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Canais da SIC deixam de ser transmitidos em Angola devido aos elevados custos em moeda estrangeira

A informação consta de um comunicado da Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC), enviado à Lusa, no qual a organização refere que a operadora assumiu estar a ter “dificuldades em pagar os seus fornecedores em moeda estrangeira para manter os conteúdos estrangeiros na sua grelha”.

“Tudo em função da conjuntura económica e financeira que se vive no país, pois como se referiu esta, os pagamentos são feitos em moedas estrangeiras, o que manifestamente tem criado grandes dificuldades que os coloca na condição de devedor”, lê-se no comunicado.

No comunicado, com “esclarecimentos” da AADIC sobre o acordo de resolução extrajudicial com a Zap e DStv, precisamente sobre a retirada, pelas duas operadoras, dos canais SIC Notícias e SIC Internacional África, aquela associação refere que os argumentos da Zap “não iliba a operadora de faltar com o compromisso estabelecido com os consumidores subscritores daquela plataforma”.

“Outrossim tem a ver com a quebra do contrato de forma unilateral, sem aviso prévio aos consumidores, quando muitos deles, sublinhe-se, já tinham subscrições pagas para um ou mais meses”, refere o documento.

Apesar da compensação que a Zap alega ter feito aos seus clientes, com outras alterações na grelha, a AADIC faz alusão a Lei do Consumidor para considerar que a operadora “incorreu numa prática de vício de qualidade”.

“E não de quantidade, ou seja, ainda que a Zap retirasse da grelha de programas cinco canais e introduzisse cinquenta, seria no âmbito das suas faculdades e não em sentido obrigatório, ao passo que a retirada de serviços já contratados é uma violação ao direito do consumidor”, esclarece a nota.

Ainda de acordo com o documento, assinado pelo vice-presidente da AADIC, Lourenço Texe, a associação recomendou a distribuidora que se pronunciasse publicamente e de forma pormenorizada, tal como esclareceu à associação, sobre como compensou os seus clientes.

“Onde plasmasse toda informação pormenorizada e esclarecedora fornecida à AADIC no encontro entre as partes, isto para dizer, por conseguinte, que por imperativo legal quem deve provar que compensou ou ressarciu os consumidores ofendidos é a Zap em obediência ao princípio da inversão do ónus da prova”, refere a nota.

Assim, sublinha o documento a AADIC “recomenda” e aconselha a todos os consumidores que tenham contrato com aquela operadora que se sintam “lesados” que “apresentem as suas reclamações junto da Zap para que esta possa solucionar todas inquietações relativas a matéria em apreço”.

Em relação à DStv, outra operadora em Angola, que também excluiu da sua grelha canais da portuguesa SIC, diz o comunicado, “foi feita a mesma recomendação”, pelo facto de também “incorrer no mesmo vício de qualidade apesar da mesma alegar apenas interrupção e não retirada dos canais da SIC”.

“Porque a DSTV alega que os canais não foram retirados mais sim houve uma interrupção temporária com a perspetiva de serem novamente reintroduzidos na grelha de conteúdos todos os canais a qualquer momento, sem contudo explicar para quando essa reintrodução do pacote e quanto tempo de suspensão, sendo muito vago o fundamento da questão financeira”, acrescenta.

A Lusa noticiou a 27 de julho que AADIC pediu aos clientes da Zap para contactarem diretamente aquela operadora, para serem ressarcidos, no quadro da negociação extrajudicial, pela exclusão de canais do grupo português SIC.

Em junho, a empresária Isabel dos Santos, que detém a distribuidora angolana de televisão por subscrição Zap, escreveu nas redes socais que “a SIC é muito cara” e que a exclusão dos canais daquele grupo português era uma decisão comercial.

Desde 05 de junho, também a operadora de televisão por subscrição Multichoice, através da plataforma internacional DStv, deixou de transmitir os canais SIC Notícias e SIC Internacional África em Angola.

