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Bélgica: Homem faz-se explodir em campo de futebol

Contornos do incidente ainda não são totalmente claros, mas hipótese de terrorismo parece descartada. Não há registo de vítimas para além do homem que se fez explodir.

“A polícia foi chamada por uma pessoa que afirmou ter visto um homem a fazer-se explodir no campo de futebol”, afirmou fonte das autoridades à RTL.

Para além do homem, que ainda não foi identificado, não há mais vítimas a registar, sendo que o campo de futebol, ao que tudo indica, estaria vazio.

As motivações que estão origem do incidente ainda não são claras, mas as autoridades parecem descartar a hipótese de se tratar de um ataque terrorista.

Uma das hipóteses que está a ser avançada pela imprensa belga é a de que o homem se suicidou. De acordo com o Le Soir, o homem seria um ex-militar que vivia perto do campo de futebol.

Para as 17h00 locais (menos uma hora em Portugal), está marcada uma conferência de imprensa, altura em que as autoridades deverão divulgar mais pormenores sobre o caso.

Proibição do véu facil não viola Direitos Humanos afirma Tribunal Europeu

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos concluiu esta terça-feira que a lei belga que proíbe o véu facial total ou parcial não viola a Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

O veredicto considerou que a lei desempenha um papel na “garantia da coesão social”, “vida conjunta” e da “proteção dos direitos e liberdades de outros”, não dando por isso razão às duas mulheres muçulmanas que o pretendiam fazer naquele país.

A belga Samia Belcacemi e a marroquina Yamina Oussar haviam declarado que escolheram de livre vontade usar o véu niqab e alegaram que os seus direitos foram violados por uma lei discriminatória

A lei belga, de junho de 2011, proibe que se surja em público com a cara mascarada ou parcial ou totalmente oculta, de modo a que se fique não identificável. Quem o fizer pode incorrer em multas e em uma pena de até sete dias de prisão.

Na altura da sua aprovação, os deputados belgas alegaram que a proibição se destinava simultaneamente a permitir que a polícia consiga identificar cabalmente as pessoas e ao mesmo tempo combater um símbolo da opressão das mulheres.

Belcacemi vive em Schaerbeek e após a aprovação da lei começou por continuar a usar o véu, mas acabou por deixar de o fazer, devido ao receio de ser multada e presa e pela pressão social, enquanto Oussar, que vive em Liège, optou por permanecer em casa.

Alta tensão na Bélgica após eliminação do Europeu

A Bélgica parecia que estava lançada para algo de especial no Euro 2016. Passou a fase de grupos em igualdade pontual com a Itália, goleou a Hungria por 4-0 nos oitavos-de-final, mas, tal como no Mundial de 2014, caiu nos “quartos”, então frente à poderosa Argentina e agora contra o surpreendente País de Gales. A derrota por 1-3 face à 26.ª selecção do ranking FIFA (a Bélgica é segunda) foi demais para os belgas e para a imprensa daquele país, que “pediu a cabeça” do seleccionador. Foi também demais para o guarda-redes Thibaut Courtois, o jogador mais inconsolável no final da partida.

A desilusão do guarda-redes do Chelsea foi tal que, segundo a imprensa belga, chegou ao balneário, no final do jogo, e “explodiu”, confrontando o treinador e atribuindo-lhe as culpas. Segundo testemunhas citadas pelo jornal Het Laatste Nieuws, Courtois acusou o técnico de ter montado uma táctica “completamente errada”, tal como já tinha acontecido frente à Itália na fase de grupos. Wilmots terá dito “tu não falas assim comigo” e a discussão tornou-se feia, tendo mesmo chegado a agressões, segundo a imprensa belga. E o certo é que a situação não foi desmentida.

Depois do que aconteceu no balneário, Courtois e Wilmots falaram aos jornalistas. O guarda-redes continuou à carga. “Contra uma equipa que jogou em 3-5-2 contra nós, tal como fez a Itália na fase de grupos, utilizámos a mesma táctica e tivemos os mesmos problemas”, disse. Sobre o que se passou no balneário referiu: “Pus o dedo na ferida, disse o que pensava do técnico na cara dele. Não podemos repetir, uma e outra vez, os mesmos erros. É inaceitável”. Questionado sobre as palavras do seu jogador, o treinador também partiu para o ataque. “Está frustrado porque teve uma temporada difícil no Chelsea e tinha a esperança de ser campeão da Europa”, argumentou.

