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Prevenção e segurança são as prioridades da Associação Portuguesa de Riscos

A RISCOS – Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança, é uma associação privada, sem fins lucrativos, criada com o objetivo de prevenir os riscos a que todos os dias estamos expostos, de minimizar as consequências das suas manifestações e contribuir para a segurança das pessoas e dos seus bens.

Há 14 anos que estes encontros nacionais têm palco e vão dando voz a questões que envolvem toda a sociedade portuguesa. Este ano, o evento tem como ponto de partida os 30 anos que decorreram desde o incêndio do Chiado e, como foco, a premissa de “aprender com o passado”. A 25 de agosto de 1988 as chamas destruíram por completo os armazéns Grandella e Chiado, da baixa lisboeta. O fogo que deflagrou por volta das cinco horas da manhã, destruiu 18 edifícios e uma área que equivale a quase oito estádios de futebol.

“Nos últimos anos, os encontros têm sido organizados no sentido de serem comemorativos, utilizando uma efeméride histórica. A ideia é sempre aprender com o passado”.

O objetivo deste encontro, assim como dos anteriores e dos futuros, é o de aprender com os acontecimentos do passado. Este tem a ver com problemas ligados aos chamados incêndios urbanos, designadamente em termos de combate aos incêndios nas grandes estruturas.

A falta de informação é ainda um problema no combate aos incêndios urbanos, o que torna a ação humana amplamente responsável por ocorrências deste tipo.

Numa lógica de descentralizar a questão dos riscos, os encontros já se realizaram em vários pontos do país. “Os riscos que dizem respeito às chamadas catástrofes naturais não estão relacionados diretamente com a natureza, mas sim com as atividades humanas, isto é, podem ser prevenidos. O fenómeno em si é natural e o que o torna perigoso é a presença humana. Se lá não estivermos ou os nossos bens, o fenómeno não afeta as pessoas ou os seus bens, logo não causa dano, trata-se dum processo natural. Na maior parte das vezes somos nós os responsáveis e por isso é que estes encontros têm como carimbo, também, a prevenção”, explica o nosso interlocutor.

Na opinião de Luciano Lourenço, em algumas áreas, Portugal tem aprendido com o passado, nomeadamente com os sismos, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Em termos de ordenamento e construção, tudo o que decorreu do grande terramoto de Lisboa de 1755 foi uma grande lição, marcou e mudou o pensamento de então sobre as causas dos sismos, deu início à construção antissísmica, tornou o conhecimento mais científico.

No entanto, o melhoramento tem de ser uma constante, quer  a nível de equipamentos, quer de profissionais bem formados.

O público mais interessado, à partida e numa vertente técnica, são os bombeiros e demais agentes de proteção civil, no entanto, o cidadão comum tem o máximo interesse em saber como se pode prevenir e deve reagir perante os riscos.

Com um painel composto por profissionais de várias áreas, desde as engenharias, ciências, história, geografia, jornalismo, a mensagem tende a ser clara: “o risco é transversal a muitas áreas da sociedade”, afirma o professor.

A associação promove, ainda, sequencialmente e de três em três anos, simpósios ibero-afro-americanos e congressos internacionais de riscos.

O tema para o Encontro do próximo ano já está pensado e será sobre risco  sismíco em Portugal.

Marcelo agradece “dedicação” e lembra que época de fogos não terminou

© LUSA - PAULO NOVAIS

“Todos os portugueses acompanharam de perto ou de longe estes dias mais difíceis nas vossas vidas e pela minha boca vos agradecem aquilo que foi uma dedicação, se possível, mais exigente, mais complexa, mais difícil, mais extenuante, que foi a dos últimos dez dias”, afirmou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa dirigia-se assim aos operacionais que o aguardavam à chegada ao posto de comando da Proteção Civil, instalado no centro da vila de Monchique, no distrito de Faro.