Esta decisão é semelhante à tomada anteriormente pela Zap, outra das duas operadoras generalistas em Angola, que em 14 de março interrompeu a difusão dos canais SIC Internacional e SIC Notícias nos mercados de Angola e Moçambique, o que aconteceu depois de o canal português ter divulgado reportagens críticas ao regime de Luanda.

Angola: registados quase 500 casos de abuso sexual de crianças

Os dados foram hoje avançados pela diretora do INAC, Nilza Batalha, à margem de uma palestra organizada pelo Ministério do Interior de Angola, para reflexão sobre o abuso sexual de crianças.

A responsável referiu que, fruto de maior divulgação de casos e informação das pessoas, regista-se essa redução significativa de casos que, em junho de 2016, eram quase o dobro do registado no presente ano.

“Julgamos que hoje as pessoas têm muito mais informação, estão mais atentas, as próprias crianças estão atentas, estão a ser ensinadas dos comportamentos duvidosos, que não devem acompanhar pessoas estranhas”, referiu Nilza Batalha.

A diretora do INAC sublinhou que, ainda assim, a situação “é preocupante”, apelando à vigilância de todos, sobretudo no seio familiar, onde são notificados maioritariamente esses casos, que atingem crianças até aos 12 anos.

“A maioria é no seio familiar, são com as pessoas em que as crianças mais confiam, são no local em que as crianças deviam ter mais segurança, onde se deviam sentir mais protegidas, é onde normalmente acontecem essas situações”, realçou.

Nilza Batalha sublinhou que a questão ultrapassa o abuso sexual de menores, referindo igualmente casos de violência sexual, onde se incluem o uso de crianças para prostituição.

“Aqueles casos de crianças que nos mercados têm acesso aos vídeos pornográficos, as crianças que são utilizadas como veículo para a prostituição. A situação é muito mais grave do que só falarmos do abuso sexual, temos uma abrangência muito maior”, disse.

Por sua vez, a inspetora-geral do Ministério do Interior, Margarida de Barros lançou o repto ao INAC para a criação de uma página nas redes sociais, com vista a despertar as crianças, com a participação de “entendidos na matéria”, sobre como se devem comportar e se defender de situações do género.

Margarida de Barros defende o uso dessas plataformas tecnológicas para uma abordagem “franca e aberta onde a participação de todos seja requerida”.

“Vamos mobilizar, chamar informáticos, educadores de infância, psicólogos, filósofos, psiquiatras, médicos, para socializar a questão e promover um debate, criando grupos de educação para crianças, para que elas saibam como comportar-se, que atitude devem tomar em situações que se encontrem constrangidas, como despertar as nossas crianças, como potenciar e orientar os pais e encarregados de educação”, avançou.

Em declarações à imprensa, à margem do evento, Margarida de Barros frisou que esta é a primeira palestra de um ciclo que o Ministério do Interior se propôs realizar, face à subida vertiginosa de crimes contra as crianças, em que se destacam ainda o trabalho infantil, a sua retirada das suas zonas de origem para trabalho doméstico em outras províncias.

DIXTIOR na Lusofonia é conhecimento e oportunidade

Em quatro anos de existência a Dixtior já deu cartas seguras das suas soluções. Fomos saber que balanço é possível fazer e que mudanças ocorreram nos países onde operam.

“Estamos desde 2013 em Angola, a crise económica relacionada com o preço do petróleo iniciada em finais de 2015 veio aumentar as dificuldades de expansão, mas não impediu que continuássemos a crescer. Em Moçambique a crise política recente implicou um aumento nos tempos de tomada de decisão e por isso os negócios foram realizados de forma mais demorada. Em Cabo Verde não se verificaram grandes alterações, em São Tomé e Príncipe vamos começar agora, em Timor Leste ainda só realizamos um projeto, e com tal, não é possível fazer uma análise exaustiva, talvez agora com as eleições ocorra alguma mudança positiva e que dinamize a economia local. Em Portugal iniciámos atividade no meio da crise, com muita restrição por parte das empresas e muita contenção de custos. No final de 2016 e neste início de 2017 parece-me que já há mais abertura e movimentação inclusive com a tomada de decisão, algo que antes não existia”, começa Rui Vicente por explicar.

