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Angola quer conhecer e partilhar experiência com Cabo Verde no combate à seca

A ministra de Estado para a Área Social angolana, Carolina Cerqueira, disse esta quarta-feira que o país quer conhecer e partilhar a sua experiência com Cabo Verde no combate à seca, que em Angola afeta dois milhões de pessoas.

A ministra fez essa declaração aos jornalistas, na cidade da Praia, no final de um encontro com o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, enquadrado no programa de visita de dois dias que efetua a Cabo Verde.

Carolina Cerqueira notou que Cabo Verde tem uma realidade diferente, por ser arquipélago, enquanto Angola tem uma grande extensão territorial, 30 milhões de habitantes e o Sul e Sudeste têm sofrido por causa da seca, que levou o Governo a elaborar um programa do ponto de vista humano, técnico, material para atender cerca de dois milhões de pessoas afetadas. A ministra avançou que a seca em algumas províncias tem provocado perda de meios materiais, de gado e tem tido repercussões no tecido social, com o abandono escolar das crianças e a falta de ocupação das populações.

Há três anos que Cabo Verde também tem vindo a sofrer com a seca e o mau ano agrícola, tendo elaborado um programa centrado no salvamento do gado, na criação de rendimentos alternativos para os agricultores e criadores de gado e na mobilização de água. “Certamente Cabo Verde vai servir de experiência positiva, já trocamos esses pontos com o ministro de Estado, apreciamos os dados que nos foram dados e pensamos que nestes dois dias de trabalho vamos colher muitas informações que nos vão permitir uma troca de experiências no futuro e de intercâmbio profícuo, e sobretudo para o estreitamento das relações institucionais entre os dois países e governos”, perspetivou a ministra.

O convite para Carolina Cerqueira visitar Cabo Verde foi feito pelo ministro de Estado, dos Assuntos Parlamentares, da Presidência do Conselho de Ministros e do Desporto cabo-verdiano, Fernando Elísio Freire, que disse que as relações entre os dois países vão sair reforçadas. Sobre o facto de Angola conhecer a experiência de Cabo Verde no combate à seca, Fernando Elísio Freire disse que é o reconhecimento do povo angolano e do povo cabo-verdiano de que os países irmãos e que se relacionam têm que estar próximos em todos os momentos e significa que o seu país tem tido sucesso com o programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola.

Além da questão da seca e do mau ano agrícola, os dois países vão ainda trabalhar no reforço de cooperação no domínio das áreas sociais, na educação, na extensão de serviços de saúde e no combate ao paludismo, segundo Elísio Freire. Depois de identificar e avaliar as áreas, a ministra de Angola disse que, no futuro, os dois países vão assinar um protocolo ou um acordo de cooperação no domínio social, sobretudo na troca de experiências e na concertação de posições a nível regional e internacional.

Durante os dois dias em Cabo Verde, Carolina Cerqueira visitou ainda o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca e vai manter reuniões de trabalho com outros ministros e visitar centros sociais e unidades de saúde de base.

 

Texto: Agência Lusa

Durão Barroso diz que Cabo Verde e União Europeia podem “ir mais além” na mobilidade

FOTO: Agência LUSA

O ex-primeiro-ministro português Durão Barroso disse esta terça-feira, na cidade da Praia, que a parceria entre Cabo Verde e União Europeia tem funcionado bem e considerou que se pode “ir mais além” na questão da mobilidade.

“A informação que eu tenho é que essa parceria especial entre Cabo Verde e União Europeia tem funcionado bem e por parte da União Europeia tem sido bem vista. Acho que há uma base agora para ir mais além, por exemplo, estamos a falar da questão da mobilidade”, apontou o também antigo presidente da Comissão Europeia.

Durão Barroso, que integra atualmente a Goldman Sachs International, falava em declarações aos jornalistas, na cidade da Praia, onde foi o convidado especial do primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, do Encontro Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação (CVNext).

O antigo governante português lembrou que foi na sua presidência que a parceria foi assinada — em 2007, quando o primeiro-ministro de Cabo Verde era José Maria Neves — e houve algumas questões e dificuldades, por causa da dimensão do país africano. “Normalmente, a Comissão Europeia faz parcerias estratégicas com as grandes potências”, salientou, notando que, passados 12 anos, a parceria tem sido positiva para Cabo Verde e para a Europa.

“Penso eu que há progressos para se conseguir uma isenção de vistos, uma maior mobilidade, liberdade de circulação, nomeadamente no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa [CPLP], mas também que pode abranger Portugal e através daí também ter acesso melhor à União Europeia”, apontou o antigo chefe do Governo português.

Sobre a sua participação no CV Next, Durão Barroso destacou a “estratégia e vontade” de Cabo Verde, que tem vindo a conseguir “resultados notáveis” em vários indicadores, como da democracia, em que está à frente de vários países europeus. “Acho que a questão da dimensão do país não é decisiva, o decisivo é a estratégia e capacidade e a vontade de aplicar essa estratégia. E, quanto a mim, Cabo Verde tem essa visão para o futuro e tem meios”, salientou, considerando que o país tem capacidade para explorar a sua posição geoestratégica no Atlântico médio.

