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Uma visão de 360º sobre o seu negócio

Com um ano de existência e com um novo modelo de trabalho a funcionar há três meses, a Tuottava é uma empresa que atua, fundamentalmente, em três áreas de negócio: Consulting; Technology – de momento, está a ser desenvolvida uma plataforma para o comércio eletrónico; e o Trading.

Aproveitando a experiência e o conhecimento da região de Vítor Pinto da Cruz, juntamente com a colaboração de uma equipa internacional, a Tuottava foca, em termos de estratégia, os países da América Latina ou, como intitulam, a região Hispano América. “O México assume um papel estratégico ao funcionar como uma plataforma giratória que, estando situada na América do Norte, pode fazer a ligação para a América Central e América do Sul funcionando, ao mesmo tempo, como uma porta de entrada para os EUA e o Canadá”, começa por explicar Vítor Pinto da Cruz.

O México é uma das maiores economias do mundo e tem registado um crescimento e uma área de negócios bastante interessantes. Este país é 20 vezes maior do que Portugal e dez vezes com mais população. “No entanto, a realidade que temos do México não é a melhor. Tem a parte má, como todos os países, mas não é devidamente focada a economia do país. É um dos países com mais investimento direto estrangeiro”, elucida-nos o diretor geral da Tuottava.

A Tuottava procura, assim, auxiliar as empresas, maioritariamente portuguesas, a internacionalizarem-se para estes países. E os resultados têm sido positivos. A empresa está a crescer a um ritmo favorável e tem já clientes norte-americanos que consideram a sua estratégia assertiva, com conhecimento do mercado e com uma visão diferente e multidisciplinar. “É gratificante ver as empresas que apoiamos terem êxito no mercado, a conquistar e a desenvolver novos negócios, enfrentando os desafios e riscos da globalização”, refere o nosso entrevistado.

México um mercado de oportunidades

Vítor Pinto da Cruz decidiu apostar a sua formação académica no estudo da América Latina, mas para isso teve de sair de Portugal pela falta de oferta académica nessa área no nosso país. Foi estudar para Espanha e, mais tarde, o interesse para perceber e conhecer melhor a realidade desta região levou-o a ir viver para o México. Viveu nesse país oito anos e hoje em dia continua a visitá-lo com regularidade devido ao modus operandi da Tuottava que faz o devido acompanhamento dos clientes na prospeção do mercado para se fixarem.

O nosso entrevistado refere que as pequenas e médias empresas portuguesas têm gasto recursos económicos ao abordar países para se internacionalizarem, cujos mercados são mais complicados e onde os resultados não são tão imediatos. Na área das tecnologias, por exemplo, as empresas procuram o Brasil “que tem, de facto, um mercado muito bom, mas não é tão eficiente como o mercado latino-americano”, diz-nos Vítor Pinto da Cruz para quem a dificuldade da aceitação da tecnologia portuguesa nesse país é explicada com o imaginário português no Brasil onde os produtos mais vendidos são produtos de pouco valor agregado e a imagem que têm associada a Portugal é que não é um país de tecnologia, sendo difícil afirmar a tecnologia portuguesa neste país. “No entanto, no México a tecnologia portuguesa não tem qualquer problema de posicionamento e é vista como uma tecnologia de ponta e com qualidade”, afirma o nosso interlocutor.

Quanto ao continente africano ou aos PALOP, a ligação de Portugal com estes pode ser considerada uma ligação apenas tradicional ou pelo facilitismo da língua. “As empresas têm de perceber que internacionalizarem-se para África ou para os PALOP, onde os resultados não têm sido favoráveis, já não pode ser uma opção para se expandirem e crescer de forma sustentável”, adianta o diretor geral da Tuottava.

Vítor Pinto da Cruz tem procurado, assim, abrir novos horizontes às empresas portuguesas mostrando o potencial dos países da América Latina que oferece uma série de oportunidades que a Tuottava tem procurado sintetizar. Afirmando a sua especialidade na região latino-americana, a empresa tem procurado focar situações estratégicas e associativas para os clientes que queiram exportar ou abrir localmente uma sucursal, minimizando os riscos. “Procuramos modelos de trabalho, recorrendo ao networking, de uma forma pensada e meditada. Procuramos, inclusive, que seja feita uma adaptação da empresa, que quer internacionalizar-se para estes países, à cultura dos mesmos. Porque mais do que escolher um local para se fixar e pensar nos números, é importante perceber as realidades, as culturas e os contextos socioeconómicos de cada país para uma melhor adaptação. E é este trabalho que a Tuottava também procura fazer, gerir esta adaptação para uma instalação equilibrada e rentável quer para a empresa, quer para o país onde a mesma vai fixar-se”, conclui Vítor Pinto da Cruz.

Alerta: Vacina poderá chegar demasiado tarde para o surto de Zika

illustration of zika virus word with mosquito

“O desenvolvimento das vacinas ainda está num estádio muito precoce e as candidatas mais avançadas ainda demorarão vários meses para poderem ser usadas em ensaios clínicos com humanos”, disse a diretora-geral-adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny, acrescentando que “é possível que as vacinas cheguem demasiado tarde para o atual surto na América Latina”.

Em declarações em Genebra ao fim de uma reunião de dois dias sobre a investigação relacionada com o vírus do Zika, a especialista sublinhou que a vacina é um “imperativo”, especialmente para as mulheres grávidas e para as mulheres em idade fértil.