Fora de Portugal há fatores que não podem ficar ao acaso e sobre isso os administradores da Dixtior tecem alguns comentários como: “é preciso estar lá e conhecer a cultura dos sítios onde estamos”, elucida Rui Vicente, ou “a língua é o fator mais vantajoso enquanto empresa portuguesa nos PALOP, a legislação muito semelhante à nossa também é um fator importante, refere Mário Oliveira e “a forma como estes países olham para os portugueses ajuda bastante porque somos bem vistos”, conclui Sónia Silva.

“É preciso recordar que fomos colonizadores destes países e por isso há uma relação profunda. Existem raízes que nos ligam. A nossa presença pode por vezes gerar a ideia do colonizador mas com o tempo vai sendo dissolvida e no fundo continuam a olhar para os portugueses como pessoas que contribuem para o desenvolvimento económico e social dos seus países. Apesar de termos sido colonizadores ficou uma imagem de parceria e colaboração e cabe-nos aproveitar esse voto de confiança e contribuir para manter esse status-quo”, prossegue Rui Vicente.

Sobre Timor Leste, a presença é bastante recente e este é um país muito distinto de todos os outros segundo os sócios. Ao contrário de outros países onde marcam presença, “uma das línguas oficiais do país é o português, mas a grande maioria dos timorenses não o fala ou entende e isso é um entrave claro”. A distância e a falta de infraestruturas são outros fatores apontados. “É uma economia pequena mas que está muito bem posicionada do ponto de vista geoestratégico, com a Indonésia, Singapura e a Austrália ali ao lado. Todas as ligações para Timor Leste passam por estes países. Se queremos estar presentes na Ásia, Timor é uma boa porta de entrada. Não podemos esquecer que estivemos longe de Timor décadas, mas mais uma vez mantem-se uma relação afetuosa como se viu durante o ultimo campeonato europeu. Mas apesar de tudo, continua a ser uma economia complicada”, explica o CEO.

UMA RELAÇÃO EUROPA ÁFRICA, QUE RELAÇÃO?

“A relação Europa- África existe mas a Europa olha sempre para África como um mercado de oportunidades para enriquecer e não para que eles se desenvolvam. Todos os apoios monetários que lhes são dados são prestados numa perspetiva de que eles nunca os consigam pagar. Estamos constantemente a renovar empréstimos que África não terminou de pagar, isto leva a que fiquem constantemente em dívida para connosco, o que se traduz num sentimento de obrigação do lado africano, e que por sua vez garante à Europa algum domínio sobre eles.

Por outro lado temos o gigante China que começa a demonstrar algum interesse no continente africano até como forma de chegar à América Latina e se não começarmos a mudar de atitude, ou seja, se não começarmos a ser parceiros em vez de dominadores, cada vez mais vamos perder influência”, conclui Rui Vicente.

PROGRESSO TECNOLÓGICO EM ANGOLA 

“Neste momento existem técnicos com mais conhecimentos e capacidades do que em 2010, o ano em que comecei a ter contacto com clientes Angolanos. Na minha opinião o principal desafio neste momento é ao nível das infraestruturas tecnológicas e garantir o funcionamento contínuo das mesmas.”, esclarece Mário Oliveira que afirma que “a continuação da aposta em formação e em relações com parceiros capazes de dar bons exemplos nas várias vertentes tecnológicas são essenciais para o futuro. A tecnologia está em constante evolução e nem sempre é fácil acompanhar”.

Enquanto consultores ajudam as empresas de que forma? “Além da consultoria nas nossas áreas de negócio, damos aconselhamento a nível tecnológico, por forma a garantir o correto funcionamento das aplicações que desenvolvemos e disponibilizamos nas infraestruturas nos nossos Clientes, tendo sempre em mente a realidade de cada país”, refere o CTO.