O primeiro-ministro cabo-verdiano considerou ser importante partilhar experiências e vivências com um “líder mundial” como Durão Barroso, para estar num palco a discutir questões que têm a ver com o posicionamento de Cabo Verde no mundo global.

Para Ulisses Correia e Silva, é uma forma também de potenciar as relações de Cabo Verde, que escolheu desde sempre alguns parceiros de referência, entre eles a União Europeia, Estados Unidos e o continente africano. “É interessante que toda esta problemática seja vista sempre e com olhares que nos possa ajudar também a fazer boa interpretação daquilo que se passa no mundo atual e as projeções futuras”, disse o primeiro-ministro cabo-verdiano.

O CV Next é uma marca que pretende projetar Cabo Verde para o futuro, criando um espaço onde se partilha experiências, trazendo individualidades de fora, do país e da diáspora para partilhar as suas experiências e falar de assuntos atuais e do panorama nacional e internacional. No ano passado, o convidado foi o Muhammad Yunus, Prémio Nobel da Paz em 2006 e fundador do Gremeen Bank, do Bangladesh.
Durante a sua permanência no país, Durão Barroso manteve ainda encontros com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, e proferiu uma aula magna na Universidade de Cabo Verde.

Texto: Agência LUSA

Investimento em Cabo Verde aumenta mais de 50% com Portugal a liderar

Fonte iStock

De acordo com dados compilados hoje pela Lusa a partir do último relatório estatístico do Banco de Cabo Verde, de agosto, o volume de IDE português naquele país africano foi de mais de 542 milhões de escudos (4,9 milhões euros) no primeiro trimestre, valor que compara com o registo negativo de 10,6 milhões de escudos (96 mil euros) no período homologo de 2018.

O investimento português em Cabo Verde no primeiro trimestre de 2019 foi ainda superior a qualquer um dos trimestres de 2018.

No total do ano passado, Cabo Verde contabilizou 9.300 milhões de escudos (84,1 milhões de euros) de IDE, com Espanha a liderar, com 1.925 milhões de escudos (17,4 milhões de euros), seguida de Portugal, com 1.003 milhões de escudos (nove milhões de euros).

Em apenas três meses de 2019, o investimento direto português em Cabo Verde já representa metade do registado em todo o ano de 2018.

Depois de Portugal, a lista dos principais investidores estrangeiros em Cabo Verde integra ainda o reino Unido, com 98,3 milhões de escudos (890 mil euros) e a Espanha, com 80,6 milhões de escudos (730 mil euros).

De acordo com dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a comunidade portuguesa em Cabo Verde desenvolve atividades nas áreas do comércio, incluindo a distribuição alimentar e de bebidas, na hotelaria e restauração, na construção civil e metálica, entre outros.

No anual discurso sobre o Estado da Nação, em 31 de julho, na Assembleia Nacional, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a comunidade internacional olha para Cabo Verde como “um exemplo de país democrático, estável, seguro, credível e confiável, de baixos riscos políticos, sociais e reputacionais“.

“Um país em que a paz social impera. Um país com a ambição de atingir o desenvolvimento sustentável. É esta ambição que nos coloca no radar internacional como um país com futuro”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

Fonte LUSA

Ilha de Santiago: das praias e das dunas ao turismo inclusivo e diversificado

Depois de assumir a gerência da PraiaTur – Agência de Viagens e Turismo, há três anos, Marvela Rodrigues começou a trabalhar no sentido de implementar na Ilha de Santiago o que há muito ambicionava e idealizava: um turismo histórico e cultural.

Santiago é a maior ilha de Cabo Verde e é conhecida pelas praias e pela cultura crioula portuguesa/africana. É aqui, na Ilha de Santiago, que Marvela sabe que ainda há muito a fazer no que diz respeito ao turismo e que ainda existem muitas valências por explorar. “Santiago não é só praia. Santiago é muito mais. É história e cultura”, diz-nos Marvela Rodrigues.

Santiago é uma das ilhas com melhores condições para um turismo inclusivo e diversificado. Santiago, a primeira ilha de Cabo Verde a ser descoberta, em 1460, tem praias, uma cultura rica e muita história para contar.

Na IV Edição do Somos Cabo Verde 2018, Marvela Rodrigues foi pré-nomeada na categoria de Turismo pelo trabalho que tem feito no sentido de desenvolver o turismo na Ilha de Santiago, com vários projetos turísticos que têm essa ilha como foco.