O Presidente da República lembrou depois os dias e noites de trabalho “muito longos” dos operacionais que combateram o fogo, durante “uma missão que não terminou” e que “não termina nunca”.

“E nós não esquecemos o vosso papel, mas, como sabemos, estamos ainda longe de ter terminado esta época de verão”, lembrou Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando a “gratidão” dos portugueses por haver “quem esteja disponível” para colocar a sua vida em risco, “durante uma vida”, ao serviço da população.

À chegada ao posto de comando, o Presidente da República foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e por responsáveis das organizações de socorro presentes no local, entre outros.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado na sexta-feira de manhã, deflagrou no dia 03 à tarde, em Monchique, distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram cerca de 27 mil hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Na terça-feira, ao quinto dia de incêndio, as operações passaram a ter coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil, depois de terem estado sob a gestão do comando distrital.

LUSA

Bombeiros proibidos de dar informações sobre os incêndios

Abordado já duas vezes pelos jornalistas, o primeiro-ministro remeteu-se ao silêncio sem uma palavra sobre a ordem para silenciamento dos comandantes de bombeiros. Passos Coelho diz que o Governo só se preocupa com a política de comunicação, para que não haja notícias desagradáveis.

Após uma cerimónia militar a bordo da fragata Bartolomeu Dias, que partiu de Alcântara com destino a Cascais, António Costa não respondeu aos jornalistas quando questionado sobre a decisão da ANPC, deixando de seguida o navio, a bordo de um helicóptero da Marinha.

A ANPC anunciou na terça-feira que vai fazer a partir de hoje dois ‘briefings’ diários, incluindo aos fins de semana, sobre os incêndios no país. A Autoridade justificou a medida com a necessidade de divulgação de informação completa e atualizada em matéria de incêndios rurais, e com a necessidade de libertar “os comandantes das operações de socorro” dessa função.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou na terça-feira o Governo de impor a “lei da rolha” aos serviços de proteção civil, por ter como “política primeira a da comunicação”.

O primeiro-ministro presidiu hoje de manhã à cerimónia de homenagem ao afundamento do caça-minas Roberto Ivens que colidiu com uma mina alemã no dia 26 de julho de 1917 a cerca de 4 milhas náuticas a sul do forte do Bugio, na Barra do rio Tejo, Lisboa.

“Podemos finalmente prestar a homenagem devida aos tripulantes”, disse o chefe de Governo na cerimónia militar em que estiveram presentes alguns familiares dos 15 tripulantes que desapareceram quando a explosão da minha fez afundar o navio, durante a I Guerra Mundial.

“Cumprem-se cem anos deste momento trágico, é nosso dever e obrigação não permitir que sobre eles desça um manto de esquecimento”, acrescentou António Costa durante o discurso.

O primeiro-ministro disse também que cem anos volvidos após a Grande Guerra, Portugal já não está em guerra, “mas em paz” e que Alemanha não é um inimigo mas sim um aliado enquadrado numa Europa prosperidade tendo sublinhado, na ocasião, o papel dos militares portugueses.

“Como há cem anos, como desde a fundação da nacionalidade, as nossas Forças Amadas aqui continuam e como sempre assegurando a independência e a integridade do território nacional. Ao honrar as memórias daqueles que pereceram ao serviço da pátria, elogiamos aqueles que continuam a servir a nossa nação”, afirmou.

Na cerimónia militar que decorreu na zona onde o caça-minas desapareceu, e contou com a presença corveta João Roby, além da fragata Bartolomeu Dias, foi lançada uma coroa de flores e foram disparados três tiros de salva.

Número de bombeiros em Portugal reduziu significativamente

“A verdade é que o número de bombeiros em Portugal entre 2011 e 2015 caiu 10%. E em 2016 subiu 2,54%”, afirmou hoje Mário Centeno, na última audição regimental na Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública desta sessão legislativa.

O ministro das Finanças disse ainda que esta diminuição no número de bombeiros foi superior à média de diminuição de trabalhadores no geral do setor público no mesmo período.