“Uma das nossas grandes preocupações é que falamos de países que não ficam propriamente aqui ao lado e por isso não podemos intervir de imediato em alguma dificuldade que lhes possa surgir, pelo menos presencialmente. Vamos para lá, implementamos os projetos e tentamos estar com eles o máximo de tempo, com o cliente e com as pessoas que vão trabalhar com as tecnologias, de modo a conseguirmos passar o máximo de informação sobre as mesmas e para os tornar mais capazes de resolver alguns problemas. As nossas visitas técnicas vão muito no sentido de os ajudar e formar, nesse sentido, consideramos ser nosso dever transmitir conhecimento para que eles saibam resolver problemas. Como é que podem interagir connosco, o que fazer no caso de avarias, que lá são frequentes…”, explica Sónia Silva.

“Há espaço para ajudar. Tentamos ir buscar os melhores profissionais do mercado e depois fazemos uma coisa péssima que é: se eles forem para esses países temos de desconstruir tudo o que eles sabem, porque tudo o que eles sabem não é viável à realidade das infraestruturas daqueles países. Há espaço e há mercado, é preciso é posicionarmo-nos ao lado dos nossos clientes, eles têm de sentir que somos parceiros”, contrapõe Rui Vicente.

BRASIL…À VOLTA É MAIS INTERESSANTE

A resposta é unânime entre os três sócios quando se fala do Brasil. “Um mercado atrativo porém complicado”.

“Enquanto mercado é aliciante. A nível tecnológico é extremamente avançado” mas há entraves “a instabilidade política e o facto de a história contar que não é comum empresas portuguesas fazerem sucesso no país irmão”.

A legislação do país também não é algo tão apelativo e por isso existem outros países, que envolvem o Brasil e onde é “mais fácil entrar para conseguirmos competir com os brasileiros porque dessa forma já somos concorrentes sul-americanos e não europeus”.

O Brasil não está fora de questão, afirmam, mas “temos de estudar bem como podemos competir”. 

MISSÃO

Apoiar os nossos clientes a definir e concretizar objetivos estratégicos claros e de longo prazo, contribuindo para uma gestão empresarial moderna e integrada com estruturas organizacionais inovadoras.

VISÃO

Sermos reconhecidos como uma empresa de referência nos mercados nacional e PALOP, através da prestação de serviços profissionais de excelência.

VALORES

Profissionalismo

Respeito

Cooperação

Conhecimento

Qualidade

FABRIMETAL marca presença na Feira Internacional de Benguela 2017

Enquanto diretor comercial, que desafios destaca no percurso da Fabrimetal, desde a sua génese até aos dias de hoje, e que considera como fundamentais para que a organização tenha atingido o nível de referência que é hoje? 

Desde a minha chegada à Fabrimetal, foram muitos os desafios encontrados, todavia penso que posso considerar dois grandes e fundamentais; O primeiro passo para um reposicionamento no mercado, passando a dar maior enfoque no mercado profissional, formal, em detrimento do mercado informal. Esta alteração tornou-se fundamental e oportuna, ainda mais com o agravar da crise, pois a procura pela produção nacional aumentou significativamente e era necessário estar preparado para este mercado, pelo que foi necessário aumentar significativamente os investimentos na Qualidade, quer do processo produtivo quer no produto, seguido de um plano de reestruturação interna. O outro grande e fundamental desafio, foi a alteração da nossa imagem no mercado, a todos os níveis.

Que estratégias empresariais têm contribuído para uma consolidação no mercado? 

A consolidação da Fabrimetal no mercado, tem assentado essencialmente em três grandes estratégias, a saber: a aposta continua na qualidade do produto; a consistência nas políticas comerciais e o enfoque no cliente.

A carência de divisas teve que consequências para a empresa? Houve projetos que foram adiados?

Esta crise afetou toda e qualquer agente económico e nós não passamos ao lado disso.

