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“O trabalho colaborativo é uma vantagem intrínseca do BIM”

De forma a contextualizar o nosso leitor, o que é o Building Information Modelling (BIM)?

O BIM é uma abordagem tecnológica inovadora que está a revolucionar o setor da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC). Consiste em replicar a edificação num modelo digital 3D que centraliza toda a informação – arquitetura, estrutura, redes de água, eletricidade, instalações mecânicas, etc.

Esta inovação permite, pela primeira vez, manter a informação atualizada e acessível, simultaneamente, a todos os participantes no processo (donos de obra, projetistas, empreiteiros, gestores de exploração) e em todas as fases de vida de uma edificação: desde o início do projeto ao planeamento da obra, construção, operação e manutenção.

A que desafios vem responder o BIM e, sobretudo, porque se tornou crucial na Indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção?

O imperativo da evolução BIM nasce dos avanços tecnológicos dos últimos anos, de uma maior competição do mercado, das crescentes exigências dos Donos de Obra e das imposições da legislação.

De facto, as metodologias tradicionais vão deixando de dar resposta adequada à evolução do setor; a construção baseia-se ainda em projetos de especialidade distintos, desenvolvidos por entidades diferentes, sequenciais, pouco colaborativos e integrados, e que facilmente apresentam indicações divergentes. Exemplificando, é frequente surgirem incompatibilidades entre estrutura (pilares, vigas) e instalações (canalizações, ar condicionado, etc.).

A integração de toda a informação é uma etapa imprescindível no final do projeto, implicando um considerável consumo de tempo e recursos, e não dispensa a compatibilização dos projetos durante a construção.

A metodologia BIM ultrapassa estes condicionalismos. Recorrendo a softwares interoperacionais e complementares, atuando em processos controlados, possibilita o desenvolvimento sincronizado das várias especialidades, com deteção automática de incompatibilidades (clash-detection), permitindo a rentabilização dos recursos, a redução dos imprevistos e consequentes aumentos de custos e prazos.

O impacto desta metodologia estende-se muito para além da conclusão da obra. O projeto e a construção significam apenas 20% do custo total da vida do edifício, enquanto a sua exploração e manutenção atingem 80%. Um projeto BIM proporciona uma gestão centralizada eficaz, com efetiva redução dos custos de operação.

Estas vantagens tornam a adoção do BIM uma tendência generalizada e uma exigência crescente de Donos de Obra, particularmente em mercados internacionais.

A par dos edifícios eficientes, o trabalho colaborativo é também o foco do BIM. Mas que outras vantagens ou mais-valias, igualmente fulcrais, apresenta o BIM?

O trabalho colaborativo é uma vantagem intrínseca do BIM, pois permite o envolvimento de diversas entidades, ainda que geograficamente dispersas, no projeto; uma mais-valia significativa num mundo cada vez mais especializado e global.

Contudo, a característica fundamental e diferenciadora da metodologia BIM é a centralização de toda a informação num modelo único, validado e em permanente conexão, que abrange todos os intervenientes em todas as fases da vida de uma edificação.

Este modelo fornece acesso seguro a informação atualizada, melhorando a comunicação e gerando uma dinâmica de distribuição de tarefas por equipas altamente especializadas, partilha de experiências, deteção de conflitos e resolução de problemas, que conduz a uma maior eficácia do processo e promove a obtenção de projetos mais funcionais e sustentáveis, com economia de meios.

A utilização de objetos paramétricos/inteligentes, que possuem uma geometria 3D associada a propriedades (modelos, números de série, datas de validade, etc.) e regras específicas, incrementa a automatização e permite a disponibilização de informações essenciais.

Atinge-se, assim, uma otimização da produção – por ex., as peças desenhadas são geradas automaticamente, libertando as equipas para tarefas mais especializadas; a extração de quantidades é possível em qualquer momento; a análise das atividades no espaço e no tempo, face às necessidades de enquadramento, equipamento e aprovisionamento, possibilita uma gestão de obra mais eficaz.

Qual será o futuro do BIM e, principalmente, dos setores onde opera?

O setor AEC é uma das indústrias menos eficientes da atualidade: a maioria dos processos não está automatizada e a generalidade das edificações é um protótipo sem replicação. Numa época em que a gestão de recursos é imperativa, a estandardização inteligente do setor é essencial para garantir a otimização da produção com aumento da qualidade e segurança.

O BIM será certamente protagonista neste cenário. A sua poderosa capacidade de simulação de cenários diversos, de alcançar as soluções mais vantajosas, já a tornam na metodologia state-of-the-art para o setor AEC. As possibilidades de gestão centralizada das construções, através da integração de equipamentos inteligentes, tornarão o BIM na pedra basilar da transformação digital do setor.

