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BENSAUDE HOTELS – MOMENTOS INESQUECÍVEIS NA SUA BAGAGEM E UM DESEJO DE VOLTAR

As unidades hoteleiras «made in» Bensaude Hotels assumem-se como espaços de luxo, preparados para receber qualquer um de nós com todo o requinte e excelência. Neste sentido, o que marca a diferença das vossas unidades hoteleiras e que perpetuam nas mesmas um cariz de excelência?

As nossas unidades hoteleiras têm a vantagem de ser bastante diversas entre si, quer em termos geográficos, quer em termos de infraestruturas, o que permite uma diversificação da oferta em cada destino. Temos sete unidades hoteleiras em funcionamento, sendo que quatro se situam na Ilha de São Miguel, uma na ilha do Faial, outra na Ilha Terceira e finalmente temos a unidade em Lisboa que é, também, uma espécie de embaixador do “bem servir” e “bem receber” açoriano.

Uma das nossas principais mais-valias são os mais de oitenta anos de experiência no setor, tendo sido pioneiros do turismo nos Açores, o que nos permitiu até aos dias de hoje aperfeiçoar o nosso serviço, sempre numa perspetiva de melhoria e acompanhando as tendências do mercado.

Apoiamo-nos também num conceito muito próprio “inspired by azores”, capitalizando o património de uma região que é cada vez mais um exemplo de sustentabilidade, hospitalidade e qualidade.

 

Como define a Bensaude Hotels com unidades tão diferentes? É a chamada «coleção de hotéis»?

É mesmo isso, uma coleção de hotéis que pretende responder às diversas necessidades de mercado e respetivos segmentos. Desde hotéis citadinos e cosmopolitas até ao melhor Boutique Hotel em Portugal: o Terra Nostra Garden Hotel com a envolvência do Parque Terra Nostra como um lugar ímpar e único no nosso país.

A Bensaude Hotels é fruto das mais variadas influências, um pouco como o arquipélago onde nasceu, que se marca pelas diferenças acentuadas de ilha para ilha, quer em termos dos seus habitantes como dos seus usos e costumes.

 

De que forma são fundamentais a sustentabilidade a médio e longo prazo, em termos ambientais, sociais e económicos para a marca?

A Bensaude Hotels está inserida no Grupo Bensaude que se pugna por valores como a sustentabilidade, logo não poderia viver alheada de uma temática que é cada vez mais fundamental na exploração de negócios. Para quem já teve o prazer de visitar os Açores certamente reparou no equilíbrio que tem de existir entre a exploração do destino e a natureza que é o maior ex-líbris da ilha. O não preservar a natureza, um dos principais argumentos de venda do destino, não faz sentido. Nas questões sociais e económicas o caminho é exatamente o mesmo. Estamos a falar de uma população que está dividida entre várias ilhas e nós, enquadrados no Grupo Bensaude, como maior empregador privado dos Açores temos uma responsabilidade acrescida.

 

São conhecidos como os Óscares do turismo e pretendem premiar o melhor do turismo em cada país. A edição europeia dos World Travel Awards decorreu no passado mês de setembro, na ilha de Sardenha, em Itália, e já é conhecida a lista completa dos vencedores. Que importância tem para a Bensaude Hotels este certame?

Já imaginou o que é num país de dez milhões de habitantes, com dois arquipélagos, ser considerado o melhor Boutique Hotel? É com certeza muito importante para nós enquanto marca e para o destino Açores na senda de se afirmar como uma referência de qualidade! Queremos que olhem para nós e para os Açores e pensem em qualidade, exclusividade, diferenciação. Não temos a ambição de ser iguais a ninguém, temos uma identidade muito própria e na qual temos orgulho. Os WTA só vêm reforçar a visibilidade do nosso trabalho e dos nossos colaboradores. É um certame que tem uma importância fundamental, não trabalhamos em função do mesmo, mas o que desenvolvemos em função dos hóspedes é reconhecido através dos WTA e isso deixa-nos muito felizes.

 

Vencedor em 2014 na categoria Portugal’s Leading Boutique Hotel dos World Travel Awards, o Terra Nostra Garden Hotel foi nomeado, pelo terceiro ano consecutivo, em duas categorias: Portugal’s Leading Boutique Hotel 2016 e Europe’s Leading Boutique Hotel 2016, concorrendo com alguns dos melhores hotéis europeus, tendo ficado no top 3 destas categorias o ano passado. Que significado tem este reconhecimento para a marca?

