha descontrolada”, tendo acabado por aterrar no areal.

“Havia espaço na água e o erro deles [os tripulantes] foi tentar aterrar aqui. A praia estava cheia e viveram-se momentos de pânico”, relatou Célia Rocha, sobre o acidente na praia de São João, na Costa de Caparica, em Almada.

O acidente matou duas pessoas – um homem de 56 anos e uma menina de 8 anos, sem grau de parentesco – que foram colhidas pela aeronave.

Um basquetebolista do Benfica, Nicolas dos Santos, que estava no local do acidente tentou ajudar na proteção dos tripulantes “da fúria dos presentes”.

“A minha mulher correu para junto da criança e não conseguia parar de chorar (…) porque assistiu a tudo e à aflição da mãe abraçada à filha. Foi horrível. Eu corri para ajudar o nadador salvador, pois havia cada vez mais pessoas a chegar à praia e queriam bater no piloto da avioneta e no tripulante, também eles cheios de medo”, afirmou o jogador, citado na página do clube na internet.

“Eu meti-me no meio para tentar evitar que acontecesse outra tragédia. Quis ajudar. A solução não era bater, era manter a calma e esperar que as autoridades, a polícia e a ajuda médica de emergência chegassem. Manter a calma era o mais importante no momento”, acrescentou o basquetebolista.

Os dois tripulantes da avioneta que aterrou de emergência numa praia da Costa de Caparica saíram ilesos da ocorrência e já foram ouvidos pelas autoridades. Ficaram com termo de identidade e residência e serão ouvidos hoje pelo Ministério Público.

A aeronave realizava um voo de instrução que saiu de Cascais e tinha como destino Évora, tendo entrado em contacto com uma torre de controlo reportando uma emergência.

Quatro dias “de arromba” na 4ª edição do festival Sol da Caparica

Ponto comum aos 45 artistas provenientes de cinco países de língua portuguesa, é o facto de todos terem trabalhos novos a apresentar, como é o caso de Carlão, cujo teledisco “Viver para sempre”, gravado nas ruas de Almada, foi divulgado hoje na conferência de imprensa de apresentação do festival.

Quatro dias “de arromba”, prometeu o diretor artístico do certame, António Miguel Guimarães, segundo o qual o festival, “que veio para ficar”, mobiliza este ano “45 artistas e DJ, 500 músicos e bailarinos, para 60 espetáculos em quatro palcos”.

A organização do certame aposta ainda no palco dança, estreado na edição de 2016, e por onde este ano vão passar bailarinos nas múltiplas expressões de música de dança, do universo de língua portuguesa.

Pop, por rock, soul, semba, funaná, coladeira e mornas, entre outros ritmos musicais, são os estilos que ao longo de quatro dias vão ser ouvidos noutros tantos palcos do festival.

Da edição deste ano, António Miguel Guimarães destacou igualmente a aposta na criação de um dia para a criança, que constitui “um passaporte para 20 ações diferenciadas”.

Foi também a pensar nas crianças que a direção artística decidiu promover três espetáculos específicos: um de Rita Guerra, que cantará canções da Disney, outro intitulado “Palavra cantada”, um projeto dos brasileiros Sandra Peres e Paulo Tati, e outro com base na “Mão verde”, de Capicua e Pedro Geraldes, que, na Caparica, atuarão ainda com Francisca Cortesão, que toca baixo e ajudará na voz, e António Serginho, nas percussões e teclado.

A 4.ª edição do Sol da Caparica também contará com uma monstra de cinema de animação — Monstra à solta -, em parceria com o festival de Lisboa, na qual participarão o brasileiro DJ Suave, que irá fazer vídeos ambulantes pelo concelho de Almada, segundo a organização.

Nascido no âmbito do Plano de Desenvolvimento Turístico da Costa de Caparica, para promover a maior frente urbana de praias desta cidade do concelho de Almada após os vendavais que em 2012 e 2013 as deixaram quase sem areal, o certame irá continuar e constitui uma aposta ganha para a autarquia de Almada, segundo o presidente da Câmara, Joaquim Judas.