Com a experiência de quase um século, de que forma a Teixeira Duarte tem respondido aos desafios da transformação digital na construção?

A Teixeira Duarte, enquanto empresa empenhada na inovação tecnológica, procurou desde sempre integrar as metodologias mais avançadas para garantir a qualidade do seu processo de produção.

A evolução para a digitalização não constituiu exceção, tendo-se consolidado na implementação do BIM a partir de 2016, com a formação específica das equipas, a conceção de procedimentos, o desenvolvimento de projetos e divulgação.

Entre os trabalhos executados pela empresa nesta metodologia contam-se obras públicas e privadas, hospitais, estruturas marítimas e rodoviárias, em diversos países.

Como reconhecimento da sua atividade nesta área, a Teixeira Duarte foi distinguida com o 1º lugar no Prémio de Excelência BIM 2017 na categoria de “Construção e Coordenação”, promovido pela Comissão Técnica BIM Portuguesa (CT 197 – BIM).

Fundada em Portugal, a Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A. atua atualmente em que mercados internacionais?

A Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A. é uma empresa portuguesa constituída em 1934 com uma estrutura e experiência que remontam ao início de atividade do seu fundador, Eng.º Ricardo Esquível Teixeira Duarte, em 1921.

Atua nas áreas de Geotecnia e Fundações, Reabilitação, Obras Marítimas, Edificações, Infraestruturas, Metalomecânica, Obras Subterrâneas e Obras Ferroviárias, com um total de cerca de 4.000 colaboradores. Para além de Portugal, a empresa está presente em 16 países: Angola, Argélia, Brasil, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos da América, França, Gabão, Koweit, Macau, Marrocos, Moçambique, Peru, Reino Unido e Venezuela.

Pioneira na construção e com uma reconhecida capacidade na conceção, inovação, construção e gestão de grandes projetos e empreendimentos, a Teixeira Duarte está a dois anos de festejar o centenário. São cem anos de Teixeira Duarte, são cem anos de…?

… cem anos de Engenho, Verdade e Compromisso, valores estruturantes na conduta dos colaboradores da Teixeira Duarte e que têm permitido à empresa cumprir a sua missão: Fazer, contribuindo para a construção de um mundo melhor.

Qual a importância da Construção no Grupo Teixeira Duarte?

A Construção é a génese e a base do Grupo Teixeira Duarte, sendo a Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A. a empresa do Grupo de referência neste setor.

Para além da Teixeira Duarte – Engenharia e Construções existem outras sociedades participadas que operam em áreas específicas, nomeadamente nas obras subterrâneas e ferroviárias.

O constante e sustentado crescimento desta atividade dotaram a Teixeira Duarte de uma capacidade empresarial forte, com meios e recursos que lhe permitiram múltiplos processos de internacionalização e a diversificação da sua atividade a outros setores. Hoje, para além da construção, o grupo atua nas concessões e serviços, imobiliária, hotelaria, distribuição e automóvel, operando em 19 países, em quatro continentes, com a colaboração de mais de 11.000 colaboradores.

Em termos consolidados, a construção representou, em 2018, 58% do volume de negócios do grupo, tendo a atividade desenvolvida nos mercados externos um peso de 73%.

Em termos não consolidados, acrescenta-se que os proveitos operacionais alcançados pelas empresas do grupo no setor da construção em 2018 atingiram o valor global de 636.061 milhares de euros, um aumento de 4,5% face a 2017.

Pensar e fazer acontecer

O que a levou a escolher arquitetura como carreira? O que ambicionava na época reflete-se no presente? 

A escolha teve um enquadramento puramente emocional. Foi o contacto com as Rotring e o papel de esquiço, na faculdade de arquitetura Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, que me levaram a ver-me neste papel. Anos mais tarde, tive o prazer de trabalhar com a arquiteta, que na altura, era estudante, e me apresentou este mundo. O que me fascinava era a possibilidade de pensar e fazer acontecer. Hoje, continua a ser o que me fascina.

Trabalha na Tecbau, uma empresa de engenharia. Como se dá o cruzamento destes dois mundos? 

Comecei a trabalhar com a Tecbau, antes de fazer parte da equipa Tecbau. Nessa altura, a empresa encontrava-se totalmente organizada para a Construção. De forma natural, as partilhas de knowhow foram surgindo e a relação entre Projeto e Obras (nos investimentos do Grupo), foi-se adensando ao ponto de expandir a área de projeto a investimentos exteriores. Hoje, está totalmente adquirida a dinâmica intrínseca ao fazer arquitetura.

A Tecbau tem sido uma excelente escola ao nível do conhecimento mais aprofundado da dinâmica das obras e do mundo empresarial. Tive a sorte de ter sido convidada para integrar um sistema profundamente vivo, agressivo no que isso tem de estimulante, e, como volátil que é, é a incubadora ideal para novas apostas e novos desafios.