Seleccionador desde 2012, Marc Wilmots teve à sua disposição um grupo de jogadores de qualidade superior durante estes quatro anos e ficou-se pelos “quartos” tanto no Brasil, como em França. Tem o lugar em risco, embora a federação belga não queira tomar uma decisão precipitada. “Vamos aproveitar as próximas semanas para fazer uma avaliação profunda do funcionamento desportivo e operacional da equipa nacional”, refere o organismo em comunicado. Já o seleccionador disse, depois do jogo, que “tudo é possível” e pediu tempo para “reflectir”. E para Courtois, Wilmots deve ou não continuar à frente dos “Diabos Vermelhos”? “Essa resposta só ele pode dar, mas deve tomar a decisão que melhor sirva os interesses da Bélgica”, referiu.

A verdade é que naquele país já se fala em nomes para suceder a Wilmots. Dois têm sido falados com insistência entre sexta-feira e domingo: Michel Preud’homme e Louis Van Gaal. O primeiro, antigo guarda-redes do Benfica, é uma velha glória da selecção belga. Actualmente é treinador do Club Brugge e foi campeão na época passada. É um nome unânime para o cargo de seleccionador. O mesmo não se pode dizer de Van Gaal, mas o holandês também é hipótese depois de ter deixado o Manchester United. “Ele adora a Bélgica e está encantado com o nível de qualidade da selecção”, revelou o seu amigo Cees Wijburg, citado pela imprensa daquele país.

Homem belga pede eutanásia porque não quer ser gay

Um homem belga pediu a eutanásia, porque não consegue aceitar a sua homossexualidade. “Sempre pensei na morte. Desde as minhas primeiras recordações, sempre esteve presente. Isto é um sofrimento permanente, é como estar prisioneiro no próprio corpo”, disse o homem à BBC.

A Bélgica, país onde a eutanásia é legal, tem leis específicas para o procedimento. No caso de o doente sofrer de uma enfermidade física, tem de haver acordo entre dois médicos e o paciente. Nos casos de doenças psiquiátricas, é necessário que haja três médicos de acordo. O pedido de eutanásia tem de ser feito de forma voluntária, consciente, e apenas se houver sofrimento físico ou mental incurável, constante ou insuportável, lembra a BBC.

Gilles Genicot, professor de direito médico na Universidade de Lieja e membro do comité de revisão da eutanásia, declara que “é muito provável que ele tenha problemas psicológicos relacionados com a sua sexualidade”. Ainda assim, o responsável conclui: “Não consigo encontrar um rasto de doença psíquica real aqui”.

Genicot considera, no entanto, que não se pode “descartar a opção de eutanásia para estes pacientes”. “Eles podem ser amparados pela lei, quando se tiverem tentado todos os tratamentos e nenhum tenha tido êxito, e três médicos cheguem à conclusão de que não sobra mais nenhuma opção”, explicou o membro do comité de revisão da eutanásia.

“Para mim é só uma anestesia”, disse o homem que quer morrer. Há 17 anos a fazer tratamentos terapêuticos, lembra que “toda a vida” o levou a esta realidade: “A minha mãe tinha demência, e então eu não estava bem mentalmente”.

O belga diz que se sentiu “muito sozinho” durante a infância. “Tinha medo de sair, de ser visto. Estava sempre assustado e era consideravelmente tímido”, disse.

“Eu não queria ser gay”, afirma na entrevista à BBC. O homem está decidido a recorrer à eutanásia como última arma para lutar com o que considera um “sentido constante de vergonha e sensação de cansaço, por estar atraído por gente por quem não me devia sentir atraído”.

Desde 2002 que a eutanásia é legal na Bélgica, e em 2014 a lei passou a permitir que as crianças também possam recorrer a este procedimento.

Polícia belga detém seis suspeitos ligados a tiroteio em comboio

A 21 de agosto, Ayoub El Kahzzani, marroquino, entrou no comboio na capital belga, Bruxelas, armado com uma espinarda automática Kalashnikov e outras armas, mas foi neutralizado por um grupo de norte-americanos e um britânico, quando começou a disparar.

O homem permanece detido, mas o juiz responsável pela investigação ao ataque ordenou a realização de seis buscas, que decorreram hoje na área de Bruxelas, incluindo quatro no bairro de Molenbeek, considerado um ‘reduto’ de jihadistas. As outras duas operações decorreram em Woluwe-Saint-Lambert e Haren.

“Seis pessoas foram detidas e questionadas”, segundo um comunicado do gabinete do procurador federal, que referia que não foram encontradas armas nem explosivos nas buscas.

O juiz deverá decidir nas próximas horas se as pessoas ficarão detidas.

As autoridades belgas acusaram no sábado três homens de “tentativa de homicídio terrorista”, após buscas em dezenas de casas, operações relacionadas com uma alegada ameaça a adeptos durante um jogo do campeonato europeu de futebol (Euro2016).

As operações decorreram em toda a Bélgica, incluindo o bairro de Molenbeek, com uma grande população imigrante.