“É uma opção política. A mesma coisa aconteceu na defesa: 15% de queda no número de efetivos na defesa durante o período de ajustamento foi uma queda superior à média do setor público. Portanto, é uma opção política”, acusou o governante.

“Não vale agora vir com lágrimas de crocodilo”, disse.

Os temas estão em cima da mesma depois do incêndio em Pedrógão Grande, que causou a morte a 64 pessoas e feriu mais de 200 pessoas, e depois do assalto a material de guerra em Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém.

Além disso, as cativações voltaram hoje ao debate parlamentar, depois de ter sido publicada a Conta Geral do Estado de 2016, que concluiu que a despesa que não foi descativada (ou seja, que não foi autorizada apesar de estar prevista) no ano passado ascendeu a 942,7 milhões de euros, sendo a fatia mais importante a relativa à aquisição de bens e serviços (553,5 milhões de euros), seguindo-se a reserva orçamental, uma verba prevista em todos os orçamentos do Estado para fazer face a imprevistos, (224 milhões de euros).

Nesse sentido, o ministro afirmou, além de não existirem cativações na saúde e na educação, que “ao contrário do que aconteceu em todo o programa de ajustamento orçamental, a lei de programação militar não teve cativações em 2016 e não tem cativações em 2017″.

Citando as contas gerais do Estado passadas, Mário Centeno disse que houve cativações na programação militar de 9,8 milhões de euros em 2012, 12,9 milhões de euros em 2013, 17,3 milhões de euros em 2014, 18,8 milhões de euros em 2015.

Por outro lado, o ministro assegurou que o orçamento da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) foi reforçado em 2016 em 4,8 milhões de euros com saldos de gerência.

Na resposta, o deputado do CDS-PP João Almeida, que no período de ajustamento teve a tutela da ANPC durante dois anos, acusou o ministro de faltar à verdade, pedido que o Governo apresente “prova documental” para a acusação de “opção política” para a redução de bombeiros.

“Entre os anos de 2007 e 2010 houve uma descida acentuada do número de trabalhadores e entre 2012 e 2015 registou-se um aumento significativo do número de efetivos”, afirmou o deputado centrista, citando o balanço social da ANPC de 2015.

De acordo com o documento, há uma “descida acentuada do número de trabalhadores” da Proteção Civil entre 2007 e 2010, “resultante de saídas por aposentação, por procedimento concursal, termo de situações de mobilidade interna e outras situações, tais como a cessação de 22 contratos de avença”.

Entre 2012 e 2015, segundo o documento, “registou-se um aumento significativo do número de efetivos, motivado pela integração, na ANPC, de 18 trabalhadores, resultante da extinção dos Governos Civis, do Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência e da extinta Empresa e Meios Aéreos — EMA, cujos contratos de cedência de interesse público de trabalhadores cessaram no decurso do ano de 2015″.

O que está a ser feito e como pode ajudar bombeiros e populações

A Câmara Municipal do Funchal anunciou a criação de uma conta solidária para receber donativos destinados a apoiar as pessoas afetadas pelos vários incêndios que deflagraram desde segunda-feira no concelho.

Os donativos podem ser feitos através de uma conta aberta para o efeito no Banco Santander, com o nome “Funchal Solidário – Incêndio de agosto-2016” (N.º 0003 42777599020/IBAN: PT50 0018 0003 4277 7599 0201 0).

Também a Cáritas abriu uma conta solidária com o nome “Cáritas ajuda a Madeira” – 0035 0697 0059 7240130 28, da CGD -, para agilizar o apoio de emergência necessário para as populações mais atingidas.

Os terminais automáticos da rede Multibanco permitem que os utilizadores façam donativos diretamente para as contas oficiais de apoio aos bombeiros e às populações afetadas pelos incêndios, informou a SIBS – Sociedade Interbancária de Serviços.