Arquitetos e engenheiros formam equipas multidisciplinares, cujo conhecimento não é possível manter reservado. A partilha tem que ser tanto maior, quanto a complexidade do trabalho. O sucesso de uma obra, será sempre o sucesso da equipa. Há orgulho  e cumplicidade em fazer parte de um projeto em que os níveis de exigência foram elevados, e, consequentemente, obrigaram a muitas horas de entrega. Quem está, faz parte da história.

Quanto mais seguros tecnicamente forem os Arquitetos e os Engenheiros, mais claro está, o limite da intervenção de cada um, e a ideia de que o sucesso do trabalho de um, é o sucesso, dos outros. 

O que mais gosta no seu trabalho? 

O meu trabalho é viciante. Há sempre uma luta pela superação, quer em termos técnicos, quer em termos humanos. Nunca o consegui encarar como um trabalho, mas, antes, como um modo de vida.

Há algum projeto que a tenha marcado de forma especial?

Gosto de desafios. A possibilidade que se abre em cada nova aposta faz-nos vibrar na frequência dos sonhos. Há sempre alguma coisa de alma nova em cada novo trabalho. Todos os projetos obrigam a um envolvimento e, da cabeça para a mão e da mão para a cabeça, levam-nos para um mundo que tem sempre alguma coisa de experimental. Acredito que é necessário manter alguma “ingenuidade” para haver vontade de sair do terreno seguro. Esse pode tornar-se pouco fértil, incapaz de fazer disparar a adrenalina e de empurrar os limites mais para a frente.

Desde o projeto que parece mais insignificante ao que parece mais dignificante, de todos, tenho uma história para contar.

Alguma vez sentiu que lhe foram vedadas metas pelo facto de ser mulher?

Simplesmente não permito. Tenho orgulho em ser mulher.

Não vivo em guerra, mas se tiver que a travar…

Acredito que os lugares se conquistam por competência e por empatia. Há uma mesquinhez associada ao pensamento sexista. Nesse caso, eu nunca seria a escolha, porque não teria admiração por quem arbitrava e, consequentemente, não haveria empatia.

Três coisas que destaca como mais importantes num ambiente laboral:

Empowerment. Honestidade. Lealdade.

A atribuição de poder é o que torna cada indivíduo responsável por si e pelo trabalho que tem a seu cargo. A realização faz milagres ao nível dos resultados. As pessoas tornam-se proativas. O contrário disto, é viver constrangido. Trabalhar só para cumprir, coloca a questão: “Estou a conseguir?”

Não é possível transcendermo-nos se vivermos a medo. Os objetivos têm que estar traçados segundo a coordenação do todo. Depois, cada um, terá que tomar para si, as rédeas do seu trabalho, resolver, criar e acrescentar valor.

Quanto à honestidade e à lealdade são questões de caráter.

Uma pessoa muito capaz em termos humanos tem a possibilidade de vir a ser um excelente profissional, enquanto quem tem algum raquitismo ao nível do desenvolvimento da personalidade, pode até conseguir resultados perfeitos numa determinada altura, mas, no tempo, consegue infetar e secar uma equipa.

Considero-me uma pessoa com sorte, trabalho com uma equipa de luxo.

SIT-ME: o design alia-se ao conforto nas esplanadas portuguesas

As esplanadas portuguesas poderão a partir de agora contar com um novo elemento de design criado a pensar em quem as frequenta. Elaborada em cortiça portuguesa, a SIT-ME pretende adequar estes espaços e as suas cadeiras ao standard de conforto contemporâneos.

O produto é composto por duas peças em cortiça natural ou colorida, podendo ser aplicado sobre peças de diferentes formatos. A esplanada “A Margem”, em Belém, é o primeiro espaço lisboeta que o integra.

Perfeitamente ajustável, a SIT-ME permite a criação de uma barreira entre o corpo metálico do objeto e o utilizador, potenciando o isolamento térmico e acústico, com melhorias significativas em termos ergonómicos. Tudo isto aliado ao charme do design exclusivo e às características sustentáveis e recicláveis da matéria-prima.

A primeira versão do produto foi desenvolvida a pensar nas tradicionais cadeiras portuguesas mas, atualmente, a variada gama de produtos de conforto e apoio à mesa disponíveis permite personalizar o ambiente de cada espaço sem deixar de ter em conta a legislação existente em várias cidades.

A ideia nasceu pelas mãos de duas designers portuguesas cujas experiências em design e arquitetura se complementam. Paula Moura construiu o seu percurso na área da arquitetura de interiores, após uma pós-graduação em Design Direction na Domus Academy em Milão. Paula Mercedes trabalha desde o início da sua atividade profissional na industria têxtil nacional, leciona, atualmente, a cadeira de Design de Moda na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e está em fase de conclusão do curso de Doutoramento, após a licenciatura em Design na mesma faculdade.

