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Ciclaveiro apresentou proposta para colmatar as falhas do projeto para Avenida Dr. Lourenço Peixinho

No documento que está disponível publicamente no seu site, a associação acusa o projecto da autarquia de evidenciar um benefício claro à circulação automóvel em detrimento dos modos suaves, subvertendo os princípios básicos da hierarquia de planeamento destas infraestruturas em meio urbano. Para além disso incorpora uma solução perigosa para os utilizadores de bicicleta, e simultâneamente desvantajosa para os transportes públicos, mantendo ainda as condições para o estacionamento ilegal em 2ª fila.

Segundo a associação, que se apoiou várias orientações técnicas nacionais e internacionais e nas boas práticas comprovadas, esta proposta de “Perfil Tipo” para a Avenida Dr. Lourenço Peixinho visa evitar que se desperdicem dinheiros públicos com opções desajustadas do estado da arte do design de infra-estruturas.

1- Perfil proposto pela autarquia

  • Obriga a constantes atravessamentos da faixa BUS por parte dos automobilistas
  • Condiciona a fluidez aos transportes públicos
  • Desencoraja a utilização da bicicleta devido à pressão dos autocarros.
  • Obriga a circulação de bicicletas na zona de abertura de portas dos automóveis estacionados.

2 – Perfil proposto pela Associação Ciclaveiro

  • Passeios com, pelo menos, 4m de largura.
  • Ciclovia em sítio próprio, bem delimitada e imediatamente a seguir ao passeio.
  • Faixa BUS exclusiva para aumentar a fluidez e competitividade dos transportes públicos.
  • Circulação automóvel em via contígua ao estacionamento (evita atravessamentos de faixa BUS).
  • Estacionamento à esquerda da faixa de rodagem (desincentiva estacionamento ilegal em segunda fila).

Este perfil tem por base uma distribuição equilibrada do espaço, garantindo as mesmas condições de segurança e fruição a todos os modos de transporte, mas facilitando ao modos suaves de mobilidade o acesso aos espaços (comerciais/serviços/habitação).

Primeiro o espaço é atribuído às pessoas, depois às bicicletas, depois transportes públicos, depois a circulação automóvel e por fim ao estacionamento automóvel.

Congresso da Sociedade Portuguesa das Doenças do Movimento traz experiências internacionais a Aveiro

“Vários diagnósticos nesta área são clínicos, daí a importância deste tema”, explica Alexandre Mendes, neurologista e presidente da SPDMov e do congresso da sociedade, acrescentando que “a clínica continua a ser muito importante também para delinearmos a investigação com exames auxiliares de diagnóstico”.

A reunião acontece a 15 e 16 de março, no Hotel Curia Palace, em Aveiro, e conta com a partilha de experiências de neurologistas portugueses que estão atualmente a trabalhar em centros no estrangeiro.

O congresso tem também uma forte vertente formativa, destinada a internos de neurologia, e integra três simpósios focados nos mais recentes desenvolvimentos farmacêuticos e no tratamento das doenças do movimento com estimulação cerebral profunda, uma opção de tratamento que, quando aplicável, pode devolver ao doente muita qualidade de vida uma vez que reduz significativamente os sintomas motores da doença.

Doença de Parkinson, distonia, tremor, ataxia e doenças do movimento na criança são alguns dos temas que estarão em destaque no congresso, onde serão também atribuídos prémios aos melhores trabalhos submetidos.

Sobre a SPDMov

A SPDMOV é uma associação científica sem fins lucrativos criada em 2009, que tem como objetivo promover o avanço científico na área das Doenças do Movimento e contribuir para a melhoria da assistência clínica aos indivíduos que delas padecem.

A sociedade reúne profissionais das diversas áreas da saúde, incluindo Médicos (Neurologistas, Neurocirurgiões, Psiquiatras, entre outros), Enfermeiros, Psicólogos, Fisioterapeutas e investigadores das ciências básicas com especial interesse nesta área.

A SPDMov é membro afiliado da International Parkinson and Movement Disorder Society desde 2016.

