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Universidade do Porto cede 265 bicicletas para combater o sedentarismo

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“Pretendemos com este projeto combater o sedentarismo, porque há um sedentarismo muito elevado entre os estudantes e a ideia é criar a mudança de hábitos e estilos de vida mais ativos”, explicou Joana Carvalho, pró-reitora da área do desporto e qualidade de vida, no âmbito da sessão de entrega das primeiras bicicletas deste projeto, que decorreu na Reitoria da Universidade do Porto (UP).

O projeto nacional U-bike, que visa também a “promoção da mobilidade suave” e a adoção de hábitos mais sustentáveis, vai atribuir a 15 instituições de ensino superior um total de 3.234 bicicletas, das quais 2.096 são elétricas e 1.138 são convencionais.

Durante a sessão, alguns membros da direção da Universidade do Porto entregaram “simbolicamente” 20 das 265 bicicletas do projeto local, das quais 220 são elétricas e as restantes 45 convencionais.

“A ideia é as bicicletas irem ‘rodando’ de utilizador, ou seja, depois do tempo de monitorização dos candidatos outros se possam iniciar, e assim darmos continuidade a esta ação”, explicou a pró-reitora.

As restantes bicicletas vão agora ser entregues a membros da comunidade académica da UP, que, consoante as candidaturas, podem utilizá-las durante seis, nove ou 12 meses, sendo que têm de percorrer, no mínimo, sete quilómetros diários.

Para a monitorização destes veículos, o Centro de Desporto da UP desenvolveu uma aplicação interativa que vai calcular os quilómetros, as calorias, a distância, a energia, a emissão de dióxido de carbono (CO2) e os níveis de poupança de cada utilizador.

Sara Soares, estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina da UP e residente em Matosinhos, no Porto, foi uma das 265 candidatas que recebeu uma bicicleta elétrica.

“Aderi a este projeto sobretudo pela preocupação ambiental. Num mundo em que vivemos, devemos procurar alternativas ao uso do carro e dos transportes públicos, e tentar diminuir a nossa pegada ecológica”, disse, em entrevista à Lusa.

A estudante, que trabalha no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), conta agora que “não seja muito difícil” percorrer, todos os dias, os quatro quilómetros que a separam de casa ao trabalho.

“Acho que o Porto não está preparado como as outras cidades europeias, mas à medida que as pessoas começarem a andar de bicicleta a cidade também vai ter necessidade de se adaptar”, acrescentou.

A sessão realizada hoje contou com a presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, com o Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, com o reitor da UP, António de Sousa Pereira, e representantes da Comissão Diretiva do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e do Instituto da Mobilidade dos Transportes (IMT).

O projeto U-Bike, que se enquadra no Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) do Portugal 2020, conta com um investimento total de cerca de seis milhões de euros, dos quais 4,7 milhões são financiados pelo Fundo de Coesão.

LUSA

Domingo sem carros: Lusoponte impede travessia da ponte 25 de Abril em bicicleta

Ainda não é desta que a celebração da Semana da Mobilidade e do Dia Sem Carros pode contar com a travessia da Ponte 25 de Abril, entre Almada e Lisboa, de bicicleta e sem automóveis.

O Expresso apurou que a Câmara Municipal de Almada gostaria este ano de aliar a celebração da mobilidade sustentável à dos 50 anos da ponte, promovendo a travessia desta via rodoviária sobre duas rodas não motorizadas, na manhã de domingo, 20 de setembro. Porém, a Lusoponte não autoriza.

A concessionária alega questões de segurança relacionadas com o acesso às duas zonas em grelha aberta do tabuleiro que, “pela diversidade de participantes e tipos de bicicletas possíveis de utilizar carece de medidas excecionais de segurança”, lê-se no parecer emitido a que o Expresso teve acesso. A concessionária também invoca que, tendo em conta o tempo do evento e o tempo necessário para a montagem e desmontagem do mesmo, fechar a ponte ao trânsito afetaria 50 mil veículos, “o que para um mínimo de dois passageiros por viatura perfaz cerca de 100.000 pessoas afetadas na sua liberdade de circulação”.

Em resposta escrita, a Câmara Municipal de Almada lamenta “a falta de abertura e recetividade” da Lusoponte para acolher as soluções propostas, e lembra que teve pareceres positivos de associações de utilizadores de bicicleta, dos organizadores da Maratona e de entidades com competência em matéria de segurança que “garantiriam a segurança dos participantes”.

Há quatro anos que o programa “Duas Margens, Duas Rodas”, uma iniciativa coorganizada pelas câmaras municipais de Almada e de Lisboa, permite a travessia de bicicleta gratuitamente nos barcos da Transtejo ou nos comboios da Fertagus. Assim continuará a ser este ano para aqueles que se inscreverem até 17 de setembro.

Alemanha abre a sua primeira “autoestrada para bicicletas”

A Agence France Presse noticia que acaba de abrir o primeiro troço desta “Autobahn”: tem apenas cinco quilómetros, mas já permite aos ciclistas experimentar a ciclovia, que tem sido louvada como uma alternativa à deslocação por automóvel e uma boa forma de aumentar a atividade física nas pessoas que trabalham em escritórios.

O porta-voz do grupo de desenvolvimento regional RVR, Martin Toennes, disse à Agence France Presse que mais de dois milhões de pessoas vivem a menos de dois quilómetros de distância desta autoestrada para bicicletas, e poderão usar parte dela nas suas deslocações diárias. Um estudo do RVR indica que, quando a estrada estiver concluída, poderá tirar das estradas até 50 mil carros todos os dias.

A estrada liga as cidades de Duisburg, Bochum e Hamm, e grande parte dela foi construída no trajeto dos carris de uma linha de comboio que foi desativada, na região industrial de Ruhr.

Disputas sobre financiamento

Os 100 quilómetros de ciclovia vão custar cerca de 180 milhões de euros, financiados em parte pela União Europeia, em parte pelo grupo RVR, e também pelo governo local. O governo federal alemão não disponibiliza fundos para a construção de ciclovias.

“Sem apoio estatal, o projeto não teria hipótese de ser desenvolvido”, disse Toennes à Agence France Presse. Habitualmente, as ciclovias alemãs são financiadas ao nível municipal, o que cria um entrave a grandes projetos como este.

O governo federal alemão costuma financiar a construção da infraestrutura para automóveis e transportes públicos, mas não disponibiliza fundos para as ciclovias, algo que a responsável de um projeto para construir uma “autoestrada de bicicletas” em Munique, Birgit Kastrup, considera injusto. “É preciso encontrar um novo conceito para poder financiar” projetos como estes, disse Kastrup.

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