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Asma grave afeta 5% a 10% dos doentes asmáticos em Portugal

Dos 700 mil asmáticos em Portugal1, estima-se que cerca de 35 mil sofram com asma grave2, uma patologia limitante. Mas, até que ponto? E em que medida pode o sistema de saúde melhorar ou inovar para dar uma resposta mais eficaz a estes doentes? Estas e outras questões, serão debatidas no próximo dia 6 de dezembro, pelas 16h30m, na Fundação Oriente, no evento “Viver sem fôlego”, uma iniciativa da AstraZeneca, no âmbito do programa Precision. O início será marcado pela exibição de um documentário internacional com testemunhos reais de doentes com asma grave, que nele partilham os desafios que enfrentam diariamente, as suas angústias, mas também as suas vitórias.

A asma grave tem um forte impacto no quotidiano de quem vive com esta patologia. Tarefas simples podem revelar-se verdadeiros desafios e o medo de complicações, como constipações ou infeções respiratórias graves, é uma constante. É por isso importante não só conhecer a realidade destes doentes e o seu dia-a-dia, mas também discutir formas de aumentar a sua qualidade de vida, que pode passar por um acompanhamento e tratamento mais personalizados.

Neste seguimento, e após a apresentação do contexto nacional a cargo de João Fonseca, especialista em Imunoalergologia e investigador do CINTESIS, o evento contará com a discussão sobre os “desafios e oportunidades para o sistema de saúde”, num painel que contará com a presença de membros da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Asmáticos.

O evento é dirigido ao público em geral e a profissionais de saúde, com entrada gratuita, mediante inscrição em viversemfolego.eventbrite.pt

Conheça o trailer do documentário (PT-5817 aprovado a 25-11-2019)

Tem asma? Então leia

Em Portugal, um milhão de pessoas sofre de asma. A doença respiratória matou, em 2013, 122 pessoas — mas é possível ter qualidade de vida sendo asmático. Há, no entanto, pormenores que podem fazer a diferença no quotidiano destes pacientes. Investigadora na universidade de Aveiro desde 1991, Sílvia Rocha é mãe de uma menina asmática. A doença de Íris revelou-se aos 7 anos, o que levou a mãe a inteirar-se sobre o que poderia fazer para ajudar. Em 2014, escreveu um livro com conselhos práticos para os pais e para os próprios doentes. Chama-se “Descomplicar a Asma” e contém conhecimentos importantes.

Doença inflamatória crónica dos brônquios, a asma atinge ambos os sexos e grupos etários, das crianças aos muito velhos. A tendência prevista pela Organização Mundial de Saúde é de agravamento. Sendo crónica, é muito importante que quem sofre desta condição aprenda a viver com ela. Heterogénea — chamam-lhe por vezes “as asmas” —, as suas crises podem ser desencadeadas por vários fatores. Podem ser os ácaros que existem em casa, o pólen de flores, árvores e arbustos, que se acentua na primavera, o pelo de animais, ou determinados medicamentos. Mas há também fatores que agravam a asma, como o fumo do tabaco, a poluição, perturbações emocionais, mudanças bruscas de temperatura ou infeções das vias respiratórias. Seja qual for o(s) factor(es) desencadeante(s) do seu filho ou familiar, é muito importante saber quais são.

No caso de Sílvia Rocha, a asma da filha era provocada pelos ácaros. Existentes “em todo o lado”, obrigam a “cuidados simples na organização da casa, que deve estar sempre limpa, arejada, sem muitos elementos decorativos que permitam a acumulação de pó e sem tecidos ou carpetes”. Íris aprendeu que não podia “ter muitos livros ou peluches no quarto”. Mas aqui fica um truque: “Se o peluche for para o congelador durante o dia, já pode ir para a cama do seu filho durante a noite.”

Nem sempre é fácil “evitar o contacto com o alergénio que desencadeia a asma”. Se este for um tipo de pólen, evitar o ar livre na primavera pode revelar-se impossível. Mas há boas práticas que se devem construir em cada família, de modo a controlar a doença. “É muito importante ter um caderno para ir fazendo anotações”, aconselha a investigadora, até para mostrar ao médico que acompanha o paciente, importante aliado. “À medida que o seu filho vai crescendo, vá fazendo as anotações com ele, para ele próprio se interessar” e estar informado sobre a sua doença.

Outro fator diferenciador na qualidade de vida é fazer uma “alimentação rica em antioxidantes”. “Os benefícios de uma dieta rica em frutos e vegetais frescos, com vitaminas C, E e b-caroteno, pode compensar episódios de stresse oxidativo, provocados pela poluição ou fumo de tabaco. Sílvia Rocha insiste na importância do seguinte: “A asma não menoriza uma pessoa de maneira nenhuma. Não implica nenhuma limitação física. Se se quiser, pode-se ser um atleta olímpico.” E manter a calma é fundamental. “O stresse é um fator que agrava a asma.” Quanto ao resto, é levar uma vida saudável, ao ar livre e ser feliz.

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