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Criadores portugueses de cavalos já podem exportar para a Arábia Saudita

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“Os criadores nacionais de cavalos podem, a partir de agora, exportar para a Arábia Saudita. Trata-se de um importante mercado, junto do qual Portugal manifestou interesse em 2018, tendo o processo ficado agora concluído, apenas um ano após o início das negociações”, avançou, em comunicado, o Governo.

Com a Arábia Saudita, sobe para 58 o número de mercados abertos pelo executivo, que viabilizam a exportação de 227 produtos, 172 dos quais de origem animal e 55 de origem vegetal.

Este mercado junta-se ao de El Salvador e ao da Malásia, para os quais os criadores portugueses de cavalos já podiam exportar.

Por outro lado, estão em curso as negociações com mais seis países, entre os quais Índia e China.

“Para dar início às operações de exportação para países terceiros é geralmente necessário estabelecer as condições e requisitos fitossanitários ou sanitários com as autoridades competentes dos países de destino”, indicou o ministério tutelado por Capoulas Santos.

Estes requisitos têm de ser cumpridos na certificação dos produtos a serem exportados, pelos operadores económicos e pela autoridade competente nacional, que, neste caso, é a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

O Ministério da Agricultura está ainda a trabalhar na abertura de outros 57 mercados para a exportação de 269 produtos, sendo 22 da área animal e 46 da área vegetal.

Arábia Saudita: Outro jornalista terá sido torturado até à morte

Um escritor e jornalista saudita terá morrido na prisão depois de ser torturado, de acordo com o The New Khaleej.

Turki Bin Abdul Aziz Al-Jasser foi detido em março passado por alegadamente administrar a conta de Twitter ‘Kashkool’, que denuncia crimes cometidos pelas autoridades e pela família real saudita.

Agora, fontes ligadas a associações de direitos humanos indicaram à comunicação social que terá sido torturado até à morte durante o tempo em que esteve preso, ainda que este óbito não tenha sido oficialmente declarado.

Este poderá ser mais um caso similar ao do jornalista Jamal Khashoggi. Al-Jasser terá sido apanhado por uma rede de espionagem saudita que opera na sede regional do Twitter no Dubai, um organismo que é associado a Saud al-Qahtani, demitido das suas funções no rescaldo do caso Khashoggi.

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Authorities believe that the writer Turki bin Abdul Aziz al-Jasser (TurkialjasserJ) is the Twitterati KASHKOOL (coluche_ar), private security sources asserted to us. The source confirmed what ALQST tweeted about using personal information in Jasser’s PC to blackmail him

Jamal Khashoggi, recorde-se, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 2 de outubro, para obter um documento para se casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto. No mesmo dia em que o jornalista desapareceu, entraram em Istambul, em dois aviões, 15 sauditas identificados como membros da Guarda Real saudita.

Suspeita-se que estes terão estado envolvidos na morte de Khashoggi, que era uma das vozes mais críticas do poder em Riade, nomeadamente do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. O jornalista colaborava com o jornal The Washington Post e residia nos Estados Unidos desde 2017.

Mulheres na Arábia Saudita vão poder ingressar no exército

Pela primeira vez na sua história, a Arábia Saudita vai abrir candidaturas para que mulheres se possam juntar ao exército. O prazo termina na próxima quinta-feira e o concurso está aberto em Riade, Meca, al-Qassim e Medina.

Segundo a BBC, os cargos a que as mulheres podem concorrer não envolvem qualquer tipo de função que as coloque em combate, sendo, portanto, posições mais administrativas na área da segurança.

Mas para concorrerem, as mulheres devem respeitar uma lista de pré-requisitos, nomeadamente a nacionalidade saudita, idade compreendida entre os 25 e os 35 anos e um curso superior. Para além disso, têm de ter a permissão do “guardião masculino”, normalmente o marido, pai ou irmão.

A abertura das candidaturas às mulheres é mais uma das reformas do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

A partir de junho, recorde-se, as mulheres poderão tirar a carta – desde que com a devida autorização masculina – e conduzir, algo inédito no reino saudita. Já em janeiro, também pela primeira vez, as mulheres assistiram a um jogo de futebol.

Apesar destas pequenas aberturas demonstradas pela monarquia do Golfo, os defensores dos Direitos Humanos continuam a apontar o dedo a Riade, uma vez que o sistema patriarcal e ultraconservador do país mantém-se intacto.

As autorizações para as atividades mais comuns do dia a dia continuam a estar dependentes da vontade masculina. Na Arábia Saudita, as mulheres continuam a precisar da autorização de um homem para fazerem quase, desde uma permissão para viajar, conduzir ou até mesmo para trabalhar.

