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Há uma nova técnica para comer menos, dizem os cientistas

Frequentemente, é por falta de controlo que não conseguimos dizer não à sobremesa ou que acabamos por comer uma dose maior que a que realmente precisavamos, por exemplo.

Tal é um comportamento estudado a nível psicológico há várias décadas por ser bastante comum o comportamento de se optar por uma fatia de bolo em vez de uma maçã ou passar uma tarde no sofá em vez de ir ao ginásio, aponta o Scientific American.

Em anteriores estudos, foi provado que uma forma de ajudar a ter maior controlo sobre si próprio é quando as vantagens de cada feito estão à vista ou quando há pessoas envolvidas de certa forma – por exemplo, quando a participação num certo projeto pode ajudar no avanço de algum estudo sobre a cura de determinada doença.

A par dos incentivos de que o ser humano carece em situações destas, os rituais também parecem ajudar, como aponta o estudo aqui referido. Falamos por exemplo de preparar o almoço sempre da mesma forma, da realização de alguma atividade ao acordar ou do uso de um certo acessório antes de algum evento importante para o individuo. Os rituais reduzem a ansiedade e melhoram a performance em certas atividades. Se eles também servem para melhorar o auto-controlo a hora de comer, foi o que quis saber o grupo de investigação.

Na experiência, não foi pedido a nenhum participante que comesse menos, apenas que mantivessem um ritual antes de cada refeição, durante cinco dias. O ritual em questão consistia em utilizar uma apponde era pedido que se indicasse todos os ingredientes a usar nas três principais refeições do dia.

De facto, aqueles que seguiram o ritual diminuíram o consumo de calorias no geral, bem como de açúcar, comparativamente aos que não utilizaram a app.

Apontam os especialistas que, quando é ganho o hábito de se realizar determinada tarefa antes de cada refeição, o indivíduo tende a tomar maior consciência e, consequentemente, fazer melhores escolhas acerca do que come.

Doações do Ice Bucket Challenge ajudaram cientistas em nova descoberta

Lembra-se dos baldes de gelo? Dois anos depois de os vídeos para apoiar os doentes com esclerose lateral amiotrófica se terem tornado virais nas redes sociais, há resultados. Graças ao dinheiro angariado, os cientistas conseguiram descobrir um novo gene que contribui para o aparecimento da doença, o NK1.

A descoberta irá ajudar os investigadores a compreenderam como e qual a causa do aparecimento da doença. Responder a estas perguntas pode ser essencial para se conseguir alcançar tratamentos eficazes e, talvez, até a cura.

O Project MinE, publicado agora pela Natura Genetics, é o maior estudo alguma vez realizado sobre esclerose lateral amiotrófica. Mais de 80 investigadores em 11 países estiveram envolvidos para tentar chegar a uma conclusão relativamente à base genética da doença. “A sofisticada análise que conduziu a esta descoberta só foi possível devido ao grande número de amostras disponíveis”, disse Lucie Bruijn da ALS Association, citada pela BBC.

A variante do NEK1 só está presente em 3% pessoas das pessoas diagnosticadas com a doença, no entanto a descoberta sugere que haverá outros genes por identificar que aumentam o risco do surgimento da esclerose lateral amiotrófica.

O Project MinE, fundado em 2013 na Holanda, estava praticamente parado. Não havia forma nem orçamento para analisar as centenas de amostras sanguínias recolhidas. Após ter sido angariado dinheiro pela ALS Association, através dos vídeos do Ice Bucket Challenge, foi um dos seis projetos escolhidos para ser desenvolvido.

“Foi uma das campanhas nas redes sociais mais bem-sucedidas. O fundo ajudou-nos na investigação, mas também teve um profundo efeito na atenção dada à doença, não só a nível mediático, mas ao nível das biotecnologia e das empresas farmacêuticas. Cada vez mais estão ver e a pensar na esclerose lateral amiotrófica como um alvo [para a investigação]”, explicou Bernard Muller, fundador do Project MinE, citado pelo jornal britânico “The Guardian”.

