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Benefícios dos alimentos ricos em flavonóides

Comer mais alimentos ricos em flavonóides ajuda a não ganhar peso. É o que sugere um estudo que acompanhou homens e mulheres durante 24 anos.

O estudo publicado no British Medical Journal destaca que comer frutas e vegetais ricos em flavonóides, como a maçã, peras, frutos vermelhos, brócolos ou pimento poderá, além de ajudar a controlar o peso, contribuir para a saúde corporal. Eis alguns benefícios de aumentar o seu consumo de flavonóides:

1. Protegem da doença de Parkinson. As dietas ricas em flavonóides podem proteger os homens (mas não as mulheres) da doença de Parkinson. É o que sugere um estudo da Harvard School of Public Health and Norwich Medical School que envolveu 130 mil homens e mulheres entre os 20 e os 22 anos.

2. Ajudam a combater a disfunção erétil. Um estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, que envolveu 50 mil homens sugere que os que consumiam alimentos ricos em flavonóides regularmente, especialmente os que também contêm antocianinas e flavonas tinham um risco 10% menor de disfunção eréctil do que os homens que não fizeram. Os homens que praticavam desporto e consumiam alimentos ricos em flavonóides viam o seu risco cair 21%.

3. Combatem a diabetes e baixam a tensão arterial. Os fenóis são compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Ajudam a combater a diabetes tipo 2 ao evitar que os alimentos ricos em hidratos de carbono se transformem rapidamente em glucose. Ajudam ainda a baixar a tensão arterial, promovendo a saúde cardiovascular.

4. Diminuem o risco de AVC. Estudos revelam que os alimentos ricos em flavonóides como as peras protegem-no e diminuem o risco de sofrer um AVC. Estes alimentos foram ainda associados a um menor risco de morte por doença arterial coronária e problemas cardiovasculares.

Conhece o ‘lado negro’ dos brócolos?

Conhecidos por prevenir alguns tipos de cancro e combater os níveis elevados de colesterol, os brócolos são um dos alimentos funcionais mais consumidos em todo o mundo. E os seus benefícios são vários.

Fibra, ácidos gordos ómega 3, fitosterol, carotenóides, vitaminas A, B, C, E e K são apenas alguns dos nutrientes presentes neste crucífero, considerado por muitas publicações especializadas como um superalimento.

Mas os brócolos têm um lado negro… ou dois. Segundo o médico espanhol David Mariscal, as pessoas que sofrem de hipotireoidismo – quando a glândula tiroide apresenta um funcionamento anómalo e produz muito pouca quantidade de hormona tiroideia – devem evitar comer brócolos (e qualquer outro alimento crucífero, como a couve-flor, a couve e o repolho).

Em causa, lê-se no El País, está a presença de substâncias responsáveis pelo aroma e pela cor dos brócolos e que possuem a capacidade de bloquear a absorção e utilização de iodo, o que impede a atividade da glândula tiróide.

Contudo, o consumo de brócolos não é, ainda, motivo de alarme. Embora o consumo deste alimento tenha levado ao desenvolvimento de hipotireoidismo em ratos, uma investigação da Universidade do Estado de Oregon (Estados Unidos) feita em pessoas concluiu que o consumo diário de 150 gramas de couve-de-Bruxelas (também um crucífero) não teve qualquer efeito adverso na função da tiróide.

Um outro lado negro dos brócolos é a sua acidez. Diz uma investigação da Universidade de Dundee, no Reino Unido, que a acidez dos brócolos assado é idêntica – a nível de desgaste – à dos refrigerantes, podendo danificar os dentes. A acidez é menor quando os brócolos são cozidos ou colocados na sopa.

As pessoas com problemas de digestão e insuficiência renal devem controlar o consumo de brócolos e evitar ingeri-los quando ainda estão crus. O aconselhamento médico é fundamental para estas situações.

Mas são mais os aspetos positivos acerca dos brócolos do que aqueles que lhe querem tirar a boa fama.

Embora o tipo de confeção seja determinante para a ‘boa saúde’ dos brócolos, além do seu elevado nível nutricional, os brócolos tem estado no centro das atenções devido ao seu poder medicinal – embora ainda controverso e a carecer de mais evidências científicas, pelo menos no que toca ao à prevenção do cancro. Uma das primeiras evidências cientificas chegou em 2007 e depois em 2011 também pela Universidade do Estado de Oregon, que tem analisado nos últimos anos o lado bom e o lado mau deste alimento.

Em 2014, a Reuters noticiava que uma substância química encontrada nos brócolos e outros vegetais pode melhorar os sintomas comportamentais e sociais do autismo em jovens do sexo masculino.

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