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O que precisamos de saber sobre as mutações genéticas BRCA e o cancro?

O que são as mutações genéticas BRCA? Qual a sua relação com o cancro, em particular com o cancro do ovário e mama? O que é o teste genético e quem deve fazê-lo? Estas e outras questões serão respondidas, no próximo dia 17 de maio, no Auditório do IPO de Coimbra, por um painel de especialistas, às 15 horas, na sessão de esclarecimento “As mutações genéticas BRCA e o cancro”, uma iniciativa integrada na campanha “saBeR mais ContA”, lançada no passado dia 8 de maio, Dia Mundial do Cancro do Ovário, pela Evita, Liga Portuguesa Contra o Cancro, pelas Sociedades de Genética Humana, Ginecologia, Senologia e Oncologia e AstraZeneca.

Cerca de 44% das mulheres portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA1 e cerca de 17% das portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA2 vão desenvolver cancro do ovário até aos 80 anos[1]. No cancro da mama,  o cenário é idêntico, com cerca de 72% das mulheres portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA1 e cerca de 69% das mulheres portadoras de mutações patogénicas no gene BRCA2 a desenvolverem este tumar até aos 80 anos [1].

Como podem ser identificadas as mulheres portadoras destas mutações, antes ou durante a doença? Que tipo de respostas podem ser conseguidas através desta identificação? Como encarar a mutação enquanto doente e enquanto portadora saudável? Também estas questões serão esclarecidas nesta sessão que, para além de especialistas das Sociedades de Genética Humana, Ginecologia e Senologia, contará com a presença de um representante da Evita e da LPCC e ainda de um testemunho, numa conversa moderada por Adelaide de Sousa e que pretende ajudar doentes e familiares a perceberem o que são as mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2 e as suas implicações, esclarecendo as suas dúvidas. As inscrições são gratuitas, podendo ser feitas para o e-mail: campanhasabermaisconta@gmail.com

Esta sessão acontece também no IPO do Porto, a 30 de maio, e em Lisboa, no mês de outubro em data e local a anunciar.

Autoexame da boca e consultas de rotina ajudam na prevenção do cancro

© Saúde Online

“Numa consulta de medicina oral, o médico dentista efetua um exame visual de toda a cavidade oral e estruturas anexas, permitindo que lesões suspeitas sejam detetadas em fases precoces”, explica. “Com estas consultas é possível efetuar um rastreio da doença, identificar/tratar lesões potencialmente malignas, ensinar o paciente a efetuar o autoexame da cavidade oral”, acrescenta.

Consultas que são ainda mais importantes nos pacientes de risco, “nomeadamente fumadores, pessoas com hábitos etílicos, pessoas regularmente expostas à radiação solar (cancro do lábio). E são também importantes para a educação e sensibilização da população para a problemática do cancro oral”.

Porque a cavidade oral faz parte do organismo, “todos os seus problemas poderão afetar a saúde geral”, reforça o médico. E há mesmo estudos recentes que indicam que aqueles que possuem uma má saúde oral têm maior probabilidade de voltar a sofrer de cancro oral. “Está também comprovado que existe uma associação entre grandes níveis de placa bacteriana e morte prematura por cancro”, refere, acrescentando ser compreensível, “já que as mesmas bactérias que causam periodontite (uma doença inflamatória que afeta as gengivas e tecidos que circundam o dente) têm um papel importante no desenvolvimento de cancro pancreático e cancro do trato gastrointestinal superior. A inflamação potencia alterações celulares, propagação de bactérias e fatores de virulência bacterianos por todo o corpo. Todos estes fatores podem ser preponderantes para o desenvolvimento de doenças oncológicas.” Já para não falar do sistema imunitário, cuja “eficácia fica diminuída”.

No que diz respeito aos doentes já diagnosticados com cancro, também aqui a saúde oral é determinante. Explica João Braga que os doentes oncológicos submetidos a tratamentos de quimioterapia e/ou radioterapia “sentem, na maior parte das vezes, alterações diversas na sua boca. Alterações que serão mais graves e desconfortáveis se o estado inicial de saúde oral do paciente não for saudável. Por este motivo, também, todos os pacientes deverão zelar pela sua saúde oral”.

