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Transforme a sua casa num ambiente de paz

Anabela Macieira

Em todos os projetos idealizados e concretizados pela Zen Arquitectura existe sempre originalidade e natureza, mesmo que em zonas mais citadinas. São estes os conceitos que definem a marca e que promovem os espaços zen que procuram desenvolver?
A minha inspiração vem muitas das vezes da natureza. Adoro viajar, conhecer novas culturas, descobrir o que têm de novo, materiais, hábitos, combinação de cores, tradições, etc. Adoro tradições, especialmente as portuguesas.
Em Portugal temos 1860 horas de sol por ano, é o país com mais sol da Europa, porque não aproveitar o que temos sem custos e desenhar casas de baixo consumo com piscinas biológicas, sem químicos, uma construção  que respeita a natureza, utilizando materiais adequados por forma a criar um modo de vida sustentável e saudável? A escolha de materiais recai sobre os materiais naturais, provenientes da natureza, tais como o barro para o reboco, a madeira para a estrutura do telhado, cobertura ajardinada, aquecimento solar, alto desempenho a nível do isolamento. Combinados estes materiais, cria-se um ambiente equilibrado, com baixos custos de manutenção e de despesas correntes.

As filosofias orientais estão bem presentes na vossa forma de ser e de estar enquanto empresa de arquitetura. O que significa este modus vivendi para os projetos?
Nos meus projetos, uma das grandes preocupações é a preservação do meio ambiente e a utilização de energias renováveis. Fascinada pelas outras culturas, encontrei no feng shui uma ferramenta adicional que permite compreender o segredo da influência dos materiais sobre os humanos. Esta fusão entre a ciência e o conhecimento antigo sobre o fluxo de energia ajudou a criar a Zen Arquitectura, Lda.

A construção ecológica e sustentável é um dos vossos objetivos quando integram um projeto. Neste contexto, aliam o referido anteriormente feng shui à arquitetura baseada na ecologia. Qual é a importância destes fatores para a empresa e clientes?
O Feng Shui é uma ancestral, milenar, filosofia oriental que estuda a interação humana com o ambiente. O objetivo é criar nos edifícios uma atmosfera motivante e rejuvenescedora.
O gabinete Zen Arquitectura aplica princípios de Feng Shui do mesmo modo que a acupunctura é usada na medicina. Pela ativação de canais energéticos bloqueados, libertamos energias dinamizadoras, maximizando o potencial do espaço.
Esta influência é feita pelo desenvolvimento do conceito de: cores (quentes, claras, suaves…); materiais (texturas/tecidos, mobiliário, objetos decorativos…); formas (padrões, modelações…); iluminação (indireta, sombreamentos, luz solar…); aromas (refrescantes, relaxantes…); temperatura (adequada ao uso…); sons (relaxantes, motivantes…).
Criamos pontos focais e encaminhamos a energia revitalizada através destes. Para que os clientes encontrem em cada divisão da sua casa a energia correta a interagir com eles.

Prova deste “pensar fora da caixa” é o prémio atribuído pelo programa EU Wilder pelo projeto de uma “casa extensível”. O que significa este reconhecimento para a Zen Arquitectura? Neste contexto, em que consiste exatamente este projeto galardoado?
A casa gaveta surge com a necessidade de criar uma casa flexível, com princípios tanto a nível físico, como a nível de eficiência energética.
O seu design foi criado para tentar incorporar as alterações climatéricas, com eficiência energética elevada, pois tem a capacidade de reduzir os consumos de aquecimento no inverno e de arrefecimento no verão, respeitando uma relação ideal entre área e volume do edifício. Pretendia-se tambem servir as rápidas alterações da nossa sociedade, isto é, adaptação do espaço ao crescimento ou diminuição dos membros da família na habitação. Estas transformações são fáceis de manusear, através de um sistema hidráulico e elétrico, podendo a mesma ser usada até por pessoas idosas. Assim, permite ao proprietário da casa a liberdade de ajustar o espaço consoante as suas necessidades. Em suma, a casa gaveta tem como objetivo oferecer uma proposta alternativa de viver.
Como arquiteta é sempre bom ver as nossas ideias ganharem forma. Ganhar o prémio Wider da inovação foi muito importante, este projeto estava na “gaveta” já há algum tempo, pelo facto de a casa vir de encontro às necessidades de muitas pessoas e Portugal é o país ideal para este tipo de construção. A casa necessita de muito pouco espaço, basta um terreno de 50 m2, tornando-se um produto acessível a todos.