ROM Boats e Neptune revitalizam o setor náutico em portugal com um toque de luxo e conceitos revolucionários

Após a sua formação académica numa área bastante distinta do que faz hoje, teve a sua primeira oportunidade de trabalho numa empresa de marketing o que a levou rapidamente a perceber ser esse o caminho profissional que gostaria de percorrer, acabando por se especializar nas áreas de marketing e de comunicação. Com experiências profissionais quer do lado da agência quer do cliente, foi consolidando conhecimentos e construindo a bagagem que hoje traz para um setor pelo qual se apaixonou completamente.

“Entrar logo de início para uma empresa criada de raiz é um enorme privilégio e altamente motivante. É poder contribuir diretamente para o sucesso de uma marca desde que ela é pensada”, afirma-nos.

Ainda que atualmente seja a menos dinâmica nesse campo, por questões de estratégia da marca, a ROM Boats foi a primeira empresa a ser apresentada ao mercado. De uma forma bastante original, a ROM deu-se a conhecer na ARCO Lisboa com a criação de uma peça de arte especificamente para o evento, peça essa que pretendia dar a conhecer o conceito da marca e a sua premissa em fazer edições limitadas de embarcações quase completamente personalizáveis pelo cliente e acabamentos de luxo. Tal originalidade, descreve a responsável de marketing, “está patente em todo o projeto e todos os membros da equipa estão já formatados para pensar “fora da caixa”, o que é extremamente motivador”. A peça foi a mais fotografada do evento, a que teve mais aparições nas redes sociais, tendo valido à ROM um certificado e um louvor por parte da entidade organizadora do evento.

“Apesar da pouca promoção e comunicação, é bastante gratificante ver o alcance e o posicionamento que a marca ROM está a ter dentro e fora do país, tendo atraído o interesse de investidores bem como de players internacionais ligados ao setor, que nos têm visitado para conhecer os nossos estaleiros e conhecer melhor o projeto, reconhecendo-nos qualidade e diferenciação”, revela-nos Rita.

À espera da chegada dos primeiros cascos do modelo ROM 28, a única parte dos barcos a ser produzida fora de Portugal, com recurso a tecnologia CNC de vanguarda, preparam-se já os restantes equipamentos e componentes para assemblagem no estaleiro da empresa em Aveiro. Todos os componentes visíveis têm carimbo português e são desenhados e pensados ao detalhe para os barcos ROM, produzidos por micro e pequenas empresas nacionais, na sua maioria desconhecidas do público, que a ROM tenta também ajudar a sair do anonimato e dar-lhes o reconhecimento que merecem. Todos os componentes visíveis e invisíveis são instalados recorrendo a métodos tradicionais e ancestrais, com enorme dedicação e atenção ao detalhe por parte de toda a equipa de produção. “É o aliar de tecnologia de vanguarda com o know-how artesanal e ancestral que em tempos colocou Portugal no topo do mundo no setor da construção naval”, declara a responsável de marketing e comunicação das empresas.

A localização dos estaleiros na cidade de Aveiro resultou da conjugação de alguns fatores importantes: a facilidade de encontrar instalações portuárias que pudessem servir os interesses das empresas, o facto da própria cidade sempre ter tido uma ligação grande ao mar (mesmo que apesar de hoje em dia demonstrar algum afastamento relativamente a atividades náuticas de recreio) e, não menos importante, a ainda existência de muitos profissionais que apesar de afastados da arte da construção náutica, possuem o conhecimento técnico necessário e vontade de ensinar as gerações mais novas. “Temos uma enorme preocupação social e procurámos recrutar pessoas desempregadas ou a trabalhar em áreas que não estavam diretamente ligadas quer à construção náutica, embora no passado tenha sido o esse o seu ofício, ou à sua formação, no caso dos nossos colaboradores mais novos, que nunca tiveram a oportunidade de trabalhar nas suas áreas de estudo”, apesar de nenhuma das empresas receber qualquer apoio estatal.

