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“Estamos vocacionados para apoiar o desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano”

O Banco MAIS é hoje um dos principais players no seu setor de atuação em Moçambique. Para contextualizar junto do nosso leitor, que análise podemos fazer da atividade e quais são as mais-valias da instituição em prol da satisfação do cliente?

O Banco MAIS foi registado há 20 anos com o nome de Cooperativo de Crédito Tchuma e tinha como atividade principal a prestação de serviços de microfinanças. Os seus acionistas fundadores, com a vontade de continuar presentes no sistema financeiro moçambicano como um Banco comercial, criaram condições para a entrada na estrutura acionista da Geocapital, uma entidade que fundou o Moza Banco em 2008 (hoje o 5º maior Banco em Moçambique) que, após a venda da sua participação nessa instituição em 2013,  liderou, em 2014, a transformação e mudança de nome do Banco Tchuma (denominação atualizada em 2008) para Banco MAIS, passando a atuar como Banco Comercial com a oferta completa de produtos e serviços. Desde essa altura que temos vindo a dotar o banco de todos os meios para melhor servir os clientes nas agências em Maputo, Boane, Xai-Xai, Chimoio e Tete. Entre 2014 e 2018 o banco cresceu 5 901% no número de clientes, 5 874% nos depósitos e 1 362% no crédito. Em 2019, devido à entrada do novo acionista em 2018, o BISON Group, o Banco estará também dotado para servir da melhor forma os clientes provenientes da China.

Quais têm sido os principais pilares do Banco MAIS que levaram a marca a alcançar um patamar de excelência e credibilidade perante o mercado?

Como referido no ponto anterior, o Banco e a marca ainda são novos no mercado. A equipa que trabalha no Banco está fortemente motivada e focada em fazer desta marca uma marca de sucesso e de excelência. O trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos mostra que estamos no caminho certo da excelência e credibilidade no mercado como atesta o crescimento verificado na carteira de depósitos, onde, em quatro anos o Banco passou da 19º para a 10º posição no ranking dos Bancos em Moçambique. Os seus principais pilares são: o trabalho em equipa, a estratégia bem definida com abordagem que procura constantemente corresponder às expectativas dos clientes, a honestidade e a entrega ao cliente de um serviço de qualidade.

De que forma é que o Banco MAIS se tem vindo a posicionar como um banco inovador na capacidade de satisfazer as necessidades específicas dos clientes?

Num mercado competitivo como é o mercado financeiro em Moçambique, a inovação é fundamental para atrair e fidelizar clientes, assim como para criar fatores de diferenciação com os concorrentes. Por esse motivo, o Banco MAIS investiu fortemente em tecnologia nos últimos três anos como forma de melhorar o serviço ao cliente, com a diminuição dos tempos de respostas a clientes e criação de produtos novos. De referir que o Banco MAIS foi o primeiro Banco em África a utilizar um sistema de BPM em Cloud (IBM), o que permitiu reduzir o tempo entre o pedido do cliente, análise, aprovação e a concessão de um determinado produto de crédito para 48 horas. No final de 2018 também lançámos um produto inovador, para aplicação de fundos, no mercado moçambicano.

Assumem-se como um banco comercial vocacionado para apoiar o desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano. Assim, que mais-valias aportam aos vossos clientes empresariais e qual tem sido a capacidade de relacionamento com os mesmos?

É verdade, estamos vocacionados para apoiar o desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano. Como sabe Banco MAIS quer dizer Banco Moçambicano de Apoio aos InvestimentoS. O nosso primeiro ano completo, como Banco MAIS, foi em 2015 e como é sabido Moçambique atravessou uma forte crise que se iniciou no final de 2015 e só mostrou claros sinais de recuperação, apesar de lenta, em 2018. Esta crise levou a uma desvalorização acentuada do Metical, subida considerável das taxas de juro e da inflação, o que travou o crescimento económico. Com esta situação, decidimos ser conservadores e apoiar apenas um pequeno conjunto de empresas. No entanto, e com a melhoria das condições económicas, estabilização da taxa de câmbio, diminuição das taxas de juros e da inflação contamos, em 2019, retomar a nossa vocação, não só na Banca Comercial como também na Banca de Investimentos.