Este ano, a organização do certame decidiu ainda criar um passe familiar (para dois adultos e dois filhos ou equiparados) para os quatro dias do festival, uma iniciativa que, nas palavras de Joaquim Judas, é “serviço público”, de modo a facilitar a participação das famílias ao certame.

Grupo de jovens agride rapaz

Caso ocorreu na via pública de Almada em Novembro, altura em que a mãe da vítima apresentou queixa na PSP. Inquérito está quase concluído.

Veja o vídeo:

https://www.publico.pt/44d52b98-3f18-4b95-b88c-352c63a5659f

Um vídeo que se está a tornar viral nas redes sociais mostra vários jovens a agredir um rapaz com socos e pontapés na cabeça. As imagens foram divulgadas esta quinta-feira pelo Correio da Manhã, mas o caso já está a ser investigado desde Novembro pelas autoridades. O porta-voz da PSP, Hugo Palma, confirmou ao PÚBLICO que o episódio terá acontecido numa via pública de Almada em Novembro passado, tendo a mãe da vítima, um menor de 15 anos, apresentado queixa na esquadra da PSP de Corroios.

A participação foi depois encaminhada para o Departamento de Investigação e Acção Penal de Almada, que pediu à Esquadra de Investigação Criminal de Almada para apurar os factos. “As diligências de investigação estão quase concluídas”, adianta Hugo Palma. Pelo menos três jovens foram identificados como alegados autores das agressões, tendo já sido ouvidos pela PSP. Mas há mais adolescentes envolvidos, a maior parte dos quais terá assistido à agressão, tendo até incentivado a violência.

Isso mesmo é audível no vídeo, onde uma voz masculina repete “dá mais, dá mais”. Depois ouvem-se risos. Mais à frente alguém diz que a vítima está a sangrar e um dos jovens insiste: “Já chega. Já chega. Acabou”.

O subcomissário João Moura, das relações públicas da PSP, adianta que os menores envolvidos no episódio são alunos da Escola Secundária de Emídio Navarro, em Almada, e explica que o vídeo – que já era do conhecimento das autoridades – tem servido como meio de prova na investigação. Alerta-se para o facto do vídeo conter imagens consideradas chocantes.

Domingo sem carros: Lusoponte impede travessia da ponte 25 de Abril em bicicleta

Ainda não é desta que a celebração da Semana da Mobilidade e do Dia Sem Carros pode contar com a travessia da Ponte 25 de Abril, entre Almada e Lisboa, de bicicleta e sem automóveis.

O Expresso apurou que a Câmara Municipal de Almada gostaria este ano de aliar a celebração da mobilidade sustentável à dos 50 anos da ponte, promovendo a travessia desta via rodoviária sobre duas rodas não motorizadas, na manhã de domingo, 20 de setembro. Porém, a Lusoponte não autoriza.

A concessionária alega questões de segurança relacionadas com o acesso às duas zonas em grelha aberta do tabuleiro que, “pela diversidade de participantes e tipos de bicicletas possíveis de utilizar carece de medidas excecionais de segurança”, lê-se no parecer emitido a que o Expresso teve acesso. A concessionária também invoca que, tendo em conta o tempo do evento e o tempo necessário para a montagem e desmontagem do mesmo, fechar a ponte ao trânsito afetaria 50 mil veículos, “o que para um mínimo de dois passageiros por viatura perfaz cerca de 100.000 pessoas afetadas na sua liberdade de circulação”.

Em resposta escrita, a Câmara Municipal de Almada lamenta “a falta de abertura e recetividade” da Lusoponte para acolher as soluções propostas, e lembra que teve pareceres positivos de associações de utilizadores de bicicleta, dos organizadores da Maratona e de entidades com competência em matéria de segurança que “garantiriam a segurança dos participantes”.

Há quatro anos que o programa “Duas Margens, Duas Rodas”, uma iniciativa coorganizada pelas câmaras municipais de Almada e de Lisboa, permite a travessia de bicicleta gratuitamente nos barcos da Transtejo ou nos comboios da Fertagus. Assim continuará a ser este ano para aqueles que se inscreverem até 17 de setembro.

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