Quando questionada quanto ao que diferencia a ROM das outras marcas construtoras de embarcações de recreio, Rita faz questão de salientar que o próprio modelo de negócio é diferente, com a inexistência de intermediários entre a empresa e o cliente final, porque quer no momento da venda em que há um processo de personalização totalmente partilhado com o cliente final, quer depois da venda, em que todo o suporte e assistência técnica são prestados ao cliente diretamente pela ROM. “Com exceção do casco e do motor, as únicas peças não personalizáveis, todos os restantes equipamentos e componentes decorativos e funcionais são concebidos sempre em conjunto com o cliente, com comunicação constante com a nossa equipa de designers e a área de produção, conseguindo desta forma oferecer ao cliente um barco (quase) completamente personalizado. É por isso que um barco ROM é uma peça única!”  Outro aspeto importante é a garantia que a empresa dá contra qualquer problema técnico ou de fabrico, deslocando-se a qualquer parte do mundo para assegurar a reparação do mesmo. “Isto não acontece com outras marcas, porque cabe ao distribuidor esse papel. Ora, a ROM decidiu transferir essa margem que tipicamente é dada ao distribuidor num serviço ao cliente de forma direta e de excelência”.

Apesar de não terem ainda nenhum barco concluído, a ROM Boats tem já várias encomendas e pedidos especiais. Por esse motivo, a marca está já a pensar na conceção de um segundo modelo, entre os 42 e os 45 pés.

Cada modelo ROM é uma série limitada a 20 unidades, sendo que nenhum será igual ao outro pois o cliente escolhe os acabamentos na totalidade. “O cliente é soberano e por isso tentamos sempre corresponder às suas expectativas. Se um barco é um bem de luxo, porque não terá o cliente a possibilidade de ter uma peça exclusiva?”

Já a Neptune tem comunicado com o mercado de forma mais ativa, tendo uma presença mais assídua nas redes sociais. Atualmente a fazer o refit de várias embarcações, há um projeto muito especial para a empresa e que acabou por servir de mote ao início da comunicação da marca. Trata-se da total remodelação de um Excalibur by Chris-Craft, um dos únicos 15 barcos que foram construídos e dos quais se estima existirem apenas 8 no mundo inteiro. “Poder restituir o glamour de um barco icónico como este, que marcou gerações e que foi o percursor do primeiro modelo da gama Stinger daquela conceituada marca americana, é para nós uma honra e um motivo de orgulho. Até porque o resultado final vai ser surpreendente, rasgando completamente com o convencional”, confidencia-nos a nossa entrevistada.

Sem recurso a promoções pagas, o alcance orgânico que a comunicação deste projeto de refit está a ter nas redes sociais é extraordinário: “o impacto que as nossas publicações tiveram no Facebook, Instagram e LinkedIn, com cerca de 15.000 visualizações em menos  de cinco dias e sem nenhum tipo de investimento da nossa parte, não deixa de ser notável”, diz-nos. O making of deste projeto pode também ser acompanhado no website da empresa em neptune.org.pt.

Mas afinal o que é isto de refit, perguntámos. “O refit de uma embarcação não é mais do que prolongar a sua vida útil, com todas as reparações e remodelações que forem necessárias a nível mecânico e técnico, não descurando o aspeto estético, modernizando os seus interiores e se necessário redesenhando alguns componentes para que o barco ganhe uma nova vida, com um look mais atual”. Uma espécie de “querido mudei o barco”, diz-nos Rita Soares Vieira com um sorriso.

Não querendo abrir muito o jogo, Rita Soares Vieira diz-nos que um dos grandes objetivos de marketing para 2019 é a presença nas principais feiras europeias ligadas ao mundo náutico para apresentação do ROM 28 Limited Edition, o primeiro barco com a insígnia ROM. Talvez até revelar um pouco do que vai ser o segundo modelo ROM, também este de edição limitada.

Canon patrocina National Geographic Exodus Aveiro Fest

Edição que este ano ficará marcada pela distinção de Personalidade do Ano, a Yann Arthus-Bertrand, realizador e fotógrafo, e embaixador da Canon que ao longo do seu percurso profissional tem trazido à luz do dia, histórias humanas documentadas por exemplo em HUMAN ou a extraordinária beleza do mundo que podemos assistir em HOME. Além de todo o programa, os presentes no evento estão convidados a visitar o Spot Canon onde poderão conversar e beber um café com os fotógrafos ARTURCABRAL PHOTOGRAPHER e Ricardo Bravo – Image Maker.

Mais que um festival, este é um evento que visa inspirar todos os apaixonados por fotografia de Viagem e Aventura. O Exodus Fest conta com uma missão ambiciosa – abrir as portas ao mundo, juntando os melhores profissionais destas áreas para falarem das suas vidas, partilharem os seus projetos e inspirar. É um hino para a humanidade e uma homenagem ao nosso planeta. O ponto de partida para um mundo acessível a todos, partilhando os melhores trabalhos de fotografia e vídeo sobre as temáticas que mais valor têm para a sua divulgação, preservação e inspiração ao conhecimento e descoberta.