Falemos do “Projeto Darwin”, a partir do qual desenvolveu o circuito turístico Charles Darwin, evocando a sua passagem por Cabo Verde em 1844. Esse circuito deu origem a um livro da autoria de António Correia e Silva e Zelinda Cohen, “Cabo Verde, o despertar de DARWIN”, que foi lançado em 2017 no Grémio e na BTL- Feira de Turismo, em Lisboa, com uma boa aceitação. Em Cabo Verde, foi lançado na presidência da República em Abril do mesmo ano.

Este projeto vai ao encontro da forte pesquisa que tem feito para desenvolver um turismo histórico e cultural em Santiago, tendo por base a qualidade e veracidade dos dados.

Em Cabo Verde poucas pessoas têm conhecimento da passagem de Charles Darwin pelo país e é este turismo cultural e histórico que Marvela quer promover e desenvolver, quer para os próprios cabo-verdianos quer para quem visita o arquipélago. “Em Cabo Verde temos muito mais para contar”. Para o ano de 2019/2020 este circuito, que precisa de ser requalificado, estará pronto para receber grupos turísticos.

Neste ponto questionámos Marvela Rodrigues sobre as vantagens da nova medida que visa cidadãos da União Europeia a estarem isentos de visto para Cabo Verde em 2019. Esta é uma medida que acarreta vantagens para o turismo em Cabo Verde? Já se fez sentir os efeitos desta medida? “Para já ainda não, até porque a emissão do visto não exigia uma burocracia demorada, não sendo, por isso mesmo, um entrave para quem quisesse visitar Cabo Verde. Quanto às vantagens desta medida, ainda é cedo para se saber se a isenção de visto trará ou não um aumento do turismo”, diz-nos Marvela Rodrigues.

Mas continuemos a falar dos seus projetos. Outro dos projetos em mãos e pronto para arrancar é de cariz sócio educacional. Direcionado para a camada mais jovem, e sabendo que é em criança que se incute valores, Marvela tem já uma parceria com uma escola de Santiago para desenvolver um projeto sobre o turismo nas escolas, desde a pré-primária. O objetivo é ensinar e mostrar aos mais pequenos as mais-valias e as vantagens do turismo para Santiago e para Cabo Verde, e como se pode receber e acolher turistas.

Por outro lado, Marvela Rodrigues também se destaca nos projetos de âmbito social. Tem, igualmente, em carteira, um novo projeto social com mulheres reformadas, visando aproveitar o know-how destas e ajudar jovens mulheres em várias vertentes. Juntamente com outras associações, tem desenvolvido um trabalho junto da comunidade no que diz respeito à inclusão, sobretudo de mulheres. Tem conhecimento que, chegado o momento da reforma ou em casos em que mulheres se ocupam inteiramente das tarefas domésticas, acabam por atravessar situações difíceis ou estados de saúde frágeis. Este projeto, que arranca este ano, servirá para apoiar essas mulheres. Servirá para apoiar as gentes da Ilha de Santiago, não fosse Marvela Rodrigues uma mulher de causas.

Garantia Seguros: estar onde está Cabo Verde

A nova marca Garantia é o reflexo do processo de definição estratégica que teve início em 2014, quando a Fidelidade Seguros se tornou na maior acionista da Companhia. Que balanço se pode perpetuar destes quatro anos?

A adoção do logótipo da Fidelidade inscreve-se no âmbito da necessária aproximação à identidade visual da Fidelidade, com vista a refletir a imagem corporativa e as inúmeras vantagens que os clientes Fidelidade/Garantia podem usufruir, nas diversas geografias onde o Grupo Fidelidade está presente, designadamente nos vários países que acolhem a comunidade emigrada de Cabo Verde.

O balanço deste casamento não poderia ser mais positivo, porque tem permitido à Garantia adotar as melhores práticas de gestão de topo, melhorar a nossa capacidade de inovação tecnológica quer nos produtos quer nos serviços, para além de reforçar a credibilidade da companhia juntos dos nossos diferentes stakeholders, nacionais e internacionais, decorrentes de fazer parte de um grupo com o prestígio da Fidelidade, num setor em que a confiança é chave do sucesso!

Como tem sido realizado o crescimento e a conquista de mercado por parte da Garantia em Cabo Verde?

A Garantia é líder do mercado segurador cabo-verdiano há muitos anos, tal como a Fidelidade o é em Portugal, com uma quota de mercado de 56%, decorrente de um percurso de 27 anos que se alicerça, de entre outros, nos seguintes itens:

  • Experiência e qualificação (permanente) dos colaboradores da Companhia;
  • Diversificação e qualificação dos serviços e produtos;
  • Forte aposta na inovação e modernização tecnológica;
  • Certificação internacional para a gestão orientada para a qualidade, nos termos da ISO 9001 (Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos);

Eleita a seguradora preferida dos Cabo-verdianos, por seis vezes consecutivas;

  • Distinguida como a melhor seguradora em Cabo Verde, pela Global Banking Finance Review, em 2016.

De que forma é que a instituição tem vindo a reforçar a ligação da marca com os cabo-verdianos?