Consultar o médico dentista após o diagnóstico e antes de iniciar os tratamentos é, pois, essencial para que este possa avaliar o estado de saúde oral, “efetuar os tratamentos necessários e receber instruções de como deve efetuar a sua higiene oral e como deve atuar quanto aos efeitos secundários dos tratamentos oncológicos”.

Consultas que devem continuar durante os tratamentos, para que o “médico dentista possa aconselhar o paciente a minimizar os inevitáveis efeitos secundários”. Ainda de acordo com o especialista, “genericamente, e porque os efeitos dos tratamentos variam muito de paciente para paciente, este deve ser mais rigoroso ainda na sua higiene oral diária. Deve usar uma escova suave e pasta fluoretada, fio ou fita dentária e um higienizador de língua. A utilização de colutórios deve ser aconselhada pelo médico dentista caso a caso. O paciente pode notar, devido a uma baixa de plaquetas e das células do sistema imunitário, um maior sangramento da gengiva, mas tal não deve inibi-lo de continuar a higienizar convenientemente porque, se o fizer, a saúde oral piorará e o aumento do sangramento é inevitável”.

No que diz respeito à alimentação, o especialista do grupo BQDC aconselha que se evitem alimentos picantes, crocantes e ácidos, “dando preferência a alimentos moles e fáceis de mastigar, a fim de prevenir úlceras e feridas”.

Apesar da importância destes cuidados, João Braga considera que “atualmente, esta ainda é uma área negligenciada. Embora se observe, cada vez mais, o alerta por parte da equipa médica para a importância da saúde oral, penso que os doentes portugueses com cancro ainda não estão completamente sensíveis da sua importância para o seu tratamento e bem-estar. Há uma tendência para se preocuparem apenas com os problemas mais graves e negligenciar tudo o resto”.

Para prevenir doenças oncológicas, para além de todos os conselhos no sentido de uma vida mais saudável, “as pessoas devem adotar cuidados diários de higiene oral (escovar os dentes e gengivas pelo menos duas vezes por dia, usar fio dentário e escovilhões, higienizar a língua) e efetuar visitas regulares ao seu médico dentista. Deve também ser evitada a exposição solar direta, adotado o uso de creme labial com proteção para a radiação solar e efetuada a vacinação contra o HPV”.

Especialistas reunidos para discutir a atualidade do tratamento do Cancro Colorretal

Alguns dos hot topics deste Simpósio relacionam-se com o facto destes doentes poderem beneficiar de mais opções terapêuticas a partir de um método já disponível em Portugal – a biópsia líquida. Esta técnica representa um novo método, mais rápido e menos invasivo que determina o biomarcador RAS – detetando as mutações do tumor a partir de uma análise de sangue. Este método inovador ajudará a selecionar os doentes certos para o tratamento mais eficaz, permitindo aumentar a taxa de sobrevivência.

Até à disponibilização das biópsias líquidas, era necessário extrair uma amostra do tecido tumoral para conhecer a evolução do cancro colorretal. Tratava-se de um método invasivo para o doente, que exigia uma cirurgia.

Segundo Pedro Moura, Managing Director da Merck Portugal, “O facto deste simpósio se encontrar já na 12ª edição revela a grande valia e qualidade científica da iniciativa, bem como a sua importância para os especialistas desta área que encontram aqui uma oportunidade de se reunirem e partilharem experiências.”

O cancro colorretal é a terceira causa de morte por cancro em todo o mundo. Em Portugal, são diagnosticados mais de 7.000 novos casos a cada ano, existem cerca de 80 mil doentes ativos e 50% da população desconhece os sintomas desta patologia.

Cancro digestivo representa 10% da mortalidade em Portugal

Ao longo desta reunião científica, dirigida a especialistas de Gastrenterologia mas também outras especialidades que integrem as equipas multidisciplinares, vão ser analisadas as diversas abordagens terapêuticas para o tratamento dos 5 tipos de cancros do aparelho Digestivo.

A urgência desta reunião e atualização de conhecimentos entre especialistas decorre da grandeza dos números. Mais de um terço das mortes por cancro são provocadas por cancros digestivos, sendo que morre um português por hora vítima de cancro digestivo.