Segundo dados apresentados pela BBC, mais de 17 milhões de pessoas fizeram uploads de vídeos do Ice Bucket Challenge para o Facebook, que foram vistos mais de 440 milhões de vezes em todo o mundo.

Implante no cérebro permite que tetraplégico volte a jogar Guitar Hero

Ian Burkhart, do Ohio, tinha apenas 19 anos quando, depois de mergulhar numa praia na Carolina do Norte, ficou paralisado dos ombros para baixo. Arrastado por uma onda, o estudante universitário embateu num banco de areia, provocando uma lesão na C5 (pescoço). Desde então, Burkhart tem sido apenas capaz de mexer os ombros e os braços até certo ponto. Mas, graças a um novo implante, o jovem de 24 anos conseguiu voltar a mexer as mãos e a jogar Guitar Hero.

Depois do acidente na Carolina do Norte, Burkhart fez terapia com uma equipa de médicos da Universidade Estatal de Ohio, sem nunca perder a esperança de um dia recuperar os movimentos. Aos médicos, fez sempre questão de dizer que estava disposto a colaborar em estudos ou ensaios médicos. E foi isso que acabou por acontecer.

Depois de muito ponderar, Burkhart acabou por se submeter a uma cirurgia onde lhe foi implantado um pequeno chip no cérebro. “Essa era a questão: será que queria submeter-me a uma cirurgia ao cérebro ou a qualquer coisa que me podia não beneficiar. Havia muitos riscos”, disse o jovem, citado pelo The Guardian. “Foi algo que tive de ponderar durante muito tempo mas, depois de conhecer a equipa toda e todos os envolvidos, soube que estava em boas mãos.”

O chip, implantado no córtex motor, a zona do cérebro que controla os movimentos das mãos, envia sinais elétricos para um computador (ao qual Burkhart tem de estar ligado), transformando os pensamentos do jovem em possíveis movimentos, explica o jornal britânico. Este, por sua vez, envia impulsos elétricos através da pele para os músculos, a partir de uma espécie de pulseira presa ao braço de Burkhat, facilitando a “reanimação” da sua mão direita, pulso e dedos.

Isto significa, porém, que o aparelho só pode ser utilizado em laboratório. De acordo com a revista Nature, onde foram publicados na quarta-feira os resultados da investigação, o sistema precisa também de ser recalibrado cada vez que é usado.

Para conseguir voltar a mexer a mão, Burkhart teve de aprender a usar o computador. Durante 15 meses, dedicou três dias por semana a aprender a controlar os seus movimentos. “Inicialmente, tivemos de fazer uma sessão curta porque me senti mentalmente cansado e exausto, como se tivesse passado seis ou sete horas num exame”, contou o jovem. “Mas, com a prática, tornou-se cada vez mais fácil. Tornou-se uma segunda natureza.”

Os primeiros movimentos aconteceram em 2014 mas, desde então, o jovem aprendeu a fazer ações mais complexas e controlar com maior precisão a sua mão e dedos. Graças ao chip, Burkhart já foi capaz de voltar a jogar Guitar Hero.

Segundo Chad Bouton, engenheiro biomédico que liderou a equipa de investigadores que desenvolveu o chip que foi implementado em Burkhart, esta foi “a primeira vez que o [movimento estimulado] foi associado aos sinais que são registado dentro do cérebro. “Agora, o paciente é capaz de controlar os movimentos das mãos com os seus próprios pensamentos.”

 

Descobertas estrelas 30 milhões de vezes mais brilhantes do que o Sol

Cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, socorreram-se de imagens do telescópio espacial Hubble para detetar o grupo de estrelas, a 170 mil anos-luz da Terra.

O aglomerado estelar em causa, o R136, está localizado na Nebulosa da Tarântula, região da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã em torno da Via Láctea, onde se situa a Terra.

No estudo, os astrónomos assinalam que o aglomerado estelar inclui diversas estrelas extremamente quentes e luminosas, cuja radiação se concentra no comprimento de onda ultravioleta do espetro luminoso.

