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Udacity lança curso online que ensina a construir um veículo autónomo

Durante uma apresentação na conferência TechCrunch Disrupt, que decorre em San Francisco, na Califórnia, consagrada ao mundo das ‘startups’ (empresas recém-criadas), Sebastian Thrun adiantou que o programa da formação para conceção de veículos autónomos prevê a construção de uma viatura autónoma que funciona com ‘software’ criado pelos estudantes. A viatura assim criada deve ser testada nas ruas de San Francisco.

“Vamos construir uma viatura autónoma através de uma produção participativa e com um código aberto e vai estar nas ruas de San Francisco”, afirmou, ironizando: “Se virem uma viatura com o logo Udacity, fujam tão depressa quanto possam em sentido contrário, para ficarem em segurança”.

Thrun foi um dos fundadores do laboratório Google X, onde este grupo da internet desenvolveu os óculos Google Glass ou as viaturas sem condutor. Com outros parceiros, Thrun lançou depois o Udacity, um projecto de formação via internet, em 2012.

“Eu trabalhava todas estas tecnologias maravilhosas e reparei que o número de engenheiros nesta rede era escasso”, disse, para explicar a passagem da Google X para a Udacity.

“Entendi que se pudéssemos construir um novo tipo de universidade, poderíamos ter um impacto maior no mundo que o de apenas construir uma viatura autónoma”, acrescentou.

A Udacity é uma das plataformas que estão a disponibilizar cursos na internet, os designados cursos massivos em linha (MOOC, na sigla em Inglês), com a chancela de entidades como universidades.

As inscrições para este curso da Udacity abriram na ontem. A formação dura nove meses e consiste em ciclos, que custam em 800 dólares (713 euros) cada.

Os primeiros cursos devem começar a partir de meados de outubro.

Thrun citou um estudo da Boston Consulting Group que estima o valor de mercado potencial das viaturas autónomas em 42 mil milhões de dólares, em 2025.

Mulher dá festa antes de morrer

Betsy Davis, de 41 anos, juntou 30 amigos e deu uma festa no último dia da sua vida. A artista californiana foi uma das primeiras pacientes a recorrer à lei sobre morte medicamente assistida, aprovada há um mês naquele estado norte-americano. A califórnia é o quinto estado norte-americano a legalisar a morte assistida.

A lei permite que adultos, diagnosticados com doenças terminais e que tenham menos de seis meses de vida, possam receber “ajuda para morrer”, através de medicamentos prescritos por um médico.

Betsy Davis sofre de esclerose lateral amiotrófica, a mesma doença que paralisou o físico Stephen Hawking.

“Não quero viver o resto da minha vida paralisada, a comer através de um tubo no meu estômago e a comunicar através de uma máquina. Prefiro a liberdade do que o túmulo que se tornará o meu corpo”, escreveu Betsy Davis num email à irmã, Kelly Davis.

Os convidados para a festa levaram presentes e fizeram um esforço para cumprir o único pedido da anfitriã: não chorar.

“São todos muito corajosos por virem ver-me partir para esta nova viagem. Muito obrigada por percorrerem a distância física e emocional por mim”, escreveu Betsy Davis no convite para a festa, segundo o The Independent.

Banhistas surpreendidos por família de ursos

Um vídeo divulgado por um banhista mostra uma fêmea a abraçar e a brincar na água com duas crias.

O momento foi observado pelos banhistas, que se encontravam na margem do lago. Já os canoístas que estavam a praticar a modalidade acompanharam o fenómeno à distância.

Após o banho, a família de ursos regressou à floresta.

 

Polícia baleado em San Diego morreu. O segundo está a ser operado

O departamento de Polícia de San Diego informa através do Twitter que um dos agentes baleados esta madrugada não resistiu aos ferimentos, acabando por morrer.

O segundo agente baleado está a ser operado.

A polícia continua a efetuar buscas em Southcrest, um bairro do sudeste de San Diego, pedindo aos residentes da zona para que fiquem em casa.

Até ao momento, já há um suspeito detido, mas a polícia acredita que não seja o único responsável pelo tiroteio.

 

Wonder Woman e as outras maravilhas da Comic Con

Entre quinta-feira e domingo, o centro de convenções de San Diego, na Califórnia, recebeu a 49ª edição da Comic Con. O evento de cultura pop que começou ligado à banda desenhada e agora dedica-se a tudo, do cinema aos podcasts, passando pelos videojogos e as séries de televisão. É onde muitos gigantes do entretenimento vão mostrar novidades para o futuro. Selecionámos algumas das novidades mais importantes. Mas se é daquelas pessoas que não gostam de saber de nada antes do tempo, se calhar é melhor não continuar ler — mas espere, pelo menos fique coma informação que vêm aí mais monstros em “Pokémon Go”.

