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CHEP reforça apoio ao Banco Alimentar na campanha de Natal

A colaboração da CHEP nesta iniciativa estende-se à preparação logística da campanha, que terá início já hoje, a qual inclui a montagem de caixas de cartão para armazenamento dos alimentos recolhidos no âmbito da campanha do Banco Alimentar Contra a Fome e a preparação de kits que são enviados para os diferentes pontos de recolha nos supermercados da região de Lisboa. O apoio da CHEP passa também pela disponibilização de paletes aos Bancos Alimentares Europeus pertencentes à Federação Europeia de Bancos Alimentares (FEBA) para armazenamento de produto.

O compromisso de responsabilidade corporativa da CHEP junta-se à sustentabilidade através da campanha “Papel por Alimentos”, uma iniciativa apoiada pela CHEP que consiste na troca de papel do escritório por alimentos que são enviados ao Banco Alimentar. A ação, de teor ambiental e social, visa a troca de papel por alimentos através da qual uma tonelada de papel recolhido corresponde a 100 euros para mantimentos.

A CHEP ajuda na transportação de bens, em mais lugares do que qualquer outra organização a nível global. É essencial para a CHEP ter um papel participativo na questão social. As nossas equipas possuem um espírito comunitário muito forte onde a satisfação em poder ajudar os outros é um sentimento comum entre as equipas. Dar o exemplo começa pelos pequenos passos que fazem uma grande diferença. No caso do Banco Alimentar, o apoio da CHEP tem por base essencialmente a organização do armazém e coordenação de voluntários, que é um trabalho que passa despercebido mas é essencial nas ações de recolha de alimentos, afirma Filipa Ferreira Mendes, Country General Manager da CHEP Portugal.

A Responsabilidade Social Corporativa é um dos pilares da empresa. Os colaboradores da CHEP dispõem de três dias de voluntariado por ano para participarem numa variedade de atividade propostas pela equipa de RSC – Responsabilidade Social Corporativa. No ano de 2017, 86% dos colaboradores participaram em atividades de voluntariado, tendo completado 191 horas de voluntariado.

Última campanha do Banco Alimentar recolhe 2.129 toneladas de alimentos

Os alimentos vão agora ser distribuídos por um total de 2.700 instituições de solidariedade social, abrangendo mais de 426 mil pessoas “com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confecionadas” indica o Banco Alimentar num comunicado divulgado hoje.

A campanha, que se realizou pela 50.ª vez, contou com 42 mil voluntários e envolveu mais de 2.000 superfícies comerciais de todo o país.

“Os milhares de quilos de alimentos doados e o número de voluntários envolvidos mostram que as pessoas responderam uma vez mais ao apelo, partilhando com as famílias que não têm pão na sua mesa. Apesar das grandes dificuldades pelas quais passam ainda muitas famílias portuguesas, inúmeros são aqueles que não se conformam e estão disponíveis para partilhar e assim ajudar a minorar as dificuldades dos seus concidadãos”, afirmou Isabel Jonet, Presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, citado no comunicado.

Além dos produtos básicos como leite, arroz, massas, enlatados e cereais, foram também doados nesta campanha “alimentos que permitirão alegrar a mesa de Natal”, como bacalhau, chouriço ou chocolates.

A campanha que decorreu no fim de semana é prolongada online até ao dia 11, sendo possível contribuir através da página www.alimentestaideia.pt.

As campanhas do Banco Alimentar decorrem duas vezes por ano, contando também a organização com contributos da indústria agroalimentar, agricultores, cadeias de distribuição e operadores dos mercados abastecedores, que doam excedentes alimentares.

Em 2015, os 21 bancos alimentares a operar do país distribuíram 27.370 toneladas de alimentos.

Banco Alimentar recolheu menos alimentos mas apoiou mais pessoas

Neste período foram apoiadas mais 100.800 pessoas e 664 instituições, adiantam os dados da Federação Portuguesa de bancos Alimentares Contra a Fome, divulgados na véspera de se iniciar mais uma campanha de recolha de alimentos.

Em 2011, os bancos alimentares ajudaram 1.936 instituições, número que cresceu para 2.600 em 2015. Já em termos de pessoas apoiadas verificou-se um aumento de 319.200 para 420.000, das quais um terço são crianças e outro terço, idosos.

Ao mesmo tempo, diminuíram as quantidades de alimentos recolhidos, passando de 30.269, em 2011, para 27.726, em 2015, um aumento de 24%.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da federação, Isabel Jonet, explicou que este aumento se deveu “a um acréscimo muito substancial da procura”, em 2011 e 2012, por parte das pessoas e das instituições devido aos “efeitos da crise”, mas também à abertura de mais dois bancos alimentares (21) e à notoriedade da instituição.

Relativamente à redução dos alimentos recolhidos no último ano, Isabel Jonet explicou que se deve, sobretudo, ao facto do Programa Comunitário de Apoio Alimentar a Carenciados ter deixado de ser distribuído através dos bancos alimentares e ter passado para as autarquias

“Nós continuamos a apoiar o mesmo número de instituições, ou um pouco mais, e as instituições apoiam mais pessoas, aquilo que se verifica é que distribuem menos quantidade que vem dos bancos alimentares”, explicou.

Sobre a participação dos portugueses na tradicional campanha de recolha de alimentos, Isabel Jonet disse que, “mesmo em tempo de crise, os portugueses não deixaram de contribuir para o Banco Alimentar”.

“Diversificaram a modalidade de campanha, em alguns casos reduziram a doação, mas nunca deixaram de o fazer”, adiantou, sublinhando que continuam a ser produzidos um milhão de sacos por campanha.

“Aquilo que vemos é que os sacos estão menos cheios. As pessoas continuam a dar, mas dão menos quantidade porque têm menos disponibilidade”, frisou.

Contudo, destacou a responsável, no último ano, foi possível distribuir “uma grande quantidade de fruta fresca” em resultado do embargo da Rússia às exportações da União Europeia.

“Foi possível aumentar o número de instituições e o número de pessoas que receberam produtos frescos e isto é importante”, porque “a fruta fresca e os legumes são fundamentais para a alimentação saudável e são os produtos que as pessoas carenciadas cortam de imediato”.

Neste momento, os pedidos de apoio estabilizaram, mas o número de apoios concedidos mantém-se, o que Isabel Jonet atribui ao facto de não haver mais emprego.

“A pressão dos créditos ao consumo sob as famílias não aumentou que era um dos grandes fatores críticos das famílias portuguesas, mas não vemos que haja mais emprego e isso fez com que não reduzissem os pedidos de ajuda”, sustentou.

Este ano, o Banco Alimentar de Lisboa celebra 25 anos, um tempo que Isabel Jonet considera importante para Portugal e para analisar o que “foi possível concretizar” em termos de apoio social e voluntariado.

“O Banco Alimentar não é mais do que uma das muitas instituições que existem, tem é uma missão diferente”, levar alimentos às instituições com o apoio de voluntários.

Para a responsável, este trabalho ajudou “a mudar o voluntariado” e “o perfil dos voluntários em Portugal”.

Alem disso, “foi possível assistir-se à estruturação de uma rede de solidariedade em Portugal como existem poucas na Europa” e que “permitiu não haver tantas consequências da crise”.

“Hoje em dia é mais fácil ajudar as pessoas carenciadas até porque elas próprias pedem ajuda, há mais resposta de proximidade”, rematou.

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