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Em prol do bem-estar do idoso ou dependente

Pedro Leite Antunes e Adelaide Antunes

Há cerca de oito anos e já com algum know-how na área Pedro Leite Antunes decidiu associar-se à mãe, Adelaide Antunes, e lançar no mercado uma empresa dedicada aos cuidados domiciliários. “Inicialmente, fizemo-lo com recurso a uma marca de raiz norte americana que na altura estava representada em Portugal, o que nos proporcionou um nível de organização mais capaz”, explica Pedro Leite Antunes, CEO da empresa.
A dada altura a marca saiu do país e, nesse momento, decidiram lançar a própria marca – Culsen® – associada a uma área de negócio que a família já possuía relativa à venda de tecnologias de apoio, ou seja os vários materiais que auxiliam o tipo de serviço que prestam.
A empresa tem como missão influenciar positiva e significativamente o bem-estar dos idosos, adultos dependentes e as suas famílias, através da prestação de todo o apoio necessário para que estes possam permanecer nas próprias casas com o máximo de segurança e conforto.
A Culsen® especializou-se na prestação de cuidados essencialmente não-clínicos abrangentes e de confiança, que englobam o apoio nas atividades da vida diária e nas tarefas quotidianas mais comuns, tais como companhia, cuidados básicos e de higiene pessoal, preparação das refeições, gestão da medicação, apoio noturno, compras, recados e assistência em saídas, cuidados domésticos, entre outros serviços especializados.
Com uma equipa de cuidadores com cerca de 30 profissionais, composta essencialmente por agentes de geriatria e auxiliares de ação médica, a empresa presta apoio a mais de 25 famílias. Tendo já apoiado centenas de clientes.
A desenvolver a sua atividade em todo o Grande Porto os serviços de cuidados domiciliários da Culsen® podem ser continuados ou temporários “o nosso espectro de serviços é bastante alargado, podem ir de uma simples visita de poucas horas, quando se trata apenas de cuidados básicos e de higiene pessoal, até às 24 horas, nos sete dias da semana”.
Além dos cuidados básicos, “é preocupação da Culsen® combater a solidão e promover a estimulação global dos nossos clientes idosos ou dependentes”, afirma Pedro Leite Antunes.

Papel que a Culsen® assume na sociedade

“Procuramos ter uma abordagem por duas vias. Por um lado, no que respeita à prestação de cuidados enquanto atividade económica, profissionalizar o mais possível a atividade. Para isso responsabilizamos muito os nossos cuidadores, pois também nós assumimos uma enorme responsabilidade junto dos nossos clientes, e focamo-nos em gerir os cuidados com o maior profissionalismo, com uma supervisão atenta e um acompanhamento próximo. Deste modo, a nossa comunidade estará mais consciente e confiante de que estes cuidados podem e devem ser prestados por entidades organizadas.
Uma outra perspetiva é a de conseguirmos influenciar significativamente o bem-estar dos seniores, permitindo-lhes que permaneçam em casa no espaço que lhes é familiar e mostrar à sociedade que muitas vezes não é necessário recorrer a instituições com internamento para que o idoso esteja bem, acompanhado e em segurança.

Projetos

No que se refere a 2016 pretendem aumentar a equipa interna (serviços de apoio técnico e administrativos) em dois elementos e a equipa externa em cerca de 60 por cento, o que permitirá consolidar a marca, dar continuidade à melhoria de processos internos e reforço do posicionamento da empresa na sociedade.
Num futuro próximo crescer no que respeita à presença física, alargando o âmbito de atuação para outros territórios além do Grande Porto.

Como prolongar a vida ativa?