Arábia Saudita vai autorizar mulheres a conduzirem

A Arábia Saudita é o único país do mundo que proíbe as mulheres de conduzirem. Note-se que também só foram autorizadas a votar a partir de 2011.

A alteração surgiu através de um decreto real e foi noticiada pelos media estatais na terça-feira à noite.

No entanto, a medida não terá efeitos práticos no imediato, até porque, como diz o jornal norte-americano, a Arábia Saudita não possui as infraestruturas necessárias para que as mulheres possam aprender a guiar e obter a respetiva licença.

Este país não é para mulheres

FILE - In this March 29, 2010 file photo, Saudi women visit the Saudi Travel and Tourism Investment Market (STTIM) fair in Riyadh, Saudi Arabia. Saudi King Abdullah has given the kingdom's women the right to vote for first time in nationwide local elections, due in 2015. The king said in an annual speech on Sunday, Sept. 25, 2011 before his advisory assembly, or Shura Council, that Saudi women will be able to run and cast ballots in the 2015 municipal elections. (AP Photo/Hassan Ammar, File)
Iman é gestora de um hospital privado em Riade, mas quem lhe fica com o ordenado é o seu guardião: o irmão de 17 anos. Ela é divorciada, ele é o membro masculino da família mais próximo – e por isso tem o poder de decidir se ela viaja (já a proibiu de ir estudar para a Europa), trabalha ou vai às compras sozinha.
Pior: o jovem gasta o dinheiro da gestora em drogas e prostitutas quando viaja para o Bahrein. Iman já tentou trocar de guardião em tribunal – para ficar com o outro irmão mais moderado –, mas sem êxito. A juntar a este absurdo, Iman não pode ver os filhos, já que nos divórcios, na Arábia Saudita, os homens ficam com a custódia das crianças (raparigas acima dos 7 anos e rapazes acima dos 9).
A lei wilaya funciona como um sistema de guardiões, com o objetivo de proteger as mulheres do pecado. Mas estas restrições extremas – que tornam a Arábia Saudita no único país no mundo onde as mulheres não podem conduzir – estão a conduzir a um novo fenómeno: a fuga.

Por ano fogem, pelo menos, mil mulheres, revela o sociólogo da Universidade Imam Muhammad ibn Saud, de Riade, Mansour al-Askar, à revista The Economist. Muitas mulheres aproveitam as férias fora do país para não voltarem, outras optam ir para Jeddah, que é um pouco mais liberal. “Algumas famílias proíbem as suas filhas de visitarem os amigos e até de saírem de casa. Isto contribui para que a pressão psicológica aumente sobre as mulheres, o que as leva a considerar a fuga como a melhor forma de se libertarem da vida dura que têm”, explica al-Askar ao site Al-Monitor.

O sociólogo aponta para outro fenómeno: muitas saem à rua vestidas de homem. Só assim conseguem entrar em estádios de futebol ou passear na rua sozinhas.
Iman está à procura de uma saída diferente: um casamento de conveniência através de um site clandestino. A saudita pagaria 3.700 euros para se casar e embarcar numa lua -de-mel na Austrália, para não voltar.

A ativista de direitos humanos, Al -Yousef, defende que até para os homens esta lei é um fardo. “Eles não querem passar o seu dia a ter de dar autorizações por tudo e por nada à mulher, filha ou irmã”, explica à Vice. Além disso, há uma fuga de cérebros. Cerca de 37 mil estudantes, revela a The Economist, saem e muitas não voltam. Apesar de alguns sinais de maior liberdade, os líderes religiosos dizem que facilitar mais conduzirá a uma maior “mistura de sexos” e a influências “ateias e podres”.


O vídeo do dia e talvez um dos de 2017

Hwages é o nome da música que pode ser ouvida e vista num vídeoclip que já atingiu mais de três milhões de vizualizações no YouTube. O sucesso deve-se a dois factores: é feito por mulheres; e estas cantam sobre a sua condição de inferioridade em relação aos homens.

O cenário é o da Arábia Saudita, elas vestem burqas, mas dançam em público, jogam basquetebol, andam de skate e de bicicleta. Recorde-se que as mulheres naquele país não podem conduzir, aliás, o vídeo começa com três mulheres a sentarem-se no banco detrás de um carro e o lugar do condutor é assumido por um garoto com pouco mais de dez anos.

