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Em Moçambique falta, sobretudo, mais formação

De três empresas e de três sócios, Fernando Gusmão, Raul Bessa e Fernando Pimentel, nasce uma nova entidade empresarial – a GTO. Uma empresa especialista em soluções integradas de Engenharia, atuando principalmente nas áreas de Climatização, Térmica ,Eletrotécnica, Segurança Integrada,Telecomunicações e Luminotécnica (Lighting Design), tanto a nível nacional como internacional.

Fernando Gusmão

Nasceu da vontade de consagrar negócios em Moçambique, atuando localmente. “Procura-se que os trabalhos sejam executados em Moçambique e por isso é que temos uma estrutura local, com profissionais locais. Esta é também uma forma de assegurar uma outra questão muito relevante: a formação. Pretendemos que os profissionais de Moçambique recebam a formação e que, assim, possam desenvolver competências adequadas a práticas inovadoras nas áreas da Engenharia. É óbvio que um jovem país não pode ter a experiência de uma “velha” Europa, mas África está a dar passos significativos quer na área técnica, quer tecnológica. Existe um crescimento mais importante que o científico que por vezes fica esquecido: a evolução das mentalidades. E neste sentido, em Moçambique este desenvolvimento é notório.

A GTO assume-se como entidade que quer marcar presença em África, não simplesmente através de uma perspetiva financeira mas também como uma filosofia pedagógica: “Damos muita importância à questão pedagógica. É nosso objetivo ter colaboradores, localmente, que saibam fazer as coisas. Desta forma esperamos desenvolver uma filosofia no sentido de ensinar para que no futuro sejam eles a fazer tudo sozinhos e, deste modo, tornarmo-nos parceiros”.

Moçambique – Um país à espera de aprender

Fernando Pimentel

Quando está em Moçambique, Fernando Gusmão, é muitas vezes convidado a participar em colóquios nas universidades e afirma que os moçambicanos são pessoas que querem absorver toda a informação que lhes é transmitida: “As pessoas gostam de ouvir as novidades, que os europeus, lhes levam. Novos conceitos, novas formas de olhar para as coisas; são pessoas extremamente recetivas. Por isso, consideramos que a questão de intercâmbio entre estudantes e técnicos seria algo precioso. Moçambique é um país incrível, com pessoas também elas incríveis, dispostas a aprender, no entanto, seria necessário criar condições às empresas para que elas possam conceber projetos de intercâmbio para troca de conhecimentos. Tal poderia dar-se através de criação de bolsas, por exemplo, através de protocolos entre o governo e as empresas. É preciso incentivar e premiar as empresas que estão a querer despender  tempo para formação”.

“Já temos planeado trazer moçambicanos para cá, para aprenderem connosco. Apesar de terem uma sede enorme de conhecimento, não têm ao seu dispor os recursos necessários”.

Por isso, o nosso interlocutor mostra-se a favor da criação de mecanismos para que os jovens moçambicanos venham para Portugal ou que técnicos experientes vão para Moçambique, no entanto, alerta que seriam precisos protocolos entre universidades, governo e empresas. 

“Transmitir conhecimentos”

Foi numa perspetiva de oferecer o que sabem que decidiram constituir a GTO em Moçambique, segundo FG e FP declaram que: “Desde o início que o objetivo passou por levar – além da formação – algo mais criativo e sustentável. Temos conseguido angariar grandes projetos como a iluminação do edifício sede do BCI; Complexo de edifícios do Banco de Moçambique; o edifício Platinum; o edifício Sal & Caldeira; o complexo de edifícios JAT 6; a remodelação do Hotel Polana Mar, entre outros… é aí que somos diferentes. Para além de toda a nossa filosofia e modo de olhar as coisas é algo que queremos perpetuar. A questão da sustentabilidade é de extrema importância”.

SISTAVAC é agora RACE, uma mudança com 30 anos de experiência

“A alteração de nome foi já o culminar de todo um processo muito bem pensado e estruturado. Este rebranding deu-nos uma perspetiva muito interessante. Conseguimos com que os colaboradores ficassem ainda mais comprometidos com a organização. Esta é uma imagem de futuro. Queremos caminhar para a inovação e com esta mudança conseguimos“, começa por explicar o nosso entrevistado.

Com uma prioridade clara nas áreas estratégicas de maior valor de modo a reforçar a presença nos mercados internacionais com soluções inovadoras, competitivas e sustentáveis, muitas delas desenvolvidas de raiz pela equipa de engenharia, a RACE tenciona afirmar-se como parceiro internacional de referência, continuando a expandir-se para além de mercados onde já conta com importantes projetos como no Brasil, na Roménia, em Espanha, em França, mas também em Portugal.