Uma Ordem aberta à Sociedade, colocando o Arquitecto no centro das suas acções

Arquitecta Cláudia Costa Santos Presidente do Conselho Directivo Regional do Norte OA

A sessão contou com as intervenções do Presidente da Mesa da Assembleia Regional Norte cessante, Arquitecto Bruno Salvador, que empossou os Órgãos Sociais eleitos, do Presidente do Conselho Directivo Regional do Norte eleita, Arquitecta Cláudia Costa Santos, do Presidente da Mesa da Assembleia Regional Norte eleito, Arquitecto Daniel Couto, do Presidente do Conselho Directivo Nacional eleito, Arquitecto José Manuel Pedreirinho.

Arquitecta Cláudia Costa Santos reeleita Presidente do Conselho Directivo Regional do Norte da OA sublinhou: “Agora é tempo de Despertar, de Repensar e de Fazer, já não é o tempo da palavra programática dos candidatos, mas o tempo da Instituição Ordem dos Arquitectos.”  salientou, “a força, a nossa força. Tudo o que fazemos e tudo o que pensamos encontra o seu sentido na união de uma equipa activa que assume compromissos. O meu reconhecimento pessoal, a todos os que me acompanharam nesta jornada que personificaram esta lista vencedora.”reforçando ainda “o compromisso de lutar por uma Ordem aberta à Sociedade, colocando o Arquitecto no centro das suas acções, com a plena convicção que os próximos 3 anos serão diferentes, com mais desafios e mais complexos.” O Presidente da Mesa da Assembleia Regional Norte eleito, Arquitecto Daniel Couto, relembrou “a vontade expressa da maioria dos Arquitectos  que em nós confiaram, assumimos a importância de devolver a Ordem dos Arquitectos,  tudo fazer para aumentar a sua participação na Vida activa e nos importantes desafios da Ordem, fazer desta Assembleia Regional um espaço útil de convivência democrática, sem inúteis e estéreis confrontos embelecendo antes um espaço de grande convergência, na valorização da Arquitectura e na defesa da Dignidade Profissional dos Arquitectos.”

Estão abertas candidaturas ao Prémio Fernando Távora

Decorre até dia 6 de Fevereiro de 2017 o período de candidatura da 12ª edição do Prémio Fernando Távora. O Prémio consiste na atribuição de uma bolsa de viagem anual no valor de € 6.000, é aberto a todos os membros da Ordem dos Arquitectos e atribuído à melhor proposta de viagem de investigação apresentada em candidatura.

O anúncio do vencedor será apresentado pelo júri desta edição constituído pelo artista urbano Alexandre Farto (Vhils), pelos arquitectos Florindo Belo Marques, Nuno Mateus e Marta Fernandes e pelo Dr. Victor Branco (designado pela família do Arquitecto Fernando Távora), dia 3 de Abril no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos.

 

Em homenagem ao arquitecto Fernando Távora, em memória da sua figura que influenciou gerações sucessivas de arquitectos pela sua actividade enquanto arquitecto e pedagogo, a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte (OA-SRN) decidiu promover um prémio anual de uma bolsa de viagem destinado a todos os arquitectos inscritos na Ordem dos Arquitectos, no pleno uso dos seus direitos. A selecção da melhor proposta de viagem de investigação apresentada será da responsabilidade de um Júri nomeado todos os anos para o efeito.

Cumprir-se-á, assim, uma das heranças do arquitecto portuense: a extraordinária
capacidade de investigar sobre o sentido das coisas, as suas raízes, a grande curiosidade pelo outro, ancorada numa forte ligação ao seu contexto de origem, na defesa da dignidade do Homem e respeitador das suas diferenças.

O Prémio Fernando Távora destina-se a perpetuar a memória do arquitecto, valorizando
a importante contribuição da viagem e do contacto directo com outras realidades na formação da cultura do arquitecto. O Prémio é lançado todos os anos no Dia Mundial da Arquitectura (1ª segunda-feira de Outubro), com a apresentação do Júri para o ano seguinte e o/a arquitecto/a premiado/a deverá nessa data proferir uma conferência de apresentação da viagem efectuada.

Para a edição de 2016/17 a bolsa terá um valor de € 6.000,00.

O Júri da décima segunda edição do Prémio será constituído pelo artista urbano Alexandre Farto (Vhils), pelos arquitectos Florindo Belo Marques, Nuno Mateus, Marta Fernandes e pelo Dr. Victor Branco, em representação da família do Arquitecto Fernando Távora.

