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Exportações do setor têxtil e vestuário começam 2016 a crescer 5%

Em comunicado, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) destacou a contribuição do vestuário de malha para este “bom resultado”, com as exportações deste segmento a aumentarem 10% no primeiro mês de 2016 e a assumirem-se como “o principal responsável” para o resultado final.

Já as exportações de tecidos especiais aumentaram 29%, as de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e outros têxteis de uso técnico subiram 13% e as de tapetes e outros revestimentos têxteis cresceram 23%.

Quanto aos destinos das exportações nacionais do setor, Espanha continuou em janeiro a destacar-se como o que mais cresceu em termos absolutos, reforçando a sua liderança no ‘ranking’ dos principais destinos.

A Alemanha foi o segundo destino com maior crescimento absoluto, seguindo-se a Itália, a Holanda e Singapura, que a ATP nota não ser “um destino não muito habitual neste ‘ranking'”.

Em termos percentuais, as exportações de têxteis e vestuário para Espanha aumentaram 13%, enquanto para a Alemanha subiram 8%, para Itália 17% e para a Holanda 10%.

A ATP destacou ainda os “ótimos desempenhos” das exportações setoriais para a República Checa (34%), Finlândia (41%), Áustria (12%), Arábia Saudita e Canadá (23%).

Em janeiro, o saldo da balança comercial do setor português de têxtil e vestuário foi de 118 milhões de euros, correspondendo a uma taxa de cobertura de 138%.

 

Exportações têxteis e vestuário obtêm melhores resultados

Indústria Têxtil

“O objetivo de 4.800 milhões de euros estabelecido para 2015 foi ultrapassado e tudo aponta para que o corrente ano venha a recuperar o valor mítico de 5.000 milhões de euros de exportações atingido nos primeiros anos da década passada, antecipando assim a meta do ‘cenário ouro’ do plano estratégico desenhado para o setor até 2020”, refere a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) em comunicado.

Segundo a ATP, a performance de 2015 fecha “uma série contínua e sustentada de forte crescimento das vendas ao exterior ao longo dos últimos quatro anos”.

É que, destaca, desde 2009 – que foi “o pior ano da última década e meia, resultado de uma sucessão de choques competitivos particularmente penalizadores” – as exportações de têxteis e vestuário cresceram mais de 38%, recuperando mais de 1.335 milhões de euros em resultado de um processo de reestruturação focado na inovação tecnológica, ‘design’ e logística avançada, por sua vez alavancados em “elevada intensidade de serviço e num forte investimento na internacionalização”.

Em termos de produtos, destacam-se em 2015 os “crescimentos assinaláveis” nas exportações de vestuário (que aumentaram 4%, correspondentes a mais 103 milhões de euros), nas exportações de matérias têxteis (cujo crescimento de 5% se traduziu num acréscimo de 64 milhões de euros) e nas exportações de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados (subida de 7%, equivalente a 49 milhões de euros).

Globalmente, o saldo da balança comercial da ITV portuguesa foi de 1.041 milhões de euros, o que faz dela “uma das atividades económicas que mais contribui positivamente para o equilíbrio da balança de transações correntes do país”, salienta a associação.

Em termos de matérias têxteis, a ATP aponta o comportamento das exportações de têxteis técnicos, que cresceram 10% e confirmaram uma “tendência de diversificação industrial no setor antecipada já no plano estratégico da associação”.

No documento, antecipa-se que até ao final da década os têxteis técnicos terão uma quota de 30% no total da produção e exportação da fileira.

Quanto aos mercados de destino das exportações do setor, registou-se um “forte crescimento” das vendas para Espanha e para os EUA, onde o setor reforçou quota, e uma “recuperação” da Alemanha, do Reino Unido e da Noruega.

O principal destino das vendas de têxtil e vestuário português continua a ser Espanha, com mais de 1.600 milhões de euros e uma quota de 33% em 2015, seguido da França, com 613 milhões e uma quota de 12,7%; do Reino Unido, com mais de 437 milhões e uma quota de 9%; da Alemanha, com cerca de 410 milhões e uma quota de 8,5%; e dos EUA, com perto de 285 milhões e uma quota de 6%, “largamente” acima de “destinos tradicionais” como Itália ou a Bélgica.

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