É de fulcral importância num destino ultraperiférico que cada vez se aproxima mais das metrópoles e que cada vez mais desperta o interesse no estrangeiro. É uma sensação incrível aqui no meio do Atlântico conseguirmos ter um reconhecimento destes. Ficar no top 3 europeu, por exemplo, é um prémio. A concorrência é de grande qualidade e conseguirmos estar nesse patamar dá-nos muita esperança para o futuro e obriga-nos por outro lado a fazer cada vez mais e melhor, a inovar na oferta e no serviço.

 

Este reconhecimento pode também ser considerado o espelho da evolução e do crescimento do turismo nos Açores? O que falta para ir mais longe?

Sem dúvida. Há alguns anos atrás os Açores não tinham qualquer representante neste tipo de certames, hoje em dia não faltam, desde a Bensaude Hotels à nossa concorrência, já temos hotéis colocados nas principais referências da hotelaria internacional, contando sempre que há muito por fazer e para fazer, ainda agora estamos no início de um novo “momentum”. Só o Terra Nostra da Bensaude Hotels até à data arrecadou cinco grandes prémios a nível de turismo, e sempre que somos premiados o nome dos Açores vai connosco, para a Europa, para a Ásia, para a América do Norte, somos “inspired by Azores”.

 

Estamos a viver um momento de crescimento do turismo nacional, mais concretamente da região dos Açores?

Certo. Esperamos que a tendência se mantenha. O nível de exigência é maior, o que torna o nosso dia a dia mais desafiante. Já não estamos a concorrer regionalmente, estamos a concorrer globalmente.

 

O aumento das dormidas nos Açores verificadas em 2015, o incremento de pessoas a procurar informações sobre o arquipélago, a crescente mobilidade proporcionada pelas companhias aéreas são algumas particularidades evidentes. Mas o que ainda falta, na sua opinião, para consolidar ainda mais o turismo dos Açores?

Falta mais tempo com crescimento da procura. Este tempo vai refletir-se nas aprendizagens, na melhoria da qualidade das ideias e dos processos, e vai permitir a todos os operadores e intervenientes focarem-se na consolidação do turismo nos Açores. A formação é sem dúvida um dos fatores fundamentais a nível local, a promoção online e offline assume um fator preponderante. Não podemos relaxar e pensar “agora já está”. Há muita evolução a ser feita e os Açores e os Açorianos estão prontos e abertos para responder aos clientes mais exigentes que chegarem agora e no futuro.

 

Portugal estava nomeado, na 23.ª edição do evento dos World Travel Awards, em 91 categorias e saiu vencedor em 24, mais oito comparativamente a 2015, ano em que venceu em 14. Isto significa que o turismo e a hotelaria em Portugal estão no bom caminho?

Portugal está no caminho certo, e em diversos setores já é a referência a nível Mundial. Deixámos de ser o país do sol e praia, somos muito mais que isso. Tem sido feito um esforço muito grande para que o turismo de qualidade se afirme e o nosso país é maravilhoso para quem o visita, as pessoas, a gastronomia, as diferenças culturais e geográficas. Somos riquíssimos na terra, no mar e até no ar.

 

Qual tem sido o contributo da Bensaude Hotels e para onde pode ir a marca de futuro?

A Bensaude Hotels como pioneira no Turismo dos Açores, desde os tempos da Sociedade Terra Nostra, continua a assumir um papel de liderança e de procura contínua pela diferenciação e pela qualidade de serviço.

Estamos focados nos Açores e no seu desenvolvimento enquanto destino, tendo uma certeza, temos de preservar o mesmo. Enquanto marca temos de consolidar a nossa imagem e projetar a mesma para geografias cada vez mais longínquas. Levar os Açores ao Mundo.

 

Quais as principais lacunas que deteta na atividade hoteleira nacional? Que desafios tem a mesma?

A hotelaria nacional é considerada ao nível internacional de muito boa qualidade e muito competitiva ao oferecer uma relação de qualidade/ preço superior a outros destinos europeus. Neste momento, de aumento da procura, mas também da oferta, a hotelaria nacional tem o desafio de manter e consolidar um serviço de qualidade, quando as pessoas qualificadas neste setor começam a não ser suficientes, tornando-se necessária mais formação. Por outro lado, a oferta está também a aumentar por um alojamento local que não é considerado alojamento turístico, e sobre o qual existe uma fraca fiscalização, o que não permite a obtenção de estatísticas fiáveis no setor. Outro dos desafios da hotelaria nacional é o seu crescimento no marketing e nas vendas online diretas, e portanto no acompanhamento das tendências de marketing digital. A procura online está a crescer e a hotelaria nacional tem o grande desafio de se saber posicionar ao nível internacional nos meios digitais. Nesta área é também fundamental mais formação e mais recursos humanos qualificados.

 

Quais são os principais desafios da marca Bensaude Hotels e das respetivas unidades hoteleiras? A constante melhoria é um ponto de ordem da vossa orgânica em prol de receber bem os vossos clientes?