A par da forte associação presente em vários instrumentos ao nível da imagem e do marketing institucionais, temos vindo conjuntamente a promover diversas iniciativas no país e junto da nossa comunidade emigrada em Portugal, tanto na esfera comercial como do domínio da Responsabilidade Social Corporativa, visando a apropriação da marca Fidelidade pelos cabo-verdianos e o reforço dos laços de confiança e afinidade, na linha do reconhecimento público que a Garantia ostenta junto da sociedade.

Como exemplos ilustrativos destas iniciativas pela sua relevância e impactos sociais, podemos apontar a doação feita pelos colaboradores da Fidelidade de um acervo com cerca 37 mil livros infanto-juvenis e escolares, predominantemente, que foram distribuídos por várias bibliotecas escolares nos 22 municípios do País; o patrocínio da II Edição da Gala “Cabo Verde Sucesso” promovida pelo Governo, realizada no passado dia 1 de Dezembro, em Lisboa, que contou com a presença dos Presidentes da República dos dois países; ou, a outro nível, o trabalho que vem sendo levado a cabo com mediadores destacados para trabalhar junto da comunidade cabo-verdiana residente em Lisboa, em parceria com as Associações “Cretcheu” e “Moving Diáspora”.

No domínio da vertente de produtos e serviços relacionados com seguros, este país encontra-se num nível elevado? O que trouxe a Fidelidade de novo para o país?

Diria, antes, que nos encontramos no nível adequado para as exigências e a realidade do país, tendo a consciência que o setor tem ainda muitos desafios para vencer, principalmente relacionados com os seguros de Acidente de Trabalho e Automóvel.

Neste contexto, a Garantia vai trilhando o seu caminho e tem procurado dinamizar e alavancar o mercado pela introdução de inovações quer ao nível dos serviços (pagamentos no site, garantia mobile, certificação ISO 9001) quer ao nível de determinados produtos como Auto+, Vida Protecção Garantida, PPR/E e, com especial ênfase para o Seguro de Saúde, sendo o primeiro (e único) a disponibilizar uma rede privada em Cabo Verde, com extensão à rede Multicare, em Portugal.

Para o setor segurador nacional e a própria entidade reguladora – o Banco de Cabo Verde (BCV) – atreveria a dizer que é uma grande mais-valia poder ter a presença de um Grupo com o prestígio da Fidelidade, em Cabo Verde, através da Garantia. Não só pela projeção internacional e credibilidade que isto confere ao mercado, induzindo potenciais investidores a fazerem negócios no país com maior segurança, como fundamentalmente pela convergência que obriga na adoção das melhores práticas de gestão, designadamente em termos normativos e de processos e no desenvolvimento tecnológico e de produtos, que apesar de serem de âmbito corporativo, acabam, necessariamente, por aportar ganhos ao mercado.

Que dinâmicas implementaram na marca Garantia que tenha aportado o património simbólico da Fidelidade e que tenha reforçado a confiança?

Esta é uma marca forte e fiel, que faz a união do passado com o futuro, transportando, consigo o património simbólico da Fidelidade. O cão representa a atenção, a agilidade e a eficácia que sempre guiaram a atividade seguradora.

Neste contexto, ultrapassando a mera dinâmica da marca, podemos dizer que a marca Fidelidade aportou à Garantia know-how, jovialidade, presença junto das comunidades emigradas e reforço da capacidade de inovação, que já era um dos pilares da GARANTIA, como forma de prestar um serviço de maior qualidade às pessoas.

Efetivamente, apesar de ser uma marca com duzentos anos de história, o que reflete muita experiência acumulada, a marca Fidelidade tem sabido renovar-se e acompanhar as tendências e exigências dos mercados onde está presente. A internacionalização, uma realidade e desafios recentes no seio da Fidelidade, tem-se revelado numa estratégia de sucesso, especialmente por aportar mais capacidade de prestar à nossa comunidade emigrada um serviço de maior qualidade.

“Juntos por um futuro seguro”: este é o vosso lema. O que podemos esperar para o vindouro por parte da marca em Cabo Verde?

Fazendo jus, não só ao nosso lema mas também à nossa visão, adoptada aquando da alteração da marca, somos desafiados a “estar onde está Cabo Verde”. Ser a marca de confiança e referência dos cabo-verdianos em todo o mundo e, através do exercício de uma liderança para o desenvolvimento, contribuir para um mundo mais estável e seguro!

Cabo Verde: Equipa portuguesa de urologia e cirurgia atendeu dezenas de crianças

© Getty Images

Estes profissionais de saúde portugueses realizaram sobretudo cirurgias de malformações genitais masculinas e femininas, ao aparelho urinário e canal inguinal.

O objetivo da missão, que decorreu no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, é “melhorar a saúde das crianças de Cabo Verde portadoras de patologias urológicas, patologia cirúrgica neonatológica e pediátrica e realizar ações de formação com vista à capacitação de profissionais locais”.

