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Anúncio português contra a abstenção tornou-se viral na frança

Está a circular um anúncio diferente com o objetivo de alertar os portugueses para os efeitos da abstenção eleitoral.

Criado para o Festival Política que decorreu entre 20 e 22 de Abril em Lisboa, pela agência 004 e produzido pela Krypton, o vídeo chegou a território francês pelas mãos da Culture Pub, uma página francesa especializada em publicidade. E, actualmente, conta com um milhão de visualizações e mais de 21 mil partilhas.

Foi feito para falar aos portugueses, incentivando-os a maior acção política, combatendo os elevados níveis de abstenção das eleições nacionais, mas em França o anúncio criado para o Festival Política viralizou e está a ser usado por ativistas contra Marine Le Pen e Jean-Luc Melénchon.

O vídeo desenvolvido para o Festival Política aborda os temas da homofobia, racismo, xenofobia e misoginia. Pretende divulgar a mensagem de que quem se abstém corre o risco de ver o seu voto substituído por um eleitor com tendências racistas, xenófobas e homofóbicas.

“Queres treinar um Pokémon a sério?” Ajuda um animal abandonado

Aqui, ao contrário do jogo, não há Pokédex para completar: “Não tens de os apanhar a todos. Só tens de ajudar um”. Para a acção, que decorreu nas ruas do Porto, foram colocados cartazes em PokeStops, locais que os jogadores têm de visitar para recolher elementos necessários para o jogo, com mensagens que mostram que há “amigos a sério” que “não são um jogo” e precisam mesmo de ajuda, como refere a associação no Facebook. Entre perguntas como “queres treinar um Pokémon a sério?” ou “queres um amigo mais quente do que o Charizard?” pode-se conhecer o Rodriguinho, o Robin, a Zara e o Bones, patudos que estão à procura de uma nova vida. As mensagens são acompanhadas do respectivo site onde se pode apadrinhar e adoptar animais e do número solidário, através do qual se pode contribuir com uma simples chamada. É que, lá está, estes Pokémons “são a sério”. Esta não é a primeira campanha que se recorre ao jogo de realidade aumentada para falar de um assunto grave. O Exército Livre da Síria lançou esta semana uma iniciativa internacional em que apela às pessoas que resgatem as crianças sírias como fazem com as personagens do Pokémon Go. E convém mencionar que também entre os animais a aplicação já fez história (feliz): nos EUA, dois jogadores encontraram 27 animais abandonados enquanto jogavam. Por cá, já há quem cobre dinheiro para passear pokémons e “chocar ovos”, quem os apanhe em festivais de música e a PSP lançou até um manual com regras para caçar estes animais virtuais em segurança — é que a aplicação, que não é consensual, já fez vítimas.

Presidenciais. Apoiantes vão ajudar a pagar campanha de Maria de Belém

Maria de Belém

A candidata não atingiu os 5% necessários para ter apoio do Estado e também não vai ter a ajuda do PS. “As pessoas que quiserem apoiar apoiam”, diz um elemento da candidatura. O objectivo é reunir fundos de uma forma discreta, mas no PS há quem esteja a apelar publicamente ao lançamento de uma campanha para ajudar a candidata. O dirigente socialista Ricardo Gonçalves escreveu no Facebook que “é preciso criar um movimento para ajudar a pagar as dívidas”.

Ao i, Ricardo Gonçalves defende que “é um acto cívico” contribuir para a campanha. “Várias figuras deram a cara por Maria de Belém e podem lançar um movimento de gente com peso. Não se pode abandonar a candidata. Uns podem dar mais do que outros, mas é preciso ajudar a pagar a campanha”, diz o o ex-deputado socialista, apelando aos apoiantes de Maria de Belém – aos socialistas e aos independentes – para que se “envolvam” neste movimento.

PS não paga Maria de Belém previa gastar 650 mil euros na campanha eleitoral, mas os gastos devem ter ficado abaixo do valor inscrito no orçamento. Apesar disso, será sempre uma quantia significativa e, para além de não contar com o apoio da subvenção estatal, Maria de Belém não terá qualquer ajuda do PS – uma situação que está a ser criticada por alguns dirigentes. “Acho lamentável que o PS não esteja disponível”, disse, em entrevista ao “Sol”, Álvaro Beleza. Ricardo Gonçalves também defende que “o PS devia ajudar”, porque “António Costa disse que os candidatos do PS eram dois. Sampaio da Nóvoa não precisa porque recebe a subvenção estatal, mas o PS deve ajudar Maria de Belém”.

O PS não apoiou oficialmente nenhuma candidatura. António Costa limitou-se a fazer um apelo aos socialistas para que participassem na campanha. “Como sabemos, há essencialmente dois candidatos relevantes da nossa área política e o PS entendeu que, nesta primeira volta, não deveria apoiar oficialmente nem Maria de Belém nem Sampaio da Nóvoa, mas os socialistas têm feito as suas escolhas”, disse o secretário–geral do PS. Sampaio da Nóvoa conseguiu 22,8% dos votos, o que faz com que o apoio do Estado seja suficiente para pagar as despesas com a campanha. O ex-reitor previa gastar cerca de 740 mil euros.

Marcelo Rebelo de Sousa e Marisa Matias são os outros candidatos que têm direito a receber a subvenção estatal. Edgar Silva, Vitorino Silva, Henrique Neto, Cândido Ferreira, Paulo Morais e Jorge Sequeira não atingiram os 5% e, por isso, não terão direito a qualquer apoio. O valor total da subvenção é de 3,4 milhões de euros mas, como os gastos dos candidatos foram baixos, o Estado deve poupar mais de 2 milhões de euros – uma poupança para a qual contribuiu a campanha low-cost feita pelo futuro Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa orgulhou-se, durante a campanha, de fazer uma campanha solitária e barata e previu gastar apenas 135 mil euros.

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