Arlindo Maia

Vila do Conde tem procurado dar o exemplo. Numa casa com mais de 500 anos de história, Arlindo Maia, atual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, sempre assumiu uma posição proactiva e dinâmica no seio de uma instituição que conta consigo há sensivelmente três décadas. Hoje, com 85 anos de idade, não se imagina a parar. E é esse o espírito que deve ser preponderante na população hoje em dia. “O Ser Humano nasce, tem a sua infância e juventude e começa a envelhecer. A partir dos 30 anos começam a surgir os primeiros sinais de envelhecimento. Se a pessoa se curva a esta situação natural vai envelhecer mais cedo. Se a pessoa lutar contra o envelhecimento, acabará por fazer uma vida mais natural”, defendeu. É preciso decidir desde muito cedo qual é a posição que se quer assumir na vida. E como é que isso é possível?
Os tradicionais clichês relacionados com a alimentação saudável e com a prática regular de exercício físico podem parecer repetitivos mas são mensagens que devem ser, constantemente, transmitidas e seguidas. O envelhecimento é uma realidade e, como tal, para Arlindo Maia, importa “treinar” o organismo e o cérebro para que não fiquem inertes. “Mexer é a palavra. Precisamos de nos agarrar a algo que nos faça mexer, nomeadamente a um trabalho produtivo que tanto nos beneficie a nós como à sociedade”, aconselhou. Foi isso que Arlindo Maia fez e continua a fazer. “Aos meus 40 anos comecei a assumir a posição de trabalhar também para a minha comunidade, com benefícios não só para mim, mas também para as pessoas que me rodeavam. Vivo os meus dias divertindo-me e comovendo-me, ajudando e colaborando com as pessoas e esta é uma preparação que começa a ser feita a meio da nossa vida. Posso não me movimentar com a mesma força mas continuo a ter os meus sonhos e a procurar realizá-los. Quando algo do meu organismo começa a falhar, procuro saber a razão. É um desgaste natural da idade ou eu não tenho tido o devido cuidado?”, questionou. É a estes sinais de alerta que todos devemos prestar atenção, preparando o corpo e a mente para um processo de envelhecimento que é natural. Se para muitos a isto se chama “envelhecimento ativo”. Para Arlindo Maia não é mais do que encontrar um caminho para prolongar a vida ativa. “Hoje a esperança média de vida é mais avançada. Chegamos lá? Não sabemos. Mas temos a obrigação de nos prepararmos para isso, tomando todos os cuidados para prolongar a vida ativa o melhor possível, vivendo e não vegetando”, concluiu o provedor. Daí que ouvir alguém com cerca de 50 anos de idade a sonhar com a sua idade da reforma para de seguida nada fazer, parece-me algo confuso. “Este é um pensamento que não deve existir, a não ser que estejamos a falar de pessoas sem outra capacidade de sobrevivência”, partilhou o responsável que nunca deixaria que aos 67 anos de idade lhe dissessem que tinha de deixar de trabalhar. “Quero continuar a sonhar, quero continuar a realizar. A minha mente não foi preparada para envelhecer por ter parado. Não posso, de modo algum, ficar parado no tempo a olhar para o passado”, disse Arlindo Maia numa conversa ao longo da qual reavivou alguns episódios guardados no seu baú de recordações. Com 85 anos são incontáveis as histórias de uma pessoa que nunca procurou passar o seu tempo de qualquer forma. A sua vida sempre teve um propósito: lidar com pessoas, sonhar e produzir para si, para os seus e para a sua comunidade.

Desde 1510 ao serviço da comunidade

Apesar do grande aumento de Instituições Particulares de Solidariedade Social que acolhem idosos, de acordo com os últimos censos, em Portugal cerca de 400 mil idosos vivem sozinhos. Este é um número que nos deve preocupar a todos, enquanto cidadãos. Viver sozinho é um drama. “O Homem nasceu para viver em sociedade, para conviver e falar. É fundamental que assim seja. O Homem não pode viver como um pássaro dentro de uma gaiola por mais confortável que ela seja. Tem de ter as suas relações e o seu cérebro tem de continuar a sonhar e a realizar. Quando deixar de ser assim, deixa de existir”, defendeu Arlindo Maia. Neste trabalho, o papel dos Governos é essencial. É o poder central que deve lançar as diretrizes de atuação e, localmente, as organizações inseridas nas comunidades devem agir. Para o provedor, a Misericórdia de Vila do Conde tem desenvolvido um trabalho importante nesse sentido. “Não esperamos que as pessoas venham ter connosco. Nós é que as procuramos. Por exemplo, em 1994 verificámos que existiam pessoas em Vila do Conde a passar fome, por motivos vários. Tomamos então uma decisão: “em Vila do Conde ninguém há-de passar fome” e começámos a fornecer refeições. Hoje já damos mais de 300 por dia”, contou o responsável satisfeito com as suas equipas que todos os dias dão a cara por esta Instituição. No virar do milénio, Arlindo Maia sonhou que muitas crianças vivem sem uma família ou, se a têm, nada fazem para o seu futuro. Logo se construiu um equipamento, a “Casa da Criança”, com o objetivo de proporcionar a estas crianças uma vida humanizada onde são inseridas e orientadas na sociedade.
“Os funcionários recebem os clientes, estão com os utentes todos os dias, falam com os pais das crianças, a todos sorriem e a todos transmitem esperança, são pessoas humanas e com competências para desempenhar o seu serviço. Eles são o cérebro vivo da Misericórdia de Vila do Conde”, colmatou Arlindo Maia, acrescentando: “gostaríamos que todos prolonguem a sua vida com saúde e um dia quando morrerem, morram de pé”.