Pela vossa postura perante a arquitetura, e como é possível verificar, são reconhecidos não apenas em Portugal, mas também a nível internacional. De que modo está a Zen Arquitectura presente nesses países?
Os nossos clientes são maioritariamente estrangeiros, temos projetos em vários países, inclusive na Índia. Estudei e iniciei a empresa em Berlim, ainda mantenho muitos contatos nesse país e desenvolvo projetos de consultoria para clientes que pretendem o meu tipo de arquitetura.

Que futuro tem idealizado para a Zen Arquitetura e para si, Anabela Macieira, a mulher por trás deste sucesso?
O futuro, de momento, não é o meu foco principal. Importante para mim é criar uma cultura de construção sustentável não como opção, mas sim como um sistema standard. Eu acredito que todos os arquitetos deveriam projetar de forma sustentável e utilizar os recursos disponíveis que temos no nosso país, que é fantástico para este tipo de construção. Se na Alemanha, que é um país tão frio, este tipo de construção já é standard, aqui então deveria ser muito mais.

Em algum momento sentiu o seu trabalho posto em causa pelo facto de ser mulher? A arquitetura ainda vive esse preconceito de uma forma relevante?
Não, pelo contrário. Muitas vezes as esposas dos clientes preferem uma arquiteta feminina porque consideram que estas desenvolvem o projeto mais prático em função da melhor utilização da casa. Relativamente às empresas de construção, quando é o primeiro contacto, sinto a necessidade de provar que sei sobre o que falo, mas depois de os convencer com o minha competência tudo corre naturalmente.

ASL Associados, uma empresa onde se trabalha com paixão

Equipa ASL

Sempre que seja viável, António Lessa defende “categoricamente” a reabilitação urbana. Porque reabilitar “significa respeitar os edifícios e a sua originalidade, mas dotá-los de condições de conforto, de bom desempenho acústico e térmico, entre outras valências”. Porque reabilitar significa dar uma nova vida aos centros das cidades e às zonas históricas. No Porto, cidade onde se encontra sediada a ASL Associados, houve um “conjunto de fatores” que promoveram a reabilitação em detrimento da construção de raiz. Após lidar com uma situação de desertificação, foi necessário promover o regresso não apenas de habitantes, mas também de turistas. Neste contexto, os voos low-cost tiveram aqui um papel determinante. Por outro lado, a queda dos financiamentos, a crise económica e o empenho por parte dos agentes políticos permitiram um novo olhar sobre a cidade invicta.

Deste modo, a reabilitação tornou-se um conceito cada vez mais procurado e, neste sentido, a ASL Associados apresenta-se como o parceiro ideal. António Lessa assume que, no âmbito da reabilitação urbana, se diferenciam da concorrência pela experiência neste tipo de projetos, pelo “diagnóstico” realizado aos edifícios e pela visão integrada que têm do projeto. Neste contexto, António Lessa adianta que “nos dois últimos anos fomos responsáveis pelos projetos de 50 prédios, só no centro da cidade do Porto”.

A reabilitação pretende manter os materiais e estruturas existentes recuperando-as e reforçando-as, para se manter os detalhes de época, aliando a introdução de novos elementos capazes de satisfazer e adaptar o edifício às necessidades contemporâneas de habitação.
Por outro lado, assumem ainda o papel de gestores de obras, através do qual executam a fiscalização e o acompanhamento total do projeto. Um terceiro fator que coloca a ASL Associados numa posição de destaque é a realização de “projetos ao nível das várias disciplinas da engenharia”, seja “engenharia civil, eletrotécnica ou mecânica”. Sónia Gomes afirma que a grande mais-valia é a possibilidade de o cliente “falar com um único interlocutor”. E, neste contexto, refere a importância de uma equipa organizada, flexível e com condições para comunicar entre si. António Lessa reitera esta afirmação, explicando que “com a ASL, fala com o coordenador de projeto” e, desta forma, assegura-se a compatibilidade de especialidades, há uma melhor comunicação e a possibilidade de se perder informação é mais reduzida”.
Neste sentido, e para apresentar uma melhor qualidade de serviço, a empresa começou em 2012 a trabalhar com o Revit, um software BIM, direcionado para profissionais das áreas de engenharia. Este programa permite trabalhar com as distintas engenharias e assegurar “total compatibilidade” entre si, explica o engenheiro.

