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Censura: ‘WhatsApp’ regista interrupções na China

Durante grande parte de terça-feira, o ‘WhatsApp’ esteve inacessível na China, a menos que os utilizadores recorressem a uma VPN (Virtual Proxy Network), mecanismo que permite aceder à Internet através de um servidor localizado fora do país.

Muitos dos utilizadores na China daquele serviço de mensagens instantâneas, que é detido pelo ‘Facebook’, são estrangeiros a residir no país, que têm assim uma alternativa ao ‘WeChat’, o serviço chinês mais utilizado no país, mas que está sujeito ao controlo e censura impostos pelas autoridades locais.

As interrupções no serviço do ‘WhatsApp’ surgem num período politicamente sensível para a China.

No outono, vai decorrer o congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), o mais importante acontecimento da agenda política chinesa, que se realiza de cinco em cinco anos.

Na semana passada, o ativista chinês e prémio Nobel da Paz de 2010 Liu Xiaobo morreu enquanto cumpria uma pena de prisão de 11 anos por subversão contra o poder do Estado.

Um estudo divulgado esta semana pela Universidade de Toronto mostra como a censura chinesa conseguiu bloquear, em tempo real, imagens de homenagens a Liu, em conversas privadas no ‘Wechat’, ilustrando a sofisticação do sistema de reconhecimento de imagens do aparelho de censura do regime.

Na noite de terça-feira, já era possível enviar mensagens através do ‘WhatsApp’ na China, mas não partilhar imagens.

Um pesquisador chinês, conhecido pelo pseudónimo Charlie Smith, considerou que as autoridades optaram por bloquear todas as mensagens não escritas, precisamente porque não conseguiam fazer uma censura seletiva, como no ‘WeChat’, que pertence ao gigante chinês da Internet Tencent.

Como o conteúdo do ‘WhatsApp’ é encriptado, “eles optaram por fazer uma censura bruta de todas as mensagens não escritas”, afirmou Smith, citado pela agência Associated Press (AP).

“Não seria de surpreender que tudo no ‘WhatsApp’ fosse bloqueado, forçando os utilizadores na China a usar serviços não encriptados, censurados e monitorados, como o ‘WeChat'”, acrescentou.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês disse na terça-feira não ter qualquer informação sobre o que se passou com o ‘WhatsApp’.

Com 1,2 mil milhões de utilizadores, o ‘WhatsApp’ é um dos serviços de mensagens instantâneas mais usado no mundo.

É detido pelo ‘Facebook’, que está bloqueado na China desde 2009. A plataforma digital de distribuição de vídeos Youtube, a rede de mensagens instantâneas Twitter ou o motor de busca Google também estão bloqueados na China, com Pequim a argumentar que redes sociais a operar fora do seu controlo constituem uma ameaça para a segurança nacional.

As autoridades têm também prestado crescente atenção a aplicações que utilizam mensagens encriptadas.

Depois de Pequim ter lançado uma campanha contra ativistas e advogados dos Direitos Humanos no país, em 2015, o Diário do Povo, jornal oficial do PCC, apontou a aplicação ‘Telegram’ como a plataforma onde os advogados coordenavam as suas atividades.

Em tribunal, os advogados foram também forçados a confessar como usavam aplicações de mensagem encriptadas para comunicar livremente com colaboradores estrangeiros.

O ‘Telegram’ foi, entretanto, bloqueado no país, e muitos dissidentes chineses optam agora por utilizar o ‘WhatsApp’.

Voos diretos de Lisboa para Pequim a partir do dia 26 deste mês

A afirmação de António Costa foi feita hoje de manhã, durante a cerimónia, num hotel de Lisboa, de inauguração dos voos diretos Lisboa-Pequim, com a presença do presidente do parlamento chinês, Zhang Dejiang, de visita a Portugal desde segunda-feira.

António Costa destacou que rota vai ser operada pela Beijing Capital Airlines (BCA), do grupo Hainan Airlines (HNA), que é “hoje indiretamente acionista da TAP”.

Com a abertura desta ligação, “reforça-se a dimensão de Portugal “como grande ‘hub’ intercontinental”, sendo hoje, segundo o primeiro-ministro, o “grande ‘hub’” dos voos para o Brasil e África.

A companhia chinesa Beijing Capital Airlines, do grupo HNA, vai iniciar a 26 de julho os voos diretos Portugal-China, que numa fase inicial terão preços entre 300 e 400 euros em classe económica, e andarão na casa dos 600 euros em classe executiva.