Efetivamente, em 2016, pela incerteza associada a estes períodos crise, adiamos uma nova expansão, com aumento da capacidade produtiva e de produtos complementares ao Varão de Aço. Mas vamos avançar este ano.

Por outro lado, com esta crise também encontramos oportunidades, começamos a exportar em 2016, para solver as necessidades de pagamentos externos, pois o mercado nacional absorve a nossa produção, mas deu para perceber que existem outras oportunidades.

O papel da produção nacional tem sido fulcral para a diversificação económica de Angola? Porquê? 

Mais vale tarde que nunca! De facto, o país demorou tempo a dar a importância devida ao aumento da produção interna, nos setores primário e secundário, e nas políticas associadas em detrimento da dependência excessiva do petróleo. Por vezes as crises fazem bem…

Hoje a produção nacional tem maior relevância que algum dia teve na economia nacional, não tanto ainda pela contribuição que já dá para o orçamento anual do estado, mas sim pela potencial contribuição que pode vir a dar, caso a aposta se mantenha, associada a grande diversidades de recursos naturais que o país tem.  Produzindo localmente, as vantagens são transversais a toda a economia nacional, quer pela via do emprego que se gera quer pela contribuição que damos na redução das importações. Estes dois efeitos combinados são de uma relevância muito grande para qualquer economia.

A FIB (Feira Internacional de Benguela) tem tido um papel relevante enquanto rede de contactos, na oportunidade de criação de negócios e dinamizadora para o desenvolvimento de Benguela. Este ano, que perspetivas tem a Fabrimetal sobre a feira que já é o maior evento da região sul de Angola? 

A Fabrimetal vai mais uma vez marcar presença neste grande evento. Para nós, tal como referimos anteriormente, somos consistentes e temos no cliente o nosso grande foco, logo não poderíamos deixar de estarmos juntos com os nossos clientes da região sul.

Acima de tudo queremos transmitir que estamos cá e que podem contar connosco, assim como transmitir que a curto prazo iremos ter mais produtos para comercializar.

2017 Será que ano para a Fabrimetal? 

Para nós este ano, continuará a ser um ano de afirmação e consolidação no mercado nacional. Queremos fazer mais e melhor. Vamos decididamente avançar com uma nova expansão. Mais produtos e mais quantidade de produção.

A nova marca de distribuição e retalho de vidro de construção em Angola

Nascida do rebranding da Axial Angola, a Vitrum posiciona-se no mercado angolano como a primeira empresa especializada em vidro de construção e decoração (building glass) e películas de segurança, controlo térmico/solar e decoração para viaturas e construção.

A criação da Vitrum não implica qualquer alteração societária da anterior empresa Axial, sendo exclusivamente uma alteração de identidade que vem responder melhor à exigências e necessidades do mercado angolano.

A atividade em Angola conta com um ponto de venda estrategicamente localizado na Mulemba, em Luanda e não implicará qualquer alteração para os clientes atuais assegurando a qualidade e serviço ao cliente com uma vasta gama em stock.

Com a criação da marca Vitrum, o Grupo Nors, reafirma a sua firme intenção de investimento em Angola, com uma longa história de sucesso, bem como a confiança neste mercado.

“O COMPROMISSO COM ANGOLA É DE AÇO”

Não obstante ao atual contexto económico, o setor da construção é um dos setores mais promissores em Angola, em termos de evolução e fundamental na regeneração das economias locais e nacional. O contexto económico despertou novas oportunidades de negócios para a empresa?

O atual contexto económico tem sido bastante adverso, dada a drástica descida da cotação do Barril do Petróleo, principal fonte de receita para o Orçamento de Estado Angolano. Enquanto produtores nacionais, não podemos dizer que a procura não tivesse aumentado, porque aumentou efetivamente, todavia também nós fomos e continuamos a ser atingidos pela falta de divisas, o que afetou consideravelmente a importação de algumas matérias primas, pois apesar de adquirirmos grande parte da nossa matéria prima no mercado nacional, temos também necessidade de importar alguns produtos que são essenciais para manter os níveis de qualidade do nosso produto. Apesar de tudo isto, temos vindo a conseguir manter os níveis de produção e não fizemos despedimentos, pelo contrário!

