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“Portugal precisa de ampliar a política de interiorização”

Sou uma empresa e quero estabelecer-me em Portugal. E agora? Como é que a VPDicas me pode ajudar?

A VPDicas tem uma grande rede de contactos em todos os segmentos e pode ajudar empresas a estabelecerem-se e, passo a passo, ajudar a fazer conexões entre estes e os nossos parceiros, conforme a sua necessidade e segmento.

Antes de qualquer coisa, o empresário ou futuro empreendedor deve aplicar o Visto de Residência, que é mais conhecido como “Visto D2”. Esse Visto tem algumas particularidades e tem muitas informações desencontradas na Internet. Existem informações como no Consulado de Portugal em São Paulo que não deixam as informações muito explícitas, por exemplo, a  explicação que consta é: A quem se aplica esse tipo de visto? O visto D2, para deve ser aplicado para imigrantes empreendedores e visa proporcionar uma autorização de residência a estrangeiros que tenham efetuado operações de investimento, ou comprovem possuir meios financeiros disponíveis em Portugal, incluindo os decorrentes de financiamento obtido junto de instituição financeira em Portugal, e demonstram, por qualquer meio, a intenção de proceder a uma operação de investimento em território português”.

Em seguida, um direcionamento para uma empresa privada avisando que eles ajudam na formalização dos pedidos de Vistos no Brasil, junto aos Consulados. Entretanto, na empresa em questão, não consta no seu portal muitas informações sobre os tipos de Vistos. As pessoas devem preencher um cadastro e aguardar as demais orientações. E as dúvidas persistem.

A questão é: como posso abrir uma empresa se ainda estou no Brasil? Como abrir conta corrente, arrendar um imóvel, contratar um Contabilista? Quais são os valores exigidos para comprovação dos meios de subsistência? Qual o Capital Social mínimo exigido? Etc.

Face a isso, muito desses interessados entram em contato connosco antes da aplicação do Visto de Empreendedor, onde poderemos orientar quanto às exigências subliminares que podem impactar no resultado de seus pedidos e não virem a correr o risco de terem os seus Vistos negados por simples procedimentos burocráticos.

Além disso, orientamos quanto ao pedido de Visto que será apreciado tendo em conta, nomeadamente, a relevância económica, social, científica, tecnológica, ou cultural do investimento.

É fundamental para a aplicação deste tipo de Visto ter um plano de negócios bem fundamentado. Também orientamos em relação ao capital social e valores mínimos de subsistência, com o intuito de um bom planeamento e de melhor tomada de decisões.

Definitivamente, o VPDICAS auxilia esse empreendedor através dos vários parceiros, em cada etapa, desde a indicação da Assessoria Migratória adequada ao seu perfil, e se houver viabilidade, responder às questões anteriores e avançar com as demais orientações e procedimentos, inclusive indicação de empresas de Marketing para lançamento no mercado, etc.

Além disso, temos um veículo de Comunicação que é uma plataforma com mais de 50.000 seguidores que acompanham e validam o nosso trabalho, e, efetivamente, apoiamos no networking e divulgação de seus produtos ou serviços para as comunidades luso brasileira.

Sou um cidadão e quero ir viver para Portugal. E agora? Quais são os passos a seguir?

A primeira coisa que fazemos é analisarmos se o cidadão em questão tem o perfil adequado para imigrar para Portugal. Não adianta ter perfil empreendedor, estudante, aposentado, investidor, etc., se não está devidamente seguro de cada etapa, principalmente na questão emocional.

Não é fácil desprender tanta energia se vai deixar para trás situações pendentes no país de origem, como por exemplo, definição de onde e com quem vai deixar seus bens, se leva ou se vende, se têm família e vem todos juntos ou se quem fica vai ficar bem ou não. Acredite, isso influencia no sucesso ou não de uma boa adaptação em Portugal! Muitos desistem depois de estarem devidamente estabelecidos exatamente por essas questões emocionais.

Na primeira análise que se dá no primeiro contacto com o interessado (e são muitos), alertamo-los e orientamos sobre isso. Isto posto, avançamos para verificar se o cidadão tem descendência portuguesa, se pode ser enquadrado em algum tipo de Visto etc. Alguns, por exemplo, chegam querendo empreender para conseguirem o Visto para viver em Portugal, mas não tem a mínima aptidão para negócios, ou outra situação, mas poderiam ser enquadrado com o Visto de Aposentados, o conhecido Visto D7, etc.

Portanto, essa primeira consultoria vai definir como deveremos avançar ou não  com esse provável cliente.

Se sim: Damos o passo seguinte, direcionamos para os parceiros adequados a sua situação  e acompanhamos o desenrolar, mas se não tiver o perfil enquadrado, respondemos com a verdade e preferimos declinar e recusar Assessoria.

De que forma a VPDicas se diferencia, portanto, das demais?

Não somos uma empresa do “momento”, apesar do momento nos estar favorável.  Criamos um plano a longo prazo, avançamos com o objetivo de fazer conexões confiáveis e direcionado aos imigrantes, além disso, estamos preocupados com a centralização geográfica desses imigrantes nos polos Lisboa e Porto, e então, resolvemos que o nosso foco seria a interiorização do país, e portanto, estabelecemo-nos no Oeste.

Criámos, inclusive, um hostel para receber esses imigrantes e turistas para conhecer com calma, poderem comparar e perceber as oportunidades nesta região. Nada melhor que conhecer empiricamente um lugar para ter as suas próprias considerações. Por causa disso, ganhamos o Concurso de Negócios do Oeste, considerado uma plataforma inovadora e tendo como base a sustentabilidade. Estamos num processo de incubação pela AIRO e OesteCim, entidades que ofereceram o prémio.

