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Fosun esteve em Portugal para se reunir com BCP e Banco de Portugal

O presidente da Fosun terá estado em Lisboa na semana passada para se reunir com a administração do BCP e com o Banco de Portugal, afirmou o ex-líder do PSD Marques Mendes, no seu espaço de comentário semanal na SIC na noite de domingo.

O líder do grupo chinês, que em Portugal é líder da Fidelidade e do grupo Luz Saúde, terá estado em Portugal na quinta-feira, tendo várias reuniões com a administração do banco português para, segundo o comentador, reafirmar a sua intenção de entrar no capital do banco.

Essa intenção foi dada a conhecer publicamente pelo grupo numa carta onde diz que tem interesse em entrar no capital do banco até uma posição de 16,7%, participação essa que poderia aumentar até aos 30% através de reforços da sua posição com operações de mercado e/ou participação em aumentos de capital futuros.

BCP dispara quase 10%, sem stress e com interesse da Fosun

O bom resultado nos testes de stresse europeus e o interesse dos chineses da Fosun em investir no banco estão a levar as ações do BCP a dispararem quase 10% nesta segunda-feira.

Menos de meia hora depois da abertura da sessão bolsista, os títulos do BCP subiam 8,9% para 2,2 cêntimos — um preço por ação que atribui ao BCP um valor de mercado a rondar os 1.280 milhões de euros.

O mercado acionista está a reagir, sobretudo, à notícia de que os chineses da Fosun, donos da Fidelidade e da Luz Saúde, estão disponíveis para comprar 16,7% do BCP através de um aumento de capital, um investimento que pode ascender a 30%. A informação foi avançada pelo próprio BCP em comunicado enviado ao regulador do mercado, a CMVM.

Os chineses impuseram, contudo, impõe várias condições para concretizar o negócio: a não oposição do supervisor bancário, que neste caso é o Banco Central Europeu, e a conclusão das discussões com a Comissão Europeia a propósito da ajuda pública que o BCP recebeu e que ainda não reembolsou na totalidade.

O interesse da Fosun veio garantir que as ações abrissem em terreno positivo nesta segunda-feira, depois de no final do dia de sexta-feira o banco ter, por um lado, indicado que teve um resultado superior a 7% no teste de stress — face a um “valor de referência de 5,5%” — mas informado que o primeiro semestre fechou com prejuízos de quase 200 milhões de euros, com um reforço das imparidades a penalizar a atividade recorrente.

Em nota de análise enviada esta manhã aos investidores, o analista André Rodrigues, do CaixaBI, escreve que, no que diz respeito aos resultados, “o BCP apresentou uma performance bastante negativa ao nível da sua conta de resultados, sobretudo por via de um reforço de provisionamento que atingiu um nível não usual”.

Contudo, numa análise ao resultado dos testes de stress, André Rodrigues afirma que “o resultado evidencia as melhorias na posição do banco face ao exercício anterior. De facto, e com as limitações associadas ao tipo de informação divulgada pelo BCP e as naturais ressalvas pelas diferenças entre os exercícios de 2014 e o teste de stress agora divulgado, trata-se de uma informação positiva e relevante e que evidencia a melhoria significativa da posição estrutural do BCP e da sua posição de capital”.

Quanto ao interesse da Fosun, o analista do CaixaBI lembra que “a supressão do direito de preferência dos acionistas na subscrição futura de aumentos de capital do BCP foi apresentada (e depois aprovada) o nosso entendimento é de que a mesma iria promover e potenciar a entrada de novos acionistas no capital do banco, sendo por outro lado penalizadora para os restantes acionistas do banco”. Neste contexto, o especialista faz a seguinte análise, deixando antever uma revisão do seu preço-alvo (10 cêntimos, atualmente) para o BCP:

O investimento da Fosunascenderia a 236 milhões de euros (a preços atuais) correspondendo a 16,7% do total de ações do BCP após a operação e tornando-se assim o seu maior acionista (a Sonangol seria diluída dos atuais 17.8% para 14.9% como resultado da operação). Nesse caso, a diluição dos resultados por ação, que estimamos em torno de 16% para 2017 e 2018, levaria a um natural ajustamento da avaliação do BCP.

Lisboa segue Europa com Sonae e BPI a liderarem ganhos

Cerca das 9:30 em Lisboa, o PSI20, que agora apenas inclui 17 empresas, estava a subir 0,65%, para 4.891,51 pontos, com 11 ‘papéis’ a valorizarem-se e seis a cairem, depois de ter descido a 11 de fevereiro para 4.460,63 pontos, um mínimo desde julho de 2012.

