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CDS anuncia voto contra OE

Nuno Magalhães

“Não nos podem pedir mais do que fizemos, nomeadamente apresentando a nossa proposta”, justificou, mostrando-se preocupado com a perspectiva de aumento de impostos sobre os combustíveis, os automóveis e o tabaco, que tem sido dada como certa.

Nuno Magalhães diz que o CDS está particularmente preocupado com “o aumento de impostos diretos e indiretos que possam afetar a classe média” e pôr em risco a recuperação económica e a criação de emprego.

“É urgente que o governo dê sinais do ponto de vista do crescimento”, defendeu o líder da bancada centrista, que defende a necessidade de um orçamento que gere “confiança” e de “um regime fiscal amigo do emprego”.

Os centristas entendem que “a carga fiscal já é elevada” e que são necessárias “medidas de estímulo”.

De resto, Nuno Magalhães acha que deveria ter sido respeitado o ritmo de devolução dos cortes salariais e da sobretaxa que tinha sido definido pelo anterior governo.

“O CDS entende que é da maior justiça que houvesse medidas de recuperação de rendimento (…) Mas também defendemos que fosse feita de forma gradual”, disse à saída da reunião com Centeno sobre o OE para 2016.

Combustíveis, automóveis e bancos na mira de Costa

António Costa

Perante a ameaça de Bruxelas de “chumbar” o projeto orçamental português e de insistir que são precisas “medidas adicionais” para assegurar uma descida de 0,6% do défice estrutural no final do ano, o Governo prepara-se para mexer na proposta de orçamento e identificou três medidas para ter mais receita: aumentar a contribuição da Banca; fazer um aumento maior do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP); e agravar o imposto sobre veículos. Foram estas as orientações deixadas ontem numa reunião da equipa do ministro das Finanças, Mário Centeno, com os partidos que suportam o Governo, no Parlamento.

Terça-feira, Valdis Dombrovskis, um dos vice-presidentes da Comissão Europeia, deixou bem claro que o Governo tem de incluir “medidas adicionais” na proposta de Orçamento do Estado até sexta-feira, para que o OE fique em conformidade com as regras do novo Pacto. O comissário do euro disse que são precisos “mais esforços”, porque os “progressos ainda não são suficientes”, apesar das “discussões intensas” que têm estado a ter lugar.

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