DC, Warner Brothers e a Wonder Woman

No painel da Warner Brothers e da divisão de filmes da DC Comics, houve de tudo para todos os gostos. Para começar, há novas imagens de“Justice League”. E, ao contrário do tom soturno de “Man of Steel” e “Batman v. Superman: Dawn of Justice”, ambos do mesmo realizador, Zack Snyder, este tem algumas piadas, talvez a mostrar uma nova direcção para este universo.

 

“Wonder Woman”, com Gal Gadot, da saga “Velocidade Furiosa”, e Chris Pine, de nova saga “Star Trek”, realizado por Patty Jenkins – a responsável por “Monster”, de 2003 –, é o primeiro filme desta vaga de super-heróis encabeçado por uma mulher e já tem trailer.

 

Houve ainda espaço para novas imagens de “Suicide Squad”, o filme de David Ayer – que escreveu “Dia de Treino” e realizou “Fury” – e que chega às salas já no início de Agosto.

 

Mas não foram só estes os filmes contemplados nesse painel. O spin-off da pequena obra-prima que era “O Filme Lego”, de há dois anos, focado na versão de Batman a quem é dada voz por Will Arnett, foi revelado num trailer. “The LEGO Batman Movie”, de Chris McKay, que co-realizou a animação do filme de 2014, chega em 2017. Michael Cera faz de Robin, que encontra neste excerto o seu fato no meio de piadas sobre insensibilidade cultural.

 

Houve também espaço para a nova versão da lenda de Rei Arturcontada por Guy Ritchie, que parece tudo menos um típico filme de época e tem lutas desarmadas corpo a corpo como o realizador britânico impingiu a Sherlock Holmes nos dois filmes que fez com Robert Downey Jr. É encabeçado por Charlie Hunnam, de “Sons of Anarchy” e “Pacific Rim”.

 

“Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los” é um livro de J.K. Rowling de 2009, escrito sob o pseudónimo Newt Scamander. O título recupera um dos manuais que Harry Potter e os seus colegas deviam ler em Hogwarts. O filme de David Yates, que assinou o recente “A Lenda de Tarzan”, tem estreia marcada ainda para este ano e conta com Eddie Redmayne no papel principal, bem como Colin Farrell, Ezra Miller e Dan Fogler.

 

Ainda houve espaço para o trailer de “Kong: Skull Island”, realizado por Jordan Vogt-Roberts, com Tom Hiddleston, novas imagens da terceira época de “The Flash”, a quinta de “Arrow”, a segunda de “Legends of Tomorrow” e a segunda de “Supergirl”, que agora se mudou da CBS para a CW, onde já estavam as outras todas.

Marvel: regressos, novidades e Luke Cage

A Marvel tinha mesmo muito para contar. “Doctor Strange”, de Scott Derrickson, chega em novembro e ganhou um novo trailer. O filme conta com Benedict Cumberbatch (e não foi a única coisa que o actor foi promover à convenção: a quarta época de “Sherlock” teve direito a teaser), Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Madds Mikkelsen e Michael Stuhlbarg.

 

Houve também boas novas de “Guardians of the Galaxy Vol. 2” — como Kurt Russell a fazer de Ego, o Planeta Vivo, que é justamente aquilo que o nome indica, entre muitas outras. E esse planeta, confirmou o realizador James Gunn, é o pai de Peter Quill, o protagonista da saga. O filme contará também como Sylvester Stallone, terá uma diversão na Disneyland feita a partir da saga, e “The Chain”, dos Fleetwood Mac, poderá fazer parte da banda sonora.

Ainda em 2017, “Thor: Ragnarok”, de Taika Waititi – de “O Que Fazemos nas Sombras”, teve direito a imagens que não saíram cá para fora (incluem uma armadura de gladiador para Hulk) e “Spider-Man: Homecoming”, de Jon Watts, também. Diz quem viu que é uma mistura entre “Freaks and Geeks, a Nova Geração” e John Hughes. Já agora, o vilão é o Abutre.