// Calendarização da 12ª edição

Apresentação do Regulamento e abertura do Prémio

03 de Outubro de 2016

Data limite de entrega das candidaturas ao Prémio

06 de Fevereiro de 2017

Anúncio do Vencedor do Prémio

03 de Abril de 2017

Entrega do Registo de Viagem

20 de Setembro de 2017

Conferência do Vencedor, Anúncio público da constituição do Júri e abertura do Prémio para o ano seguinte

02 de Outubro de 2017 (Dia Mundial da Arquitectura)

Pensar corretamente a luz

Design de Iluminação é o termo universalmente utilizado para o que também poderíamos designar por arquitectura da luz.

Mais do que um mero “embelezamento”, o trabalho do designer de iluminação é responder às necessidades das pessoas, criando ambientes simultaneamente confortáveis, biologicamente bem adaptados, funcionais e apelativos.

A luz tem a capacidade de alterar profundamente a percepção que temos do espaço. Assim o demonstram as duas fotos em baixo, que à primeira vista nos podem parecer de locais distintos mas que são do mesmo espaço e tiradas de forma semelhante. O que muda é a nossa compreensão sobre o espaço – à esquerda parece mais pequeno e baixo do que à direita, e a ambiência é distinta.

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Moradia na Comporta – design de iluminação por Visual Stimuli, arquitectura / interiores por Conceitos de Arte
Casa_TM_Comporta_41_MC
Moradia na Comporta – design de iluminação por Visual Stimuli, arquitectura / interiores por Conceitos de Arte

Esta capacidade da luz alterar a ambiência e a forma como compreendemos o espaço torna a iluminação uma ferramenta determinante na reabilitação, uma vez que a arquitectura está fortemente condicionada pela edificação pré-existente.

Estas duas fotos mostram ainda como a iluminação adapta o nosso espaço a diferentes momentos: À esquerda um ambiente tranquilo mas de média intensidade, propício para o inicio da noite; À direita um ambiente de baixíssima intensidade, onde a luz do pequeno pátio/jardim exterior nos cria um cenário interior tão dramatizado quanto funcional – com um interruptor à cabeceira da cama, é luz apenas suficiente para nos levantarmos de madrugada sem incomodar ninguém e voltarmos facilmente a dormir sem termos despertado excessivamente devido a luz intensa.

O objectivo da iluminação é portanto variável conforme a circunstância e o tipo de espaço. É por isso que em casa o maior enfoque está geralmente no conforto e ambiência, mas por exemplo numa loja já será tornar os produtos mais apelativos ao consumidor, ou em património será ajudar a decifrar o significado da arquitectura e história do local.

Contrariamente ao que acontece em países como França, Inglaterra ou Suécia, em Portugal o design de iluminação ainda é uma disciplina praticamente desconhecida.

Para definir a iluminação recorre-se frequentemente a fornecedores de equipamento que “oferecem” os projectos para ganharem a oportunidade de especificar apenas os equipamentos que comercializam… E quase sempre são usados argumentos como a uniformidade de luz e a intensidade para sobrecarregar o projecto com uma tal quantidade de equipamento que o projecto “oferecido” logo fica pago e repago…

Pelo contrário, qualquer bom designer de iluminação sabe que não é uma grande quantidade de luz ou uniformidade que permite uma boa compreensão do espaço, acuidade visual ou conforto. A nossa visão resulta totalmente do contraste e do estímulo. A chave é a luz certa no sítio certo! Não menos e não mais.

É por isso que um pequeno investimento num projecto de design de iluminação, não só garante maior qualidade do resultado final, como fica imediatamente mais económico do que desperdiçar dinheiro em equipamento excessivo, com todos os encargos que tal opção tem também para o futuro…

Pensar correctamente a luz permite com menos fazer melhor, tanto em nossa casa como em todos os outros locais que vivenciamos, até à escala da cidade.

A ARQUITETURA DE SOLUÇÕES ABRANGENTES

À medida que mais setores vão sentindo o impacto da transformação digital, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de assegurar que a arquitetura das soluções tenha flexibilidade para se adaptar às alterações de contexto, possa recorrer a metodologias de desenvolvimento ágeis e permita o acesso e disponibilização das soluções de uma forma simplificada e rápida, garantindo a sua adequabilidade aos desafios que as organizações enfrentam.

Na verdade, o desenvolvimento de uma arquitetura de última geração que respeite os requisitos enunciados exige, habitualmente, atenção a três níveis distintos. Em primeiro lugar, há que ter em conta o propósito com que esta é desenvolvida, o que implica uma profunda compreensão dos processos dos clientes, garantindo que as suas reais necessidades são endereçadas, e avaliando também a potencial abrangência da solução, se conjugada com novos serviços, produtos ou modelos de negócio. Quando foi iniciado o desenvolvimento do 4Assets (solução de gestão de ativos), e apesar do foco inicial na automatização dos processos operacionais associados aos ativos, nomeadamente logísticos e de Reparação & Manutenção, a arquitetura foi desenhada para poder escalar a solução para outras funcionalidades. Incorporando sensores nos ativos, garantimos comunicação em tempo real e tratamos de forma inteligente a informação, o que permitiu transformar a filosofia como os nossos clientes gerem e controlam os seus ativos.

