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Esperança é a protagonista da nova campanha sobre cancro do pulmão

Hoje, há novas e melhores terapias, que devolvem a Esperança a quem, por força da doença, não a podia ter. Por isso, é sob o mote ‘A Esperança não pára de crescer’ que a Pulmonale – Associação Portuguesa contra o Cancro do Pulmão, assinala os 10 anos de existência e trabalho desta associação na luta contra o cancro do pulmão e reforça as mensagens contra a doença.

“Os avanços da ciência no cancro do pulmão têm sido imensos”, refere Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale, que confirma as missões assumidas pela associação, desde a prevenção, promoção do diagnóstico precoce do cancro do pulmão, ao aconselhamento dos doentes e promoção de investigação sobre as causas e tratamento desta doença. Objetivos que, realça a dirigente, “são diferentes, mas se unem através do mesmo fio condutor: ajudar a salvar vidas. É isso que se pretende com a nova campanha, que este ano tem como foco os progressos que a medicina tem feito e que permitem aumentar a qualidade e quantidade de vida dos doentes. Vivemos hoje, por isso, no tempo da Esperança.”

A campanha inclui para já um vídeo, onde se pode acompanhar o crescimento da Esperança e onde se apela, uma vez mais, ao envolvimento de todos. “A esperança não pára de crescer para quem é diagnosticado com cancro no pulmão, havendo hoje novas oportunidades no tratamento e acompanhamento destes doentes. É por isso que deixamos o apelo a todos os portugueses: envolva-se e ajude a esperança a crescer, não o cancro”, acrescenta Isabel Magalhães.

Não só no Mês de Sensibilização para o Cancro do Pulmão, que se assinala em novembro, mas também muito depois deste, a mensagem vai ser repetida, em diferentes formatos e suportes, com o mesmo objetivo: permitir que a Esperança continue a crescer. 

Esta campanha tem o apoio da Astrazeneca, Bristol Myers Squibb, Boehringer Ingelheim, CUF, Fundação Manuel da Mota, Merck Sharpe & Dohme, Novartis, Pfizer, Roche e Takeda.

 

Pode ver o vídeo aqui

Cancro do pulmão é tumor que mais preocupa os portugueses

O cancro é a doença que mais preocupa os portugueses. Uma esmagadora maioria (86%) confirma esse receio num estudo, realizado junto da população em geral, que mostra que, no conjunto destas doenças, um quarto dos inquiridos (24%) elege o do pulmão como o mais preocupante. O estudo, apresentado no âmbito da comemoração dos 10 anos da Pulmonale, realizado pela GFK com o apoio da Roche, pretendeu aferir o nível de conhecimento da população portuguesa sobre avanços na área da saúde, através de inquéritos a maiores de 18 anos residentes em Portugal Continental, que revelaram ainda um desconhecimento generalizado face à imunoterapia, considerada um dos maiores avanços na luta contra o cancro: apenas dois em cada dez portugueses já ouviram falar nesta forma de tratamento.

Estes e outros dados são apresentados hoje, na cerimónia que assinala os 10 anos da Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão, Pulmonale (10 anos de Esperança), no Myriad Crystal Center, em Lisboa, a partir das 09h30, e onde será feito o balanço de uma década de trabalho na prevenção e sensibilização para o cancro do pulmão, assim como os 10 anos de evolução no tratamento deste tipo de tumores.

O estudo, cuja divulgação faz parte da agenda do encontro, confirma que a saúde (78%), a justiça (45%) e a educação (40%) são, sem surpresa, os temas que merecem maior atenção por parte dos portugueses. No que diz respeito à primeira, a maior parte dos entrevistados (39%) considera que existe aqui o mesmo nível de inovação que noutras áreas, ainda que 21% defenda que é maior a inovação na área da saúde. Inovação essa que consiste precisamente no aparecimento de terapêuticas mais eficazes (21%), com especial enfoque na área oncológica (18%).

No que diz respeito à imunoterapia, existe ainda muito desconhecimento por parte dos portugueses. Dos 20% que conhecem ou já ouviram falar desta forma de tratamento, aproximadamente um terço tem dificuldade em explicar o que é e no que consiste, enquanto os restantes continuam a associá-la a patologias oncológicas (60%). Ou seja, no geral, a imunoterapia continua a ser um tratamento desconhecido para a grande maioria dos portugueses (80%). No entanto, 86% dos inquiridos considera importante obter mais informação sobre o mesmo e o médico (88%) é o interlocutor mais habilitado para aprofundar esse conhecimento, sobretudo para os entrevistados com 65 anos ou mais (95%).