ASL há 10 anos sempre a crescer
A ASL Associados não se concentra apenas na reabilitação urbana, integrando com a mesma idoneidade projetos de construção de raiz, na área hospital, industrial, escolar e em complexos desportivos. Neste sentido, a empresa divide-se em diferentes unidades de negócio: projeto, certificação energética, fiscalização de obras, laboratório de ensaios acústicos e check-up. Pela postura com que olham os projetos a desenvolver, uma postura íntegra, baseada na qualidade e numa aliança entre estética e conforto, entidades públicas e privadas veem já a ASL como parceira de confiança. Recentemente projetaram a nova sede da Santa Casa da Misericórdia do Porto, o Hotel Pestana, na Praça do Comércio, em Lisboa, a ampliação da fábrica da Imperial, em Vila do Conde, o complexo desportivo de Ramalde, a reformulação da Escola dos Castelos, entre outros projetos. Têm ainda projetos em curso em Moçambique, Angola e Brasil, designadamente seis estações de comboio na zona de São Paulo.

Certificar para melhorar
Atualmente, a ASL Associados encontra-se em processo de obtenção da certificação ISO 9001:2015, que permite garantir que todas as metodologias de trabalho estão perfeitamente documentadas”, prestando serviços “de forma consistente e coerente”, cumprindo os requisitos legais aplicáveis, garantindo a satisfação do cliente explica Sónia Gomes. Esta certificação permite ainda “proteger a ASL contra perda de conhecimento e melhorar o desempenho e a eficácia da organização”, garante. Num momento em que a empresa se encontra em fase de consolidação, esta certificação vem promover a identificação de situações a melhorar, algo que, na opinião de António Lessa, é “extremamente gratificante”.

“Reabilitar é ir ao local, conhecer, cheirar, sujar-se”

“O Porto está na moda”. Cláudia Machado, Arquiteta de formação e profissão, não se cansou de recorrer frequentemente a uma expressão que é hoje o cartão-de-visita de uma cidade que fica na memória quer pelo ambiente acolhedor quer pela riqueza do seu património. E é esta riqueza que se pretende preservar. Com a elevação da zona histórica à condição de Património da Humanidade da UNESCO em 1996, pequenos passos começaram a ser dados mas apenas há cerca de oito anos se tem conhecido na íntegra o verdadeiro conceito de reabilitação urbana nesta cidade. Da Sé à Ribeira, hoje, passear por velhas ruas que outrora não eram convidativas tem um sentido diferente e, para tal, muito tem contribuído a atuação da CPPM Arquitectura, um atelier criado em 2006 e que assumiu desde logo como setor estratégico de desenvolvimento a grande temática da reabilitação urbana.

Cláudia Machado
Cláudia Machado

“Arquitetura é uma área bastante abrangente. Temos que conhecer a legislação e saber de construção, o que exige um grande estudo não só do edifício em si mas de todo o processo de construção”

Respeitando sempre, quer seja num projeto de pequena ou maior envergadura, a preexistência e o Património edificado, a CPPM Arquitectura aposta num serviço completo de acompanhamento de todo o processo de licenciamento até à fase de obra, tal como explicou Cláudia Machado, fundadora do gabinete. “Muitas pessoas têm um edifício mas não conhecem o potencial do mesmo e procuram-nos. Fazemos esse estudo prévio e acompanhamos todo o processo, desde licenciamento até à obra”, evidenciou. Mais do que fazer um bom projeto, ir ao local é o fundamental. Não se pode correr o risco de “desenhar sobre incertezas” mas importa “estudar o edifício”. “Para mim é impensável fazer um projeto sem antes realizar um levantamento. Reabilitar é ir ao local, conhecer, cheirar, sujar-se”, defendeu a arquiteta. Só “vestindo a camisola” a CPPM Arquitectura conseguirá prestar um serviço digno a um cliente que muitas vezes desconhece o processo e tem, por isso, que encontrar um parceiro que o ajudará em todas as fases. Isso exige do arquiteto muito mais do que conhecimento de arquitetura. Assim, quer seja para um escritório, um empreendimento turístico, uma moradia ou edifícios de habitação, o processo é sempre o mesmo. “Arquitetura é uma área bastante abrangente. Temos que conhecer a legislação e saber de construção, o que exige um grande estudo não só do edifício em si mas de todo o processo de construção”, definiu Cláudia Machado. Em consonância, em todos os espaços com os quais trabalha há sempre uma preocupação: manter a identidade do edifício. Claro que tudo dependerá do estado de conservação do mesmo mas, sempre que seja possível, a CPPM Arquitectura reaproveita elementos, o que também se traduz numa poupança na construção.