A partir de 21 de março, o PSI20 vai passar a incluir 18 cotadas, com a entrada da Corticeira Amorim, do Montepio e da Sonae Capital, depois de serem excluídos os ‘papéis’ da Impresa e da Teixeira Duarte.

Estas alterações fazem parte da revisão anual do índice e foram anunciadas na segunda-feira pela Nyse Euronext.

Com estas alterações, o setor financeiro passa a ter três cotadas, com o Montepio a juntar-se ao BPI e ao BCP, sendo que a Sonae Capital se junta à sua casa-mãe, a Sonae SGPS.

A Teixeira Duarte e a Impresa, que voltarão em breve para o índice geral, tinham sido promovidas ao PSI20 no início de 2014.

Entretanto, os ‘papéis’ da Sonae SGPS e do BPI estavam a subir 1,45%, para 0,958 euros, e 1,28%, para 1,185 euros.

Além da Sonae SGPS e do BPI, a Jerónimo Martins, os CTT e o BCP eram outros dos que mais estavam a subir, designadamente 1,14%, para 513,79 euros, 1,07%, para 7,68 euros e 1,04%, para 0,039 euros.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje em alta, apesar de Wall ter terminado em baixa na terça-feira devido à queda do preço do petróleo e dados negativos da economia chinesa.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em baixa na terça-feira, com o Dow Jones a descer 0,64%, para 16.964,10 pontos, depois de ter subido a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,0976 dólares, contra 1,1047 dólares na segunda-feira.

A sessão da bolsa de Xangai, principal indicador dos mercados chineses, terminou em baixa, a cair 1,34%, bem como a de Tóquio, que fechou em baixa, com o Nikkei a cair 0,84%.

Entretanto, os investidores continuam pendentes da reunião do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) na próxima quinta-feira, da qual esperam a adoção de novos estímulos monetários.

Depois de o presidente do BCE, Mario Draghi, ter dito que o conselho de governadores vai rever e reconsiderar os atuais estímulos monetários na próxima reunião de 10 de março, os investidores também aguardam as novas projeções macroeconómicas do BCE de crescimento e inflação para a zona euro, que incluem 2018.

Draghi também considerou que esta revisão da política monetária ocorre num contexto em que a incerteza sobre a evolução dos países emergentes, juntamente com a volatilidade nos mercados financeiros e no de matérias-primas, aumentam os riscos do crescimento mundial.

O presidente do BCE reiterou que o BCE está disposto a utilizar todos os instrumentos disponíveis no âmbito da política monetária para impulsionar os preços.

Os mercados preveem que o BCE corte esta semana ainda mais a taxa de juro de depósito, que atualmente está em -0,30%, mas não sabem se aumentará o volume de compra de dívida ou aprovar outras medidas.

O barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em alta, mas a cotar-se a 39,86 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,68% do que no encerramento da sessão anterior.

BCP recebe 500 milhões do BEI para financiar PME

O contrato de financiamento relativo à primeira parcela de 250 milhões de euros foi ontem assinado em Lisboa por Román Escolano, vice-presidente do BEI e por Miguel Bragança, CFO do Millennium bcp.

“Para além das pequenas e médias empresas (PME), serão também elegíveis para financiamento as chamadas mid-caps (empresas com um máximo de 3 000 trabalhadores) e outras entidades dos sectores público e privado que pretendam realizar projetos de pequena e média dimensão em Portugal”, referiu.

Adiantou que cada projeto de uma PME pode receber até 12,5 milhões de euros de financiamento do BEI, sendo que este financiamento pode atingir 50% noutro tipo de projetos. O Millennium bcp compromete-se a acompanhar o empréstimo do BEI com, pelo menos, o mesmo montante, “dando um novo incremento ao seu volume de empréstimos de médio e longo prazo a empresas”, realçou.

Com este empréstimo, o BEI concede financiamento a este tipo de empresas em condições favoráveis de prazo e taxa de juro.

Segundo o comunicado deste organismo europeu, o financiamento das pequenas empresas é uma das prioridades de investimento do BEI. “Em 2014, o Grupo BEI concedeu um montante recorde de 25 500 milhões de euros às pequenas empresas, beneficiando mais de 290 000 empresas em toda a Europa. Em Portugal, no mesmo ano, o BEI assinou acordos de empréstimo num total de 1 319 milhões de euros, incluindo 875 milhões de euros para as PME e as mid-caps”, explicou.

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