Um quarto dos portugueses entrevistados considera que o cancro do pulmão é o tipo de cancro mais preocupante e a quase totalidade (91%) refere a quimioterapia como o tratamento utilizado normalmente para tratar não só o carcinoma do pulmão, como qualquer tipo de cancro. A radioterapia surge em segundo lugar com 42% das referências.

Ainda assim, dois terços consideram que as novas terapias têm tido um impacto positivo, ou muito positivo, na vida destes doentes. Acreditam, no entanto, que existe uma disparidade no que diz respeito ao nível de acesso a novas terapias, como a imunoterapia, entre doentes oncológicos portugueses e doentes de outros países da União Europeia (UE). A falta de inovação e o “atraso” tecnológico, assim como a reduzida capacidade financeira para investir em novos equipamentos, são as principais razões apontadas para a existência desta Ainda assim, dois terços consideram que as novas terapias têm tido um impacto positivo, ou muito positivo, na vida destes doentes. Acreditam, no entanto, que existe uma disparidade no que diz respeito ao nível de acesso a novas terapias, como a imunoterapia, entre doentes oncológicos portugueses e doentes de outros países da União Europeia (UE). A falta de inovação e o “atraso” tecnológico, assim como a reduzida capacidade financeira para investir em novos equipamentos, são as principais razões apontadas para a existência desta desigualdade entre Portugal e os restantes países da UE.

Tratamentos e qualidade de vida dos doentes com cancro do pulmão em debate

Como se vive com cancro do pulmão, quais as terapêuticas disponíveis para o tratamento da doença, de que forma se pode melhorar a qualidade de vida dos doentes são algumas das questões em debate na Sessão de Esclarecimento sobre Cancro do Pulmão, uma iniciativa da Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão. No dia 17 de outubro, entre as 17h30 e as 19h00, o auditório do Centro Hospitalar Universitário do Porto transforma-se no palco de uma partilha de informações, com entrada livre.

A iniciativa, que se antecipa as comemorações do Mês do Cancro do Pulmão, assinalado em novembro, insere-se nas celebrações dos 10 anos de atividade da Pulmonale ao serviço da informação e esclarecimento sobre o cancro do pulmão.

De acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde, o cancro do pulmão continua a ser, em Portugal, o tumor maligno que mais vidas rouba. Uma tendência que é, de resto, global: segundo a Agência Internacional para a Investigação do Cancro, os cancros do pulmão e mama são os líderes em termos de número de novos casos. “Estes números justificam que se fale sobre o tema, que se reforce a informação sobre a doença, que continua a ser das que mais mata em Portugal”, refere Isabel Magalhães, presidente da direção da Pulmonale.

“Apesar da evolução no conhecimento sobre o cancro do pulmão, assim como nos seus tratamentos, há ainda muito trabalho a fazer na consciencialização da população em geral”, acrescenta a responsável.

60 a 70% dos diagnósticos de cancro do pulmão são feitos numa fase avançada

© AdvanceCare

Em cerca de 60% dos doentes o diagnóstico faz-se numa fase avançada o que condiciona opções terapêuticas mais eficazes com uma consequente redução da sobrevivência”. No entanto, “quando o tumor é diagnosticado numa fase precoce a cirurgia com intenção curativa é a terapêutica de eleição. Para esses estadios iniciais, a sobrevivência aos 5 anos ultrapassa os 50%, versus o diagnóstico já em fase avançada, com sobrevivências aos 5 anos inferiores a 5%”.

É, por isso, determinante estar atento aos sintomas. Tosse, expetoração, falta de ar são alguns dos mais comuns, mas é a expetoração raiada de sangue o sintoma mais alarmante para os doentes e aquele que os costuma levar ao médico. Já a tosse, esclarece o especialista, muitas vezes atribuída ao tabaco ou a causas ambientais, não é valorizada, erradamente, como sinal de alarme. “Aqui, o que é importante é alertar para a persistência do sintoma. Se a tosse perdura ao longo do tempo, esta deve levar o doente ao seu médico de medicina geral e familiar.”