Os donativos “podem ser feitos através do serviço ‘Ser Solidário’, que transfere as verbas diretamente para as contas das entidades que se associaram a esta campanha: a Liga dos Bombeiros Portugueses (no apoio aos bombeiros) e a Cáritas (para ajudar as vítimas dos incêndios)”.

Depois de inserir o cartão e digitar o código pessoal secreto, quem pretender contribuir através deste serviço deverá selecionar a opção “Transferências”, escolher o serviço “Ser Solidário”, selecionar depois a tecla que representa a instituição à qual pretende fazer o donativo e inserir o montante pretendido.

A Irmandade dos Clérigos, concelho do Porto, decidiu doar 50 mil euros para apoiar as famílias afetadas pelos incêndios na Madeira. Na nota, o presidente da Irmandade dos Clérigos, padre Américo Aguiar, aponta que esta é uma “decisão extraordinária” que foi tomada em reunião esta quarta-feira à tarde, e que a ajuda será entregue ao bispo do Funchal, António Carrilho.

O Conselho de Ministros de Timor-Leste aprovou a doação de dois milhões de euros a Portugal para apoio no combate aos incêndios que atingem o país e ajuda às vítimas.

O União da Madeira solicitou que o seu jogo da segunda jornada da II Liga de futebol, com o Sporting de Braga B, seja disputado à porta aberta para recolher bens essenciais destinados a apoiar as vítimas dos incêndios na região. Os bens angariados serão entregues a uma instituição de solidariedade social, para apoio aos desalojados dos muitos incêndios que assolam a ilha da Madeira.

O Futebol Clube de Arouca vai aproveitar o jogo do “play-off” da Liga Europa de futebol, com os gregos do Olympiacos, para angariar verbas que revertem para os Bombeiros Voluntários de Arouca. O Arouca-Olympiacos realiza-se dia 18 de agosto, às 20 horas. Para os sócios os bilhetes custam zero euros e para o público em geral o preço são 20 euros. Por cada ingresso vendido, independentemente do preço, o Arouca doará um euro para a corporação de bombeiros.

Os Bombeiros Voluntários de Arouca já receberam mais de 4 mil litros de água, leite e sumos, assim como fruta, bolachas e barras de cereais doados por populares e lojistas para ajudar os operacionais que combatem fogos nesse concelho.

O Sporting anunciou a organização de uma recolha de alimentos em solidariedade com os bombeiros portugueses, no jogo contra o Marítimo, no sábado.

Quem quer ajudar os milhares de bombeiros que há dias se encontram no terreno a combater incêndios pelo país deve levar-lhes água e alimentos leves, “coisas que não sejam perecíveis, como as barras energéticas que se podem comer a qualquer momento e repor as forças”:

Os bombeiros das zonas fustigadas pelos incêndios podem abastecer-se gratuitamente de bens essenciais nos hipermercados Continente. Basta que um responsável da corporação se dirija à loja mais próxima e peça os bens de primeira necessidade que mais fazem falta aos efetivos que se encontram no terreno. Caso seja necessário, é disponibilizado o transporte da mercadoria até aos locais.

O Banco Alimentar Contra a Fome do Porto vai distribuir, na quinta-feira, alimentos e água aos bombeiros da região Norte. Com a “presença e o apoio do presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, Rui Silva”, a instituição vai distribuir, através de meios próprios, alimentos como laranjas, leite, água, sumos, bolachas, bolos e cereais junto de corporações que combatem incêndios em concelhos como Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, Arouca e Águeda.

O Corpo Nacional de Escutas (CNE) mobilizou cerca de 200 escuteiros voluntários para ajudarem as populações afetadas pelos incêndios que têm assolado o país, nomeadamente na angariação e fornecimento de alimentação, bebidas, e apoio ao nível de evacuação dos espaços e informação das populações.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, anunciou que Marrocos vai ceder dois aviões Canadair para ajudar no combate aos incêndios em Portugal. Anunciou ainda ter sido acionado o protocolo bilateral estabelecido com a Federação Russa para a vinda de mais meios, sem especificar, porém, quantos são ou quando chegam.