Segundo uma nota do hospital, estas atividades irão proporcionar “melhor qualidade de prestação de serviços, contribuindo para a poupança de recursos financeiros locais, como consequência da redução de evacuações externas”.

A missão insere-se no âmbito da cooperação entre Portugal e Cabo Verde e faz parte de um projeto entre os dois países no domínio da Saúde 2018-2020.

A próxima missão está marcada para abril de 2019, estando já agendados nove utentes.

Segundo o diretor clínico do Hospital Agostinho Neto, Victor Costa, “tem sido uma experiência muito positiva para todos os profissionais envolvidos, com ganhos em formação específica e, acima de tudo, constitui uma mais-valia para os doentes observados e tratados, bem como para as suas famílias”.

Da equipa do Hospital Dona Estefânia fazem parte dois urologistas pediátricos e um cirurgião pediátrico que têm trabalhado com a equipa do serviço de urologia e cirurgia do Hospital Agostinho Neto.

LUSA

Portugal disponível para apoiar criação de segundo centro de hemodiálise em Cabo Verde

“Portugal manifesta abertura – quer seja ao nível da ajuda ao financiamento, mas também ao nível técnico, estrutural e de recursos humanos – para ajudar o governo nesse objetivo”, disse Adalberto Campos Fernandes.

O ministro português falava hoje na cidade da Praia, em conferência de imprensa conjunta com o homólogo cabo-verdiano, Arlindo do Rosário, no segundo de três dias de visita que realiza a Cabo Verde.

Cabo Verde dispõe de um Centro de Hemodialise, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, inaugurado em 2014, financiado em 70% pela cooperação portuguesa, que continua a apoiar a estrutura ao abrigo de um protocolo entre os dois países.

“Conhecemos bem a vontade do Governo de Cabo Verde de fazer um novo centro em São Vicente. Estamos a trabalhar, estamos no meio de discussão e de análise, mas a vontade política e muito forte”, sublinhou Campos Fernandes.

Adalberto Campos Fernandes cumpre hoje, na Praia, o segundo dia da sua visita oficial a Cabo Verde depois de segunda-feira ter estado no Mindelo, onde, durante uma visita ao hospital local, presidiu à assinatura de um protocolo tripartido entre os hospitais Batista de Sousa (Mindelo), Agostinho Neto (Praia) e Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN).

O mesmo protocolo será rubricado hoje à tarde durante uma visita do ministro ao Hospital Agostinho Neto.

Durante a manhã de hoje, os dois titulares das pastas da Saúde rubricaram um protocolo na área da formação em medicina geral e familiar e um outro entre o Instituto Ricardo Jorge, de Portugal, e o Instituto Nacional de Saúde Pública, de Cabo Verde, para a cooperação em matéria de doenças transmissíveis por mosquitos.

O ministro da Saúde de Portugal destacou a que esta visita e a assinatura dos protocolos responde à “necessidade de dar consistência e introduzir liderança política” na cooperação entre Portugal e Cabo Verde.

“O protocolo que assinamos abre diferentes áreas de cooperação, reforça as que existem e a nossa determinação é, duas vezes por ano, ao nível político, fazermos o acompanhamento para termos a certeza que, para além de bem, estamos a ir com a velocidade que se impõe para que os resultados sejam cada vez mais efetivos”, disse.

“A nossa vontade é de introduzirmos neste ambiente de cooperação técnica, que tem décadas, uma fortíssima liderança e vontade política para que possamos sistematizar mais e contribuir para que o sistema de saúde de Cabo Verde seja cada vez mais autónomo”, acrescentou.

O ministro da Saúde de Cabo Verde, Arlindo do Rosário, assinalou, por seu lado, que um dos protocolos assinados visa desenvolver a especialização em medicina familiar no âmbito do primeiro curso de medicina implementado no ano letivo 2015/16 em Cabo Verde com o apoio da Universidade de Coimbra.

“Temos necessidade de reforçar a formação pré e pós-graduada, a formação em exercício, permitindo ganhos de competência dos hospitais centrais e, fazendo isso, creio que daremos um contributo importante no sistema nacional de saúde”, disse Arlindo do Rosário.

A cooperação portuguesa na área da saúde remonta ao início da independência de Cabo Verde e traduz-se, entre outros aspetos, no apoio e financiamento às estruturas de saúde, no intercambio de médicos e especialistas, na telemedicina e no envio de doentes para tratamento em Portugal.

Portugal assinou no ano passado um programa global de cooperação de 120 milhões de euros com Cabo Verde para o período 2017-2021, no âmbito do qual se inserem os protocolos agora rubricados na área da saúde.

A visita de Adalberto Campos Fernandes prossegue com visitas a unidades de saúde na ilha de Santiago, participando na quarta-feira na sessão de abertura do Congresso da Ordem dos Médicos Cabo Verde.