Entre as dezenas de estrelas, cujo tamanho excede em mais de 50 vezes a massa do Sol, foram detetadas nove cujas dimensões ultrapassam as cem massas solares.

Contudo, nenhuma delas supera a R136a1, a maior estrela do Universo conhecida, que tem mais de 250 massas solares, e que também se localiza na Nebulosa da Tarântula.

As primeiras evidências do aglomerado estelar R136 remontam a 2010, quando astrónomos da mesma universidade britânica descobriram quatro estrelas que ultrapassavam o limite de massas que era então aceite para este tipo de corpos celestes.

Agora, foram identificadas cinco novas estrelas neste aglomerado.

Segundo o investigador Paul Crowther, autor principal do estudo, não teria sido possível distinguir estrelas individuais no aglomerado estelar sem a resolução de imagem proporcionada pelos instrumentos do Hubble.

Dia do Sono: Tudo o que a ciência descobriu

No Dia Mundial do Sono, o Lifestyle ao Minuto reuniu as principais conclusões a que a ciência chegou sobre o sono nos últimos tempos. Confirme-as:

1. Deitar-se depois das 23h pode levá-lo a ingerir mais 220 calorias do que as pessoas que vão cedo para a cama, como lhe noticiámos aqui.

2. Dormir demais é prejudicial para a saúde. Se dormir pouco (menos de sete horas) faz muito mal, dormir demais (mais de nove horas) também não é nada positivo. É o que sugerem vários estudos que lhe divulgámos aqui.

3. Os dispositivos móveis interferem com a qualidade do sono. Além dos ecrãs dos telemóveis e tablets deixaram as pessoas mais despertas, a tendência de acordar a meio da noite para verificar se existem ou não notificações novas é cada vez maior.

4. O sono é fundamental para a inteligência emocional. Diz um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que as poucas horas de sono interferem diretamente com a capacidade de compreender e decifrar emoções de terceiros.

5. A prática de mindfulness ajuda a dormir melhor e por mais tempo, como indicou um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, também nos Estados Unidos.

6. Recorrer a terapeutas ou à terapia comportamental é também uma forma eficaz de dormir melhor, como indica uma revisão científica divulgada este ano.

7. O relógio circadiano do cérebro tem um botão de ‘reiniciar’, que consegue manipular os neurónios de tal maneira que o ritmo circadiano interno do corpo fica deslocado, diz um estudo da Universidade de Vanderbilt.

8. O sono ajuda a processar a memória, como indicou um estudo da Universidade de Exeter.

9. Os padrões de sono dos nossos antepassados não são, afinal, assim tão diferentes dos padrões de sono atuais, como indicou um estudo norte-americano.

10. Uma boa noite de sono ajuda a manter a memória forte e a afastar a doença de Alzheimer, como indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Curioso: O lado que escolhe para dormir pode ter influência nas suas funções digestivas. Como lhe mostrámos aqui, dormir para o lado direito pode fazer com que acorde com azia, isto porque como o estômago tem menos espaço desse lado o suco gástrico pode ficar no esófago durante a noite.

Cientistas podem ter descoberto forma de recuperar memórias

O estudo, realizado em ratos pelo cientista japonês Susumu Tonegawa, Nobel da Medicina em 1987, mostrou que ao estimular áreas específicas do cérebro com luz azul os cientistas conseguiam que os ratos recuperassem memórias que antes lhes eram inacessíveis.

Os resultados, publicados na quarta-feira, fornecem a primeira prova de que a doença de Alzheimer não destrói as memórias, apenas as torna inacessíveis.

“Como os humanos e os ratos tendem a ter um princípio comum em termos de memória, as nossas conclusões sugerem que os pacientes com doença de Alzheimer, pelo menos nos primeiros tempos, podem também manter as memórias nos seus cérebros, o que significa que existe uma possibilidade de cura”, disse Tonegawa, citado pela AFP.