Segundo os Profs. Rui Tato Marinho e Marília Cravo “Os números são muito relevantes e é necessário criar medidas para os travar. A SPG assume o compromisso de estar ao lado dos profissionais de saúde, facultando conhecimentos e ferramentas necessárias para que possam exercer, todos os dias, as suas funções de diagnóstico e tratamento de uma forma eficaz. Mas também, ao lado da população em geral, transmitindo informação útil à prevenção.”

Em Portugal, três das doenças que mais matam são do Aparelho Digestivo. O cancro do Cólon e Reto é a 2ª causa de morte por cancro no nosso país, registando cerca de 4200 mortes anuais, mas provavelmente é aquele que será mais fácil de evitar com medidas adequadas de prevenção.

Por sua vez, a mortalidade do Cancro do Pâncreas tem vindo a aumentar, havendo agora mais de 1500 novos casos por ano. Em 2013 foram 1372. É habitualmente uma doença silenciosa pelo que um estilo de vida saudável pode ter um papel importante na prevenção. Nalguns países já ultrapassou o cancro da mama.

Por último, o Cancro do Fígado/Cirrose hepática é a 5ª causa de morte em Portugal em idades inferiores aos 70 anos. As principais causas são o Álcool, Hepatites C e B e a obesidade.

Vida de criança que morreu de cancro inspira cooperativa solidária

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Pedrinhas, Cooperativa de Solidariedade Social e Cultural Pedro Brazião Rodrigues, “nasceu da alegria e da energia infinitas do Pedrinho”, disse à agência Lusa Ana Brazião, mãe da criança e presidente da instituição, cuja constituição legal foi celebrada esta semana.

Nascido a 23 de março de 2007, Pedro Brazião Rodrigues padecia de doença oncológica, da qual veio a falecer em 22 de março, na véspera de completar 11 anos.

Para os fundadores da nova cooperativa, familiares e outras pessoas que de algum modo acompanharam a evolução da doença do Pedro, ao longo de cinco anos, “todas as crianças são pedras preciosas”.

“E essas pedras preciosas, que passam pela experiência oncológica, veem as suas faces lapidadas, polidas, num processo de reestruturação que revela o que têm de mais resistente, valioso, brilhante e belo”.

“Foi um isolamento do mundo muito prolongado”, afirmou Ana Brazião, arquiteta de profissão, tal como o marido, frisando que o filho “passou quase metade da vida no hospital e em casa”, o que forçou a família e ele próprio a terem “uma vida paralela”.

“Apesar da doença, o Pedro construiu um imaginário fantástico fruto de uma força de viver imensa e de uma imaginação hilariante. Com arte, reformulou o seu mundo, tornando-o não apenas suportável, mas deliciosamente mágico”, sublinham os mentores da cooperativa, com sede na Lousã, distrito de Coimbra.

Todos os fundadores da Pedrinhas, cerca de 15, “participaram na vida do Pedro e experienciaram os sucessos e adversidades da vida de uma criança com cancro”, nos períodos de internamento, no Hospital Pediátrico de Coimbra, mas também em casa e na escola, onde raramente ele podia ir.

“Temos um objetivo muito ambicioso, que passa por proporcionar às crianças com cancro uma alegria extra no internamento, com atividades lúdicas e ocupacionais”, disse à Lusa Eulália Costa, vogal da direção a que preside Ana Brazião.

Sempre que possível, adiantou, a Pedrinhas poderá “também intervir na casa destes meninos”, disponibilizando, por exemplo, apoio a alterações arquitetónicas no interior das habitações, para as ajustar às limitações impostas pela doença.

“Como parceiros da sua resistência, o Pedro fez nascer, por via do desenho, personagens fantásticas, os ‘Pedrinhongos’, espécies híbridas que vivem no mundo da imaginação. Foram transpostas para o papel, com a mesma facilidade com que respiramos, e são hoje o maior legado que a nossa pedrinha nos deixou”, segundo o sítio da internet da instituição.

A Pedrinhas vai promover na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, no dia 16, às 19:30, um jantar solidário destinado a angariar fundos e apresentar a cooperativa publicamente.