LUSA

“Temos muitos e grandes desafios”

Ricardina Andrade

A RA, Pessoas e Organizações propõe-se a contribuir para o desenvolvimento competitivo de Cabo Verde e da Sub-Região Africana. De que forma?

A competitividade de Cabo Verde e dos países da nossa sub-região depende, em larga medida, da competitividade das suas organizações que, por sua vez, depende da qualidade das pessoas que as integram e da forma como se organizam para poderem competir num mercado global, no qual estão em situação de desvantagem, exigindo que sejam mais rápidas nas abordagens e nas ações e mais focados nos resultados. O trabalho que propomos é pragmático e consiste em ajudar as Pessoas e as Organizações a melhorarem os seus desempenhos. Ajudamos as organizações a conquistarem resultados, que, regra geral, exigem mudanças no comportamento humano e a aquisição de novas habilidades. Para isso recorremos a técnicas e metodologias modernas e centradas na pessoa e nos resultados a serem alcançados. 

Para contextualizar o nosso leitor, com que serviços a RA se apresenta no mercado? 

Sendo uma empresa que ajuda a potenciar as pessoas e as organizações nas quais se inserem, disponibilizamos ao mercado um leque variado de ações de formação, nas mais diversas áreas de gestão, da liderança e do comportamento, com recurso a metodologias verdadeiramente inovadoras, que, para além das componentes teóricas, privilegiam a vivência individual e de equipa, a prática empresarial e a interação. Complementamos a nossa oferta com uma alternativa necessária ao alcance dos resultados: uma combinação de consultoria e coaching que produz resultados altamente significativos e a um custo relativamente baixo. O nosso diferencial é a nossa metodologia de intervenção, o perfil dos nossos facilitadores e a rapidez dos nossos resultados.  

Que principais lacunas encontram nas organizações na região de Cabo Verde? 

São basicamente as mesmas que encontramos a nível global, mas numa escala muito maior! Precisamos preencher a lacuna de liderança, e rápido. … A liderança começa no caráter, é um processo de desenvolvimento de dentro para fora e está na base da performance de tudo o que se faz.

Não existe eficácia sem disciplina, e tampouco disciplina sem caráter. É necessário criar uma estratégia para a construção de uma nova cultura organizacional, focada no potencial humano existente em África, promovendo uma África mais Humana, mais Produtiva e mais Justa. E isso requer um trabalho profundo de conscientização dos decisores e de capacitação dos profissionais para a disciplina, para o amor ao próximo e para a excelência. Requer, acima de tudo, uma mudança de paradigma sobre o Poder, sobre a Liderança e sobre o Ser Humano. É impressionante como os nossos Grandes heróis africanos viveram a frente dos seus tempos – o compromisso do Amílcar Cabral parece mais atual do que nunca “… jurei a mim mesmo que tenho que dar a minha vida, toda a minha   energia, toda a minha coragem, toda a capacidade que posso ter como homem, até   ao dia em que morrer, ao serviço do meu povo, na Guiné e Cabo Verde. Ao serviço da causa da humanidade, para dar a minha contribuição, na medida do possível, para a vida do homem se tornar melhor no mundo. Este é que é o meu trabalho”.

E com que desafios se tem deparado nesta sua missão de potencializar pessoas e organizações? 

Temos muitos e grandes desafios – Conquistar o mercado cabo-verdiano e da CDEAO e poder enfrentar o desafio do mercado: de ajudar os gestores a focarem na execução – fazer acontecer e sair da sua zona de conforto para se poder ter resultados extraordinários; da implementação de novas praticas para se poder criar novas culturas organizacionais e novas atitudes; de trabalhar competências de lideranças potenciando performance das equipas e o aumento dos seus resultados; da conscientização, ou seja ensinar as pessoas a desenvolver a sua consciência. A consciência é a chave. Quanto mais as pessoas treinarem a sua consciência, mais sensibilidade terão para a sua própria consciência. E aí podemos provocar a mudança. 

Que importância assume atualmente o capital humano nas empresas? 

Na minha opinião, o capital humano é a dimensão mais valiosa nas organizações e a dimensão mais importante do capital intelectual, e o líder deve reconhecer e manifestar este valor de forma que as pessoas fiquem inspiradas ao vê-lo em si próprias. Para fazer com que as pessoas ajam por si mesmas, elas precisam de afirmação. Vale a pena citar a metáfora de acender um fósforo. Primeiro, é necessário que haja fricção para acendê-lo, mas, uma vez aceso, seu fogo pode acender outros fósforos. No caso dos colaboradores, o bom relacionamento do líder com eles pode fazer com que esse valor se materialize e os  “contamine”. Uma das melhores formas de um líder transmitir tudo isso é ouvir os colaboradores para que estes sintam que sua opinião importa, que suas convicções e sentimentos são respeitados, que eles são verdadeiramente valorizados. Outra maneira é instalar sistemas que tratem os colaboradores como investimento e não como despesa.