Os cientistas questionam-se há anos se a amnésia provocada por um traumatismo craniano, o stress ou doenças como o Alzheimer resulta de danos em células cerebrais específicas, o que tornaria impossível recuperar as memórias, ou se em causa está o acesso a essas memórias.

Para tentar comprovar a segunda hipótese, Tonegawa e colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, usaram ratos que tinham sido geneticamente modificados para exibir sintomas semelhantes aos dos doentes de Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro que afeta milhões de adultos em todo o mundo.

Os animais foram colocados numa caixa que tinha uma corrente elétrica baixa a passar no chão, provocando uma sensação desagradável, mas não perigosa, de choque elétrico nos pés.

Um rato não afetado que seja colocado novamente na mesma caixa 24 horas depois fica paralisado de medo, antecipando a mesma sensação desagradável, mas os ratos com Alzheimer não mostraram qualquer reação, sugerindo que não têm memória da experiência.

Quando os cientistas estimularam zonas específicas do cérebro dos animais – as “células de engramas” associadas à memória – usando uma luz azul, os ratos aparentemente relembraram-se do choque.

Além disso, ao examinar a estrutura física dos cérebros dos ratos, os investigadores constataram que os doentes tinham menos sinapses (ligações entre neurónios).

Através da estimulação luminosa repetida, os cientistas conseguiram aumentar o número de sinapses até níveis comparáveis aos dos ratos saudáveis.

A certo ponto, deixou de ser necessário estimulá-los artificialmente para suscitar a reação de terror perante a caixa.

“As memórias dos ratos foram recuperadas através de um meio natural”, disse Tonegawa.

Isto significa “que os sintomas da doença de Alzheimer desapareceram”, acrescentou o neurocientista.

“É uma boa notícia para os pacientes”, congratulou-se o Nobel da Medicina, que no entanto se mostrou prudente: “Num estádio precoce, a doença poderá ser tratada no futuro, desde que se desenvolva uma nova tecnologia que cumpra os requisitos éticos e de segurança.

Os investigadores estimam que a técnica só funcionasse durante alguns meses nos ratos, ou durante dois ou três anos nos humanos, até a doença avançar de tal maneira que eliminasse todos os ganhos.

A Organização Mundial de Saúde estima em 47,5 milhões o número de pessoas no mundo afetadas por demências, 60 a 70% das quais de doença de Alzheimer, que por enquanto é incurável.

Como a edição do ADN pode mudar a nossa espécie

A possibilidade de que a CRISPR-Cas9 seja usada em breve para a terapia genética em humanos tem causado frenesim na comunidade científica. Ao mesmo tempo, muitos perguntam: os seres humanos deveriam ter controlo sobre a própria genética e reescrever o ADN para gerações futuras?

Biólogos são capazes de editar o genoma com ferramentas moleculares há algum tempo, mas não de maneira tão simples e versátil como com a CRISPR-Cas9. Descoberta em 2012, a tecnologia usa a enzima Cas9 para cortar o ADN em pontos determinados por uma cadeia-guia de RNA. Ou seja, a tecnologia funciona mais ou menos como a ferramenta de localizar e substituir uma palavra no Word, primeiro localizando o gene a ser editado e, depois, fazendo a alteração necessária.

Isso permite «customizar o genoma de qualquer célula ou espécie à vontade», afirmou Charles Gersbach, professor assistente de Engenharia Biomédica da Universidade de Duke ao New York Times.

Na China, cientistas já aplicaram a tecnologia para alterar o ADN de embriões humanos no ano passado, na tentativa de corrigir falhas genéticas por trás da rara – e muitas vezes fatal – doença sanguínea talassemia beta. A experiência, realizada na Universidade Sun Yat-sen, foi considerada eticamente defensável, pois os embriões carregavam um defeito cromossómico que os tornava inviáveis e não lhes foi dada a hipótese de se desenvolverem.