O segundo ponto que merece especial atenção é a longevidade e escalabilidade da solução sendo que, para tal, é necessário que a solução seja elástica o suficiente para se adaptar aos diferentes contextos que vai enfrentar. Nos dias que correm, utilizadores com perfis não técnicos, dos responsáveis de marketing aos de operações ou aos financeiros, têm cada vez mais preponderância na definição das arquiteturas funcionais. Esta mudança tem implicações profundas nas arquiteturas de solução, as quais devem ser permeáveis à mudança e a acomodar requisitos adicionais quando solicitado. Um outro fator a considerar é que que cada vez mais as arquiteturas têm de ser abertas ao exterior, permitindo a convergência de múltiplas soluções de negócio e que o utilizador possa configurar ou adaptar facilmente a sua experiência de utilização. Para que uma solução respeite estes quesitos, a arquitetura tem que ser obrigatoriamente “change friendly”.

Nesta sequência abordamos o último ponto que consideramos importante no desenvolvimento de uma arquitetura adaptada às exigências deste novo paradigma tecnológico: o papel da informação para os processos das organizações, do Big Data ao manuseamento de informação com recurso a mecanismos preditivos ou inteligentes. O acesso a esta informação implica, por um lado, receber dados de uma multiplicidade de sensores ou dispositivos em diferentes formatos e, por outro, estruturar a informação que já está disponível, mas não está organizada. Para concretizar este cenário, é indispensável que a solução disponha de uma arquitetura favorável à integração de informação em diferentes formatos e a partir de outras plataformas de gestão de dados.

Embora a exigência de racionalidade e otimização dos orçamentos tecnológicos possa gerar uma natural tendência para a padronização de soluções e ofertas, a personalização, abertura e disponibilidade não podem ser comprometidas, sob risco de a própria solução falhar o seu propósito.

No caso da solução 4assets, por exemplo, existia uma variedade significativa de utilizadores de diferentes entidades e geografias, com diferentes objetivos e diferentes competências. Para endereçar os requisitos definidos, a solução foi desenhada enquanto plataforma, onde em primeiro lugar é permitido acoplar pequenas e diferentes aplicações, podendo em seguida funcionar como hub de consolidação, interpretação e disponibilização de informação. Flexibilidade, melhoramento contínuo, desenvolvimento ágil, rapidez e capacidade de processar dados de diferentes fontes são aspetos fundamentais das arquiteturas de soluções do futuro. Na NOESIS, trabalhamos diariamente para concretizar este objetivo para os nossos clientes.

Exposição “Álvaro Siza: Gateway to the Alhambra” inaugurada hoje no Canadá

A exposição “Álvaro Siza: Gateway to the Alhambra” vai ser hoje inaugurada no Museu Aga Khan, em Toronto, no Canadá, com uma apresentação do processo criativo de um dos projetos do arquiteto português, intitulado “Puerta Nueva”, em Espanha.

A exposição, com curadoria de António Choupina, foi apresentada no início de julho, no Centro Ismaili, em Lisboa, no âmbito da quinta edição do roteiro Open House, que abriu ao público obras de referência da arquitetura, na capital portuguesa.

De acordo com o sítio, na internet, do museu de Toronto, o projeto “Puerta Nueva”, em Alhambra, Granada, “é um convite a visitar a mente extraordinária” de “um dos maiores arquitetos da atualidade”, vencedor do Prémio Pritzker da Arquitetura em 1992.

“Através de desenhos, maquetes, vídeos e entrevistas, a exposição explora a forma como Siza foi, simultaneamente, inspirado e desafiado pela grandiosa Alhambra, uma cidade que cresceu a partir de uma modesta fortaleza do século IX para uma cidadela, cinco séculos depois”, enquadra o texto do museu, sobre a mostra do arquiteto português.

Classificada Património Mundial da Humanidade, Alhambra recebe atualmente cerca de 8.500 pessoas por dia, que são acolhidos no centro de acolhimento de visitantes, desenhado por Álvaro Siza.

Nascido em Matosinhos, Álvaro Siza Vieira estudou na Faculdade de Belas Artes do Porto, onde foi professor, e criou em Portugal obras emblemáticas como, entre outras, o Pavilhão de Portugal, e a reconstrução da zona do Chiado, destruída por um incêndio, em 1988, em Lisboa, e o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto.

No estrangeiro, são da sua autoria, entre outros, o museu para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, o Centro Meteorológico da Villa Olimpica em Barcelona, e a reitoria da Universidade de Alicante, ambos em Espanha.