A Fabrimetal tem desenvolvido um trabalho de forma muito comprometida com Angola, gerando um valor acrescentado significativo à economia nacional. Que produtos a empresa conseguiu introduzir este ano de forma a corresponder às exigências do mercado atual?

Efetivamente o compromisso da Fabrimetal com Angola é de “aço”. O valor agregado que geramos para a economia nacional é substancial, quer no nível de emprego gerado quer no contributo que damos à redução das importações. Tínhamos previsto para este ano um investimento com vista à produção de produtos complementares ao Varão de Aço, tais como Barras, Cantoneiras e Perfis, todavia face à situação macroeconómica não nos foi possível avançar. Reforçamos a nossa presença no mercado com a nossa atual gama de produção, Varões de Aço Reforçado FM TMT dos diâmetros 8 a 32. Apostamos continuamente na qualidade do nosso produto.

Denotam-se fortes avanços no setor da construção em Angola, porém a crise evidenciou algumas debilidades que teimam em persistir. Que principais desafios enfrentam no setor enquanto produtores nacionais de forte presença no país?

Um dos principais desafios que temos é, face à atual conjuntura, mantermos a nossa estrutura e os níveis de produção. Estamos convictos de que o pior da crise já tenha passado e como tal, verificando-se melhorias no ambiente económico, o nosso compromisso com Angola será certamente reforçado.

No ano passado estiveram presentes na Projekta, a maior feira dedicada à indústria da construção, obras públicas, urbanismo e arquitetura, em Angola. Uma feira que fomenta oportunidades de contacto, negócio e investimento internacional necessárias à revitalização e reconstrução das infraestruturas base do país. A Fabrimetal tem novidades promissoras para apresentar na edição deste ano da feira?

Estivemos efetivamente presentes no ano passado e estaremos também este ano. A nossa presença estará em linha com a do ano anterior. Temos hoje uma notoriedade maior no mercado, tendo um nível maior de responsabilidade também para com os nossos clientes. As novidades serão o que já materializamos até ao momento, a introdução do sistema de vazamento contínuo para obtenção de Bilets (Lingotes), o novo sistema de empacotamento do nosso produto e obviamente o reforço contínuo que temos depositado no sistema de qualidade. A Fabrimetal tem caminhado ao lado de Angola no seu progresso e afirmação no mundo global. Na sua opinião, o potencial do mercado angolano continua a ser devidamente reconhecido? Nós acreditamos que sim. No nosso caso em particular, com dados precisos podemos afirmar que temos potencial para crescer quer ao nível do mercado interno quer ao nível do mercado externo! Isto é demonstrativo de que o mercado continua a ser reconhecido, não obstante o atual ambiente macroeconómico.

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José Eduardo dos Santos demite ministro das Finanças

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, procedeu, esta segunda-feira, a uma remodelação governamental, tendo demitido uns ministros e trocado as pastas a outros. Armando Manuel, até aquiministro das Finanças, deixou de fazer parte da lista de ministros, assim como o da Agricultura, Afonso Pedro Canga. Já o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República trocou com o secretário-geral do Presidente da República, de acordo com informação avançada pela Agência Angola Press, que cita uma nota da casa civil angolana.

A comandar a pasta das Finanças ficará agora Archer Mangueira, que deixa a Presidência do Conselho de Administração da Comissão de Mercado de Capitais. E o novo ministro da Agricultura será Marcos Alexandre Nhunga.

Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, que era até então ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, passa a ser secretário-geral do Presidente da República. Trocando de pasta com Manuel da Cruz Neto.

Sonangol quer licitar mais 18 concessões petrolíferas no ‘offshore’ angolano

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) tem planos para licitar mais 18 concessões petrolíferas no ‘offshore’ angolano, a norte e sul do país, segundo o relatório anual da concessionária estatal do setor petrolífero.