Marisa Matias recebe cartas de apoio de personalidades da cultura

Marisa Matias

Sérgio Godinho salienta o que considera serem “as qualidades” de Marisa Matias: um “olhar atento aos outros, muitas provas dadas em palcos europeus, viagens a territórios e países difíceis e complicados, sempre para perceber e agir em consequência”. Para o músico, Marisa Matias “é de confiança, pratica-a na política e na vida”.

A candidata que, em 2011, foi eleita por voto secreto eurodeputada do ano na área da saúde, acumula várias funções no âmbito do cargo que ocupa desde 2009. Anda por toda a Europa. O trabalho leva-a ainda ao Líbano, à Síria, à Jordânia, ao Egipto.

Na carta que também escreveu, o dramaturgo e romancista Abel Neves escolhe o narrador de um dos contos de Adélia Prado, no livro Solte os cachorros, para expressar o seu apoio. Diz esse narrador: “Eu, se fosse governo (…) escolhia pra meus ajudantes só gente que tivesse duas coisinhas à-toa: honestidade e competência.” No caso trata-se da Presidência da República mas, para Abel Neves, o argumento mantém-se: “Sabemos que a sua arte na política é a de servir os interesses da República e fazê-lo, precisamente, com honestidade e competência.”

Aos elogios à candidata, o dramaturgo junta críticas ao atual Presidente Cavaco Silva. Fala em “dez penosos Invernos mais outros tantos Outonos, Primaveras e Verões”. Numa “sorumbática presença em Belém”, num “ambiente soturno”, num “amigo de falas tristonhas”, “quase sempre dizendo sobre assuntos politicamente relevantes que quase nada podia dizer”. Mais e “pior”: “Cúmplice, na sombra, de uma galeria de jogadores fazendo contorcionismos perigosos na roda da economia e, claro, da política”.

Ora, defende Neves, “Marisa Matias na Presidência da República dará um novo ânimo às práticas da política”. O dramaturgo acredita que dará “voz aos mais urgentes problemas sociais, potenciando os direitos de cidadania, possibilitando a incineração de injustiças, renovando as tão necessárias lavouras da cultura”. Refere também o “excelente trabalho demonstrado e reconhecido no Parlamento Europeu”, o “constante e sério empenho na vida social e académica”.

Aos 39 anos, Marisa Matias já fez limpezas, serviu em bares, cafés, foi secretária da Revista Crítica de Ciências Sociais, ligada ao Centro de Estudos Sociais (dirigido e fundado por Boaventura de Sousa Santos), onde acabaria por ser investigadora. Fez o doutoramento em saúde ambiental e movimentos ambientalistas, na Universidade de Coimbra. Hoje a investigação está suspensa, está em exclusividade no lugar de eurodeputada. Foi dirigente e vice-presidente da Pró-Urbe, Associação Cívica de Coimbra, esteve envolvida em movimentos, como o Juntos pela Cultura, o de luta contra a coincineração ou a Não Te Prives.

Entre outros, a lista de apoiantes inclui ainda Ana Deus, vocalista dos Três Tristes Tigres e ex-Ban; Tó Trips dos Dead Combo; os pianistas Amílcar Vasques-Dias e António Pinho Vargas; a jornalista Diana Andringa; a poeta Ana Luísa Amaral; a escritora Luísa Costa Gomes; o crítico de jazz José Duarte; os atores Pedro Lamares e Rui Spranger; a pintora e escultora Margarida Lagarto. Há ainda duas apresentadoras de televisão: Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues. E o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha.

“Na FranklinCovey acreditamos no valor intrínseco de cada pessoa”

Maria Pantaleão

Afirmam ter como missão “promover a grandeza em pessoas e organizações em todo o mundo”. De que modo concretizam, de forma bem-sucedida, este objetivo tão ambicioso?
Na FranklinCovey acreditamos no valor intrínseco de cada pessoa. Acreditamos que todo o ser humano aspira grandeza e tem o poder de escolher – este é um dos nossos valores, o primeiro.
Portanto, a nossa missão consiste em ajudar as pessoas a reconhecerem o seu valor e gerar a inquietação e o desejo de se transcenderem para além do que conhecem de si num dado momento.
O ser humano tem a capacidade de se “reprogramar” e transformar continuamente. Reside em nós a escolha da nossa própria criação e isso é, por si, extraordinário e poderoso.

