Inicio Tags Ativistas

Tag: ativistas

A 3ª edição do National Geographic Summit conta com uma nova oradora

Em 2019, National Geographic traz de novo a Portugal algumas das mais proeminentes vozes que trabalham em prol da proteção do planeta e da conservação das espécies. Especialistas nacionais e internacionais que trazem até nós a sua experiência, ideias e formas de atuação, com o objetivo de reduzir (e em alguns casos) eliminar a produção e o consumo de plásticos descartáveis.
Nesta conferência serão abordadas duas perspetivas, a primeira, de enquadramento e tomada de consciência do problema e suas consequências, mostrando o quão belo é o nosso planeta e aquilo que está a ser posto em causa, com:
Brian Skerry, fotógrafo National Geographic, um dos principais fotógrafos subaquáticos do mundo, e uma das mais reputadas vozes na área da conservação marinha. Tivemos recentemente a sua exposição “Sharks” no Oceanário de Lisboa, onde podemos conhecer o seu trabalho em prol da conservação dos tubarões;
Lucy Hawkes, ecologista e investigadora, foca o seu trabalho nas migrações feitas pelas aves e algumas espécies marinhas, trazendo a palco a perspetiva dos animais relativamente à poluição dos oceanos através do plástico;
Paula Sobral, bióloga, especialista em microplásticos e lixo marinho, fundadora e Presidente da Associação Portuguesa do Lixo Marinho. Irá partilhar connosco o seu trabalho e dar-nos uma perspetiva científica sobre este problema.
foto Claire.jpgE uma segunda parte em que vamos endereçar as soluções e os caminhos a seguir, com:
Jamie Butterworth, responsável pela gestão de investimentos na Circularity Capital, vai falar sobre a economia circular e sobre como esta pode ser uma mais-valia para as empresas, nomeadamente PME, reduzindo custos e otimizando recursos. Abordará o desafio de como poderemos evitar o consumo de plásticos a montante na cadeia de valor;
Claire Sancelot, que vai partilhar a sua experiência ao viver um estilo de vida com Desperdício Zero, sem produzir lixo. Distinguida pelas Nações Unidas pelo seu trabalho em prol de um desenvolvimento sustentável, vai mostrar como é possível (também para as famílias, já que tem 3 filhos) ter um estilo de vida com o mínimo de desperdício e sem abdicar do conforto ou qualidade de vida. Claire Sancelot estará presente no National Geographic Summit 2019, no lugar de Lauren Singer, que por motivos alheios à organização, não poderá estar presente.
A conferência realiza-se no dia 29 de abril, na Casa da Música, no Porto e tem início às 15h00 e termina às 19h00. Os últimos bilhetes estão à venda por 50€ e ainda podem ser adquiridos em www.ticketline.pt ou na Casa da Música.
Saiba mais sobre o National Georgraphic Summit em www.natgeo.pt/summit2019 e assuma o compromisso “Planeta ou Plástico?” em https://www.natgeo.pt/planeta-ou-plastico-assuma-o-compromisso.

“As mulheres de Angola têm muitas conquistas conseguidas”

É Vice-decana interina para os Assuntos Académicos da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, deputada pela bancada do MPLA e secretária para as Relações Exteriores da OMA… Como descreveria o seu percurso e que motivações estiveram na origem de um trajeto desenhado entre o ensino, a política e o ativismo?

O meu percurso de vida esteve muito ligado aos meus sonhos. Desde pequena desejava ser professora, por força da vida (1974/ 75) enquadrei-me no MPLA e segui a trajetória política dos jovens da minha idade (irreverência) e tomada de decisão.

O ativismo veio por acréscimo, vontade de ajudar, colaborar e sobretudo prestar solidariedade aos que mais necessitavam. 

Por que escolheu o ensino para construir uma carreira profissional?

O ensino como carreira profissional, porque já fazia parte do meu “Eu”; a minha mãe dizia que mesmo desde pequena (7/11 anos) gostava de ensinar as crianças do bairro. Colocava-as em bancos e ensinava-as, estava inerente à minha pessoa.

A sociedade atribui ao papel de professor muitas vezes o de educador, aquele que prepara os futuros adultos e líderes. Sente isso?

Sinto sim senhora e tenho orgulho dessa minha vida de educadora, qualquer aluno ou estudante que passa por mim, sente isso, não só ensino, mas sobretudo educo.

É mãe de três filhos e já tem netos. Foi difícil encontrar o equilíbrio entre uma vida profissional tão preenchida com a familiar?

Nunca foi problema porque sempre tive apoio do meus familiares, especial do meu marido, que sempre envidou esforços para eu me formar e colaborar condignamente na família. Para ele, uma mulher formada é subsídio para vida futura.

O mundo está em constante mudança e com ele mudam as pessoas… Olhando para as gerações mais novas, que mundo diria que teremos amanhã?