Kahzzani ficou em casa da sua irmã neste bairro, antes de embarcar no comboio que viajava entre Amesterdão e Paris.

Molenbeek também tem sido alvo de investigações ligadas aos ataques bombistas em Bruxelas, a 22 de março, que causaram 32 mortos, e os ataques de 13 de novembro do ano passado, em Paris, em que morreram 130 pessoas.

Polícia belga alertada: Jihadistas do ISIS a caminho da Europa

As autoridades belgas receberam um alerta antiterrorismo: um grupo de militantes do Estado Islâmico terá deixado a Síria recentemente e estarão a caminho da Europa, com planos para atacar de novo em França e na Bélgica.

A informação de que a Reuters dá conta foi revelada por uma fonte das forças de segurança belgas.

O nível de alerta de segurança mantém-se inalterado mas este alerta já circulou entre as diferentes forças de segurança da Bélgica.

A mesma Reuters cita ainda o jornal DH, que escreve que o grupo de suspeitos em causa terá deixado a Síria há cerca de semana e meio e que vão tentar entrar na Europa através da fronteira entre a Turquia e a Grécia, sem passaportes.

Cita a agência Lusa do órgão belga de coordenação para análise de ameaças que as “muitas informações” recebidas serão alvo de “análise e contextualização”, não tendo ainda sido alterado o nível alerta no país, que se mantém em três numa escala de quatro.

Dois detidos por suspeita de planearem atentados para o fim do ano

A investigação, que resultou na detenção de seis pessoas, das quais quatro foram libertadas, revelou “ameaças sérias de atentados em lugares emblemáticos de Bruxelas durante as festas de fim de ano”.

Um dos suspeitos foi preso sob a suspeita de planear ataques e também por “desempenhar um papel de liderança em atividades de um grupo terrorista e recrutar”, enquanto outro enfrenta acusações de planeamento e “participação em ativistas de um grupo terrorista”, refere o mesmo comunicado.

A imprensa local relata uma “operação antiterrorista discreta, mas importante” realizada nos últimos dias, em Bruxelas, na região de Liège e na província Brabante flamenga, no âmbito de um mandato ordenado por um juiz de instrução da capital belga, especializado em questões de terrorismo.

“Nem armas, nem explosivos foram descobertos”, segundo a mesma fonte, que não confirmou informações da imprensa sobre “ameaças concretas” contra uma esquadra da polícia localizada junto da Grand Place, um dos locais mais frequentados por turistas, e acerca do aumento do estado de alerta nas esquadras do nível dois para três.

O comunicado indicou que as detenções não estão relacionadas com os atentados de 13 de novembro de Paris, que causaram 130 mortos, e que para o “interesse” do processo “não serão dadas mais informações por agora”.

Ministra belga da Educação sugere ‘salas seguras’ nas escolas

Sala de aula

Segundo a imprensa local, Joëlle Milquet enumerou quatro medidas para as escolas primárias e secundárias aumentarem a segurança, nomeadamente com a criação de salas onde alunos e professores possam refugiar-se.

A ministra também defendeu a necessidade de colocar, no início e no fim dos períodos de aulas, uma pessoa em cada acesso dos estabelecimentos para identificação de pais e alunos e para comunicar qualquer ação suspeita.

Essas pessoas devem dispor de um telemóvel para rapidamente poderem alertar as forças de segurança e de emergência.

Outras medidas passam pela limitação de concentrações frente às escolas ou as saídas de alunos à hora de almoço e durante as horas de aulas.

Durante o dia, as portas e os acessos às escolas devem ser fechados, com exceção de um local, que deve estar permanentemente vigiado.

O Conselho Nacional de Segurança encontra-se reunido para analisar a continuação, ou não, do estado de alerta máximo na capital belga.

As autoridades belgas decidiram manter durante o dia de hoje o alerta máximo na região de Bruxelas, por considerarem que permanece uma “ameaça séria e iminente” de ataques terroristas.

Todas as linhas de metro estão encerradas, assim como as escolas.

As autoridades consideraram haver risco de ataques iminentes em Bruxelas, provavelmente em diversos pontos da cidade, à imagem do que sucedeu em Paris a 13 de novembro.

Os alvos potenciais identificados são locais com grande afluência de pessoas, estando no topo da lista os centros comerciais, as artérias com mais comércio, e os transportes públicos, razão pela qual as recomendações das autoridades permanecem as mesmas que vigoraram durante o fim de semana, estando também desaconselhados eventos que possam atrair muitas pessoas.

No resto do território belga, o nível de ameaça permanece em “3”, na escala até “4”, tendo o primeiro-ministro sublinhado que não se deve subestimar este nível de alerta, que diz respeito a uma ameaça “possível e verosímil”.

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