A cidade de Aveiro prepara-se assim para dois dias recheados de bons momentos e muita criatividade que prometem ficar na memória de todos. A Canon como uma das principais patrocinadoras do evento terá no seu espaço um conjunto de novidades para todos os visitantes que se descolarem ao Centro de Congressos de Aveiro poderem conhecer. Uma oportunidade para os amantes da fotografia colocarem as suas questões aos especialistas.

Yann Arthus-Bertrand, Embaixador da Canon, será a personalidade homenageada em 2018, no National Geographic Exodus Aveiro Fest. Fotógrafo há mais de 40 anos, é Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas e o realizador de ‘HOME’ e ‘HUMAN’, e o mais recente documentário, “WOMAN”.

Toda a informação sobre o National Geographic Exodus Aveiro Fest em https://www.exodusaveirofest.com/pt/evento/

Está a chegar a 5ª edição da microMBA da Universidade de Aveiro

Trata-se do microMBA UNAVE/UNIVERSIDADE DE AVEIRO, agora na sua quinta edição, depois de quatro edições literalmente esgotadas.

A formação tem início marcado para 18 de janeiro e decorrerá no campus universitário de Santiago, em Aveiro.

De modo a não conflituar com as responsabilidades profissionais dos formandos, as sessões presenciais decorrerão às sextas-feiras (18h00 – 22h00) e aos sábados (9h00 – 13h00).

A ideia é proporcionar aos formandos a possibilidade de adquirirem ou atualizarem todo um conjunto de conhecimentos e ferramentas fundamentais de gestão num curto espaço de tempo.

Outro aspeto diferenciador do micro MBA UNAVE-UA é o facto do programa prever sessões de coaching individual e de grupo, destinadas a estimular a adoção de práticas eficazes de liderança e de trabalho em equipa, a partir do estudo das dominantes de personalidade, dos talentos e das experiências profissionais de cada um.

O microMBA UNAVE/UA tem a coordenação científico-pedagógica do professor António Carrizo Moreira (UA) e conta com um grupo de formadores constituído igualmente por professores do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da Universidade de Aveiro.

Estratégia, comportamento organizacional, finanças, marketing e operações são as áreas de conhecimento a aprofundar ao longo das 96 horas de formação presencial, organizadas por módulos.

A título de trabalho autónomo, os formandos deverão desenvolver, apresentar e defender um projeto final, de natureza empresarial, estando também previsto um workshop de encerramento, para partilha de experiências e de boas práticas.

A aprovação em todos os módulos confere direito a 12 ECTS, para efeitos de prosseguimento de estudos de nível superior.

Inscrições e Informação mais detalhada disponíveis em http://www.unave.pt/?formacao=micromba

Aveiro: EFTA & OMNI abrem 1ª edição do Curso de Tripulante de Cabine

Ao longo da sua fundação, que conta já com uma década, a EFTA tem vindo a registar um crescente aumento da procura pela sua oferta formativa, tendo, até à data, formado muitos jovens que têm hoje agora carreiras de sucesso. É uma escola de referência a nível regional e nacional, no ensino especializado nas áreas do Turismo, Restauração e Hotelaria.

Com forte contributo na melhoria das ofertas do setor, consolidou parceria com uma das melhores escolas de aeronáutica do país, enriquecendo a oferta formativa, da Região Norte e Centro do país, com foco no Turismo.

A sua parceira, OMNI Aviation Training Center, com sede em Lisboa, é uma escola de Aviação com mais de 20 anos de experiência, devidamente certificada na área da Formação Inicial de Pilotagem e de Qualificação de Tipo. Até hoje a OMNI formou cerca de 1500 Tripulantes de Cabine, dos quais 92,5% estão a voar ao serviço das diversas Companhias Aéreas Mundiais.

Assim, como resposta à qualificação dos jovens, a EFTA amplia a sua oferta formativa para o ano letivo 2018/2019 centrada em dois níveis: secundário e pós secundário.