No entanto, o diretor do instituto de investigação brasileiro Butantan, Jorge Kalil, disse que o processo será lento: “Talvez dentro de três anos tenhamos uma vacina. Três anos, sendo otimista”.

Na reunião, que juntou especialistas e representantes dos países afetados, os cientistas definiram como prioridades o desenvolvimento de testes de diagnóstico, a produção de vacinas para mulheres em idade fértil e a criação de instrumentos de controlo vetorial que permitam reduzir a população de mosquitos.

“O vírus do Zika induz uma infeção moderada e quase inofensiva na maioria dos pacientes”, recordou Marie-Paule Kieny, explicando que, por esse motivo, a produção de medicamentos para tratar a infeção “parece menos prioritária nesta fase”.

“A necessidade mais premente é o desenvolvimento de instrumentos de diagnóstico e prevenção para abordar a atual lacuna na investigação e para proteger as mulheres grávidas e os seus bebés”, afirmou.

Um total de 67 empresas e instituições estão atualmente a tentar produzir testes, vacinas, medicamentos e produtos para controlar o inseto que transmite o vírus do Zika, anunciou ainda a OMS.

São 31 equipas a trabalhar em testes de diagnóstico, 18 focadas no desenvolvimento de vacinas, oito em terapêuticas e 10 no controlo vetorial, que se encontram em diferentes estádios de desenvolvimento inicial.

Nenhuma vacina ou medicamento foi ainda testada em humanos.

Segundo a OMS, a comunidade de investigação e desenvolvimento “respondeu vigorosamente” à necessidade de produtos médicos para o Zika e de medidas de controlo vetorial inovadores.

A rapidez com que a informação está a ser partilhada entre países é “um grande avanço relativamente à resposta da comunidade de investigação e desenvolvimento ao surto de Ébola” de 2014/15, pode ler-se num comunicado da OMS.

“Embora o desenvolvimento de produtos esteja numa fase mais inicial do que o do Ébola”, disse Marie-Paule Kieny, a metodologia e a coordenação entre parceiros “está muito mais avançada, muito graças às lições aprendidas durante a epidemia de Ébola”.

 

Barack Obama prepara viagem a Cuba no próximo mês

Barack Obama

A concretizar-se, Obama tornar-se-á no primeiro Presidente dos Estados Unidos no ativo a pisar a ilha em mais de 80 anos.

Segundo a ABC News, o anúncio oficial da viagem vai ser feito hoje na Casa Branca por um alto quadro do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

A visita a Cuba constituiria o culminar do processo de normalização das relações anunciado por Washington e Havana em 2014, e a primeira desde a de Calvin Coolidge, em janeiro de 1928, que se deslocou à ilha para a Sexta Conferência Anual dos Estados Americanos, em Havana.

Segundo a ABC (American Broadcasting Company), a viagem está prevista para 21 e 22 de março, antes de Obama seguir para a Argentina.

Fonte oficial norte-americana, que também falou sob a condição de anonimato, confirmou à agência AFP que o anúncio da visita de Barack Obama a Cuba, inserida numa viagem à América Latina, vai ser feito hoje, bem como que esta terá lugar “nas próximas semanas”.

O antigo Presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter foi a Cuba em 2002, ou seja, 20 anos depois de deixar o cargo, a convite do ex-líder cubano Fidel Castro.

Apostar em mercados com crescimento contínuo é o objetivo do Tâmega e Sousa

O Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS) quer apoiar os empresários na internacionalização, apontando-lhes mercados com crescimento contínuo. Nuno Fonseca, presidente do CETS, abriu a sessão de Capacitação sobre a Colômbia que contou com a presença do Embaixador da Colômbia em Portugal, Germán Santamaría Barragá, e explicou o percurso que tem sido traçado pelo organismo que preside no sentido de incentivar a internacionalização e conseguir com esta bons resultados. Polónia, China (Guizhou), Moçambique e Colômbia são os mercados estratégicos, neste momento na mira do CETS, com o projeto tams.

“Haciendo Negocios en Colombia” foi o desafio lançado na sessão organizada em Felgueiras, durante a qual José Marques da Silva, CEO da Finance XXI, indicou os motivos pelos quais os empresários devem escolher este destino como mercado para a sua internacionalização: “É o 2º país mais populoso da América Latina, com mais de 48 milhões de habitantes – com poder de compra. Metade da população é da classe média. Neste últimos 15 anos, o país não parou de crescer e na última década duplicou o seu PIB per capita, transformando-se na 4ª maior economia da América Latina”, afirmou o CEO.

Portugal tem produto para o mercado colombiano que está ávido de metais de consumo e suas obras, de calçado, mobiliário, vinhos, construção civil e seus materiais e o têxtil e vestuário. Até outubro os empresários portugueses já exportaram 52,2 milhões de euros, mas José Marques da Silva está convencido ser possível duplicar o valor. O CEO da Finance XXI apresentou ontem um estudo de acesso ao mercado que poderá ser determinante para este crescimento: “Doing Business 2016 – Haciendo Negocios en Colombia”.

A sessão contou ainda com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Inácio Ribeiro e do Presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa – CIM-TS, Gonçalo Rocha e com os testemunhos dos CEO´s da Nobrand, Sérgio Cunha, e Mordomus – Luís Pinto.

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