O Reino Unido também autorizou, no início de Fevereiro deste ano, que cientistas modifiquem geneticamente embriões humanos, mas apenas para fins de pesquisa. Trata-se da primeira licença do tipo na Europa, e os pesquisadores, do Instituto Francis Crick, em Londres, pretendem adoptar a tecnologia CRISPR-Cas9.

Alterar o ADN de um embrião – a chamada modificação da linha germinativa – significa que as mudanças apareceriam em todas as células do organismo adulto. Isso inclui óvulos e espermatozoides, ou seja, as mudanças genéticas e possíveis efeitos colaterais seriam transmitidos para gerações futuras.

Se os pesquisadores conseguissem manipular o gene que sofre mutação em pessoas com a doença de Huntington, por exemplo, poderiam curar o distúrbio neurológico e evitar que crianças nascessem com a patologia.

Muitos especialistas argumentam que as doenças causadas por um único gene defeituoso, como a de Huntington, são raras e, por isso, não há uma procura médica para fazer alterações hereditárias em embriões.

«A edição genética hereditária não é aplicável a doenças comuns como cancro ou diabetes, nas quais a componente hereditária é causada por vários genes diferentes», escreveu o jornalista científico Nicholas Wade no New York Times.

Wade afirma que, mesmo no caso de doenças causadas por um único gene, a edição da linha germinativa é desnecessária na maioria dos casos, porque os pais podem gerar uma criança saudável através da fertilização in vitro. Bastaria implantar no útero apenas embriões saudáveis, identificados numa triagem genética. Casais também podem recorrer à doação de esperma.

Além da manipulação genética em embriões, há a esperança de que, para algumas doenças, seja possível extrair células estaminais do sangue, alterá-las com ajuda da CRISPR-Cas9 e devolvê-las ao organismo. Segundo um artigo publicado na revista Nature, poderiam ser manipuladas células estaminais para tratar a anemia falciforme, por exemplo.

Um desafio maior seria aplicar a enzima Cas9 e o RNA-guia para outros tecidos do corpo, mas os cientistas esperam que um dia a técnica possa ser usada para lidar com uma série de doenças genéticas. Cientistas também têm esperança de conseguir manipular células do sistema imunológico para evitar o cancro e finalmente encontrar uma cura para a doença.

As mais recentes inovações da Ciência portuguesa vão estar em exposição na Mostra da U.Porto

Reitoria da Universidade do Porto

Na próxima semana será possível ver o balão de hélio que irá levar a internet até ao alto mar, experimentar como as suas expressões faciais podem ser automaticamente transferidas para uma personagem de cinema de animação, conhecer os mecanismos de um carro elétrico de competição, descobrir como um estetoscópio digital pode detetar as irregularidades do batimento cardíaco ou assistir à primeira apresentação de aplicações móveis construídas com base na nova tecnologia europeia SafeCloud.

Estes são apenas alguns dos exemplos de projetos científicos desenvolvidos na Universidade do Porto que será possível conhecer durante a Mostra da U.Porto. Mas este será também um espaço onde o público poderá meter mãos à obra e participar em mais de uma centena de demonstrações e experiências interativas.

Quem se deslocar ao Pavilhão Rosa Mota poderá, por exemplo, participar em aulas de pintura e desenho, aprender a produzir um medicamento, simulações de escavação arqueológica, descobrir porque não cai a Torre de Pisa, descobrir os mistérios das ondas e dos sismos, realizar aulas de culinária saudável ou aprender como melhor organizar o seu frigorífico, entre muitas outras atividades.

Esta será também uma oportunidade para os futuros estudantes do Ensino Superior perceberam qual o curso universitário que mais se adequa à sua vocação profissional. Para isso, contará com centenas de professores, investigadores e estudantes da U.Porto prontos a esclarecer todas as suas dúvidas sobre cursos e formas de acesso ao Ensino Superior.

Com entrada livre, a Mostra da Universidade do Porto estará aberta a todo o público de 17 a 20 de março, no seguinte horário: quinta e sexta-feira das 10h00 às 19h00, sábado das 11h00 às 20h00 e domingo das 11h00 às 19h00.