Não só a população em geral está mais informada sobre o tema, como se tem assistido também a um reforço da investigação sobre esta doença, sobretudo nas suas formas mais graves. “Os últimos anos foram de revolução em relação à investigação sobre o cancro do pulmão. A imunoterapia e a terapia-alvo foram passos importantíssimos. A quantidade de novos fármacos de elevada eficácia e baixa toxicidade constitui uma verdadeira revolução”, reforça o médico.

Ainda assim, é preciso mais. A implementação de um programa de rastreio para o cancro do pulmão, tal como já acontece com outros tumores, pode vir a ser uma forma de conseguir um diagnóstico e uma intervenção terapêutica mais precoce com consequente redução na mortalidade por este flagelo. Um caminho que Fernando Barata acredita que fará parte de um futuro não muito distante. “Nos próximos anos temos que definir quem rastrear, qual o melhor método de rastreio e criar a nível nacional toda uma estrutura para o implementar.” Por isso, e enquanto este não é uma realidade, o especialista aproveita este mês de sensibilização para a doença para reforçar a mensagem que considera mais importante: a aposta numa redução dos fatores de risco. “Aqui, refiro-me ao tabaco em todas as suas formas, em que se inclui o tabaco aquecido e o eletrónico. É importante que as pessoas que fumam deixem de o fazer e aqueles que nunca o fizeram se mantenham assim.”

60 a 70% dos diagnósticos de cancro do pulmão são feitos numa fase avançada

Diagnosticar o cancro do pulmão nas suas fases mais precoces é o grande desafio dos especialistas. Uma tarefa difícil, uma vez que, explica Fernando Barata, presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão, “o cancro do pulmão progride durante anos de forma assintomática. Em cerca de 60% dos doentes o diagnóstico faz-se numa fase avançada o que condiciona opções terapêuticas mais eficazes com uma consequente redução da sobrevivência”.

No entanto, quando o tumor é diagnosticado numa fase precoce a cirurgia com intenção curativa é a terapêutica de eleição. Para esses estadios iniciais, a sobrevivência aos 5 anos ultrapassa os 50%, versus o diagnóstico já em fase avançada, com sobrevivências aos 5 anos inferiores a 5%”.

É, por isso, determinante estar atento aos sintomas. Tosse, expetoração, falta de ar são alguns dos mais comuns, mas é a expetoração raiada de sangue o sintoma mais alarmante para os doentes e aquele que os costuma levar ao médico. Já a tosse, esclarece o especialista, muitas vezes atribuída ao tabaco ou a causas ambientais, não é valorizada, erradamente, como sinal de alarme. “Aqui, o que é importante é alertar para a persistência do sintoma. Se a tosse perdura ao longo do tempo, esta deve levar o doente ao seu médico de medicina geral e familiar.

Não só a população em geral está mais informada sobre o tema, como se tem assistido também a um reforço da investigação sobre esta doença, sobretudo nas suas formas mais graves. “Os últimos anos foram de revolução em relação à investigação sobre o cancro do pulmão. A imunoterapia e a terapia-alvo foram passos importantíssimos. A quantidade de novos fármacos de elevada eficácia e baixa toxicidade constitui uma verdadeira revolução”, reforça o médico.

Ainda assim, é preciso mais. A implementação de um programa de rastreio para o cancro do pulmão, tal como já acontece com outros tumores, pode vir a ser uma forma de conseguir um diagnóstico e uma intervenção terapêutica mais precoce com consequente redução na mortalidade por este flagelo.

Um caminho que Fernando Barata acredita que fará parte de um futuro não muito distante. “Nos próximos anos temos que definir quem rastrear, qual o melhor método de rastreio e criar a nível nacional toda uma estrutura para o implementar.” Por isso, e enquanto este não é uma realidade, o especialista aproveita este mês de sensibilização para a doença para reforçar a mensagem que considera mais importante: a aposta numa redução dos fatores de risco. “Aqui, refiro-me ao tabaco em todas as suas formas, em que se inclui o tabaco aquecido e o eletrónico. É importante que as pessoas que fumam deixem de o fazer e aqueles que nunca o fizeram se mantenham assim.”

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