Teremos amanhã o mundo que preparamos hoje. Acontece em todas as gerações. Tudo é fruto de continuidade. Tanto que nos adaptamos às mudanças muito rapidamente. Senão vejamos, até os anos 90 não existiam telefones móveis. Logo que as tecnologias evoluíram, imediatamente nos adaptamos e cá estamos. Hoje teclamos coisas que não sonharíamos em tempos.

Desde a criação da luz elétrica que o mundo vai se transformando vertiginosamente. Temos o dom de adaptação.

Sobre a OMA – organização que defende os direitos da mulher angolana – o que a levou a abraçar este projeto dedicado à emancipação feminina?

Foi toda uma sequência de vida, enquadrei-me na OMA quase simultaneamente com o Partido MPLA. A OMA naquela altura era uma organização muito proativa. Tínhamos o direito e dever de mobilizarmos as mulheres para os trabalhos socias no bairro; especificamente a educação familiar moral e ética. Presto uma homenagem merecida às mulheres que comigo militaram na OMA da Vila Alice: Regina Marques, Lourdes, Noémia, Miquelina Dinis, Deolinda, Conceição Caposso, Helena Milagre, Ana Ezequiel de Almeida, Conceição Piedade, Francisca do Marçal, Ana do Zangado, Palmira Pascoal, e tantas outras.

Neste momento, qual é a realidade da mulher angolana face à discriminação laboral e em sociedade?

A mulher angolana tem grandes desafios. Desde que me enquadrei na OMA que ela demostra estar com firmeza na luta pelos seus direitos. Temos vindo a ultrapassar algumas barreiras; as mulheres de Angola hoje têm muitas conquistas já conseguidas. Lutamos contra todas as formas de discriminação, sobretudo na educação do género; ainda há alguns tabus que não se conseguem ultrapassar somente com leis, mas sim com educação cultural; a mulher Angolana está inserida num processo de luta a nível mundial e há tabus que já conseguimos ultrapassar; Temos o direito ao voto; a Constituição de Angola consagra-nos no artigo 22º e 23º do Capítulo I, do Título II, Direitos e Deveres Fundamentais; Temos assinadas várias Convenções do género; somos membros da CEDAW (Comissão dos Direitos das Mulheres das Nações Unidas) e outras Convenções Internacionais. Mas, não descuramos o valor que a mulher detém na sociedade Angolana. Tudo são conquistas, não nos deixamos relaxar. 

Tem algum lema de vida? Qual é?

O meu lema de vida é a solidariedade e conseguir alcançar os meus sonhos. A solidariedade creio que é melhor para todas as mulheres de valor.

Estou inserida no continente africano, e como tal, em Angola, ainda há um longo caminho a percorrer na luta contra vários problemas sociais e não só. O nosso continente é muito fustigado. Temos problemas com refugiados, luta contra a pobreza, luta contra a discriminação, luta a favor da melhoria do meio ambiente, entre outras. Então não podemos adormecer. A nossa batalha é constante mas vamos vencer. Temos também que respeitar o outro, esse é outro lema para aprendermos a trabalhar em solidariedade e união. A nossa luta também é regional e internacional.

Confrontos em Hamburgo entre a polícia e manifestantes anti G20 resultam em 111 feridos

“Bem-vindos ao inferno” é o lema dos grupos de ativistas que tentaram bloquear os acessos ao centro de congressos onde, durante dois dias, decorre a cimeira das principais economias do mundo e as potências emergentes, tendo a polícia recorrido a canhões de água para os dispersar.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, que ia participar num evento no G20, cancelou a sua presença face ao dispositivo de segurança destacado, informaram os organizadores do evento.

A polícia de Hamburgo informou também que tinham sido detetados objetos nos carris de uma estação de comboio, o que afetou a circulação ferroviária em vários pontos.

Cerca de 12.000 pessoas participaram na manifestação de quinta-feira e as forças de segurança identificaram cerca de 2.000 delas, a maioria encapuzados, incluindo elementos de grupos violentos.

Objetos foram arremessados contra a polícia durante a noite, resultando em danos em viaturas, lojas e imóveis, assim como no ferimento de agentes.

A polícia de Hamburgo pediu o envio de novo reforço de efetivos antimotim face à possibilidade de aumentarem os protestos violentos no âmbito da cimeira do G20, de acordo com o semanário Der Spiegel.

O pedido surgiu numa altura em que se sucedem as tentativas de bloqueio e de ataques de manifestantes em diversos pontos daquela cidade do norte da Alemanha contra a realização da cimeira, cuja segurança é garantida por cerca de 19 mil polícias.

O G20 é o grupo dos países mais industrializados do mundo. O objetivo principal do G20 é reunir regularmente as mais importantes economias industrializadas e emergentes para discutir questões-chave da economia global. Um dos temas discutidos no arranque da cimeira, hoje dia 7, é o terrorismo.

EMPRESAS