Cientistas poderão ser capazes de estender vida

Em filmes de ficção científica é comum encontrar premissas baseadas em vida eterna ou pelo menos mais prolongada que a esperança média de vida atual de um ser humano mas, afinal, esta possibilidade pode não pertencer apenas ao domínio da ficção.

Conta o Engadget que uma investigação levada a cabo pela Mayo Clinic conseguiu estender entre 25% e 35% a vida de ratos de laboratórios, um resultado atingido com a remoção de células degenerativas nos seus corpos. Os resultados destas experiências foram sujeitos mais ativos e com menos problemas de coração e rins em idade avançada.

Em teoria este método deverá funcionar também com seres humanos para os quais se antevê a criação de um medicamento especial que, a resultar, tornaria possível estender a esperança média de vida humana para os 95 e os cem anos.

Investigadores estudam morcegos para ajudar a preservar espécie

O objetivo do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEA), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), é “aprofundar o conhecimento sobre a ecologia dos morcegos”, os únicos mamíferos que voam.

Coordenados por João Cabral, diretor do LEA, laboratório integrado no Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), os estudos sobre a ecologia dos morcegos incidem especialmente na região transmontana e alto duriense.

Os investigadores, em comunicado, realçaram o papel desempenhado pelos morcegos que “prestam um serviço relevante para muitas atividades humanas, como a agrícola, ao controlarem significativamente inúmeras pragas de insetos prejudiciais à agricultura e à saúde pública”.

Ao mesmo tempo, acrescentaram, contribuem “para diminuir a aplicação de práticas de combate mais nocivas para o ambiente, como é o caso dos pesticidas ou inseticidas”.

Num desses estudos, os investigadores estão a fazer uma avaliação da distribuição espacial de quatro espécies de morcegos nos distritos de Vila Real e Bragança, relacionando os seus requisitos ecológicos com as características climáticas, topográficas, socioeconómicas atuais e dos usos do solo predominantes.

O objetivo é “a análise e a previsão dessa distribuição no futuro, de acordo com as tendências de alteração nos usos do solo, através da modelação ecológica”.

Esta investigação, desenvolvida no âmbito do mestrado de Luís Braz, quer “contribuir para melhorar o conhecimento sobre estas espécies, cujo estatuto de ameaça é ainda desconhecido” e visa também “a criação de uma ferramenta de apoio à gestão ambiental que ajudará os gestores e decisores responsáveis pela conservação deste grupo de animais”.

Em Portugal continental estão descritas 25 espécies de morcegos, havendo nove em perigo devido à destruição ou perturbação dos seus abrigos.

Luís Braz realçou a grande importância da função ecológica destas espécies “uma vez que todos os morcegos europeus são insetívoras, alimentando-se da grande maioria de artrópodes da nossa fauna”.

“Caçam durante a noite usando um sistema de ecolocalização por emissão de ultrassons. Contando que um morcego pode ingerir desde metade até ao dobro do seu peso por noite, um único morcego com 10 gramas pode caçar até 20 gramas de insetos, salientou.”

Por sua vez, Luís Ochoa, no seu trabalho de mestrado, está a analisar a diversidade de morcegos na área urbana da cidade de Vila Real e Sandra Faria, também aluna de mestrado, incide a sua área de estudo no campus da UTAD.

Dos trabalhos de conservação que o LEA tem desenvolvido, destaca-se ainda o projeto “Murbe” que incidiu na instalação de 70 caixas abrigo para morcegos nos parques e jardins da cidade de Vila Real e que teve como objetivo compensar a perda de habitat provocada pela expansão urbana

Este programa foi desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal de Vila Real.

Os investigadores da UTAD envolveram-se ainda no projeto “EcoVitis” que visou a maximização dos serviços do ecossistema vinha na Região Demarcada do Douro que abrange, entre outros grupos de flora e fauna, os morcegos.

O LEA é atualmente responsável pela monitorização de “longo termo” das medidas compensatórias para morcegos implementadas ao abrigo do Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor, um projeto financiado pela EDP.

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