Reabilitação: o impacto na cidade e no estilo de vida

Ana Coelho Foto ©Diana Silva

Acreditamos que a reabilitação urbana é o caminho a percorrer para um estilo de vida mais sustentável das populações que, voltando a viver nos centros urbanos, poderão diminuir a sua dependência do automóvel e dos transportes públicos, o que contribui decisivamente para a melhor gestão do tempo e do dinheiro das famílias.
Com a melhoria do ambiente construído e a dinamização das cidades, naturalmente o turismo responde de forma positiva, o que pode representar uma importante atividade económica em certas zonas do país.

A Sustentabilidade na Reabilitação
O processo de reabilitação, por si próprio, assenta num princípio de sustentabilidade: reutiliza uma estrutura existente. A recuperação do edifício significa, na prática, que estes materiais não serão descartados como resíduos, continuando em uso por uma alargada vida útil. Ao mesmo tempo, a reutilização de materiais antigos evita o consumo de novos materiais que, como sabemos, são menos duráveis do que os tradicionalmente utilizados na construção dos séculos passados.
Além da sustentabilidade ambiental obtida através da reutilização de materiais existentes e do prolongamento do seu período de vida útil, podemos ainda destacar aspetos de sustentabilidade económica e social. Do ponto de vista económico, a reabilitação de edifícios afigura-se como um processo frequentemente mais acessível do que a construção de edifícios novos, ao mesmo tempo que se valoriza o ambiente urbano e cultural, potenciando o turismo e valorizando o património de todos e de cada um. Numa perspetiva social, a reabilitação de edifícios antigos contribui para a preservação e valorização dos conhecimentos ancestrais sobre a arte de construir, que foram menosprezados nas décadas de 80 e 90, conduzindo à construção de edifícios de muito baixa qualidade e conforto, característicos destas décadas.

A qualidade do projeto: impacto no sucesso do investimento
A qualidade do projeto é decisiva para o sucesso de qualquer investimento imobiliário. Só através de um cuidado projeto se consegue planear a correta gestão dos recursos económicos, com a máxima valorização de cada elemento isolado e de cada detalhe, para obtenção de um resultado final coerente. O investimento na fase de projeto tem retorno garantido no resultado final.
No nosso trabalho diário, procuramos enriquecer o projeto, seja de reabilitação ou de construção nova, com todos os ensinamentos sobre solidez, durabilidade e intemporalidade, que retiramos do profundo estudo e admiração pelos edifícios antigos. Ao mesmo tempo, somos apaixonados pelo design e encaramos a estética como uma função real que deve ser equacionada e trabalhada desde o primeiro momento, na medida em que contribui irrefutavelmente para a valorização do imóvel.

Ana Coelho é arquiteta pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (2008), Mestre em Construção e Reabilitação Sustentáveis, opção “Conservação e Reabilitação de Edifícios”, pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho (2012). Entre 2012 e 2014, frequentou o Programa Doutoral em Engenharia Civil, na Universidade do Minho/ISISE (Institute for Sustainability and Innovation in Structural Engineering), com trabalho de investigação sobre a Sustentabilidade da Reabilitação de Edifícios Antigos. Publicou diversos artigos e comunicações no âmbito desta investigação, em Conferências Nacionais e Internacionais.
A equipa dedica-se ao desenvolvimento de projetos transversais, desde a seleção de imóveis, licenciamento, projeto de execução, interiores, acompanhamento e fiscalização de obras, assim como ao fornecimento de serviços “chave na mão”, em todas as áreas e escalas de intervenção.

Transforme a sua casa num ambiente de paz

Anabela Macieira

Em todos os projetos idealizados e concretizados pela Zen Arquitectura existe sempre originalidade e natureza, mesmo que em zonas mais citadinas. São estes os conceitos que definem a marca e que promovem os espaços zen que procuram desenvolver?
A minha inspiração vem muitas das vezes da natureza. Adoro viajar, conhecer novas culturas, descobrir o que têm de novo, materiais, hábitos, combinação de cores, tradições, etc. Adoro tradições, especialmente as portuguesas.
Em Portugal temos 1860 horas de sol por ano, é o país com mais sol da Europa, porque não aproveitar o que temos sem custos e desenhar casas de baixo consumo com piscinas biológicas, sem químicos, uma construção  que respeita a natureza, utilizando materiais adequados por forma a criar um modo de vida sustentável e saudável? A escolha de materiais recai sobre os materiais naturais, provenientes da natureza, tais como o barro para o reboco, a madeira para a estrutura do telhado, cobertura ajardinada, aquecimento solar, alto desempenho a nível do isolamento. Combinados estes materiais, cria-se um ambiente equilibrado, com baixos custos de manutenção e de despesas correntes.