O nível secundário conta com quatro Cursos Profissionais: Técnico de Turismo, Técnico de Restaurante/Bar, Técnico de Cozinha/Pastelaria e Técnico de Pastelaria/Padaria.

Ao nível pós secundário temos o Curso de Tripulante de Cabine e dois cursos de Especialização Tecnológica.

A 1ª edição do Curso de Formação Inicial de Tripulantes de Cabine em Aveiro, que iniciou no dia 24 de setembro, decorre com grande sucesso. O curso tem a duração de 4 semanas, com uma componente prática que decorre no Centro de Formação Aeronáutica dos Açores, St. Maria, e culmina com um exame final que concede a respetiva certificação. No final de cada edição do Curso é garantida a participação de todos os Formandos no processo de recrutamento que pode conduzir à seleção e consequente integração na White Airways e TAP Express.

Turma da 1ª Edição

A EFTA assume uma postura proativa, com um duplo contributo para a consolidação do Turismo contribuindo para a qualificação dos nossos jovens, dando resposta um dos maiores desafios da atividade Turística: aumentar o número de quadros especializados formados nas áreas de Turismo, Restauração e Hotelaria, no sentido de melhorar o serviço ao cliente, seja ele nacional ou estrangeiro, valorizando as respetivas áreas.

A 2ª edição do Curso de Formação Inicial de Tripulantes de Cabine iniciará a 12 de Novembro.

Aveiro: Cadáver de homem encontrado em fábrica abandonada

© Global Imagens

“A PSP deslocou-se a uma antiga fábrica situada no Cais do Paraíso cerca das 11:45, tendo encontrado o cadáver de um indivíduo do sexo masculino aparentando 50 anos”, disse fonte da PSP.

A Polícia Judiciária foi chamada ao local e está a investigar a ocorrência.

O corpo foi transportado para o Gabinete Médico-Legal de Aveiro.

LUSA

Aveiro anuncia protocolo com Serralves para formação cultural dos jovens

acordo, a ser assinado na quarta-feira, prevê, nomeadamente, “a realização de uma grande exposição anual, acompanhada de uma componente de serviço educativo, assim como a colaboração com as escolas em programas pedagógicos que visem a formação dos Jovens na área da cultura”.

A colaboração entre as duas entidades recebe um primeiro impulso com a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa”, a inaugurar pelas 17:00 de quarta-feira, no Museu de Aveiro “Santa Joana”, antecedendo a assinatura do protocolo.

A exposição, que estará patente até ao dia 01 de dezembro, apresenta um conjunto de 24 obras proveniente da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que se encontram em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, desde a criação da Fundação, e na Câmara Municipal de Aveiro.

O conjunto de obras expostas “demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal”.

“As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra”, refere um texto alusivo.

Para a Câmara, que vem trabalhando na candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura, trata-se de uma “exposição única e singular, que afirma também Aveiro estrategicamente na Arte Contemporânea em Portugal”.

LUSA

Escola de Aveiro lança plataforma dedicada à reabilitação respiratória

ESSUA

Reabilitação Respiratória em Rede (3R) visa ajudar a “encontrar soluções para um conjunto de doenças que tem em Portugal um acompanhamento clínico insuficiente” e vai ser apresentada durante a conferência “Reabilitação Respiratória em Rede”, que se realiza dia 11, na Universidade de Aveiro.

Segundo Alda Marques, coordenadora do Lab3R da ESSUA e responsável pelo 3R, a “doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, apneia do sono, fibrose pulmonar idiopática, e bronquiectasias são algumas das enfermidades que fazem parte do grupo das doenças respiratórias crónicas e que em Portugal estão ainda muito subdiagnosticadas”.

Entre 2011 e 2016 o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crónica aumentou 241 por cento e o da asma 234 por cento. “Estas doenças são crónicas e, portanto, já estavam há muito presentes na população, nunca tinham é sido diagnosticadas”, afirma Alda Marques.

A ausência de uma rede nacional de espirometria que permita avaliar a saúde dos pulmões e a falta de sensibilização da comunidade em geral, para a enorme presença de doenças respiratórias crónicas na população, são algumas das razões que explicam o porquê de no país existir um subdiagnóstico destas doenças, de acordo com a coordenadora do projeto.

“As doenças respiratórias, possíveis de prevenir e tratar, representam um problema de saúde pública substancial com enorme sobrecarga para os doentes e famílias, mas também para a economia e sistemas de saúde e sociais”, aponta Alda Marques.