Com o foco nos resultados, pretendem alterar os comportamentos humanos, sociais e coletivos que prejudicam o sucesso das empresas. Que soluções apresentam neste sentido? Qual é, em média, a duração de todo o processo?
Neste momento, as áreas estratégicas para nós são: liderança, produtividade, confiança e execução. As soluções incluídas em cada uma delas passam sempre por três fases: preparação, implementação e sustentabilidade. O processo pode incluir ferramentas de pre assessment, workshops, webinars, conteúdos on demand, coaching e pos assessment. A duração varia consoante o design do processo, mas entre o pre assessment e o pos assessment, estamos a falar, em média, entre seis e oito meses.

Através da vossa experiência, que erros podem identificar como mais comuns no comportamento humano dentro das empresas? Como caracterizam a vossa atuação neste sentido?
Diria que o primeiro “erro” mais comum é o de se pensar que o problema está no comportamento dos “outros” e que são os “outros” que precisam ser intervencionados para mudar. Mas existem outros: ser produtivo significa andar muito ocupado e acelerado; faço aquilo para que me pagam ou aquilo que me mandam; para uns ganharem, outros têm de perder; dizer uma coisa e fazer outra… Enfim, a lista pode ser longa.
Os nossos comportamentos – errados ou certos – resultam dos nossos paradigmas, as lentes pelas quais nos vemos e vemos o mundo à nossa volta. A nossa abordagem – inside out – incide exatamente ao nível da análise e transição de paradigmas que, alinhados por princípios de eficácia, conduzem-nos a comportamentos capazes de gerar os resultados desejados.

Que nichos de mercado e empresas procuram com mais frequência os vossos serviços? Este acompanhamento pode ser feito a título presencial e online?
Os nossos clientes situam-se nas mais diversas áreas de atividade – financeira, automóvel, farmacêutica, retalho e distribuição, indústria transformadora, etc. Não podemos falar propriamente de “nichos”, porque estamos a falar de empresas multinacionais e empresas nacionais de pequena e média dimensão.
As nossas práticas – áreas de conhecimento – e a nossa presença global permitem-nos desenhar soluções à medida da dimensão e das necessidades de cada cliente.
As soluções Online Learning da FranklinCovey funcionam como suporte e acelerador do processo de mudança e transformação, mas a componente presencial continua a ser muito valorizada pelos nossos clientes como ponto de partida.

Finalizado o processo de consultoria e acompanhamento, que alterações veem na empresa e pessoas com quem trabalharam?
Maior clareza e alinhamento estratégico; uma linguagem comum; atitudes mais abertas, disponíveis e construtivas; maior foco no que é importante; maiores índices de confiança, o que facilita os processos e as interações entre as pessoas e as equipas; mais entusiasmo e orientação para a ação e para os resultados.
O resultado final depende de vários fatores pré-existentes e dos objetivos propostos.

Diferenciando-se de outras empresas atuantes no mesmo mercado, a FranklinCovey opta por aliar consultoria, workshops e ferramentas de sustentabilidade. Podemos afirmar que esta aposta num acompanhamento integral permite sucesso e resultados positivos?
Sim, é um dos fatores. A mudança de comportamentos e de cultura não acontece por decreto, nem de um dia para o outro. Implica, em primeiro lugar, a vontade, o compromisso e o envolvimento firmes dentro da própria organização – tal como nas pessoas, nas organizações a mudança acontece “de dentro para fora”; em segundo lugar, é preciso ajudar as pessoas a consolidar esta mudança de atitudes e práticas, através de mensagens coerentes, de reforço e orientação.

Com a crise económica que abalou Portugal, as empresas retraíram-se e a desmotivação recaiu sobre os colaboradores. Sentiram que, nesta fase, as entidades portuguesas procuraram de forma mais significativa a vossa ajuda?
Sim. Em tempos de crise, como a que vivemos, é natural haver uma retração no mercado. As empresas que, mesmo assim, decidiram ou tiveram condições para investir no desenvolvimento das pessoas revelaram-se mais criteriosas na escolha das soluções e fornecedores, a sua credibilidade e perspetiva de retorno. Outro fator interessante a que assistimos foi o de empresas que, mesmo em ambiente de crise, se reinventaram e cresceram e procuraram a nossa ajuda para equipar os seus colaboradores com novos paradigmas, competências e ferramentas que os preparem para novos contextos de ação. O nosso enfoque é contribuir para o sucesso dos nossos clientes, pois sabemos que esse é o ponto de partida para a FranklinCovey Portugal ser bem-sucedida. Tem sido assim em todo o mundo.