Sem dúvida. Melhorar infraestruturas, melhorar a experiência do hóspede, melhorar o serviço. São tudo processos contínuos, nunca paramos em cima do que já alcançámos. Estamos num período em que a necessidade de diversificação da oferta tem de ser cada vez maior para responder aos nichos por exemplo, os clientes estão cada vez mais exigentes e “viver” o destino é muito mais importante que o contemplar. Se há dez anos o turista ficava feliz em tirar uma fotografia à Lagoa do Fogo, hoje em dia não descansa enquanto não percorre um qualquer trilho que o leve lá abaixo. Os desafios da marca são mesmo estes, ouvir, per­ceber e implementar, para que os nossos hóspedes saiam sempre com momentos inesquecíveis na sua bagagem e um desejo de voltar.

80 anos Bensaude Hotels

Tanque Termal Parque Terra Nostra

O Terra Nostra Garden Hotel é exatamente o hotel que marca o início da ligação do Grupo Bensaude com a área do turismo, comemorando em 2015 os seus 80 anos de atividade ininterrupta, sendo um ex-líbris do turismo açoriano e estando intrinsecamente ligado à hotelaria da ilha de São Miguel.

Publicidade Terra NostraA Bensaude Hotels, não com esta designação à altura, dá os primeiros passos em 1933 através de um grupo de visionários açorianos, entre os quais Vasco Bensaude, um dos principais protagonistas, confirmando-se e materializando-se em abril de 1935 com a abertura do Hotel Terra Nostra.

Este projeto, bafejado pelo sucesso, não deve ser alheio à sua envolvência, uma vez que a existência e aquisição do Parque Terra Nostra por parte da Sociedade Terra Nostra foi vital para que ainda hoje este seja um “guilty pleasure” ou um “secret spot” de excelência para todos os que o visitam, com a sua riqueza de espécies botânicas, o seu tanque de água férrea e mais recentemente com o jacuzzi natural.

Foi assim que em 2013 o Terra Nostra Garden Hotel foi submetido a grandes obras de remodelação, posicionando-se como um dos melhores hotéis da sua categoria em Portugal, o que o levou a ganhar vários prémios com o “Portugal’s Leading Boutique Hotel” atribuído pelo World Travel Awards em 2014 ou mais recentemente outro prémio atribuído pelo World Luxury Hotel Awards, demonstrando a aposta clara da marca no fortalecimento da sua imagem e da sua coleção.

A Bensaude Hotels, nascida e criada com esta matriz de qualidade e de preocupação com a sua oferta para proporcionar aos seus hóspedes momentos inesquecíveis, expande-se, deste então, tendo estado envolvida na construção do primeiro campo de golfe dos Açores em 1939 e, posteriormente, com outro ex-libris da Ilha de São Miguel, o Hotel São Pedro.

Com o passar dos anos e com a afirmação do turismo como setor estratégico da economia portuguesa e, mais recentemente, da economia açoriana, a preocupação da Bensaude Hotels em acompanhar o mercado e as tendências, faz com que haja um grande investimento no setor do turismo, desde o início do século XXI, com a abertura de unidades hoteleiras construídas de raiz, como é o caso do Hotel Marina Atlântico ou do Terceira Mar Hotel, unidades absolutamente ímpares no panorama da região autónoma dos Açores, existindo ainda a preocupação de fazer um investimento fora da região, apresentando-se o Hotel Açores Lisboa como o embaixador da cultura e dos sabores açorianos na capital portuguesa.

Ao longo destes 80 anos de história que este ano se celebram, a Bensaude Hotels, e hoje mais que nunca essa preocupação é real, apostou naquilo que são os produtos regionais açorianos e na hospitalidade que tão bem caracteriza os que nesta região autónoma estão enraizados. Características que com o passar dos anos se encontram cada vez mais vincadas no ADN da marca e na sua comunicação, sendo que cada vez mais é uma marca virada para o mundo com a excelência dos retoques que, só uma marca nascida numa região com características tão únicas, pode ter.

A procura de um equilíbrio entre a atividade económica e a sustentabilidade ambiental é ainda uma das matrizes importantes da marca, que assume, claramente, a preservação do meio ambiente onde se insere, estando ligada às questões ambientais desde a sua criação, sendo reflexo disto nos dias de hoje a certificação ambiental de duas das suas unidades hoteleiras, sendo que todas as outras têm rigorosos planos para preservação ambiental e redução do impacte no meio ambiente.

Como marca, a preocupação e a ligação à região autónoma dos Açores é extremamente vincada, bem como as preocupações sociais que daí advêm. Uma marca com tradição, que continua a olhar com esperança para o futuro, superando os desafios que se colocam.

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