Inicio Tags APIFVET

Tag: APIFVET

Utilização de antibióticos sem prescrição em animais de companhia é preocupante

A resistência aos antibióticos é uma preocupação mundial, não só no que respeita à saúde humana, mas também à saúde animal. Essenciais no tratamento de doenças, os antibióticos são uma ferramenta com benefícios reais, mas o seu uso deve ser responsável, não só nos animais de produção, mas também nos de estimação. O alerta é feito pela APIFVET – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica de Medicamentos Veterinários, no âmbito do Dia Europeu do Antibiótico, assinalado a 18 de novembro. Para o Presidente, Jorge Moreira da Silva, acresce a esta preocupação “a automedicação e a venda sem receita médico-veterinária de antibióticos para animais de companhia nalguns estabelecimentos.”

De acordo com a legislação da União Europeia, o uso de antibióticos em animais só é possível através de prescrição do médico veterinário, mas tal não acontece em alguns casos, pelo que “importa sensibilizar os donos de animais e os próprios estabelecimentos para que respeitem esta indicação.” Jorge Moreira da Silva alerta ainda que “só se devem usar antibióticos que tenham autorização de venda para animais de companhia e com prescrição do médico veterinário”. Além disso, os donos devem respeitar as indicações de toma, “garantindo que os animais recebem a dose ideal prescrita, pelo tempo necessário, sob pena de colocar em causa a eficácia do tratamento”.

Sobre o uso responsável de antibióticos no tratamento de doenças bacterianas em animais de estimação e produção, o Presidente da APIFVET explica que “isto pressupõe o uso do antibiótico certo, na doença e altura certas, na quantidade e duração certas e, no caso dos animais de produção, respeitando-se os intervalos de segurança (tempo que medeia entre o último dia de administração do medicamento e o dia que se pode consumir os produtos de origem animal sem perigo de efeitos adversos para o ser humano) ”. Em Portugal, segundo o relatório ESVAC*, existe uma diminuição do consumo de antibióticos em animais de produção. Na opinião de Jorge Moreira da Silva esta tendência deverá ser mantida, através “do aumento das medidas de bio-segurança e a utilização de mais medicamentos veterinários biológicos.” A prevenção é também um caminho eficaz para garantir um uso controlado de antibióticos. Esta passa pela “vacinação dos animais, garantia de higiene do animal e do seu espaço, boa nutrição e cuidados médico-veterinários regulares”.

Quanto à preocupação face à resistência antimicrobiana, a APIFVET partilha da opinião que esta questão deve ser enfrentada “através de uma abordagem de saúde única, envolvendo os diferentes setores que ligam a saúde animal, à humana e ambiental, uma vez que todos estão interligados”.

APIFVET reforça importância do controlo da saúde dos animais na luta contra a fome

O apelo é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que chama também a atenção para o facto de dois milhões de pessoas em todo o mundo sofrerem da chamada ‘fome oculta’ ou microdeficiência de nutrientes, reforçando a necessidade de aumentar para o dobro a produção de carne até 2050 para ajudar a alimentar 10 mil milhões de pessoas. A APIFVET, Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica de Medicamentos Veterinários, associa-se a esta causa, reforçando a importância do controlo da saúde dos animais destinados a consumo.

É a FAO que garante que 149 milhões de crianças sofrem de problemas de crescimento devido à desnutrição. Um problema que pode ser minimizado com o consumo de carne, uma vez que os produtos pecuários fornecem micronutrientes essenciais, como vitamina B12, ferro e cálcio. “Investir em nutrição faz sentido economicamente, pois melhora a produtividade e o crescimento económico e promove a saúde da nação”, refere a organização.

Tendo em conta que um em cada cinco animais destinados a consumo morrem devido a doenças evitáveis, o que representa uma perda de 20% da produção, e tendo em conta também que cerca de 50% da população mais pobre do mundo depende da agricultura e pecuária não só para a alimentação, mas também para a sua sobrevivência financeira, proteger os animais contra doenças é uma das melhores formas de fazer esse investimento. É, afirma Jorge Moreira da Silva, Presidente da APIFVET, “garantia de qualidade e segurança alimentar”, sendo por isso essencial “esclarecer a população sobre a importância da vacinação e do tratamento de doenças e infeções nos animais para consumo”.