A Fundação Berardo vai entregar a receita das entradas no Jardim Tropical Monte Palace, no dia 15 de agosto, para ajuda aos desalojados dos incêndios que fustigaram a Madeira.

A Câmara do Porto vai enviar para o Funchal uma equipa multidisciplinar de especialistas “em cenários de catástrofe em Portugal e no estrangeiro” para “avaliar as consequências dos incêndios” que assolaram a região na semana passada.

Marcelo apela ao contributo da comunidade para êxito dos bombeiros no verão

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou esta terça-feira a todos os portugueses para que contribuam para o êxito dos bombeiros na época de fogos, ajudando a prevenir e a garantir a segurança de todos.

O chefe de Estado falava para os bombeiros da corporação de Bragança, no início do segundo dia do “Portugal Próximo” no norte do país, considerando o papel dos bombeiros “insubstituível”, mas alertando para que “a comunidade tem de estar sensível permanentemente ao que deve fazer para o êxito da missão” do dispositivo.

“Há aqui um problema de edução, há aqui um problema de cultura. A comunidade tem de perceber que deve garantir a vossa segurança, garantindo a sua segurança”, afirmou o chefe de Estado, lembrando a fase crítica de incêndios florestais que mobiliza desde o dia 1 de julho e nos próximos meses mais de dez mil elementos.

Marcelo Rebelo de Sousa enfatizou que todos os cidadãos têm de “proporcionar o melhor número de condições” para que a missão seja bem sucedida, “prevenindo, atuando em conformidade, respeitando permanentemente” o contributo dos bombeiros, nas horas boas como nas horas más”.

“Sobretudo nas horas boas, porque é nas horas boas que se previne o que possa vir a acontecer nas horas más e, agora que estamos a entrar num período mais complexo, mais difícil, que vai ser o período das próximas semanas, os próximos meses, é preciso que todos aqueles que vos rodeiam entendam o que devem fazer e o que não devem fazer para o êxito da vossa missão”, reiterou.

O Presidente da República realçou o papel do “conjunto destas mulheres e destes homens que desinteressadamente, abnegadamente, constantemente, dia a adia, hora a hora, semana a semana, mês a mês, ano a ano serve a comunidade sem nada pedir de troca”.

Mas, continuou, “depois tanto ou mais do que isso, o papel essencial das cidadãs e dos cidadãos”. “De nada serve o vosso contributo se não for acompanhado da compreensão, do apoio, da solidariedade, da prevenção por parte das portuguesas e dos portugueses”.

Marcelo Rebelo de Sousa passa a manhã desta terça-feira em Bragança e prossegue no distrito transmontano durante a tarde com passagem por Vila Flor, Alfândega da Fé e Freixo de Espada à Cinta.

Época mais crítica em incêndios começa com dispositivo idêntico ao de 2015

A época mais crítica em incêndios florestais começa esta sexta-feira, com um total de 9.708 operacionais, 2.235 equipas, 2.043 viaturas e 47 meios aéreos, um dispositivo idêntico ao de 2015.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) conta ainda na fase “Charlie”, que se prolonga até 30 de setembro, com 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), o dispositivo de combates a incêndios florestais está orçado em mais de 70 milhões de euros, sendo idêntico em recursos humanos e técnicos ao do ano passado.

Este ano vai ser testado em 18 corporações de bombeiros, uma por distrito, o sistema de georreferenciação nas viaturas operacionais com recurso à ‘rede Siresp’ (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), permitindo conhecer todas as suas movimentações durante o combate aos fogos.

Tanto para o MAI, como para a Autoridade Nacional de Proteção Civil, o grande objetivo do DECIF continua a ser a segurança das forças envolvidas no combate.