As filosofias orientais estão bem presentes na vossa forma de ser e de estar enquanto empresa de arquitetura. O que significa este modus vivendi para os projetos?
Nos meus projetos, uma das grandes preocupações é a preservação do meio ambiente e a utilização de energias renováveis. Fascinada pelas outras culturas, encontrei no feng shui uma ferramenta adicional que permite compreender o segredo da influência dos materiais sobre os humanos. Esta fusão entre a ciência e o conhecimento antigo sobre o fluxo de energia ajudou a criar a Zen Arquitectura, Lda.

A construção ecológica e sustentável é um dos vossos objetivos quando integram um projeto. Neste contexto, aliam o referido anteriormente feng shui à arquitetura baseada na ecologia. Qual é a importância destes fatores para a empresa e clientes?
O Feng Shui é uma ancestral, milenar, filosofia oriental que estuda a interação humana com o ambiente. O objetivo é criar nos edifícios uma atmosfera motivante e rejuvenescedora.
O gabinete Zen Arquitectura aplica princípios de Feng Shui do mesmo modo que a acupunctura é usada na medicina. Pela ativação de canais energéticos bloqueados, libertamos energias dinamizadoras, maximizando o potencial do espaço.
Esta influência é feita pelo desenvolvimento do conceito de: cores (quentes, claras, suaves…); materiais (texturas/tecidos, mobiliário, objetos decorativos…); formas (padrões, modelações…); iluminação (indireta, sombreamentos, luz solar…); aromas (refrescantes, relaxantes…); temperatura (adequada ao uso…); sons (relaxantes, motivantes…).
Criamos pontos focais e encaminhamos a energia revitalizada através destes. Para que os clientes encontrem em cada divisão da sua casa a energia correta a interagir com eles.

Prova deste “pensar fora da caixa” é o prémio atribuído pelo programa EU Wilder pelo projeto de uma “casa extensível”. O que significa este reconhecimento para a Zen Arquitectura? Neste contexto, em que consiste exatamente este projeto galardoado?
A casa gaveta surge com a necessidade de criar uma casa flexível, com princípios tanto a nível físico, como a nível de eficiência energética.
O seu design foi criado para tentar incorporar as alterações climatéricas, com eficiência energética elevada, pois tem a capacidade de reduzir os consumos de aquecimento no inverno e de arrefecimento no verão, respeitando uma relação ideal entre área e volume do edifício. Pretendia-se tambem servir as rápidas alterações da nossa sociedade, isto é, adaptação do espaço ao crescimento ou diminuição dos membros da família na habitação. Estas transformações são fáceis de manusear, através de um sistema hidráulico e elétrico, podendo a mesma ser usada até por pessoas idosas. Assim, permite ao proprietário da casa a liberdade de ajustar o espaço consoante as suas necessidades. Em suma, a casa gaveta tem como objetivo oferecer uma proposta alternativa de viver.
Como arquiteta é sempre bom ver as nossas ideias ganharem forma. Ganhar o prémio Wider da inovação foi muito importante, este projeto estava na “gaveta” já há algum tempo, pelo facto de a casa vir de encontro às necessidades de muitas pessoas e Portugal é o país ideal para este tipo de construção. A casa necessita de muito pouco espaço, basta um terreno de 50 m2, tornando-se um produto acessível a todos.

Pela vossa postura perante a arquitetura, e como é possível verificar, são reconhecidos não apenas em Portugal, mas também a nível internacional. De que modo está a Zen Arquitectura presente nesses países?
Os nossos clientes são maioritariamente estrangeiros, temos projetos em vários países, inclusive na Índia. Estudei e iniciei a empresa em Berlim, ainda mantenho muitos contatos nesse país e desenvolvo projetos de consultoria para clientes que pretendem o meu tipo de arquitetura.

Que futuro tem idealizado para a Zen Arquitetura e para si, Anabela Macieira, a mulher por trás deste sucesso?
O futuro, de momento, não é o meu foco principal. Importante para mim é criar uma cultura de construção sustentável não como opção, mas sim como um sistema standard. Eu acredito que todos os arquitetos deveriam projetar de forma sustentável e utilizar os recursos disponíveis que temos no nosso país, que é fantástico para este tipo de construção. Se na Alemanha, que é um país tão frio, este tipo de construção já é standard, aqui então deveria ser muito mais.

Em algum momento sentiu o seu trabalho posto em causa pelo facto de ser mulher? A arquitetura ainda vive esse preconceito de uma forma relevante?
Não, pelo contrário. Muitas vezes as esposas dos clientes preferem uma arquiteta feminina porque consideram que estas desenvolvem o projeto mais prático em função da melhor utilização da casa. Relativamente às empresas de construção, quando é o primeiro contacto, sinto a necessidade de provar que sei sobre o que falo, mas depois de os convencer com o minha competência tudo corre naturalmente.

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