“Passamos nos últimos anos a organizar o nosso negócio em três produtos core: refrigeração, ar condicionado e eficiência energética. Esta reorganização serviu para nos focarmos e continuarmos a ser líderes de mercado”. Com esta ambição, alteraram o nome para RACE – que é a sigla para Refrigeration & Air Conditioning Engineering – o que representa o culminar de um processo de três anos, durante os quais se procedeu à reorganização da empresa que, além de um novo nome e imagem, está agora estruturada em torno de quatro áreas de negócio consideradas estratégicas e nucleares: Refrigeração, Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e Building Efficiency.

Segundo o responsável, “o maior desfio hoje é a preocupação energética e a legislação, cada vez mais ‘apertada’ do ponto de vista ambiental. Tentamos acompanhar sempre as tendências de modo a oferecer soluções de ponta aos nossos clientes”.

Projetos e I&D 

“O Mar Shopping em Loulé é um projeto de uma magnitude incrível a nível nacional e a RACE está a fazer toda a parte de ar condicionado do espaço. Estamos a participar no primeiro investimento de um investidor estrangeiro, em Évora, num centro comercial, onde toda a engenharia é portuguesa. Esta é a primeira vez que um investidor chega a Portugal disposto a investir e escolhe a RACE. O ParkLake é um outro centro comercial na Roménia, em Bucareste, um projeto da Sonae Sierra, onde fizemos todas as instalações. Sendo que esta é a nossa maior obra em 30 anos de trabalho. Ainda no âmbito internacional, no Brasil, em Belo Horizonte, numa fábrica de nanochips, a única no hemisfério Sul que concebe este tipo de produtos. Por cá, inauguramos este mês uma loja com um conceito inovador com a integração de todos os nossos produtos. Todos os projetos foram pensados por nós, portugueses”, declara Frederico Rosa.

A RACE tem, continuamente, instalado soluções energéticas que se têm traduzido em milhares de euros de reduções de custos. Com equipas extremamente operacionais que, de acordo com o nosso interlocutor, “permitem acompanhar os clientes e a melhorar estratégias e procedimentos de forma contínua”, uma vez que, “hoje não há nenhum segmento de mercado que não seja competitivo e por isso é nossa intenção oferecer um fator distintivo tratando de tudo aquilo que é a nossa especialidade”.

“Vamos até onde chegarem os nossos clientes” 

“O ‘rebrand’ passa essencialmente pela distinção e pelo foco em três produtos foco, sempre com vista a inovação e foco no cliente. Já temos projetos em vários países e queremos continuar a conquistar mais, com a melhor performance e com a melhor solução energética”.

Neste campo a marca desenvolveu um laboratório, o RACE LAB, onde testam as soluções de engenharia que são feitas “à medida”, assim como “a aplicação de tecnologias inovadoras e sustentáveis que maximizam a eficiência, a segurança, o conforto e o negócio dos clientes”.

A marca está por isso mesmo em constante desenvolvimento de soluções de engenharia que permitem antecipar novas tendências, inclusive legais, e que permitam reduzir recursos, e ao mesmo tempo, melhorar eficiências e gerar mais valor para os clientes.

É com esta atitude de geração de valor e com a sua capacidade de inovar e entregar soluções à medida que a RACE é reconhecida enquanto líder global de mercado no desenho e implementação de projetos de engenharia de refrigeração comercial e industrial, na conceção e execução de instalações de ar condicionado, ventilação e instalações elétricas, bem como na conceção e implementação de sistemas de gestão computorizados remotos que permitem a monitorização e o controlo dos múltiplos equipamentos de um edifício, que passam pela refrigeração, ar condicionado e controlo, bem como toda a monitorização e otimização energética da globalidade da instalação.

30 Anos de experiência 

Fundada em 1985 com a designação de Selfrio – Engenharia do Frio, S.A, a RACE tinha como objetivo prestar serviços de assistência técnica, conceção, fabrico e construção de instalações comerciais/industriais na área da refrigeração. Entrou na área de AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) em 1992 através da SISTAVAC, uma empresa com cariz vincadamente tecnológico e vocacionada para a conceção/construção integrada de instalações mecânicas, hidráulicas, elétricas e gestão técnica centralizada.

Em 1998 a SISTAVAC iniciou o seu processo de internacionalização, estando presente no Brasil, Espanha e Angola. Hoje, sob a denominação de RACE, conta com505 colaboradores, distribuídos pelas várias delegações, e teve um volume de negócios em 2016 na ordem dos 67 milhões de euros. A empresa integra o universo SONAE, com 70% do seu capital pertencente à Sonae Capital e 30% à norte-americana Johnson Controls.

 

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