Esta rota terá três voos semanais entre Pequim e Lisboa, às quartas, sextas e domingos – que chegarão ao aeroporto da Portela às 7h30 e partirão para a China às 11h.

“Saída dos Estados Unidos permite a liderança chinesa a nível global”

“Os Estados Unidos deram um passo para trás na possibilidade de liderança sem capital que exerciam no mundo pelo exemplo e pela moral. A União Europeia é um bloco muito dividido e, portanto, a China emerge como o ator do futuro nesta matéria”, observou.

Para o antigo secretário de Estado do Ambiente português também “é bom que assim seja”, uma vez que “quem caminha para uma hegemonia comercial e económica obviamente vai ter que pensar no futuro com uma mudança de paradigma energético e até de consumo”.

“Quem quer liderar daqui a 100 anos não anda para trás”, enfatizou, defendendo que a saída de Washington configura antes um problema para os próprios Estados Unidos e uma “oportunidade” para outros blocos.

A retirada acaba por configurar “um retrocesso no quadro mental que havia antes de Quioto: ‘de dizer que se os outros não fazem eu também não faço'”, contextualizou José Eduardo Martins, apontando que “quem pensa a longo prazo [como a China] sabe que estas coisas são inescapáveis”.

O Acordo de Paris, que entrou em vigor a 04 de outubro, contempla a meta de não ultrapassar os 2°C (centígrados) de aquecimento global no final do século — definido como um nível crítico do equilíbrio climático global — e tem por objetivo limitar a subida da temperatura a 1,5ºC para manter um risco mais baixo de alteração do clima.

“Andámos durante 20 anos à volta do Protocolo de Quioto e (…) acho que nos iludimos e criámos demasiadas expetativas em torno dos objetivos obrigatórios e da ideia de que toda a gente tem que ter uma meta e que essa meta vai ser fiscalizável pela comunidade internacional [e] sem a qual vai haver sanções. É bem-intencionado, mas é esperar, porventura, demasiado do Direito Internacional”, observou.

Neste sentido, “o que teve sucesso em Paris foi a ideia, sim, do reporte, fiscalização e vigilância que exercemos uns sobre os outros”, porque “é uma questão de transparência”, mas o poder de executar “continua a ser uma capacidade nacional”.

“É da decisão de cada Estado e em particular dos Estados que têm um impacto mundial tão grande, como a China, que nós vamos conseguir dar passos em frente”, realçou José Eduardo Martins.

“O que é importante em Paris não é que as contribuições nacionais sejam vinculatórias — porque não são –, mas que estejam lá” e “haja uma unanimidade internacional”, afirmou, destacando “a consciência comum universalmente aceite do Acordo de Paris”.

Olhando para a China, José Eduardo Martins recordou que os próprios dirigentes querem voltar a ver o céu em Pequim, o que “conta muito”.

Em março, na abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, prometeu que os céus da China, que sofre de uma poluição crónica fruto de três décadas de desenvolvimento acelerado, voltarão a ser azuis.

“Acho que há aqui uma consciência de que se foi demasiado longe e uma capacidade de adaptação que poucos Estados têm”, realçou José Eduardo Martins.

China: está a nascer a primeira cidade verde

Uma cidade auto-sustentável, onde a energia solar e geotérmica são pontos fundamentais de partida. Trata-se de um plano pensado pelo arquiteto Stefano Boeri e que está a ser iniciado na China, a norte de Liuzhou, uma região a sul do país.

De acordo com o Huffington Post, a cidade verde irá acolher cerca de 30 mil pessoas e será rodeada de um milhão de plantas de 100 espécies diferentes, assim como 40 mil árvores.

As casas serão totalmente rodeadas de espaços verdes, o que dará à cidade capacidade de absorver cerca de dez mil toneladas de CO2.

Para além da contribuição para a limpeza do ar, a cidade irá também produzir cerca de 900 toneladas de oxigénio por ano.

Stefano Boeri explicou que este complexo, o “primeiro na China e no mundo”, tem o desafio de combinar a “auto-suficiência energética e do uso de energia renovável com o de aumentar a biodiversidade e efetivamente reduzir a poluição do ar”.

Um metro que passa dentro de um prédio? Sim, existe

Chongqing, situada no sudoeste da China é conhecida como a cidade ‘esquecida’ na China devido à sua localização, no interior do país, e também devido à irregular paisagem onde está situada, no meio de montanhas e na junção de dois enormes rios, Yangzte e Jialing.