LUSA

Infarmed tem em avaliação 23 novos medicamentos para o cancro

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Os dados foram hoje divulgados pelo vogal do Infarmed Rui Ivo durante o Simpósio “Oncologia em Portugal”, organizado pela comissão parlamentar de Saúde e que hoje decorreu na Assembleia da República, em Lisboa.

Só para a área oncológica há 23 novas substâncias ativas a ser avaliadas pelo Infarmed, que este ano aprovou já cinco novos fármacos para tratamentos de cancro: dois para tratamento de leucemia, um para cancro do pulmão, outro para melanoma e mais outro ainda para o cancro gástrico.

Em 2017, o Infarmed tinha aprovado 18 novos fármacos para utilização em oncologia: sete deles para melanoma, cinco para o pulmão, dois para melanoma múltiplo, outros dois para cancro colorretal, um para tumores de ovário e outro para linfoma não-hodgkin.

À medida que aumentam as incidências e prevalências de casos de cancro, bem como acesso a tratamentos, vão também crescendo os custos.

Segundo Rui Ivo, só entre janeiro e julho deste ano foram despendidos 200 milhões de euros em medicamentos oncológicos de consumo hospitalar, o que representa um acréscimo de 21% em relação ao período homólogo do ano anterior, ou seja, mais 35 milhões de euros.

Os medicamentos oncológicos representam 27,6% da despesa total com medicamentos nos hospitais.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Paulo Cortes, participou também no Simpósio promovido pela comissão parlamentar de Saúde e deixou clara a ideia do aumento da incidência e prevalência da doença oncológica no mundo.

“É expectável que o cancro passe de segunda para principal causa de morte. Em cada dez anos, há um aumento de 30% da prevalência de cancro, o que põe uma pressão enorme nos sistemas de saúde”, afirmou o oncologista, considerando fundamental definir estratégias para prevenir o cancro.

Este aumento reflete-se na crescente necessidade de recurso a radioterapia, por exemplo. Maria de Lurdes Trigo, da Sociedade Portuguesa de Radioterapia, indicou hoje no Simpósio que para 2025 se espera que as necessidades de radioterapia tenham um crescimento de 16% em relação a 2012.

Se nada for feito para inverter a tendência de crescimento, em 2035 estima-se que 14,5 milhões de pessoas morram por ano em todo o mundo, sendo que a radioterapia poderá ajudar a prevenir ou a evitar cerca de um milhão dessas mortes.

“A indicação terapêutica da radioterapia tem crescido e é necessário aumentar a capacidade de resposta dos serviços de radio-oncologia”, defendeu Lurdes Trigo.

Em Portugal, por exemplo, a Sociedade de Radioterapia prevê que fossem necessários 60 aceleradores lineares, quando em 2015 esses equipamentos não ultrapassavam os 30 no país.

LUSA

Australianos descobrem gene que pode ajudar tratamentos contra o cancro

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novo gene identificado como C6orf106 ou ‘C6’ tem um papel-chave na regulação da resposta imunológica do corpo perante infeções e doenças, segundo a mesma fonte.

O gene controla a produção de proteínas relacionadas com doenças infeciosas, assim como cancro e a diabetes, revelou a organização em comunicado.

“As citocinas [um termo genérico empregado para designar um extenso grupo de moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células] reguladas pelo ‘C6’ estão ligadas a uma grande variedade de doenças, incluindo o cancro, a diabetes e (..) a artrite reumatóide”, explicou o investigador da CSIRO Cameron Steward.

LUSA

Cancro da pele é o que pode melhor prevenir

Cerca de 80% da população mundial entre os 20 e os 50 anos não mantém uma presença assídua no dermatológico para acompanhar o estado dos seus sinais, 24% acredita que estar bronzeado faz bem à saúde e 17% discorda que os raios UV aumentem a probabilidade de cancro.

Os números apresentados pelo espanhol Deporte y Vida provam que, devido à falta de informação, ainda não são tomadas as devidas providências para evitar o risco de cancro da pele, que é hoje o mais frequente a nível mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde – uma verdade que se deve ao aumento da esperança média de vida e da excessiva exposição solar que reflete a vontade de se conseguir o bronze perfeito.

Contudo, é com base no conhecimento desta informação que se pode evitar o desenvolvimento deste cancro, que é dos mais simples de se prevenir.