Que características considera serem fundamentais para uma boa gestão de pessoas e de empresas? 

Para mim, gostar de pessoas é uma característica fundamental. Ter uma visão ampla do negócio, saber gerir complexidades e mudanças, desenvolver a si mesmo e aos outros, ter alinhamento emocional e focar nos resultados. Ou seja, o caráter e a competência conferem a credibilidade necessária ao profissional que assumir a tão nobre e difícil missão que é desenvolver uma equipa, transformar as pessoas em melhores versões delas mesmas e alcançar grandes resultados. Só desta forma é que podemos afirmar que existiu uma liderança efetiva.

Em defesa do ISCEE e do Ensino Superior em Cabo Verde

Amadeu João da Cruz é Presidente Interino e Secretário-Geral do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE). Que postura procurou adotar para assumir este cargo de responsabilidade e contribuir para a dinamização do ISCEE e do ensino superior?

Exerço o cargo com serenidade e humildade, pois entendo que a gestão da instituição deve ser feita em diálogo com toda a comunidade académica e com as instituições públicas e privadas, de modo a que haja concentração na definição e implementação de estratégias de desenvolvimento institucional e científica do ISCEE e de sintonização com as dinâmicas decorrentes do contexto e da conjuntura institucional e da envolvente económica, social e cultural. Trata-se pois de uma postura de abertura e de concertação, em defesa do ISCEE e do Ensino Superior em Cabo Verde.

A história do ensino superior, em Cabo Verde, está indelevelmente marcada pelo ISCEE, enquanto primeira iniciativa de ensino superior privado no país. Como analisaria o percurso do ISCEE e do ensino superior em Cabo Verde desde a fundação do instituto em 1991? 

No início da década de 90 o nosso país enfrentava vários desafios, de entre os quais os inerentes à reforma económica, que preconizava maior preponderância do setor privado e a abertura dos mercados, o que demandava disponibilidade de pessoal técnico qualificado. É nesse contexto, de forte insuficiência de quadros-técnicos, que surgiu o ISCEE, sob impulso e dinamismo de um grupo de promotores, onde se destaca como principal mentor António Canuto, com apoio de parceiros portugueses como o ISCAL, a Escola Superior de Comunicação Social e, mais tarde, o ISCTE. Cabo Verde reconhece os resultados dessa primeira iniciativa de ensino superior, pois os quadros formados no ISCEE são referência nas empresas e nos organismos públicos onde exercem a sua profissão, em muitos casos exercendo altos cargos de gestão.

iscee

Que desafios enfrenta, atualmente, o ensino superior em Cabo Verde? 

Do nosso ponto de vista, os principais desafios são os da qualidade do ensino e da sustentabilidade das instituições, que condicionam a consolidação de todo o sistema de Ensino Superior Cabo-verdiano. O ISCEE não está imune a esses condicionalismos e por isso definiu e está a implementar estratégias assentes na consolidação das licenciaturas, numa ótica de concentração e de qualificação dos cursos, com destaque para os de Contabilidade, Gestão de Empresas, Marketing e Gestão Comercial e de Gestão e Planeamento em Turismo, bem como de diversificação na perspetiva do incremento dos cursos de mestrado e preparação de um programa de doutoramento, para os docentes universitários, investigadores e profissionais das áreas científicas onde estamos inseridos, isto é ciências económicas e empresariais. Estamos igualmente atentos às possibilidades de internacionalização e de integração do ISCEE nas redes de cooperação no contexto da lusofonia e do pan-africanismo, na perspetiva de superação e de inovação nos domínios científicos e de investigação.

Aliando a tecnologia e a inovação, de que forma o ISCEE procura destacar-se e promover um ensino de qualidade? 

Conforme referido anteriormente, a qualidade científica do ensino e o acesso ao conhecimento tecnológico, qualificado e contemporâneo, constituem eixos primordiais do ISCEE. Entendemos que devemos alinhar as condições de realização de investigação e de adequação do conteúdo curricular dos ciclos de estudos do ISCEE às tendências mais inovadoras e mais atuais, pois a Investigação e o Desenvolvimento são pilares mestras da inovação e do empreendedorismo e fatores que projetam a competitividade das empresas e da economia e o nosso Instituto quer estar na linha da frente e na vanguarda dentro das áreas científicas onde está inserido. Por isso, mantemos desde o início parcerias estratégicas e científicas com instituições de ensino superior portuguesas como o ISCAL, o ISCTE e, agora, a Universidade do Algarve, visando ajustamento dos nossos padrões de qualidade às políticas e orientações no domínio da ciência e da investigação adotadas no contexto europeu. Convém referir também que estamos em diálogo com universidades africanas que atuam na área económica, nomeadamente no âmbito do Projeto Tuning África, patrocinado pela União Europeia e União Africana. Por conseguinte, O ISCEE tem 25 anos de experiência no Ensino Superior em Cabo Verde, com uma network e conhecimentos adquiridos de grande qualidade, o que permite excelência da oferta formativa, com práticas pedagógicas de vanguarda.