O papel do arquiteto na reabilitação

Inevitavelmente ou não, a verdade é que a reabilitação urbana está hoje na ordem do dia e veio para ficar. Com a crise que se fez sentir no setor da construção civil, este “renascimento dos centros urbanos” trouxe um novo paradigma para a arquitetura portuguesa e, neste novo mundo, qual é o papel assumido pelo arquiteto? “A cidade é feita de arquitetura. O nosso principal desafio prende-se com o método construtivo. Durante muitos anos existiu a construção nova, em altura e em betão. Hoje temos que ter a noção de que não podemos fazer reabilitação nos centros históricos da mesma forma. Deste modo, grande parte dos construtores e arquitetos há mais tempo no ativo tiveram de alterar os seus métodos de trabalho e a sua forma de construir”, partilhou Cláudia Machado em conversa com a Revista Pontos de Vista. E, apesar do boom que se tem feito sentir nos últimos anos, a verdade é que, na perspetiva da arquiteta, tal não se tem traduzido numa diminuição da taxa de desemprego dos jovens licenciados nesta área que, de acordo com algumas estatísticas, é das mais altas da Europa. “Não acredito que a reabilitação tenha trazido mais trabalho, sobretudo aos mais jovens, uma vez que os clientes acabam por procurar arquitetos com mais experiência. Estamos a falar de reabilitação, que exige algum conhecimento construtivo que quando acabamos um curso não possuímos. Falo por mim. Comecei há dez anos e ainda tenho muito para aprender”, defendeu.

“Hoje temos que ter a noção de que não podemos fazer reabilitação nos centros históricos da mesma forma”

E a aprendizagem é constante numa área que ainda tem algumas lacunas ao nível da legislação em vigor. “Grande parte da nossa legislação foi feita para construção nova e nos edifícios a reabilitar nem sempre conseguimos cumprir grande parte das disposições. Já houve alguns progressos com a publicação da lei da reabilitação (DL 53/2014) onde se define um regime excecional para reabilitação de edifícios, mas seria importante haver uma revisão do Regulamento Geral das edificações Urbanas, mais adaptado à reabilitação”, afirmou. Mesmo assim, ao nível do Porto, a arquiteta elogia a atuação da autarquia portuense que muito tem apostado na reabilitação da cidade, não só ao nível da arquitetura, destacando a reabilitação do eixo Mouzinho/Flores, “um exemplo de como o urbanismo pode cativar e atrair as pessoas”.

Saindo do cenário geral da cidade para o universo particular da CPPM Arquitetura, Cláudia Machado não esconde o carinho especial por um projeto com o cunho deste gabinete. Trata-se de uma obra na Praça de Parada Leitão que terminou este ano mas que está a ser estudada desde 2007. “Fica na memória porque começou para ser um hotel e depois acabou por ser algo completamente diferente, sendo agora dois estabelecimentos de restauração e bebidas. O resultado foi bem melhor do que o previsto”, colmatou a arquiteta. É esta “dedicação” e “amor à causa” que Cláudia Machado continuará a abraçar porque só assim será possível afirmar-se num mercado onde todos querem entrar mas só os melhores ficam.

Alguns serviços da CPPM Arquitectura:

– Levantamentos arquitetónicos, tipológicos do edificado e topográficos;
– Pedidos de informação prévia;
– Projetos de licenciamento;
– Projetos de execução (mapa de acabamento, mapa de vãos, medições e cadernos de encargos);
– Consultoria na área da reabilitação e património;
– Fiscalização;
– Acompanhamento de obra e assessoria técnica; entre outros.

 

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