De acordo com o documento, o conselho de administração da Sonangol aprovou, antes da entrada em funções, em junho, de Isabel dos Santos como presidente do conselho de administração, o programa de licitações para as novas concessões a negociar com operadores privados.

Destas licenças para pesquisa de hidrocarbonetos, seis estão localizadas na bacia do Congo (norte), casos dos blocos 08, 46, 47, 48, 49 e 50, e as restantes 12 na bacia do Namibe (sul), com os blocos 11 a 13, 27 a 30 e 41 a 45, indica o mesmo documento.

O Governo angolano aprovou em fevereiro de 2015 a divisão em 12 blocos da Zona Marítima da Bacia do Namibe, para futuras concessões petrolíferas, segundo despacho executivo do ministro dos Petróleos que a Lusa noticiou na altura.

De acordo com o documento, assinado pelo ministro Botelho de Vasconcelos, a decisão visa “definir e estabelecer a divisão em blocos” daquela zona ‘offshore’, permitindo assim “futuras concessões petrolíferas”.

Envolve uma área global superior a 68 mil quilómetros quadrados ao largo da província do Namibe, considerada por especialistas como de elevado potencial petrolífero.

A Sonangol anunciou em novembro de 2015 a fase final do processo de licitação de blocos no ‘onshore’, em terra, para pesquisa de petróleo e gás, que segundo a empresa podem representar mais de metade das reservas conhecidas do país, ou seja, pelo menos sete mil milhões de barris.

Em causa estava a exploração de petróleo nas bacias terrestres dos rios Kwanza (sete) e Congo (três), mas o concurso foi afetado pela forte quebra na cotação internacional do barril de crude nos últimos meses.

Segundo a Sonangol, relativamente a este concurso, foi feita a abertura e qualificação das propostas e dos grupos empreiteiros, “faltando apenas a contratualização”.

Os últimos dados oficiais da concessionária estatal angolana indicam que o país tem atualmente disponíveis para concessões 34 blocos e outros 18 estão em fase de produção, enquanto cinco foram entretanto abandonados.

Em 2015, questionado pela Lusa em Luanda, Paulo Jerónimo, administrador executivo da Sonangol para a Exploração e Produção de Hidrocarbonetos, que em junho último foi nomeado presidente da comissão executiva da petrolífera, esclareceu que as reservas de petróleo em Angola estavam então avaliadas entre 3,5 mil milhões de barris (categoria de provada) e 10,8 mil milhões de barris (categoria de provável).

Angola é atualmente o maior produtor de petróleo em África, com mais de 1,7 milhões de barris por dia.

Registo eleitoral. Angola contra tecnológica portuguesa por quase 275 milhões

A empresa tecnológica portuguesa Sinfic foi escolhida pelo Governo angolano para apoiar tecnicamente e fornecer equipamentos ao processo do registo eleitoral, que arranca a 25 de agosto, por quase 275 milhões de euros.

Em causa está um despacho presidencial, deste mês e a que a Lusa teve acesso, autorizando a contratação da Sinfic – Sistemas de Informação Industrial, para fornecer serviços de assistência técnica e equipamentos às entidades envolvidas no processo do registo eleitoral 2016-2017.

Esta consultora portuguesa foi notícia em 2014 ao ser escolhida para um projeto de “cartografia censitária”, no âmbito do registo da população da República Democrática do Congo, no valor de 15 milhões de euros.

Neste país, a Sinfic – que em África tem escritórios em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique – tratou do recrutamento e da seleção dos colaboradores locais, para utilizarem tecnologia de ponta, através de uma parceria da consultora e da Fujitsu, visando cadastrar e registar os dados da população recorrendo a equipamentos do tipo ‘tablet’.