Aqui, a construção praticamente não pára, arranha-céus e novos aglomerados urbanísticos são construídos com a mesma rapidez com que um antigo bairro inteiro é destruído. Sendo um dos maiores e mais populoso município da República Popular da China, com cerca de 8,2 milhões de habitantes, o crescimento vertical é a única opção para alojar o massivo número de pessoas que entram na cidade para viver.

China: patrão paga por cada quilo que os funcionários percam

Wang Xuebao, responsável pela Kingtian Consulting em Xian, no norte da China, oferece 200 yuans (26 euros) por cada quilo a menos, confirmou o próprio em entrevista por telefone à agência France Press.

“Desde o início de março, 20 empregados começaram a participar. O maior prémio foi de 2 mil yuans” (260 euros), no caso de um empregado que perdeu 10 quilos em dois meses.

O empresário lembrou-se do desafio porque percebeu que o trabalho dos consultores era muito sedentário.

“Os nossos empregados trabalham no escritório o dia todo e não fazem exercício físico. Percebi que muitos tinham excesso de peso e por isso tive esta ideia para os encorajar a mexerem-se”, contou.

“Não basta aumentar os números dos negócios, é preciso ter atenção à saúde. E a qualidade do trabalho também beneficia”, constatou.

Com a melhoria do nível de vida e a difusão de comidas do ocidente, os chineses engordaram: os homens aumentaram o peso em cerca de 3,5 kg entre 2002 e 2012 e as mulheres 2,9 kg, segundo um estudo da Comissão Nacional de Sa+ude, publicado em 2015. A obesidade atinge perto de 10% da população.

China: um homem cavou um canal de água durante 36 anos para trazer qualidade de vida à sua aldeia

Huang Dafa, de 82 anos, iniciou o projeto de construir um canal na província de Gizhou para fazer com que os habitantes de Caowangba, uma pequena aldeia escondida nas montanhas da província, tivessem acesso à água.

A motivação do homem levou-o a passar os últimos 36 anos a trabalhar no canal, juntamente com os moradores de três aldeias das proximidades. No início, a maioria das pessoas achava que se tratava de um esforço inútil. No entanto, Huang Dafa, determinado a contribuir para o crescimento da sua aldeia, nunca mostrou intenções de desistir.

Antes da construção do canal, os habitantes sobreviviam apenas de alimentos como a batata e o milho devido à escassez de água, de difícil acesso até para beber. Graças à nova construção, as pessoas vão ter a possibilidade de inovar na agricultura e melhorar as suas condições de vida.

Mas o trabalho não só foi difícil, como também bastante perigoso. “Se eu não o fizesse, mais ninguém teria tido coragem”, contou Huang Dafa, que conseguiu tornar o impossível possível.

O filho do responsável pela construção do canal de água, Huang Binchun, relembra o complicado processo: “As tarefas eram perigosas e difíceis. Em algumas noites, dormíamos em cavernas no penhasco. Toda a gente trabalhou em conjunto e conseguimos terminar o canal.”

Ao longo de 36 anos, pai e filho convenceram mais de 200 pessoas a trabalhar no canal. A água foi chegando aos poucos à aldeia até hoje, em que finalmente estão reunidas condições para aumentar a qualidade de vida na região.

Voos diretos entre China e Portugal a partir de julho

O voo terá três frequências por semana – quarta-feira, sexta-feira e domingo – entre a cidade de Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, avançou à agência Lusa o departamento de marketing da companhia aérea chinesa.

A Beijing Capital Airlines quer iniciar uma quarta frequência, mas esta não foi ainda aprovada pelo ministério da Aviação chinês, disse a mesma fonte.

O voo entre a China e Portugal será feito pelo modelo 330-200 da Airbus, uma das maiores aeronaves comerciais de passageiros da construtora europeia, com capacidade para 475 passageiros.

A Ctrip, o principal motor chinês de pesquisa de viagens, já incluía hoje o voo nos resultados, com o preço de ida e volta fixado em 6.400 yuan (870 euros).

Nos últimos três anos, o número de turistas chineses que visitaram Portugal triplicou, para 183.000, e deverá aumentar “exponencialmente” com a abertura da ligação direta, afirmou no início deste mês a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Portugal conquista um 5º lugar como fornecedor de sapatos da China

Em 2009, a indústria portuguesa exportava 34 mil pares de sapatos para a China, no valor de 646,5 mil euros. Ou seja, a um preço médio de 18,86 euros. Sete anos volvidos, o país mais populoso do mundo multiplicou por 20 as suas importações de calçado português. Em valor claro, que atinge já os 12,9 milhões de euros. Em volume, o crescimento é de 2,7 vezes. E o preço médio é já o terceiro mais elevado – 41,06 euros por par.