Principais causadoras de morte e incapacidade prematura em Portugal, “prevê-se que o número de pessoas afetadas por estas doenças continue a aumentar devido à exposição contínua a fatores de risco e ao envelhecimento da população”.

Alda Marques diz ser fundamental que “as pessoas possam ser referenciadas o mais precocemente possível e acompanhadas de forma personalizada, de acordo com as suas necessidades e expectativas, independentemente do local onde vivem ou severidade de doença que têm”.

Em Portugal as doenças respiratórias crónicas afetam 40 por cento da população mas, “apesar de serem líderes de mortalidade e morbilidade”, menos de um por cento dos doentes têm acesso a reabilitação respiratória, uma intervenção considerada “essencial” para estes doentes. Nesse sentido, a plataforma 3R pretende ser uma ajuda. Desenvolvida para Portugal e para os Países da Comunidade de Língua Portuguesa, a 3R visa ajudar as pessoas com doenças respiratórias crónicas e promover a parceria entre doentes, familiares, comunidade e profissionais de saúde.

“Pretendemos facilitar o acesso, de forma gratuita, a toda a informação referente às doenças respiratórias crónicas e à reabilitação respiratória, e assim contribuir para a adoção de estilos de vida saudáveis e para uma melhoria da qualidade de vida destes doentes”, explica Alda Marques.

Os doentes e familiares passam a dispor, em vários vídeos e textos, de informações úteis acerca das doenças respiratórias crónicas e da reabilitação respiratória, testemunhos de experiências vividas, bem como acompanhar as novidades acerca destes temas.

A 3R quer também constituir-se como “um ponto de referência para os profissionais de saúde, permitindo desenhar e implementar programas de reabilitação respiratória baseados na evidência”.

Os profissionais de saúde terão assim acesso a uma listagem de recursos materiais e humanos necessários para implementar programas de reabilitação respiratória, a uma lista compreensiva de instrumentos para avaliar os efeitos da reabilitação respiratória nos doentes, a orientações de como implementar os programas, a material informativo para as sessões psicoeducativas e a folhas de registo das sessões.

LUSA

Venha conhecer a «Veneza portuguesa»…Aveiro

Conhecida como a “Veneza portuguesa” a cidade de Aveiro encanta-nos com os seus edifícios exuberantes e a incrível biodiversidade da ria. Visitar e conhecer a cidade de Aveiro é…?

É ter uma experiência única a todos os níveis: a beleza natural e única dos canais urbanos da Ria de Aveiro, as salinas e as marinhas de sal, os nossos barcos moliceiros, a gastronomia, das enguias aos ovos-moles, passando pelo Licor de Alguidar e o principal, as Gentes de Aveiro.

Somos a Cidade dos Canais, uma Terra com Horizonte, feita de gente boa, empreendedora que sabe inovar, cuidar e preservar. É essa a nossa principal missão, cuidar da herança recebida, para a dar valorizada aos nossos filhos, e a Ria de Aveiro é uma muito boa herança que queremos continuar a cuidar bem.

Formada no século XVI, a Ria de Aveiro, com a sua biodiversidade, é hoje o símbolo e o espelho de uma cidade em forte crescimento. Está a Ria de Aveiro preparada para este crescimento? Que desafios acarreta o mesmo para o Município de Aveiro?

Para o mandato atual 2017/2021 existem dois grandes eixos que estamos a trabalhar: a Cultura e o Ambiente.

Queremos valorizar a frente-Ria, melhorando a sua perceção, intensificando a relação entre a terra e a água da Ria de Aveiro, apostando no modo de mobilidade elétrico para as embarcações. Neste âmbito iremos criar uma rede de distribuição de energia elétrica de abastecimento nos cais para os Moliceiros e restantes embarcações. Aveiro Cidade dos Canais é uma aposta a continuar.

Estamos já hoje a qualificar os canais urbanos com a reabilitação de vários canais, inauguramos recentemente a nova Ponte de São João, que faz a travessia do Canal de São Roque e que permite a partir de agora que os barcos moliceiros tenham uma largura de navegação bem superior à que existia com a antiga ponte. Esta é uma obra que vai ficar para a cidade durante várias gerações.