Nesse sentido, e no âmbito da preparação da época de fogos, foram desenvolvidas 304 ações de treino, envolvendo 7.100 operacionais, dos quais cerca de 5.400 foram bombeiros, segundo o MAI.

Nestas ações de treino, foi dada especial atenção “à segurança individual e coletiva no combate a incêndios florestais, tendo por objetivo a minimização de vítimas”.

A circular financeira, documento que fixa os princípios norteadores do pagamento das despesas com pessoal integrado no DECIF e das despesas extraordinárias com os fogos, como combustíveis, alimentação e equipamentos, tem, este ano, como novidade as regras para a substituição do material que arde nos incêndios.

Segundo a circular financeira deste ano, o equipamento dos bombeiros, que arde durante os incêndios florestais, como mangueiras, viaturas, moto-bombas, motosserras, vai ter de ser entregue à Autoridade Nacional de Proteção Civil, para que as corporações possam ser ressarcidas dos danos.

Tal como aconteceu no ano passado, não fazem parte dos 47 meios aéreos disponíveis, para época de fogos, os três helicópteros Kamov do Estado inoperacionais, que esperam reparação.

Na semana passada, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou, no parlamento, que os três helicópteros pesados “ainda não começaram a ser reparados” e também não foi decidida a forma como o concurso para a reparação se vai realizar.

Jorge Gomes disse ainda que a manutenção e operação dos helicópteros Kamov estão a ser investigadas pelo Ministério Público.

A época mais crítica em incêndios florestais começa com o valor mais baixo dos últimos dez anos no número de fogos, tendo-se verificado, entre 01 de janeiro e 29 de julho, 1.828 ocorrências.

Bombeiros de Viana resgatam nove jovens isolados após subida de águas

Os bombeiros municipais e voluntários de Viana do Castelo estão a proceder ao resgate de nove jovens que ficaram nesta segunda-feira isolados num vale, na freguesia de Amonde, após a subida das águas de uma represa.

Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo, António Cruz, adiantou que se trata de “um vale encaixado entre várias linhas de água que derivam numa represa muito utilizada para nadar”.

“As comunicações são difíceis, mas temos informação de que os jovens se encontram todos bem e os primeiros já foram resgatados”, explicou António Cruz.

Aquela zona é localmente conhecida como “Pincho” e, sobretudo no verão, é muito frequentada por banhistas.

Os nove jovens, oito rapazes e uma rapariga, com idades entre os 19 e os 25 anos, são da Póvoa de Varzim, e “estariam acampados naquela zona, tendo sido surpreendidos pela subida das águas da represa, devido à chuva intensa que tem caído nas últimas horas”.

Ao local compareceram uma equipa de técnicos de Salvamento em Grande Ângulo (SGA) dos bombeiros municipais de Viana do Castelo apoiados por uma viatura e os bombeiros Voluntários da cidade com mais uma viatura e quatro homens.

O alerta foi dado aos bombeiros às 08h52.

Dispositivo de combate o fogo tem este ano meios idênticos aos de 2015

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para 2016 vai ser hoje apresentado na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), em Carnaxide, numa sessão pública que vai contar com a presença da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

A preparação do DECIF para 2016 teve em consideração “um profundo trabalho de avaliação” da época de incêndios de 2015, pelo que foi feito “um enorme esforço” para garantir “um efetivo semelhante ao do ano anterior, quer em recursos humanos, quer materiais”, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).

Numa época de incêndios que começa a 15 de maio e termina a 15 de outubro, os meios de combate vão estar disponíveis de forma faseada, estando na sua capacidade máxima entre 01 de julho e 30 de setembro, a chamada “fase Charlie”.

A época mais crítica em incêndios florestais vai contar com 47 meios aéreos, enquanto nas restantes fases são 34 as aeronaves disponíveis, segundo os pontos principais do DECIF, a que a agência Lusa teve acesso.