A palavra hwages significa “preocupações” e a dada altura ouvem-se versos como “se Deus nos livrasse dos homens”, mostrando a dominação masculina de que estas mulheres se queixam.

O vídeo foi publicado dois dias antes do Natal, rapidamente tornou-se viral e tem mais de três milhões de visualizações. Mas nem todos os que o vêem estão de acordo com a mensagem transmitida. Por um lado, há comentadores que defendem as mulheres e a sua emancipação. Por outro, lêem-se comentários de ostracismo e discriminação: “Videoclip inacreditável! A voz é má e o conteúdo é pior. Imaginem as mulheres a conduzir e os homens vestidos assim e a dançar. Que Alá nos proteja!”, escrevia um utilizador, citado pela BBC.

Arábia Saudita é um dos países que mais recorre à pena de morte

A Arábia Saudita executou 153 pessoas em 2016, segundo uma contagem feita pela agência France Presse (AFP) a partir de anúncios oficiais.

O reino ultraconservador, que se rege por uma versão rigorosa da “sharia” (lei islâmica), é um dos países que mais recorre à pena capital, aplicada em casos de terrorismo, homicídio, violação, assalto à mão armada e tráfico de droga.

A 2 de janeiro, 47 pessoas foram executadas por terrorismo, entre as quais o dignitário e opositor xiita saudita Nimr al-Nimr, cuja execução provocou uma crise com o Irão.

Em 2015, também foram executadas na Arábia Saudita 153 pessoas, segundo a contagem da AFP, número sem precedentes no reino nos 20 anos anteriores.

Lusa

 

Pai prende filha sem água nem comida por ter beijado homem

A viver na Arábia Saudita, com dupla nacionalidade britânica e saudita, Amina Al-Jeffery alega, através do seu advogado, que o enclausuramento se tornou recorrente desde há cerca de quatro anos e que chegou a ter barras de metal na porta do seu quarto. Tudo porque beijou um homem.

O caso foi levado à Justiça britânica, que se encontra a analisar o processo. Após uma audiência pública, esta quinta-feira, o juiz considerou que, neste momento, a “coisa certa” a fazer seria levar Amina para o Consulado Britânico em Jedá.

Através de uma carta, o pai, Mohammed Al-Jeffery, nega a versão da filha e garante que está apenas “a zelar pela sua saúde e segurança para que possa concentrar-se nos estudos”, avança a Imprensa inglesa.

Acerca da possibilidade de permitir que Amina regresse ao Reino Unido, o académico diz não autorizar por temer que a filha regresse a um “estilo de vida destrutivo”.

Para a Defesa de Amina trata-se de um caso de violação dos Direitos Humanos.

Duas explosões junto a mesquita na Arábia Saudita

A cidade saudita de Qatif, junto ao Golfo Pérsico, foi palco de duas explosões esta segunda-feira, perto de uma mesquita.

Segundo a Reuters, uma testemunha adianta que a primeira explosão destruiu um veículo estacionado junto à mesquita. Momentos depois foi sentida uma segunda explosão, na mesma zona.

Há relatos de testemunhas que adiantam terem visto partes de pelo menos um corpo junto ao local das explosões. Suspeita-se que poderão pertencer ao próprio bombista.

Já a AFP adianta que não haverá vítimas mortais.

[Notícia em atualização]

Petróleo esquece recuperação e cai a pique outra vez

Depois de várias sessões de subida, que levaram os preços do petróleo a níveis pouco vistos nos últimos meses, estão de volta as perdas nos dois principais mercados de ‘ouro negro’ em todo o mundo. A matéria-prima fóssil mais importante do mundo está a afundar novamente, com pressões contrárias a aumentarem as hesitações e o nervosismo dos investidores.

Em Nova Iorque, o preço cai quase 1,9% face ao final da sessão de ontem e cada barril de crude custa agora 37,19 dólares. No mercado londrino o preço ainda está ligeiramente acima dos 40 dólares por barril de brent, mesmo com uma queda diária de 1,81%.

Apesar do acordo entre Arábia Saudita, Rússia e outros gigantes mundiais do petróleo para congelar a produção tinha levado a uma escalada dos preços ao longo das últimas semanas, mas a posição iraniana parece estar a colocar em risco o reequilíbrio do mercado. O petróleo vindo do Irão chegou num navio português a Espanha esta semana pela primeira vez desde o final do bloqueio comercial de várias décadas, provocado pelas sanções nucleares do Ocidente.

Não existe para já qualquer intenção do governo iraniano de congelar total ou parcialmente a produção nacional e por isso, o ambiente de oferta excessiva parece ter chegado para ficar.

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