O CMIA – Centro Municipal de Interpretação Ambiental, visa promover a educação ambiental, potenciando a sua proximidade com a Ria de Aveiro. Qual tem sido o impacto do seu propósito nos visitantes e, inclusive, nos habitantes?

O CMIA tem um edifício-sede que integra um conjunto de equipamentos inaugurados há cerca de dois anos, nomeadamente o Cais da Ribeira de Esgueira, o Parque Ribeirinho do Carregal e o Parque Ribeirinho de Requeixo.

Com um investimento ligeiramente superior a um milhão de euros, o CMIA é um espaço notável e diferente, de arquitetura contemporânea, desafiando-nos a conhecer mais sobre a Ria de Aveiro, e com um ponto de observação diferente e excecional sobre o Salgado Norte Aveirense e sobre a Cidade de Aveiro.

Recebemos visitantes de vários pontos da Europa, bastantes Escolas em visitas de estudo e através de um protocolo firmado com a Universidade de Aveiro, damos a oportunidade aos alunos de biologia de fazerem lá o seu estágio para conclusão do seu plano de estudos. O balanço é claramente positivo, ajudando a sensibilizar os cidadãos e a dar a conhecer a fauna e flora da Ria de Aveiro.

Com 107 km de extensão, qual é a complexidade e que importância assumem as vias ecológicas cicláveis da Polis Litoral Ria de Aveiro?

As vias cicláveis que estamos a tratar de desenvolver terão um traçado final de mais de 300km de extensão. O Património Natural assume um papel basilar neste processo, que queremos que tenha uma forte vocação turística, mas também de coesão territorial e de inovação.

Não obstante o valor intrínseco e singularidades dos recursos turísticos (naturais ou culturais), não pode ser descurada a necessidade de criar as condições básicas necessárias para que os visitantes possam experienciar os territórios de uma forma, mais ou menos, autónoma. É necessário conferir uma melhor acessibilidade do Homem à Natureza, para que esta possa ser compreendida e desfrutada por um maior número de pessoas e de uma forma mais intuitiva. Para cumprir este propósito é importante dotar os territórios de sinalética e estruturas de comunicação e construir estruturas de apoio à visitação.

É neste sentido que as vias ecológicas cicláveis são tão importantes para o Município e para a Região de Aveiro, e que estamos a ultimar a Grande Rota da Ria de Aveiro no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da Cidade de Aveiro (PEDUCA) é uma aposta da Câmara Municipal. No âmbito do PEDUCA que projetos são de destacar?

O PEDUCA integra um vasto conjunto de intervenções, nas áreas da qualificação urbana de edifícios e espaços públicos, da mobilidade e da qualificação de Bairros Sociais, com um valor global de investimento de 25 milhões de euros. No site da CMA, www.cm-aveiro.pt, pode ser consultada informação sobre os vários projetos e o seu estado de desenvolvimento.

Uma nota de destaque para a Qualificação do Rossio, que assuem a opção política de dar à Cidade de Aveiro uma Praça Urbana de elevada qualidade, que conjugue um espaço livre e grande para a realização de eventos e para espaço de encontro das Pessoas, deviamente conjugado com espaços verdes e a presença de árvores, numa organização que valorize devidamente a frente-Ria, do Canal Central e do Canal das Pirâmides.

Dar muito mais espaço à utilização pedonal alargando passeios e criando novas zonas de estar e de circular com qualidade, condicionar a circulação automóvel, organizar o estacionamento numa área de menor valor e sem impacto na paisagem urbana, resolver os problemas de segurança conferindo um bom ambiente de segurança passiva, são objetivos assumidos nesta aposta de qualificação.

Estamos a desenvolver este projeto em fase inicial, de forma aberta e participada, estando disponíveis para receber contributos de quem o entenda por bem fazer, o que desde já agradecemos.

Foi aprovada, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030), reforçando que Portugal é reconhecidamente um país rico em património natural. Esta estratégia vem corresponder, de facto, à transversalidade das problemáticas que se colocam nos domínios da biodiversidade e da conservação da natureza?

Em termos globais sim, sendo que existe muito dessa estratégia que tem de ser concretizada no terreno, materializando os objetivos definidos, podendo dar como exemplo a necessidade urgente de uma intervenção do ICNF na qualificação da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto.

 

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