No entanto, o DECIF deste ano garante a possibilidade de antecipar em 15 dias a operação dos aviões bombardeios pesados, podendo estas seis aeronaves integrar o dispositivo nos primeiros dias de junho caso seja necessário.

Para o MAI, a possibilidade de antecipar a operação dos aviões bombardeios pesados vai permitir “uma maior e mais eficiente capacidade de gestão destes meios”.

No âmbito da preparação da próxima época de incêndios, foram desenvolvidas 305 ações de treino já realizadas ou ainda a decorrer, envolvendo mais de 7.100 operacionais, dos quais cerca de 5.400 são bombeiros, formação que também abrangeu as Forças Armadas e a GNR.

Nestas ações de treino foi dado especial enfoque “à segurança individual e coletiva no combate aos incêndios florestais, tendo por objetivo a minimização de vítimas”.

No âmbito do DECIF deste ano foram também “revistos e melhorados” os manuais auxiliares sobre segurança em operações de combate a incêndios, nomeadamente sobre meios aéreos.

A diretiva financeira para o ano de 2016, no que toca às comparticipações de despesas resultantes de intervenções no âmbito dos dispositivos especiais em operações e estados de alertas especiais, encontra-se ainda a ser preparada.

Dos seis helicópteros Kamov do Estado, apenas três estão operacionais, encontrando-se um acidentado desde 2012 e outros dois em reparação, num valor de 8,8 milhões de euros.

Os dois Kamov que estão a ser reparados não devem estar operacionais para a próximo época de incêndios, mas o MAI afirma que a sua integração no DECIF será concretizado logo que a reparação esteja concluída.

Em 2015, ano em que a severidade meteorológica foi a terceira mais severa dos últimos 16 anos, a ANPC registou 15.505 ocorrências de fogo, que causaram 60.916 hectares de área ardida.

 

Esposende cria benefícios sociais para bombeiros e outros voluntários

Em comunicado, o município acrescenta que os benefícios poderão também abranger os cidadãos que façam voluntariado noutras instituições do concelho.

A intenção é criar um instrumento de caráter social que conceda àqueles cidadãos determinadas vantagens e benefícios.

“Por esta via, a câmara estará, também, a incentivar outras pessoas ao exercício do voluntariado, na medida em que é reconhecido que as instituições se debatem com a escassez de pessoas que estejam dispostas a abraçar esta causa e se disponham a trabalhar em prol da comunidade, de forma abnegada”, sublinha o comunicado.

A proposta para a elaboração do regulamento de concessão destes benefícios foi aprovada na última reunião do executivo, sendo que, a partir de hoje e até 24 de março, os munícipes são chamados a apresentar contributos para o documento.

O PS de Esposende propôs recentemente a criação do cartão municipal do bombeiro, documento que conferiria uma série de descontos e regalias aos soldados da paz das duas corporações do concelho.

A proposta socialista preconiza uma redução de 50 por cento no montante das taxas e licenças de construção, beneficiação e ampliação de casa para habitação própria e permanente do titular do cartão, incluindo anexos e garagens.

Prioridade aos agregados familiares dos titulares do cartão na atribuição das habitações sociais é outro dos pontos da proposta do PS, que aponta ainda para a redução de 10 por cento na tarifa de água, saneamento, recolha de efluentes e resíduos sólidos da habitação permanente do titular do cartão.

O cartão conferiria acesso gratuito do seu titular, pelo período de três horas semanais, às piscinas municipais de Esposende e Forjães e ao ginásio, bem como a redução de em 50 por cento nos bilhetes e taxas de inscrição cobrados pela Câmara Municipal e empresa municipal Esposende 2000 em iniciativas de cariz sociocultural e desportivo que estas promovam.

O concelho conta com duas corporações de bombeiros voluntários, uma das quais em Esposende e a outra em Fão.

A câmara atribui um subsídio anual de 17.500 euros a cada corporação, para além de apoios para aquisição de viaturas ou de outro tipo de equipamento.

 

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