Que objetivos e prioridades tem o ISCEE a curto e médio prazo? 

Os objetivos mais imediatos estão definidos e assentes na consolidação das condições de sustentabilidade científica, pedagógica e institucional do ISCEE, centradas na especialização e concentração da oferta de licenciaturas e diversificação de mestrados. Estamos também a trabalhar na preparação de um Programa de Doutoramento, tendo em vista o upgrade do nosso corpo docente e aprimoramento dos conhecimentos científicos dos profissionais da área das ciências económicas e da gestão. Além desses objetivos de qualificação científica e da oferta formativa, aspiramos intensificar as relações de cooperação com as comunidades científicas e universitárias do espaço da lusofonia e de África, na perspetiva de internacionalização do ISCEE.

“Demos um passo gigante rumo ao desenvolvimento”

A Câmara Municipal de São Miguel tem demonstrado uma crescente preocupação no que diz respeito à proximidade e ligação entre a Administração Municipal e os cidadãos. Que importância assume o poder local e esta proximidade com os munícipes? 

O Poder Local é o órgão do poder mais próximo dos cidadãos e das comunidades. Por conseguinte, para garantir a boa governação, é importante que a edilidade tenha sempre o foco em construir um município virado para as pessoas e para a resolução dos seus problemas. Temos uma visão clara para garantir o desenvolvimento sustentável do município e qualidade de vida aos nossos munícipes. Nesta linha, no pilar da boa governação, temos o reforço institucional e a modernização administrativa, a parceria estratégica e a promoção da transparência e prestação de contas como iniciativas e projetos prioritários, dado que são recursos estratégicos para aumentar a credibilidade do município junto dos seus stakeholders, garantir serviços eficientes e com qualidade aos cidadãos, às empresas e investidores. Pretendemos garantir a mobilização dos recursos necessários para viabilizar os projetos de desenvolvimento local.

A Câmara de São Miguel inaugurou, no dia da mulher Cabo-verdiana, 27 de março,  o primeiro Balcão Único. De que se trata este Balcão Único? Que principais carências procuram colmatar com o Balcão Único, bem como com outras iniciativas? 

O Balcão Único da Câmara Municipal de São Miguel é a maior inovação ao nível dos serviços municipais conseguida em Cabo Verde até hoje. Num único espaço o cidadão, empresário ou investidor tem disponível todos os serviços públicos prestados pela Direção Nacional das Receitas do Estado (DNRE ou Finanças), Casa do Cidadão e os serviços municipais, num espaço moderno, com toda a comunidade e com um atendimento público com eficiência e qualidade. Antes não havia a prestação dos serviços da DNRE no município. Os munícipes deslocavam-se cerca de 26 quilómetros para pagar os seus impostos e acederem aos serviços da DNRE no município do Tarrafal. A casa do cidadão deslocava um posto móvel duas vezes por semana para disponibilizar os seus serviços aos utentes. Na câmara, os cidadãos, para acederem aos serviços da autarquia, teriam que se deslocar a vários departamentos para poderem aceder aos serviços. Com a implementação do Balcão Único, estas dores de cabeça desaparecerem, há menos burocracia e o cidadão ganha mais tempo para outros afazeres, o empresário perde menos tempo em resolver os seus problemas e tem mais tempo para produzir e criar riqueza. Este projeto foi conseguido graças a uma parceria entre a Câmara e o Governo de Cabo Verde. Trata-se de um ganho incomensurável para o município. Demos um passo gigante rumo ao desenvolvimento. 

Que prioridades ou objetivos tem, a curto prazo, para São Miguel? 

A curto prazo queremos garantir um município e uma cidade educadora. Queremos garantir a coesão territorial e social, acessibilidade seguras e a qualidade ambiental.

Para despertar o interesse no nosso leitor, o que poderia dizer para dar a conhecer São Miguel? 

São Miguel é um município jovem (com apenas 20 anos) e tem tudo para dar certo. Temos um território com 92 km2, mar, uma costa marítima lindíssima, florestas, vales e ribeiras com potencial para desenvolver o agroindústria, barragens, o interior e as montanhas fantásticas para desenvolver o turismo rural, ecológico e de montanha. Temos uma população jovem e uma cultura riquíssima com destaque para o aldeamento dos “Rabelados” onde se produz o artesanato. Temos algumas unidades hoteleiras, com destaque para a “vila morgana” restaurantes excelentes e é um dos municípios onde melhor se come na ilha de Santiago. Além disso, realço a nossa localização estratégica pois estamos no centro de Santiago Norte o que nos permite a centralização dos serviços regionais. Outro ponto de atratividade do município é o Parque Natural de Serra Malagueta. Produzimos aguardente com qualidade e ainda somos o maior produtor de aguardente da Ilha de Santiago, para não dizer do país.

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