Como tem a instituição contribuído para o desenvolvimento do sistema bancário moçambicano? Que posição assume, atualmente, a marca no país?

O Banco MAIS nasce da aquisição, em 2014, de um pequeno Banco de microfinaças, tendo, desde logo, iniciado o processo de transformação para um Banco Comercial completo. Em 2018 o Banco já disponibilizava aos seus clientes uma oferta completa de produtos e serviços e em 2019 iremos disponibilizar cartões VISA e serviços de banca de investimento. Durante estes últimos quatro anos o banco passou da última posição, 19ª, no ranking dos bancos em Moçambique para a 10ª posição, em termos de depósitos. A marca ainda é nova e está em fase de construção e com ela a contribuição para o desenvolvimento do sistema bancário com a modernização nas nossas agências.

Quais são as grandes lacunas que ainda identifica no âmbito do sistema bancário moçambicano e de que forma é que o Banco MAIS tem vindo a alterar e a ultrapassar esses obstáculos?

Diria que as grandes lacunas são a falta de literacia financeira e bancarização da população moçambicana, o que, devido à dimensão do país e o desafio de desenvolvimento das infraestruturas básicas, tornam esta tarefa mais difícil. Os bancos, na sua generalidade, e o próprio Banco Central têm vindo a fazer um grande esforço no campo da literacia financeira com ações de divulgação e formação.

O Banco MAIS tem sido um player impulsionador e dinâmico no âmbito das relações e cooperação da CPLP? Como o perpetua?

O Banco MAIS está inserido numa estrutura acionista que o coloca logo como um elemento relevante na CPLP, uma vez que um dos seus principais acionista, a Geocapital, é também acionista do maior Banco em Cabo Verde e do maior Banco na Guiné-Bissau. Com estas participações pretende criar um maior intercâmbio e cooperação entre estes países. Através deste acionista, com sede em Macau, também temos uma ligação ao Fórum MACAU, com quem também mantemos uma boa relação.

Na sua opinião, o que é necessário para uma cooperação cada vez mais sólida entre os Estados-Membros da CPLP?

Os Estados membros da CPLP estão localizados nos quatro cantos do mundo, América do Sul, Europa, África e Ásia o que dá à CPLP uma vantagem única de poder atuar a nível global. Do meu ponto de vista, ainda há muito trabalho a ser feito para que os países membros possam, de facto, beneficiar da pertença a esta Comunidade, mas, e do meu ponto de vista, parece-me fundamental que se trabalhe no sentido de se chegar a um entendimento sobre a circulação de pessoas, bens e fluxos financeiros entre os países membros, que beneficiaria, em muito, todos os envolvidos.

Para 2019, o que podemos esperar por parte do Banco MAIS? Quais os grandes desafios da marca?

Em 2018 o Banco MAIS viu a sua estrutura acionista reforçada com a entrada de um novo acionista, o BISON Group, grupo Chinês com investimentos na China, Hong Kong, Portugal, Estados Unidos e Moçambique. Com a entrada deste acionista foi também reforçada a sua capacidade financeira com um aumento de capital de 600 milhões de meticais. Para 2019 está previsto um novo aumento de capital e começará a ser visível a nova estratégia, que está em fase de implementação, e que passa por criar uma relação forte com o mercado chinês, com a criação de produtos específicos e estabelecimento de parcerias com entidades financeiras chinesas, que visem uma maior aproximação entre Moçambique e a China. Para 2019 podemos esperar um Banco MAIS, mais forte, mais focado no desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano e mais envolvido no estabelecimento de parcerias e relações comerciais com entidades chinesas.

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