Mesmo o uso diário de protetor solar, uma medida bem conhecida, não é adotada por grande parte da população que acaba por aderir à prática apenas nos dias de praia e exposição solar direta. É no entanto esta a primeira medida a tomar, principalmente com a chegada do bom tempo (e ainda antes os dias de temperaturas ‘demasiado’ altas).

Apesar dos cuidados alertados para com o sol, especialistas ressalvam que há de facto várias vantagens provenientes do sol como o auxílio na produção de vitamina D, melhoria da saúde óssea, libertação de endorfinas e regeneração do bem estar.

Ainda assim, e para garantir a saúde humana na sua plenitude, importa alertar para os cuidados e riscos da exposição solar excessiva.

Cancro: “É possível ser feliz no caos”

20525943_1413601418675229_2084223721588138512_n“Pretendo dar um testemunho em nome próprio, com uma vertente positiva, pois para mim é possível falar da morte e da perda, com humor e com coragem”, disse à agência Lusa Marine Antunes, de 27 anos, que aos 13 foi tratada a um linfoma não-Hodgink no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

A jovem, atualmente a residir em Lisboa, considera que “o mundo não tem de ruir e não é o fim do mundo para toda a gente”.

Marine Antunes salienta que “é possível dar a volta mesmo quando as dores são muito violentas, mesmo quando se perde pessoas que se amam”, como foi o seu caso [o namorado faleceu de cancro], e “continuar em frente, feliz, independente da dor”.

O livro contém crónicas humorísticas que, apesar de abordar temas difíceis, como a morte e a perda, a superação, “procuram transmitir uma mensagem positiva de que é possível ser feliz no caos”.

Em 2013, depois de superada a doença, Marine Antunes criou o projeto pioneiro “Cancro com Humor’, que deu origem ao seu primeiro livro, tornando-se numa referência inspiradora para doentes oncológicos, sobreviventes e cuidadores.

Para esta sobrevivente de cancro, o humor tem sido o seu “aliado nesta fase da vida”.

“E tem sido a melhor forma de nos ajudarmos a nós e aos outros”.

O livro “Cancro com Humor 2 – É possível ser feliz no caos” é lançado hoje nas redes sociais e poderá ser adquirido através do endereço eletrónico cancrocomhumor@gmail.com, mas a partir de setembro será apresentado em várias cidades do país.

“O primeiro livro correu muito bem e, por isso, tenho uma expectativa muita positiva para este”, refere Marine Antunes, salientando que a publicação se destina não só a doentes oncológicos, mas também a cuidadores, sobreviventes e a toda a gente.

“Porque precisamos de encontrar aqui um foco de esperança”.

IPO quer detetar o cancro cada vez mais cedo

Através de métodos de diagnóstico baseados em imagem molecular e avaliação biológica, o IPO acredita que pode identificar o cancro mais cedo.

Este estudo, com especial incidência no cancro do esófago, tem como objetivo criar “conhecimento e evidência científica sobre os tratamentos mais apropriados e eficientes, menos invasivos e com controlo dos custos associados”, disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração do instituto, Laranja Pontes.

De acordo com o médico, o maior desafio deste projeto, que vai ter a duração de três anos, é demonstrar que os métodos de tratamento são eficazes ao nível do combate à doença e que, ao mesmo tempo, minimizam os efeitos colaterais.

Sendo a cirurgia e a radioterapia radical “as melhores soluções atualmente existentes para a cura de cancros sólidos, existe uma clara necessidade de aumentar o conhecimento ao nível das mesmas, no sentido de se contribuir para a sua evolução, sobretudo no contexto de cancro em fase inicial”, referiu.

“Se por um lado, é expectável que a incidência de cancro aumente, também é possível intervir em fases cada vez mais precoces da doença, nas designadas lesões de menores dimensões”, explicou o presidente, acrescentando que “é fundamental que as tecnologias de rastreio e diagnóstico sejam cada vez mais eficazes”.

O projeto, que foi financiado em 2,5 milhões de euros pelo programa Norte2020 e onde estão envolvidos cerca de 40 profissionais do IPO-Porto e de centros parceiros, é liderado pelo coordenador do Grupo de Física Médica do instituto, João António Miranda dos Santos.

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