“É natural que se comece a ter bons resultados na China, fruto de uma aposta consistente nos últimos anos. Acresce que temos algumas empresas portuguesas que são já uma referência no mercado”, diz Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos. Casos como a Tatuaggi, de São João da Madeira, que tem cinco lojas e dois outlets da marca na China, operados por um parceiro local. Mas também a Nobrand, Profession Bottier ou a Kyaia, entre outros.

“A estratégia de entrada é a habitual na indústria portuguesa, com uma aposta sempre nos segmentos de mercado mais elevados. O que permite que o preço médio cresça sempre mais. E a verdade é que há poucos mercados no mundo dispostos a pagar mais de 40 euros por cada par de sapatos exportado”, refere.

Na verdade, o mercado que mais valoriza os sapatos portugueses é o chinês. A região administrativa especial de Hong Kong comprou, no ano passado, três milhões de euros em sapatos, a um preço médio por par de 44,99 euros. Quase o dobro do preço médio global de exportação do setor, que foi de 23,74 euros. Em segundo lugar surge a Coreia, com 42,59 euros e, em terceiro, a China. A quarta posição no ranking é ocupada pelos Estados Unidos/ /Canadá a uma distância considerável: 34 euros. O preço final ao consumidor é, normalmente, o triplo do preço de saída de fábrica. Pelo menos.

Na China há vários anos, a Kyaia, o maior grupo de calçado nacional, detentor da marca Fly London, assume que os números de crescimento no mercado “são abismais”, mas que têm, ainda, um peso diminuto nas vendas totais do grupo. “Todas as épocas crescemos, mas há muita rotatividade de clientes. Mas já temos dois, pelo menos, com os quais trabalhamos há seis épocas consecutivas. O que é muito positivo”, diz Amílcar Monteiro.

A verdade é que, apesar de o potencial ser enorme, a realidade é complicada. Não só pela distância, mas pela própria estrutura do mercado, onde o conceito de loja multimarca não existe ainda. Questões que levam Sérgio Cunha, da Nobrand, a assumir que a China “vai ser um mercado enorme, mas faltam anos para isso”. Embora tenha lá um showroom, em Xangai, para ir marcando terreno.

Já a Profession Bottier fechou, em dezembro, o seu showroom local. Não por desinteresse no mercado, que Rúben Avelar classifica de “fascinante”, mas por “falta de capacidade de investimento para alavancar o crescimento”.

China está envelhecida e precisa de bebés

Desde o início do novo século que não nasciam tantas crianças na China. Em 2016, registaram-se 18,46 milhões de nascimentos no território continental, e 45% são segundos filhos, revelou a Comissão Nacional de Planeamento Familiar na semana que passou. Num primeiro balanço do impacto do fim da “política do filho único”, que durante mais de três décadas proibia a grande maioria dos casais chineses de terem um segundo filho, nasceram mais 11% de bebés no ano passado do que em 2015.

Foi a certeza de que a China estava numa rota de envelhecimento da população que levou o Governo a acabar com a medida no final de 2015, mas é provável que se possa reverter a tendência.

Durante 35 anos, o regime chinês levou a cabo aquilo que especialistas como Mei Fong, autora do livro One Child, classificou como “a mais radical experiência social do mundo”. Para impedir e penalizar uma segunda gravidez, as autoridades recorriam a um rol de abusos, que incluíam multas pesadas, despedimentos, demolições de casas, abortos e esterilizações forçadas. O controlo populacional extremo era o preço a pagar para colocar o país mais populoso do mundo na rota do desenvolvimento, diziam os defensores do “filho único”.

Três décadas depois, a China percebeu que precisa de mais crianças para preservar a prosperidade. Na verdade, o controlo da natalidade pelo Governo permanece. A “política do filho único” foi substituída por uma “política de dois filhos”, que as autoridades dizem garantir uma recuperação dos níveis de natalidade, sem arriscar um “descontrolo”. A taxa de fertilidade das mulheres chinesas está em 1,6 filhos, bem abaixo da substituição geracional, e a maioria dos demógrafos diz ser muito improvável que o fim a política de filho único possa inverter a tendência de envelhecimento.

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