“Ao reduzir a incidência de doenças nos animais de produção para consumo, que é aliás uma das formas de sustento de muitas famílias nos chamados países subdesenvolvidos, estamos a contribuir para o combate à fome e, por isso, várias entidades mundiais têm aproveitado esta efeméride para alertar para esta realidade e desmistificar a ideia de que o uso de medicamentos veterinários em animais para consumo é prejudicial para a saúde humana”, acrescenta.

Jorge Moreira da Silva explica que, “por exemplo, em Portugal o uso de vacinas nos animais permitiu erradicar doenças como a raiva e a febre aftosa”. Já os suplementos alimentares em animais são também importantes, na medida em que, “tal como nós humanos, a sua correta utilização em animais é muitas vezes necessária para garantir a saúde”. Embora existam atualmente métodos eficazes de controlo no combate a doenças, a APIFVET alinha na mensagem destas entidades, que enaltece a importância de se “continuar a investir no desenvolvimento de novas vacinas, medicamentos, testes de diagnóstico e biocidas, para reduzir as perdas por várias doenças em animais de produção para consumo”.

Seis benefícios para a saúde em ter um animal de estimação

Mais de metade da população mundial tem animais de estimação. Cães e gatos estão entre os preferidos e os benefícios para a saúde dos seus donos são hoje comprovados por inúmeros estudos. Em Portugal, estima-se que existam cerca de 6,2 milhões de animais, entre os quais 36% cães e 22% gatos, em mais de 2 milhões de lares portugueses [1]. No mês em que se celebram os dias a eles dedicados – Dia Internacional do Gato, a 8 de agosto, e o Dia Internacional do Cão, a 26 -, a APIFVET relembra seis benefícios de ter a companhia de um amigo de quatro patas.

  1. Estudos demonstram que os donos de animais de estimação sofrem menos de pressão arterial, têm melhores níveis de colesterol e menos alergias.
  2. Existem evidências de que a convivência com um animal de estimação no primeiro ano de vida de uma criança protegem-na de futuras alergias.
  3. Na vida adulta, os animais ajudam os seus donos a combater o stress e a ansiedade. Na verdade, estudos comprovam que os donos de cães têm uma menor probabilidade de vir a sofrer de depressões e doenças cardíacas, estas últimas a primeira causa de morte no mundo.
  4. Estes amigos de quatro patas ajudam a combater a solidão dos mais idosos. Sabe-se que 95% destes fala com os seus animais.
  5. Os cães ajudam os seus donos a serem mais ativos, com os passeios obrigatórios, que além das caminhadas, envolvem normalmente um tempo reservado a brincadeiras.
  6. Os animais são “facilitadores sociais”, ou seja, ajudam os seus donos a criar laços com outras pessoas.

Contudo, assegurar o bem-estar do animal é uma responsabilidade dos donos. Entre os cuidados essenciais estão uma boa higiene, as visitas regulares ao médico-veterinário e uma alimentação adequada, que permita um peso saudável do animal.

Mercado da saúde animal ganha uma voz ativa e independente

Até agora, o mercado de medicamentos veterinários estava associado à APIFARMA. Contudo, dadas as especificidades deste setor e as crescentes diferenças legislativas e regulamentares entre este mercado e o mercado de medicamentos de uso humano, surgiu a necessidade de criar uma entidade própria que congregue as maiores empresas a atuar no mercado português nesta área.

“Estavam reunidas as condições para que as empresas do setor se envolvessem na criação da APIFVET, existindo agora condições para a adesão de novas empresas que anteriormente expressavam reservas face à notória dificuldade deste setor se afirmar com uma atividade associativa que de forma autónoma defendesse os interesses das suas associadas e da saúde animal”, explica Jorge Moreira da Silva, Presidente da APIFVET.

No evento, para além da apresentação do âmbito de intervenção e dos objetivos desta nova associação, será ainda abordada a “Estratégia de redução das antibiorresistências”, pelo Prof. Doutor Fernando Bernando, Diretor-Geral de Alimentação e Veterinária, e ainda a “Gestão de risco concorrencial do acesso à Informação”, pelo Dr. Armando Ferreira, advogado. Jorge Moreira da Silva explica que “a escolha deste último tema espelha a preocupação da APIFVET em cumprir e incentivar o cumprimento por parte das nossas associadas das leis de concorrência e da publicidade, de proteção de dados e normas deontológicas aplicáveis a este mercado.”

EMPRESAS