Já o registo eleitoral angolano, que antecede as eleições gerais de agosto de 2017, obrigará os 9,7 milhões de eleitores registados para a votação anterior, de 2012, a fazerem prova de vida, “para eliminar dos registos os já falecidos”, explicou anteriormente o secretário de Estado angolano para os Assuntos Institucionais e Eleitorais, Adão de Almeida,

Acresce a previsão de inscrição de mais 1,5 milhões de novos eleitores, nomeadamente os que completaram 18 anos desde 2012.

Tendo em conta este processo, que vai decorrer entre 25 de agosto e 31 de março, o despacho assinado pelo Presidente José Eduardo dos Santos autoriza o Ministério da Administração do Território a contratar os serviços da empresa, sem especificar, por 50,7 mil milhões de kwanzas (274,3 milhões de euros).

Mais de 24.000 angolanos concorreram às 2.872 vagas para as brigadas de registo eleitoral, processo que contará ainda com o apoio de 3.200 funcionários públicos destacados.

Para garantir, nomeadamente, o funcionamento das 596 brigadas de registo até 31 de março de 2017, o Governo angolano lançou um concurso público para o preenchimento de 2.872 vagas nas brigadas e para o destacamento de 3.200 funcionários públicos.

O registo eleitoral será garantido com 3.800 operadores para os Postos Destacados de Atualização de Dados (PDAD), móveis e que visam essencialmente validar os dados dos eleitores já inscritos.

Haverá ainda o apoio de 600 autoridades tradicionais, sobretudo no processo de validação de identidades dos cidadãos eleitores no registo presencial, sobretudo nas zonas mais remotas de Angola.

Acresce o funcionamento de Brigadas de Atualização de Dados (BAD), fixas e que têm a faculdade também de emitir os novos cartões de eleitor.

A formação dos brigadistas contratados, entre concurso externo e interno (mobilização de funcionários públicos) deverá arrancar hoje.

O registo eleitoral arranca, segundo a última informação do Governo, no dia 25, com cerca de 500 postos de atendimento e 1.000 elementos das brigadas, número que deverá subir com a mobilização de 4.500 homens e mulheres no terreno até outubro.

Nova vacinação contra a febre-amarela quer chegar a 2,9 milhões de angolanos

Uma campanha de vacinação maciça contra a febre-amarela em Angola arranca na segunda-feira e pretende chegar a 2,9 milhões de pessoas, em 22 novos municípios, anunciou este sábado o Ministério da Saúde angolano.

De acordo com informação daquele ministério enviada à Lusa, o objetivo é “contribuir para a prevenção do surgimento de novos casos” de febre-amarela, epidemia que desde 5 de dezembro já matou 369 pessoas, tendo ainda provocado, até 4 de agosto, 3.867 casos suspeitos.

A campanha, que arranca na segunda-feira e decorre até 25 de agosto, inclui “municípios prioritários com alto risco de transmissão local e zonas fronteiriças”.

“Esta campanha ocorre num momento em que Angola continua determinada em consolidar os progressos realizados desde o início da campanha de vacinação lançada em fevereiro deste ano e que permitiu vacinar até esta data mais de 13 milhões de pessoas contra a febre-amarela, em 51 municípios”, recorda o Ministério da Saúde.

O combate à epidemia tem o apoio técnico, no terreno, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e desde o dia 23 de junho que não são confirmados laboratorialmente novos casos de febre-amarela (apenas suspeitos, dos quais 879 foram confirmados em laboratório).

“Porém, para manter este bom resultado é importante que todos fiquem protegidos com uma dose única da vacina. Esta campanha de vacinação, em larga escala, vai permitir reforçar a imunidade da população e impedir o surgimento de novos casos de febre-amarela”, explica o ministério tutelado por Luís Gomes Sambo.

A campanha será apoiada por técnicos da OMS, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), CDC-Atlanta (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano), Cruz Vermelha e Médicos Sem Fronteiras. Vai decorrer em 22 municípios das províncias de Cabinda, Benguela, Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Cuando-Cubango, Huambo, Huíla, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Malanje, Uíge e Zaire. Para a realização desta campanha foram adquiridas três milhões de doses de vacina, informa o Ministério da Saúde.

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