A FranklinCovey Portugal atua não apenas em território luso, mas também em projetos internacionais através da FranklinCovey. Como definem a vossa presença no contexto mais global?
Essa é obviamente uma das vantagens de trabalhar numa empresa verdadeiramente global. Ao longo destes dois anos temos tido a oportunidade de estar envolvidos em projetos nos países de expressão portuguesa – colaborando com os colegas locais, mas também em diversos projetos internacionais, quer no desenvolvimento, quer na implementação. Do mesmo modo, temos contado também com a participação de colegas de outros países em projetos nacionais.
O mundo é inequivocamente global. Os mercados são globais e os clientes também, pelo que a nossa resposta está alinhada com esta realidade.

Abordando agora, de um modo mais concreto, o seu percurso profissional, de que modo 20 anos de experiência na área contribuem para uma maior confiança por parte dos clientes?
Sabe que a “quantidade” de experiência pode ser enganadora… podem ser 19 anos a cometer os erros do primeiro ano. Mas acredito que, à partida, 20 anos de experiência são um fator que gera confiança, até por ser diversificada e a desempenhar diferentes papéis. Mas a confiança constrói-se todos os dias, em cada interação.
A pergunta fez-me pensar em quem confiou em mim, quando o meu curriculum era uma página em branco. Gosto de pensar que esse foi um momento de liderança.

Participou e colaborou com distintos projetos nacionais e internacionais. Em algum momento sentiu, em Portugal ou em outros países, discriminação pelo facto de ser mulher?
Em Portugal, não. Pelo menos, que fosse expressado e eu me tenha apercebido. Mas também nunca encarei o facto de ser mulher como vantagem ou desvantagem em termos profissionais. Quando estou a trabalhar em aíses com traços de cultura diferentes dos nossos, procuro informar-me e estar atenta para não ser protagonista de situações constrangedoras. Em algumas situações pode ser um exercício de diplomacia e equilíbrio desafiante. Mas aprendemos sempre.

De que modo reagem os seus clientes quando veem que será uma mulher a acompanhar o desenvolvimento da sua empresa e equipa?
Creio que não há uma reação especial pelo facto de ser mulher nem pela positiva, nem pela negativa. O que procuramos sempre é que o perfil dos consultores se enquadre na cultura do cliente e nos objetivos propostos para o projeto. A este nível, falamos de experiência, expertise, por vezes até idioma, características enquanto consultor, mas, até agora, o género nunca fez parte da equação.

Enquanto especialista na área comportamental no âmbito empresarial, como define a postura da mulher em Portugal? O que deve ser mudado de forma a conceder-lhes mais confiança e sucesso?
Se pensarmos numa perspetiva histórica, creio que as mulheres têm alcançado conquistas muito relevantes, numa perspetiva de manifestar a sua versatilidade e diversidade e de expandir a sua influência e protagonismo.
No futuro, creio que precisamos de aprender a confiar (ainda) mais em nós e nas nossas capacidades para construir os nossos sucessos. Não por comparação aos homens. Por comparação é sempre mau – significa que já estamos, à partida, a olhar para as diferenças em vez de olharmos para o que temos de único. Mas isto tanto é aplicável a mulheres, como a homens. Acredito, acima de tudo, que, enquanto pessoas, temos de reconhecer em nós o valor que temos e agir.

Como vê o futuro das empresas no contexto feminino? O que mudará na nossa sociedade?
A diversidade é importante nas sociedades, nas empresas e nas famílias. O ideal é que deixe de haver uma realidade classificada entre “mundo feminino” e “mundo masculino”. No dia em que estas classificações deixarem de fazer sentido, ganhamos todos.

E na FranklinCovey, como acompanharão esse futuro empresarial? O que têm planeado para os próximos anos?
Atualizando permanentemente a nossa oferta e trazendo para Portugal as soluções e ferramentas mais pertinentes para o nosso contexto empresarial. A FranklinCovey tem uma área de Inovação e Desenvolvimento muito ativa, rodeia-se de excelentes profissionais, colabora com universidades conceituadas e experts nas suas áreas de atuação para que a sua oferta se mantenha atual e global num contexto em constante mudança.

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