Ryan Coogler – o realizador de “Creed” – falou do seu “Black Panther”, que disse ser o seu filme mais pessoal. Michael B. Jordan, que protagonizou os dois filmes do realizador, está confirmado como vilão. Erik Killmonger, Lupita Nyong’o e Danai Gurira, de “The Walking Dead”, também vão aparecer no elenco deste filme com Chadwick Boseman, cuja personagem foi introduzida em “Capitão América: Guerra Civil”. Ainda no campeonato das grandes novidades, Brie Larson, a oscarizada actriz de “Room”, foi anunciada como a Capitã Marvel para o filme homónimo de 2019.

Na parte de televisão, foi mostrado um teaser de “Luke Cage”, que chega à Netflix a 30 de setembro. É, basicamente, quase um minuto e meio de Mike Colter, que já fez da personagem em “Jessica Jones”, a ser incrível e duro ao som do clássico “Shimmy Shimmy Ya” de Ol’ Dirty Bastard.

Ainda houve teasers de “Iron Fist”, que chega em 2017 e “The Defenders”, que juntará os heróis todos da Netflix (Daredevil, Jessica Jones, Luke Cage e Iron Fist), apesar de não ter muitas imagens da série em si. “Legion”, adaptada para televisão por Noah Hawley, que há uns anos pegou em “Fargo” dos Irmãos Coen e o transformou numa maravilhosa série de antologia, é a primeira produção da Marvel Television que não pertence ao universo cinematográfico. Foi visto o trailer da série que chega ao FX, o canal de “Fargo”, no início do próximo ano, e mostram um ambiente muito diferente do que é habitual nos produtos audiovisuais Marvel.

Tenham medo: há um novo Blair Witch

Há uns meses que estava anunciada, para Setembro, a estreia de um filme chamado “The Woods”. Já havia rumores sobre o assunto, mas na Comic Con confirmou-se que o filme de Adam Wingard (que fez segmentos nos dois “V/H/S” e realizou “The Guest”) era afinal o terceiro filme na série iniciada em 1999 por “O Projecto Blair Witch” de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez.

Outra vez Star Trek na TV, isso mesmo

Na convenção houve um painel dedicado à comemoração dos 50 anos de “Star Trek”, a criação de Gene Rodenberry que começou na televisão nos anos 1960 e já teve várias encarnações. “Star Trek: Além do Universo”, o novo filme da saga, tem estreia marcada para cá a 25 de Agosto, mas não é a única novidade. Bryan Fuller, que criou séries como “Tão Mortos como Eu”, “Malmequer, Bem-me-quer” ou “Hannibal” e começou como argumentista de “Star Trek: Deep Space Nine”, a série dos anos 1990, foi o moderador, com representantes de todas as eras de “Star Trek” a falarem. Mas a maior notícia foi a nova série de “Star Trek” prevista para o serviço de streaming da CBS para o início de 2017, e que já tem nome: “Star Trek: Discovery”. Co-criada por Fuller e Alex Kurtzman, que co-escreveu os dois penúltimos filmes da saga, promete actualizar a visão inclusiva da série original de Rodenberry.

O reboot de MST3K

Por muito que a cultura nerd esteja cada vez mais mainstream, é provável que a generalidade do mundo nunca tenha ouvido falar em“Mystery Science Theater 3000”, uma mítica série cómica que durou de 1988 a 1999. A história era a de um contínuo obrigado, por cientistas loucos, a ver maus filmes antigos dos quais nunca ninguém tinha ouvido falar.

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No final do ano passado, Joel Hodgson, o criador e o protagonista original, lançou uma ultra-bem sucedida campanha no Kickstarter para angariar fundos para uma nova versão da série. Desta feita com Jonah Ray, o cómico de stand-up, no centro de tudo, e gente como Patton Oswalt, Felicia Day e Baron Vaughn ao lado dele. A grande novidade anunciada no painel da série é que esta passará na Netflix ou no final do ano ou no início do próximo ano, apresentando este universo a todo um novo público.

Milhares de universitários californianos passam fome

Segundo a rede pública de universidades Cal State, a maior do país, o problema é nacional e muito subestimado.

O inquérito apurou que entre 8,7% e 12% dos 460 mil estudantes da rede Cal State, que conta 23 ‘campus’, não têm domicílio fixo e entre 21% e 24% não têm acesso regular a alimentação.

“Quando vemos os números, ficamos estupefactos”, admitiu o dirigente da rede universitária Timothy White, durante uma discussão pública, na segunda-feira, em Long Beach, nos arredores de Los Angeles.