Que papel pretende assumir no mercado e junto das pessoas?

Pretendemos ser uma “ponte”, uma conexão segura e confiável entre pessoas e empresas da comunidade luso-brasileira. Apostamos no tempo. Tempo para que as pessoas e o mercado nos conheçam seriamente, com atitudes relevantes, como estamos fazendo nesse curto período de três anos de atuação, dois deles cá em Portugal. Nosso modelo de negócios está sendo validado pelas pessoas que utilizam nossa plataforma e também pela Comunidade empresarial. Participamos de um concurso desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Oeste – OesteCIM e pela Associação Empresarial da Região oeste – AIRO onde afirmaram que nosso projeto é “inovador” e fomos vencedores do “Concurso de Negócios da Região Oeste de Portugal 2018”.  

Portugal está a viver um ciclo de imigração como nunca viveu. Quais são as mais-valias desta demanda para o país?

Portugal vive num espaço internacional regulado por acordos bilaterais que atenuam a rigidez da política migratória europeia. O momento é muito benéfico para Portugal, pois vemos mais além do que o óbvio crescimento demográfico, melhoria na arrecadação para instituições como a Segurança Social, incremento do mercado imobiliário, inovação na área tecnológica, mercado onde os brasileiros são bem qualificados.

Cremos ainda, que se Portugal observar e direcionar estes imigrantes para regiões que precisam ser mais desenvolvidas, o país continuará a crescer ordenadamente com a ajuda desses imigrantes e continuará a surpreender o mundo, como já está. Hoje, os imigrantes ficam estabelecidos de forma muito polarizada em Lisboa e Porto.  Portugal precisa ampliar a política de interiorização, que acreditamos ser uma urgência. O interessante é manter esse status quo de país destaque em segurança, educação, com políticas migratórias, estimular a tecnologia e o turismo e não deixar passar essa oportunidade de visibilidade como uma simples “onda”! Como “formiguinhas” estamos apostando na interiorização. Vivemos nas Caldas da Rainha, Oeste.

Mas Portugal está preparado para continuar a receber este número tão elevado de imigrantes?

Nenhum país talvez esteja, sempre terá coisas à serem feitas, e Portugal também precisa melhorar nesse item. Falta-nos moradias, cremos que talvez este seja o nosso maior problema atual. Estão vindo investidores, mas a Legislação deve acompanhar essas mudanças e fazer adequações para agilidade nos processos construtivos. Não sou da área, falo pelo que estou a perceber no mercado e pela visão dos nossos mais de 50 mil seguidores que reclamam de falta de moradias para arrendamento e muitas dificuldades para construção.

Outro facto que estamos à perceber é o aumento significativo das contribuições para a Segurança Social com a legalização dos estrangeiros. Quanto a isso, Portugal também está no caminho certo, criando e melhorando as Leis Migratórias, facilitando os trâmites, apesar de ainda vir a precisar de mais funcionários públicos para os devidos órgãos como SEF que estão trabalhando com o máximo de suas competências para que atendam essa demanda. Se eu pudesse, dar uma dica, eu falaria para as Câmaras Municipais que acreditam que os imigrantes possam contribuir para sua comunidade, que fizesse um plano de acolhimento, facilitando alguns serviços e oferecendo informações mais objetivas sobre possibilidades ou incentivos à investimentos na sua região.

Esse é um serviço que estamos tentando fazer meramente como dicas, e mesmo assim, as pessoas estão vindo conferir. Muitos imigrantes brasileiros que nunca ouviram falar nas Caldas da Rainha vieram à viver no Oeste nesses três últimos anos, parte por causa do nosso trabalho de divulgação. Isso pode ser feito em todo o país, nas regiões que  precisam ocupação. Estamos dispostos a ajudar o governo ou a iniciativa privada nessa questão, se precisarem da nossa plataforma.

E ao contrário, que vantagens, mais-valias ou oportunidades os imigrantes podem encontrar em Portugal?

O Brasil é um país espetacular, isso é inegável, mas está em turbulência e isso causa instabilidade nas pessoas que buscam uma vida com mais segurança para criar seus filhos e aproveitar sua velhice. Portugal oferece essa segurança real e boas escolas. Além disso, como está em crescimento, precisa tanto de pessoas qualificadas bem como para a área de trabalhos de base.

Em especial, cremos que, quem tem o espírito empreendedor, encontrará em Portugal um “celeiro de oportunidades”. Alguns serviços que Portugal ainda carece muito, por exemplo, são deliveries, comidas típicas, área de beleza, construção civil, Marketing, Comerciais, etc.

Além da questão da Segurança, este país é espetacular, tem as quatro estações bem definidas, clima agradável e, apesar de pequeno é quase todo banhado pelo mar, tem Montanhas, planícies, regiões distintas para todos os gostos, além de absurdamente encantador.

Pode deixar-nos algumas dicas para quem está a pensar ou quer imigrar/emigrar?

A nossa principal dica seria o óbvio mas muitos ainda não o fazem: pesquise muito e planeie mais ainda. Conte com os imprevistos, faça um “plano B”. Conte com empresas de raiz e comprometidas a ajudar-lhe de facto. Faça uma reserva financeira para os primeiros meses. Não é fácil mas é possível obter fontes fidedignas para vosso planeamento ser um sucesso. Imigrar não deve ser encarada como uma simples aventura, exige muita energia, foco e bom senso. Se vier, “venha de corpo e alma”,  conheça e respeite a cultura dos anfitriões, interaja, não se isole em “guetos”, e principalmente, não fique irregular!

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