Adiantou que o estudo tinha sido encomendado, “depois de comentários isolados aos quais se quis colocar números”.

O estudo citou testemunhos de estudantes, como o de Yvette: “Penso que quando tiver o meu diploma, posso avançar. Mas, no fundo de mim, tenho a impressão de me estar a afogar”.

Uma outra estudante, Nikki, lembrou que “quis discutir o facto de ser uma sem-abrigo durante as férias”, tendo recebido como resposta “se se fizesse isso (dar-lhe abrigo), ter-se-ia de fazer para todos”.

Os estudantes que responderam não ter alojamento fixo mudam na maioria de uma habitação para outra, recorrendo a amigos ou família. Mas há outros que dormem em viaturas, tendas, estações ferroviárias ou rodoviárias, parques de estacionamento, motéis, parques de campismo ou refúgios.

O estudo salientou que os estudantes que não têm acesso a alimentação e não têm domicílio fixo são “invisíveis e há muito pouca investigação sobre esta população”.

A Cal State, que está a estudar soluções mais globais e de longo prazo, avançou já ter disponibilizado “cupões para compra de alimentação” e ajudas para os estudantes acederem a habitações de preço moderado, entre outras ajudas sociais.

Timothy White manifestou a esperança que o estudo faça falar do problema nos EUA.

A Cal State, que se define como “a mais vasta rede universitária do país, a mais diversa e uma das mais acessíveis”, oferece estudos por um pouco mais de cinco mil euros (4,4 mil euros) por ano, menos do que a prestigiada rede de universidades públicas, designada Universidade da Califórnia, que cobra mais de 12 mil dólares anuais, mas bem menos do que exige uma universidade privada.

Será o fim das picadas diárias de insulina para os doentes com diabetes tipo 1?

O normal é o sistema imunitário proteger o organismo das infeções, mas no caso dos doentes com diabetes tipo 1, as células T (subtipo dos linfócitos T) não só atacam os agentes externos, como atacam também as células boas do organismo, mais concretamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Por sua vez, as T-regs (células T reguladoras) têm a capacidade de perceber quando há células que estão a ficar disfuncionais e que começam a atacar o próprio organismo.

Basicamente, o que estes investigadores fizeram, neste estudo que começou em 2010, foi pegar em 14 pessoas, entre os 18 e os 43 anos, com diabetes tipo 1 recém-diagnosticadas, retirar-lhes sangue, separar as T-Reg (células T reguladoras), cultivá-las e aumentá-las, voltando a injetar, nesses doentes, biliões de células T reguladoras. O que aconteceu foi que ao fim destes anos se verificou que “em algumas pessoas parou o processo de destruição” durante um ano, de forma segura.

“Usando as T-regs para ‘reeducar’ o sistema imunitário, podemos ser capazes de mudar o curso desta doença. Esperamos que as T-regs sejam uma parte importante do tratamento contra a diabetes no futuro”, afirmou Jeffrey Bluestone, um dos autores do estudo e professor de metabolismo e endocrinologia da Universidade da Califórnia, citado pelo The Telegraph.

Bruno Almeida, médico de medicina interna da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal e assistente da Faculdade de Medicina, da Universidade de Coimbra, frisou ao Observador que “o grande interesse deste estudo é no caso dos doentes recém-diagnosticados”.

“A utilização destas células poderá ter um potencial de sucesso, mas apenas nas pessoas recém-diagnosticadas porque ainda produzem alguma insulina”, disse o médico, explicando que este processo trava, mas não reverte a destruição das células beta do pâncreas, pelo que nos casos de doentes que já não produzem qualquer insulina, deixar de injetar insulina diariamente nunca poderá ser uma solução.

O médico alerta ainda para o facto de a amostra utilizada neste estudo ser muito pequena, com um ponto positivo para a duração do mesmo (cinco anos), e de ser necessário fazer mais estudos com mais pessoas para chegar a uma conclusão estatisticamente significativa. Bruno Almeida referiu ainda que um tratamento deste género é muito “complexo e dispendioso”.

A diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticada até aos 18 anos e é uma das doenças autoimunes mais comuns nas crianças, embora se possa manifestar em qualquer idade.

De acordo com o último  relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes – “Diabetes: Factos e Números”, em 2013 existiam cerca de 60.000 pessoas com diabetes (tipo 1, tipo 2 e gestacional) em Portugal, e 3.262 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 0 e os 19 anos, tinham diabetes tipo 1, um número que tem vindo a crescer ao longo dos anos.

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